Ator chora por reclamar de Chadwick Boseman em Destacamento Blood
A luta secreta de Chadwick Boseman contra o câncer fez o ator trabalhar em algumas produções enquanto estava fazendo tratamento quimioterápico. Um destes filmes foi o recente “Destacamento Blood”, de Spike Lee. Ao lembrar das filmagens nesta segunda (31/8), o veterano ator Clarke Peters (“His Dark Materials”) chorou em uma entrevista ao programa “Good Morning Britain”, arrependido de tê-lo criticado por receber tratamento especial durante a produção. “Minha esposa me perguntou como o Chadwick era, porque eu estava muito animado em trabalhar com ele. Eu disse que ele era tratado como alguém ‘especial’, porque estava sempre cercado de gente ao seu redor para bajulá-lo”. Peters não conteve as lágrimas ao falar sobre como se arrependia de pensar aquilo. “Ele tinha uma pessoa chinesa que lhe fazia massagens nas costas quando ele saía do set, uma moça que massageava seus pés, sua namorada segurando sua mão. E eu achando que talvez o lance do ‘Pantera Negra’ tivesse subido à sua cabeça. Hoje me arrependo desses pensamentos. Eles estavam cuidando dele…”, contou o ator, que ainda lembrou como ele não aparentava cansaço nas cenas de ação, carregando equipamento pesado sob o sol escaldante do Vietnã. “Aquele cara jovem… Peço desculpas”, disse, emocionado. O filme Spike Lee acompanhava veteranos da Guerra do Vietnã, que voltavam ao país décadas depois do conflito. Na história, Boseman era o líder heroico do destacamento, que não sobreviveu ao conflito. O elenco também contava com Delroy Lindo (“The Good Fight”), Norm Lewis (“Scandal”), Isiah Whitlock Jr. (“Infiltrado na Klan”) e Jonathan Majors (“A Rebelião”) , entre outros. Boseman morreu na sexta-feira (28/8), em casa, ao lado da esposa que poucos sabiam que ele tinha. Veja a entrevista de Peters abaixo.
The Eight Hundred: China emplaca maior blockbuster internacional do ano
A China emplacou seu primeiro blockbuster pós-pandemia neste fim de semana. O lançamento do épico brutal de guerra “The Eight Hundred” (Ba Bai) rendeu US$ 82,6 milhões, mas, acrescentando cinco dias de pré-estreias pagas, somou ao todo US$ 116 milhões nas bilheterias chinesas. Os valores representam a maior estreia do ano no mercado internacional, apesar das restrições em vigor, como a diminuição na capacidade das salas, que foram implantadas na China para conter a pandemia de coronavírus. O filme do diretor Guan Hu (“Sr. Seis”) se passa em 1937, e acompanha a luta de quatro dias de 800 soldados chineses completamente cercados pelo exército japonês em um armazém, no meio do campo de batalha de Xangai. O sucesso demonstra que, em lugares onde a contaminação está mais controlada, as pessoas estão voltando aos cinemas. Um dos motivos que leva a Warner a manter o lançamento de “Tenet” nos cinemas é justamente esse desempenho chinês. O filme de Christopher Nolan estreia na China em 4 de setembro, um dia depois do lançamento dos EUA. Veja abaixo o trailer impressionante de “The Eight Hundred”.
