Channing Tatum cancela filme de abuso sexual que seria produzido pela The Weinstein Company
O ator Channing Tatum anunciou ter cancelado o projeto do filme “Forgive Me Leonard Peacock”, sobre um garoto que sofreu abuso sexual, porque ele seria produzido pela Weinstein Company, empresa fundada por Harvey Weinstein. O produtor enfrenta um escândalo gigantesco, acusado de ter assediado, abusado e estuprado atrizes durante décadas. “As mulheres corajosas que tiveram a coragem para falar a verdade sobre Harvey Weinstein são verdadeiras heroínas para nós. Elas estão levantando os tijolos pesados para construir um mundo igual que todos nós merecemos viver”, escreveu o ator em comunicado compartilhado nas redes sociais. “Nosso projeto em desenvolvimento com a produtora The Weinstein Company – o livro brilhante de Matthew Quick, “Forgive Me Leonard Peacock” – é uma história sobre um garoto cuja vida caiu em pedaços após um abuso sexual. Apesar de não desenvolvermos mais qualquer coisa com a TWC, nos lembramos de sua poderosa mensagem de cura na sequência de uma tragédia”, acrescentou. “Esta é uma oportunidade gigante para uma verdadeira mudança positiva, com a qual nos comprometemos orgulhosamente. A verdade está revelada. Vamos terminar o que nossas incríveis colegas começaram e eliminar o abuso da nossa cultura de uma vez por todas”, completou. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.
Sindicato dos Produtores dos EUA inicia processo para expulsar Harvey Weinstein
O sindicato de produtores de cinema e TV dos Estados Unidos (PGA, na sigla em inglês) decidiu iniciar o processo de expulsar seu membro mais poderoso, Harvey Weinstein, alvo de um escândalo de abuso sexual que se estende por cerca de quatro décadas. A diretoria do sindicato decidiu “por unanimidade iniciar o procedimento para acabar com a participação” do outrora magnata de Hollywood. Mas, ao contrário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que o expulsou sumariamente, o PGA dará oportunidade para Weinstein se defender. “O senhor Weinstein terá a oportunidade de responder (às acusações) antes que o sindicato tome uma decisão em 6 de novembro”, informou a entidade em comunicado. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica. Ele também deve enfrentar um processo criminal. Saiba mais sobre o escândalo aqui.
Courtney Love avisou sobre Harvey Weinstein em entrevista de 2005 – e isso lhe custou a carreira
A cantora e atriz Courtney Love, viúva de Kurt Cobain, avisou sobre o perigo de Harvey Weinstein numa entrevista televisiva de 2005. O vídeo foi recuperado nas redes sociais em meio ao escândalo sexual que envolveu o produtor. Perguntada no tapete vermelho de um evento se teria algum conselho para jovens que desejavam tentar a carreira em Hollywood, Courtney hesitou, comentando que provavelmente enfrentaria problemas legais, mas deu um aviso precioso: “Se Harvey Weinstein te convidar para uma festa privada no hotel Four Seasons, não vá.” Um dos primeiros filmes da cantora foi “Basquiat – Traços de Uma Vida” (1996), uma produção da Miramax, estúdio de Weinstein. Após o site TMZ lembrar o episódio, Courtney contou que esse comentário acabou com sua carreira de atriz. “Fui banida eternamente pela CAA por me manifestar contra Harvey Weinstein”, ela disse, referindo-se à mais poderosa agência de talentos de Hollywood, que faria parte da rede de influência e pressão responsável por manter a atividade abusiva do produtor protegida por quase quatro décadas. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Ele também deve enfrentar um processo criminal. Saiba mais sobre o escândalo aqui. Courtney Love was WARNING about Harvey Weinstein in 2005! “If Harvey Weinstein invites u to a private party at the Four Seasons, DON’T GO” pic.twitter.com/RK9Vruxy2T — Chet Cannon (@Chet_Cannon) October 14, 2017
Atriz inglesa revela ter sido estuprada em sua própria casa por Harvey Weinstein
A atriz britânica Lysette Anthony se juntou à lista de mulheres que sofreram abuso sexual de Harvey Weinstein. Mas a sua acusação é ainda mais grave. Ela contou que teve a casa invadida, foi agredida e estuprada pelo produtor. Estrela da longeva telenovela “Hollyoaks”, Anthony contou ao jornal inglês The Sunday Times que conheceu o magnata em Nova York no final dos anos 1980, logo após ter estrelado “Sherlock e Eu” (1988) e vários clipes de Bryan Adams. Alguns anos depois, ela foi convidada a visitá-lo numa casa que ele alugava em Londres. “Sem que eu tivesse tempo para reagir, ele aparece meio despido e me agarrou. Era a última coisa que eu esperava e eu fugi”, contou, repetindo uma história que diversas atrizes contaram, com quase os mesmos detalhes. Entretanto, sua história não terminou ali. Weinstein teria começado a persegui-la. Até que um dia, ele lhe fez uma surpresa, aparecendo em sua casa na Inglaterra. Ela estava de roupão quando abriu a porta e foi empurrada. “Ele me empurrou para dentro, me encostou contra o porta-casacos e começou a tentar abrir meu roupão”, disse ela na entrevista. “Ele estava tentando me beijar e me penetrar”. Anthony tentou empurrá-lo, mas não conseguiu, porque ele era muito pesado. “Ele gozou na minha perna como um cachorro e depois foi embora. Foi patético, revoltante”, disse ela. A polícia de Londres confirmou ao jornal que está investigando acusações contra Weinstein, mas não revelou quem abriu a queixa criminal. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, ele foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Ele também deve enfrentar um processo criminal. Saiba mais sobre o escândalo aqui.
