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    As Memórias de Marnie emociona com sensibilidade sobrenatural

    30 de novembro de 2015 /

    Não fosse a marca forte e de qualidade dos estúdios Ghibli, “As Memórias de Marnie” talvez não tivesse a boa recepção internacional que merecidamente teve. Afinal, não é assinado por Hayao Miyazaki e Isao Takahata, os dois nomes mais conhecidos do estúdio. Mas o filme de Hiromasa Yonebayashi é um primor em sua história sobre solidão, amizade e relações familiares, aliado a um crescente e instigante clima de mistério. O contexto é muito comum à cultura japonesa, que lida com o próximo de uma maneira mais distanciada, enquanto, paradoxalmente, imagina os espíritos com formas físicas, como comprovam obras referenciais do J-horror, como “Contos da Lua Vaga” (1953), de Kenji Mizoguchi, e “Kwaidan – As Quatro Faces do Medo” (1964), de Masaki Kobayashi. Não que “As Memórias de Marnie” se enquadre exatamente nessa categoria, embora a tangencie (os momentos que aproximam a animação de um horror gótico lembram, inclusive, certas produções do gênero da velha Hollywood). A animação deixa claro, desde o início, que há algo de estranho na garotinha loira que mora em uma mansão abandonada. O lugar só pode ser acessado quando a maré está baixa ou via barco. E essa dificuldade cria um objeto de fascinação para a solitária Anna. Quando ela visita a mansão pela primeira vez, logo percebe que o lugar está abandonado. Mas vê que as luzes estão acesas. E finalmente tem a primeira visão e contato com a nova amiga. Há nuances nesse relacionamento que permitem imaginar que a atração entre as duas é mais que amizade, uma espécie de amor romântico, graças a detalhes como a forma como tocam suas mãos num barco, o momento em que Anna a convida para sua casa e a cena da dança na festa patrocinada pelos pais aristocratas de Marnie. O que as torna íntimas é a solidão que ambas sentem. As duas são órfãs e, por meio de suas conversas e flashbacks, os encontros viram confidências, aproximando-as também do espectador. Embora ameace cair no melodrama, “As Memórias de Marnie” se contém, evitando a manipulação ao atingir seu pico emocional, lá pelo finalzinho, quando o filme revela seu verdadeiro tema, a autodescoberta. E quando também, junto com Anna, o espectador finalmente descobre quem de fato é Marnie. Belo e sensível, “As Memórias de Marnie” foi indicado ao Oscar 2016 na categoria de Melhor Animação.

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    Angelina Jolie pode estrelar o remake de A Noiva de Frankenstein

    24 de novembro de 2015 /

    A atriz Angelina Jolie pode estrelar o remake de “A Noiva de Frankenstein”, clássico de terror lançado em 1935. A informação aparece num ensaio da revista The Hollywood Reporter, durante a análise do prejuízo causado por “À Beira Mar”, filme escrito, dirigido e estrelada pela estrela com financiamento do estúdio. Segundo a publicação, “À Beira Mar” deve dar um prejuízo de US$ 40 milhões, após o estúdio dar liberdade completa para Jolie determinar cada detalhe da produção, inclusive o marketing, apontado como equivocado por produzir pôsteres “artísticos” e minimizar o apelo comercial da união de dois dos astros mais quentes de Hollywood, o casal Angelina Jolie e Brad Pitt. A Universal teria bancado o projeto na tentativa de manter um relacionamento com a estrela, visando escalá-la em seu próximo projeto prioritário. Este projeto seria “A Noiva de Frankenstein”. Embora não haja contrato assinado, o estúdio deve sugerir gentilmente a existência de um compromisso moral para contar com Jolie. Os planos do remake estão em desenvolvimento desde 2009. Na época, Neil Burger (“Divergente”) foi cotado para a direção, mas não há informações sobre se ele continua envolvido no projeto, que fará parte do universo cinematográfico de monstros da Universal, planejado pelos roteiristas Alex Kurtzman (“Além da Escuridão – Star Trek”) e Chris Morgan (“Velozes & Furiosos 7”) para integrar todos as criaturas do estúdio. O filme original, dirigido por James Whale, mostrava a tentativa do Dr. Frankenstein para criar uma companheira para seu monstro. O resultado marcou época, assim como o penteado da atriz Elsa Lancaster. Considerado o melhor de todos os filmes góticos da Universal, “A Noiva de Frankenstein” acabou inspirando várias refilmagens, sendo a mais famosa “A Prometida” (1985) em que o cantor Sting deu vida a Jennifer Beals. Mais recentemente, a 2ª temporada da série “Penny Dreadful” referenciou a mesma trama.