Trini López (1937 – 2020)
O cantor, guitarrista e ator Trini López, que integrou o elenco do clássico de guerra “Os Doze Condenados” (1967), morreu nesta terça (11/8) em Palm Springs, na Califórnia, de complicações da covid-19, aos 83 anos. Trinidad López III nasceu no Texas, representando a primeira geração americana de uma família mexicana. Aos 15 anos já era roqueiro e, em 1958, seu grupo The Big Beats assinou com a Columbia Records. A banda gravou com o produtor de Buddy Holly, Norman Petty, mas Trini logo se lançou em carreira solo. O sucesso veio durante uma apresentação na boate PJ’s de Los Angeles, onde Frank Sinatra viu seu show e o contratou para sua gravadora, Reprise Records, em 1963. No mesmo ano, ele estourou com uma versão ao vivo de “If I Had a Hammer”, clássico folk de Peter Seeger, que se destacou pela energia do acompanhamento do público, marcando o ritmo com palmas. A música virou febre e liderou as paradas de sucesso em vários países. E vieram muitos outros hits, como “La Bamba” (gravada anos antes por Ritchie Valens) e “Lemon Tree”. Foi tanto sucesso que ele teve até cover brasileiro, Prini Lorez (na verdade, o cantor baiano José Gagliardi Jr.) durante a Jovem Guarda. Trini também era um guitarrista virtuoso e sua popularidade levou a fábrica de instrumentos Gibson a pedir que projetasse uma linha de guitarras. A Trini Lopez Standard e a Lopez Deluxe foram produzidas de 1964 a 1971 e hoje valem fortunas entre os colecionadores. Ele estreou no cinema em 1965, ao aparecer como si mesmo na comédia “Vamos Casar Outra Vez” (1965), estrelada por seu chefe, Frank Sinatra. Bisou a experiência um ano depois, no drama criminal “O Ópio também é Uma Flor” (1966). Mas a estreia como ator de verdade só veio em “Os Doze Condenados” (1967), quando viveu Pedro Jiminez – também conhecido como prisioneiro Número 10. O grande filme de ação de Robert Aldrich foi o primeiro “Esquadrão Suicida” do cinema. A trama girava em torno de um grupo de 12 soldados condenados pelos mais diversos crimes, que ganhariam a chance de limpar a ficha e recuperar a liberdade se aceitassem participar de um missão possivelmente suicida: passarem-se por alemães para adentrar as linhas inimigas e invadir uma festa repleta de oficiais nazistas de alta patente para exterminá-los num único golpe. Lee Marvin vivia o oficial encarregado de selecionar a equipe, que incluía Charles Bronson, Jim Brown, John Cassavetes, Clint Walker, Telly Savalas e Donald Sutherland. Trini foi o primeiro a morrer desse grupo, logo no começo, durante a descida de paraquedas na França ocupada. Com participação ainda de Ernest Borgnine e George Kennedy, “Os Doze Condenados” foi um sucesso imenso, ganhou sequências e inspirou dezenas de cópias, impactando a cultura pop a ponto de sua premissa virar um certa publicação de quadrinhos da DC Comics. Depois disso, ele voltou a viver um soldado no telefilme de guerra “The Reluctant Heroes” (1971) e teve seu grande destaque como protagonista em “Antonio” (1973), que ele próprio produziu. Mas o drama latino não fez o sucesso que Trini estava acostumado e encerrou sua curta carreira cinematográfica. O cantor ainda apareceu em dois episódios da série “Adam-12” e num capítulo de “The Hardy Boys/Nancy Drew Mysteries”, que marcou sua despedida da atuação em 1977. Recentemente, ele virou tema de um documentário, intitulado “My Name Is Lopez”, que inclui entrevistas com celebridades como o ator Jim Brown, a cantora Dionne Warwick e o guitarrista do ZZ Top Billy Gibbons. Atualmente em pós-produção, o filme ainda não tem previsão de estreia. Relembre abaixo o grande sucesso musical de Trini Lopez.