Eva Green revela que precisou empurrar Harvey Weinstein para escapar de assédio
A atriz Eva Green (“O Lar das Crianças Peculiares”) resolveu acrescentar sua história às diversas denúncias de abuso sexual reveladas nos últimos dias contra Harvey Weinstein. Após sua mãe confirmar que ela também tinha sido vítima, em entrevista a uma rádio francesa, ela foi procurada pela imprensa e confirmou o assédio. Falando com a revista Variety, a atriz contou ter ficado “chocada e com nojo” após uma reunião que teve com o produtor em Paris. “Eu o encontrei para uma reunião de negócios em Paris, na qual ele se comportou de forma inadequada e eu tive que empurrá-lo”, contou, revelando que precisou usar a força para escapar. “Consegui me livrar dele, mas a experiência me deixou chocada e com nojo”, admitiu a atriz. Ela justificou não ter contado o que aconteceu porque quis manter sua privacidade. “Somos frequentemente condenadas quando resolvemos falar e, muitas vezes, terminamos com a reputação abalada”, comentou. “Mas eu entendo que é importante fazer isso, assim como ouvir as experiências de outras mulheres”. Eva Green completou dizendo que aplaude a atitude das mulheres que estão denunciando o assédio e que acredita que tal comportamento é “inaceitável e deve ser eliminado”. Um dos mais importantes produtores de cinema dos Estados Unidos, responsável pelos maiores sucessos de Quentin Tarantino, irmãos Coen e muitos outros cineastas premiados, Weinstein teve sua carreira enterrada por uma reportagem devastadora do jornal The New York Times, que trouxe à tona décadas de abusos sexuais sistemáticos de atrizes, colaboradoras e funcionárias de suas produtoras, Miramax e The Weinstein Company. Desde então, o número de mulheres que decidiram romper o silêncio não para de aumentar, envolvendo atrizes famosas como Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow. Há também acusações de estupro. Após o escândalo ser revelado, ele foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar. Ele também pode enfrentar um processo criminal.
Academia de Cinema dos EUA expulsa Harvey Weinstein após escândalo sexual
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que organiza a premiação do Oscar, decidiu expulsar Harvey Weisntein após o escândalo de décadas de abusos sexuais do produtor vir à tona. Um dos mais importantes produtores de cinema dos Estados Unidos, responsável pelas carreiras de Quentin Tarantino, irmãos Coen e muitos outros cineastas premiados, foi considerado alguém que “não merece respeito de seus colegas” no comunicado da Academia sobre a decisão. Uma reunião de emergência foi convocada pelos diretores da Academia para decidir o futuro de Weinstein, após uma reportagem do jornal The New York Times acabar com o segredo em torno dos assédios do produtor, que começaram ainda nos anos 1980 e perduravam até recentemente. Após a atriz Ashley Judd tomar coragem e ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, outras estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, revelou que ele também era estuprador. De acordo com o comunicado da Academia, foram obtidos “muito mais de dois terços dos votos (dos membros) necessários para a expulsão imediata”. “Não só nos distanciamos de alguém que não merece o respeito de seus colegas como enviamos uma mensagem de que a era da ignorância deliberada e a cumplicidade vergonhosa com a conduta sexual predadora e assédio no local de trabalho na nossa indústria está acabada”, ressaltou a instituição. A decisão foi tomada três dias após a Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas (BAFTA) se antecipar e expulsar Weinstein de sua organização, afirmando que “tal comportamento não tem, em absoluto, lugar em nossa indústria”. Weinstein foi um dos fundadores da Miramax, empresa que dominou a premiação do Oscar nos anos 1990 e acabou absorvida pela Disney, e também da empresa que leva seu nome, The Weinstein Company, da qual foi demitido tão logo as acusações ganharam proporção de avalanche. Ao todo, suas produções tiveram 303 indicações ao Oscar e resultaram em 75 estatuetas. Para dar dimensão de sua importância, um levantamento da revista Newsweek observou que o nome de Harvey Weinstein é o segundo mais citado nos discursos de agradecimento dos vencedores do Oscar em todos os tempos, atrás apenas de Steven Spielberg – e na frente de Deus, por exemplo. Saiba mais sobre o escândalo aqui.





