Estreia de “Não! Não Olhe!” lidera bilheterias no Brasil
Assim como aconteceu nos EUA, os cinemas brasileiros tiveram um dos piores públicos do ano no último fim de semana. Entre quinta-feira e domingo (28/8), foram vendidos 556 mil ingressos, que renderam R$ 11,45 milhões nas bilheterias, de acordo com dados da Comscore. O público e a renda só não foram piores que os resultados do fim de semana entre 24 e 27 de fevereiro – 500 mil ingressos e R$ 10,17 milhões. A estreia de “Não! Não Olhe!” foi o filme mais assistido, levando 142 mil pessoas aos cinemas para um faturamento de pouco mais de R$ 3 milhões. A animação “Minions 2: A Origem de Gru” manteve o 2º lugar da semana passada, com metade do público e R$ 1,3 milhão, enquanto outra animação, a estreante “O Lendário Cão Guerreiro”, registrou a terceira maior movimentação, com R$ 1,1 milhão. Outro estreante, “After – Depois da Promessa” ocupou o 4º lugar, apesar de ser visto por menos de 60 mil pessoas. O Top 5 fecha com um tombo. A posição foi ocupada pelo líder da semana passada, “Dragon Ball Super: Super-Herói”, que viu seu público desabar após sete dias. Confira abaixo a lista dos 10 filmes mais vistos no Brasil no fim de semana. 1. “Não! Não Olhe!” 2. “Minions 2: A Origem de Gru” 3. “O Lendário Cão Guerreiro” 4. “After. “Depois da Promessa” 5. “Dragon Ball Super: Super Herói” 6. “Trem-Bala” 7. “Thor: Amor e Trovão” 8. “Elvis” 9. “O Telefone Preto” 10. “DC Liga dos Superpets”
Terror lidera bilheterias com cinemas vazios nos EUA
O lançamento em streaming de alguns dos últimos líderes das bilheterias contribuiu para esvaziar os cinemas dos EUA neste fim de semana. Sem blockbusters para ocupar o espaço deixando por títulos que estavam no Top 5 há semanas, o terror “Convite Maldito” (The Invitation) acabou liderando a venda de ingressos com uma arrecadação pífia: US$ 7 milhões nos EUA e Canadá. Desde maio de 2021, quando a Covid-19 mantinha as pessoas em casa, o filme mais visto da semana não rendia tão pouco. Com isso, a bilheteria doméstica desabou. Foram US$ 54 milhões entre todos os títulos exibidos entre sexta e domingo (28/8), o pior resultado em meses. “Convite Maldito” foi um desastre também entre a crítica, que considerou a produção de vampiros da Sony um lixo, com apenas 26% de aprovação na compilação do agregador Rotten Tomatoes. O lançamento no Brasil está marcado para 15 de setembro. “Trem-Bala”, estrelado por Brad Pitt, e “A Fera”, com Idris Elba, completaram o Top 3 norte-americano, com US$ 5,3 milhões e US$ 4,9 milhões respectivamente. Já os outros lançamentos amplos da semana foram vastamente ignorados. “Era uma vez um Gênio” (Three Thousand Years of Longing), fantasia sombria do diretor George Miller (de “Mad Max”), somou apenas US$ 2,8 milhões e abriu em 7º lugar. Lançado com pompa no Festival de Cannes, custou US$ 60 milhões e deve dar prejuízo – apesar dos 70% de aprovação da crítica. O filme chega no Brasil nesta quinta (1/9). Mas teve estreia com desempenho bem pior: o drama de assalto “Breaking”, estrelado por John Boyega, nem entrou no Top 10, abrindo em 15º lugar com US$ 1 milhão. Apesar disso, a produção independente agradou a crítica, atingindo 79% de aprovação. O filme não tem previsão de estreia no Brasil, onde pode chegar direto em VOD. Tradicionalmente, o final de agosto, que marca o final do “verão cinematográfico” dos EUA, é considerado um período fraco nos cinemas. Mas o resultado desta semana abalou o mercado, que ainda não se recuperou dos prejuízos causados pela pandemia. A perspectiva para as próximas semanas é desoladora, tento em vista a falta de atrativos de setembro. Há esperanças tênues de que “Não Se Preocupe Querida” (23 de setembro) e “Halloween Ends” (14 de outubro) surpreendam, mas o próximo blockbuster garantido é esperado apenas para o final de outubro: “Adão Negro” (21 de outubro). A culpa ainda é da covid-19, que paralisou filmagens, esvaziando a agenda de grandes lançamentos. E como o cinema de Hollywood pauta as estreias de todo o mundo, é bom o mercado brasileiro prestar atenção e parar de queimar filmes nacionais com lançamentos limitados de quatro por vez, porque não terá outros atrativos para alimentar seu circuito de exibição por mais de um mês.
