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  • Filme

    J.K. Rowling volta a fazer comentários transfóbicos no Twitter

    13 de dezembro de 2021 /

    A Warner convidou o ator Johnny Depp a “se demitir” de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, após o escândalo da praticada contra sua então esposa, Amber Heard, vir à público. Também demitiu o ator Jamie Waylett da conclusão de “Harry Potter”, após o intérprete de Vincent Crabbe em seis filmes ser pego com maconha. Mas a escritora J.K. Rowling segue sem qualquer tipo de punição e cada vez mais à vontade em sua campanha para espalhar ódio contra a comunidade transexual nas redes sociais. Sete horas antes do estúdio liberar o primeiro trailer de “Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”, a autora do roteiro do filme fez uma nova postagem transfóbica em seu Twitter. O assunto é o de sempre, sua obsessão favorita: atacar a autodeterminação de gênero sexual. Anexando o link de uma reportagem do jornal The Times, sobre uma decisão da polícia britânica de registrar estupros cometidos por criminosos com genitais masculinos como “femininos”, caso este seja o gênero com o qual se identificam, ela ironizou: “Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é força. O indivíduo com pênis que estuprou você é uma mulher”. Escolhida a dedo para não encontrar muita resistência entre defensores dos direitos transexuais – um fã de Rowling chegou ao ponto ao dizer que quem defende estupradores não pode estar certo – , a frase não é isolada. Ela integra uma conhecida história de ataques similares da escritora. A cruzada de Rowling veio à tona há pouco mais de um ano, quando também usou o Twitter para criticar uma reportagem que citava “pessoas que menstruam” para designar indivíduos do sexo feminino. “Tenho certeza que costumava existir uma palavra para essas pessoas”, escreveu ela, insinuando que a matéria deveria dizer apenas “mulheres”. Ela fez questão de esquecer que homens trans podem menstruar. Logo em seguida, a escritora acirrou sua campanha, explorando a descrição mais sensacionalista possível, ao considerar transexuais como estupradores em potencial. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. A declaração foi confrontada por ninguém menos que Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que viveu a primeira super-heroína transexual da TV. Ela se tornou conhecida aos 15 anos de idade por enfrentar o mesmo preconceito defendido por Rowling, sendo constantemente humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil todas as escolas americanas foram proibidas de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. Inconformada, Rowling foi adiante, escrevendo um livro sobre um assassino travesti, “Sangue Revolto” (Troubled Blood), lançado no ano passado dentro da coleção de mistérios do detetive Cormoran Strike. Rowling também defendeu uma pesquisadora demitida após protestar contra mudanças de leis britânicas que passaram a reconhecer os direitos de pessoas transexuais, escrevendo no Twitter que “homens não podem se transformar em mulheres”. A agenda assumida de ódio fez o trio de intérpretes principais dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, criticarem suas posições e defenderem a comunidade LGBTQIAP+. Até as maiores comunidades de fãs da franquia a renegaram publicamente, declarando que não mencionariam mais qualquer atividade da escritora que não tivesse a ver com Harry Potter. Ela não se manifestou sobre essas opiniões, mas apagou um elogio a Stephen King nas redes sociais após escritor defender mulheres trans. Foi além: devolveu um prêmio humanitário que recebeu da fundação de Direitos Humanos batizada com o nome do falecido senador Robert F Kennedy após Kerry Kennedy, filha do célebre político americano, manifestar sua “profunda decepção” com os comentário transfóbicos. A Warner não parece se importar. O único comunicado que o estúdio emitiu juntou uma frase sobre valorização dos “contadores de histórias” que dividem “suas criações conosco” (caso de Rowling) com outra sobre “responsabilidade de mostrar empatia e defender a compreensão de todas as comunidades e pessoas” (LGBTQIAP+ incluídos). E foi isso. Como dizer: peixe vive no mar, gostamos de maçãs. Sem qualquer sentido. “Valorizamos muito nossos contadores de histórias, que dão tanto de si para dividir suas criações conosco. Reconhecemos nossa responsabilidade de mostrar empatia e defender a compreensão de todas as comunidades e pessoas, particularmente aquelas com quem trabalhamos e aqueles que alcançamos com nosso conteúdo”, dia a íntegra do comunicado. Portanto, Rowling segue incentivada e imune a cancelamento. Nunca é demais lembrar que transexuais integram a comunidade com o maior número de vítimas de crimes violentos, nunca o contrário, e os perpetradores desses ataques sempre podem contar com um incentivo a mais. War is Peace.Freedom is Slavery.Ignorance is Strength.The Penised Individual Who Raped You Is a Woman.https://t.co/SyxFnnboM1 — J.K. Rowling (@jk_rowling) December 12, 2021

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  • Etc

    Daniel Radcliffe comenta participação polêmica de Johnny Depp em Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald

    12 de janeiro de 2018 /

    Até hoje lembrado como o intérprete de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe finalmente se manifestou sobre a controvérsia em torno da escalação de Johnny Depp no ​​filme “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”, spin-off da franquia que ele estrelou. Durante sua participação no evento de imprensa semestral da TCA (Television Critics Association), Radcliffe foi questionado pela revista Entertainment Weekly sobre o que achava de a franquia contratar um ator acusado de agressão por sua ex-esposa, Amber Heard. A roteirista do filme, JK Rowling, que também criou “Harry Potter”, e o diretor David Yates, que também trabalhou nos filmes de “Harry Potter”, estão à frente do spin-off e defenderam a participação de Depp. “É muito difícil para mim”, disse Radcliffe, destacando que sempre apoiará os produtores do filme, que “me deram um excelente começo na vida e um trabalho incrível”. Mas acrescentou: “Posso ver por que as pessoas estão frustradas. Não vou dizer nada que já não tenha sido dito, mas a analogia é que, na NFL (liga de futebol americano), há muitos jogadores presos por fumar maconha e outros com comportamento muito pior que são tolerados por serem muito famosos. O que me deixa impressionado é que tínhamos um cara que foi demitido por causa de maconha nos filme de ‘Potter’ e, obviamente, Johnny é acusado de algo muito maior do que isso”. Radcliffe refere-se ao ator Jamie Waylett, que interpretou o valentão de Hogwarts, Vincent Crabbe. Depois de aparecer em seis filmes de ‘Harry Potter’, Waylett foi retirado das duas partes de “Relíquias da Morte”, após ser preso por cultivar 10 plantas de maconha em 2009. O ator era pouco conhecido quando foi excluído da franquia e – ao contrário de Depp – foi preso e se declarou culpado de cultivar maconha na casa de sua mãe. Já Depp foi acusado de agressão pela atriz Amber Heard e proibido de voltar para casa pela justiça. Durante o processo tumultuado de divórcio, a atriz apareceu com o rosto machucado e sendo ameaçada, num vídeo, pelo ator bêbado e agressivo, o que acelerou o processo de separação. Para deixar claro que não estava atrás de dinheiro, Heard doou tudo o que obteve no divórcio para causas de defesa da mulher e para um hospital infantil. Desde então, fez muitas insinuações sobre ter sido vítima de violência doméstica. Daniel Radcliffe participou do evento da TCA para promover seu novo trabalho televisivo. Ele vai estrelar a série “Miracle Workers”, uma comédia sobre burocratas do céu, em que encarnará o anjo responsável por ouvir e anotar todos os pedidos da Terra, ainda sem estreia definida. Já “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” tem estreia marcada para novembro de 2018, e os planos da Warner preveem a produção de mais três continuações.

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