Colegas de Klara Castanho se manifestam após revelação de estupro
Depois de revelar estupro, gravidez e doação de bebê, a atriz Klara Castanho, de 21 anos, está recebendo carinho e manifestações de apoio de vários colegas, que tem usado as redes sociais para apoia-la, em meio a ataques de extremistas. Ela publicou uma carta aberta contando tudo o que passou – uma coleção de violências que continuaram até recentemente – numa postagem de Matheus Baldi nas redes sociais, na participação de Leo Dias no programa “The Noite” de 16 de junho e numa live de Antonia Fontenelle no sábado (26/6), que fizeram comentários sensacionalistas em troca de audiência. Maisa Silva, Tais Araújo, Giovanna Antonelli, Carol Castro, Larissa Manoela e Bruno Mazzeo foram alguns dos muitos nomes que usaram suas redes sociais para apoiar a jovem, que está na TV desde os seis anos de idade – estreou na série “Mothern” (2006), do GNT. “Amor que transborda. Sorte a nossa e azar de quem desconhece tal sentimento. Pra o que der e vier”, publicou Maisa em seu perfil no Twitter, relembrando uma interação com Klara no último mês de março. As duas trabalharam juntas no filme “Tudo por um Pop Star” (2018) e estão na série “De Volta aos 15” (2022), renovada na Netflix. Maisa também publicou várias fotos em que aparece ao lado de Klara nos Stories de seu Instagram, acompanhadas por coraçõezinhos e declarações de amizade eterna. Tais Araújo, que trabalhou com Klara na novela “Viver a Vida” (2009), quando ela tinha oito anos, disse que se sentiu “na obrigação” de acolhe-la publicamente, além do contato pessoal, porque “a violência que sofreu e a sua dor tornaram-se públicas sem que fosse um desejo seu, sem que fosse garantido o seu direito à privacidade”. E acrescentou: “Te conheço desde de criança, conheço sua mãe, sua família e tenho muito respeito e amor por vocês. Se cuide, se proteja e se preserve. Todo meu amor e respeito”. Giovanna Antonelli, que viveu a mãe de Klara na novela de Manoel Carlos, também se manifestou: “Você tão rara e tão menina quando conheci… sempre imaginava que se um dia tivesse filhas queria que fossem como você. Doce, inteligente, bom caráter, talentosa e cheia de personalidade! Conte com meu amor sempre, em meio a um mundo tão hostil a nossa volta. Te amo.” Pai de Klara no cinema, no filme “Chocante”, Bruno Mazzeo foi outro que se revoltou com o ódio contra a atriz: “Posto essa minha foto com Klarinha porque acho que ela simboliza, de alguma maneira, o carinho que sinto por ela. Fui seu pai no cinema, pude conhecer de perto, além do seu talento, a sua doçura. Acabo de ler o terrível relato postado por ela e lamento profundamente que a gente viva num mundo de valores completa e escrotamente invertidos. Seja por ignorância, seja por ódio, seja pelo inacreditável prazer de sentir ódio. Sou homem. Incapaz de sentir na pele a dor de um estupro. O que não me impede de ter a certeza de que ela é dilacerante, causa marcas profundas e cicatrizes eternas. Eu sinto muito, Klarinha.” Carol Castro, que atuou com Klara e três novelas – “Morde & assopra” (2011), “Amor eterno amor” (2012) e “Amor à vida” (2013) – , compartilhou uma foto com a atriz e fez um longo desabafo carregado de indignação. “Estou em choque”, escreveu Carol. Você não merecia passar por isso. Ninguém merecia passar por isso. Não posso imaginar a dor de todo o ocorrido e ainda com as ‘consequências’ de um ( ou vários) ‘vazamento’ de informações que vão virando um telefone sem fio de maldade… e muitas vezes são em troca de ‘um trocado’, ‘likes1, números… que falta de respeito! Que horror! Que brutal! É Desumano. Cruel. Ardiloso”. “Lamento muito o que você está passando nesse momento… esse turbilhão, todas essa exposição de um assunto delicado, doloroso e que deveria, sim, ser só seu e da sua família. Sua rede apoio. Pessoal e intransferível. Pra você ter seu tempo de cicatrização de uma dor imensa e ainda tendo que lidar com esse outro tipo de violência e abuso”, acrescentou. “Até quando as mulheres irão passar por esses tipos todos de violência?! Não tem nem palavras que cheguem perto da verdade do que você está passando… Conte comigo sempre, minha flor amada. Tô aqui. Sempre. Te amo sem fim”, completou. A escritora Thalita Rebouças, que viu Klara estrelar três filmes baseados em seus livros, também publicou “uma foto para falar de empatia”. “A gente fala, fala mas não pratica, né? Impressionante. Klarinha é mais que amiga. Depois de três filmes juntas ela virou minha filha do coração”, escreveu, também dizendo que a atriz poderia contar com ela para tudo. Larissa Manoela, colega de geração e de baladas, completou: “Que apesar de toda a maldade a gente ainda possa ter o presente de te ver sorrir. Todo o meu apoio, carinho e amor, Klara!”