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  • Filme

    Seleção de Cannes 2026 destaca autores do cinema europeu e asiático

    9 de abril de 2026 /

    Evento aposta em diretores consagrados como Pedro Almodóvar, Hirokazu Kore-eda e Asghar Farhadi, com ausência de filmes de Hollywood

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  • Filme

    Frankie trata tema pesado com leveza

    29 de fevereiro de 2020 /

    “Frankie” trata de uma situação pesada, um encontro de despedida da vida de uma famosa atriz com sua família e amigos. No entanto, o diretor americano Ira Sachs desenvolve esse evento, que poderia ser macabro, com beleza e sutileza. Consegue leveza onde não se esperaria. A começar pela própria Frankie, vivida lindamente por Isabelle Huppert (“Elle”), uma das maiores atrizes do nosso tempo. Seu personagem lida com a perspectiva da morte iminente com o máximo de discrição, sem drama, mas sem negar a realidade e em busca de uma interação humana gratificante e tranquilizadora. Além disso, o filme exibe a beleza da cidade portuguesa de Sintra, tão charmosa, elegante e diáfana, que dá uma moldura especial a esse encontro que, se fosse possível, muitos gostariam de viver. Reflexivo, comovente e apaziguador, apesar de tudo o que envolve.

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  • Filme

    Melhores Amigos é retrato sensível da amizade na adolescência

    1 de junho de 2017 /

    O cineasta Ira Sachs, que virou querido da crítica desde “Deixe a Luz Acesa” (2012), anda trilhando um caminho curioso em sua tentativa de alcançar um público cada vez maior com seus filmes de temática homoafetiva. De seu primeiro filme de grande repercussão ao seguinte, “O Amor É Estranho” (2014), já é possível notar uma tendência rumo ao mainstream, conforme o sexo deixa de ser prioridade para se destacar o amor entre seus protagonistas. O mesmo acontece em “Melhores Amigos”, desta vez sem relação de contato físico entre os dois protagonistas, meninos de 13 anos. A obra pode ser vista como um filme sobre a importância das amizades na adolescência, sem que se resuma à história do surgimento do primeiro amor, ou algo do tipo. Até porque o roteiro, feito em parceria com o brasileiro Mauricio Zacharias e indicado ao Independent Spirit Awards (o Oscar indie), é muito sutil ao abordar a questão. Assim como em “O Amor É Estranho”, o relacionamento é afetado por questões de ordem socioeconômicas. A trama apresenta primeiramente Jake (Theo Taplitz, um prodígio que aos 13 anos já dirigiu oito curtas), um garoto que está se mudando para o Brooklyn com seus pais, vividos por Greg Kinnear (“A Pequena Miss Sunshine”) e Jennifer Ehle (“Além das Palavras”), que herdaram uma nova casa, deixada pelo patriarca recém-falecido. O velho arrendava uma parte do prédio para uma mulher chilena (Paulina García, de “Glória”) e seu filho Tony (Michael Barbieri, uma revelação) cuidarem de uma pequena loja de roupas. Mas o aluguel era antigo e barato, e a chegada dos herdeiros, que querem aproveitar o potencial lucrativo daquele espaço, acaba prejudicando a vida daquela família simples. Os meninos, porém, não sabem o que acontece, e a proximidade súbita acaba por torná-los os melhores amigos do título. E é justamente no modo delicado como o filme trata essa amizade que está o grande desafio e o grande mérito da produção. No fim das contas, por mais que a história seja importante, é o que acontece entre os diálogos que torna o filme um dos mais bonitos trabalhos sobre a amizade na adolescência, esse período complexo em que a vida adulta começa a bater à porta. A cena mais importante do filme reflete essa questão, da iminência do futuro, num diálogo entre Jake e seu pai, que perto do fim transcende e, mesmo de forma delicada, parte corações. Ao mesmo tempo, ilumina como a filmografia de Ira Sachs evoluiu em sua associação com Mauricio Zacharias – que não é seu parceiro de vida, mas de arte. O diretor de “40 Tons de Azul” (2005) e “Vida de Casado” (2007) virou outro após “Deixe a Luz Acesa” e “O Amor É Estranho”, justamente os primeiros frutos da parceria com Zacharias.

