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    Estreias da semana: Cinemas recebem zumbis, médiums e Deuses do Egito

    25 de fevereiro de 2016 /

    A programação dos shoppings desta semana é para rir. Muitas comédias – e premissas que viram cômicas sem querer – entram simultaneamente em cartaz. O que não significa que sejam lançamentos engraçados. Nenhum é. O maior lançamento pertence à “Deuses do Egito”, que vai testar nos cinemas a tese de que é possível ignorar o elefante na sala. No caso, em 829 salas. O filme é uma aventura escapista, cheia de efeitos visuais, escrita por Matt Sazama e Burk Sharpless, os autores de “Drácula: A História Nunca Contada” (2014) e “O Último Caçador de Bruxas” (2015), e como estes se revela uma história genérica de filme B tratada como superprodução. Não bastasse a unidimensionalidade da trama estilo videogame, a escalação de atores loiros para viver egípcios – de deuses a escravos – transforma o longa num caso exemplar da incapacidade de Hollywood para lidar com a diversidade em pleno século 21. Por coincidência, a estreia acontece no fim de semana do Oscar mais racialmente engajado de todos os tempos. Uma controvérsia diferente espreita o público de “Como Ser Solteira”, comédia escrachada que entende machismo como conquista feminina. Na trama, Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”) recebe dicas da desbocada Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”) sobre como ser sensual e fazer os homens pagarem suas bebidas. O conceito é “Sex and the City” – baseado num livro de Liz Tuccillo, ex-roteirista da série da HBO – , mas com uma moral da história similar ao arrependimento que acompanha as ressacas. Em exibição em 187 salas. Outro besteirol americano, “Orgulho e Preconceito e Zumbis” faz paródia do romance clássico de Jane Austen, transformando a heroína romântica Elizabeth Bennet (interpretada pela “Cinderela” Lily James) numa espadachim lutadora de artes marciais, que prefere enfrentar zumbis a seguir a etiqueta social. Provou-se um grande fiasco comercial nos EUA, como a outra adaptação pós-engraçadinha do mesmo escritor, “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros” (2012). Entra em 92 salas. Estreia em Hollywood do diretor brasileiro Afonso Poyart, o thriller “Presságios de um Crime” junta o FBI e um médium na caça de um serial killer com poderes psíquicos. Se a premissa não empolga é porque já foi filmada antes, em “Instinto Fatal” (1990). No elenco, estão alguns atores que costumavam ter prestígio, como Anthony Hopkins (“Thor”) e Colin Farrell (série “True Detective”), mas mesmo assim deve ser lançado direto em DVD nos EUA. Por aqui, chega em 103 salas. Os shoppings ainda recebem a comédia brasileira “Amor em Sampa”, terceira produção realizada em família por Bruna Lombardi, seu marido e seu filho. Além de os três estrelarem o longa, também compartilharam sua criação. A atriz escreveu a trama, que teve a direção dividida entre Carlos Alberto e Kim Riccelli. Seguindo a fórmula das comédias românticas de histórias paralelas, o filme acompanha cinco narrativas que se entrelaçam em cenários paulistas, rumo ao lugar-comum. O mote é uma campanha publicitária sobre uma São Paulo idealizada, em que os motoristas de táxi não estão em pé de guerra e até cantam. isto mesmo: é um musical. Estreia em 80 salas. Por coincidência, o drama brasileiro “Ela Volta na Quinta” também é estrelado pela família do diretor André Novais Oliveira, mas o resultado é bem diferente, discutindo, na linha clássica de “Era uma Vez em Tóquio” (1953), a impessoalidade nas relações familiares. Premiado na Semana dos Realizadores de 2014, o filme tem exibição restrita a nove salas. O circuito limitado traz outros dois filmes premiados de 2014. O húngaro “White God”, que estranhamente manteve o título internacional, venceu a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, apresentando um violenta revolução canina nas ruas de uma metrópole, enquanto o filipino “Do que Vem Antes”, vencedor do Festival de Locarno e da Mostra de São Paulo, é uma maratona em preto e branco de Lav Diaz, com mais de 5 horas passadas no campo, durante a instalação da ditadura no país, via Lei Marcial, em 1972. O primeiro será exibido em três salas, em São Paulo e Recife, e o segundo apenas em duas, em São Paulo e Rio de Janeiro. Para completar, numa iniciativa louvável, o espaço Itaú vai exibir gratuitamente o documentário “A Paixão de JL”, de Carlos Nader, vencedor do festival É Tudo Verdade, em seis cidades em que possui salas. O Itaú patrocinou a obra, criada a partir dos diários gravados em fitas cassete pelo artista plástico José Leonilson, registrando seus últimos anos de vida, antes de morrer vítima da Aids em 1993. Tão impactante quanto belo, é um presente para os cinéfilos. Veja outras sessões gratuitas da semana aqui. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    Estreias de cinema se dividem entre o terror e o Oscar

