Criadora de The Vampire Diaries desenvolve série distópica sobre golpe de estado
A produtora Julie Plec já está planejando seu próximo projeto, diante do fim iminente de “The Vampire Diaries”, que ela criou em parceria com Kevin Williamson. Reforçando sua ligação profissional com a rede CW, Plec está desenvolvendo o piloto de uma nova série para o canal. Intitulado “Rise”, o projeto se passa após um ataque terrorista, com a declaração da lei marcial nos EUA. Mas um grupo de pessoas comuns logo descobre que o ataque foi apenas um pretexto para um golpe de estado – real e não de retórica política – , deixando os militares no comando do país. Segundo informações apuradas pelo site Deadline, “estes heróis inesperados batem de frente com o novo e tirânico regime governamental, plantando a semente da esperança que culminará na Segunda Revolução Americana”. O projeto é uma criação de Chad Fiveash e James Stoteraux, roteiristas-produtores de “The Vampire Diaries”, e será produzido pela My So-Called Company, empresa de Plec, em parceria com a Warner TV. Por enquanto, o projeto ainda está em fase de roteiro. A próxima etapa é conseguir o aval financeiro do canal para produzir seu piloto. E só se o piloto for aprovado “Rise” virará série.
Joseph Fiennes será líder de um futuro distópico em nova série sci-fi
O ator Joseph Fiennes (“Ressurreição”) vai estrelar a nova série sci-fi “The Handmaid’s Tale”, produção do serviço de streaming Hulu que tem tudo para dar o que falar. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele terá o papel do Comandante Fred Waterford, um dos fundadores de uma sociedade distópica. Baseada no livro de Margaret Atwood, traduzido no Brasil como “O Conto da Aia” e já filmado em 1990 como “A Decadência de uma Espécie”, a trama acompanha uma sociedade futurista e fundamentalista que, diante de desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, passa a explorar as mulheres como propriedade do estado. O elenco traz Elizabeth Moss como a protagonista feminina, Offred, forçada à servidão sexual para, na condição de uma das últimas mulheres férteis, cumprir seu papel na repopulação do planeta. Assim, ela é forçada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. Para isso, conta com a ajuda de sua melhor amiga, vivida por Samira Wiley (série “Orange Is the New Black”), que está passando pelo mesmo tipo de treinamento e que serve como conexão de Offred com uma vida anterior a todo essa humilhação. Max Minghella (“Amaldiçoado”), Madeline Brewer (série “Hemlock Grove”) e Ann Dowd (série “The Leftovers”) completam o elenco confirmado até aqui. A adaptação está sendo desenvolvendo por Bruce Miller (roteirista da série “The 100”) para uma estreia em 2017 no Hulu.
Divergente: Shailene Woodley se diz surpresa com os planos para o final da franquia
Não foi só o público que ficou surpreso pela divulgação dos planos do estúdio Lionsgate para o final da saga “Divergente”, que pode ser lançado direto para a TV ou um serviço de streaming. Enquanto divulgava o vindouro filme “Snowden” na San Diego Comic-Con, a protagonista Shailene Woodley revelou ter descoberto a novidade pela imprensa e ainda não sabe como reagir. “Sinceramente, estava no avião quando tudo aconteceu, desembarquei e fiquei meio ‘Wow, o que está acontecendo?'”, disse a atriz. Quando questionada se estaria disposta a reprisar o seu papel como a mocinha Tris nesses novos termos, a artista deixou a resposta no ar: “Preciso conversar e descobrir os detalhes”. A decisão, que ainda não é oficial, seria reflexo da queda de bilheteria registrada no filme anterior. Enquanto “Divergente” (2014) e “A Série Divergente: Insurgente” (2015) arrecadaram US$ 288,8 milhões e US$ 297,2 milhões, respectivamente, “A Série Divergente: Convergente” (2016) implodiu com US$ 179 milhões em todo o mundo. O fracasso, inclusive, também já rendeu um corte de orçamento da sequência. Segundo o site Variety, a ideia é que “A Série Divergente: Ascendente” finalize o enredo envolvendo os protagonistas da franquia e apresente novos personagens, que se tornarão estrelas de uma série televisiva. Assim, o final da saga viraria o piloto de série mais caro de todos os tempos. “A Série Divergente: Ascendente”, atualmente em pré-produção, tem direção de Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adaline”) e ainda pode ser lançado nos cinemas no mercado internacional. No Brasil, a estreia ainda está mantida em 8 de junho de 2017.