Destacamento Blood ajuda a ampliar debate sobre racismo
Nos dias atuais, certas mensagens e certos filmes que desejam passar mensagens, especialmente políticas, precisam ser bastante claros. Didáticos, até. A fim de expressar sem sombra de dúvidas aquilo que se deseja dizer. Em tempos de ascensão de uma extrema direita com claros vínculos com o fascismo, uma extrema direita que tem jogado com mensagens cifradas para confundir, isso se torna ainda mais necessário. “Destacamento Blood” é dirigido por um dos cineastas mais ativistas dos últimos 30 anos e se torna ainda mais pertinente pelo timing de seu lançamento, após a morte de George Floyd e das manifestações antirracistas que isso desencadeou não apenas nos Estados Unidos, mas em muitos países do mundo. O novo filme de Spike Lee, que seria o presidente do júri do Festival de Cannes 2020, cancelado por conta da pandemia, deveria ter recebido première no festival. Mesmo sendo uma produção da Netflix, em outras circunstâncias poderia ter sessões especiais nos cinemas, como ocorreu com “Roma”, “O Irlandês”, “Os Miseráveis” e “Atlantique”, por exemplo. De todo modo, ter a visibilidade propiciada pela Netflix acabou sendo positivo neste momento, permitindo que uma quantidade enorme de pessoas possa apreciá-lo mundialmente. Claramente um produto do momento, mas interligado a várias outras décadas, em especial aos tempos da Guerra do Vietnã, “Destacamento Blood” é um autêntico manifesto antirracista. Lee sempre fez questão de aproveitar o seu espaço no cinema para enaltecer a cultura e a luta negras, e aqui insere não apenas Muhammad Ali e Malcolm X, que aparecem em imagens de arquivo; ele embute a questão racial em cada fotograma, com referências aos atletas Tommy Smith e John Carlos, à ativista Angela Davis, ao ano de 1619, quando foram trazidos os primeiros africanos escravizados ao solo americano, e a outros fatos marcantes. Discute-se até como um herói branco feito Rambo foi escolhido para representar o fracasso da Guerra do Vietnã, quando o cinema poderia ter destacado muitos jovens negros mortos em combate como exemplo da fatalidade do conflito. E falando em herói, chega a ser simbólico ver o ator Chadwick Boseman, o intérprete do Pantera Negra, como a figura mítica da história, pelo menos entre os seus amigos e parceiros do chamado “Da 5 Bloods”, o destacamento do título original. Ele é um exemplo de alguém que tinha a sabedoria de entender a situação dos negros diante de um mundo desigual e a melhor maneira de travar a luta. Como um deles diz: Norman era “nosso Malcolm (X) e o nosso Martin (Luther King)”. A trama segue os quatro amigos sobreviventes da Guerra do Vietnã, que voltam ao país do conflito para cumprir uma nova missão. Ou duas. Uma delas tem a ver com uma mala cheia de barras de ouro encontrada nos anos 1970, quando estavam em ação – e que foi enterrada em algum lugar do campo de batalha. A outra tem a ver com o corpo do companheiro perdido na guerra (Boseman). Cada um desses quatro homens lida com o presente de maneira muito particular. Um deles se destaca, vivido por Delroy Lindo, por ser o único que, para vergonha dos demais, votou em Donald Trump e até usa um boné com o lema “Make America Great Again”. Na missão de procurar o ouro, como é de se esperar, ocorre um conflito de interesses e a ambição passa a envenenar o espírito coletivo. As referências ao clássico “O Tesouro de Sierra Madre” (1948), de John Huston, são claras e passam, inclusive, na admissão de que este é um dos filmes favoritos de Lee. A parte técnica também é muito interessante, como a utilização de três formatos diferentes de tela – o início em scope, as cenas no passado em formato 4:3, e em seguida a proporção 1,85:1, quando se inicia a missão. Há também uma brincadeira acertada com as cores na fotografia e a escolha de uma trilha sonora relevante, com faixas cantadas por Marvin Gaye, que famosamente questionou a época com seu clássico “What’s Going On”. Particularmente curiosa é a decisão estilística de incluir os atores idosos nos flashbacks – em vez de elencar outros intérpretes, mais jovens, para contracenar com Boseman – , como se Lee buscasse demonstrar que, mesmo já sessentões, eles ainda teriam fôlego e coragem para enfrentar uma missão mortal. De fato, a missão que eles empreendem é muito mais perigosa do que imaginam. Ainda há minas, mas felizmente também há pessoas especializadas em localizar e desativar essas minas, como a