    18 de fevereiro de 2016 /

    O terror chega aos cinemas nesta quinta (18/2) com o lançamento de três fracassos americanos. “Boneco do Mal” é o mais ambicioso, estreando em 305 salas após ganhar promoção como pegadinha no “Programa Sílvio Santos”. Horror barato, traz Lauren Cohan (série “The Walking Dead”) como uma babá contratada para cuidar de uma criança, que na verdade é um boneco sinistro. Não só isso: ela deve seguir regras que não podem ser desobedecidas, sob o risco de o boneco (virar um Gremlin?)… O que acontece não empolgou a crítica americana, rendendo média de apenas 32% de aprovação no Rotten Tomatoes. O público tampouco se empolgou, com o filme abrindo em 5º lugar nos EUA. Outro fracasso importado, “Horas Decisivas” é um filme de catástrofe, baseado em fatos verídicos, que acompanha Chris Pine (“Star Trek”) numa missão de resgate, tentando salvar um navio petroleiro partido ao meio durante uma tempestade em alto-mar. Os críticos gringos gostaram um pouco mais, dando 60% de aprovação, mas o público se empolgou menos, fazendo-o sair do Top 10 das bilheterias americanas após duas semanas. Chega em 200 salas. Em 20 salas a menos, “13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi” reencena o ataque terrorista contra a Embaixada dos EUA na Líbia em 2012. A tragédia custou a vida do Embaixador. O filme é dirigido por Michael Bay (“Transformers”) com muitos clichês de heroísmo, o suficiente para ser considerado medíocre, com 54% de aprovação no Rotten Tomatoes e estreia em 4º lugar. Saiu do Top 10 após a terceira semana. Para compensar as três bombas, também estreiam três candidatos ao Oscar 2016. “O Quarto de Jack” já venceu o Festival de Toronto e rendeu o SAG Award (prêmio do Sindicato dos Atores) de Melhor Atriz para Brie Larson. Ela interpreta a mãe de um menino que viveu a vida inteira confinado num quarto, até que os dois conseguem escapar. Os outros dois longas indicados ao Oscar disputam na categoria de Melhor Filme Estrangeiro e chegam em circuito limitadíssimo. São o colombiano “O Abraço da Serpente”, de Ciro Guerra, premiado no Festival de Cannes, e o jordaniano “O Lobo do Deserto”, de Naji Abu Nowar, premiado no Festival de Veneza, que ocupam, respectivamente, 14 e 12 salas no país inteiro. Completa a programação o lançamento do drama brasileiro independente “A Vizinhança do Tigre”, de Affonso Uchoa, vencedor da Mostra de Tiradentes 2014, com sessões em 15 salas em nove cidades diferentes. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    Deadpool é a maior estreia da semana, que ainda inclui mais dois candidatos ao Oscar

