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    Tom Sizemore é acusado de abusar de atriz mirim de 11 anos

    13 de novembro de 2017 /

    A revista The Hollywood Reporter publicou uma denúncia grave de abuso de menor contra o ator Tom Sizemore, apoiada no testemunho de uma dúzia de integrantes do elenco e da equipe técnica do filme “Mente Perigosa” (Born Killer) de 2005. Segundo apurou a publicação, o ator foi suspenso e enviado para sua casa após uma menina de 11 anos do elenco contar aos pais que ele tinha tocado suas partes íntimas. As filmagens aconteceram em Utah em 2003, dois anos antes da estreia. O motivo da demora no lançamento do filme foram justamente as complicações surgidas no set. Sizemore foi convocado a filmar cenas adicionais meses depois, para finalizar sua participação, após os pais da criança decidirem não levar adiante as acusações. Na ocasião, o incidente foi abafado. Contatada pela revista, a atriz, que atualmente tem 26 anos, recusou-se a comentar o assunto, informando apenas que contratou um advogado para explorar ações legais contra o ator e seus próprios pais. Ela pediu para não ser identificada. O agente de Sizemore também não quis fazer comentários. Mas a THR falou com uma dúzia de pessoas envolvidas na produção do filme, que confirmaram que Sizemore foi enviado para casa após o suposto incidente. De acordo com esses membros do elenco e da equipe, os rumores agitaram o set e as emoções escalaram em relação ao que supostamente aconteceu, impedindo a finalização das filmagens por vários meses. O incidente teria acontecido durante uma sessão de fotografia, que deveria render uma foto da família do personagem de Sizemore. Intérprete de sua filha, a menina estava sentada em seu colo, quando o ator teria se aproveitado. O gerente de produção, Cassidy Lunnen, lembra que “a garota era tão jovem que não ficou claro para ela e, mais tarde, para seus pais, o que realmente aconteceu e se foi intencional ou não”. Sizemore tem uma longa ficha corrida de confusões, que incluem acusações de uso de drogas e violência contra mulheres, mas nunca tinha sido acusado anteriormente de abuso sexual. Na época do incidente de Utah, ele havia sido condenado por agredir fisicamente e assediado sua ex-namorada, Heidi Fleiss. Consta que ele negou a acusação da jovem atriz quando foi confrontado pelos produtores, mas foi dispensado pelos empresários que cuidavam de sua carreira logo em seguida. A atriz Robyn Adamson, que retratava a esposa, lembra que viu a garota se assustar. “Em certo momento, seus olhos ficaram enormes, como se ela fosse vomitar. Eu estava olhando para ela. Ela logo se reintegrou e continuou a cena, embora tivesse problemas para obedecer a direção. Mais tarde, quando me disseram o que aconteceu, eu soube exatamente que era verdade”. Catrine McGregor, diretora de casting que contratou a jovem atriz, revelou como todos souberam o que tinha acontecido. “A mãe percebeu que sua filha estava excepcionalmente calada e disse que iria levá-la para uma piscina de natação, que era a coisa favorita da menina”, relatou na reportagem. “Quando a menina colocou seu maiô, ela disse para a mãe, de forma perturbadora, que o contato do traje de banho parecia igual ao momento em que o homem pôs seu dedo dentro dela”. Veterana com quatro décadas de carreira como diretora de casting, McGregor afirma que, assim que soube, enviou uma reclamação formal para o departamento jurídico do SAG, o Sindicato dos Atores, e defendeu a demissão imediata de Sizemore. O SAG se recusou a comentar o assunto para a reportagem. A história se espalhou rapidamente. Roi Maufas, que trabalhou como assistente de produção, confirmou: “A menina disse aquilo e todos nós pensamos ‘canalha maldita’. Nunca houve nenhuma dúvida. Ele já era conhecido por fazer comentários inadequados, estar sempre bêbado, falar alto. Estamos falando de um comportamento consistente, sendo apenas ‘Tom Sizemore’ no set todos os dias. Então isso aconteceu. Os homens chegaram a pegar em ferramentas para partir para cima dele. [O produtor James R. Rosenthal, que morreu em 2011] ficou lívido e teve que impedir que um grupo visitasse o Sr. Sizemore para chutar a bunda do cara”. Em entrevistas, os produtores do filme, Jai Stefan, Michael Manshel e Gus Spoliansky, observaram que eles removeram Sizemore do set assim que ouviram a acusação, revisaram as fotos da sessão dos retratos, mas consideraram as evidências inconclusivas. Diante disso, procuraram os pais para encorajá-los a envolver a polícia. Stefan, que junto com os outros descreveu ter sido fortemente afetado pela acusação da atriz (“Eu fiquei tipo ‘Isso aconteceu sob minha responsabilidade?’ Eu comecei a chorar”), lembra que os pais “não queriam que a menina fosse removida do filme”. McGregor, que foi quem contou ao THR sobre o episódio, especula que os pais da menina talvez não desejassem acumular dano profissional ao dano emocional, observando que “não queriam arruinar a carreira do filme de sua filha”. “Eles conversaram com a polícia, mas não fizeram acusações formais”, diz Manshel, acrescentando: “Nós também conversamos com Tom na época e dissemos tudo o que nos foi dito, e ele disse: ‘Eu fiz muitas coisas terríveis, mas nunca faria nada com crianças'”. Como não houve queixa formal, eles retomaram a produção um pouco depois, filmando Sizemore separadamente. “Nós tínhamos a responsabilidade financeira de completar o filme, então decidimos fazer os negócios como de costume – sem ter uma evidência clara sobre o que aconteceu naquele dia”, disse Spoliansky. Ator de filmes de sucesso, como “Assassinos por Natureza” (1994), “Fogo Contra Fogo” (1995), “O Resgate do Soldado Ryan” (1998) e “Falcão Negro em Perigo” (2001), Sizemore se tornou pai após o episódio no set de “Mente Perigosa” e continuou a trabalhar de forma constante, embora relegado a papéis menores em projetos menos prestigiados, alternando a atuação com períodos de detenção por violência contra mulheres – em 2009 e 2011. Ele chegou a ficar um ano e meio na prisão. “Lembro-me de ter ficado animada quando ele foi para a cadeia”, disse Jennie Latham, segunda assistente no filme, “mesmo que fosse por outra coisa”. Recentemente, a carreira de Sizemore voltou a engrenar com projetos televisivos, em séries como “Shooter” e o revival de “Twin Peaks”, que lhe renderam contratos para duas dezenas de filmes de baixo orçamento, atualmente em diferentes estágios de desenvolvimento.

