“Quem Matou Sara?” é a série mais vista da Netflix em 2021
A Netflix anunciou que o thriller mexicano “Quem Matou Sara?” foi a série mais popular de seu catálogo de streaming no primeiro trimestre de 2021, com uma estimativa de 55 milhões de visualizações de assinantes desde seu lançamento no mês passado. Criação de José Ignacio Valenzuela (“La Hija Prodiga”), “Quem Matou Sara?” gira em torno da vingança de um homem que passou 18 anos preso injustamente pelo assassinato da irmã. Ao ser libertado, Alex Guzmán (Manolo Cardona) decide se vingar da família Lazcano, que o culpou pelo crime, e descobrir quem realmente matou sua irmã Sara (Ximena Lamadrid). O que ele não imaginava é que a busca por provas o levaria a se apaixonar por Elisa (Carolina Miranda), filha de seu principal suspeito, e perceber que os muitos segredos de Sara são seu principal obstáculo para chegar à verdade. A série foi lançado em 24 de março e renovada quase imediatamente, três dias após chegar em streaming. A 2ª temporada já tem estreia marcada, para o dia 19 de maio. Entre as atrações americanas, a empresa revelou que “Amigas para Sempre” (Firefly Lane), que junta Katherine Heigl (a Dra. Izzie Stevens de “Grey’s Anatomy”) e Sarah Chalke (a Dra. Eliot Reid de “Scrubs”), foi a série mais assistida, por 49 milhões de pessoas desde seu lançamento em 3 de fevereiro – abaixo do público da produção mexicana. Já a lista de filmes juntou mais público, com destaque para “Eu Me Importo” (I Care A Lot), estrelado por Rosamund Pike, com 56 milhões de visualizações, a comédia infantil “Dia do Sim” (Yes Day), liderado por Jennifer Garner e vista por 62 milhões, e a sci-fi militar “Zona de Combate” (Outside The Wire), com Anthony Mackie, assistida 66 milhões de vezes. Entre os longas internacionais, os líderes foram o thriller espanhol “Abaixo de Zero” (Below Zero) com 47 milhões de visualizações, a comédia romântica polonesa “Amor²” (Squared Love), vista por 31 milhões de espectadores, e a sci-fi sul-coreana “Nova Ordem Espacial” (Space Sweepers), que atingiu 26 milhões. Veja abaixo o trailer da 1ª temporada de “Quem Matou Sara?”.
Netflix anuncia investimento de US$ 17 bilhões em conteúdo para 2021
A Netflix anunciou que vai gastar US$ 17 bilhões em conteúdo em 2021 – pela primeira vez mantendo a média anual de seus gastos. A plataforma revelou o valor em seus relatório financeiro do primeiro trimestre. “Embora a distribuição de vacinas seja muito desigual em todo o mundo, estamos voltando e produzindo com segurança em todos os principais mercados, com exceção do Brasil e da Índia. Presumindo que isso continue, gastaremos mais de US$ 17 bilhões em dinheiro em conteúdo este ano e continuaremos a entregar uma variedade incrível de títulos para nossos membros com mais produções originais neste ano do que no passado”, observou a empresa em comunicado aos acionistas. Os gastos da Netflix nos últimos anos atingiram os mesmos US$ 17 bilhões em 2020, um pouco mais de US$ 15 bilhões em 2019 e na casa dos US$ 12 bilhões em 2018. Grande parte do investimento será voltado para produções de língua não inglesa, que experimentam aumento de popularidade em 2021 – inclusive nos EUA, diante da falta de produtos novos em streaming. O investimento pesado também será um forma de enfrentar a concorrência cada vez maior em streaming, com o fortalecimento de plataformas como Disney+ (que pretende gastar cerca de US$ 8 bilhões em 2021), HBO Max, Apple TV+, Paramount+, Peacock e Amazon.