    11 de fevereiro de 2016 /

    O filme do super-herói “Deadpool” é a principal estreia da semana. Apesar do perfil de blockbuster, o lançamento em fevereiro assume que não se trata de um título típico do verão americano. Exibido com classificação etária para 16 anos no Brasil (mais baixa que o “R” obtido nos EUA), “Deadpool” subverte a fórmula dos super-heróis com um personagem que conversa com o público, fala palavrões, manifesta-se com violência e se porta de forma imprópria para menores. O resultado é ainda mais divertido que o primeiro “Kick-Ass” (2010), o filme que inaugurou esse filão de comédia ultraviolenta com heróis de quadrinhos, com uma diferença crucial: trata-se de uma criação da Marvel! A outra estreia ampla da semana também apela, com resultado diverso. “Um Suburbano Sortudo” é um teste de profundidade para o baixo nível nacional. Um verdadeiro marco histórico, repleto de clichês, caricaturas e piadas de duplo sentido, estrelado por Rodrigo Sant’anna, um humorista de TV que gosta de fazer piada montado como travesti/drag queen/mulher, mas que o roteiro insiste em juntar com a mocinha da história (Carol Castro, a bonitinha dos filmes ruins). A nova comédia brasileira vem da mesma fábrica de “Até que a Sorte nos Separe”: o diretor Roberto Santucci. Por sinal, onde foi mesmo que vimos, recentemente, um pobretão ficar inesperadamente milionário? Já o universo suburbano é o mesmo da série “Os Suburbanos”, estrelada pelo próprio Sant’anna. Até os saudosos filmes dos Trapalhões eram mais criativos. A transexualidade não é motivo de piada em “A Garota Dinamarquesa”, um dos dois filmes indicados ao Oscar que entram em cartaz. História do primeiro homem a realizar uma cirurgia bem-sucedida de troca de sexo, traz Eddie Redmayne, vencedor do Oscar do ano passado por “A Teoria de Tudo”, no papel principal. Mas quem rouba a cena é a sueca Alicia Vikander, favorita ao Oscar de Atriz Coadjuvante, como a esposa incentivadora do pioneiro transexual. Ela já venceu o prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA (SAG Awards). Também na disputa do Oscar, “Brooklyn” é um romance mais convencional, passado numa época em que os imigrantes eram bem-vindos nos EUA. Roteirizado pelo escritor Nick Hornby, conta a história de uma jovem irlandesa, vivida por Saoirse Ronan, que viaja para Nova York, onde começa uma nova vida e se apaixona, até se ver forçada a retornar para a Irlanda, onde também encontra motivos para ficar. Pelo papel de mulher dividida, Soairse Ronan repetiu Jodie Foster, tornando-se uma das poucas atrizes-mirins indicadas para um Oscar, no começo de suas carreiras, a confirmarem seu talento com nova nomeação. Ela disputou a estatueta pela primeira vez aos 13 anos de idade, por “Desejo e Reparação” (2007). Completam a programação dois lançamentos invisíveis, o islandês “A Ovelha Negra”, de Grímur Hákonarson, vencedor da mostra Um Certo Olhar no Festival de Cannes do ano passado, e o espanhol “História da Minha Morte”, de Albert Serra, vencedor do Festival de Locarno em 2013. O primeiro conta a história de dois irmãos num vale remoto, que precisam superar o ódio que sentem um pelo outro para salvarem seus rebanhos de agentes da vigilância sanitária, cujo tratamento para o surto de uma doença animal é o extermínio. Já o segundo mostra o improvável encontro entre Casanova e Drácula, registrado em idioma catalão e com uma fotografia que parece pintura, especialmente as obras de Caravaggio, mas seu ritmo é dolorosamente arrastado e os atores não são profissionais. Cada filme estará disponível em apenas três salas em todo o país. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    Os Dez Mandamentos ocupa um terço dos cinemas do Brasil

    28 de janeiro de 2016 /

    O lançamento de “Os Dez Mandamentos” monopoliza o circuito cinematográfico, com a ocupação recorde de 1100 salas a partir desta quinta (28/1). Entusiasmado com a pré-venda, em torno de 2,5 milhões de ingressos, o parque exibidor nem questiona o que virá se continuar com a novela do cinema brasileiro dos últimos anos, cada vez mais subproduto da televisão. Versão resumida de uma novela que o público já viu – e recentemente – , o filme tem como atrativo cenas inéditas, um final alternativo e a chance de conferir, em tela grande, como são televisivos os seus efeitos visuais. Muito mais interessante será observá-lo como case publicitário, para estimular ou desmontar projetos similares, em que a venda de ingressos é aumentada artificialmente por marketing religioso. As sessões estão vendidas, mas serão preenchidas por público ou apenas pelo vazio existencial? A resposta não tardará. Os shoppings também vão receber dois filmes comerciais americanos, a comédia “Pai em Dose Dupla”, que foi sucesso nas bilheterias dos EUA, e o remake de ação “Caçadores de Emoção – Além do Limite”, que foi fracasso. No primeiro, Will Ferrell se esforça para impressionar os enteados, que vão receber seu pai (Mark Wahlberg) numa visita familiar. Já o segundo se esforça para superar o filme original de 1991, que transformou Keanu Reeves em herói de ação. Quando Ferrell fracassa, é engraçado. Já o fiasco de mais um remake americano não é piada que valha o preço do ingresso. Com isso, dois filmes indicados ao Oscar têm suas estreias jogadas no circuito limitado. “Trumbo – Lista Negra”, estrelado por Bryan Cranston, que disputa o Oscar de Melhor Ator, chega ao circuito com 32 salas, e “Anomalisa”, candidato a Melhor Animação, tem exibição em 17 salas. “Trumbo” é a cinebiografia de Dalton Trumbo, roteirista que encabeçou a lista negra, que impedia o trabalho de supostos comunistas em Hollywood. O drama celebra a história do cinema, ao evocar uma época de intolerância e como a união de artistas foi capaz de enfrentar a politicagem, assunto sempre relevante. Por sua vez, “Anomalisa” é basicamente um drama indie realizado como animação, em que se discute questões como solidão, relacionamentos e existência. Roteiro e codireção são do visionário Charlie Kaufman, responsável pelas histórias surreais de “Quero Ser John Malkovich” (1999), “Adaptação” (2002) e “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004). Completa o circuito “Suite Francesa”, romance entre uma camponesa e um oficial alemão durante a ocupação nazista da França, que estreia em 15 salas. O destaque do filme é seu elenco, que inclui Michelle Williams, Kristin Scott Thomas e Margot Robbie. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    Estreias: Cinemas são invadidos por alienígenas, motoqueiros e filmes do Oscar

