Christoph Waltz pode voltar a viver vilão da franquia 007
O ator Christoph Waltz, que interpretou o vilão de “007 Contra Spectre”, pode voltar à franquia. Segundo o jornal inglês Mirror, Waltz assinou contrato para mais dois filmes. Apesar disso, o retorno não é garantido devido a fatores que fogem ao controle do ator. “Ele seria um ótimo personagem fixo para a franquia, mas somente poderia contracenar com Daniel Craig, devido à continuidade”, disse uma fonte da produção ao jornal, que ainda se referiu ao personagem de Waltz pelo nome: Blofeld. Antes de “007 Contra Spectre”, Ernst Stavro Blofeld já tinha enfrentado James Bond em sete filmes – embora muitas vezes tenha sido apenas uma silhueta nas sombras. A princípio, porém, os produtores tentaram negar que Waltz interpretaria o personagem, inspirando-se na ideia equivocada de “Além da Escuridão – Star Trek” de esconder a verdadeira identidade de Khan. Blofeld não aparecia nos cinemas desde “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), um dos raros filmes de 007 produzidos fora da franquia principal. Dentro da franquia, sua última luta contra James Bond foi em “007 – Somente Para Seus Olhos” (1981). Ele também inspirou a criação do vilão Dr. Evil na trilogia “Austin Powers”. Se o mistério sobre a presença do vilão foi mal-conduzido, a participação de Daniel Craig no próximo filme da franquia permanece indefinida. Seu contrato para estrelar a franquia é um segredo que nenhum agente secreto da imprensa ainda teve acesso. Há quem garanta que ele já teria encerrado sua participação na franquia, especialmente após dizer que preferia “cortar os pulsos” a voltar a viver James Bond. Alguns sugerem a possibilidade de pelo menos mais um longa-metragem. E há, ainda, os que enxergam no contrato de Waltz uma pista para a extensão do compromisso de Craig: mais dois filmes.
Radiohead revela música inédita de 007 Contra Spectre rejeitada pela produção
A banda Radiohead deu um presente de Natal para os fãs: uma canção inédita, originalmente composta para o último filme de James Bond. O grupo britânico, que não lança músicas novas desde 2011, anunciou ter recebido a encomenda da composição de um tema para “007 Contra Spectre”, mas o resultado acabou sendo preterido pela música de Sam Smith, “Writing’s On The Wall”. “Não funcionou, mas neste processo criamos uma canção muito nossa, de que gostamos muito”, informou a banda em seu site na internet, onde disponibilizou a faixa gratuitamente. “Já que o ano está para acabar, achamos que poderiam gostar de ouvi-la”, escreveu o grupo. Intitulada “Spectre”, a canção já originou diversas montagens dos fãs, que recriaram a abertura do filme, substituindo a balada de Sam Smith pelo pós-rock atmosférico. Confira abaixo como poderia ter sido o começo de “007 Contra Spectre”, ao som do Radiohead:
007 Contra Spectre é um filme antigo de James Bond
Boa notícia para quem estava com saudade dos filmes de espionagem mais tradicionais: “007 Contra Spectre” retoma o velho estilo leve, aventuresco e cheio de clichês, desenvolvido ao longo dos anos pela franquia. Mas é uma má notícia para quem considerava um grande acerto os filmes sérios, dramáticos e trágicos mais recentes, como “007 – Cassino Royale” (2006) e “007 – Operação Skyfall” (2012), que traziam algo de novo para uma franquia que parecia destinada à repetição. Este quarto filme estrelado por Daniel Craig continua a apresentar um Bond mais humano, mais sofrido, mas também mais forte e intenso nas cenas de ação. Nesse aspecto, pelo menos, a franquia mantém o rumo e Craig continua muito bem. O problema é o roteiro desinteressante e cheio de lugares comuns. O ator ter que dizer que o nome dele é “Bond, James Bond” é uma repetição que, em sua boca, fica parecendo uma incômoda obrigação contratual, já que a ideia dos novos tempos seria fugir do aspecto satírico da franquia. Ele também continua exageradamente irresistível às mulheres. Dentro de poucos segundos, Monica Bellucci (“Irreversível”) já está entregando o ouro pra ele para, logo em seguida, desaparecer da história. E só demora um pouquinho para que Léa Seydoux (“Azul É a Cor Mais Quente”) já esteja dizendo que o ama, sem que sintamos qualquer aprofundamento no envolvimento afetivo dos dois, que se desenrola muito rápido dentro de uma situação de mistério, envolvendo o pai de sua personagem e uma organização terrorista. Talvez com medo de descaracterizar o personagem antes de um novo reboot, os produtores sentiram a necessidade de uma volta às origens, de trazer de volta a Spectre, que tanto sucesso fez nos filmes estrelados por Sean Connery e Roger Moore, assim como o retorno de um certo vilão clássico. Com a diferença que aqui o vilão aparece bem menos caricato, por mais que Christoph Waltz (“Django Livre”) seja quase que um ator de um papel só. Se a gente pensar no mal que ele fez ao herói, deveríamos ter raiva do vilão, mas não é isso que ocorre. O que sentimos é mesmo indiferença. A produção até começa bem, com um prólogo na Cidade do México, uma boa ambientação no Dia dos Mortos e uma situação divertida envolvendo um avião. Até daria para traçar um paralelo com o prólogo de “Missão Impossível – Nação Secreta”. Mas quando entram em cena os tradicionais créditos com a música de abertura, o clima brega se instala. Sem falar que a canção-tema, “Writing’s on the Wall”, de Sam Smith, é bem pouco expressiva. Algumas cenas de ação se destacam, como uma perseguição de automóveis e principalmente a luta do herói com o brutamontes vivido por Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”). Juntando a cena do prólogo, pode-se contar essas três como as mais empolgantes, por assim dizer. Mas entre trancos, barrancos, abismos e explosões, “Spectre” abandona o realismo buscado anteriormente, investindo numa jornada que não se preocupa muito em ser verossímil, apesar de tratar tudo com muita seriedade. Quando surge um resquício de humor no filme, ele é muito sutil, até pela essência desse novo Bond, traumatizado pela morte de pessoas queridas. Mas como não ironizar um supervilão fanfarrão que faz questão de explicar coisas que não fazem muito sentido? “007 Contra Spectre” erra o tom, ao levar a sério uma aventura à moda antiga de James Bond.


