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    A melhor estreia da semana é um drama brasileiro com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes

    23 de agosto de 2018 /

    As melhores estreias desta quinta (23/8) são produções brasileiras, mas a maioria dos cinemas só oferecerá opção de filmes americanos, que tem a maior distribuição. Quem tiver oportunidade, porém, deve dar atenção a “Benzinho”. O filme de Gustavo Pizzi, co-escrito e estrelado por Karine Teles, repete a qualidade da parceria anterior do casal, o drama “Riscado” (2010). Levou oito anos para voltarem ao cinema. Mas a espera compensou, pois se trata de um dos melhores filmes de 2018. O fato de dramatizar o cotidiano familiar, com situações aparentemente banais, pode soar pouco atraente para o grande público. No entanto, nas mãos de Pizzi e Karine, “Benzinho” alcança profundidade poética e transforma a crise de uma mãe sufocada pela família em algo tocante. Exibido no Festival de Sundance 2018, nos Estados Unidos, o longa arrebatou a imprensa internacional, que empilhou elogios e lhe rendeu 93% de aprovação na média da avaliação do site Rotten Tomatoes. Vale tentar também encontrar os documentários, dois brasileiros e um estrangeiro filmado no Brasil, escondidos em circuito semi-invisível. Especialista em documentários sobre música brasileira, o francês Georges Gachot passa a carreira de João Gilberto à limpo em “Onde Está Você, João Gilberto?”, enquanto embarca numa missão impossível, achar o músico que não sai de casa há anos. Igualmente lúdico, “Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava”, de Fernanda Pessoa, propõe contar a história da ditadura por meio de cenas dos filmes da época, especialmente pornochanchadas. O resultado, um show de montagem, é hilário e bastante instrutivo. Por fim, “Missão 115”, de Silvio Da-Rin, traz às claras os planos das forças de repressão para impedir a redemocratização do Brasil, por meio do infame atentado ao Rio Centro em 1981, cuja bomba acabou explodindo antes, matando as pretensões sanguinárias da direita militar. Todos esses quatro são recomendadíssimos. E todos os demais não. Entretanto, os filmes ruins têm mais destaque no circuito. Justamente o pior lançamento chegará em mais cinemas, quase 500. Mesmo sendo um horror, literalmente. “Slender Man” evita a atual fase criativa do terror americano ao optar por sustos batidos. O chamariz é o monstro virtual do título, criado na internet, que virou lenda urbana ao inspirar surtos de violência entre adolescentes. A história real que envolveu a criatura dá um pau na ficção barata levada às telas, que, com 9% de aprovação, é um dos filmes mais mal-avaliados do ano no site Rotten Tomatoes. As comédias americanas que preenchem o circuito dos shoppings seguem a toada. “Meu Ex É um Espião” é uma correria de mulheres bobinhas que, sem querer, acabam se envolvendo num caso de espionagem internacional, porque uma delas (Mila Kunis) namorou um espião. E “Te Peguei!” é uma correria de homens bobões que, já quarentões, ainda brincam de pega-pega. As duas histórias medíocres são variações de muitas outras – e, por coincidência, existe até um filme que junta ambas: “Gotcha!: Uma Arma do Barulho” (1985). Os dois dramas europeus também não compensam o espaço recebido em circuito limitado. “Escobar – A Traição” é praticamente um déjà vu ao contar a versão espanhola da trama melhor abordada na série “Narcos” – com Javier Bardem no papel de Pablo Escobar e Penélope Cruz como sua amante, ambos indicados ao Goya (o Oscar espanhol). Por fim, em “Gauguin – Viagem ao Taiti”, quem desperdiça talento é Vincent Cassel, competindo pela atenção do diretor Edouard Deluc, no papel-título, com a paisagem tropical – também no título. Confira abaixo sinopses e trailers dos filmes mencionados, com risco de acreditar no marketing e tropeçar no escuro dos cinemas. Slender Man – Pesadelo Sem Rosto | EUA | Terror As amigas Wren, Hallie, Chloe e Katie levam uma vida entediante no colégio. Quando ouvem falar num monstro chamado Slender Man, decidem invocá-lo através de um vídeo na Internet. A brincadeira se transforma num perigo real quando todas começam a ter pesadelos e visões do homem se rosto, com vários braços, capaz de fazer as suas vítimas alucinarem. Um dia, Katie desaparece. Como a polícia não dispõe de nenhuma prova para a investigação, cabe às três amigas fazerem a sua própria busca, enfrentando a criatura. Meu Ex É Espião | EUA | Comédia Duas melhores amigas embarcam numa atrapalhada aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado de uma delas revela-se um agente secreto caçado internacionalmente por assassinos. Te Peguei! | EUA | Comédia Um pequeno grupo de ex-colegas de classe organizam um elaborado jogo anual insano de pega-pega. Neste ano, no casamento do jogador mais invencível da trupe, eles farão de tudo para derrubá-lo. Benzinho | Brasil | Drama O filho mais velho de uma família de classe média é convidado para jogar handebol na Alemanha e lança sua mãe (Karine Teles) em uma espiral de sentimentos pois, além de ajudar a problemática irmã (Adriana Esteves), lidar com as instabilidades do marido (Otávio Müller) e se desdobrar para dar atenção ao seus outros filhos, ela terá de enfrentar sua partida antes de estar preparada. Escobar – A Traição | Espanha | Drama 1981, Colômbia. Líder do Cartel de Medellín, Pablo Escobar (Javier Bardem) é um dos maiores traficantes de cocaína para os Estados Unidos, o que faz com que governo de Ronald Reagan insista na criação de um tratado entre os dois países que permita que ele seja julgado em solo americano. Decidido a combater tal ideia, Escobar se candidata e é eleito deputado federal. Paralelamente, ele se envolve com Virginia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que não se importa em como o amante consegue sua fortuna, apenas em como o dinheiro é empregado. Gauguin – Viagem ao Taiti | França | Drama No ano de 1891, o célebre pintor francês Gauguin se exila no Taiti. Lá, ele espera reencontrar sua pintura livre, selvagem, longe dos códigos morais, políticos e estéticos da Europa civilizada. Mas, no local, acaba se afundando na selva, enfrentando a solidão, pobreza e a doença. Mas também conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes. Onde Está Você, João Gilberto? | Alemanha, França, Suiça | Documentário Inspirado no livro “HO-BA-LA-LÁ – À Procura de João Gilberto”, do escritor alemão Marc Fischer, Georges Gachot resolve realizar o sonho do autor, e o seu também, e desembarca no Rio de Janeiro em busca de João Gilberto. Seguindo os passos de Fischer, ele não mede esforços e entra em contato com diversos amigos e parceiros do músico em sua jornada. Histórias que Nosso Cinema (Não) Contava | Brasil | Documentário O longa realiza uma releitura histórica da ditadura militar no Brasil, a partir apenas de imagens oriundas de 27 filmes produzidos no período e que foram considerados “pornochanchadas”, o gênero mais visto e mais produzido durante a década de 1970. Missão 115 | Brasil | Documentário Missão 115 foi o nome atribuído pelo DOI-CODI, órgão de repressão do exército durante a ditadura militar, a uma suposta operação de “vigilância” no Rio de Janeiro, durante um show no Riocentro. Na verdade, tratava-se de um atentado à bomba, organizado pelas forças no poder, que visava incriminar organizações de esquerda e sabotar a redemocratização do país. Mas a bomba explodiu antes da hora.

