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  • Série

    Luke Cage: Veja seis fotos da próxima série de super-heróis da Marvel

    12 de agosto de 2016 /

    Após divulgar o trailer, o serviço de streaming Netflix divulgou seis fotos dos episódios de “Luke Cage”, sua terceira série de super-herói da Marvel. As imagens destacam a superforça do herói vivido por Mike Colter (introduzido em “Jessica Jones”), seu encontro com Claire Temple (Rosario Dawson, repetindo seu papel de “Demolidor”), a amizade com Pops (Frankie Faison, da série “Banshee”) e alguns dos vilões, como Cornell “Cottonmouth” Stokes (Mahershala Ali, da série “House of Cards”), Shades Alvarez (Theo Rossi, da série “Sons of Anarchy”) e Mariah Dillard (Alfre Woodard, de “12 Anos de Escravidão”), Considerado um dos personagens negros mais importantes do quadrinhos, Luke Cage foi criado em 1972 por Archie Goodwin e John Romita como um ex-presidiário que ganha superforça ao participar como voluntário de uma experiência científica. A partir daí, passa a atuar como herói de aluguel, usando seus poderes para quem pagar melhor. Passada no mesmo universo de “Demolidor” e “Jessica Jones”, a série foi desenvolvida por Cheo Hodari Coker, produtor executivo de “Ray Donovan”, que roteirizou os dois primeiros episódios. A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.

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  • Música

    The Get Down: Vídeos destacam clima dançante da série hip-hop de Baz Luhrman

    12 de agosto de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou duas cenas de “The Get Down”, série sobre a origem do hip-hop criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”), que tem tudo para ser o que “Vinyl” prometia. As prévias mostram duas cenas dançantes, que também refletem dois universos diferentes: um momento de breakdancing entre manos, numa festa de hip-hop, e um dança sincronizada entre minas, num salão de beleza, ao som de um hit das discotecas. A reconstituição da época é apuradíssima, do figurino aos embalos musicais. A série se passa no berço do hip-hop, no bairro negro do South Bronx, em Nova York, em meados dos anos 1970, girando em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos que são “nadas e ninguéns”, mas que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços do Bronx para a cena artística do SoHo, ao palco do CBGB e às pistas de dança do Studio 54, mas também tem uma trama paralela, envolvendo uma cantora de gospel, fã de discoteca e filha de pai conservador (vivido por Giancarlo Esposito, da série “Breaking Bad”). Apesar de acompanhar personagens fictícios, a produção vai incorporar fatos e personagens históricos, como Grandmaster Flash, pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. Por sinal, Flash é um dos produtores, ao lado do rapper Nas e o crítico de música e escritor Nelson George, que trabalharam junto com Luhrmann para que a série fosse o mais realista possível. O elenco destaca uma nova geração de atores negros e latinos, mas há alguns rostos mais conhecidos como o veterano Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”) e Justice Smith (“Cidades de Papel”). “The Get Down” está disponível no Netflix a partir desta sexta (12/8).

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  • Série

    Luke Cage: Trailer da nova série da Marvel é pura blaxploitation

    9 de agosto de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou um novo pôster e o trailer completo de “Luke Cage”, sua terceira série de super-herói da Marvel. A prévia mostra a origem e a relutância do protagonista (vivido por Mike Colter desde “Jessica Jones”) em usar seus poderes, seu encontro com Claire Temple (Rosario Dawson, repetindo seu papel de “Demolidor”) e a decisão de proteger as vítimas do crime organizado, representado pela figura “coroada” de Cornell “Cottonmouth” Stokes (Mahershala Ali, da série “House of Cards”). O clima é pura “blaxploitation” (filmes de cineastas e elencos negros dos anos 1970 com tema criminal), reforçado pela locação no Harlem e a trilha sonora urbana, com destaque para o soul clássico “Walk on By”, de Isaac Hayes, e o remix de “Heart Is Full”, de Miike Snow, com participação da dupla hip-hop Run the Jewels. Considerado um dos personagens negros mais importantes do quadrinhos, Luke Cage foi criado em 1972 por Archie Goodwin e John Romita como um ex-presidiário que ganha superforça ao participar como voluntário de uma experiência científica. A partir daí, passa a atuar como herói de aluguel, usando seus poderes para quem pagar melhor. Passada no mesmo universo de “Demolidor” e “Jessica Jones”, a série foi desenvolvida por Cheo Hodari Coker, produtor executivo de “Ray Donovan”, que roteirizou os dois primeiros episódios. O elenco ainda inclui Simone Missick (vista na série “Ray Donovan”) como a heroína Misty Knight, a brasileira Sonia Braga (“Tieta do Agreste”) como a mãe de Claire, Frankie Faison (série “Banshee”), Frank Whaley (série “Ray Donovan”) e vilões vividos por Theo Rossi (série “Sons of Anarchy”), Erik LaRay Harvey (série “Boardwalk Empire”) e Alfre Woodard (“12 Anos de Escravidão”). A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.

