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  • Filme

    Netflix compra direitos do autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “Matilda”

    22 de setembro de 2021 /

    Netflix comprou a Roald Dahl Story Company, empresa que detém os direitos de adaptação da obra do autor britânico Roald Dahl, responsável por clássicos infantis como “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, “Matilda”, “Convenção das Bruxas”, “O Bom Gigante Amigo” e “James e o Pêssego Gigante”. De acordo com a revista Variety, a plataforma tem planos de lançar um universo amplo com os personagens criados pelo escritor, trabalhando com formatos variados, desde animações e live-actions até games e experiências imersivas. Os planos contemplam um total de 19 produções delineadas até agora. Antes mesmo da compra, a plataforma já desenvolvia uma série animada baseada em “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, com produção de Taika Waititi (“Thor: Ragnarok”) e Phil Johnston (“Zootopia”), além de um musical baseado em “Matilda”, com direção de Matthew Warchu (“Orgulho e Esperança”). A negociação, porém, tende a impedir que rivais da Netflix façam novas adaptações dos personagens de Roald. Não está claro, por exemplo, como isto irá impactar o projeto da Warner Bros. sobre a juventude de Willy Wonka, o dono da Fantástica Fábrica de Chocolate, que traria Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) no papel anteriormente desempenhado por Gene Wilder e Johnny Depp nos cinemas. Atualmente em produção, o filme tem estreia marcada para 2023. Os livros de Roald Dahl foram traduzidos para mais de 60 idiomas, venderam centenas de milhões de exemplares no mundo todo e já foram adaptadas para os cinemas diversas vezes. Além de autor de livros infantis, Dahl também foi roteirista de cinema e escreveu filmes famosos como “O Calhambeque Mágico” (1968) e nada menos que “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967). Veja abaixo o anúncio oficial da Netflix sobre a aquisição. Excited to announce that the Roald Dahl Story Company (RDSC) and Netflix are joining forces to bring some of the world's most loved stories to current and future fans in creative new ways. “We are now about to visit the most marvellous places and see the most wonderful things.” pic.twitter.com/kc22Gmfhmx — Netflix UK & Ireland (@NetflixUK) September 22, 2021

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  • Etc,  Filme

    Kelly Asbury (1960 – 2020)