“Godzilla vs Kong” bate recorde de bilheteria mundial da pandemia
A bilheteria gigante de “Godzilla vs Kong” continua aumentando sua arrecadação e, neste fim de semana, bateu o recorde mundial de “Tenet” como filme de maior bilheteria do período da pandemia de covid-19. Com a soma global do fim de semana, a superprodução de monstros da Warner e da Legendary atingiu US$ 390 milhões, abrindo larga vantagem sobre os US$ 363 milhões do filme dirigido por Christopher Nolan. A produção já era, desde 9 de abril, o filme de maior bilheteria da América do Norte durante a fase crítica do coronavírus – ou seja, desde março do ano passado. Ao adicionar mais US$ 7,7 milhões entre sexta e este domingo (18/4), aumentou sua arrecadação norte-americana para US$ 80,5 milhões. Tudo indica que “Godzilla vs Kong” será o primeiro lançamento a ultrapassar US$ 100 milhões nos Estados Unidos e Canadá desde o início da pandemia. A seu favor no circuito cinematográfico pesou a vantagem de ter sido o primeiro filme a estrear após a reabertura dos cinemas de Nova York e Los Angeles, ainda que em eles estejam operando em capacidade reduzida. Por outro lado, “Godzilla vs. Kong” também deixou de vender ingressos por ter sido lançado simultaneamente na HBO Max para assinantes, o que significa que as pessoas que pagam pelo serviço de streaming podem assisti-lo em casa sem nenhum custo extra. A WarnerMedia sugeriu que o filme é um sucesso em streaming, mas, ao contrário dos números das bilheterias, não ofereceu dados para mensurar seu desempenho. O que pode ser mensurado é que na China, onde só está em cartaz nos cinemas, “Godzilla vs Kong” arrecadou US$ 177 milhões até o momento – a maior bilheteria de qualquer título do Monstroverso da Legendary e mais que o dobro do que o filme arrecadou nos EUA e Canadá. Após a América do Norte, o terceiro mercado em que o longa mais faturou foi a Austrália com US$ 19,1 milhões, com o México (US$ 17,3 milhões) e Taiwan (US$ 12,1 milhões) completando o Top 5. Igualmente digno de nota, “Anônimo”, um thriller de ação da Universal estrelado por Bob Odenkirk (“Better Call Saul”), ficou em 2ª lugar no ranking norte-americano com US$ 2,5 milhões, elevando sua arrecadação para US$ 19 milhões nos Estados Unidos e US$ 34 milhões globalmente em quatro semanas. Esta arrecadação razoável foi obtida apesar de um acordo entre a Universal e várias redes de cinema, incluindo AMC e Cinemark, que permitiu o lançamento do filme para locação online sob demanda neste fim de semana.
Godzilla vs. Kong supera US$ 350 milhões mundiais
“Godzilla vs. Kong” segue fazendo estrago nas bilheterias mundiais. A luta dos monstros gigantes ultrapassou neste fim de semana os US$ 350 milhões de bilheteria global. O desempenho de apenas duas semanas tornou o filme da Warner Bros. e da Legendary Pictures o primeiro blockbuster verdadeiro da era da pandemia. “Tenet” ainda está na frente na arrecadação global, mas os US$ 363 milhões do filme dirigido por Christopher Nolan devem ser superados pelos monstros gigantes antes do próximo fim de semana. A produção já tinha virado, desde sexta-feira (9/4), o filme de maior bilheteria da América do Norte durante o período do coronavírus – ou seja, desde março do ano passado. “Tenet”, que é outra produção da Warner, terminou sua exibição nos cinemas norte-americanos com US$ 58,4 milhões. Nos últimos três dias, “Godzilla vs. Kong” somou mais US$ 13,4 milhões no mercado doméstico, atingindo US$ 69,5 milhões nos EUA – no momento em que a maior parte dos cinemas do Canadá se encontra fechada. Mas é a China que responde pela maior parte do faturamento mundial, com US$ 165,4 milhões. Outros mercados importantes incluem Austrália (US$ 16 milhões), México (US$ 15,8 milhões), Taiwan (US$ 11,7 milhões) e Rússia (US$ 11,1 milhões). Ao todo, “Godzilla vs. Kong” já soma US$ 357,8 milhões no mundo todo e o montante ainda vai crescer muito. O sucesso impressiona porque os cinemas não estão enfrentando apenas as restrições da pandemia. A venda de ingressos também concorre com a forte campanha da HBO Max, que disponibilizou a produção para seus assinantes simultaneamente ao lançamento nas telas. Sem divulgar números, a WarnerMedia também tem comemorado o aumento de receitas com novas assinaturas do serviço. “Estamos entusiasmados com o fato de ‘Godzilla vs. Kong’ estar trazendo o público de volta aos cinemas, onde é exibido em todo o mundo e também para nossos assinantes do HBO Max em suas casas aqui nos Estados Unidos”, disse Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures Group. “É realmente um prazer para todos nós da Warner Bros. e HBO Max podermos agradecer e parabenizar Adam, Legendary e toda a equipe ‘GvK’ pelos excelentes resultados deste filme incrível.” O filme dirigido por Adam Wingard (“Você é o Próximo”) está atualmente sendo exibido em cerca de 40 mercados, mas ainda não estreou no Brasil, em parte da Europa e no Japão, terra natal de Godzilla. A estreia nacional está marcada para 29 de abril, exclusivamente nos cinemas.
