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  • Filme

    Criadora de “Matrix” detona apropriação da “pílula vermelha” pela direita: “Fascismo”

    2 de dezembro de 2025 /

    Diretora afirma que ideologia conservadora sequestra conceitos progressistas para "esvaziar o peso" de seu significado original

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  • Filme,  Série

    O que ver na semana: Confira as estreias de streaming

    8 de setembro de 2025 /

    Destaques da programação incluem a minissérie histórica "Mussolini: O Filho do Século" e a volta de "Only Murders in the Building"

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  • Filme

    Pedro Cardoso defende condenação de Leo Lins: “Stand-up virou ninho do fascismo”

    5 de junho de 2025 /

    Ator critica o stand-up no Brasil e diz que piadas de Leo Lins não são ficção, mas discurso de ódio

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  • Etc

    “Le$bian”, “unalive”, “yag”: Algoritmos conservadores criam “novilíngua” digital

    21 de janeiro de 2025 /

    Palavras e expressões são alteradas para driblar censuras automatizadas, transformando a comunicação numa realidade distópica

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  • Série

    Série de Mussolini ganha trailer sombrio

    2 de agosto de 2024 /

    "M – Son of the Century" aborda a ascensão do fascismo e será lançada no Festival de Veneza

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  • Etc

    Marco Nanini se assusta com avanço do conservadorismo: “Acho fascista”

    23 de janeiro de 2023 /

    O ator Marco Nanini (“A Grande Família”) contou ao jornal O Globo que se sente espantado com o avanço do conservadorismo no Brasil. O artista também menciona surpresa com o comportamento das colegas Regina Duarte (“Por Amor”) e Cássia Kis (“Travessia”). Numa conversa sobre a biografia “O Avesso do Bordado”, o ator recordou que aprendeu a normalizar a sexualidade após conhecer diversos tipos de casais. “Conheço tantos casais de todos os jeitos: mulheres e homens bissexuais, transexuais, pansexuais. Chegou uma hora em que falei: ‘Tenho que normalizar, para não ficar me escondendo’”, disse. Em seguida, Nanini afirmou que não consegue compreender quem rejeita as diferenças. “Não compreendo essas pessoas. Não é nem uma questão de política, é uma questão de moral”, ressaltou. “Nunca poderia acreditar que certas pessoas fossem tão conservadoras a ponto de não suportar a homossexualidade, o negro, o pobre. Fico assustado. Acho fascista. Não imaginaria nunca essa corrente forte – tanto é que eu estou comprando um monte de livros sobre fascismo para entender como é que isso nasceu e cresceu”, explicou o ator. Para quem não sabe, Marco Nanini vive uma união estável com o produtor Fernando Libonati (“Do Começo ao Fim”) desde 1988. De acordo com a entrevista ao O Globo, o casal vive em casas vizinhas com uma passagem entre os muros.

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  • Etc,  Filme

    Festival de Gramado emite nota contra violência sofrida por artistas no evento

    26 de agosto de 2019 /

    O Festival de Gramado emitiu nota repudiando a violência sofrida por artistas que atravessaram o tapete vermelho na noite de sábado (24/8), em que aconteceu a premiação do evento. Ao longo do festival, diversos cineastas criticaram declarações e decisões do governo sobre o setor audiovisual, incluindo a suspensão, na véspera do evento, de um edital voltado a financiamento de séries, para prejudicar produções com temática LGBTQIA+. A decisão do governo também tirou dinheiro de produções evangélicas e paralisou todo o financiamento do audiovisual brasileiro. Mas simpatizantes de Bolsonaro resolveram contra-atacar com táticas de violência fascista, jogando comida, objetos e pedras de gelo nos artistas que erguiam cartazes contra a censura, enquanto gritavam “mito”. Emiliano Cunha, diretor de “Raia 4”, eleito o Melhor Filme na votação da crítica, foi um dos alvos da agressão. Ele estava com sua filha de dois anos no colo, e mencionou o fato ao receber sua premiação. “Estou tremendo aqui não pela emoção de receber um kikito, mas porque agora há pouco eu estava passando com minha filha de dois anos no colo e um cara nos jogou pedras de gelo. Quando eu me virei para ele mostrando que eu estava com minha filha, ele voltou a jogar. Só quando eu apontei a câmera aí ele se escondeu, como costumam fazer os covardes que realizam esse tipo de agressão”, disse no palco do festival. Leia a nota da organização na íntegra: “A cidade de Gramado e o Festival de Cinema têm uma história sólida, de fortalecimento e crescimento mútuo. São 47 anos ininterruptos de encontros que trazem à cidade atores, produtores e público do Brasil e América Latina para as mostras, os debates e outras atividades paralelas ligadas à cultura cinematográfica e ao mercado do audiovisual. Os dias em que acontece o Festival também mobilizam atividades paralelas, festas e shows, reforçando a vocação turística da cidade. O último fim de semana do Festival é particularmente concorrido, enchendo a cidade de diferentes públicos, entre cinéfilos e pessoas que buscam outros eventos. Todos são bem-vindos e o tapete vermelho do Festival é democrático. Os espaços em seu entorno são públicos e de livre circulação. Servem de atrativo para os que apenas querem ver artistas e também para os profissionais do audiovisual que acreditam na importância e na história do mais antigo e respeitado Festival de Cinema do Brasil. Conviver com esta diversidade de motivos e desejos para estar na cidade é democrático e fundamental para a harmonia de tudo e todos. Como sempre fez em sua tela, o Festival de Cinema de Gramado acolhe, contempla e evidencia diferentes estéticas e opiniões, sendo historicamente um espaço para debates e manifestações. O que não se pode admitir é a violência como prática ou resposta a ideias e opiniões diferentes. Só a tolerância e o respeito seguirão fortalecendo a história da cidade, do festival, reforçando e saudando o convívio de todos”.