    21 de janeiro de 2016 /

    A programação da semana serve um cardápio eclético nos cinemas, com alienígenas, motoqueiros brasileiros, comédias desregradas e candidatos ao Oscar. Mas antes de falar de “Joy – O Nome do Sucesso” e “Cinco Graças”, é preciso enfrentar a realidade das filas dos shopping centers. O lançamento mais amplo é, como costuma ser, o mais fraco. A sci-fi “A 5ª Onda”, estrelada por Chlöe Grace Moretz (“Carrie, a Estranha”), pretende inaugurar uma nova franquia derivada da literatura juvenil, repetindo uma fórmula já batida: adolescente se rebela para salvar o mundo, enquanto balança por moços bonitos. Responsável pela adaptação, o superestimado roteirista Akiva Goldsman é o mesmo de “A Série Divergente: Insurgente” (2015). Para encarar o filme nacional “Reza a Lenda”, a primeira providência é esquecer o marketing equivocado do “Mad Max brasileiro”. Seu mérito é propor um cinema de ação para o país das comédias ruins, evocando um faroeste caboclo em que cangaceiros modernos usam motos. Infelizmente, para além da estética de videoclipe – destaque total para Sophie Charlotte andrógina – , não há muito conteúdo. As comédias se saem ligeiramente melhor. Após três anos consecutivos como apresentadoras do Globo de Ouro, Tina Fey e Amy Poehler capitalizam a convivência em “Irmãs”, espécie de “Projeto X” (2012) da meia idade, em que as duas decidem dar uma festa para acabar com todas as festas. O humor é vulgar e a estrutura fragmentada sugere uma coleção de gags de stand-up. Para rir com classe, a opção é “Joy – O Nome do Sucesso”, que rendeu a quarta indicação ao Oscar para Jennifer Lawrence (que nome de sucesso!). Apesar de verídica, a história foi escrita e dirigida por David O. Russell (“Trapaça”) como um conto de fadas sobre empreendedorismo. Há até mensagem e moral da história. O melhor filme da lista, porém, só será exibido em circuito limitadíssimo. Trata-se, por sinal, de um dos melhores longas do ano, que também disputa o Oscar 2016 – na categoria de Filme Estrangeiro. “Cinco Graças” acompanha cinco irmãs que precisam ajustar suas expectativas, ao atingirem a adolescência numa sociedade muçulmana – ainda que ocidentalizada como a Turquia. Cheias de energia e rebelião, elas são aprisionadas pela própria família para virarem mulheres, obrigadas a aprender a cozinhar e se casar virgens, antes de atingirem a maioridade. Mas a obra alterna a pressão sufocante com instantes de beleza – a fotografia é deslumbrante – e humor, ao focar o que acontece longe dos olhares dos adultos. Obrigatória para os cinéfilos, a estreia da cineasta Deniz Gamze Ergüven é comparável ao debut de Sofia Coppola, “As Virgens Suicidas” (1999). A má notícia é que será exibido em apenas cinco salas. A pior notícia é que não é o único descaso da semana. Outros filmes importantes terão distribuição ridícula. Um deles é divertidíssimo. Mas, atenção: além de inspirar gargalhadas, “O Novíssimo Testamento” pode provocar outras reações. Indicação da Bélgica para a disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (não emplacou), o filme tem como personagem principal Deus. Um Deus que parece um homem comum e mesquinho, que se diverte atrapalhando a vida dos mortais, até que sua filha pré-adolescente resolve lhe dar uma lição, informando a humanidade sobre o dia em que cada pessoa irá morrer. É hilário. E uma blasfêmia completa. As outras duas ficções invisíveis são “Body”, que trata de anorexia e rendeu o prêmio de Melhor Direção para a polonesa Malgorzata Szumowska no Festival de Berlim passado, exibido em dois cinemas – em SP e outro em Porto Alegre – , e “Invasores”, drama brasileiro de Marcelo Toledo (“Corpo Presente”) que pretende discutir a ocupação dos centros culturais. Mas, como, se entra em cartaz em apenas uma sala de São Paulo? Completa a programação o documentário “Coração de Cachorro”, da americana Laurie Anderson, artista multimídia que chegou a fazer sucesso como roqueira nos anos 1980. Premiado em Veneza, a obra combina animação e imagens surreais para falar de um cãozinho, em exibição, também, apenas numa sala de São Paulo. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todas as estreias da semana” state=”closed”] Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]