Bilheteria: “Dragon Ball Super” lidera um dos piores fins de semana do Brasil
Os cinemas brasileiros registraram entre quinta e domingo (21/8) sua pior bilheteria de fim de semana dos últimos cinco meses. Segundo dados do Comscore, a arrecadação foi de R$ 13,4 milhões para um público de aproximadamente 647 mil espectadores. O mercado não tinha números tão ruins desde o último final de semana de março, quando o faturamento foi de R$ 12,63 milhões para pouco mais de 627 mil espectadores. Mas a situação é ainda muito pior para os filmes produzidos no Brasil. Nenhum dos quatro lançamentos nacionais da quinta entraram no Top 10, que só tem filmes estrangeiros. Esta é atual tendência do parque exibidor, que tem limitado as sessões das produções brasileiras e está, no jargão bolsonarista, passando a boiada. Trata-se de aproveitar que o desgoverno atual não renovou a cota de tela e que o Congresso não coloca em votação a proposta de cota aprovada na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados há praticamente um ano. Assim como fez nos EUA, a estreia do anime “Dragon Ball Super: Super Herói” foi o filme mais visto, liderando as bilheterias com renda de R$ 2,65 milhões. O lançamento desbancou “Minions 2: A Origem de Gru”, que estava há quatro semanas consecutivas na liderança. A animação da Universal ficou em 2º com R$ 2,12 milhões, seguida por “Thor: Amor e Trovão”, que fez R$ 1,70 milhão no Top 3. Confira abaixo a lista dos filmes mais vistos no Brasil no último fim de semana. 1. “Dragon Ball Super: Super Herói” 2. “Minions 2: A Origem de Gru” 3. “Thor: Amor e Trovão” 4. “Trem-Bala” 5. “Elvis” 6. “DC Liga dos SuperPets” 7. “A Fera” 8. “O Telefone Preto” 9. “Top Gun Maverick” 10. “Gêmeo Maligno”
Filme da franquia “Dragon Ball Super” libera bilheteria dos EUA
O anime “Dragon Ball Super: Super Hero” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá neste fim de semana, superando as expectativas ao arrecadar US$ 21 milhões em vendas de ingressos. Exibido em 3.007 telas, o filme da franquia televisiva “Dragon Ball Super” rendeu o dobro do outro novo lançamento do fim de semana, o thriller de sobrevivência da Universal “A Fera”, que chegou na América do Norte uma semana após a estreia no Brasil. Refletindo críticas mornas, a luta de Idris Elba contra um leão selvagem estreou em 2º lugar com modestos US$ 11,5 milhões em 3.743 cinemas. Dirigido por Tetsuro Kodama, o bem avaliado “Dragon Ball Super: Super Hero” se beneficiou de sua presença em formatos premium, incluindo Imax, 4DX e Dolby Cinemas, que têm os ingressos mais caros. O filme foi exibido em 327 telas Imax, que representaram US$ 3,4 milhões em vendas de ingressos no mercado interno. No circuito Imax, fez história com a maior abertura de um filme de anime em todos os tempos. “Esta é outra excelente abertura de anime da Crunchyroll. Isso se tornou um nicho impressionante de negócios cinematográficos”, disse David A. Gross, da empresa de consultoria cinematográfica Franchise Entertainment Research, em entrevista para a revista Variety. De fato, a Crunchyroll, plataforma que distribuiu o filme e que a Warner praticamente deu de presente para a Sony Pictures em seu ímpeto atual de destruição de patrimônio, já tinha se mostrado uma força no mercado cinematográfico com o lançamento de “Jujutsu Kaisen 0: O Filme”, que rendeu notáveis US$ 17,6 milhões em sua estreia, e com “Demon