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  • Etc,  TV

    Neila Tavares (1948–2022)

    5 de junho de 2022 /

    A atriz e apresentadora Neila Tavares morreu no sábado (4/6), na cidade de Rio das Ostras, no Rio de Janeiro, aos 73 anos. Ela havia sido diagnosticada com enfisema pulmonar em novembro passado e passou mal na última segunda-feira, quando foi internada num hospital local. Neila morava em Lumiar, também no estado do Rio, há mais de 20 anos, onde comandava o teatro Pé na Tábua. Estava em Rio das Ostras para fazer exames e visitar a filha, moradora da cidade. Carioca nascida em Niterói, ela começou a carreira de atriz no Teatro Opinião em 1968. Fez diversas peças, entre elas a icônica “Anti-Nelson Rodrigues”, escrita pelo dramaturgo em 1974 após um pedido da própria Neila, que queria atuar numa obra inédita do autor. Dos palcos, foi para o cinema, onde participou de diversas obras famosas, como “Memória de Helena” (1969), estreia do diretor David Neves, “Marcelo Zona Sul” (1970), de Xavier de Oliveira, “Bonga, O Vagabundo” (1971), escrito e estrelado por Renato Aragão, e “Ali Babá e os Quarenta Ladrões” (1972), embrião de “Os Trapalhões”, sem esquecer os clássicos “Vai Trabalhar Vagabundo” (1973), de Hugo Carvana, e “A Estrela Sobe” (1974), de Bruno Barreto. Também atuou em várias pornochanchadas dos anos 1970, simultaneamente ao começo de sua carreira televisiva. Ela se destacou em algumas das novelas mais famosas da década na Globo, como “Gabriela” (1975), “Anjo Mau” (1976) e “O Casarão” (1977). Sua última aparição na Globo foi na série “As Brasileiras”, em 2012. Já a despedida dos cinemas aconteceu com a produção infantil “A Família Dionti”, de Alan Minas, em 2015. Sua carreira ainda incluiu apresentação de programas na extinta TV Manchete e na TVE. Ela também escreveu livros e trabalhou como jornalista – na Folha de São Paulo e nas revistas Ele e Ela e Pais e Filhos.

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  • TV

    Globo não renova contrato com Elizabeth Savala

    21 de abril de 2022 /

    Elizabeth Savala não é mais contratada da Globo. Após 47 anos, a atriz, que atualmente está no ar em “Quanto Mais Vida, Melhor”, não teve seu contrato renovado. No novo modelo de trabalho da emissora, ela vai receber apenas por obra de que participar daqui para frente. A nova política da Globo é enxugar custos e encerrar contratos longos, que obrigavam a emissora a fazer pagamentos mesmo em períodos em que artistas não trabalhavam. Isto também abriu o mercado, permitindo aos concorrentes contratar nomes como Letícia Spiller, Juliana Paes, Reynaldo Gianecchini e outros. A primeira novela de Elizabeth Savala na Globo foi “Gabriela” (1975), trama baseada no romance de Jorge Amado, na qual interpretou a jovem Malvina. Ele estourou logo em seguida em “O Astro” (1977), como par romântico de Tony Ramos, com quem também trabalhou em “Pai Herói” (1979), e surpreendeu muitos com sua veia cômica a partir de “Plumas & Paetês” (1980). Sua capacidade de improvisação a fez roubar cenas ao viver vilãs engraçadas de novelas das 18h, mas também rendeu brigas como escritor Walcyr Carrasco, que não aceitava seus “cacos” e a deixou muda por duas semanas em “Chocolate com Pimenta” (2003). Antes de “Quanto Mais Vida, Melhor”, ela fez duas novelas consecutivas na emissora, “Êta Mundo Bom!” (2016) e “Pega Pega” (2017-2018).