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  • Série

    Luke Cage: Episódios da série terão títulos de músicas do grupo de rap Gang Starr

    30 de julho de 2016 /

    O criador da série “Luke Cage”, Cheo Hodari Coker (produtor de “Ray Donovan”), já tinha mencionado sua intenção de fazer com que cada episódio da série tivesse o título de um rap conhecido. Mas, aparentemente, sua homenagem pode ficar restrita ao trabalho da dupla Gang Starr, formada pelo falecido rapper Guro e o DJ Premier, pioneiros da fusão entre jazz e rap em Nova York. Na sexta-feira (29/7), Coker revelou no Twitter os títulos dos três primeiros episódios da série, que vão se chamar “Moment of Truth”, “Code of the Streets” e “Who’s Gonna Take the Weight?”. Todos são títulos de músicas do Gang Starr, de álbuns lançados entre 1991 e 1998. Entretanto, o trailer divulgado pelo Netflix durante a San Diego Comic-Con trouxe o super-herói da Marvel em ação ao som do clássico “Shimmy Shimmy Ya”, do também falecido rapper Ol’ Dirty Bastard. Considerado um dos personagens negros mais importantes do quadrinhos, Luke Cage será vivido por Mike Colter, que já apareceu no papel na série “Jessica Jones”. Além de Colter, a atração também trará de volta Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, e introduzirá sua mãe, Soledad Temple, que será interpretada pela brasileira Sonia Braga (“Aquarius”). O elenco ainda inclui Simone Missick (vista na série “Ray Donovan”) como a heroína Misty Knight e vilões vividos por Mahershala Ali (série “House of Cards”), Theo Rossi (série “Sons of Anarchy”) e Alfre Woodard (“12 Anos de Escravidão”). A estreia está marcada para 30 de setembro no Netflix.

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  • Série

    Letras do rapper Notorious B.I.G. vão virar série de comédia

    30 de julho de 2016 /

    O canal pago americano TBS, voltado para a comédia, vai produzir uma série inspirada nas letras do rapper The Notorious B.I.G., assassinado em 1997, aos 24 anos, no auge de seu sucesso. Intitulada “Think B.I.G.”, a série vai acompanhar um jovem da periferia que tenta desesperadamente conseguir dinheiro para ajudar sua família, incluindo seus dois filhos pequenos. A carreira de Christopher “Biggie” Wallace já rendeu uma cinebiografia, intitulada “Notorious” (2009) e estrelada por Jamal Woolard. O mesmo ator vai repetir o papel na cinebiografia de Tupac Shakur, intitulada “All Eyez on Me”, ainda sem previsão de estreia. Já a série “Think B.I.G.” deve estrear em 2017 nos EUA, com produção da empresa Mass Appeal, responsável pelo documentário de hip-hop “Fresh Dressed” (2015).