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    A Colina Escarlate materializa a beleza do terror

    14 de novembro de 2015 /

    “A Colina Escarlate” oferece um sopro de beleza, de amor, de violência e de intensidade num ano escasso de obras de terror relevantes. E ainda assim tem dividido bastante as opiniões de público e crítica. Não é difícil entender porquê. Assim como seu filme anterior, “Círculo de Fogo”, homenagem aos filmes de monstros gigantes japoneses, a nova obra de Guillermo del Toro é um presente para os fãs de um subgênero muito específico: o horror gótico de Roger Corman (as adaptações de contos de Edgar Allan Poe), da produtora britânica Hammer (o sobrenome Cushing não foi escolhido à toa) e até dos pioneiros do giallo italiano. Trata-se de uma homenagem aos filmes de pavor dos anos 1960, inclusive no modo como o cineasta constrói seus personagens, que às vezes parecem um tanto exagerados em suas intenções. A direção de arte e a fotografia são impressionantemente estupendas em sua elegância, e por isso o local onde acontece a maior parte da trama é fundamental: um castelo decadente na Inglaterra. O castelo está submergindo numa espécie de lama vermelha, que é a matéria-prima da obsessão de Thomas, o personagem de Tom Hiddleston (“Thor”), que planeja, junto com sua irmã Lucille (Jessica Chastain, de “Interestelar”), conseguir dinheiro casando-se com a jovem herdeira americana Edith (Mia Wasikowska, de “Segredos de Sangue”). Na verdade, a intenção dos dois é ainda mais criminosa do que aparenta. Chama a atenção o modo como os monstros e os fantasmas são ao mesmo tempo horríveis e aterrorizantes na trama, mas não tanto quanto os vivos, esses sim capazes de causar dor e morte. Edith é assombrada pelo fantasma de sua mãe, que surge parecida com a criatura de “Mama” (2013), não por acaso uma produção de del Toro estrelada por Chastain. Entretanto, falta à “Colina Escarlate” justamente o sentimentalismo de “Mama” (dirigido pelo argentino Andrés Muschietti). A frieza marca os personagens, como costumava marcar os papeis de Vincent Price e Peter Cushing nos clássicos de referência da obra. Assim como a canastrice. Na pele de Lucille, a irmã fria e malévola, Jessica Chastain rouba todas as cenas em que aparece. Há quem considere uma composição exagerada. Mas é a melhor personagem do filme, a que mais se aproxima do mal arquétipo das bruxas de contos de fadas ou dos filmes de horror góticos. O forte do cineasta mexicano, porém, é a construção do conto macabro, pontuando a trama com violência gráfica, que mancha a tela de vermelho. O tom, aliás, já se pronuncia desde o início do filme, quando o logo da Universal Pictures desponta em escarlate, apontando para a valorização da cor pelo diretor A beleza das cenas sangrentas e violentas não encontra paralelos no horror contemporâneo, evocando os clássicos de Mario Bava e Dario Argento. Mas Del Toro não desaparece por trás das referências, manifestando sua marca autoral por meio de algumas de suas obsessões, como o pavor de insetos, insinuado desde seus primeiros filmes, “Cronos” (1993) e “Mutação” (1997), além de refazer o labirinto de “O Labirinto do Fauno” (2006) como a mansão que esconde segredos atrás de cada porta. Um terror belo não é um paradoxo. É uma obra de Guillermo del Toro.

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