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  • Filme

    Empresa de adestramento de Quatro Vidas de um Cachorro vai processar responsáveis pelo vídeo de maus tratos

    25 de janeiro de 2017 /

    A Birds & Animals Unlimited, empresa que forneceu os animais para as gravações do filme “Quatro Vidas de um Cachorro”, pronunciou-se contra o vídeo de supostos maus tratos, divulgado na última semana pelo site TMZ. “Um vídeo falsamente editado foi divulgado na mídia. Ele retrata um cão sendo forçado a entrar em uma piscina contra a sua vontade e sugere que o cão ficou traumatizado como resultado. Tal coisa não ocorreu, nem aconteceria sob a supervisão de nossos treinadores de animais”, diz o comunicado na página oficial da empresa. A empresa acusa a edição do vídeo de distorcer o que realmente aconteceu e informa que irá tomar medidas legais para se defender do que ela chama de “difamação feita pela imprensa”. Atualmente, a empresa estuda se irá processar apenas quem fez e editou o vídeo com má-intenção ou se também incluirá o site TMZ, que o divulgou, e até a PETA, ONG de defesa de animais que estaria usando o vídeo como instrumento de propaganda contra a companhia. Para esclarecer a opinião pública, a companhia afirma que em todos os momentos em que o cachorro Hercules esteve gravando, havia dois treinadores na borda da piscina, um treinador dentro da água, um dublê e um salva-vidas, de modo a impedir que o ele se machucasse. Segundo o comunicado, o animal gravou diversas tomadas bem-sucedidas durante o dia, mas o problema começou quando foi pedido que mudasse o ponto em que deveria entrar na água, longe de onde tinha sido ensaiado. “Quando a câmera foi ligada, o treinador na água começou a chamar o cão. Rapidamente se tornou aparente que Hercules não queria entrar na piscina naquele local. O que aparece no vídeo editado, e que durou menos de um minuto, é Hercules insistindo em voltar ao seu ponto de partida original. E ele foi levado para o fim da piscina de onde ele tinha sido condicionado a entrar, e fez a cena com alegria”, completa a explicação. “Não podemos identificar a voz que aparece na fita dizendo ‘Só o jogue dentro’, mas havia muitas pessoas no set e não era ninguém com qualquer autoridade sobre o bem-estar de Hércules”, completa a empresa. Sobre os momentos em que o animal fica submerso no fim do vídeo divulgado, o comunicado afirma o seguinte: “Enquanto nadava na piscina, a corrente o levou mais perto da parede no final da piscina do que tinha levado anteriormente. Quando o cão atingiu a parede, ele foi brevemente submerso e o mergulhador e treinador imediatamente o empurraram para a superfície. Os treinadores ao lado da piscina puxaram-no para fora da água. Hércules sacudiu a água e balançou a cauda.” Logo após à divulgação do comunicado oficial da empresa, a ONG PETA contra-atacou com seu próprio comunicado, voltando a acusar a Birds & Animal Unlimited de maus tratos. “As filmagens perturbadoras do set de ‘Quatro Vidas de Um Cachorro’ surgiram apenas alguns dias após a investigação da PETA sobre a Birds & Animals Unlimited – a companhia que forneceu cães para o filme – revelar que os cães eram mantidos em canis áridos e forçados a dormir no frio, os animais não recebiam alimentação adequada para que eles ficassem com fome enquanto estavam sendo treinados para fazer truques, e outros animais foram negados cuidados veterinários adequados e viviam em condições sujas. Aqueles que conduzem o filme querem que ele tenha sucesso, mas mesmo o produtor do filme, Gavin Polone, admitiu que o incidente não deveria ter ocorrido”, afirma a ONG, referindo-se a um texto assinado por Polone para o site The Hollywood Reporter.

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  • Etc

    Vídeo de maus tratos de Quatro Vidas de um Cachorro vai parar na Justiça

    23 de janeiro de 2017 /

    O vídeo de maus tratos de um cão do filme “Quatro Vidas de um Cachorro” foi parar na Justiça. Desde que o material surgiu no site TMZ, o caso vem sendo investigado pela Secretaria de Veterinária do Canadá, país em que a produção foi rodada, e caso seja confirmado que o animal foi realmente vítima de abuso, os responsáveis pela produção deverão ser processados pelas autoridades. Além de uma multa, a equipe da filmagem pode pegar até seis meses de prisão por maus tratos ao Pastor Alemão Hercules. As informações foram divulgadas pelo próprio site TMZ, responsável por divulgar o vídeo em que o cachorro aparece sendo empurrado para uma piscina agitada a contragosto. Declarações de pessoas ligadas ao filme, como o produtor Gavin Polone e o escritor W. Bruce Cameron, contestam a veracidade do vídeo, que teria sido editado para ser vendido ao TMZ. A ONG Peta, de defesa dos animais, que criou o seu próprio vídeo contra o filme, está organizando boicotes e planeja levar manifestantes para os cinemas, visando constranger quem decidir assistir a produção.