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    Estreias da semana incluem quatro indicados ao Oscar 2016

    14 de janeiro de 2016 /

    A semana é movimentada nos cinemas, com a estreia de quatro indicados ao Oscar 2016 e do candidato antecipado a melhor filme brasileiro de 2016. Mas é a animação do “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, o Filme”, que recebe mais atenção do circuito, com lançamento em 814 salas. Dirigida por Steve Martino (“A Era do Gelo 4”), a primeira adaptação digital dos quadrinhos clássicos de Charles M. Schulz é simpática, porém reprisa várias situações já vistas nos desenhos anteriores dos personagens, apostando no visual computadorizado como maior diferencial. Dos indicados ao Oscar, “Creed – Nascido para Lutar” e “A Grande Aposta” tem a maior distribuição. O drama de boxe que resgata o personagem Rocky e a carreira de Sylvester Stallone, de volta ao Oscar após 39 anos, ganha a maior distribuição, chegando em 357 salas. Já a comédia financeira, que conquistou cinco indicações, inclusive Melhor Filme, Direção (Adam McCay) e Ator Coadjuvante (Christian Bale), tem lançamento em 222 salas. “Steve Jobs” e “Carol” chegam com menos prestígio, após terem sido preteridos pela Academia na categoria de Melhor Filme. A cinebiografia destaca o trabalho de Michael Fassbender como o fundador da Apple e da atriz Kate Winslet, ambos indicados ao Oscar. Por sua vez, “Carol” teve seis indicações, entre elas a de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante para o casal vivido por Cate Blanchett e Rooney Mara. Tamanho reconhecimento, curiosamente, não foi estendido ao próprio filme, que ficou de fora da disputa principal. Teria sido o tema homossexual? A obra é linda, já bastante premiada, e agora tem o incentivo da polêmica para lotar os cinemas. Infelizmente, são apenas 68 cinemas no Brasil, número similar ao atingido por “Steve Jobs”. Em meio ao burburinho do Oscar, o lançamento de “Boi Neon” corre o risco de passar em branco. A data foi mal escolhida. Mas não muda o fato de se tratar de um dos filmes brasileiros mais esperados por quem busca qualidade no cinema. Já candidato da Pipoca Moderna a Melhor Filme de 2016, a obra do diretor Gabriel Mascaro conquistou reconhecimento internacional com premiações nos festivais de Veneza, Toronto, Adelaide e Hamburgo, além do Rio. A trama se passa no Nordeste do Brasil, acompanhando o drama particular da família de um vaqueiro, que viaja acompanhando vaquejadas, mas cujo sonho é trabalhar com moda, confeccionando vestidos. O detalhe de partir o coração: estreia em apenas 31 salas. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    Estreias: O Bom Dinossauro leva as crianças para a pré-história no começo de 2016