    27 de junho de 2020 /

    O diretor, roteirista e animador Kelly Asbury, que trabalhou em alguns dos principais desenhos animados americanos das últimas três décadas, morreu na sexta-feira (26/6) em Los Angeles, aos 60 anos, após uma longa batalha contra um câncer abdominal. Ele iniciou sua carreira no departamento de animação da Disney em 1983, onde ajudou a criar clássicos como “O Caldeirão Mágico” (1985), “A Pequena Sereia” (1989) e principalmente “A Bela e a Fera” (1991), que ele escreveu. Asbury se tornou diretor assistente na animação de stop-motion “O Estranho Mundo de Jack” (1993) e também trabalhou no gênero em “James e o Pêssego Gigante” (1996), ambos dirigidos por James Selick. Acompanhando de perto a evolução dos desenhos nos últimos anos, ainda integrou a equipe de roteiristas de “Toy Story” (1995), da Pixar, o primeiro longa inteiramente animado por computador, antes de se estabelecer na DreamWorks Animation, onde sua carreira deslanchou. Seu trabalho inicial na DreamWorks foi como supervisor de roteiros em “O Príncipe do Egito” (1998), “A Fuga das Galinhas” (2000, coprodução com o estúdio britânico Aardman), e no primeiro “Shrek” (2001), filme que viabilizou a ambição da DreamWorks de competir com a Disney. O sucesso de “Shrek” lhe permitiu alçar voos maiores. Em 2002, ele dirigiu seu primeiro longa animado, “Spirit, o Corcel Indomável”, dividindo os créditos com a roteirista Lorna Cook (“O Rei Leão”, “Mulan”). O filme foi exibido no Festival de Cannes, venceu quatro Annie Awards e disputou o Oscar de Melhor Animação. Em seguida, integrou o trio de diretores de “Shrek 2”, também indicado ao Oscar, em que se lançou como dublador, fazendo as vozes de vários personagens secundários. A experiência foi estendida a “Shrek Terceiro” (2007) e a todos os seus futuros trabalhos como diretor. Na DreamWorks, ele ainda trabalhou com as equipes de “Kung Fu Panda” e “Madagascar 2: A Grande Escapada” (ambos de 2008). Mas a demora para assumir outro filme o motivou a trocar o emprego fixo por projetos individuais. Seu primeiro trabalho solo como diretor foi “Gnomeu e Julieta” (2011), que ele também escreveu para a Touchstone (divisão da Disney), transformando as músicas de Elton John numa fábula shakeaspearana de anões de jardim. A produção voltou a aproximá-lo da Disney, levando-o a integrar a equipe de mais dois clássicos modernos do estúdio: “Detona Ralph” (2012) e o blockbuster “Frozen: Uma Aventura Congelante” (2013). Kelly Asbury também colaborou com a continuação “Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim” (2018) e dirigiu o primeiro longa animado dos Smurfs, “Os Smurfs e a Vila Perdida” (2017), para a Sony. Seus últimos trabalhos foram consultoria de roteiro em “A Família Addams” (2019), da MGM, e a direção de “UglyDolls” (2019), o último filme com sua assinatura e sua voz. “Todo mundo amava Kelly, era impossível não se encantar com ele ou se alimentar de sua energia positiva”, escreveu no Facebook Ronnie Del Carmen, diretor de “Divertida Mente”, que trabalhou com Asbury em “O Príncipe do Egito” e “Spirit, o Corcel Indomável” e lembrou que “as histórias do grande ‘deus Kell’ eram lendárias”. “Vou sentir muita falta dele. Descanse em paz, querido amigo”, despediu-se.

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  • Filme

    Diretor de 007 Contra Spectre vai filmar a fábula James e o Pêssego Gigante

    27 de agosto de 2016 /

    O prejuízo financeiro das péssimas bilheterias de “O Bom Gigante Amigo” (2016) animou a Disney a fazer nova adaptação de um livro infantil de Roald Dahl. Como isto é Hollywood, a fórmula será a mesma, juntando atores reais e animação computadorizada, comandados por um diretor famoso. Em “O Bom Gigante Amigo”, era Steven Spielberg. No novo projeto, “James e o Pêssego Gigante”, será Sam Mendes, vindo de dois longas da franquia “007”. Segundo o site Deadline, o roteiro está sendo escrito por Nick Hornby, de “O Grande Garoto” (2002) e “Brooklyn” (2015). Publicado em 1961, o livro de Dahl conta a história de James e seus pais, que sempre sonharam em ir para Nova York, a cidade “onde os sonhos se realizam”. Mas depois que um incidente deixa o menino orfão, James vai morar com suas tias cruéis, que o maltratam. Até o dia em que um homem misterioso lhe entrega um pacote com uma estranha receita e ele descobre que, nas redondezas, nasceu um pêssego do tamanho de uma casa. Logo, ele se torna amigo dos insetos que moram na fruta e vive uma mágica aventura. “James e o Pêssego Gigante” já teve uma versão para os cinemas em 1996, como uma animação da própria Disney, além de ter se transformado numa peça infantil. A ideia do estúdio é que a nova versão possa repetir o êxito de outras fábulas de seu catálogo, que fizeram grandes bilheterias com atores reais, como “Malévola” (2014), “Cinderela” (2015) e “Mogli – O Menino Lobo” (2016) – ignorando os fracassos, como “Alice no País dos Espelhos” e “Meu Amigo, o Dragão” (ambos em 2016). O detalhe é que a animação original não foi um sucesso com as versões clássicas de “Bela Adormecida” (1959), “Cinderela” (1950) e “Mogli” (1967), rendendo apenas US$ 28,9 milhões. Mas, novamente, isto é Hollywood.

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