“Godzilla vs. Kong” vira maior bilheteria da pandemia nos EUA
“Godzilla vs. Kong” atingiu uma marca importante na sexta-feira (9/4), ao se tornar o filme de maior bilheteria da América do Norte durante o período da pandemia de coronavírus – ou seja, desde março do ano passado. Na data em que completou dez dias em cartaz, o longa coproduzido pela Warner e a Legendary Pictures chegou aos US$ 60 milhões de faturamento nos EUA e Canadá. Com isso, superou o antigo recordista da era da covid-19, “Tenet”, outra produção da Warner, que terminou sua exibição nos cinemas norte-americanos com US$ 58,4 milhões. “Tenet” ainda está na frente de “Godzilla vs. Kong” no desempenho global, mas os US$ 363 milhões do filme dirigido por Christopher Nolan devem ser superados pelos monstros gigantes na próxima semana. O duelos dos titãs teve a vantagem de ser o primeiro filme a estrear depois que os cinemas de Nova York e Los Angeles reabriam – ainda que com capacidade reduzida – , após um ano inteiro fechados. A expectativa é que “Godzilla vs. Kong” seja o primeiro filme a atingir US$ 100 milhões no mercado interno desde “Sonic – O Filme” (US$ 148 milhões), lançado em fevereiro de 2020. O mais interessante neste desempenho é que o filme também está disponível (sem cobrança extra) na HBO Max.
Brasil tem apenas 128 cinemas em funcionamento
Os números de bilheteria do fim de semana no Brasil revelaram o estado crítico do circuito cinematográfico, após o fechamento de salas nas principais cidades do país. Apenas 4,5 mil pessoas foram aos cinemas entre quinta e domingo passado (4/4), quando “Raya e O Último Dragão” liderou a bilheteria com apenas R$ 29,7 mil de arrecadação, assistido por cerca de 1,7 mil espectadores. O total de ingressos vendidos no período não passou de R$ 60,7 mil, segundo levantamento da consultoria ComScore. A arrecadação baixa reflete o agravamento da pandemia de covid-19 e a ampliação das restrições no Brasil. No pior momento da crise sanitária no país, as medidas para conter o coronavírus resultaram no fechamento da vasta maioria das salas de cinema, deixando apenas 128 salas em funcionamento em todo o território nacional. Ou seja, 3,6% do total. A situação será mantida pelo menos por mais uma semana. Por conta disso, vários lançamentos foram adiados e três filmes indicados ao Oscar 2021 não tem nem sequer previsão de chegar ao Brasil, já que não pertencem à plataformas de streaming, entre eles os favoritos a prêmios “Minari”, “Bela Vingança” e “Nomadland”.