Slayer – Mugen Train: O Filme”, que gerou US$ 21,2 milhões em seu lançamento em 2021, no auge da pandemia. No exterior, “Dragon Ball Super: Super Hero” fez mais US$ 25 milhões, chegando a uma abertura global de US$ 46,2 milhões, enquanto “A Fera” somou mais US$ 10 milhões internacionais para atingir US$ 21,5 milhões mundiais. Líder na semana passada, “Trem-Bala” caiu para 3º lugar com US$ 8 milhões, seguido por “Top Gun: Maverick” com US$ 5,8 milhões e “DC Liga dos Superpets” com US$ 5,7 milhões no Top 5 norte-americano. Vale lembrar que “Top Gun: Maverick” ultrapassou “Vingadores: Guerra Infinita” na sexta-feira para se tornar a 6ª maior bilheteria de todos os tempos nos EUA e Canadá. Neste domingo (21/8), a bilheteria total do filme de aviação estrelado por Tom Cruise atingiu US$ 683 milhões domésticos. Ou seja, está a apenas US$ 17 milhões de superar também “Pantera Negra” e entrar no Top 5 histórico norte-americano. Mas, para evitar isso, a Disney tem planos de relançar “Pantera Negra” nos cinemas, preparando a estreia de sua continuação em novembro. O detalhe mais interessante é que o sucesso da produção da Paramount não é restrito à América do Norte. “Top Gun: Maverick” continua rendendo boa bilheteria em todo o mundo e neste fim de semana ultrapassou US$ 1,4 bilhão de arrecadação global e virou a 12ª maior bilheteria mundial de todos os tempos.
Bryce Dallas Howard diz que recebeu bem menos que Chris Pratt por “Jurassic World”
A atriz Bryce Dallas Howard comentou os rumores de que seu cachê pela franquia “Jurassic World” foi menor que o de Chris Pratt pelo mesmo trabalho. Segundo a informação publicada na revista Variety em 2018, ela recebeu US$ 8 milhões pelo segundo filme, “Reino Ameaçado”, enquanto ele recebeu US$ 10 milhões. Só que, na verdade, a realidade foi muito pior. “Eu recebe muito menos do que os rumores dizem, muito mesmo”, ela comentou, em entrevista ao site Business Insider. “Quando eu comecei a negociar para ‘Jurassic’, era 2014 e um mundo diferente, eu estava em grande desvantagem. Infelizmente, você precisa assinar um contrato de três filmes, e o acordo fica estabelecido”, explicou a atriz. Ela disse que conversou sobre o assunto com Chris Pratt, que então se ofereceu para exigir a igualdade salarial nos contratos extras, que envolvem brinquedos, jogos e passeios nos parques da Universal. “Ele literalmente me disse: você não precisa fazer nada, eu vou negociar tudo. Vamos ser pagos o mesmo e você não precisa nem pensar nisso”. “Eu o amo muito por ter feito isso. De verdade, porque eu recebi muito mais por essas coisas do que pelo filme”, completou Howard. Nos últimos anos, atrizes têm se pronunciado sobre a disparidade salarial entre homens e mulheres em Hollywood. No ano passado, Kirsten Dunst contou que a diferença entre o seu salário e o de Tobey Maguire em “Homem-Aranha” foi “extrema”. “Eu nem pensei sobre isso. Eu ficava tipo, ‘Ah, sim, Tobey [Maguire] está interpretando o Homem-Aranha’. Mas você sabe quem estava no pôster do segundo Homem-Aranha? O Homem-Aranha e eu”, Dunst apontou. Em 2019, Michelle Williams disse que ficou “paralisada” ao descobrir que Mark Wahlberg recebeu US$ 1,5 milhão extra para participar das refilmagens de “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017) – com o objetivo de substituir o ator Kevin Spacey por Christopher Plummer – , enquanto ela só recebeu US$ 1 mil.