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    O Paciente: Trailer emocionante recria a tragédia da morte de Tancredo Neves, que parou o Brasil em 1985

    24 de julho de 2018 /

    A Paris e a Globo Filmes divulgaram fotos, o pôster e o primeiro trailer de “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”. O título horrível, mais adequado a um documentário televisivo, tese de graduação acadêmica ou pesquisa literária, esconde uma prévia emocionante, com doses equilibradas de tensão, dramaticidade e perspectiva histórica. O mais impressionante na prévia é enxergar o grande intérprete Othon Bastos (“O Último Cine Drive-In”) e ver Tancredo Neves. E ele não é o único ator a conseguir este efeito no vídeo. Emilio Dantas (“Motorad”) também some em cena para dar lugar a Antonio Britto, o secretário de imprensa e assessor de Tancredo, que informava diariamente a condição do paciente. Mas o grande papel é mesmo do veterano do cinema brasileiro, que já era destaque desde o clássico “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), e retorna em grande estilo após muitas novelas, num trabalho digno da grandeza de sua filmografia. No filme, Othon Bastos vive o primeiro presidente civil do Brasil após a ditadura, responsável direto pela redemocratização do país, que uniu de Lula a Fernando Henrique Cardoso no mesmo palanque, mas morreu em abril de 1985, antes de assumir o cargo, deixando o país na mão de seu vice, José Sarney – o primeiro de uma longa tradição de vices transformados em presidentes do Brasil nos últimos anos. Acometido de uma doença súbita, Tancredo definhou até morrer após sua eleição. Muitas teorias de conspiração e acusações de erros médicos alimentaram os bastidores de sua morte, que foi tratada como tragédia nacional e parou o Brasil, gerando comoção entre todos os brasileiros. Simbólico, Tancredo representou, com sua eleição, o fim de um dos períodos mais sinistros da nação, mas com sua morte assinalou também o desencanto, o fim da esperança de que tudo pudesse mudar, alçando à presidência um político aliado dos antigos ditadores e que viria a perpetuar no poder o mesmo grupo, denominado de “centrão”, que resiste até a ser lavado à jato. O elenco que recria este capítulo triste da História do Brasil também inclui Esther Goes (novela “Bela, a Feia”), que, como Dona Rizoleta, a viúva de Tancredo, é responsável por dar a dimensão dramática da prévia, além de Paulo Betti (“Chatô: O Rei do Brasil”), Otavio Muller (“O Gorila”), Leonardo Medeiros (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”) e Luciana Braga (novela “Vidas em Jogo”). O roteiro foi escrito por Gustavo Lipsztein (“Polícia Federal: A Lei É para Todos”), baseando-se no livro homônimo do pesquisador e historiador Luis Mir, que teve acesso a documentos do Hospital de Base de Brasília e do Instituto do Coração, em São Paulo, onde Tancredo Neves morreu, e que concluiu que um erro de diagnóstico de apendicite aguda levou a equipe médica a realizar, desnecessariamente, uma cirurgia de emergência que impediu o presidente eleito de tomar posse e, basicamente, agravou sua saúde até o óbito, por falência múltipla de órgãos. A direção é do veterano cineasta Sérgio Rezende (de “Guerra de Canudos”, “Zuzu Angel” e “Salve Geral”) e a estreia está marcada para o dia 13 de dezembro.