“Godzilla vs. Kong” bate recorde com maior estreia de Hollywood na pandemia
A estreia de “Godzilla vs. Kong” nos EUA e Canadá bateu o recorde de bilheteria da era da pandemia, faturando US$ 48,5 milhões em seus primeiros cinco dias de exibição. A estratégia da Warner de lançar o filme na quarta (31/3) deu certo e os elogios da crítica impulsionaram o longa a faturar US$ 32 milhões entre sexta de domingo (4/4), o maior desempenho de fim de semana na América do Norte desde que o público se afastou dos cinemas devido ao coronavírus. Os valores superaram as expectativas mais otimistas da indústria. Vale lembrar que, antes deste fim de semana, “Mulher Maravilha 1984” detinha o recorde da fase pandêmica, com um fim de semana inaugural de US$ 16,7 milhões em dezembro passado, seguido por “Tom e Jerry” com US$ 14 milhões em fevereiro. Curiosamente, todos, incluindo “Godzilla vs. Kong”, são produções da Warner Bros. Pictures e foram disponibilizados simultaneamente na plataforma de streaming HBO Max nos EUA. O lançamento de “Godzilla vs. Kong” em streaming também teria sido monstruoso. Sem fornecer estatísticas ou números específicos, a Warner informou em comunicado que a superprodução teve uma “audiência maior do que qualquer outro filme ou programa disponibilizado na HBO Max desde seu lançamento” em maio do ano passado. No Canadá, onde 80% do mercado ainda está fechado, “Godzilla vs. Kong” foi lançado simultaneamente em PVOD (vídeo premium sob demanda) e arrecadou US$ 3 milhões por meio de várias plataformas de locação digital. A luta dos monstros gigantes também fez estrago nas bilheterias internacionais, com US$ 76,1 milhões nos últimos três dias. Só a China rendeu US$ 44 milhões deste total. Como o lançamento no exterior aconteceu no fim de semana passado, o longa já tem um total de US$ 236 milhões fora da América do Norte. Somando EUA e Canadá, o resultado atinge parâmetros pré-pandemia, com um total mundial de US$ 285 milhões em 11 dias. O sucesso do filme é excepcional, especialmente considerando a concorrência contra si mesmo no streaming e o fato de que 45% das salas de cinema dos EUA ainda estão fechadas. Além disso, as que estão abertas operam com capacidade reduzida para cumprir os protocolos de segurança contra pandemia. A pandemia tem seu próprio ritmo, que, como se descobriu tragicamente, vem em ondas. Apostando contra uma reviravolta, os EUA têm avançado de forma decisiva na vacinação de sua população. Mais de 100 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma dose de imunizante no país, permitindo a volta lenta, mas firme e segura, à normalidade. A bilheteria de “Godzilla vs. Kong” é sinal de que o pior está ficando para trás. Infelizmente, por vários e óbvios motivos, o mesmo otimismo não se aplica ao Brasil.
Godzilla vs. Kong tem maior estreia nos cinemas americanos desde o começo da pandemia
“Godzilla vs. Kong” surpreendeu nas bilheterias dos EUA e Canadá, arrecadando US$ 9,6 milhões em seu primeiro dia de exibição, o que representa a melhor estreia na América do Norte desde o início da pandemia, em março de 2020. O recorde anterior pertencia à “Mulher-Maravilha 1984”, que abriu com US$ 7,5 milhões em dezembro. O desempenho chama atenção especial por refletir uma estreia em dia incomum: na quarta-feira, 31 de março. Além disso, o filme também foi disponibilizado simultaneamente em streaming, para os assinantes da HBO Max. Ao mesmo tempo, mais cinemas abriram nos EUA nos últimos dias, devido ao avanço da vacinação contra o coronavírus. A ótima abertura é mais uma boa marca atingida pela coprodução da Warner e Legendary, que arrecadou US$ 121 milhões no mercado internacional em seu lançamento no exterior, no fim de semana passado. O sucesso se deve principalmente à China, onde rendeu impressionantes US$ 70,3 milhões em seus primeiros três dias de exibição. No Brasil, onde a HBO Max ainda não chegou, “Godzilla vs. Kong” deveria ter estreado na semana passada. Como os cinemas estão fechados, devido ao agravamento da pandemia, a produção teve seu lançamento adiado para o dia 29 de abril.
Público nos cinemas brasileiros cai 97% em um mês
Com a maioria das salas de cinema fechadas, o circuito brasileiro registrou uma queda de cerca de 97% em sua frequência na comparação com o mês passado. Ao todo, 4,1 mil espectadores brasileiros compraram ingressos para filmes entre quinta e domingo passado (28/3), resultando num faturamento de R$ 41,2 mil no último fim de semana, segundo dados da consultoria Comscore. Na comparação, entre 25 e 28 de fevereiro os cinemas registraram público de 165 mil pessoas e arrecadação de R$ 2,89 milhões, números que na época já eram considerados muito baixos. Atualmente fechados, os cinemas de São Paulo, maior mercado cinematográfico do país, vão permanecer desta forma por pelo menos mais duas semanas, de acordo com determinação do governo do estado para conter a pandemia de coronavírus. No domingo, a capital paulista bateu um recorde mórbido, sepultando 392 corpos num único dia, o maior número de enterros da pandemia.