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  • Música

    The Get Down: Série de hip-hop de Baz Luhrman ganha novo trailer empolgante

    25 de julho de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou um novo trailer de “The Get Down”, série sobre a origem do hip-hop criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”), que tem tudo para ser o que “Vinyl” prometia. A prévia mostra uma reconstituição de época apurada, do figurino ao tom contraditório de miséria e festa dos anos 1970, destacando breakdancers, DJs e a febre da discoteca, mas também uma trama paralela, envolvendo uma cantora de gospel e seu pai conservador (vivido por Giancarlo Esposito, da série “Breaking Bad”). Apesar de acompanhar personagens fictícios, o trailer empolgante revela a incorporação de fatos e personagens históricos, como Grandmaster Flash, pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. A série vai se passar no berço do hip-hop, no bairro negro do South Bronx, em Nova York, no começo dos anos 1970, girando em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos que são “nadas e ninguéns”, mas que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços do Bronx para a cena artística do SoHo, ao palco do CBGB e às pistas de dança do Studio 54. O elenco ainda inclui Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”), Justice Smith (“Cidades de Papel”) e uma nova geração de atores negros e latinos, entre eles o estreante Mamoudou Athiem, intérprete de Grandmaster Flash. O rapper Nas também foi alistado como produtor da série, que estreia em 12 de agosto.

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  • Música

    Empire: Taye Diggs viverá político “à la Obama” na 3ª temporada da série

    19 de julho de 2016 /

    O ator Taye Diggs (séries “Private Practice” e “Murder in the First”) vai participar da 3ª temporada de “Empire”, no papel de um político “à la Barack Obama”, na comparação do site TV Line. O personagem de Diggs se chama Angelo Dubois, um advogado formado em Harvard que escolheu fugir do setor privado para se dedicar à política. Ele deve estrear no episódio de estreia da nova temporada da série. Criada por Lee Daniels e Danny Strong (respectivamente, diretor e roteirista de “O Mordomo da Casa Branca”), a atração acompanha os bastidores do império musical construído pelo empresário Lucious Lyon (Terrence Howard) na indústria do hip-hop. O executivo faz de tudo para se manter no poder, inclusive enganar a família e matar quem lhe ameaça. A 3ª temporada da série estreia em 21 de setembro, na rede americana Fox. No Brasil, a série é exibida no canal pago FoxLife.

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  • Série

    The Get Down: Série de hip-hop de Baz Luhrman ganha novas fotos e comercial

    1 de julho de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou novas fotos e um comercial de “The Get Down”, série sobre a origem do hip-hop criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). A prévia mostra uma recriação apurada da época, entre flashes de violência e breakdancing, mas também uma trama paralela, envolvendo uma cantora de gospel. Apesar de acompanhar personagens fictícios, o trailer revela a incorporação na trama de Grandmaster Flash (interpetado pelo estreante Mamoudou Athiem), pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. A série vai se passar no berço do hip-hop, no bairro negro do South Bronx, em Nova York, na década de 1970, girando em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos que são “nadas e ninguéns”, mas que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços do Bronx para a cena artística do SoHo, ao palco do CBGB e às pistas de dança do Studio 54. O elenco também inclui Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”), Justice Smith (“Cidades de Papel”) e uma nova geração de atores negros e latinos. Luhrmann dirigirá os dois primeiros episódios, além do último, de um total de 13. Com a produção da Sony Pictures Television, a série estreia em 12 de agosto.

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  • Música

    Playlist: 36 clipes de rap old school dos anos 1980 e 1990

    25 de março de 2016 /

    A semana marcou a perda do rapper americano Phife Dawg, integrante do grupo A Tribe Called Quest, pioneiro do hip-hop alternativo. Ele morreu na terça-feira (22/3) aos 45 anos, devido a complicações de diabetes tipo 1. Um dos primeiros grupos a juntar jazz e rap, A Tribe Called Quest surgiu em meados dos anos 1980, integrando, ao lado de De La Soul, Jungle Brothers e Queen Latifah uma geração inovadora de Nova York, que buscou outros ritmos, rimas e atitudes mais positivas para o hip-hop. Seus discos se tornaram bastante influentes, mas eles também tiveram referências de outros artistas da época. A seleção de clipes abaixo resgata esse período chave do rap, numa sequência de batidas de funk e jazz pulsantes.