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    Documentário sobre Henfil vence o Festival Cine PE 2018

    6 de junho de 2018 /

    O documentário “Henfil”, sobre o cartunista, jornalista e escritor mineiro que marcou os anos 1970 com a criação do Fradim, venceu duplamente o festival Cine PE 2018, escolhido pelo júri oficial e pelo público como o Melhor Filme em longa-metragem da programação do evento, encerrado na noite de terça (5/6). O filme também rendeu troféus de direção e roteiro, ambos de Angela Zoé (“Meu Nome é Jacque”), que resgatou a intimidade de Henfil, morto em 1988, ao ser contaminado com HIV numa transfusão de sangue. A cineasta teve acesso à filmagens em Super 8 do acervo pessoal do célebre cartunista e resgatou seus desenhos críticos ao regime militar, nas charges publicadas no semanário “O Pasquim” em plena ditadura. Mas foi “Os Príncipes”, de Luiz Rosemberg Filho (“Guerra do Paraguay”), que conquistou o maior número de prêmios, recebendo seis Calungas de Prata, o troféu do Cine PE, incluindo os de Melhor Atriz, Ator e Ator Coadjuvante, respectivamente para Patrícia Niedermeier, Igor Cotrim e Tonico Pereira. O falso documentário “Vidas Cinzas”, de Leonardo Martinelli, ganhou o prêmio de melhor curta nacional no Cine PE. Já a mostra competitiva de curtas Pernambucanos premiou “Uma Balada para Rocky Lane”, dirigido por Djalma Galindo. O documentário “Marias”, de Yasmin Dias, e as animações “Insone”, de Débora Pinto e Breno Guerreiro, e “Plantae”, de Guilherme Gehr, receberam Menção Honrosa do júri do festival. Confira abaixo a lista completa de premiados. Vencedores do festival Cine PE 2018 MOSTRA COMPETITIVA DE LONGAS-METRAGENS Melhor Filme – “Henfil” Melhor Direção – Angela Zoé (“Henfil”) Melhor Roteiro – Angela Zoé e Gabriela Javier (“Henfil”) Melhor Fotografia – Alisson Prodlik (“Os Príncipes”) Melhor Montagem – João Rodrigues e Indira Rodrigues (“Henfil”) Melhor edição de som – Marcito Vianna (“Os Príncipes”) Melhor Trilha Sonora – Gustavo Jobim (“Os Príncipes”) Melhor Direção de Arte – Letycia Rossi (“Dias Vazios”) Melhor Ator Coadjuvante – Tonico Pereira (“Os Príncipes”) Melhor Atriz Coadjuvante – Carla Ribas (“Dias Vazios”) Melhor Ator – Igor Cotrim (“Os Príncipes”) e Arthur Ávila (“Dias Vazios”) Melhor Atriz – Patrícia Niedermeier (“Os Príncipes”) MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS NACIONAIS Melhor Filme – “Vidas Cinzas” Melhor Direção – Klaus Hastenreiter (“Não Falo com Estranhos”) Melhor Roteiro – Rubens Passaro (“Universo Preto Paralelo”) Melhor Fotografia – Ivanildo Machado (“Sob o Delírio de Agosto) Melhor Montagem – Pedro de Aquino (“Vidas Cinzas”) Melhor Edição de Som – Rafael Vieira (“Abismo”) Melhor Trilha Sonora – Alexsandra Stréliski e Ludovico Einaudi (“Plantae”) Melhor Direção de Arte – Rachel Oleksy (“Teodora Quer Dançar”) Melhor Ator – Jurandir de Oliveira (“Abismo”) Melhor Atriz – Mariana Badan (“Teodora quer Dançar”) Menções Honrosas – “Marias”, “Plantae” e “Insone” MOSTRA COMPETITIVA DE CURTAS-METRAGENS PERNAMBUCANOS Melhor Filme – “Uma Balada para Rocky Lane” Melhor Direção – Diego Melo (“Seja Feliz”) Melhor Roteiro – Fabio Ock (“Seja Feliz”) Melhor Fotografia – Henrique Spencer (“Frequências”) Melhor Montagem – Marcos Buccini (“O Consertador de Coisa Miúdas”) Melhor Edição de Som – Adalberto Oliveira (“Frequências”) Melhor Trilha Sonora – Neilton Carvalho (“O Consertador de Coisas Miúdas”) Melhor Direção de Arte – Lia Letícia (“Frequências”) Melhor Ator – Heraldo Carvalho (“Edney”) Melhor Atriz – Roberta Mharciana (“Cara de Rato”) PRÊMIO DA CRÍTICA Melhor Longa-Metragem – “Christabel” Melhor Curta Nacional – “Abismo” Melhor Curta Pernambuco – “Seja Feliz” PRÊMIO CANAL BRASIL Melhor Curta: “Universo Preto Paralelo” (SP)