Final da saga Divergente pode ser lançado direto na televisão
O último capítulo da franquia juvenil “Divergente” pode ter sua estreia suspensa nos cinemas. Segundo apurou o site da revista Variety, o estúdio Lionsgate está planejando lançar “A Série Divergente: Ascendente”, atualmente em pré-produção, diretamente na televisão ou num serviço de streaming. A mudança de estratégia seria reflexo da queda de bilheteria registrada no filme anterior. Enquanto “Divergente” (2014) e “A Série Divergente: Insurgente” (2015) arrecadaram US$ 288,8 milhões e US$ 297,2 milhões, respectivamente, “A Série Divergente: Convergente” (2016) implodiu com US$ 179 milhões em todo o mundo. Diante de um calendário lotado de blockbusters no verão de 2017, o estúdio passou a considerar uma mudança de estratégia. Segundo a Variety, além de levar “Ascendente” para a televisão, o estúdio ainda está pensando em transformar o universo criado pela escritora Veronica Roth em uma série televisiva, mas ainda não fechou parceria com nenhum canal de TV ou streaming. A ideia é que o filme finalize o enredo envolvendo os protagonistas da franquia e apresente novos personagens, que serão as estrelas da vindoura série. Assim, o final da saga viraria o piloto de série mais caro de todos os tempos. Com direção de Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adaline”), “A Série Divergente: Ascendente” ainda pode ser lançado nos cinemas no mercado internacional. No Brasil, a estreia ainda está mantida em 8 de junho de 2017.
Diretora de Kung Fu Panda fará sci-fi adolescente com atores reais
A diretora sul-coreana Jennifer Yuh Nelson, que realizou os dois últimos longas da franquia animada “Kung Fu Panda”, vai fazer seu primeiro filme com atores reais. Segundo o site The Hollywood Reporter, ela comandará a adaptação de “Mentes Sombrias” (Darkest Minds), primeiro livro de mais uma trilogia de sci-fi distópica adolescente. Lançado no Brasil em 2013, o livro de Alexandra Bracken retrata um mundo em que a maioria das crianças e adolescentes dos EUA foram dizimadas por uma pandemia. Quando os poucos sobreviventes começam a desenvolver poderes, eles são considerados muito perigosos para conviver com a sociedade e aprisionados em campos de concentração. O primeiro livro apresenta a protagonista Ruby, uma menina de 16 anos com poderes telecinéticos (capacidade de mover objetos com a mente), que escapa de uma dessas prisões e se junta a um grupo de adolescentes em fuga do governo. A premissa, que lembra os quadrinhos de “X-Men” e filmes como “Heróis” (2009), foi adaptada adaptada pelo roteirista Chad Hodge, criador da série “Wayward Pines”, que também é baseada numa distopia literária. Ainda não foram anunciados elenco ou cronograma da produção.
