The Sea of Trees: Matthew McConaughey se perde em novo trailer de drama vaiado
O estúdio A24 divulgou dois pôsteres e o novo trailer de “The Sea of Trees”, drama estrelado por Matthew McConaughey (“Clube de Compra Dallas”) que recebeu vaias no Festival de Cannes de 2015. A má recepção atrasou o lançamento em mais de um ano. E a nova prévia tenta apresentar um filme diferente das sinopses e do trailer internacional, dando mais destaque ao papel de Naomi Watts (“O Impossível”) e sua luta contra o câncer, em contraste com a trama ainda mais sombria da jornada de um suicida. Escrito por Chris Sparling (“Enterrado Vivo”), o filme conta a história de um suicida americano (McConaughey) e um japonês perdido (Ken Watanabe, de “A Origem”) que se encontram numa floresta japonesa conhecida por ser um lugar onde as pessoas vão para se suicidar. Mas em vez de se matarem, os dois embarcam juntos numa jornada reflexiva, lembrando do passado e reconsiderando a vida. A floresta, por sinal, é a mesma do recente terror “A Floresta Maldita”. Com direção de Gus Van Sant (“Milk”), o filme estreia em 26 de agosto nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Natalie Portman pretende estrelar seu primeiro projeto televisivo
Natalie Portman vai estrelar a primeira atração televisiva de sua carreira. O canal pago americano HBO encomendou o desenvolvimento do roteiro de uma minissérie que, caso seja aprovada, será produzida e estrelada pela atriz vencedora do Oscar por “Cisne Negro” (2010). Intitulada “We Are All Completely Beside Ourselves”, a minissérie é uma adaptação do livro homônimo de Karen Joy Fowler, lançado no Brasil como “Estamos Todos Completamente Fora de Nós”. Divertido e tocante, a obra reflete a criação pouco convencional de sua protagonista, e como sua família acabou ruindo em consequência de decisões trágicas. Na trama, e uma estudante universitária (papel de Portman, ainda que acima da idade) reflete sobre seu passado conturbado, marcado pelo desaparecimento de sua “irmã gêmea” aos 5 anos de idade. O detalhe é que a irmã é uma chipanzé, que ela genuinamente acreditava ser sua irmã na infância. O projeto é uma criação do cineasta Christopher Monger (“O Inglês que Subiu a Colina e Desceu a Montanha”), com produção de Marta Kauffman (das séries “Friends” e “Grace and Frankie”), e ainda tem que passar por etapas de aprovação antes de ganhar sinal verde para ser produzido.
Max Rose: Trailer dramático destaca volta de Jerry Lewis ao protagonismo cinematográfico
A Paladin divulgou o pôster e o trailer de “Max Rose”, drama estrelado pelo lendário Jerry Lewis, em seu primeiro papel de protagonista em duas décadas. Mas, ao contrário da maioria de seus filmes, trata-se de um drama introspectivo, centrado no personagem-título, um pianista de jazz idoso que sofre com a perda recente de sua esposa, com quem viveu por mais de 50 anos. Dias antes da morte da mulher, Max descobriu algo que o fez acreditar que seu casamento foi uma mentira, e então ele começa a explorar seu próprio passado e encarar uma coleção de personagens de uma era quase esquecida. O ótimo elenco do drama ainda inclui o cineasta Peter Bogdanovich (“Uma História de Amor”), Dean Stockwell (“Veludo Azul”), Claire Bloom (“O Discurso do Rei”), Kevin Pollak (“Imaginem Só”), Kerry Bishé (“Argo”), Fred Willard (“50 Tons de Preto”), Lee Weaver (“O Virgem de 40 Anos”) e Mort Sahl (“Nada É para Sempre”), que trabalhou com Lewis nos anos 1960, no programa cômico de variedades “The Jerry Lewis Show”. Conhecido por diversas comédias de sucesso dos anos 1960, como “O Professor Aloprado” (1963) e “O Mensageiro Trapalhão” (1960), Jerry Lewis não protagonizava um filme desde a comédia “Rir É Viver” (1995). E, antes disso, seu último papel principal tinha sido no clássico “O Rei da Comédia” (1983), dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Robert De Niro. De 1966 até 2010, ele desempenhou o papel de apresentador do Teleton, fazendo maratonas televisivas para levantar dinheiro para entidades beneficentes, aparecendo apenas em pequenas participações no cinema, como na produção brasileira “Até que a Sorte nos Separe 2” (2013) e no recente thriller de ação “The Trust” (2016). Dirigido por Daniel Noah (“Twelve”), o filme teve sua première há três anos, no Festival de Cannes, e só vai estrear agora em setembro, em lançamento limitado nos EUA. Não há previsão para sua chegada ao Brasil.