bem-vinda personagem de Mélanie Thierry – atriz que brilhou recentemente no drama de guerra “Memórias da Dor”, de Emmanuel Finkiel. Aqui ela é uma jovem francesa chamada Hedy, em homenagem à estrela hollywoodiana Hedy Lammar, outra das inúmeras referências cinematográficas do filme. Nesta lista, ainda chama atenção o uso da “Cavalgada das Valquírias”, ópera que se tornou indissociável de “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola. No filme de Lee, a inclusão da música de Richard Wagner ganha um ar de deboche. Para completar, um drama pessoal de um dos personagens acentua a questão do racismo, dessa vez no Vietnã. O veterano vivido por Clarke Peters reencontra um amor do passado, uma mulher vietnamita, descobre que tem uma filha com ela e fica sabendo, com dor, o quanto a garota foi maltratada pela sociedade por causa de sua cor. Ou seja, a violência do racismo se amplia no cinema de Spike Lee, não apenas nos Estados Unidos, aparecendo também em um país do outro lado do mundo. Nada mais justo que ampliar esse debate para o mundo. Pois é isso que está acontecendo, por meio do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Disponível na Netflix
Ghosts of War: Astros de Titãs enfrentam nazistas e fantasmas em trailer de terror
A Vertical Entertainment divulgou dois pôsteres e o trailer do terror “Ghost of War”, estrelado por dois atores da série “Titãs”. Passada na Europa, durante a 2ª Guerra Mundial, a trama acompanha cinco soldados americanos que se abrigam numa mansão para se proteger de ataques nazistas, sem saber que o local é mal-assombrado e que os fantasmas representam uma ameaça maior às suas vidas. O elenco traz Brenton Thwaites (o Robin de “Titãs”), Alan Ritchson (o Rapina de “Titãs”), Theo Rossi (o Shades de “Luke Cage”), Skylar Astin (“A Escolha Perfeita”) e Kyle Gallner (“Sniper Americano”) como os soldados, além de Shaun Toub (“Homeland”) e Billy Zane (“Titanic”). “Ghost of War” é o segundo longa escrito e dirigido por Eric Bress, responsável pelo cultuado “Efeito Borboleta” (2004) e criador da série “Kyle XY”. A estreia está marcada para 17 de julho nos EUA – nos cinemas que estiverem abertos e em VOD.
Greyhound: Superprodução de Tom Hanks troca o cinema pelo streaming
O novo filme de Tom Hanks não vai mais estrear no cinema. A Sony negociou a distribuição de “Greyhound” com a Apple, que pretende lançá-lo com exclusividade em sua plataforma de streaming. Superprodução de batalha naval, “Greyhound” traz Tom Hanks de volta aos combates da 2ª Guerra Mundial, materializando um duelo de estratégias e torpedos entre uma frota de destroyers americanos e um esquadrão de submarinos alemães. Baseado em romance clássico de C.S. Forester (criador do herói naval Horatio Hornblower), o filme retrata o combate marítimo que aconteceu antes das tropas americanas desembarcarem no front europeu. “A única coisa mais perigosa do que as linhas de frente é a luta para chegar até lá”, ressaltam o cartaz da produção. Além de atuar, Hanks assina o roteiro do longa, demonstrando sua assumida predileção por produções do período. O astro, que estrelou o impressionante “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), também coproduziu com Steven Spielberg três séries passadas durante a 2ª Guerra Mundial: “Band of Brothers” e “The Pacific” na HBO, e a vindoura “Masters of the Air” na Apple TV+. O acordo foi facilitado, justamente, por Hanks já ter negócios na plataforma, como produtor da futura série de batalhas aéreas. “Greyhound” também é o terceiro longa escrito pelo ator, que anteriormente assinou “The Wonders – O Sonho Não Acabou” (2006) e “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” (2011), que ele também dirigiu. Agora, porém, a direção está a cargo de Aaron Schneider, pouco experiente na função (dirigiu apenas “Segredos de um Funeral” em 2009), mas de longa carreira como cinegrafista. O elenco também inclui Stephen Graham (“O Irlandês”), Rob Morgan (“Stranger Things”), Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”) e Elisabeth Shue (“The Boys”). Originalmente marcada para 8 de maio nos cinemas, a estreia do filme chegou a ser adiada para 12 de junho nos EUA, antes da Sony desistir do lançamento tradicional. Orçado em cerca de US$ 50 milhões, a produção será o filme mais caro já exibido com exclusividade pela Apple TV+, que ainda não anunciou sua previsão de estreia. Veja abaixo o trailer anteriormente divulgado para a distribuição nos cinemas.