Diretores de Capitão América farão série baseada no filme cult Warriors – Os Selvagens da Noite
Os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores de “Capitão América: Guerra Civil”, estão desenvolvendo uma série baseada no cultuadíssimo filme de gangues “Warriors – Os Selvagens da Noite” (1979) para o serviço de streaming Hulu. Segundo o site Deadline, os Russos vão produzir a série e dirigir o piloto, que será escrito pelo estreante Frank Baldwin (do vindouro filme “The Godmother”). O projeto será financiado pela Paramount Television e contará com participação do produtor original do filme, Lawrence Gordon (também da franquia “Duro de Matar”). Dirigido por Walter Hill, “Warriors” se tornou um dos filmes mais cultuados dos anos 1970, e até hoje é lembrado com carinho, a ponto de ter virado um videogame em 2005 e rendido uma revista em quadrinhos que continuou a história do longa em 2009. Um dos motivos de sua permanência no imaginário popular foi o modo como sua trama fantasiosa refletiu como poucas a realidade de Nova York, no auge da explosão de violência que deu ao Bronx a fama de ser o lugar mais perigoso do mundo. Amplificando o caos numa história distópica, adaptada do romance homônimo de Sol Yurick, o filme criou cenas antológicas, frases de efeito famosas e influenciou gerações com sua brutalidade pós-punk estilizada – influenciada por “Laranja Mecânica” (1971). O filme acompanhava uma gangue chamada Warriors (guerreiros), que comparece a um encontro marcado entre todas os criminosos da cidade, visando formar uma união capaz de colocar Nova York de joelhos. Mas o líder do movimento é assassinado em plena reunião, num complô que incrimina os Warriors. Perseguidos por todas as gangues rivais, eles fogem do Bronx em desespero, buscando sobreviver até encontrar refúgio em seu território, na distante Coney Island. Ainda não há data definida para a estreia da série.
Diretora de Como Eu Era Antes de Você vai filmar a sci-fi juvenil A Seleção
A diretora Thea Sharrock, que estreou no cinema com o sucesso “Como Eu Era Antes de Você”, vai comandar a adaptação de outro best-seller juvenil: “A Seleção”. Comparado a “Jogos Vorazes”, o livro escrito por Kiera Cass quase virou série na rede CW, que chegou a encomendar dois roteiros diferentes sem se satisfazer com os resultados. A trama é ambientada 300 anos no futuro e gira em torno de uma jovem pobre (vivida no piloto de 2012 por Aimee Teegarden, da série “Friday Night Lives”), que é escolhida em uma loteria para competir ao trono de rainha de uma nação destruída pela guerra. 35 jovens são selecionadas para a disputa, que irá determinar qual merecerá se transformar na futura esposa do cobiçado príncipe Maxon. Mas o que parece um sonho para muitas, é um pesadelo para a protagonista, America Singer, jovem apaixonada por um garoto de uma casta inferior. Eleita para representar seu estado na disputa real, aos poucos, ela acaba se envolvendo com o princípe. A obra vendeu mais de 3,5 milhões de cópias pelo mundo inteiro e virou franquia: já ganhou quatro sequências, além de vários spin-offs literários. O roteiro da versão cinematográfica está a cargo de Katie Lovejoy (série “Dracula”). Ainda não há nenhum nome cotado para o elenco, nem cronograma oficial para a produção, que será financiada pela Warner Bros.
Continuação de Uma Noite de Crime ganha pôsteres, trailer legendado e título nacional aleatório
A Universal divulgou novos pôsteres americanos e o trailer nacional legendado de “12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição”. E o que é este filme de título tão longo? Mais um equívoco da titulagem nacional. Trata-se do terceiro longa da franquia “The Purge”, que até então vinha sendo traduzida no Brasil como “Uma Noite de Crime”. Quem batizou “The Purge”, que significa “o expurgo”, com um título de quatro palavras foi a própria Universal em 2013. Por que mudar, então? Talvez porque o segundo filme tenha chegado por outra distribuidora no Brasil, a H2O, que teve o cuidado de respeitar a titulagem original, lançando-o como “Uma Noite de Crime: Anarquia”. Ao retomar a franquia, a Universal marca distância da distribuidora anterior com um título diferente, que, ao mesmo tempo, rompe totalmente com o padrão que ela própria estabeleceu. Quem já convive com “Uma Noite Alucinante 2” como continuação de “A Morte do Demônio” tem agora que suportar outro #fail monumental dos tradutores oficiais. Mas digamos que fosse mesmo necessário mudar o título. Não seria melhor simplificar? A tradução literal do terceiro filme é “O Expurgo: Ano de Eleição”, cinco palavras. Mas, claro, para