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  • Música

    Beyoncé arrasa em música e clipe lançados de surpresa, mais politizada que nunca

    7 de fevereiro de 2016 /

    A rainha das surpresas Beyoncé lançou um novo single, acompanhando por um novo clipe, pegando a internet desprevenida. A façanha não é tão impressionante quando a vez, em 2013, em que ela gravou um disco inteiro na surdina. Mas o vídeo explodiu feito bomba nas redes sociais. Não só pela falta de divulgação antecipada, mas pelas imagens. “Formation” é uma das músicas mais politizadas da cantora, algo vagamente aludido no discurso feminista de hits como “Flawless” e “Pretty Hurts”, mas que agora surge escancarado, com direito a imagens ilustrativas. Ela canta sobre o orgulho de sua negritude, entrando no clipe sentada sobre o capô de uma viatura da polícia de Nova Orleans, que afunda numa inundação das águas do Mississippi. O vídeo também mostra um garotinho dançando diante de uma formação da SWAT, e quando Beyoncé prega respeito às raízes negras, surge um jornal com a foto de Martin Luther King Jr. e imagens captadas em VHS, remontando danças de rua dos anos 1990, época em que o vídeo do espancamento de um negro chamado Rodney King pela polícia de Los Angeles gerou o maior levante racial já visto no país. Em uma das cenas, policias levam as mãos ao alto, em frente a um muro onde está escrito “parem de atirar em nós”. Beyoncé chama atenção para tudo isso sem perder sua pose ostentação, evocando os paparazzi que a perseguem e seu vestido Givenchy. Ela se descreve como uma negra poderosa e orgulhosa, que adora seu nariz, suas raízes sulistas e o cabelo afro da filhinha Blue Ivy – que, por sinal, participa do vídeo. E ela “arrasa”, como diz o refrão, sobre um arranjo minimalista de hip-hop, que privilegia a batida eletrônica e sua voz sobre os demais elementos da canção, favorecendo contorcionismos coreográficos bastante criativos. Já o vídeo, dirigido por Melina Matsoukas (a mesma diretora de “Pretty Hurts”), inclui cenas do documentário em curta-metragem “That B.E.A.T.”, sobre o hip-hop de New Orleans, o que pegou os diretores da obra de surpresa e ameaçou virar uma mini-polêmica no Twitter, até os produtores reconhecerem terem cedido as imagens para a cantora. Os cineastas, por sinal, são creditados na produção do vídeo.

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  • Série

    The Get Down: Série de hip-hop de Baz Luhrman ganha primeiro trailer

    7 de janeiro de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou o primeiro trailer de “The Get Down”, série sobre a origem do hip-hop criada pelo cineasta Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). A prévia mostra uma reconstituição de época apurada, do figurino ao globo giratório, destacando breakdancers, DJs e dançarinos de discoteca, mas também uma trama paralela, envolvendo uma cantora de gospel e seu pai conservador (vivido por Giancarlo Esposito, da série “Breaking Bad”). Apesar de acompanhar personagens fictícios, o trailer revela a incorporação na trama de Grandmaster Flash (erroneamente traduzido como grã-mestre na legendagem nacional), pioneiro do hip-hop e lenda-viva da discotecagem mundial. A série vai se passar no berço do hip-hop, no bairro negro do South Bronx, em Nova York, na década de 1970, girando em torno de um grupo de adolescentes maltrapilhos que são “nadas e ninguéns”, mas que começam a se destacar com ritmo, poesia, passos de dança e latas de spray, indo dos cortiços do Bronx para a cena artística do SoHo, ao palco do CBGB e às pistas de dança do Studio 54. O elenco também inclui Jimmy Smits (“Sons of Anarchy”), Jaden Smith (“Depois da Terra”), Skylan Brooks (“The Inevitable Defeat of Mister & Pete”), Shameik Moore (“Dope”), Justice Smith (“Cidades de Papel”) e uma nova geração de atores negros e latinos, entre eles o estreante Mamoudou Athiem, intérprete de Grandmaster Flash. Luhrmann dirigirá os dois primeiros episódios, além do último, de um total de 13. Com a produção da Sony Pictures Television, a série estreia em 2016, em data ainda não agendada.