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  • Etc,  Filme

    João Paulo Adour (1944 – 2018)

    4 de setembro de 2018 /

    O ator João Paulo Adour, que foi galã das novelas da Globo nos anos 1970, foi encontrado morto na segunda-feira (3/7) em sua casa, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. Vizinhos chamaram o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar ao sentirem um forte cheiro vindo de um apartamento e a morte foi constatada. Ele tinha 77 anos e morava sozinho. Adour começou sua jornada profissional pelo teatro e chegou a ganhar um prêmio da Associação Brasileira de Críticos como ator revelação de 1962. Depois de viajar pela Europa, voltou para fazer cinema, mas apareceu em apenas dois longa-metragens, como figurante em “Cara a Cara” (1967), de Julio Bressane, e coadjuvante em “As Sete Faces de um Cafajeste” (1968), de Jece Valadão. A estreia na TV aconteceu em seguida, na novela “Um Gosto Amargo de Festa” (1969), na rede Tupi. Mas a carreira só foi deslanchar após surgir na Globo na novela “A Ponte dos Suspiros”, de Dias Gomes, em 1969. De boa aparência, acabou se tornando “o preferido das menininhas”, como chegou a publicar a revista Amiga, após “Assim na Terra Como no Céu” (1970). Mas Adour não era só um bonitão. Sua experiência teatral agradava aos teledramaturgos mais importantes da época, o que lhe rendeu uma parceria importante com Dias Gomes, em novelas históricas como “Verão Vermelho” (1970), “Bandeira 2” (1971) e “O Bem-Amado” (1973), no qual interpretou Cecéu, o filho playboy e irresponsável de Odorico Paraguaçu, personagem icônico de Paulo Gracindo. O sucesso como Cecéu o fez emendar duas tramas mais adultas da emissora, integrando “Gabriela” (1975) e “O Grito” (1976), novelas das 22 horas. Mas logo depois foi deslocado para a faixa mais jovem, aparecendo em “Dona Xepa” (1977), “Olhai os Lírios do Campo” (1980) e “As Três Marias” (1980), na qual interpretou Afonso, noivo de Maria da Glória, uma das protagonistas, vivida por Maitê Proença. O que parecia uma carreira ascendente, porém, não foi muito adiante, rendendo apenas mais duas novelas na Globo, “Brilhante” (1981) e “Corpo a Corpo” (1984), ambas de Gilberto Braga e exibidas no “horário nobre” das 20h. Ele encerrou sua trajetória televisiva com um último trabalho na extinta Rede Manchete. Em “Novo Amor” (1986), de Manoel Carlos, o ator viveu Miguel, coadjuvante de pouca importância na trama.

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  • Etc,  Série,  TV

    Eloísa Mafalda (1924 – 2018)