quê simplificar se é possível lotar um cartaz com oito palavras? “12 Horas Para Sobreviver – O Ano da Eleição” tem quase tantas letras quanto “Entrando numa Fria Ainda Maior com a Família”, a “tradução” oficial de “Little Fockers”! O público de cinema não merece tanta criatividade. Claro que todas as resenhas do lançamento vão perder espaço preciso para discutir esse título duvidoso, deixando os comentários sobre o filme propriamente dito para as linhas que sobrarem. Como aqui. É importante destacar que, apesar da “tradução” aleatória, a trama referencia diretamente os longas anteriores, ao trazer de volta os personagens de Edwin Hodge, o jovem negro resgatado no primeiro “Uma Noite de Crime” (2013), e Frank Grillo, o “Sargento” de “Uma Noite de Crime: Anarquia” (2014). Desta vez, os aspectos políticos da franquia distópica assumem o centro da ação, acompanhando uma Senadora (Elizabeth Mitchell, das séries “Lost” e “Revolution”) que pretende acabar com os expurgos anuais. O problema é que seus inimigos querem aproveitar a nova noite de crime para eliminá-la. E cabe ao arrependido “Sargento” repetir a situação em que ele se meteu anteriormente, protegendo a Senadora fugitiva nas ruas violentas, após o início das 12 horas anuais em que todos os crimes são permitidos. Como os filmes anteriores da trilogia, o terceiro também é escrito e dirigido por James DeMonaco. A estreia está marcada para 15 de setembro no Brasil, mais de dois meses após o lançamento nos EUA (em 1/7).
The Handmaid’s Tale: Elisabeth Moss será protagonista de nova série distópica
A atriz Elisabeth Moss (série “Mad Men”) vai estrelar uma série baseada no romance distópico “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood. A informação é do site The Hollywood Reporter. A produção reforça a intenção do Hulu de se tornar cada vez mais competitivo no mercado de serviços de streaming, reforçando seu catálogo com uma obra de grande apelo. Lançado em 1985, o livro de Atwood já virou filme, estrelado por Natasha Richardson em 1990, com o título brasileiro “A Decadência de uma Espécie”. A série manterá o título original em inglês, “The Handmaid’s Tale”, e está sendo desenvolvida por Bruce Miller, roteirista-produtor de outra adaptação distópica bem-sucedida na TV, “The 100”. A trama de “The Handmaid’s Tale” se passa numa sociedade fundamentalista religiosa que, diante de desastres ambientais e uma taxa de natalidade em queda, passa a explorar as mulheres como propriedade do estado. Elizabeth Moss dá vida a Offred, forçada à servidão sexual para, na condição de uma das últimas mulheres fertéis, cumprir seu papel na repopulação do regime totalitário. Assim, ela é forçada a transitar entre comandantes, suas esposas cruéis e outros tipos perigosos, lidando com todos com um objetivo em mente: encontrar a filha que lhe tiraram. “The Handmaid’s Tale” terá dez episódios, com estreia prevista para 2017.
High-Rise: Portishead divulga cover atmosférico do Abba, criado para trilha sonora
A banda britânica Portishead divulgou sua gravação de “SOS”, um dos maiores hits do grupo sueco Abba. O cover faz parte da trilha sonora do filme “High-Rise” e sua inclusão reforça o fato de a trama se passar nos anos 1970. Entretanto, a nova versão tem pouco em comum com o sucesso original, trocando o clima de discoteca por uma atmosfera sinistra, típica da melhor fase do trip-hop dos anos 1990. Com direção de Ben Wheatley (“Turistas”), “High-Rise” é uma adaptação do cultuado livro “Arranha-Céus”, de J.G. Ballard (autor de “O Império do Sol” e “Crash – Estranhos Prazeres”), lançado em 1975 como uma distopia futurista. Curiosamente, o filme manteve a época da publicação original. Por isso, a torre residencial futurista surge como um resquício de um passado opulento. Construído para ser o edifício mais moderno de sua época, com supermercado, academia e escola, de modo a dispensar o mundo exterior, a construção se torna um verdadeiro microcosmo da sociedade, onde os moradores dos andares superiores se consideram literalmente acima dos demais, até que o ressentimento, aliado à claustrofobia, deságua num surto de violência entre vizinhos. O elenco inclui Tom Hiddleston (“Thor: O Mundo Sombrio”), Jeremy Irons (“Batman vs. Superman”), Sienna Miller (“Sniper Americano”), Luke Evans (“Drácula – A História Nunca Contada”), Elisabeth Moss (série “Mad Men”), James Purefoy (série “The Following”), Stacy Martin (“Ninfomaníaca”) e Sienna Guillory (“Resident Evil 5: Retribuição”). “High-Rise” já estreou no Reino Unido e em boa parte da Europa, chega em 13 de maio nos EUA e não tem previsão de lançamento no Brasil.