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    Soldados do Araguaia é obrigatório para saudosistas da ditadura militar

    1 de abril de 2018 /

    A historiografia brasileira tem muitos esqueletos no armário. Aspectos importantes são deixados de lado, relegados ao esquecimento, como se nunca tivessem existido. O diretor Belisário Franca já havia mexido numa ferida antiga, no documentário “Menino 23”, acompanhando a investigação do historiador Sidney Aguiar, que descobriu tijolos confeccionados com suásticas nazistas, numa fazenda no interior de São Paulo. E acabou revelando a escravização de crianças nos anos 1920 e 1930, promovida por empresários de pensamento eugenista. O vínculo entre elites brasileiras e crenças nazistas se revela por inteiro, no depoimento de uma vítima sobrevivente: menino 23, já que eles tinham que abdicar de seus próprios nomes. Belo documentário. Agora, o cineasta volta à carga com “Soldados do Araguaia”, remexendo na proscrita guerrilha do Araguaia, que aconteceu entre 1967 e 1975, na selva amazônica. Foi um movimento de resistência armada à ditadura militar no campo, visando a atingir comunidades ribeirinhas e rurais na organização da resistência. Acabou sendo dizimada por forças do exército, que recrutavam soldados da própria região, que se apresentavam para o serviço militar e eram treinados para enfrentar a guerra, desconhecendo por completo suas reais motivações. O tal treinamento, revela-se no filme, era de uma crueldade incrível para aqueles recrutas, que sofriam verdadeira tortura física e psicológica, para aprenderem a endurecer com os “subversivos” comunistas, que seriam capturados e barbaramente torturados, mortos, jogados ao mar de helicópteros e todo tipo de excessos. Não havia lei nem nenhum tipo de garantia constitucional ou dos direitos humanos. Tudo podia, na ditadura militar que vigorou por 21 anos no Brasil, especialmente contra a resistência armada, no campo ou na cidade. A partir de um trabalho de apoio aos ex-soldados do Araguaia, que vivem traumas permanentes, relacionam-se com fantasmas e culpas por toda a vida, o documentário “Soldados do Araguaia” resolve ouvi-los, contar suas agruras, suas impressões, suas memórias, os medos que persistem, a opressão que ficou dentro deles, como agentes e vítimas de uma violência inaudita. O que se ouve e se vê é estarrecedor. Quem ainda hoje pensa em restaurar dias como aqueles só pode ser um louco desumano ou um completo desinformado sobre aquele período. Daí a importância de um filme como esse, para que não desejemos repetir atrocidades como aquelas. Quando se quer apagar da história os eventos que não interessa recordar, que comprometem pessoas e instituições de poder, o que nos resta é um limbo perigoso, que pode nos levar a reviver barbaridades, desumanidades, que não se justificam em nome de nenhuma ideia política, seja à direita, seja à esquerda. Combater a opressão ao ser humano se sobrepõe a todas as ideologias ou sistemas de poder. Para que isso seja possível, encarar a verdade dos fatos é essencial. O documentário é um meio, um dos caminhos de concretizar isso e alcançar o público. O problema é a distribuição e exibição dos filmes, que acaba relegando-os a poucos e raros espaços, por pouquíssimo tempo. Os serviços de TV paga, streaming e a disponibilização na Internet podem ajudar. Pode ser incômodo, mas é importante saber dessas coisas.