    17 de maio de 2018 /

    Morreu Eloísa Mafalda, a Dona Nenê da versão original da série “A Grande Família” e atriz que marcou época na TV brasileira. Ela faleceu aos 93 anos em casa, em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, na noite de quarta-feira (16/5) de causas naturais. A veterana atriz foi, ao longo de meio século de atividade, a grande mãe da TV brasileira, intérprete de inúmeras figuras maternas que embalaram séries e novelas da Globo. Mas Mafalda Theotto, que nasceu em 1924, em Jundiaí, interior de São Paulo, podia ter se tornada famosa por outro talento que possuía e que nada tinha a ver com interpretação. Em 1936, aos 12 anos de idade, foi convidada a integrar o time olímpico brasileiro, como atleta de natação. Porém, seu pai não deixou. Em vez disso, incentivou-a a trabalhar como costureira e auxiliar de escritório nas Emissores Associadas para ajudar nas contas da família. Assim que o irmão conseguiu emprego como locutor de rádio no Rio de Janeiro, ela aproveitou seus contatos para fazer um teste de elenco e acabou estreando nas radionovelas da Rádio Nacional. Ao se destacar com sua voz, ambicionou mais e conseguiu figurar num filme em 1950, arranjando em seguida trabalho como atriz no “Teledrama” da TV Paulista, onde ficou até a emissora ser vendida para a TV Globo. Eloísa Mafalda estrelou a primeira “novela das oito” da Globo, “O Ébrio”, em 1965. E já na época não era uma donzela, com 41 anos. Pela idade, acabou se especializando nos papéis de mãe, quase sempre da classe trabalhadora, da qual Dona Nenê é a maior representante. Isto lhe dava enorme identificação com o público alvo da emissora, as então chamadas “donas de casa”, que tinham nas telenovelas seu principal passatempo. Não por acaso, a maioria de seus personagens se chamou “dona”: dona Consolação (“O Astro”, 1977), dona Mariana (“Paraíso”, 1982), dona Pombinha (“Roque Santeiro”, 1985), dona Delfina (“Meu Bem Querer”, 1991), etc. Mas não eram mulheres fracas. E a mais forte de todas dispensava reverências simbólicas, por ser dona de si mesma: a fantástica cafetina Maria Machadão (“Gabriela”, 1975). Versátil, apesar da insistência com que foi escalada como mãezona, também interpretou papel oposto, como a beata Gioconda (“Pedra sobre Pedra, 1992). Sua última novela foi “O Beijo do Vampiro”, de 2001, onde interpretou mais uma dona de sua galeria: Dona Carmem. Os dramaturgos da emissora a amavam e gostariam que ela fosse mãe eterna de seus personagens. Mas Mafalda decidiu por conta própria se aposentar, porque já na época da última novela encontrava dificuldades para decorar os textos, lutando contra a perda de memória. Mesmo assim, acabou convencida a fazer um curta em 2010 pelo ator (e diretor da obra) Giancarlo Di Tommaso, “Obrigada!”, em que aparecia numa cadeira de rodas. Foi seu último trabalho. Ela fez poucos filmes, embora tenha começado a carreira cinematográfica em 1950, como figurante de “Somos Dois”. Outros trabalhos incluem participações nas antologias “Os Mansos” (1976) e “O Ibraim do Subúrbio” (1976), nos dramas “O Mau-Caráter” (1974), de Jece Valadão, e “Beijo 2348/72” (1990), de Walter Rogério, e na comédia infantil “Simão, o Fantasma Trapalhão” (1998), escrita e estrelada por Renato Aragão. Foram muitos papéis, mas ela será sempre lembrada como a Dona Nenê, personagem que virou título até de música dos Titãs. Dona Nenê foi a mãe que simbolizou as famílias brasileiras no pior momento do país, entre 1972 e 1975, fazendo de tudo para manter todos unidos contra as inúmeras adversidades, como crises financeiras e de relacionamento, num Brasil de inflação desenfreada, censura e repressão. Bem diferente do país do remake, que até chegou colorido, quando lançado em 2001.

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  • Etc

    Galã dos anos 1980, Mário Gomes hoje vende sanduíches na praia

    7 de março de 2017 /

    Um dos maiores galãs da Globo da década de 1980, Mário Gomes hoje depende da venda de sanduíches numa barraca de praia na Zona Sul do Rio de Janeiro para conseguir pagar suas despesas. O ator atuou em cerca de 30 novelas, como “Gabriela”, “O Pulo do Gato”, “Guerra dos Sexos”, “Vereda Tropical”, “O Sexo dos Anjos”, “Sex Appeal”, etc. E também esteve em clássicos do cinema brasileiro, como “O Cortiço” (1978), “Tabu” (1982) e “O Escorpião Escarlate” (1990). “Estou fazendo uma experiência. Me preparando para investir em food truck”, disse ele, que tem a companhia do filho, João, que toca violão para os clientes. “Fico bebendo minha cachaça e vendo esse visual da praia”, contou ele ao jornal Extra. Sua última novela foi “Pecado Mortal”, na Record, em 2013. Na época, o ator já enfrentava problemas financeiros. “Construí ao longo da minha carreira um patrimônio que me mantém. Obviamente tenho minhas dificuldades, mas sempre tem um coco pra gente vender. Estou aí para o que der e vier. Estou de pé. Não tenho nada contra ninguém, não sou saudosista. Mas tenho consciência da minha trajetória e da força do meu nome. Já fui o Neymar da televisão”, ressalta. Apesar dos sanduíches – e batatas fritas – ele não abandonou a atuação. Aos 65 anos, voltou a fazer filmes, aparecendo em “TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”, lançado em fevereiro – seu primeiro longa em mais de duas décadas. E integra o elenco da série “Magnífica 70”, que vai para a 3ª temporada no canal pago HBO. Para completar, ainda faz um trabalho voluntário no Retiro dos Artistas, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, onde criou uma horta com os moradores de lá. “Recebi até ligação de Fernanda Montenegro me parabenizando”.

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