Fracasso de Convergente rende crise e corte no orçamento de Ascendente, o final da franquia Divergente
“A Série Divergente: Convergente” pode ter aberto em 1º lugar no Brasil na semana passada, mas é um grande fracasso internacional. Por conta de seu péssimo desempenho nos EUA, onde estreou muito abaixo dos primeiros filmes da franquia, as ações do estúdio Lionsgate despencaram. O quarto filme, de conclusão da saga, só não foi cancelado devido aos contratos já firmados, num caso em que a ambição (dividiram o terceiro livro de Veronica Roth em dois filmes, como no final de “Crepúsculo” e “Jogos Vorazes”) provou-se um erro estratégico. Com um custo altíssimo de produção (estimado em US$ 110 milhões), “Convergente” só rendeu US$ 29 milhões em seu fim de semana nos EUA – no mesmo período, “Divergente” fez US$ 54,6 milhões em 2014 e “Insurgente” rendeu US$ 52,2 milhões em 2015. E deve dar prejuízo. Por conta disso, a Lionsgate, que já tinha se antecipado e afastado o diretor Robert Schwentke, pretende cortar muito o orçamento de “Ascendente”, último capítulo da saga, previsto para ser lançado em junho de 2017, que será dirigido por Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adeline”). “O orçamento para o próximo longa vai ser reduzido. Mas ainda não se sabe o quanto”, disse uma fonte da produção ao site da revista The Hollywood Reporter. Para completar a tempestade perfeita, a baixa bilheteria do filme aconteceu três semanas após o desastre de “Deuses do Egito”, filme que custou US$ 140 milhões e rendeu apenas US$ 29 milhões nos EUA. E nem com a bilheteria mundial, que soma US$ 127 milhões, ele se paga. Além de se preocupar com o desastre financeiro, o estúdio considera o resultado especialmente preocupante diante do indício do esgotamento do filão da sci-fi e fantasia juvenis. A Lionsgate se especializou em filmes do gênero, que renderam seus principais sucessos, de “Crepúsculo” a “Jogos Vorazes”. O estilo, que já foi uma das grandes apostas de Hollywood, também rendeu este ano o fracasso de “A 5ª Onda”. Ao mesmo tempo, o gênero migrou para a televisão. Só em 2016, foram três lançamentos de fantasia/sci-fi juvenis: “The Magicians”, The Shannara Chronicles” e “Shadowhunters”, sendo que a última série levou para a telinha uma franquia que fracassou nos cinemas, “Os Instrumentos Mortais”. Das três, apenas a mais cara, “The Shannara Chronicles”, ainda não teve sua renovação confirmada.