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  • Filme

    A Trama alerta para a radicalização perigosa da juventude

    25 de novembro de 2017 /

    Embora tenha uma filmografia relativamente curta, Laurent Cantet se especializa em filmes que abordam questões sociais. Sua obra mais conhecida, “Entre os Muros da Escola” (2008), que lhe deu a Palma de Ouro, era um retrato incômodo e barulhento da rotina de um professor de uma escola pública em uma França que convive com múltiplas etnias e que parece estar em constante atrito. Ele explorou o tema antes dos vários ataques terroristas que se tornaram rotina no país. Falar sobre etnias e ao mesmo tempo citar terroristas pode soar reducionista, como se a culpa dos vários atos criminosos fosse dos muçulmanos em geral, ou dos árabes como um todo. E esta radicalização é justamente o tema de “A Trama” (2017), o novo filme de Cantet. O filme acompanha o trabalho de uma escritora idealista, Olivia (Marina Foïs, de “Polissia”), que desenvolve um workshop para a realização de um romance coletivo, escrito em parceria com vários jovens de diferentes etnias e posicionamentos políticos e sociais conflitantes. Um dos adolescentes, Antoine (o estreante Matthieu Lucci), se destaca nas discussões, devido principalmente à sua tendência ao fascismo, o que inclusive o torna agressivo com alguns colegas. Quando ele entrega sua redação a respeito de um tema que possa servir de base para a elaboração do romance, sua escrita incomoda os colegas mais sensíveis. Seu pequeno trecho de ficção sobre um banho de sangue em um iate soa quase criminoso. Alguém diz que é como se o rapaz tivesse prazer quase sexual ao escrever sobre algo tão violento. Como o espectador não vê o filme apenas pelos olhos de Olivia, acompanhando um pouco da rotina de Antoine, é convidado a também relativizar a figura do rapaz, que gosta de crianças e que é um tanto enigmático em sua solidão, em sua preferência por estar só naquela cidadezinha costeira. Ou a solidão não seria uma opção, mas algo imposto por seu destino? A questão de perspectiva é bastante explorada pela trama de “A Trama”, que aborda as várias possibilidades de se contar uma história, nas discussões entre professora e alunos. Mas, num determinado momento, o filme opta por uma virada concreta no enredo, que lhe faz mudar de gênero, aproximando-o do suspense. Uma decisão inteligente, já que o andamento fora paralisado no choque de diferenças de opiniões, que freavam as tentativas de algum aprofundamento. Até o ataque à casa de espetáculos Bataclan, em Paris, é citado, embora apenas superficialmente. Em seu filme, Cantet aproxima-se de um rapaz confuso que, com ideias pouco saudáveis de ódio e slogans fascistas do tipo “a Europa para os europeus”, demonstra potencial para virar um terrorista ou mesmo um psicopata. Mas, ao enquanto o representa como alguém de quem se deve manter distância, as palavras finais do rapaz chamam a atenção para a necessidade de cuidado, no sentido mais afetivo do termo.

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