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    Documentário resgata coragem e importância histórica de Dom Paulo Evaristo Arns

    24 de dezembro de 2017 /

    Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016) é uma figura tão importante na história recente do Brasil que vai muito além da sua atuação propriamente religiosa. Sua narrativa de vida é tão densa e marcante que é muito difícil abordá-la em sua amplitude. O documentário do jornalista Ricardo Carvalho reconhece isso já no título complementar do filme “Coragem! – As Muitas Vidas do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns” e se debruça, didaticamente até, nas várias dimensões da atuação dele. A dedicação de Dom Paulo à causa dos mais pobres, à luta pelo respeito e dignidade da pessoa humana, ao exercício pleno da cidadania para todos, à democracia e aos direitos humanos, passou por testes terríveis, já que ele foi cardeal de São Paulo no período negro da ditadura militar e prosseguiu já na redemocratização do país, de 1970 a 1998. Mas ele atuou bravamente para denunciar a opressão do período, as torturas, a perseguição política e produziu gestos históricos, como o do evento ecumênico na catedral de São Paulo para marcar a morte de Vladimir Herzog, que supostamente teria se suicidado na prisão. Na verdade, morto sob tortura. Ao lado do rabino Henri Sobel e do reverendo evangélico Jayme Wright, oficiou o evento religioso que reuniu 8 mil pessoas na catedral e praça da Sé, num dos momentos mais tensos da ditadura. Ele visitou presos políticos, acolheu perseguidos e fez ouvir sua voz por todos os cantos. Chegou a ser recebido por Emílio Garrastazu Médici, para apresentar sua demanda ao mais duro militar que exerceu o poder no Brasil. O filme mostra, também, que ele manteve correspondência com Fidel Castro, então execrado pelo regime, que proibia até visitas turísticas a Cuba. Enfim, não por acaso, o título do documentário é “Coragem!”, com exclamação. Essa talvez seja, mesmo, a característica mais forte de Dom Paulo: a coragem, aliada a um humanismo militante, que fizeram dele uma das maiores referências brasileiras do século 20. O jovem, que nasceu em Forquilha, Santa Catarina, veio de uma família pobre, com 13 filhos, e se tornaria sacerdote em 1945. Estava pronto para encarar o desafio de sua existência, ao assumir a condição de cardeal de São Paulo, em 1970, um ano de escalada da repressão, que se agudizava desde a edição do AI-5, em 1968. Que só teve como atenuante a vitória do Brasil na Copa do Mundo do México. E que teve em Dom Paulo um dos respiros democráticos mais fortes e representativos. Da dimensão de um Dom Helder Câmara, que o inspirou. O filme “Coragem!” dá conta de revelar essa trajetória espantosa de Dom Paulo em anos de trabalho de Ricardo Carvalho, que foi próximo do cardeal e cobriu esses eventos do período, reunindo muito material. Além disso, contou com imagens de arquivo cedidas por órgãos da mídia e com a preciosa colaboração do arquivo pessoal do clérigo, organizado e disponibilizado por Maria Angélica Borsoi, secretária do religioso por 40 anos, além da família de Dom Paulo. “Coragem!” é um trabalho que merece ser conhecido e divulgado. Indispensável para os mais jovens que, talvez, desconheçam o enorme legado de Dom Paulo Evaristo Arns ao Brasil e à democracia, tão duramente reconquistada, e em que a atuação dele foi absolutamente central. Só para lembrar mais algumas coisas que fazem parte dessas muitas vidas de Dom Paulo: as comunidades eclesiais de base, que ele impulsionou e apoiou; a criação da Comissão de Justiça e Paz, em 1972, que denunciava abusos cometidos no período e o impressionante projeto Brasil Nunca Mais, que reuniu uma equipe de 30 pessoas em seis anos de trabalho clandestino, resultou num livro que denunciou ao mundo o que ocorria no Brasil e é uma referência essencial para o registro do que, infelizmente, vivemos. Que essas coisas realmente nunca mais aconteçam. Ainda bem que, nesse período de trevas, existiu uma pessoa como Dom Paulo Evaristo Arns. O filme “Coragem!”, que está agora em cartaz nos cinemas, será exibido posteriormente na TV. Provavelmente, na Globo News TV, já que ela é uma das coprodutoras da obra.