Destacamento Blood: Trailer do novo filme de Spike Lee revisita a guerra do Vietnã
A Netflix divulgou um novo pôster e o primeiro trailer legendado do novo filme do diretor Spike Lee, “Destacamento Blood” (Da 5 Bloods). Embalada por rock psicodélico (“Time Has Come Today”, dos Chamber Brothers), a prévia combina cenas da época da guerra do Vietnã com uma trama passada nos dias de hoje. O filme tem roteiro assinado por Lee e Kevin Willmott, que dividiram o Oscar por “Infiltrado na Klan”, e acompanha veteranos traumatizados da guerra. Décadas depois do film do conflito, eles resolvem retornar ao Vietnã em busca do corpo do líder do seu esquadrão, que nunca foi recuperado, e também de uma fortuna em ouro que estaria enterrada com ele. Chadwick Boseman (“Pantera Negra”) é o líder do destacamento, enquanto Delroy Lindo (“The Good Fight”), Clarke Peters (“His Dark Materials”), Norm Lewis (“Scandal”) e Isiah Whitlock Jr. (“Infiltrado na Klan”) interpretam as versões maduras dos ex-soldados. O elenco também inclui Jonathan Majors (“A Rebelião”) como filho do personagem de Delroy Lindo (“The Good Fight”), além de Jean Reno (“O Profissional”), Mélanie Thierry (“Um Dia Perfeito”), Jasper Pääkkönen e Paul Walter Hauser (ambos também de “Infiltrado na Klan”). A estreia está marcada para 12 de junho em streaming.
Destacamento Blood: Novo filme de Spike Lee ganha fotos
A revista Vanity Fair divulgou quatro fotos do novo filme do diretor Spike Lee, “Destacamento Blood” (Da 5 Bloods), que será lançado pela Netflix. O filme tem roteiro assinado por Lee e Kevin Willmott, que dividiram o Oscar por “Infiltrado na Klan”, e acompanha veteranos traumatizados da guerra, que décadas depois resolvem retornar ao Vietnã em busca do corpo do líder do seu esquadrão, que nunca foi recuperado, e também de uma fortuna em ouro que estaria enterrada com ele. Chadwick Boseman (“Pantera Negra”), que não aparece nas fotos, é o líder do destacamento, enquanto Delroy Lindo (“The Good Fight”), Clarke Peters (“His Dark Materials”), Norm Lewis (“Scandal”) e Isiah Whitlock Jr. ( Infiltrado na Klan”) interpretam as versões maduras dos ex-soldados. O elenco também inclui Jonathan Majors (“A Rebelião”) como filho do personagem de Delroy Lindo (“The Good Fight”), além de Jean Reno (“O Profissional”), Mélanie Thierry (“Um Dia Perfeito”), Jasper Pääkkönen e Paul Walter Hauser (ambos também de “Infiltrado na Klan”). A estreia está marcada para 12 de junho em streaming.