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  • Etc,  Filme

    Produtor de Quatro Vidas de um Cachorro contra-ataca e denuncia manipulação da Peta

    23 de janeiro de 2017 /

    Com a decisão da Peta, ONG de defesa dos animais, de pedir boicote e realizar ações contra “Quatro Vidas de um Cachorro”, o produtor do filme, Gavin Polone, resolveu seu manifestar. Ele publicou um longo texto no site da revista The Hollywood Reporter, onde costuma escrever justamente sobre maus tratos de animais pela indústria cinematográfica. Veterano defensor dos direitos dos animais e produtor de cinema, Polone se disse chocado, como todos, pelo vídeo que emergiu no site TMZ, e realizou uma investigação a fundo sobre o caso. Suas conclusões: o vídeo polêmico não era, de modo algum, indicativo da forma como os animais foram tratados no set, e sua edição deturpava a própria cena exibida. A mesma sequência, gravada de outro ângulo, seria bastante diferente. “No vídeo do TMZ que você viu, duas coisas são evidentes: (1) o manipulador do cão tenta forçá-lo por 35 a 40 segundos, para entrar na água quando, claramente, ele não quer ir; e (2) em uma tomada separada, filmada algum tempo depois, o cão vai para a água, por conta própria, e, no final, sua cabeça fica submersa por cerca de 4 segundos. Essas duas coisas são absolutamente indesculpáveis e nunca deve ter acontecido”, Polone escreveu. Entretanto, ele salienta que tudo isso aconteceu diante de um representante da American Humane Association (AHA), ONG que supervisiona o uso de animais em Hollywood para garantir que nenhum animal seja maltratado durante as filmagens. Mesmo considerando a ineficiência da AHA, ele aponta que ninguém protestou porque o vídeo do TMZ era totalmente editado, visando destacar a angústia do cão, que já tinha ensaiado aquela cena diversas vezes no dia sem protestar. O que teria causado sua recusa em pular na água naquele momento teria sido o fato de que ele ensaiou em outro lado da piscina. A mudança teria feito o animal ficar em dúvida sobre o que fazer. “Ninguém empurrou o cachorro na água, apesar da edição sugerir isso”, garante o produtor. Após a recusa do animal, a equipe simplesmente decidiu filmar a cena do lado em que o cachorro ensaiou. E então ele fez a cena sem novos problemas. Segundo Polone, logo após sair da água, o animal ainda quis brincar com tudo mundo. Para o produtor, o vídeo é completamente mal-intencionado, com o objetivo de criar sensacionalismo e assim conseguir um bom preço da produção do TMZ, que paga por vídeos escandalosos. Se fosse uma denúncia séria, diz o produtor, que fosse feita imediatamente à gravação das imagens – que aconteceu em novembro de 2015. Além de condenar quem fez o vídeo, Polone também contra-atacou a Peta, que mobilizou seus ativistas contra o filme. O objetivo da ONG não seria evitar que animais fossem maltratados, mas sim que os filmes parassem totalmente de usar animais, optando por criá-los com computação gráfica. Entretanto, o preço disso seria proibitivo para pequenas produções. Para impor sua agenda, a Peta teria feito o seu próprio vídeo para acusar o filme de maus tratos, que inclui uma cena do trailer de “Quatro Vidas de uma Cachorro”, mostrando como o cachorro pula na água perigosa. Mas, segundo Polone, justamente aquela cena foi feita por computador, e qualquer vídeo da produção é capaz de mostrar que o local onde o cão pulou era protegido e sem águas agitadas. Para completar, o vídeo também mostra um cão enjaulado em cativeiro, como se fosse o animal do filme. Mas é outro pastor alemão completamente diferente. “Não é essa a definição de ‘notícia falsa’?”, questiona o produtor. A briga está armada. A Peta está convocando seus ativistas para as portas de cinema dos EUA para constranger o público que decidir assistir ao filme. A estreia está marcada para esta quinta (26/1) no Brasil e no dia seguinte na América do Norte.

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