. Todo esse turbilhão começou porque Leo Dias revelou saber de uma informação “inacreditável” sobre uma atriz no “The Noite”, afirmando que a “conta” dela iria chegar, pois o caso “envolve vidas” e “carma”. Para deixar mais claro, no sábado (25/3) Antonia Fontenelle resolver dar mais detalhes, revelando que “uma atriz global de 21 anos teria engravidado e doado a criança para adoção”. Não bastasse a fofoca, em seguida ela passou a fazer acusações e ataques. “Ela não quis olhar para o rosto da criança”, afirmou a apresentadora, que classificou a história como “monstruosa” e crime. “Parir uma criança e não querer ver e mandar desovar para o acaso é crime, sim, só acha bonitinho essa história de adoção quem nunca foi em um abrigo, ademais quando se trata de uma criança negra. O nome disso é abandono de incapaz”, declarou Fontenelle. Seus seguidores não tiveram dificuldades em relacionar a história à atriz de “Confissões de uma Garota Excluída”, apesar dela ter mais filmes que produções “globais” no currículo, e passaram a bombardear as redes sociais da jovem com comentários grosseiros, maldosos e agressivos. Sem chão, Klara então resolveu contar seu lado da história, com detalhes fortes sobre o drama que viveu nos últimos meses. “Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que eu sofri. Eu fui estuprada”, ela escreveu. Klara Castanho explicou que foi violentada sexualmente, mas não reportou o ocorrido à polícia por sentir “vergonha e culpa”. Acreditava que se fingisse que nada aconteceu, “talvez esquecesse”. A descoberta da gravidez veio ao passar mal. Porém, o médico que a atendeu não se solidarizou com sua dor, mesmo sabendo da história. Ela afirmou que seria incapaz de criar um filho fruto de estupro, então optou pela doação do bebê e fez todos os procedimentos legais. Entretanto, quando teve a criança, ela diz ter sido ameaçada por uma enfermeira, que quis levar o caso a público por meio da imprensa. E, de fato, Leo Dias a procurou quando ela ainda estava no hospital, para questionar sobre a gravidez e a adoção, mas, ao explicar a violência que sofreu, ele se comprometeu em não publicar nada a respeito, em demonstração de empatia. Entretanto, Matheus Baldi escreveu no dia 24 de maio que Klara tinha dado à luz uma criança. A pedido da própria atriz, esse post foi apagado. Só que aí Leo Dias não se conteve e soltou detalhes na TV. Após Klara assumir a história, ele ainda fez uma publicação com dados do nascimento da criança, incluindo hora e local de nascimento, cujo sigilo é resguardado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A editora do portal mandou tirar do ar e, em seu lugar, o colunista escreveu um pedido de desculpas. Depois da repercussão, Fontenelle, que é pré-candidata a deputada federal, ressaltou que soube da gravidez por Leo Dias e achou um absurdo ficarem “revoltadinhos” com ela por “ter tido a coragem de mencionar uma história” – a adoção legal e legítima que ela distorceu para chamar de crime. Mas, ao ver o tamanho da repercussão, decidiu gravar um vídeo afirmando ter falado sem saber toda a história – segundo os dicionários, a definição do que é fofoca – e ofereceu-se para ajudar Klara, depois de ter tornado a vida da jovem um inferno. Leia abaixo a íntegra da declaração de Klara Castanho sobre a sucessão de violências que ela sofreu. “Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la dessa maneira é algo que me apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri. Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu em mim. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família, nem dos meus amigos. Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão de que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse, superasse. Mas não foi o que aconteceu. As únicas coisas que tive forças para fazer foram: tomar a pílula do dia seguinte e fazer alguns exames. E tentei, na medida do possível e da minha frágil capacidade emocional, seguir adiante, me manter focada na minha família e no meu trabalho. Mas mesmo tentando levar uma vida normal, os danos da violência me acompanharam. Deixei de dormir, deixei de confiar nas pessoas, deixei uma sombra apoderar-se de mim. Uma tristeza infinita que eu nunca tinha sentido antes. As redes sociais são uma ilusão e deixei lá a ilusão de que a vida estava ok enquanto eu estava despedaçada. Somente a minha família sabia o que tinha acontecido. Os fatos até aqui são suficientes para me machucar, mas eles não param por aqui. Meses depois, eu comecei a passar mal, ter mal-estar. Um médico sinalizou que poderia ser uma gastrite, uma hérnia estrangulada, um mioma. Fiz uma tomografia e, no meio dela, o exame foi interrompido às pressas. Fui informada que eu gerava um feto no meu útero. Sim, eu estava quase no término da gestação quando eu soube. Foi um choque. Meu mundo caiu. Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso e nem barriga. Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de viol~encias que aconteceram comigo. Gostaria que tivesse parado por aí, mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Eu ainda estava tentando juntar os cacos quando tive que lidar com a informação de ter um bebê. Um bebê fruto de uma violência que me destruiu como mulher. Eu não tinha (e não tenho) condições emocionais de dar para essa criança o amor, o cuidado e tudo o que ela merece ter. Entre o momento que eu soube da gravidez e o parto se passaram poucos dias. Era demais para processar, para aceitar e tomei a atitude que eu considero mais digna e humana. Eu procurei uma advogada e conhecendo o processo, tomei a decisão de fazer uma entrega direta para a adoção. Passei por todos os trâmites: psicóloga, ministério público, juíza, audiência, todas as etapas obrigatórias. Um processo que, pela própria lei, garante sigilo para mim e para a criança. A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai e/ou mãe não depende tão somente da condição econômica-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e...
Jade Picon é confirmada em sua primeira novela
A Globo confirmou Jade Picon em sua próxima novela das nove, “Travessia”. O perfil oficial do canal publicou uma foto com o elenco completo da atração, indicando sua participação na trama. Ela aparece sentada na primeira fila. A ex-BBB e influenciadora vai atuar com artistas bem conhecidos do público, como Alexandre Nero, Chay Suede, Rômulo Estrela, Lucy Alves, Giovanna Antonelli, Alessandra Negrini, Vanessa Giácomo, Rodrigo Lombardi, Drica Moraes, Humberto Martins, Ailton Graça, Dandara Mariana e Bel Kutner, que também estão na foto. A estreia de Jade Picon como atriz chegou a gerar polêmica, com vários protestos de atores e manifestações do Sated-RJ (Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro). O presidente da organização, Hugo Gross, chegou a lamentar a escolha da Globo, dizendo não achar justo “ela tomar um espaço” de atores, e espera ver toda a documentação para permitir que Jade possa trabalhar como atriz. De todo modo, Jade não é a primeira ex-BBB a virar atriz de novela. Juliana Alves saiu do “BBB 3” para “Chocolate com Pimenta” (2005) e Grazi Massafera do “BBB 5” direto para “Páginas da Vida” (2006). Nove anos depois, Grazi foi indicada ao troféu Emmy Internacional de Melhor Atriz por “Verdades Secretas”. Além disso, há várias ex-modelos entre as atrizes mais bem pagas do país, uma tradição que vem desde Vera Fischer nos anos 1970 e segue firme nesses dias de Camila Queiroz. Na trama, Jade viverá uma personagem com perfil parecido com ela mesma: uma influencer bastante conectada nas redes sociais, que precisará lidar com maldades da internet, incluindo as famosas fake news. E, aparentemente, estará do lado dos vilões, formando par romântico com Chay Suede. Escrita por Gloria Perez e com direção artística de Mauro Mendonça Filho, “Travessia” tem a missão de suceder o fenômeno “Pantanal”. A estreia está prevista para outubro. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TV Globo (@tvglobo)
Giovanna Antonelli testa positivo para covid-19
Giovanna Antonelli é a mais nova atriz da Globo a testar positivo para o novo coronavírus. Ela recebeu o resultado positivo nesta quarta-feira (9/12), depois de realizar um teste para a doença na semana passada. A atriz estava participando das gravações da próxima novela das 19h da Rede Globo, “Quanto Mais Vida Melhor”, e precisou ser afastada. Segundo a assessoria da atriz, Giovanna “está bem, cumprindo a quarentena em casa e semana que vem volta a trabalhar”. Atualmente, ela também aparece na reprise de “Laços de Família”, em que interpreta a personagem Capitu. Em novembro passado, a atriz contou que o elenco da novela fazia testes de covid-19 todos os dias. Ela não é a primeira atriz a testar positivo enquanto participa de gravações da Globo. As colegas Marieta Severo e Andréia Horta também foram diagnosticadas. As duas trabalham em outra novela inédita da emissora, “Um lugar ao Sol”, trama das 21h que sucederá “Amor de Mãe”. Além delas, o ator Marco Ricca, que também faz parte do elenco desta produção, está internado há uma semana em UTI devido ao coronavírus. Mas ele ainda não tinha começado sua participação no set.