Destacamento Blood: Novo filme de Spike Lee ganha pôster e data de estreia na Netflix
O diretor Spike Lee divulgou nas redes sociais o primeiro pôster de seu próximo filme, “Destacamento Blood” (Da 5 Bloods). Produção da Netflix, com roteiro assinado por Lee e Kevin Willmott, que dividiram o Oscar por “Infiltrado na Klan”, o filme acompanha veteranos traumatizados da guerra do Vietnã. Décadas depois do final do conflito, eles resolvem retornar ao país em que combateram em busca do corpo do líder do seu esquadrão, nunca recuperado, e também de uma fortuna em ouro que estaria enterrada com ele. O elenco é encabeçado por Chadwick Boseman (“Pantera Negra”), Jean Reno (“O Profissional”), Delroy Lindo (“The Good Fight”), Jonathan Majors (“A Rebelião”), Mélanie Thierry (“Um Dia Perfeito”), Jasper Pääkkönen, Isiah Whitlock Jr. e Paul Walter Hauser (os três últimos de “Infiltrado na Klan”). Além da primeira arte, o cartaz também revela a data em que o longa vai chegar à Netflix: 12 de junho. Veja abaixo.
Tom Hanks volta a lutar na 2ª Guerra Mundial no trailer de Greyhound
A Sony divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Greyhound”, filme de batalha naval que traz Tom Hanks de volta aos combates da 2ª Guerra Mundial. A prévia é intensa, com muitas cenas de explosões, ao materializar o duelo de estratégias e torpedos entre uma frota de destroyers americanos e um esquadrão de submarinos alemães. Baseado em romance clássico de C.S. Forester (criador do herói naval Horatio Hornblower), “Greyhound” traz Hanks comandando a frota que enfrenta o inferno no Atlântico para levar as tropas americanas para o front europeu. “A única coisa mais perigosa do que as linhas de frente é a luta para chegar até lá”, ressaltam o trailer e o cartaz. Além de atuar, Hanks assina o roteiro do longa, demonstrando sua assumida predileção por produções do período. O astro, que estrelou o impressionante “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), também coproduziu com Steven Spielberg três séries passadas durante a 2ª Guerra Mundial: “Band of Brothers” e “The Pacific” na HBO, e a vindoura “Masters of the Air” na Apple TV+. “Greyhound” também é o terceiro longa assinado por Hanks, que anteriormente assinou “The Wonders – O Sonho Não Acabou” (2006) e “Larry Crowne – O Amor Está de Volta” (2011), que ele também dirigiu. Agora, porém, a direção está a cargo de Aaron Schneider, pouco experiente na função (dirigiu apenas “Segredos de um Funeral” em 2009), mas de longa carreira como cinegrafista. O elenco também inclui Stephen Graham (“O Irlandês”), Rob Morgan (“Stranger Things”), Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”) e Elisabeth Shue (“The Boys”). Originalmente marcada para 8 de maio, a estreia foi adiada para 12 de junho nos EUA, o que pode alterar a data de lançamento no Brasil – até o momento, ainda marcada para 7 de maio.
Angelina Jolie escreve editorial criticando longa duração da guerra na Síria
A edição desta quinta (20/2) da revista americana Time trouxe um texto editoral de Angelina Jolie, criticando a longa duração do conflito na Síria, Embaixadora especial da ACNUR (Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Angelina frisou que sua primeira visita ao país foi em 2011 e, na época, já tinha se chocado com a violência que as crianças traziam em seus corpos mutilados, detalhando o caso de um menino que teve a perna arrancada durante um ataque aéreo em sua cidade. “Eu esperava que histórias como a dele pudessem forçar os países ricos e poderosos do mundo a intervir para impedir a violência”, escreveu a atriz, como uma carta aberta aos países integrantes da ONU. “Mas agora, quase uma década depois, isso me parece uma metáfora do próprio conflito sírio: a inocência destruída de uma geração de crianças; o dano irreversível infligido a uma sociedade secular e multiétnica; e os anos de pedidos de ajuda que ficaram sem resposta”. Desde que a guerra na região começou, Angelina visitou refugiados da Síria por pelo menos 10 vezes. “No começo, as famílias que conheci eram esperançosas. Elas diziam: ‘Por favor, conte às pessoas o que está acontecendo conosco’, confiando que, uma vez que a verdade fosse conhecida, o mundo viria em seu socorro”, refletiu. “Mas a esperança se transformou em raiva e luta pela sobrevivência: a raiva do pai que segurou seu bebê comigo, perguntando: ‘Ele é terrorista? Meu filho é terrorista?’ e a dor das famílias que conheci que enfrentavam escolhas diárias sobre quais de seus filhos receberiam alimentos e remédios escassos”, desabafou. No decorrer do texto, Angelina lembrou que o massacre de crianças naquela região não foi suficiente para sensibilizar àqueles que, segundo ela, são interessados na destruição da Síria. Além disso, ela comentou que nenhuma resolução internacional foi suficiente para impedir que o país fosse dizimado, que nem mesmo a ONU tem sido capaz de contar os mortos e criticou a falta de ação do governo americano. “Isso também levanta questões fundamentais para nós, como americanos: quando deixamos de querer defender os menos favorecidos, os inocentes e os que lutam por seus direitos humanos? E que tipo de país seríamos se abandonássemos esse princípio? Hoje há muita atenção na América na autopreservação. Mas a paz é quase sempre lutada com mais força por aqueles que realmente entendem a guerra”, acrescentou. Por fim, ela pediu o cessar-fogo na região, e que os Estados Unidos atuem nesse sentido. “A história mostra que, quando lutamos pela libertação da Europa na 2ª Guerra Mundial, ou contribuímos para a construção da ordem global do pós-guerra, o fizemos por nossos próprios interesses – e colhemos os benefícios. Mas quando os Estados Unidos foram atacados em 11 de setembro, muitos países fizeram uma causa comum conosco porque conquistamos a amizade deles”, apontou a atriz vencedora do Oscar.
1917 é um primor de técnica cinematográfica e destruição avassaladora
Guerras não devem ser glorificadas ou romantizadas. Guerras geram apenas destruição. Destruição de arquiteturas, de fauna e de flora. Destruição de famílias, de amores e de amizades. Destruição de corpos e de vidas. É o que mostra o filme “1917”, dirigido por Sam Mendes (“007 Contra Spectre”) e mais forte candidato ao Oscar deste ano. Escrita pelo próprio cineasta em parceria com Krysty Wilson-Cairns (da série “Penny Dreadful”), a trama acompanha dois soldados britânicos que precisam ultrapassar as linhas inimigas no front francês da 1º Guerra Mundial. Sua missão é levar uma mensagem a um batalhão prestes a adentrar numa armadilha, do qual faz parte o irmão de um deles. A jornada tortuosa é repleta de armadilhas, dificuldades e perigos. E o diretor sabe explorá-los muito bem. Mendes opta por rodar todo o filme em um (falso) plano-sequência, recurso similar àquele utilizado por Alejandro G. Iñárritu em “Birdman” (2014). Porém, enquanto naquele caso a história era condensada em poucos ambientes, aqui vemos a enorme extensão do conflito enquanto os protagonistas atravessam trincheiras, túneis, campos abertos, cidades destruídas e muito mais. Conduzindo a movimentação dos atores com a precisão de um maestro, Mendes é criativo na maneira como ele contorna algumas das limitações causadas pela sua escolha. É notável, por exemplo, como opta por fazer os personagens mudarem suas posições em cena, devido à impossibilidade de filmar um diálogo em plano e contra plano. Mas sua escolha vai além de um preciosismo estético. Ao filmar toda a ação quase sem cortes, ele obriga o espectador a acompanhar cada passo da jornada dos protagonistas. No cinema clássico, cenas de duas pessoas caminhando tomariam pouco ou nenhum tempo de tela, mas em “1917” são o principal recurso da narrativa. Isto coloca o espectador lá, junto dos personagens, sentindo suas dificuldades de perto, uma vez que não há atalhos para a segurança dos cortes cinematográficos. E devido a esta proximidade com os personagens, acabamos