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  • Música

    Straight Outta Compton celebra vida bandida em aula de história do rap

    4 de dezembro de 2015 /

    Maior surpresa do cinema americano em 2015, “Straight Outta Compton – A História do N.W.A.” ficou três semanas em 1º lugar nas bilheterias dos EUA, reverenciando a importância e a popularidade dos personagens retratados, e principalmente o impacto duradouro da arte que eles criaram. O filme funciona como uma espécie de aula sobre a origem do gangsta rap e a história do hip-hop californiano entre os anos 1980 e 1990, aumentando um mito ou outro, já que se trata, no fim das contas, de entretenimento. E não faltam mitos na “História do N.W.A.”. Se Dr. Dre, por exemplo, não era toda aquela simpatia encarnada, conforme representado no filme, Ice Cube tampouco era um poço de violência, tão diferente do comediante que os fãs aprenderam a achar engraçado no cinema. Além deles, se destaca na trama o rapper Eazy-E, mentor do N.W.A., que se inspirou nos gângsteres de Compton, região miserável onde morava, para gravar os primeiros raps sobre situações violentas, muitas vezes assumindo o papel dos bandidos nas letras das músicas. Completam a turma o rapper MC Ren e o DJ Yella. A sigla N.W.A. significava Niggaz Wit Attitudes (Negões com atitudes, em inglês mal-falado), e suas atitudes chamaram atenção imediata, colocando o grupo no foco da mídia como pioneiros das ofensas, palavrões, misoginia, apologia da violência e das drogas, numa celebração da vida bandida – em suma, aquilo que viria a ser conhecido como gangsta rap. A expressão, por sinal, foi cunhada numa de suas músicas, “Gangsta, Gangsta”. Mas foi o hit “Fuck tha Police”, com palavrão para xingar a polícia, que lhes deu fama nacional, graças, também, à reação exagerada das forças policiais. O FBI passou a vigiá-los e eles foram proibidos de se apresentar em vários lugares, pois a polícia se recusava a garantir a segurança dos shows. A reação só validou a razão da música, que acusava a polícia de preconceito, até que gerou confronto direto. O grupo gravou cenas em que a polícia os perseguia após um show e incluiu num clipe, da música “100 Miles and Runnin'”. Logo, centenas de outros jovens começaram a cantar sobre os mesmos temas e uma revolução cultural teve início na América – ou Amerikkka, como Ice Cube grafava – , dando voz a quem estava excluído, empoderando os negros pobres e apresentando sua vida para a população do país. Era tão chocante, em plenos anos 1980, que o álbum de estreia da banda, intitulado exatamente “Straight Outta Compton”, foi lançado com um selo de alerta sobre seu conteúdo explícito – um dos primeiros discos a ganhar a infame tarja da censura, em 1989. A fama cresceu a ponto de o N.W.A. ser chamado de o grupo musical mais perigoso do mundo. Mas quanto maior a controvérsia, mais discos eles vendiam. Até que entraram em cena os egos dos artistas, que saíram da pobreza extrema para a vida de milionários em tempo recorde. O filme traça toda a história, da ascensão à queda, em meio a brigas, separação, drogas, tiros e algumas tragédias, que são filmadas de maneira competente por F. Gary Gray, cineasta afro-americano que fez vários thrillers de ação no começo do século, como “O Vingador” e “Uma Saída de Mestre” (ambos em 2003), mas andava sumido desde “Código de Conduta” (2009), fazendo aqui o seu retorno triunfal – o sucesso já lhe garantiu contrato para dirigir “Velozes e Furiosos 8”. O elenco também pode ser considerado outro acerto, com a inclusão de vários novatos competentes. Um deles, O’Shea Jackson Jr., é o filho de Ice Cube, e está muito bem como o próprio pai na trama. Há ainda Corey Hawkins (participou da série “The Walking Dead”), Jason Mitchell (que entrou em “Kong: Skull Island”) e o mais conhecido Aldis Hodge (séries “Leverage” e “Turn”), além de Paul Giamatti (“O Espetacular Homem-Aranha 2”) como o famoso empresário Jerry Heller. Fãs de rap poderão, ainda, identificar vários artistas do gênero entre os personagens coadjuvantes, como Snoop Dogg, Lil’ Kim, The D.O.C. e Warren G. Mas, curiosamente, não há rapper algum entre os intérpretes da produção. O batidão e a testosterona podem incomodar quem for fã de sertanejo. Mas os fãs de rap devem fazer maratona. Trata-se de um lançamento obrigatório também para punks, metaleiros e até indies, qualquer um que acredite que a música deva fazer diferença e mudar a percepção do mundo. “Straight Outta Compton” não narra apenas a origem de um gênero musical: ensina que quem tem voz pode ser ouvido.

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