Filhas de Eva: Série com Renata Sorrah, Giovanna Antonelli e Vanessa Giácomo estreia em 2021
A Globoplay anunciou a previsão de lançamento de sua próxima série nacional em streaming: “Filhas de Eva” vai chegar à plataforma em 2021. Estrelada pelas atrizes Renata Sorrah (a eterna Nazaré de “Senhora do Destino”), Giovanna Antonelli (“S.O.S.: Mulheres ao Mar”) e Vanessa Giácomo (“Divã a 2”), a série “convida o público a pensar sobre mudanças na vida”, segundo a apresentação, mas sua sinopse sugere uma novela tradicional. Na trama, Stella (Renata Sorrah) decide pedir o divórcio ao marido, Ademar (Cacá Amaral, de “O Mecanismo”), durante a festa de bodas de ouro do casal. A decisão inesperada afeta a filha deles, Lívia (Giovanna Antonelli), mas também Cléo (Vanessa Giácomo), que até então não conhecia a família e está na festa apenas como responsável por levar o bolo. A partir daí, os caminhos das três acabam se cruzando. A partir desta premissa, “Filhas de Eva” pretende conta a trajetória dessas três mulheres que estão presas a padrões que não as fazem felizes. Stella repete o destino de sua geração, que abriu mão de sonhos pelo casamento e pela maternidade. Lívia tem sua carreira, mas sofre por não ter o controle da vida afetiva que idealizou. Já Cléo, com sua baixa autoestima, precisa garantir teto e sobrevivência antes de pensar em qualquer realização pessoal. Além das três, a história também acompanha Dora (Debora Ozório, de “Me Chama de Bruna”), neta de Stella e filha de Lívia, que se debate entre os modelos familiares e o feminismo das jovens de hoje. O roteiro é de Adriana Falcão (“O Inventor dos Sonhos”), Jô Abdu (“Linda de Morrer”), Martha Mendonça (“As Canalhas”) e Nelito Fernandes (“Tá no Ar”), a direção é assinada por Leonardo Nogueira (“Malhação”) e o elenco tem ainda Dan Stulbach (“O Vendedor de Sonhos”), Stênio Garcia (“O Beijo no Asfalto”), Erom Cordeiro (“A Divisão”), Marcos Veras (“O Shaolin do Sertão”), Analu Prestes (“TOCs de Dalila”) e Cecília Homem de Mello (“Sessão de Terapia”).