“Minions 2: A Origem de Gru” é o filme mais visto no Brasil desde junho
“Minions 2: A Origem de Gru” segue como filme mais visto nos cinemas brasileiros pelo quarto fim de semana consecutivo, de acordo com levantamento da Comscore. Há um mês e meio em cartaz, o filme teve 126 mil espectadores e arrecadou R$ 2,41 milhões arrecadados entre quinta e domingo (14/8). Desde seu lançamento em 30 de junho só não esteve no topo das bilheterias duas vezes, nos primeiros dias de “Thor: Amor e Trovão”. O Top 3 se manteve totalmente inalterado em relação à semana passada, com “Thor: Amor e Trovão” (107,1 mil espectadores e R$ 2,15 milhões) e “Trem-Bala” (95,5 mil pessoas e R$ 2,12 milhões nas bilheterias) em 2º e 3º lugares, respectivamente. Entre as estreias da semana, o thriller “A Fera”, estrelado por Idris Elba, foi o quarto filme mais visto, com 82 mil espectadores e faturamento de R$ 1,61 milhão. Já a comédia nacional “Papai É Pop”, com Lázaro Ramos, abriu no último lugar do Top 10, tirando “O Palestrante” do ranking já na segunda semana de exibição. Na estreia, a comédia com Fábio Porchat e Dani Calabresa ocupava a sétima posição. Confira abaixo a lista dos 10 filmes mais vistos no Brasil na semana. 1. “Minions 2: A Origem de Gru” 2. “Thor: Amor e Trovão” 3. “Trem-Bala” 4. “A Fera” 5. “DC Liga dos SuperPets” 6. “Elvis” 7. “O Telefone Preto” 8. “Top Gun Maverick” 9. “Gêmeo Maligno” 10. “Papai É Pop”
“Trem-Bala” mantém 1º lugar nas bilheterias dos EUA
O “Trem-Bala” de Brad Pitt manteve a liderança das bilheterias nos EUA e Canadá pelo segundo fim de semana consecutivo, graças principalmente à falta de lançamentos de peso, com US$ 13,4 milhões arrecadados em 4.357 cinemas. Com isso, a produção da Sony chegou a US$ 54,2 milhões em 10 dias na América do Norte e a US$ 114,5 milhões em todo o mundo. O filme foi o último grande lançamento de Hollywood no verão norte-americano de 2022 e a falta de blockbusters nas próximas semanas tem preocupado os exibidores. Para complicar, o desempenho de “Trem-Bala” está abaixo do esperado, em parte porque a crítica não entrou à bordo, considerando o longa medíocre – teve apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes. A única estreia ampla do fim de semana foi “A Queda” (Fall), um thriller de aventura sobre um grupo de alpinistas. Mas a produção da Lionsgate, que estreia no Brasil em 29 de setembro, teve um faturamento de apenas US$ 2 milhões em 1.548 locais. Ficou fora do Top 10 e abaixo do terror indie “Morte Morte Morte” (Bodies Bodies Bodies), que entrou em 8º lugar com estimados US$ 3 milhões – apesar de ocupar metade do espaço de “A Queda”. “Morte Morte Morte” chegou em seis salas na semana passada e teve seu circuito ampliado para 928 cinemas neste fim de semana. Dirigido pela atriz e cineasta holandesa Halina Reijn (“Instinto”), o slasher de humor da A24 é estrelado por Amandla Stenberg (“O Ódio que Você Semeia”), Maria Bakalova (“Fita de Cinema Seguinte de Borat”) e Pete Davidson (“O Esquadrão Suicida”), e chega ao Brasil apenas em 6 de outubro. Sem grandes novidades, os exibidores resolveram se voltar novamente para “Top Gun: Maverick”, ampliando seu circuito de 2.760 para 3.181 locais, incluindo salas de projeção premium. Com isso, o filme de Tom Cruise voltou a decolar no ranking, subindo para 3º lugar com US$ 7,1 milhões no fim de semana e praticamente empatando com o 2º colocado, “DC Liga dos Superpets”, que faturou US$ 200 mil a mais. Graças a esse impulso, a produção da Paramount chegou a US$ 673,8 milhões no mercado doméstico e está a um passo de se tornar a 6ª maior bilheteria de cinema de todos os tempos na América do Norte, posição de “Vingadores: Guerra Infinita” (US$ 678,8 milhões). Globalmente, “Top Gun: Maverick” soma US$ 1,35 bilhão. Os filmes “Thor: Amor e Trovão” e “Não! Não Olhe” completam o Top 5.