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    Seu Jorge será o guerrilheiro Marighella no primeiro filme dirigido por Wagner Moura

    1 de dezembro de 2017 /

    O filme que marcará a estreia na direção do ator Wagner Moura (série “Narcos”) será estrelado por Seu Jorge (“E Aí… Comeu?”). O cantor e ator encarnará Carlos Marighella na produção, que acompanhará a trajetória do guerrilheiro baiano na luta armada contra a ditadura militar, entre 1964 e 1969, quando foi morto por policiais numa emboscada em São Paulo. O rapper Mano Brown chegou a ser cotado para o papel, mas a agenda de shows da banda Racionais MC’s acabou entrando em conflito com o cronograma das filmagens. Seria a estreia do rapper como ator, após compor a trilha de um documentário sobre Marighella, realizado em 2012 pela sobrinha do guerrilheiro, Isa Grinspum Ferraz. Wagner Moura já tinha trabalhado anteriormente com Seu Jorge, quando ambos contracenaram em “Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro” (2010). O elenco do filme, intitulado “Marighella”, destaca ainda Adriana Esteves (“Mundo Cão”) e Bruno Gagliasso (“Isolados”), entre outros. A produção foi autorizada a captar R$ 10 milhões via leis de incentivo, apurou 60% do valor até o momento, mas já começa a ser rodada neste fim de semana, adaptando o livro “Marighella: O Guerrilheiro Que Incendiou O Mundo”, do jornalista Mário Magalhães. Em entrevista ao jornal O Globo, Moura citou Che Guevara, falou de golpe e disse que seu filme tomará partido da esquerda brasileira. “Meu filme não será imparcial, será um filme sobre quem está resistindo”, resumiu.

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    Jorge Furtado vai filmar a peça censurada Rasga Coração, de Vianinha

    7 de novembro de 2017 /

    O diretor Jorge Furtado (“Real Beleza”) vai filmar o texto da peça “Rasga Coração”, de Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha (criador de “A Grande Família”), centrada em política e no conflito de gerações. A peça foi proibida de ser encenada em 1974 e ficou cinco anos censurada pela ditadura militar. “Rasga Coração” foi o último texto teatral de Vianinha, integrante do Teatro de Arena de São Paulo, que logo após terminar o texto morreu de câncer pulmonar, aos 38 anos de idade. O texto chegou a circular clandestinamente em cópias mimeografadas, mas o grande público só foi conhecer seu conteúdo durante o processo de abertura democrática, com a primeira encenação no Rio de Janeiro em 1979, trazendo Raul Cortez no papel principal e Lucélia Santos, Ary Fontoura e Vera Holtz no elenco. A versão de cinema deve manter os temas, mas provavelmente atualizará a história para os dias atuais, uma vez que o recorte da história propicia a mudança – e a luta contra o Estado Novo pode confundir a cabeça de uma esquerda que “mudou de ideia” sobre Getúlio Vargas. Além disso, é impossível ignorar que Furtado gravou vídeos para o PT em defesa contra a perseguição “política” de Lula. Na trama, um militante político, depois de 40 anos de lutas, vê o filho acusá-lo de conservadorismo. Sem dinheiro para pagar as contas, sofrendo com as dores de uma artrite crônica e num crescente conflito com o filho, ele reflete sobre seu passado e se vê repetindo as mesmas atitudes de seu pai. Intercalando fragmentos de vários momentos da vida do protagonista, a história atravessa 40 anos da vida política brasileira. O roteiro é assinado pelo diretor ao lado de Ana Luiza Azevedo (criadora da série “Doce de Mãe”) e Vicente Moreno (“A Última Estrada da Praia”). O elenco destaca Marco Ricca (“Chatô: O Rei do Brasil”) e Chay Suede (“A Frente Fria que a Chuva Traz”) como o pai e o filho do conflito central, além de Luisa Arraes, Drica Moraes, George Sauma, João Pedro Zappa, Duda Meneghetti, Kiko Mascarenhas, Fabio Enriquez, Nelson Diniz, Anderson Vieira e Cinândrea Guterres. A Casa de Cinema de Porto Alegre é responsável pela produção do longa, que será filmado até o começo de dezembro na capital gaúcha, com previsão de lançamento para setembro de 2018.

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  • Wagner Moura
    Filme

    Wagner Moura poderá captar R$ 10 milhões para sua estreia como diretor

    23 de outubro de 2017 /

    A produção de “Marighella”, cinebiografia do guerrilheiro Carlos Marighella, ganhou aval para captar R$ 10,3 milhões através de edital do Ministério da Cultura. O filme marcará a estreia do ator Wagner Moura (série “Narcos”) na direção e será baseado no livro “Marighella: O Guerrilheiro Que Incendiou O Mundo”, do jornalista Mário Magalhães. Agora, a produtora O2 Filmes deverá encontrar pessoas físicas ou jurídicas interessadas em financiar as filmagens. O longa já havia sido autorizado a captar via Lei do Audiovisual em janeiro de 2014, com a última prorrogação autorizada em 2016. Segundo o site da Ancine, dos R$ 10,3 milhões avalizados, apenas R$ 550 mil foram levantados pela produção até o momento. Há um ano, Wagner Moura reclamou, em entrevista ao blogueiro do UOL Leonardo Sakamoto, que estava tendo dificuldade para encontrar investidores. “Já recebemos e-mails de que não iriam apoiar um filme meu, ainda mais sobre alguém como o Mariguella, um ‘terrorista'”, ele disse na entrevista, em que ainda taxou a Lei Rouanet de “neoliberal” porque “deixa para as empresas a aplicação de dinheiro público”. Entretanto, o filme já contava na ocasião com o apoio do governo petista da Bahia, estado natal de Moura e também de Marighella. “O governador se comprometeu a fazer contato com algumas empresas como a Bahiagás, Embasa, etc, para ver a possibilidade de um patrocínio direto ou por meio do FazCultura ou da Lei Rouanet”, disse o secretário de cultura do estado, Jorge Portugal. “Marighella” pretende narrar vida do deputado federal comunista, que também foi escritor e estrategista da guerrilha no Brasil. O livro em que se baseia conta a história entre as décadas de 1930 e 1960, por meio de episódios da vida do político, como uma passagem pela prisão, assaltos a bancos, tiroteios e espionagem internacional. O longa ainda não tem data de estreia.