Giovanna Antonelli se livra de penhora judicial em suas contas
Giovanna Antonelli se livrou de sofrer uma penhora judicial em suas contas. Segundo o colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, a Justiça determinou a penhora de R$ 8.243,32 das contas da atriz para pagar uma dívida decorrente de uma ação de 2015, que ela perdeu em instâncias superiores. Mas durante a tarde de quinta-feira (22/10), uma segunda decisão da 3ª Vara Cível de Itaboraí revogou a penhora, porque a intimação para que a atriz fizesse o pagamento da dívida foi feita em nome de um advogado que não a representa mais. O juiz entendeu que isso pode ter prejudicado sua intimação. O valor, segundo o Tribunal de Justiça do Rio, diz respeito a honorários advocatícios a que ela foi condenada a pagar à empresa SPE 23 Global Prêmio, de quem havia comprado um apartamento. A atriz acabou desistindo do negócio e foi à Justiça cobrar a devolução de 90% dos valores pagos, mas perdeu. “Defiro o pedido de indisponibilidade de ativos financeiros existentes em nome do devedor (…) Proceda-se desde logo à transferência do numerário para a conta judicial que será responsável pela atualização e encerramento da mora”, afirmou o juiz Rubens Soares Sá Viana Júnior na primeira decisão. Agora, porém, Giovanna será notificada oficialmente e terá um novo prazo para o pagamento. Procurada, a assessoria da atriz afirmou que “a penhora somente ocorreu face ao erro do cartório da 3ª Vara Cível de Itaboraí que endereçou a publicação em nome de advogado errado, gerando todos esses chatos equívocos”. A assessoria afirma ainda que já esclareceu o problema com o juiz responsável. Giovanna Antonelli está no ar atualmente na reprise de “Laços de Família” (Globo, 2000-2001), onde deu vida à garota de programa Capitu, que ela considera “um divisor de águas” em sua carreira.
Giovanna Antonelli vence processo contra empresa que falsificou seu apoio para vender remédio de emagrecer
Giovanna Antonelli venceu uma ação por uso indevido de seu nome e imagem em uma propaganda de remédio para emagrecer. A decisão é da 1ª Vara Cível, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio e ainda cabe recurso. A empresa Kaiser Intermediações foi condenada a indenizar a atriz em R$ 20 mil por danos morais, além do pagamento de indenização por danos materiais, referente ao cachê que ela receberia se realmente fechasse um contrato vinculando sua imagem ao produto. “Eles falsificavam notícias como se ela tivesse dando entrevista a respeito desse remédio, que ela desconhece e nunca tomou. Outras atrizes também tiveram essa imagem ligada ao produto. É importante que o público dela saiba que ela nunca fez uso dele”, disse ao UOL a advogada da atriz, Mariana Zonenschein. No site do produto, a empresa afirma que ele é um “poderoso detox que acelera o metabolismo, diminui o inchaço e a retenção dos líquidos do corpo, elimina as substâncias inflamatórias e faz emagrecer de forma rápida, saudável e definitiva”. A advogada da atriz afirma que desde o ano passado, a empresa utilizava o nome de Giovanna para divulgar o remédio em propaganda e jornais fictícios com matérias comerciais falsas, afirmando que ela teria ingerido o produto para perder peso após a gravidez. Além da ação judicial, pelo fato de que o medicamento pode influenciar diretamente a saúde dos consumidores, Giovanna prestou queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática do Rio de Janeiro, que instaurou um inquérito policial para apurar a autoria do caso. “Não se pode associar nomes de pessoas que o público confia com remédios para emagrecer”, completou a advogada. A empresa não respondeu a ação do processo e foi condenada a revelia.
Sonia Braga vai participar de nova série de comédia da Globo
A próxima série cômica da Globo, “Cidade Proibida”, contará com participações especiais de um elenco feminino de peso. Segundo a coluna Outro Canal da Folha de S. Paulo, Sonia Braga, Claudia Abreu, Andrea Beltrão, Tais Araújo, Giovanna Antonelli, Mariana Ximenes, Letícia Colin e Débora Nascimento já são nomes confirmados. “Cidade Proibida” se passa no Rio de Janeiro dos anos 1950 e toda semana contará uma investigação diferente do detetive particular Zózimo Barbosa, vivido por Vladimir Brichta. Ex-policial, ele vira detetive especializado em investigar casos extraconjugais. Os personagens fixos incluem a prostituta Marli (Regiane Alves), o violento delegado Paranhos (Ailton Graça) e o malandro e sedutor profissional Bonitão (José Loreto). Criada por Mauro Wilson e Maurício Farias, que também assina a direção, a série terá 12 episódios que começam a ser gravados nesta semana, com estreia prevista para setembro.