Sophie Turner terá papel polêmico em drama indie
A atriz inglesa Sophie Turner (a Sansa Stark de “Game of Thrones”) vai estrelar o drama independente “Huntsville”. E, segundo o site da revista Entertainment Weekly, seu papel será polêmico. Na trama, ela vai viver uma menor de idade, uma jovem estudante do Ensino Médio, recém-chegada numa cidadezinha pacata da Flórida, que se envolve com um homem bem mais velho, que será interpretado por Dylan McDermott (série “Stalker”). O elenco ainda inclui Jack Kilmer (“Dois Caras Legais”), filho do ator Val Kilmer, e a direção é de Eric England, especialista em filmes de terror, como “Madison County” (2011), “Roadside” (2013) e “Contracted” (2013), todos inéditos nos cinemas brasileiros. “Huntsville” ainda não tem previsão de estreia.
Elisabeth Moss vai estrelar primeiro filme em inglês do diretor de Força Maior
O diretor sueco Ruben Ostlund, que se projetou internacionalmente com o premiado drama “Força Maior” (2014), prepara seu primeiro filme falado em inglês. Segundo o site Deadline, “The Square” será estrelado por Dominic West (série “The Affair”) e Elisabeth Moss (série “Mad Men”). A trama gira em torno de uma artista que quer exibir uma instalação em praça pública para promover o altruísmo e coisas positivas. O diretor do museu responsável pelo evento decide contratar uma equipe de relações públicas para promover o projeto, mas eles exageram, gerando atrito com a autora do evento. “The Square” ainda não tem data definida para estrear nos cinemas mundiais.
Ansel Elgort vai viver irmãos gêmeos em drama indie
O ator Ansel Elgort (“A Culpa É das Estrelas”) terá papel duplo no drama independente “Jonathan”. Segundo o site da revista Variety, ele viverá irmãos gêmeos na produção dirigida pelo estreante Bill Oliver. Na trama, os gêmeos Jonathan e John são completamente diferentes, mas entram num acordo para não ter namoradas, o que poderia causar confusões. O primeiro é um bem-sucedido arquiteto, enquanto o segundo passa os dias dormindo para viver as noites em baladas. E numa dessas noites, acaba se apaixonando. Jonathan, então, decide forçar o irmão a terminar o relacionamento. Mas logo em seguida também começa a se envolver com a mesma garota. As filmagens de “Jonathan” vão acontecer em setembro na cidade de Nova York, mas ainda não há previsão de lançamento.
Queen Sugar: Série da diretora de Selma é renovada antes mesmo da estreia
A série “Queen Sugar” ainda nem estreou e já foi renovada para a 2ª temporada pelo canal pago americano OWN (a Oprah Winfred Network). Criada por Ava DuVernay, a diretora de “Selma” (2014), “Queen Sugar” tem produção da apresentadora, atriz, produtora e empresária Oprah Winfrey (“O Mordomo da Casa Branca”), dona do OWN, que ainda por cima participa do elenco da atração. “Quando vimos o primeiro corte de Ava sabíamos de cara que queríamos uma 2ª temporada. Achamos que a audiência vai experimentar uma conexão profunda com os personagens e com a história poderosa”, disse o presidente da emissora, Erik Logan, em comunicado. Na série, Rutina Wesley (série “True Blood”) vive Nova Bordelon, uma jornalista ativista de Nova Orleans, que tem sua vida e a de sua família afetada pela volta inesperada de sua irmã Charley (Dawn-Lyen Gardner, da série “Heroes”), uma mulher espirituosa, que, com sua filha adolescente, deixa para trás o seu estilo de vida de luxo de Los Angeles para reencontrar suas raízes no sul dos EUA, ao herdar uma fazenda de seu pai recentemente falecido. Baseada no livro homônimo de Natalie Baszile, a atração será lançada em 6 setembro nos EUA, com 13 episódios em sua 1ª temporada.
