Sonia Braga é premiada como Melhor Atriz no Festival de Lima, no Peru
A atriz Sonia Braga foi premiada como Melhor Atriz do 20º Festival de Cinema de Lima, no Peru, por sua interpretação no filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho. Ausente do evento, ela agradeceu o troféu em seu Facebook. “Que honra ser premiada na América Latina”, postou em seu perfil. No filme, a atriz resiste à tentativa de uma incorporadora de comprar seu apartamento para derrubar o velho prédio e construir um novo edifício na praia de Boa Viagem, no Recife. “Aquarius” também recebeu o Prêmio Especial do Júri, que foi encabeçado pelo cineasta Ciro Guerra (“O Abraço da Serpente”). Mas não foi o único longa brasileiro premiado no evento. O drama “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, também foi celebrado, vencendo a categoria de Melhor Fotografia. Já o grande vencedor do troféu de Melhor Filme foi o colombiano “Oscuro Animal”, de Felipe Guerrero.
Cineastas protestam contra nomeação do diretor do Cine PE para a Secretaria do Audiovisual
Cineastas de associações de Pernambuco, como a Associação Brasileira de Documentaristas, Curta-metragistas e Cineastas de Pernambuco (ABD-PE), a Associação Pernambucana de Cineastas (Apeci) e a Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec), divulgaram nas redes sociais uma nota de repúdio à nomeação de Alfredo Bertini para a Secretaria do Audiovisual, ligada ao Ministério da Cultura. O ministro Marcelo Calero anunciou a nomeação de Bertini em 31 de maio. Diretor e idealizador do Cine PE, o empresário recifense é autor de livros como “Economia da Cultura” e foi presidente do Fórum Nacional dos Organizadores de Festivais Audiovisuais Brasileiros. Mesmo com sua experiência no setor, cineastas como Claudio Assis, João Vieira Jr., Gabriel Mascaro, Marcelo Lordello, Aly Muritiba e Hilton Lacerda assinam a nota que diz que Bertini “não tem nenhuma representatividade e interlocução com os trabalhadores do audiovisual”. “Repudiamos a nomeação do produtor Alfredo Bertini para a Secretaria Nacional do Audiovisual. Como diversos nomes que compõem atualmente o governo golpista, Bertini não tem nenhuma representatividade e interlocução com os trabalhadores do audiovisual e com nenhum movimento social representativo”, diz a nota, assinada por cerca de 150 profissionais, que também ataca o festival Cine PE. “Em seus 20 anos de existência, o Cine PE demonstrou, ano após ano, a ausência de qualquer ligação efetiva de seus gestores com o campo profissional e de pesquisas do audiovisual, não havendo, portanto, credibilidade e representatividade mínima para assumir o cargo.” “Essa opinião deles é por mim sabida, cabendo-me respeitá-la. Entendo as distintas razões de pensamento. Só não posso ignorar é qualquer tentativa de minorar minha qualificação profissional”, rebateu Bertini, por email enviado ao jornal O Globo. Bertini refere-se a ataque anterior sofrido pelo festival Cine PE pelas mesmas entidades do atual protesto, que emitiram outro abaixo-assinado em abril contra o evento. Meses antes, em outubro, cineastas de Pernambuco realizaram um evento em favor da presidente Dilma Rousseff (foto acima), em frente ao Cine São Luis, local em que acontece o Cine PE.
Festival de Havana premia Sandra Kogut com troféu de Melhor Direção por Campo Grande
O cinema brasileiro foi o grande vencedor do 37º Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana. Embora o troféu de Melhor Filme tenha ido para o chileno “O Clube”, de Pablo Larraín, o Brasil foi o país que mais teve filmes premiados: cinco, no total. A principal consagração individual foi para Sandra Kogut, que venceu o troféu de Melhor Direção por “Campo Grande”, filme sobre crianças abandonadas na porta de um prédio de classe média de Ipanema. “Campo Grande” ainda venceu o prêmio paralelo Signis, conferido por uma associação católica. Além disso, o país também conquistou três prêmios especiais do júri, conferidos para a ficção “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, o documentário “A Paixão de JL”, de Carlos Nader, e a animação “Guida”, de Rosana Urbes. Completa a lista o Prêmio da Crítica para “Paulina”, coprodução com a Argentina, dirigida pelo argentino Santiago Mitre. Tanto o cinema colombiano quanto o mexicano também tiveram bons desempenhos, com cinco troféus, mas divididos entre quatro produções – mais premiados, o mexicano “Te Prometo Anarquia” venceu como Melhor Roteiro (do cineasta Julio Hernández Cordón) e Ator (prêmio compartilhado por Diego Calva e Eduardo Eliseo Martínez), e o colombiano “O Abraço da Serpente” em duas categorias técnicas. Por sua vez, o cinema argentino emplacou quatro troféus, com destaque para o Prêmio do Público, conferido a “O Clã”, atualmente em cartaz no Brasil. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos premiados” state=”closed”] Vencedores do Festival de Havana 2015 [symple_column size=”one-half” position=”first” fade_in=”false”] FICÇÃO Prêmio Coral de Melhor Filme O Clube (Chile) Prêmio Especial do Júri Boi Neon (Brasil) Melhor Direção Sandra Kogut, por Campo Grande (Brasil) Melhor Atriz Jana Raluy, por Sociedade Indiferente (México) Melhor Ator Diego Calva e Eduardo Eliseo Martínez, por Te Prometo Anarquia (México) Melhor Edição O Abraço da Serpente (Colômbia) Melhor Trilha Sonora Original O Abraço da Serpente (Colômbia) Melhor Som Yo (México) Melhor Roteiro Te Prometo Anarquia (México) Melhor Fotografia Luz Incidente (Argentina) Melhor Direção de Arte Luz Incidente (Argentina) Prêmio do Público O Clã (Argentina) Prêmio da Crítica Paulina (Argentina/Brasil) [/symple_column] [symple_column size=”one-half” position=”last” fade_in=”false”] DIRETORES ESTREANTES Melhor Primeiro Filme Desde Allá (Venezuela) Prêmio Especial do Júri Magallanes (Peru) Prêmio Coral de Contribuição Artística Mãos Sujas (Colômbia) DOCUMENTÁRIOS Melhor Longa Casa Blanca (Cuba) Melhor Curta Tripido (Colômbia) Prêmio Especial do Júri A Paixão de JL (Brasil) Menção Honrosa Los Impunes (França) ANIMAÇÕES Melhor Média Las Aventuras de Juan Quin Quin (Cuba) Melhor Curta Los Ases del Corral (México) Prêmio Especial do Júri Guida (Brasil) CURTAS Melhor Curta La Nube (Cuba) Menção Honrosa Camino del Agua (Colômbia) [/symple_column] [/symple_toggle]
Gabriel Mascaro é o Melhor Diretor do Festival de Marrakesh
O cineasta pernambucano Gabriel Mascaro venceu o prêmio de Melhor Diretor, com o filme “Boi Neon”, no Festival de Cinema de Marrakesh, que terminou neste sábado (12/12) no Marrocos. O brasileiro foi eleito por um júri presidido pelo lendário Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão”), e que também contou com os cineastas Anton Corbijin (“O Homem Mais Procurado”), Jean Pierre Jeunet (“Uma Viagem Extraordinária”), Naomi Kawase (“O Segredo das Águas”) e a atriz Olga Kurylenko (“Oblivion”). O troféu de Melhor Filme, por sua vez, ficou com “Very Big Shot”, do diretor libanês Mir-Jean Bou Chaaya. Os prêmios de interpretação foram para o islandês Gunnar Jonsson, por “Virgin Mountain”, e a jovem francesa Galatea Bellugi, por “Keeper”. E, excepcionalmente, o Prêmio do Júri foi compartilhado entre os 15 concorrentes, numa decisão que Coppola confessou não ter sido unânime, mas que premiava o amor ao cinema de cada candidato. Consagrado também nos festivais do Rio, Veneza (Itália), Toronto (Canadá), Adelaide (Austrália), Nantes (França) e Hamburgo (Alemanha), “Boi Neon” se passa no Nordeste do Brasil, acompanhando o drama particular da família de um vaqueiro (Juliano Cazarré, de “Serra Pelada”), que viaja acompanhando vaquejadas, mas cujo sonho é trabalhar com moda, confeccionando vestidos. O longa é o segundo trabalho de ficção do pernambucano Gabriel Mascaro – o primeiro, “Ventos de Agosto”, ganhou menção especial no Festival de Locarno do ano passado -, e tem estreia comercial marcada para o dia 14 de janeiro no Brasil. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir o trailer de Boi Neon” state=”closed”] Clique no link para conferir o trailer de “Boi Neon” [/symple_toggle]
Boi Neon: Filme brasileiro mais premiado do ano ganha primeiro trailer
Filme brasileiro mais premiado de 2015, “Boi Neon” ganhou seu primeiro trailer e pôster. A prévia lista a coleção de troféus e participações em festivais internacionais, além de elogios da imprensa americana, mas convence mesmo pelas qualidades que permite vislumbrar, como as belas imagens e a sensibilidade que Juliano Cazarré (“Serra Pelada”) demonstra no papel principal. Consagrado nos festivais do Rio, Veneza (Itália), Toronto (Canadá), Adelaide (Austrália), Nantes (França) e Hamburgo (Alemanha), “Boi Neon” se passa no Nordeste do Brasil, acompanhando o drama particular da família de um vaqueiro, que viaja acompanhando vaquejadas, mas cujo sonho é trabalhar com moda, confeccionando vestidos. Segundo longa de ficção do pernambucano Gabriel Mascaro – o primeiro, “Ventos de Agosto”, ganhou menção especial no Festival de Locarno do ano passado -, também destaca Maeve Jinkins (“O Som ao Redor”) no elenco central. A estreia comercial está marcada para o dia 14 de janeiro.