    7 de janeiro de 2016 /

    A animação “O Bom Dinossauro” é o lançamento mais amplo da semana, chegando aos cinemas em 880 salas. Bom para as crianças, mas nem tanto para os adultos, o que é novidade em relação às produções da Pixar. Passada numa pré-história alternativa, em que os dinossauros não foram extintos e convivem com a humanidade, o roteiro martela a moral da história até os menorzinhos entenderem. Spoiler: amizade é importante e é preciso superar medos. Logo após lançar seu filme mais ousado, “Divertida Mente”, a Pixar surpreende com a sua produção menos esperta. Nos EUA, a estreia foi em 25 de novembro e resultou numa bilheteria muito abaixo do esperado. A comédia brasileira “Vai que Dá Certo 2” é a segunda maior estreia dos shoppings, com 520 salas. A trama traz os amigos do filme de 2013 embarcando em novo esquema furado para ganhar dinheiro fácil, desta vez já sem a mesma graça. Sorrisos amarelos, no máximo. Fecha o circuito dos shoppings o western “Os Oito Odiados”, lançado em “pré-estreia” em 200 salas na semana passada. A produção tem seu circuito aumentado para 340 telas. Por conta do predomínio de blockbusters na programação, o drama americano “Spotlight – Segredos Revelados” ganhou uma distribuição limitada. Favorito ao Oscar de Melhor Filme, após conquistar diversos prêmios da crítica em 2015, o filme vai estrear em apenas 58 salas. A trama acompanha o trabalho investigativo dos repórteres que descobriram e denunciaram o escândalo de pedofilia acobertado pela Igreja Católica nos EUA, que abalou a fé de milhões e fez balançar as estruturas do Vaticano. Os demais lançamentos são microscópicos. “Diplomacia”, que aborda o plano nazista para destruir Paris, marcou a volta do cineasta alemão Volker Schlöndorff às grandes premiações, vencendo o César (o Oscar francês) de Melhor Roteiro. Chega em oito salas. A lista ainda inclui “O Fio de Ariane”, draminha francês irrelevante de 2014, que tem exibição em três salas no Rio e São Paulo, mas também dois filmes premiadíssimos, o austríaco “A Segunda Esposa” e o húngaro “O Cavalo de Turim”, que passaram, respectivamente, na Mostra de São Paulo de 2012 e na Mostra Indie Brasil de 2011. Quando parecia que jamais ganhariam lançamento comercial no Brasil, eis que conseguem… chegar a uma sala, cada um – no Cinesesc SP e no Instituto Moreira Salles, no Rio de Janeiro. Só para constar: “O Cavalo de Turim”, de Béla Tarr, é uma verdadeira obra-prima, premiada no Festival de Berlim e pela Academia Europeia de Cinema. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todas as estreias da semana” state=”closed”] Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]

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    Os Oito Odiados chega aos cinemas brasileiros

    1 de janeiro de 2016 /

    O primeiro dia de 2016 já traz novidades nos cinemas brasileiros. Com o vazamento na internet de “Os Oito Odiados”, a Diamond Films antecipou o lançamento do novo filme de Quentin Tarantino no Brasil, que chega em 200 cinemas nesta sexta (1/1), o dobro do circuito de sua estreia limitada nos EUA. Curiosamente, a Diamond está chamando este adiantamento de “pré-estreia”, mantendo a data original, de 7 de janeiro, para uma ampliação no circuito. Nomenclatura à parte, o filme já pode ser visto em 7% de todas as salas do país e não decepciona os fãs do diretor, mantendo seu estilo de humor negro, diálogos irônicos e violência exacerbada. A programação da semana também inclui dois lançamentos invisíveis. Dirigido por Peter Greenway (“Afogando em Números”), “Que Viva Eisenstein! – 10 Dias que Abalaram o México” acompanha os bastidores do longa inacabado que Sergei Eisenstein foi filmar no México em 1931 e tem lançamento em cinco salas – quatro no Rio e uma em Recife. Já o drama francês “A Marcha”, que une jovens numa reação histórica à intolerância e a violência racial na França dos anos 1980, serve de belo contraste aos tempos atuais, mas apenas em um único cinema de São Paulo. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todos as estreias da semana” state=”closed”] “Pré-Estreia” em circuito amplo Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]

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    Estreias da semana dão curto no circuito, distribuindo mais cópias que salas disponíveis