Disney surpreende e supera Netflix em assinaturas de streaming
O grupo Disney e especialmente a Disney+ impressionaram o mercado com seu relatório de desempenho do segundo trimestre do ano. O balançou mostrou que a plataforma de streaming ganhou 14,4 milhões novos assinantes no mesmo período em que a Netflix registrou perdas e a HBO Max fez contorcionismos para aparentar crescimento. Ao todo, as assinaturas da Disney+ chegaram a 152,1 milhões em 2 de julho, dia que marcou o final do trimestre fiscal do conglomerado. A maioria dos ganhos ocorreu fora dos EUA e Canadá, onde a Disney+ cresceu apenas 100 mil para chegar a 44,5 milhões. Os assinantes internacionais da Disney+ aumentaram 6 milhões no trimestre, para 49,2 milhões, enquanto a Disney+ Hotstar – disponível na Índia e no Sudeste Asiático – somaram mais 8,3 milhões para atingir 58,4 milhões. Mas os números não ficam nisso. Quando se considera todos os seus serviços de streaming – como fez a Warner Bros. Discovery ao somar os assinantes da HBO Max e a Discovery, para apresentar apenas o total ao mercado – , a Walt Disney Company atinge um patamar invejável. Virou na prática a maior empresa de streaming do mundo, superando até a Netflix. Isto porque a soma da Disney+, Disney+ Hotstar, Hulu, Star+ e ESPN+ passou a responder por um total de 221,1 milhões de assinaturas em todo o mundo, ficando à frente da Netflix, que encerrou o segundo trimestre de 2022 com 220,7 milhões. A Hulu é até maior que a Disney+ nos EUA, ganhando mais 600 mil assinantes no trimestre para atingir um total de 46,2 milhões. Já a ESPN+ conquistou novos 500 mil clientes para chegar a 22,8 milhões. Não foram fornecidos dados da Star+, mas é fácil deduzir seu volume pela contabilidade das assinaturas. O avanço veloz da Disney é atordoante. Entretanto, há um senão associado a esse crescimento. Grande parte dos assinantes do conglomerado vêm da Índia, onde a Disney+ Hotstar estabeleceu uma política de preços muito baixos e oferece a cobertura do popular campeonato de críquete. Acontece que a empresa perdeu os direitos da competição esportiva para os próximos meses, o que pode se refletir em debandada de assinantes – a Disney+ Hotstar está se preparando para baixar ainda mais os preços do serviço, visando evitar isso. Em contraste com a situação indiana, a Disney anunciou que vai aumentar os preços das demais assinaturas em todo o mundo. Em relação à Disney+, isso vai começar em dezembro nos EUA com o lançamento de um serviço “mais barato”, que inclui anúncios. A nova opção vai custar o mesmo que o serviço atual e quem quiser continuar a assistir o conteúdo sem anúncios terá que assinar um plano Premium mais caro. Além do crescimento no streaming, a Disney também reportou um aumento de 70% na arrecadação de seus parques temáticos. “Tivemos um trimestre excelente, com nossas equipes criativas e de negócios impulsionando um excelente desempenho em nossos parques temáticos domésticos, grandes aumentos na audiência de esportes ao vivo e um crescimento significativo de assinantes em nossos serviços de streaming”, disse o CEO do conglomerado, Bob Chapek, em comunicado para o mercado. A Disney registrou US$ 21,5 bilhões no faturamento do trimestre encerrado em 2 de julho, um aumento de 26% em relação ao ano passado, enquanto o lucro líquido subiu 53%, para US$ 1,4 bilhão. Todos os dados ficaram acima das previsões de Wall Street, trazendo grande valorização para as ações da Walt Disney Company nesta quarta (10/8). Apesar do crescimento do streaming, o setor é o que contabiliza os maiores prejuízos da companha. A diferença entre investimento em conteúdo e receita de assinaturas foi de US$ 1 bilhão negativo no trimestre. Por outro lado, a receita publicitária com os canais convencionais de TV da Disney aumentou 3%, para US$ 7,2 bilhões. Com a chegada da publicidade no streaming – pra valer a partir de 2023 – , a Disney deve zerar as dívidas do setor e começar a informar lucro para o investimento já no ano que vem, quatro anos após o lançamento da Disney+ e um ano antes do previsto inicialmente. A CFO Christine McCarthy ressaltou a estratégia ao se dizer “confiante de que a Disney+ alcançará lucratividade em 2024”.