conhecendo-os melhor. Enquanto Blake (Dean-Charles Chapman) é visto como um jovem ainda iludido com a noção romântica de heroísmo, Schofield (George MacKay, excelente) tem uma visão mais pragmática da guerra. Blake deseja entregar a mensagem para salvar o batalhão (e seu irmão). Schofield é movido pela possibilidade/necessidade de impedir mais destruição. Apesar da sua motivação altruísta, Schofield não é um herói convencional, pois “1917” não é uma obra convencional sobre heroísmo. Durante toda a jornada, os soldados só se deparam com cenários de destruição. Casas destruídas, árvores cortadas, pontes derrubadas, animais abatidos, etc. A morte cerca-os a cada passo. Até mesmo quando o longa esboça a ideia de enxergar a beleza naquelas imagens – como quando vemos pétalas de flores boiando num rio – , esta visão é logo substituída por uma cena de destruição – e corpos putrefatos substituem as flores na água. Tal proximidade entre beleza e destruição também é representada visualmente na ótima direção de fotografia de Roger Deakins (que já havia trabalhado com Mendes em “007: Operação Skyfall”). Investindo em tons amarelados e sépia, associando o filme aos registros da época representada, o veterano cinematógrafo faz as sombras dançarem, simbolizando a escuridão e a desesperança que tomou conta daquele ambiente. Aliás, tal desesperança é igualmente notável na conduta dos demais personagens. “Só há um jeito desta guerra acabar. Quando só sobrar um homem de pé”, diz um oficial interpretado por Benedict Cumberbatch em determinando momento, reforçando o tom de desilusão. Afinal, o ato dos protagonistas até pode surtir um efeito imediato, mas não permanente. Mesmo que consigam cumprir sua missão e salvar vidas, o próprio nome do filme, “1917”, sugere que o conflito, que durou até 1918, ainda guarda muita destruição pela frente.
1917: Vencedor do Globo de Ouro ganha trailer final legendado
A Universal divulgou a versão legendada do trailer final de “1917”. O vídeo original, em inglês, chegou na internet há quase um mês, mas o lançamento oficial no Brasil acontece um dia após o longa de Sam Mendes vencer o Globo de Ouro. Por ser uma simples tradução de material antigo, a menção ao prêmio ainda não aparece entre os elogios da crítica destacados na prévia. Repleto de explosões, correrias, desabamentos, saltos impossíveis e coragem diante da morte certa, o trailer acompanha dois soldados britânicos encarregados de enfrentar bombas e o tiroteio inimigo para entregar uma mensagem que pode salvar milhares de vidas, inclusive a de um irmão deles. O que ele não mostra é que todas as cenas foram filmadas tendo em mente a projeção em plano contínuo – isto, com o objetivo de passar a ilusão de que o filme não tem cortes, como em “Birdman”. Isto também faz com que a ação aconteça em tempo real, transportando o público para as trincheiras do front europeu da 1ª Guerra Mundial. Além do Globo de Ouro, a façanha tem rendido muitos elogios ao cineasta Sam Mendes e ao veterano diretor de fotografia Roger Deakins (que trabalharam juntos em “007: Operação Skyfall”), e colocado “1917” em várias listas de Melhores do Ano – o filme está com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes. O elenco é encabeçado por George McKay (“Capitão Fantástico”) e Dean-Charles Chapman (“Game of Thrones”), como os dois soldados da sinopse. Seu comandante é vivido por Colin Firth (vencedor do Oscar por “O Discurso do Rei”) e ainda há participações de Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”), Mark Strong (“Shazam!”) e Richard Madden (também de “Game of Thrones”). Sam Mendes, que também venceu o Globo de Ouro de Melhor Direção, escreveu o roteiro em parceria com Krysty Wilson-Cairns (“Penny Dreadful”). De olho no Oscar 2020, o filme teve a estreia antecipada no Brasil. Originalmente previsto para 20 de fevereiro, agora vai estrear em 23 de janeiro, “apenas” um mês após o lançamento nos Estados Unidos.