Rectify: 4ª temporada e última temporada ganha trailer
O canal americano SundanceTV divulgou o trailer da 4ª temporada e última temporada de “Rectify”. A prévia faz uma recapitulação de toda a trama. Criada pelo ator Ray McKinnon (série “Sons of Anarchy”), a série acompanha o personagem de Aden Young (“Frankenstein: Entre Anjos e Demônios”), um ex-condenado que passou 19 anos aguardando execução no corredor da morte, até ser libertado após testes de DNA comprovarem sua inocência. Solto, ele encontra uma família e um mundo que já não reconhece, além de sofrer perseguição de quem ainda acredita que ele é culpado. “Rectify” foi a primeira série do SundanceTV e, ao longo de suas primeiras temporadas, conquistou muitos elogios da crítica. “Foi muito importante para dar credibilidade ao canal”, disse o diretor do SundanceTV Charlie Collier, em comunicado. “Nós agora planejamos dar-lhe a despedida que merece.” A 4ª temporada estreia em 26 de outubro nos EUA.
Paul Dano vai estrear como diretor de cinema
O ator Paul Dano (“12 Anos de Escravidão”, “The Beach Boys: Uma História de Sucesso”) vai estrear como diretor de cinema. Segundo o site da revista Variety, ele vai filmar o romance “Wildlife”, escrito por Richard Ford, em 1990. A mulher do ator, a atriz Zoe Kazan (“Especialista em Crise”), está escrevendo o roteiro da adaptação, sobre um adolescente que testemunha o fim do casamento dos pais após uma mudança da família para a região de Montana, nos EUA. Enquanto o pai não consegue emprego, a mãe acaba se envolvendo com outro homem. Tanto Paul Dano quanto Zoe Kazan também devem atuar no projeto. O casal já trabalhou junto na comédia romântica “Ruby Sparks” (2012), que a atriz também escreveu. As filmagens devem começar após Paul Dano encerrar sua participação no filme de monstro “Okja”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), atualmente em produção.
Criador de True Blood prepara nova série para a HBO
O HBO encomendou um novo piloto de Alan Ball, que já trouxe muito sucesso ao canal pago americano como criador de “True Blood” (2008-2014) e “A Sete Palmos” (2001-2005). Segundo o site Deadline, seu novo projeto é um drama familiar. Ainda sem título definido, a série vai girar em torno de uma família multirracial, formada por uma professora de filosofia, seu marido advogado, os três filhos adotivos (vindos da Somália, Vietnã e Colômbia) e seu filho biológico. A família aparentemente perfeita, no entanto, esconde falhas profundas. Além disso, uma das crianças começa a ver coisas que os outros não conseguem. Será uma doença mental ou alguma outra coisa? De acordo com sua sinopse, a série pretende fazer uma “reflexão tragicômica sobre as complicadas forças que operam sobre todos nós na América de hoje”. Alan Ball não criava uma série nova desde “True Blood”, que abandonou antes do final para se dedicar, como produtor, ao lançamento de “Banshee”, drama criminal ultraviolento que se encerrou neste ano, após quatro temporadas, como o maior sucesso do canal pago Cinemax. Por enquanto, o HBO encomendou apenas a produção do piloto do novo projeto, que precisa ser aprovado para ganhar a encomenda de sua 1ª temporada.
Mãe Só Há Uma materializa nova provocação de Anna Muylaert
É natural que se busque uma associação entre os dois filmes mais recentes de Anna Muylaert, “Que Horas Ela Volta?” (2015) e o novo “Mãe Só Há Uma”. Afinal, ambos tratam do tema da maternidade e da questão da identidade. Mas se havia um pouco de caricatura cômica no drama de “Que Horas Ela Volta?”, desta vez o tom é abertamente dramático, tendo como ponto de partida uma história verídica de criança roubada. O filme acompanha Pierre (o estreante Naomi Nero, sobrinho de Alexandre Nero), um rapaz que costumava ter uma vida tranquila com a mãe (Daniela Nefussi, de “É Proibido Fumar”) e sua irmã pequena (Lais Dias). Até o dia em que descobre ter sido roubado na maternidade, vê sua mãe ser presa, descobre que tem outro nome e precisa se adaptar a um novo lar com seus pais biológicos, vividos por Matheus Nachtergaele (“Trinta”) e novamente por Nefussi, numa estratégia de casting que ajuda a acentuar a confusão mental do rapaz – bem como enfatizar o próprio título “Mãe Só Há Uma”. Interessante o modo como Muyalert constrói sua narrativa, com elipses que fazem a história de convivência de Pierre e sua nova família adquirir duração indeterminada, passando a impressão de abranger semanas no espaço de enxutos 82 