Versão “mais barata” da Disney+ deixa serviço mais caro a partir de dezembro nos EUA
A Disney+ anunciou a data e o preço do lançamento de sua versão com anúncios nos Estados Unidos, durante uma conferência com o mercado nesta quarta (10/8). A nova versão da plataforma chegará em 8 de dezembro e, como se imaginava, não cumprirá a promessa de um streaming mais barato. Ao contrário, os novos preços confirmam as previsões negativas sobre a novidade. A versão “mais barata” e com anúncios da Disney+ custará o mesmo que a versão atual da Disney+ sem anúncios. Mas quem quiser continuar a acessar o serviço sem comerciais vai ter que se submeter a pagar mais pela assinatura. Em outras palavras, a versão “mais barata” deixará a Disney+ mais cara. O plano com anúncios vai se chamar Disney+ Basic e custará US$ 7,99/mês, o preço a assinatura atual do serviço. Já o plano atual virou, como se apostava, Disney+ Premium, que passará a custar US$ 10,99/mês, um aumento de 38%. O Disney+ Basic será lançado com cerca de quatro minutos de anúncios por hora. Ele começará com anúncios de 15 e 30 segundos, mas se expandirá para um “conjunto completo de produtos publicitários” ao longo do tempo, disse a presidente de vendas de publicidade da Disney, Rita Ferro, em uma conferência de investimentos. Os anúncios não incluirão conteúdos políticos ou de álcool, nem serão exibidos em perfis de crianças ou em programação pré-escolar. A empresa espera que a maioria dos clientes do Disney+ opte pelo plano mais barato e suportado por anúncios ao longo do tempo. Como não alterou o preço, estará lucrando 100% em todos os anúncios exibidos. Além da Disney+, o conglomerado também vai aumentar os preços da Hulu e da ESPN+, bem como do combo que reúne as três plataformas para os assinantes dos EUA. “Com nossa nova oferta Disney+ suportada por anúncios e uma linha expandida de planos em todo o nosso portfólio de streaming, forneceremos mais opções ao consumidor em uma variedade de preços para atender às diversas necessidades de nossos espectadores e atrair um público ainda mais amplo”, disse Kareem Daniel, presidente da Disney Media & Entertainment Distribution, em comunicado. Aparentemente, a Disney acredita que aumentar os preços é uma forma de atrair mais público. A empresa planeja expandir o lançamento do Disney+ com anúncios internacionalmente em 2023, informou a CFO Christine McCarthy durante a conferência.
“Minions 2” segue líder das bilheterias no Brasil
“Minions 2: A Origem de Gru” continua como filme mais visto nos cinemas brasileiros pelo terceiro fim de semana consecutivo. A produção da Universal atraiu quase 220 mil pessoas e arrecadou R$ 4,29 milhões entre quinta-feira e domingo (7/8), segundo levantamento da Comscore. Com isso, superou os R$ 100 milhões de arrecadação no Brasil. Desde que estreou no final de junho, a continuação animada foi ultrapassada apenas em duas ocasiões, na época do lançamento de “Thor: Amor e Trovão”. A produção da Marvel, por sinal, também manteve seu 2º lugar pela terceira semana, faturando mais R$ 3,8 milhões com 185 mil espectadores. Em 3º lugar ficou a estreia de “Trem-Bala”, thriller de ação estrelado por Brad Pitt, que arrecadou R$ 3,78 milhões com um público de 168 mil pessoas. A outra produção estreante da semana, a comédia nacional “O Palestrante”, com Fábo Porchat e Dani Calabresa, entrou apenas em 7º lugar. Ao todo, os 10 filmes mais assistidos do fim de semana faturaram R$ 20,6 milhões e levaram 979 mil pessoas aos cinemas brasileiros. Confira abaixo a lista dos títulos mais vistos. 1. “Minions 2: A Origem de Gru” 2. “Thor: Amor e Trovão” 3. “Trem-Bala” 4. “DC Liga dos SuperPets” 5. “O Telefone Preto” 6. “Elvis” 7. “O Palestrante” 8. “Top Gun Maverick” 9. “Boa Sorte, Leo Grande” 10. “Pluft o Fantasminha”
“Trem Bala” estreia em 1º lugar, mas não dispara nos EUA
O thriller de ação “Trem Bala”, que transforma Brad Pitt numa espécie de John Wick, estreou em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá no fim de semana, com US$ 30,1 milhões. Mas a Sony não está comemorando a vitória, porque o filme custou US$ 90 milhões e teve uma largada de locomotiva a vapor. A performance foi praticamente idêntica no mercado internacional, com US$ 32,4 milhões, que se somou à arrecadação doméstica para atingir US$ 62,5 milhões em todo o mundo. A expectativa era atingir pelo menos o dobro e agora a torcida é não perder impulso nas próximas semanas para evitar prejuízo. O problema é que a crítica não entrou nesse trem, considerando o longa medíocre – teve apenas 53% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Trem Bala” foi dirigido por David