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    Michael Anderson (1920 – 2018)

    28 de abril de 2018 /

    Morreu o cineasta britânico Michael Anderson, diretor de clássicos como “1984” (1956), “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1957), “As Sandálias do Pescador” (1968) e “Fuga do Século 23” (1976). Ele faleceu no sábado (27/4) em Vancouver, no Canadá, aos 98 anos. Anderson teve uma longa carreira cinematográfica, que durou exatos 50 anos de atividade. Dentre seus trabalhos, estão alguns filmes que o fizeram ser considerado um dos melhores diretores de sequências de guerra de sua época. Seu grande clássico do gênero, “Labaredas do Inferno” (1955), entrou na lista dos principais filmes britânicos do século 20, organizada pelo British Film Institute, mas também é celebrado pelas novas gerações sem que tenham consciência, já que serviu de inspiração assumida para o combate aéreo do final de “Guerra nas Estrelas” (1977). Por coincidência, ele também era saudado como mestre da sci-fi. O diretor foi pioneiro do gênero das distopias, ao realizar “1984” (1956), a primeira adaptação cinematográfica da obra-prima de George Orwell – livro que sintetiza o subgênero distópico e deu origem à expressões como duplipensar, novilíngua e Big Brother. Ele também filmou o herói pulp “Doc Savage: O Homem de Bronze” (1975), uma das inspirações originais dos quadrinhos de Superman (“o homem de aço”). E deu vida a “Fuga no Século 23” (1976), mais conhecido pelo título original “Logan’s Run”. Baseado no livro escrito por William F. Noland e George Clayton em 1967, “Fuga no Século 23” se passava num futuro distópico e seu protagonista chamado Logan (Michael York, no filme) era um caçador de foragidos de uma rígida lei populacional, que não permitia a ninguém viver mais que 30 anos. Entretanto, quando está prestes a completar 30 anos, ele também decide escapar. A produção se tornou cult, rendeu até uma série de TV e há mais de uma década Hollywood anuncia planos de remake. Sua filmografia de fôlego inclui ainda bons suspenses, comédias, dramas e até dois filmes sobre papas – o famoso “As Sandálias do Pescador” (1968) e o efêmero “Joana, a Mulher que Foi Papa” (1972). Mas a obra que definiu sua carreira foi uma aventura épica, “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1957), adaptação do clássico de Jules Verne com três horas de duração. Além da narrativa ambiciosa, a produção virou uma aula de logística, estabelecendo recordes para utilizações de câmeras, cenários, figurinos, participações especiais e locações. O filme trazia David Niven no papel de Phileas Fogg, acompanhado pelo lendário comediante mexicano Catinflas como seu ajudante Passepartout. Graças a uma aposta para estabelecer um recorde da era vitoriana, os dois embarcavam numa viagem ao redor do planeta a bordo de um balão movido a gás. E, pelo meio do caminho, encontravam um verdadeiro quem é quem da indústria do entretenimento da época, incluindo Frank Sinatra, Shirley MacLaine, John Gielgud, Noel Coward, Charles Boyer, Marlene Dietrich, Buster Keaton e Red Skelton, entre outros, no maior número de estrelas famosas reunidas num filme até então. “A Volta ao Mundo em 80 Dias” (1957) foi indicado a oito Oscars, incluindo Melhor Direção para Anderson. O cineasta não conquistou o troféu, mas seu trabalho resultou no Oscar de Melhor Filme, derrotando nada menos que “Assim Caminha a Humanidade” e “Os Dez Mandamentos”. Ele também dirigiu minisséries para a televisão, incluindo as aclamadas “Planeta Vermelho” (The Martian Chronicles, 1980), baseada na obra sci-fi de Ray Bradbury, “A Hora da Vingança” (Sword of Gideon, 1986), que é basicamente a história que Steven Spielberg filmou em “Munique” (2005) e “A Jovem Catarina” (Young Catherine, 1991), sobre a juventude da imperatriz Catarina, a Grande. Casado três vezes, Anderson passou seus anos finais no Canadá com a esposa, a atriz canadense Adrianne Ellis (“Torvelinho de Paixões”), e era incentivador da carreira de atriz da enteada, Laurie Holden, intérprete de Andrea em “The Walking Dead”.

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  • Filme

    Diretor de X-Men: Fênix Negra vai filmar remake de Fuga do Século 23

    8 de março de 2018 /

    A Warner retomou seus planos de realizar um remake de “Fuga do Século 23” (Logan’s Run). O projeto já tem quase duas décadas e trocou de roteiristas e diretores inúmeras vezes. Mas agora vai, parece, talvez. Segundo o site Deadline, o estúdio quer levar às telas um roteiro de Peter Craig (das duas partes de “Jogos Vorazes: A Esperança”) com direção de Simon Kinberg, também roteirista, que vai estrear oficialmente como diretor em “X-Men: Fênix Negra”. Esta equipe foi definida após o estúdio recusar os projetos de, entre outros diretores, Joseph Kosinski (“Tron: Legacy”), Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) e Nicolas Winding Refn (“Demônio de Neon”), além de roteiros de Alex Garland (“Ex-Machina” e “Aniquilação”), Tim Sexton (“Filhos da Esperança”) e Ryan Condal (criador de “Colony”). A história original é baseada num romance cultuado de ficção de científica, escrito por William F. Noland e George Clayton em 1967. A história se passa no futuro distópico e seu protagonista chamado Logan (Michael York, no filme original) é um caçador de foragidos de uma rígida lei populacional, que determina que todas as pessoas que completam 21 anos sejam mortas. Mas quando chega sua vez, ele também decide escapar. A adaptação cinematográfica original também se tornou cult e rendeu até uma série de TV, mas trazia uma diferença em relação à trama literária: os adultos eram condenados à morte ao completar 30 anos. Lançado em 1976, tinha direção de Michael Anderson (“1984”) e também foi estrelado por Jenny Agutter (“Equus”), Peter Ustinov (“Quo Vadis”) e Farrah Fawcett (série “As Panteras”). Curiosamente, a Warner tinha contratado Kinberg para escrever o roteiro e produzir a adaptação em 2015. Três anos depois, o projeto tem outro roteirista e Kinberg virou diretor.

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