    23 de dezembro de 2015 /

    Deu curto-circuito no circuito amplo dos cinemas brasileiros. E este cheiro é de queimado mesmo. Para começar, alguém acredita que os cinemas deixarão de exibir “Star Wars: O Despertar da Força” em sua segunda semana em cartaz? Lançado em 1,3 mil salas, o longa ocupou 44% de todas as telas de cinema disponíveis no Brasil na semana passada. Pois agora, “Até que a Sorte nos Separe 3” está sendo anunciado como o maior lançamento da história do cinema brasileiro, com distribuição em nada menos que 810 salas de cinemas, a partir desta quinta (24/12). Sendo assim, hipoteticamente sobrariam cerca de 900 salas livres para acomodar os demais filmes em cartaz e as outras estreias da semana no país. Pois bem, adivinhem com quantas cópias o filme infantil “Alvin e os Esquilos: Na Estrada” afirma que vai estrear, também nesta quinta? 946! Êpa! Quantas salas de cinema existem no Brasil, mesmo? Segundo relatório divulgado em agosto pela Ancine, o país teria exatas 2.957 salas de exibição. Ou alguém fez mais cópias que salas disponíveis ou há algo muito estranho nos números que estão sendo divulgados pelo mercado. Será que isso tem auditoria, fiscalização? Para acomodar os números anunciados, os dois longas de distribuição ambiciosa deveriam ser os únicos lançamentos da semana. Mas nada mais longe disso. Em circuito médio, ainda chegam a comédia “Já Estou com Saudades” em 60 salas e dois longas de qualidade – enfim! – “Macbeth: Ambição & Guerra” em 43 e “As Sufragistas” (Universal) em 34 telas. Ah, não acabou. Em distribuição bem limitada, a semana ainda traz o documentário “Eu sou Ingrid Bergman”, em 12 salas, o excelente suspense alemão “Victoria”, em sete salas, e a comédia sexual australiana “A Pequena Morte”, em apenas duas salas do Rio. Como cabe tudo isso no circuito? Oras, cinema não é o poder da imaginação? E onde fica a famosa criatividade brasileira para acomodar o inacomodável? Só perguntas respondem estas questões. Os cinéfilos, que não tem nada a ver com isso, podem conferir os trailers de todas as estreias da semana abaixo, antes de verificar se estarão realmente em cartaz num cinema próximo. Lembrando que os melhores são, nesta ordem: “Victoria”, “Macbeth” e “As Sufragistas”. E os piores são os que vocês já bem. ATUALIZAÇÃO: A Agência Nacional do Cinema (Ancine) publicou uma nova Instrução Normativa nesta quinta (24/12), obrigando os exibidores a fornecer periodicamente dados oficiais sobre distribuição de filmes e bilheteria dos cinemas brasileiros. É a auditoria que o surrealismo praticado pelo mercado pediu. Leia mais aqui. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todos as estreias da semana” state=”closed”] Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]

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    Star Wars mostra sua força com estreia recorde em metade dos cinemas do Brasil

    17 de dezembro de 2015 /

    “Star Wars: O Despertar da Força” inicia nesta quinta (17/12) sua blitz mundial em busca de recordes históricos de bilheteria. Para se ter noção, o filme da Disney será o primeiro da história a ocupar 50% de todas as telas de cinema disponíveis no Brasil, com lançamento recorde em 1.504 salas. É impressionante, mas nbos EUA o filme chega em mais de 4 mil salas, superando todas as telas existentes por aqui – se todos os cinemas brasileiros exibissem o filme, ainda não seria suficiente para atingir essa quantidade. Felizmente, “O Despertar da Força” entrega um produto que, mesmo com tanta oferta, tem tudo para lotar os cinemas, passando por cima da segunda trilogia enfadonha com a energia e a ação que a franquia não conhecia desde “O Retorno de Jedi” (1983). Após rejuvenescer “Star Trek”, o cineasta J.J. Abrams entrega um “Star Wars” à altura das expectativas dos fãs. O lançamento é tão grandioso que intimidou as outras distribuidoras multinacionais. Também prevista para chegar às telas nesta semana, a animação “Snoopy & Charlie Brown: Peanuts, o Filme” simplesmente sumiu do cronograma de lançamentos. Ficou sem data. O receio com o retorno dos jedi, ironicamente, deixou o circuito limitado mais amplo, permitindo que filmes importantes chegassem em mais salas. Casos, por exemplo, do suspense “Labirinto de Mentiras”, representante da Alemanha na disputa pela indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro – entra em 29 salas – e da comédia dramática “Mia Madre”, do mestre italiano Nanni Moretti – em 22 salas. Além destes, mais dois destaques de festivais internacionais tentam encontrar público. O terror da vampira iraniana “Garota Sombria Caminha pela Noite” rendeu diversos prêmios à diretora Ana Lily Amirpour, e entra em exibição em seis salas, enquanto “A Terra e a Sombra”, que rendeu a Câmera de Ouro (Melhor Filme de Estreia) ao colombiano César Augusto Acevedo no Festival de Cannes, ocupa quatro salas exclusivamente no Rio de Janeiro. A programação se completa com o documentário brasileiro “Hysteria”, em exibição em uma sala do Caixa Belas Artes, em São Paulo, e inclui um troca-troca entre filmes em cartaz no Rio e em São Paulo: o drama sobrenatural japonês “Para o Outro Lado”, de Kiyoshi Kurosawa, lançado em novembro em SP, chega em duas salas no Rio, enquanto o filipino “Norte, O Fim da História”, de Lav Diaz, amplia seu circuito para a São Paulo – isto é, para uma sala do Caixa Belas Artes. [symple_toggle title=”Clique aqui para conferir os trailers de todos as estreias da semana” state=”closed”] Grande estreia de cinema da semana Estreias em circuito limitado [/symple_toggle]