Fãs de “Liga da Justiça” atacam “Godzilla vs. Kong” na internet
O fandom negativo e abusivo voltou a se manifestar nos últimos dias com o lançamento de uma campanha de fãs de “Liga da Justiça” contra “Godzilla vs. Kong” na internet. A superprodução dos monstros gigantes, que estourou as bilheterias internacionais neste fim de semana, só estreia nos EUA na quarta-feira (31/3), mas já está recebendo várias avaliações negativas de fãs americanos do filme de Zack Snyder em fórums e plataformas de cinema abertas à participação do público. O IMDb, por exemplo, foi inundado por resenhas que não falam do filme, apenas lhe dão nota 1 (a mais baixa) e justificavam a classificação com menções à “Liga da Justiça”. “Eu nunca mais vou apoiar filmes da Warner até que eles restaurem o SnyderVerse”, diz uma crítica. “Nos dê o que queremos! Warner ouça seu público de uma vez e veja a satisfação em relação ao lucro”, reclama outro fã. “Por favor, Zack Snyder é um dos melhores diretores de todos os tempos … Zack SnyderCut é uma obra-prima”, exclamou um terceiro, sem mencionar o filme que estava resenhando. O detalhe é que o MonsterVerse, do qual “Godzilla vs. Kong” faz parte, também tem muitos fãs, que estão contra-atacando com diversas notas 10 (a máxima) no mesmo IMDb, o que está causando grande oscilação na avaliação do filme. A campanha de negativação de “Godzilla vs. Kong” vem acompanhada pela hashtag #RestoreTheSnyderVerse nas redes sociais. E também inclui a invasão de inúmeras páginas de propriedades da Warner, como “Vila Sésamo” e HBO, com o assunto “SnyderVerse”. Ironicamente, a ação negativa só acontece porque a Warner atendeu a uma campanha anterior dos fãs e lançou o “SnyderCut”, que oficialmente ganhou o título de “Liga da Justiça de Zack Snyder”. O filme de quatro horas, atualmente disponível nas plataformas de locação digital, veio à luz após um esforço coletivo que durou anos, desde o lançamento da versão cinematográfica de “Liga da Justiça” em 2017, com refilmagens e reedição de Joss Whedon com aval do estúdio. A “Liga da Justiça” cinematográfica foi execrada pelos fãs da visão sombria do diretor original, Zack Snyder, que não descansaram, incentivados por revelações do próprio cineasta sobre cenas cortadas, até que a Warner percebesse que poderia lucrar com essa dedicação fervorosa, lançando o “SnyderCut”. O problema é que “Liga da Justiça de Zack Snyder” não conclui sua história, que deveria ser continuada em novo filme – ou filmes. E como os presidentes da DC Films e da Warner declararam com todas as letras que a ressurreição da visão de Snyder se resumia à edição do diretor, os fãs ficaram inconformados, exigindo a continuação que o filme sugere e a Warner diz que não vai entregar. Ilustrando um velho ditado popular, a Warner deu a mão e agora os fãs querem o braço inteiro.
“Godzilla vs Kong” fatura US$ 121 milhões com maior estreia internacional da pandemia
Ainda inédito nos EUA (e no Brasil), “Godzilla vs Kong” fez sua estreia internacional em 39 países neste fim de semana. E a Warner ficou feliz. O filme teve um desempenho monstruoso e gigante, com o melhor faturamento de uma produção americana desde que os primeiros cinemas foram fechados devido à pandemia de coronavírus – há um ano. Ao todo, o lançamento rendeu US$ 121,8 milhões de bilheteria mundial, dando a Hollywood a esperança de que as grandes arrecadações voltarão com a reabertura dos cinemas. Para dar noção de como a abertura foi forte, o filme americano que detinha o recorde anterior de maior estreia durante a pandemia era “Tenet”, também da Warner, que faturou US$ 53 milhões em agosto passado. Os monstros brigaram com mais força no mercado chinês, onde a estreia atingiu a marca de US$ 70,3 milhões, representando 82% de toda a arrecadação do país entre sexta e este domingo (28/3). Mas apesar da felicidade da Warner, sua parceira comercial na produção, a produtora Legendary, é quem realmente está comemorando, porque ficou com os direitos exclusivos sobre o mercado chinês na divisão comercial, enquanto a Warner manteve os direitos sobre os lucros do resto do mundo. “Godzilla vs Kong” ainda teve bons lançamentos no México (US$ 6,3 milhões), Austrália (US$ 6,3 milhões), Rússia (US$ 5,8 milhões) e Taiwan (US$ 5,2 milhões), onde marcou a segunda maior abertura da Warner Bros., atrás apenas de “Aquaman”. Já a estreia na Índia (US$ 4,8 milhões) perdeu apenas para “Batman vs Superman” e “A Freira”. Na média, o desempenho tem sido melhor que o sucesso de “Kong: Ilha da Caveira” (2017) e muito superior à decepção de “Godzilla II: Rei dos Monstros” (2019). Os cinemas do circuito Imax também celebraram uma receita de US$ 12,4 milhões em vendas de ingressos, sua melhor arrecadação de estreia desde dezembro de 2019. O filme chega nos EUA e Canadá na quarta-feira (31/3), mas num lançamento simultâneo com sua disponibilização em streaming, na plataforma HBO Max, o que pode impactar sua venda de ingressos. No Brasil, a estreia está marcada para a semana seguinte (8/4), mas esse cronograma deve sofrer alteração, pois a maioria dos cinemas do país se encontram fechados. Em São Paulo, maior mercado cinematográfico nacional, o fechamento está mantido pelo menos até 11 de abril.