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    Últimos dias de Tancredo Neves vão virar filme

    21 de maio de 2017 /

    A história da jovem e corrompida democracia brasileira vai ganhar um novo capítulo cinematográfico. Desta vez, o projeto pretende mostrar como tudo começou, retratando os dramáticos últimos 30 dias da vida de Tancredo Neves, durante a transição da ditadura para a liberdade política. Com direção de Sérgio Rezende, que visitou a própria ditadura em “Lamarca” (1994) e “Zuzu Angel” (2006), além de outros períodos diferentes do Brasil em longas como “Guerra de Canudos” (1997) e “Salve Geral” (2009), o filme “O Paciente” lembrará como a saúde do primeiro presidente civil do país, após duas décadas de ditadura militar, quase colocou em risco o processo da redemocratização do Brasil. A trama será uma adaptação do livro “O Paciente: O Caso de Tancredo Neves”, de Luiz Mir, que descreveu o último mês de vida do político veterano e o nervosismo que acompanhou sua internação hospitalar em 1985. Tancredo Neves foi eleito, mas não sobreviveu para tomar posse, o que levou José Sarney, originalmente seu vice, a assumir a presidência. Segundo apurou a Folha de S. Paulo, a produção será um thriller que mostrará os duelos da equipe de médicos de Tancredo e a instabilidade política que os boletins de sua saúde suscitavam. Ainda não há elenco definido, mas as filmagens estão previstas para o segundo semestre.

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    Nudez de Sophie Charlote em Os Dias Eram Assim vira trend topic

    20 de abril de 2017 /

    A nudez da atriz Sophie Charlotte, que mostrou os seios nos três primeiros capítulos da nova série da Globo, “Os Dias Eram Assim”, virou trend topic no Twitter. Na atração, a atriz já tirou a roupa para seduzir o personagem vivido por Daniel de Oliveira, seu marido na vida real, e também em cenas de topless na praia. Com tamanho de novela, a série começa em 1970, no Rio de Janeiro, no dia em que o Brasil venceu a Copa do Mundo e se tornou tricampeão. Por conta do período, Alice, a personagem de Sophie, é meio hippie e libertária, representando as mudanças trazidas pela juventude na época, marcada pela repressão e a censura da ditadura militar. Em entrevista para diversos veículos na véspera das cenas irem ao ar, a atriz se disse à vontade com as cenas de nudez. “O sexo faz parte da vida e a paixão, principalmente na juventude, está muito ligada a isso. Essas cenas estão contando histórias e, se está dentro do contexto da cena, faz sentido para mim”. Veja abaixo algumas das impressões do público registradas em tuítes.

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  • Filme

    Galeria F documenta época trágica, quando presos políticos eram condenados à morte no Brasil