Leitch, que já atuou como dublê de Pitt antes de passar a comandar filmes como, justamente, o primeiro John Wick e outras produções marcadas por cenas de ação, o que também é o forte da atual produção. O fim de semana trouxe apenas mais uma estreia ampla na América do Norte: “Easter Sunday”, um filme de Páscoa fora de época, que abriu em 8º lugar com US$ 5,3 milhões – mas custou só US$ 17 milhões para a Universal. “DC Liga dos Superpets” ficou em 2º lugar com US$ 11,2 milhões, chegando a US$ 45,1 milhões domésticos e US$ 83,4 milhões mundiais depois de duas semanas – mais um resultado decepcionante diante de um orçamento de produção de US$ 90 milhões. Ainda inédito nos cinemas brasileiros, “Não! Não Olhe!” ficou em 3º com US$ 8,5 milhões. Em seu terceiro fim de semana, o suspense de disco voador de Jordan Peele já tem US$ 97,9 milhões nas bilheterias domésticas, o que é impressionante para um filme 100% original, sem nenhuma ligação com franquia preexistente. Seu lançamento internacional começa nesta semana e a estreia no Brasil está marcada para 25 de agosto. “Thor: Amor e Trovão” e “Minions 2: A Origem de Gru” completam o Top 5, com US$ 7,6 milhões e US$ 7,1 milhões, respectivamente. Isso leva a produção da Marvel a US$ 316,1 milhões nos Estados Unidos, enquanto o spin-off de “Meu Malvado Favorito” chega a US$ 334,6 milhões no mercado interno. No mercado internacional, porém, “Minions 2” abriu uma distância muito grande sobre “Thor 4”. A animação acaba de ultrapassar US$ 900 milhões de faturamento, enquanto o super-herói ainda avança para os US$ 700 milhões. Por falar em marcas, “Top Gun: Maverick” superou “Titanic” neste fim de semana como a 7ª maior bilheteria de cinema da América do Norte em todos os tempos, atingindo US$ 662 milhões em vendas de ingressos. Em todo o mundo, já são US$ 1,35 bilhão. Em sua 11ª semana em cartaz, o filme está em 6º lugar e adicionou mais US$ 7 milhões em sua conta, ampliando seu recorde como maior sucesso da carreira de Tom Cruise. E como o astro também é produtor do longa, ele deve ficar US$ 100 milhões mais rico com essa vendagem surpreendente de ingressos.
Starzplay cresce mais que a concorrência no trimestre
A Lionsgate revelou nesta quinta (4/8), durante seu relatório de desempenho trimestral para o mercado, que a plataforma de streaming Starzplay atingiu 26,3 milhões de assinantes globais. Isso representa um crescimento de 1,8 milhão de assinantes em comparação com o último levantamento e um aumento de 57% em relação à média de assinantes do ano passado. Além disso, a Starzplay superou a Discovery+ em assinaturas, demonstrando ter condições de brigar com empresas com muito mais poder de investimento num mercado cada vez mais competitivo como o streaming. E cresceu mais que a HBO Max e a Discovery+ combinadas no trimestre. “Temos o prazer de relatar um forte crescimento global de assinantes de streaming no Starz, outro desempenho de destaque de nosso Grupo de Televisão e as principais métricas financeiras alinhadas às expectativas”, disse Jon Feltheimer, CEO da Lionsgate . “Embora estejamos navegando em um ambiente econômico incerto, continuamos a executar com sucesso nossa missão principal: preencher nossos canais de filmes, televisão e streaming com conteúdo premium que cria valor de longo prazo para nossos consumidores, parceiros e acionistas”. Os analistas viram os bons números como propaganda de venda. Wall Street tem sido informada por “fontes” de que a Lionsgate se prepara para desmembrar a Starz e transformar o canal pago e sua plataforma numa empresa distinta, visando permitir a investidores avaliarem os ativos de TV e de cinema da empresa de forma separada. A receita geral da Lionsgate no trimestre, entretanto, registrou queda. Foi de US$ 893,9 milhões, um pouco abaixo do resultado atingido no mesmo período no ano passado, quando somou US$ 901,2 milhões. O estúdio também ampliou seu prejuízo líquido trimestral, chegando a US$ 119 milhões negativos, mais que o dobro do prejuízo de US$ 45,4 milhões do ano anterior. As fontes de renda de mídia do estúdio, que correspondem principalmente à arrecadação publicitária da Starz, chegou a US$ 381,2 milhões, um pouco abaixo dos US$ 382,3 milhões do ano anterior. Mas isso foi compensado pela arrecadação da Starzplay, que subiu para US$ 31,6 milhões com pagamentos por assinaturas durante o último trimestre, em comparação aos US$ 24,1 milhões do mesmo período em 2022. Além disso, a receita com produção de TV aumentou acentuadamente, atingindo US$ 423,3 milhões contra US$ 386,1 milhões no ano anterior, devido à maior entrega de conteúdo para terceiros, como a Netflix.