Convergente não tira Zootopia da liderança das bilheterias dos EUA
Maior lançamento do fim de semana nos EUA, “A Saga Divergente: Convergente” não foi capaz de tirar “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho” da liderança das bilheterias do país. A animação de bichos falantes da Disney fez mais US$ 38 milhões e se manteve como o filme mais visto da América do Norte pela terceira semana consecutiva. O sucesso de “Zootopia” tem surpreendido até a própria Disney. Com sua arrecadação atual, o filme já fez mais de US$ 200 milhões nos EUA e está a um dia de atingir US$ 600 milhões em todo o mundo. Para se ter ideia, “Frozen – Uma Aventura Congelante” levou uma semana a mais para chegar nesses números. Além de “Frozen”, apenas “Operação Big Hero” superou US$ 600 milhões em arrecadação, entre todos os lançamentos da história da Disney Animation. Por sua vez, “A Saga Divergente: Convergente” fez US$ 29 milhões, muito abaixo do desempenho dos dois filmes anteriores da franquia – “Divergente” fez US$ 54,6 milhões em 2014 e “Insurgente” rendeu US$ 52,2 milhões em 2015. Para piorar, foi também o título de pior recepção crítica entre as franquias distópicas que tem sido produzidas em série nos últimos anos, com apenas 10% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Até o público parece concordar, dando nota B na pesquisa do CinemaScore (contra notas A de “Divergente” e A- de “Insurgente”). A Lionsgate, porém, anteviu o problema e tomou iniciativas importantes. Primeiro, antecipou o lançamento no mercado internacional, evitando a contaminação das críticas negativas e o desempenho pífio nos EUA. Resultado disso é que, no Brasil, o filme liderou as bilheterias da semana passada, faturando R$ 10 milhões. A arrecadação brasileira só perdeu para a estreia na França, com US$ 8,1 milhão. Assim, a soma mundial do filme está agora em US$ 82,4 milhões. O problema é que “Convergente” custou, só em produção, US$ 110 milhões, e já é o segundo fiasco milionário do estúdio em 2016, após a implosão de “Deuses do Egito”. Neste contexto, os produtores foram rápidos em sua segunda iniciativa: demitir o diretor Robert Schwentke, que será substituído por Lee Toland Krieger (“A Incrível História de Adeline”) no último filme da “Série Divergente”, intitulado “Ascendente”, que continua previsto para 2017. O 3º lugar ficou com outro lançamento, “Milagres do Paraíso”. Distribuído em mais de 3 mil cinemas, fez US$ 18,5 milhões – uma arrecadação por sala relativamente baixa. Embora o baixo rendimento reflita uma certa descrença do público na atual onda de filmes sobre milagres religiosos contemporâneos, seu desempenho não é nem de longe um desastre de proporções bíblicas, já que custou apenas US$ 13 milhões e se pagará, a princípio, com uma bilheteria na casa dos US$ 35 milhões, algo que nem depende de muita fé para se tornar realidade. O Top 5 tem ainda “Rua Cloverfield, 10”, que chegou a US$ 45 milhões em dez dias nos EUA, e “Deadpool”, que aumentou seu recorde de arrecadação para US$ 340 milhões no mercado doméstico. Para se ter ideia, o filme de censura “R” (para maiores de 17 anos) agora só perde para quatro lançamentos PG-13 (para maiores de 13 anos) da Marvel: “Vingadores” (2012), “Vingadores: Era de Ultron” (2015) e “Homem de Ferro 3” (2013), além dos dois primeiros “Homem-Aranha” da Sony. Em todos os tempos. No mercado mundial, “Deadpool” chegou a impressionantes US$ 730 milhões, o que o deixa a apenas US$ 17 milhões de superar “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014) e assumir a condição de filme de super-herói mais bem-sucedido do estúdio 20th Century Fox. Vale observar que ele também é o mais autoral e radical de todos esses filmes citados. BILHETERIA: TOP 10 EUA 1. Zootopia Fim de semana: US$ 38 milhões Total EUA: US$ 201,8 milhões Total Mundo: US$ 591,7 milhões 2. A Série Divergente: Convergente Fim de semana: US$ 29 milhões Total EUA: US$ 29 milhões Total Mundo: US$ 82,4 milhões 3. Milagres do Paraíso Fim de semana: US$ 18,5 milhões Total EUA: US$ 18,5 milhões Total Mundo: US$ 18,5 milhões 4. Rua Cloverfield, 10 Fim de semana: US$ 12,5 milhões Total EUA: US$ 45,1 milhões Total Mundo: US$ 52,3 milhões 5. 