Novela Sol Nascente transporta para o Brasil a polêmica racial que vem sacudindo Hollywood
A polêmica do embranquecimento de personagens de outras etnias chegou ao Brasil. Após Hollywood enfrentar reação crescente contra a escalação de atores brancos para viverem personagens supostamente negros e asiáticos, de “Deuses do Egito” ao vindouro “Ghost in the Shell”, a discussão sobre o que é racialmente correto desembarca na nova novela da rede Globo, “Sol Nascente”. Um manifesto assinado por cerca de 200 artistas brasileiros de ascendência oriental, identificado como coletivo Oriente-se, foi lançado na noite de quarta-feira (31/8) em São Paulo, pedindo o fim da “discriminação étnica que ocorre em algumas produções de audiovisual que retratam o oriental de forma estereotipada, preconceituosa e distorcida da realidade”. Embora o texto não mencione “Sol Nascente”, a novela que estreou na segunda-feira é o estopim de uma onda de protestos nas redes sociais, levando a enorme comunidade de descendentes de asiáticos do país considerarem um absurdo a escalação de atores brancos como se fossem japoneses no folhetim. A indignação se deve à escolha dos dois protagonistas do núcleo oriental da trama. Com o pano de fundo das imigrações japonesa e italiana ao Brasil, a trama aborda a amizade entre famílias das duas colônias, com foco na história de amor entre Mario de Angeli (Bruno Gagliasso) e Alice Tanaka (Giovanna Antonelli). A jovem de sobrenome japonês é adotada, o que contorna circunstancialmente o problema. Mas enquanto a família De Angeli é liderada por Gaetano, interpretado por Francisco Cuoco (ator criado no Brás, bairro italiana na capital paulista), o ator que vive Kazuo, o patriarca da família Tanaka, é Luis Melo (descendente de índios com italianos que nada tem a ver com a comunidade japonesa). Ou seja, todos os atores principais são descendentes de italianos, inclusive os intérpretes de “japoneses”. Para acirrar ainda mais os ânimos, o ator anteriormente convidado para o papel, Ken Kaneko, japonês naturalizado brasileiro (ou seja, um legítimo imigrante), foi desligado da produção sem maiores explicações. Vale lembrar que a Globo já tinha demonstrado falta de sensibilidade racial ao “transformar” Rodrigo Pandolfo no apresentador de TV coreano da novela “Geração Brasil” (2014), usando inacreditáveis fita adesiva e barbante para puxar seus olhos. Pior que isso, só se passassem pó negro em atores brancos para viverem personagens negros. A justificativa para disfarçar atores brancos como asiáticos, segundo explicou o roteirista de “Sol Nascente” Walther Negrão, em entrevista ao site Ego, é que não há artistas asiáticos com status de estrela no Brasil, situação que teria feito a equipe apelar para a “adoção” de Antonelli. A desculpa, por sinal, é a mesma desde os primórdios de Hollywood, que já mostrou até Marlon Brando de olhos puxados. Mas nem Hollywood está usando mais esse escudo. O diretor Alex Proyas pediu desculpas, em comunicado à imprensa, por seu filme “Deuses do Egito”. “O processo de lançar um filme tem muitas variáveis complicadas, mas é claro que as nossas escolhas de elenco deveriam ter sido mais diversas. Eu sinceramente peço desculpas aos que estão ofendidos com as decisões que tomamos”, ele afirmou. A humildade de reconhecer que estamos no século 21 e não na metade do século passado, é a alternativa a não ser ridicularizado. Afinal, cada vez mais informado, o público sabe rejeitar um racismo mal disfarçado com óculos de fundo de garrafa. “Aposto como Luis Melo vai fazer a novela todinha com esse óculos fundo de garrafa para disfarçar os olhos e se passar por japa”, comentou um telespectador no Twitter. O manifesto Oriente-se está no Facebook, onde o grupo esclarece que “não é a favor de nenhum tipo de boicote ou movimento que vá contra a livre expressão e a democracia”, mas entende que, “frente às desigualdades existentes, não basta rejeitar as práticas de discriminação, mas sim realizar ações que possam corrigir distorções e aproximar indivíduos”. Assinam o texto, entre outros atores, Ken Kaneko, Marcos Miura, Keila Fuke, Jui Huang e Maya Hasegawa, que prometem publicar, semanalmente, um vídeo inédito com atores orientais brasileiros em papéis não estereotipados e sem sotaques forçados.