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    Estreias: Programação de cinema está um horror, em mais de um sentido

    26 de novembro de 2015 /

    As salas de cinema recebem nove lançamentos nesta semana. E entre os três filmes americanos, destinados aos shopping centers, encontram-se os piores da lista, por coincidência escritos pelo mesmo roteirista, Max Landis, que parecia promissor quando estreou com “Poder Sem Limites” (2012). Tanto “Victor Frankenstein” quanto “American Ultra” são derivativos, com premissas que remetem à séries de TV canceladas: respectivamente, a Inglaterra vitoriana dos monstros e da ciência fantasiosa de “Drácula”, e o subúrbio pitoresco do balconista/super-agente secreto de “Chuck”. O texto é tão ruim que permite a seus intérpretes bancar os canastrões – James McAvoy (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) até diverte como cientista louco, mas a leseira de Jesse Eisenberg (“Truque de Mestre”) é apenas irritante. Melhor entre os filmes de shopping center, “A Visita” marca a volta de M. Night Shyamalan (“Depois da Terra”) ao terror, aderindo à estética “found footage”. O longa usa câmeras amadoras e FaceTime para registrar as férias de um casal de crianças na casa dos avós, que logo se revelam sinistros. Com alusões à fábulas encantadas, em que as bruxas são sempre velhas, a trama brinca com aparências, dá bons sustos e mantém as surpresas características dos roteiros do cineasta. A programação ainda inclui outro lançamento do gênero, mas em circuito limitado. “Para o Outro Lado” é a nova obra do mestre do terror japonês Kyoshi Kurosawa (“Pulse”). Lento e contemplativo, o drama sobrenatural acompanha o reencontro de um morto e sua antiga namorada, num lugar que tanto pode ser o Japão atual quanto o mundo do além. Foi vencedor do prêmio de Direção da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, e está mais para cinema de arte que horror. Os destaques do circuito limitado, porém, são outros. Também premiado neste ano em Cannes, na mostra Quinzena dos Realizadores, “Três Lembranças de Minha Juventude” configura-se como a obra mais fluída do cineasta francês Arnaud Desplechin, que traz Mathieu Amalric de volta ao personagem de “Como Eu Briguei (Por Minha Vida Sexual)” (1996). O filme é exatamente o que diz seu título, juntando três flashbacks episódicos para considerar o aspecto seletivo da memória e a importância que momentos diferentes da vida podem ter na formação da personalidade e do caráter. Na verdade, esta descrição não faz justiça à qualidade do longa, que atinge o sublime ao evocar a lembrança do grande amor da vida do protagonista. Mas é um filme brasileiro que merece maior atenção dos cinéfilos. “Ausência”, de Chico Teixeira (“A Casa de Alice”), impacta com impressionante sutileza, ao acompanhar a vida de um adolescente suburbano, que se vê trabalhando desde cedo para ajudar a pagar as contas, após o pai sair de casa, levando tudo, até a televisão, e a mãe se revelar alcoólatra. A solidão é contornada por amizades, flertes, mas também permite abusos de confiança. A construção do personagem é tão consistente que rendeu ao jovem Matheus Fagundes o troféu de Melhor Ator no recente Festival do Rio. Completam o circuito três documentários brasileiros, dos quais o mais fraco é justamente o de maior distribuição, “Chico – Artista Brasileiro”, sobre o vaidoso cantor, compositor e escritor Chico Buarque – após ele já ter sido objeto de uma exaustiva minissérie documental. Como perfil, “Ídolos” presta serviço mais relevante ao celebrar Nilton Santos, jogador mítico do Botafogo, eleito pela FIFA como melhor-lateral esquerdo de todos os tempos. Mas é “Iván” o projeto mais cativante. Simples em sua premissa e grandioso em sua execução, o filme acompanha um velho sobrevivente da 2ª Guerra Mundial, fugitivo dos campos de trabalhos forçados, numa viagem de volta ao seu país natal, a Ucrânia, após sete décadas vivendo no Brasil. O enfoque humanista, lindamente fotografado, recebeu os prêmios de Melhor Filme e Direção no Festival de Maringá. [symple_divider style=”dashed” margin_top=”20″ margin_bottom=”20″] Estreias de cinema da semana Estreias em circuito limitado

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