5. Deadpool Fim de semana: US$ 8 milhões Total EUA: US$ 340,9 milhões Total Mundo: US$ 730,6 milhões 6. Invasão a Londres Fim de semana: US$ 6,8 milhões Total EUA: US$ 50 milhões Total Mundo: US$ 50 milhões 7. Uma Repórter em Apuros Fim de semana: US$ 2,8 milhões Total EUA: US$ 19,2 milhões Total Mundo: US$ 19,2 milhões 8. The Perfect Match Fim de semana: US$ 1,9 milhão Total EUA: US$ 7,3 milhões Total Mundo: US$ 7,3 milhões 9. 5. Irmão de Espião Fim de semana: US$ 1,4 milhão Total EUA: US$ 5,9 milhões Total Mundo: US$ 22,6 milhões 10. O Regresso Fim de semana: US$ 1,2 milhão Total EUA: US$ 181,1 milhões Total Mundo: US$ 483,1 milhões
Convergente assume que Divergente não é grande coisa
Uma das características de “Divergente” é ser a mais regular dessas franquias juvenis contemporâneas. Regular, tanto no sentido de manter o mesmo nível a cada novo filme, mas também no sentido deste nível ser baixo. “A Série Divergente: Convergente”, dirigido pelo mesmo Robert Schwentke do segundo capítulo, não foge à regra, embora exista um consenso tácito de que se trata do pior. Uma das “vantagens” do terceiro filme é que ele funciona quase como se fosse independente de “Divergente” (2014) e “Insurgente” (2015), por não se focar muito no enredo das facções – a separação da população de Chicago em diferentes grupos organizados conforme suas capacidades ou inclinações. O que servia de motivação ao longa inicial é praticamente deixado de lado, assim como o desfecho visto no segundo capítulo. “Convergente” começa em outro ponto, no meio do julgamento e execução daqueles considerados inimigos da nova ordem. Como o irmão de Tris (Shailene Woodley), Caleb, vivido por Ansel Egort, está preso e prestes a ter o mesmo fim dos demais, o roteiro arranja um jeito de libertá-lo e fazê-lo se juntar ao grupo de jovens que atravessarão a muralha inexorável que cerca Chicago, para descobrir o que existe além dela – embora a nova líder, Evelyn (Naomi Watts), tente impedi-los com seus soldados. Nesse sentido, o filme se aproxima de outro produto de distopia juvenil, “Maze Runner: Prova de Fogo” (2015), que, se não evoca melhor a tese da caverna de Platão, é muito mais eficiente na construção de sua ação e no modo intrigante com que apresenta o novo mundo para os personagens – o além do labirinto de lá é o além da muralha daqui. Uma curiosidade: o roteirista Noah Oppenheim escreveu o primeiro “Maze Runner”. Em vez de perigos desconhecidos, o que “Convergente” reserva para Tris, Four (Theo James) e seus aliados é uma civilização de arquitetura moderna e futurista, que atingiu diversos avanços tecnológicos, mas que não chega a causar encantamento ou mesmo temor. Quanto ao fato deste destino não ser exatamente o paraíso, o próprio trailer já antecipou. Desde antes de entrar no cinema, o público sabe que se trata de uma cilada. Mas a maior cilada está mesmo no roteiro, que perde de vista as teorias comportamentais controvertidas que embasaram a concepção utópica da sociedade pós-apocalíptica de “Divergente”, para revelar que, bem, ser Divergente não é grande coisa. É, basicamente, ser normal. Mesmo com essa desconstrução, o novo chefão, David (Jeff Daniels), quase alicia Tris com seu discurso pseudo-metafísico, embora seu objetivo seja o mesmo de qualquer vilão introduzido em fase posterior de videogame: exterminar. Graças à incapacidade da direção em construir eficientes sequências de ação e a opção por diálogos repletos de chavões (“Não separem as pessoas” etc.), o filme parece ter uma duração bem maior do que sua projeção. Arrasta-se na tela. E, claro, não conclui nada. Isto porque o último livro foi dividido em dois longas – como de praxe – , apesar de ser o mais fraco da trilogia de Veronica Roth. A esperança é que, com a mudança de direção – Schwentke saiu depois de uma discussão com os produtores – , aumentem as chances dessa distopia terminar melhor.












