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  • Etc,  Série

    William Link (1933 – 2020)

    29 de dezembro de 2020 /

    O roteirista e produtor William Link, co-criador de séries clássicas como “Columbo” e “Assassinato por Escrito”, entre outras, morreu no domingo (27/12) de insuficiência cardíaca congestiva em Los Angeles, aos 87 anos. Em uma carreira de mais de 60 anos, Link ficou conhecido por sua colaboração com o falecido Richard Levinson. Os dois se conheceram aos 14 anos e começaram a colaborar quase imediatamente em histórias, roteiros de rádio e TV. Eles viram o potencial da TV para contribuir para a discussão sobre assuntos como relações raciais, homossexualidade, inquietação estudantil e violência armada, e inovaram o conteúdo televisivo. Link e Levinson começaram a escrever para séries no final dos anos 1950, em produções como “Johnny Ringo” e “The Rebel”. Logo passaram a criar episódios para séries populares, como “Alfred Hitchcock Apresenta”, “Dr. Kildare”, “A Lei de Burke” e “O Fugitivo”, até criarem suas primeiras atrações, a série de espionagem da 2ª Guerra Mundial “Jericho” (1965) e principalmente “Mannix” (1967), um megasucesso desenvolvido em parceria com Bruce Geller (criador de “Missão: Impossível”), que durou 8 temporadas até 1975. Considerada uma das séries mais violentas de sua época, a atração acompanhava as aventuras do investigador particular Joe Mannix (Mike Connors), de Los Angeles, que a cada episódio travava muitas brigas, perseguições de carros e tiroteios. Oposto de “Mannix”, “Columbo” era uma série de investigação criminal que dava mais ênfase à ação intelectual, destacando a sagacidade do detetive vivido por Peter Falk. O ator encarnou o detetive de homicídios de Los Angeles Columbo de 1971 a 2003, um recorde, graças à quantidade de telefilmes que se seguiram ao desfecho oficial da série (originalmente exibida entre 1971 e 1978). O personagem e o programa acabaram revolucionando a TV, ao mostrar um formato de história invertida, que começa mostrando o crime e seu autor, antes da investigação de Columbo apontar o criminoso. Este formato acabou virando padrão e é usado até hoje em séries da franquia “Law & Order”, por exemplo. A parceria de Link e Levinson também tendeu o sucesso de “Assassinato por Escrito” (Murder She Wrote), que fez sua estreia em 1984. A série estrelada por Angela Lansbury seguia a romancista de mistério Jessica Fletcher, que resolvia crimes como detetive amadora. Apesar dos executivos da rede lamentarem que o programa não tinha sexo, exibia pouca violência e sua protagonista era uma mulher de certa idade, a série foi extremamente popular e durou 12 anos. Outras séries de televisão criadas por Link e Levinson incluem “Tenafly” (1973, um dos primeiros programas de TV com protagonistas afro-americanos), “Ellery Queen” (1975) e “Blacke’s Magic” (1986). Mas a parceria também se estendeu a vários telefilmes inovadores, incluindo “My Sweet Charlie” (1970) sobre a amizade entre uma fugitiva adolescente, branca e grávida e um advogado afro-americano injustamente acusado de assassinato; “That Certain Summer” (1972) um dos primeiros retratos simpáticos da homossexualidade na televisão e “A Execução do Soldado Slovik” (1974), um poderoso relato do único soldado dos EUA executado por deserção durante a 2ª Guerra Mundial. Os dois últimos filmes apresentaram o jovem Martin Sheen ao grande público. Além de seu trabalho na televisão, Link e Levinson ainda escreveram roteiros de cinema, como os filmes de desastre “O Dirigível Hindenburg” (1975) e “Terror na Montanha Russa” (1977). A dupla ainda escreveu o livro “Stay Tuned: An Inside Look at the Making of Prime-Time Television” (1981), um relato de bastidores da televisão de sua época, e compartilhou muitos reconhecimentos da indústria do entretenimento, incluindo dois Emmys, dois Globos de Ouro, um Peabody e inúmeros outros. Link e Levinson também foram introduzidos no Hall da Fama da Academia da Televisão em 1994.

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  • Etc,  Série

    John Hillerman (1932 – 2017)

    9 de novembro de 2017 /

    Morreu o ator John Hillerman, que ficou conhecido pelo papel de Higgins na série “Magnum”, ao lado de Tom Selleck. Ele faleceu nesta quinta-feira (9/11) aos 84 anos, em sua residência, mas a causa não foi revelada. Hillerman começou sua carreira em 1970, como figurante (um repórter) no clássico policial “Noite sem Fim”, uma década antes de virar Jonathan Quayle Higgins III, o mordomo de Magnum, papel que lhe rendeu quatro indicações ao Emmy e uma vitória como Melhor Ator Coadjuvante em 1987. Além de “Magnum”, ele marcou presença em importantes clássicos do cinema da década de 1970, sempre em pequenos papéis. A lista é volumosa e inclui quatro longas de Peter Bogdanovich, “A Última Sessão de Cinema” (1971), “Essa Pequena é uma Parada” (1972), “Lua de Papel” (1973), em que interpretou gêmeos, e “Amor, Eterno Amor” (1975), além de “O Estranho Sem Nome” (1973), de Clint Eastwood, “Banzé no Oeste” (1974), de Mel Brooks, “Chinatown” (1974), de Roman Polanski, “O Dia do Gafanhoto” (1975), de John Schlesinger, e outros filmes menos excelentes. Em 1976, estrelou sua primeira série, “Ellery Queen”, adaptação de um dos grandes detetives da literatura de mistério. Seu personagem nesta série, Simon Brimmer, foi praticamente um ensaio para Higgins. Ambos eram esnobes, arrogantes, rabugentos e chegavam a antagonizar os protagonistas das duas séries. Também participou das séries de comédias “The Betty White Show” e “One Day at a Time”, e apareceu em inúmeras produções televisivas da época, de “Mulher-Maravilha” a “O Barco do Amor”, antes de emplacar seu papel de maior destaque. Após oito temporadas de “Magnum”, exibidas entre 1980 e 1988, em que participou até de crossovers com as séries “Carga Dupla” e “Assassinato por Escrito”, Hillerman só teve mais dois trabalhos de destaque: a minissérie “Around the World in 80 Days” (1989) e a série de comédia “A Família Hogan”, estrelada pelo jovem Jason Bateman (série “Arrested Development”), entre 1990 e 1991. O ator encerrou a carreira com um pequeno papel no filme “A Volta da Família Sol Lá Si Dó”, em 1996.

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