    14 de abril de 2017 /

    Num tempo em que a insanidade e a ignorância de alguns pretende trazer de volta os militares ao poder, é muito importante não esquecer o que foi o período de trevas da ditadura militar brasileira (1964-1985). Muitas histórias já foram contadas pelo caminho documental, outras foram recriadas pela via da ficção, mas ainda há muito a desvendar. E a memória precisa ser estimulada, refrescada, para que não nos esqueçamos do que vivemos e não venhamos a cometer os mesmos erros. Os mais jovens precisam se informar sobre o que aconteceu naquele período, para poderem avaliar o que se passa hoje e para se posicionarem com clareza, já que há muita confusão e desinformação no ar. O documentário “Galeria F”, de Emília Silveira, reconstrói uma história muito relevante do período: a do preso político baiano Theodomiro Romero dos Santos, que desde os 14 anos de idade lutou combatendo a ditadura. Entrou para a luta armada atuando junto ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Aos 18 anos, foi capturado junto com outros companheiros e reagiu à prisão, matando um militar que tentava alvejar um dos militantes detidos na rua. Foi preso, sobreviveu às bárbaras torturas que sofreu ao longo de 9 anos de prisão, até que veio a anistia, que não foi ampla, geral e irrestrita, como se pretendia. Classificado como terrorista, ficou de fora da anistia, foi mantido preso, enquanto poucos permaneciam encarcerados, e foi ameaçado de morte. Mais do que isso, estava de fato condenado à morte, o primeiro da história republicana. A única alternativa seria fugir da prisão, o que, surpreendentemente, aconteceu em 1979, deixando a todos perplexos. Incluído aí o governador Antônio Carlos Magalhães, que se refere na TV a essa fuga e à busca que se empreendeu a partir de então. O filme de Emília Silveira, ela também uma ex-prisioneira política, refaz com o próprio Theodomiro, seu filho Guga e outros participantes daquele período, a incrível fuga, os lugares por onde ele passou, os refúgios, e como foi possível ludibriar desde os carcereiros da prisão a toda a estrutura policial militar do cerco à sua recaptura. É um belo trabalho documental, cheio de humanidade, que não se alimenta de ódio nem de vingança, mas da retomada de um período histórico brasileiro que não pode ser esquecido, com os elementos emocionais que estão envolvidos na vida das pessoas. Por exemplo, o filho Guga, com o documentário, pôde finalmente conhecer a verdadeira história do pai. E a galeria F, onde fica a cela que abrigou o prisioneiro político por muitos anos, acaba sendo a testemunha de uma época trágica, que ainda estamos buscando superar definitivamente. Será possível?

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  • Série

    Sophie Charlote surge provocadora e rebelde na primeira prévia de Os Dias Eram Assim

    5 de abril de 2017 /

    A Globo divulgou uma bela primeira prévia de sua próxima série, intitulado “Os Dias Eram Assim”. O vídeo traz a atriz Sophie Charlotte provocadora, de minissaia e atitude rebelde, ao som de “Amor”, dos Secos e Molhados. Na trama, a atriz dará vida a Alice, uma jovem que não aceita a vontade dos pais para se casar com Vítor (Daniel de Oliveira, seu marido na vida real), preferindo o romance à beira-mar com Renato (Renato Góes). O vídeo também localiza a trama em 1970, durante a ditadura militar, a comemoração do tricampeonato mundial de futebol e a era hippie. É nessa época em que Renato e Alice se conhecem e iniciam uma história de amor que vai atravessar quase duas décadas e cruzar com eventos históricos importantes do país. Chamada de supersérie, por nenhum outro motivo além de seu tamanho – mais para novela que minissérie – , a produção também conta com Antonio Calloni, Leticia Spiller, Cássia Kis, Susana Vieira, Marcos Palmeira, Maria Casadevall, Julia Dalavia, Carla Salle, Felipe Simas e Gabriel Leone, entre outros. Escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi, com colaboração de Guilherme Vasconcelos e Mariana Torres, e direção geral de Carlos Araújo, “Os Dias Eram Assim” estreia em 17 de abril.

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  • Filme

    Sophie Charlotte aparecerá nua nos três primeiros capítulos da nova minissérie da Globo

    27 de março de 2017 /

    A atriz Sophie Charlotte vai aparecer nua nos três primeiros capítulos da próxima minissérie da Globo, intitulado “Os Dias Eram Assim”. Na trama, a atriz dará vida a Alice, par de Vítor (Daniel de Oliveira, seu marido na vida real), e os atores já gravaram cenas românticas em praia do Rio. Mesmo assim, as cenas de nudez e sexo não serão tão frequentes na comparação com outras produções exibidas na mesma faixa horário. Segundo a coluna Telinha, do jornal Extra, já na estreia ela tentará seduzir o namorado e, para isso, tira a roupa. No segundo capítulo, Sophie vai surgir pelada ao tomar banho. E no capítulo seguinte, aparecerá mais uma vez sem roupa quando o personagem Vítor tentar lhe estuprar. O elenco da minissérie, que está sendo chamada de supersérie pela Globo sem muita justificativa, terá ainda Renato Goes, Leticia Spiller, Cássia Kis, Susana Vieira, Marcos Palmeira, Maria Casadevall, Julia Dalavia, Carla Salle, Felipe Simas e Gabriel Leone, entre outros. A minissérie começa em de 1970, no Rio de Janeiro, no dia em que o Brasil venceu a Copa do Mundo e se tornou tricampeão, mas o clima de euforia das ruas contrasta com o peso do momento: repressão, ditadura, violência… É nesse cenário em que Renato (Renato Góes) e Alice (Sophie Charlotte) se conhecem e iniciam uma história de amor que vai atravessar quase duas décadas e cruzar com eventos históricos importantes do país nestes períodos. Escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi, com colaboração de Guilherme Vasconcelos e Mariana Torres, e direção geral de Carlos Araújo, “Os Dias Eram Assim” estreia em 17 de abril.

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