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  • Música

    Leny Andrade e Doris Monteiro terão despedida conjunta

    24 de julho de 2023 /

    Leny Andrade e Doris Monteiro, duas das maiores cantoras da música brasileira, serão veladas juntas no Theatro Municipal do Rio na terça-feira (25), das 10h às 13h. As cantoras, que eram amigas, faleceram nesta segunda-feira (24/7). Leny Andrade, aos 80 anos, após ser internada na última semana por conta de uma pneumonia. Doris Monteiro, aos 88, de causas naturais, em seu apartamento no Rio de Janeiro. Sempre que lhe perguntavam quem eram as suas cantoras preferidas, Leny Andrade citava Doris Monteiro, colocando a cantora, sua amiga, na mesma lista que também incluía Joyce, Elza Soares, Dolores Duran, Elizeth Cardoso, Barbra Streisand e Madonna. Quando Leny Andrade começou a cantar profissionalmente, em 1958, aos 15 anos, Doris já era consagrada e já havia alcançado o topo das paradas na rádio. Homenagens e Reconhecimento As duas cantoras foram homenageadas juntas em diversas ocasiões. Em 2015, ambas estiveram na Livraria da Travessa, em Ipanema, na noite de lançamento do livro “A Noite do Meu Bem”, de Ruy Castro. Em 2017, encontraram-se no palco por ocasião do show que celebrava o centenário de Dalva Oliveira, no qual Doris cantou “Zum zum” e Leny interpretou “Há um Deus”. Mais recentemente, em abril de 2019, elas receberam o Troféu Feira do Vinil do Rio. “Leny e Dóris representam muito do que foi prensado em vinil no país nas décadas de 1960 e 1970, e são ícones, mulheres à frente do seu tempo”, disse, à época, Marcello Maldonado, produtor da feira. Repercussão e Lamentações A notícia da morte das cantoras repercutiu entre os famosos, que usaram as redes sociais para lamentar a perda dupla. A cantora Alaíde Costa lamentou que “estamos cada dia mais só”. “A querida amiga e cantora Doris nos deixou hoje. Descanse em paz […] Que tristeza perder duas amigas em um mesmo dia. Que a querida Leny encontre luz e paz em sua nova morada”, afirmou no Instagram. O ator Ivam Cabral escreveu no Twitter: “Que dia mais triste! Morreram Leny Andrade e Doris Monteiro. Cresci em uma família muito musical e em casa havia muitos discos de Doris. ‘Doris Monteiro’, de 1969, um dos meus preferidos, é delicioso, cheio de bossa. Leny eu viria descobrir mais tarde, na minha juventude, quando comecei a ouvir jazz. Em algum momento, cheguei, inclusive, a colecionar sua obra. É… mais um capítulo que se encerra… Quanta saudade”.

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  • Música

    Cantora Dóris Monteiro morre aos 88 anos

    24 de julho de 2023 /

    A música brasileira perdeu uma de suas mais expressivas vozes. Dóris Monteiro, a cantora que antecipou a bossa nova, faleceu nesta segunda-feira (24/7) aos 88 anos, em sua casa no Rio de Janeiro. A artista, que estreou ainda na década de 1940, ficou conhecida pela “voz pequena”, conforme ela mesma definia, e gravou mais de 60 álbuns ao longo de sua carreira. Dóris Monteiro, cujo nome de batismo era Adelina Dóris Monteiro, nasceu no Rio de Janeiro em 23 de outubro de 1934. Filha de Glória Monteiro Murta, portuguesa que trabalhava como empregada doméstica, Dóris nunca conheceu o pai biológico. Sua trajetória na música começou cedo, quando aos 16 anos estreou na Rádio Nacional, no programa de imitações “Papel Carbono”, de Renato Murce.   A Precursora da Bossa Nova Dóris Monteiro foi uma das precursoras do grande movimento da música brasileira no século 20, a bossa nova. Com sua “voz pequena”, cantando coisas “mais mexidinhas”, como sugerira a ela o compositor Billy Blanco, já cantava no estilo da bossa nova em 1957, quando gravou “Mocinho Bonito”, de autoria de Blanco, a música mais tocada nas rádios brasileiras naquele ano. O espetáculo “O Encontro”, com João Gilberto, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que marcou o início da bossa nova, só aconteceria cinco anos depois. Dóris Monteiro teve uma carreira de sucesso tanto na música quanto no cinema. Seu primeiro disco, “Todamérica”, lançado em 1951, com a canção “Se Você Se Importasse”, fez um enorme sucesso. Além disso, a cantora estreou no cinema em 1953, em “Agulha no Palheiro”, de Alex Viany. Fez mais sete filmes, incluindo o premiado “De Vento em Popa”, de Carlos Manga, lançado em 1957, que lhe rendeu prêmios e reconhecimento, e “A Carrocinha” (1957), ao lado do comediante Mazzaropi. Nos anos 1970, ela embarcou na MPB, gravando composições de Erasmo Carlos (“Glória, Glorinha”, “Coqueiro Verde”), Caetano Veloso (“De Noite na Cama”), Antônio Carlos e Jocafi (“Mas que Doidice”) e Sidney Miller ( “É Isso Aí”, que foi redescoberta nos anos 1990, virando um hit das pistas da dança). Ao longo da carreira, ela gravou mais de 60 álbuns de estúdio, a maioria pela Odeon, e participou em coletâneas e reedições posteriores. Alguns de seus maiores sucessos, além de “Mocinho Bonito”, foram “Mudando de Conversa”, composta por Maurício Tapajós e Hermínio de Carvalho, “Conversa de Botequim”, de Noel Rosa, e “Dó-Ré-Mi”, de Fernando César e Nazareno de Brito.   O Legado de Dóris Monteiro Dóris Monteiro deixou um legado inestimável para a música brasileira. Sua voz suave e delicada marcou a história do rádio e do cinema brasileiro e também alcançou o cenário internacional. Em 1990, a convite da cantora Lisa Ono, realizou shows em Tóquio, Osaka e Nagóia, no Japão. Também se apresentou no Cassino de Punta del Este, no Uruguai, e em Lisboa e Coimbra, em Portugal, ao lado de Dorival Caymmi. Essas apresentações internacionais reforçam a importância de Dóris Monteiro para a música brasileira e seu reconhecimento além das fronteiras do Brasil. A cantora, que nunca teve filhos, foi casada com o tecladista Ricardo Júnior, com quem manteve uma parceria artística que durou mais de 40 anos, só terminando com a morte do músico em março de 2017.

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