Novo thriller de ação do criador de John Wick estreia em 1º lugar nos EUA
O thriller de ação e vingança “Anônimo” estreou em 1º lugar nos EUA e Canadá neste fim de semana, com arrecadação de US$ 6,7 milhões. O desempenho representa o dobro da média de arrecadação de alguns meses atrás, graças à reabertura de mais cinemas em Los Angeles e no resto da Costa Oeste dos EUA. Oito das maiores 25 bilheterias da produção foram contabilizadas em Los Angeles. O filme escrito por Derek Kolstad (criador de “John Wick”) e dirigido pelo russo Ilya Naishuller (“Hardcore: Missão Extrema”) traz Bob Odenkirk (“Better Call Saul”) como um pai de família que, ao ter a casa invadida por assaltantes, revela suas habilidades secretas como matador profissional. Ou, como ele chama: de “auditor”. Por 12 anos, o aparente homem comum e anônimo trabalhou para pessoas perigosas, mas deixou tudo para trás ao se casar. Com a família ameaçada, ele demonstra porque poucos lembravam de seu passado – ele matou a maioria. A Universal programou a estreia de “Anônimo” para maio no Brasil. Veja o trailer abaixo. O Top 3 norte-americano ainda registrou bons faturamentos para a animação “Raya e o Último Dragão”, da Disney, e o híbrido “Tom & Jerry”, da Warner, que aumentaram seus totais domésticos para US$ 28,4 milhões e US$ 37,1 milhões com mais US$ 3,5 milhões e US$ 2,5 milhões no fim de semana, respectivamente. Ambos também estão disponíveis em streaming no mercado norte-americano. A sci-fi “Mundo em Caos”, estrelada por Tom Holland (o Homem-Aranha da Marvel) e Daisy Ridley (a Rey de “Star Wars”), ficou em 4º lugar com US$ 1,9 milhão e atingiu um total doméstico de US$ 11,5 milhões, enquanto o thriller britânico “The Courier”, com Benedict Cumberbatch (o Doutor Estranho da Marvel), fez US$ 1 milhão em sua segunda semana, chegando a US$ 3,5 milhões em dez dias em cartaz. 1 Anônimo 2 Raya e o Último Dragão 3 Tom & Jerry 4 Mundo em Caos 5 The Courier
15 mil pessoas foram aos cinemas do Brasil no fim de semana
Fechados na maior parte do país e com restrições de funcionamento no resto, os cinemas brasileiros foram frequentados por apenas 15,2 mil espectadores entre quinta e domingo (22/3), com arrecadação de R$ 178,6 mil em bilheteria. “Raya e o Último Dragão”, que também está disponível na plataforma Disney+ (Disney Plus), foi o filme mais visto, segundo dados da consultoria Comscore. A pior fase da pandemia levou o mercado cinematográfico nacional a registrar números similares aos de setembro do ano passado, quando os cinemas começaram a reabrir após um longo período de fechamento. Entre os dias 10 e 13 de setembro, 16,5 mil pessoas foram aos cinemas, gerando R$ 288 mil em ingressos vendidos na segunda semana da “reabertura” do país. Mas o que chama mais atenção neste comparativo é o fato de ainda haver cinemas abertos diante dos recordes de mortes e infecção de coronavírus vistos no país. No ano passado, quando os números eram praticamente metade dos atuais, a tranca foi mais completa, levando ao renascimento dos cine drive-ins e ao fortalecimento do mercado digital.