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  • Série

    Dupla de O Amor É Estranho desenvolve série sobre Nova York na década de 1980

    21 de outubro de 2016 /

    Os parceiros Mauricio Zacharias e Ira Sachs estão desenvolvendo sua primeira série. Autores de filmes indies badalados como “Deixe a Luz Acesa” (2012), “O Amor É Estranho” (2014) e “Melhores Amigos”, recém-exibido no Festival do Rio, eles vão adaptar o romance “Christodora”, de Tim Murphy, com produção da Paramount. A série se passa na década de 1980, em Nova York, em meio ao surto da Aids. “Não é uma série gay, mas os personagens vivem numa parte da cidade em que literalmente se tropeçava com gente contaminada pelo HIV”, disse o brasileiro Zacharias, em entrevista ao jornal O Globo. “Eu adoro séries, e há muito tempo queria trabalhar em uma. Ainda estamos escrevendo o piloto, para depois desenvolver o resto. Então é cedo para falar sobre data de estreia”, explicou. O roteirista de 53 anos começou a carreira no cinema brasileiro com o texto de “Madame Satã” (2002) e começou a ser premiado internacionalmente pela história de “O Céu de Suely” (2006). Atualmente, ele mora nos Estados Unidos, onde se destaca nas premiações de cinema indie, especialmente por filmes de temática LGBT. Seu recente entusiasmo com a televisão vem da boa relação com o canal pago HBO no desenvolvimento de outro projeto. Zacharias e Sachs escreveram o roteiro de uma telebiografia do ator americano Montgomery Clift (1920-1966), quatro vezes indicado ao Oscar e, claro, gay – numa época em que astros de Hollywood precisavam ficar no armário. “É muito bom trabalhar com uma vida rica como a dele. E a HBO está nos dando liberdade para criar. Eles pedem algumas coisas, claro, mas nunca são impositivos. Eles pediram, por exemplo, para colocarmos mais Elizabeth Taylor no filme. E faz sentido, porque ela foi muito presente na vida do Clift”, contou o roteirista. O telefilme será estrelado por Matt Bomer (“Magic Mike”) e ainda não tem data para estrear. Já “Melhores Amigos”, sobre dois adolescentes divididos pelo embate entre uma inquilina e o proprietário que quer aumentar seu aluguel, chega aos cinemas brasileiros em janeiro de 2017, após vencer o Grande Prêmio do Festival de Deauville.

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  • I, Daniel Blake
    Filme

    Festival do Rio anuncia programação internacional com vencedores de Cannes e Veneza

    23 de setembro de 2016 /

    O Festival do Rio anunciou na manhã desta sexta-feira (23/9) a sua programação internacional. São cerca de 250 filmes de mais de 60 países, que serão exibidos em diversas mostras entre os dias 6 e 16 de outubro. Entre os destaques estão os vencedores dos festivais de Cannes e Veneza deste ano, respectivamente “Eu, Daniel Blake”, do inglês Ken Loach, que levou a Palma de Ouro, e “A Mulher que se Foi”, do filipino Lav Diaz, detentor do Leão de Ouro. Além destes, a programação inclui três outros filmes premiados em Cannes: “Toni Erdmann”, da alemã Maren Ade, que venceu prêmio da crítica e é um dos mais cotados para o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, “É Apenas o Fim do Mundo”, do canadense Xavier Dolan, que levou o Grande Prêmio do Juri, e “Personal Shopper”, estrelado por Kristen Stewart, que rendeu o troféu de Melhor Direção ao francês Olivier Assayas. Já a lista do Festival de Veneza inclui os dois filmes que dividiram o Leão de Prata de Melhor Direção: “La Región Salvaje”, do mexicano Amat Escalante, e “Paradise”, do russo Andrei Konchalovsky. Há ainda novos trabalhos de Terrence Malick (“Voyage of Time”), Wim Wenders (“Os Belos Dias de Aranjuez”), André Téchiné (“Being 17”), Bruno Dumont (“Mistério na Costa Chanel”), Jeff Nichols (“Loving”), Bertrand Bonello (“Sarah Winchester, Ópera Fantasma e Nocturama”), Hong Sang-soo (“Você e os Seus”), Werner Herzog (“Eis os Delírios do Mundo Conectado”), Jim Jarmusch (“Gimme Danger”), Ira Sachs (“Melhores Amigos”), Andrzej Zulawski (“Cosmos”), Sergei Loznitsa (“Austerlitz”), Johnnie To (“Three”), Kelly Reichardt (“Certain Women”), Todd Solondz (“Wiener-Dog”), Terence Davies (“A Canção do Pôr do Sol”) e Kevin Smith (“Yoga Hosers”). Entre os nacionais, a maior curiosidade fica por conta de “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, que tentará vaga no Oscar 2017, e “Elis”, de Hugo Prata, ambos exibidos fora de competição. Já a mostra competitiva terá novos filmes de Eliane Caffé, Andrucha Waddington e José Luiz Villamarim. Clique aqui para ver a lista completa dos filmes brasileiros selecionados para o festival.

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