minutos de projeção. Aliás, a edição é tão acertada que “Mãe Só Há Uma” é daqueles filmes que não exaurem o espectador, terminando no momento certo. Também muito importante é a construção do personagem Pierre/Felipe. Seu mundo vira de cabeça pra baixo justo quando ele está no processo de descobrir sua identidade sexual, que a trama faz questão de não simplificar. Desde o começo, ele é mostrado como um rapaz que gosta de usar calcinhas e maquiagem, mas que não deixa de transar com garotas por causa disso. Ele até faz muito sucesso com elas. Uma das cenas mais interessantes acontece quando ele vai provar uma roupa com seus pais biológicos, que querem moldá-lo à maneira deles. Em determinado momento, ele fala: “é só uma roupa!”, ao procurar fazê-los entender a bobagem que é discutir sobre aquilo. O que pode incomodar um pouco os espectadores é o modo como Muylaert, mais uma vez, trata alguns personagens quase como caricaturas. Desta vez, são os pais biológicos de Pierre, que lembram um pouco os pais de Fabinho em “Que Horas Ela Volta?” . Ainda assim, esse tipo de representação pode ser encarado como uma provocação da diretora, diante do modelo tradicional da família brasileira, numa continuação do que havia sido visto em seu trabalho anterior. O que importa é que estamos diante de mais uma obra sólida e consistente de uma cineasta que se mostra muito acima da média da atual cinematografia nacional.
Ithaca: Primeiro filme dirigido por Meg Ryan ganha trailer
A Momentum Pictures divulgou o pôster e o primeiro trailer do drama “Ithaca”, estreia na direção da atriz Meg Ryan. Conhecida por diversas comédias românticas nos anos 1980 e 1990, a atriz leva para as telas uma história passada na década de 1940, numa cidadezinha americana em que um jovem cheio de sonhos e esperança cresce sob a sombra da 2ª Guerra Mundial. A trama é baseada no romance homônimo de William Saroyan (“A Comédia Humana”), que faz várias referências e traça diversos paralelos com o clássico “A Odisseia”, desde o título, que se refere à cidade natal de Ulisses, até o nome do jovem protagonista, Homer (referência ao escritor Homero). Meg Ryan e seu eterno parceiro romântico Tom Hanks também estão no elenco, no seu quarto longa como um casal, após “Joe Contra o Vulcão” (1990), “Sintonia do Amor” (1993) e “Mensagem para Você” (1998). Eles interpretam os pais dos jovens Homer, vivido por Alex Neustaedter (série “Colony”), e Marcus, interpretado por Jack Quaid (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), que é filho de Meg Ryan na vida real. Além de atuar, Hanks ainda trabalhou como produtor do drama independente, que tem trilha do roqueiro John Mellencamp. A estreia acontece em 23 de outubro nos EUA e ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
Roteiristas de O Vencedor vão levar história do time de futebol sensação de 2016 para os cinemas
Os roteiristas Eric Johnson e Paul Tamasy, que foram indicados ao Oscar pelo roteiro de “O Vencedor” (2010), preparam um filme sobre o time de futebol sensação de 2016, o Leicester City. Pequeno time inglês vindo da Segunda Divisão, o Leicester surpreendeu o mundo ao vencer em maio a Premier League, o principal campeonato do futebol britânico, superando esquadrões milionários como Manchester United, Liverpool, Chelsea e Arsenal, e com duas rodadas de vantagem sobre os demais. O longa deve se concentrar na história do atacante Jamie Vardi, que, quatro meses antes do título da liga inglesa, trabalhava em uma fábrica para sustentar a família. É o típico personagem de drama de superação que Hollywood adora. Apesar de conter os elementos clássicos de uma história edificante, do pequeno que supera todas as adversidades para conquistar a glória, o time de roteiristas terá o reforço de um especialista em filmes de futebol, Adrian Butchart (autor dos dois filmes da franquia “Gol!”, de 2005 e 2007). O projeto será o terceiro filme assinado por Johnson e Tamasy baseado em eventos esportivos. “O Vencedor”, que lhes deu visibilidade, contou a história de outro campeão improvável, o campeão de boxe Micky Ward, vivido no cinema por Mark Wahlberg. O próximo filme dos escritores também será estrelado por Wahlberg, mas num contexto diferente. “Patriot’s Day” usa o evento esportivo como ponto de partida para um thriller de ação. O filme faz a reconstituição do atentado à bombas que aconteceu durante a Maratona de Boston em 2013, e estreia em janeiro de 2017.