CEO da Warner Bros. Discovery decreta fim dos filmes exclusivos da HBO Max
O CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, foi duro e firme na apresentação do desempenho trimestral da empresa para o mercado, nesta quinta (4/8), ao abordar a controversa decisão de cancelar os lançamentos de “Batgirl” e da continuação de “Scooby! O Filme”. “Não vamos lançar um filme até que esteja pronto”, disse Zaslav durante a parte de perguntas e respostas da teleconferência. “E não vamos lançar um filme a menos que acreditemos nele.” A decisão de engavetar os dois longas-metragens quase concluídos – em especial um filme da DC com um orçamento de US$ 90 milhões – surpreendeu a indústria em geral nesta semana. Durante a apresentação, Zaslav reforçou que sua visão é oposta a da antiga administração da WarnerMedia. O antigo chefe, Jason Kilar, sacudiu o mercado por lançar blockbusters simultaneamente no cinema e na HBO Max durante a pandemia. Mas o novo chefe é radicalmente contrário a iniciativas do gênero. Vai até mais longe que isso. “Essa ideia de lançar filmes caros direto em streaming… não conseguimos encontrar um argumento econômico para isso, então estamos fazendo uma mudança estratégica”, disse Zaslav. Ao cancelar “Batgirl” ele diz pretender valorizar os super-heróis da DC – incluindo Batman, Superman e Mulher-Maravilha – como peças centrais para a estratégia de conteúdo mais ampla da empresa. “São marcas conhecidas em todo o mundo”, disse. O CEO foi enfático ao elogiar os próximos lançamentos de super-heróis, dizendo que “Adão Negro”, “Shazam! Fúria dos Deuses” e até “The Flash” “são incríveis” e que a Warner Bros. Discovery pode “fazer ainda melhor” no futuro. “Vamos abraçar totalmente o cinema, pois acreditamos que isso cria interesse e demanda, fornece um grande evento de marketing e gera burburinho, boca-a-boca, que acompanha os filmes quando passam para o streaming e além”, acrescentou. “Temos uma visão diferente sobre lançar filmes diretamente em streaming e tomamos algumas medidas agressivas para corrigir a estratégia anterior.” Durante a apresentação, o CFO Gunnar Wiedenfels citou a estratégia impulsionada pela liderança anterior da WarnerMedia – ou seja, Jason Kilar e Ann Sarnoff – para financiar “filmes selecionados direto para HBO Max” como algo que não se sustenta financeiramente. Além dos quase concluídos “Batgirl” e “Scoob!: Holiday Haunt”, ele citou o filme dos “Super Gêmeos”, abortado em fase de desenvolvimento, como “exemplos de filmes de streaming que não se encaixam nessa nova abordagem estratégica”. Wiedenfels afirmou que cancelar esses projetos foi uma “decisão difícil”, mas a empresa está “comprometida em ser disciplinada sobre uma estrutura que oriente nosso investimento para obter o máximo retorno”. Não houve menções a novos cortes, mas todos os projetos caros desenvolvidos exclusivamente para streaming devem ser paralisados. Isto inclui produções anteriormente anunciadas da DC Comics, como filmes de Supergirl e Zatanna. Por ter agradado durante a produção e conquistado uma vaga no calendário de lançamentos cinematográficos, “Besouro Azul”, que marca a estreia de Bruna Marquezine em Hollywood, estaria seguro – ao menos, enquanto Zaslav “acreditar nele”.