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    Atriz de CSI: Miami diz que foi trancada numa sala por Steven Seagal seminu

    11 de novembro de 2017 /

    Mais uma atriz acusa Steven Seagal de abuso sexual. Eva LaRue, que estrelou a série “CSI: Miami” por oito temporadas, disse ao site Deadline que o ator a trancou em uma sala durante um teste em sua casa em 1990 e depois abriu seu quimono, de pé diante dela, ficando apenas de cueca. Ela se junta a outras atrizes que acusam Seagal de assédio, como Jenny McCarthy, Portia de Rossi e Juliana Margulies. LaRue tinha 22 anos quando recebeu uma ligação de seu agente, dizendo que tinha marcado um teste para ela na casa de Seagal. Ela conta que o agente lhe garantiu que haveria dois produtores e uma diretora de elenco no encontro. Mas era uma armadilha, uma encenação com o objetivo de levá-la para o quarto com Seagal. “De fato, havia outros dois caras e uma mulher. E lá estávamos, sentados em sua sala de estar, falando sobre o personagem que eu ia interpretar e o enredo da história e o que eles estavam procurando – a conversa típica de testes. Mas eu não tinha roteiro. Era uma reunião, mas não uma leitura. E então a diretora do elenco disse: ‘Eu acho que ela é perfeita para o papel'”. Seagal, vestido com um quimono, levantou-se e disse-lhe para segui-lo até onde estava o roteiro. Mas, em vez de ir ao escritório, ele conduziu para um quarto de hóspedes com um grande sofá, onde ele pediu para ela sentar. E enquanto ela se acomodava, ele trancou a porta e se aproximou abrindo o quimono. “Não havia nenhum roteiro, era tudo encenação e ele ficou ali com o quimono aberto. Ele tinha uma roupa de baixo, graças a Deus, mas estava claro que não estava apenas sentindo calor”. A atriz conta que tentou fugir, alegando que não podia demorar, porque tinha outra reunião marcada, e foi quando percebeu que tinha sido trancada. Ele insistiu para que ela se sentasse, relaxasse e tomasse um drinque. Mas ela continuou forçando a porta, de modo que ele desistiu. Em seu relato, LaRue afirma que ele nunca me tocou, mas o encontro foi enervante assim mesmo. Logo que chegou em casa, ela chamou seu agente e contou o que aconteceu. “Todos os agentes daquela época sabiam o que estava acontecendo há muito tempo. Obrigado por não nos contar. Todos sabiam, exceto nós, atores”, afirmou LaRue ao Deadline. E, ao contrário do que muitos afirmam, não é a primeira vez que essas histórias são contadas. Jenny McCarthy foi à público com sua denúncia contra Seagal em 1995. O ator negou a acusação e nada aconteceu. A própria LaRua afirma ter contado sua história “mil vezes” sem que ninguém desse valor. “Não estou fazendo uma denúncia nova ou repentina. Assim como todas essas mulheres que acusaram Harvey Weinstein não estão se apresentando ‘de repente’. Estas não são acusações novas. São histórias que compartilhamos em jantares, entre nossos amigos, nossos familiares, nossos agentes e nossos colegas durante anos. Mas ninguém tinha se importado até agora, até que se importaram, e as pessoas começaram ‘de repente’ a revelar tudo”.

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    Veterano da franquia Star Trek é acusado de abuso sexual nos anos 1980

    11 de novembro de 2017 /

    O modelo Scott R. Brunton acusou o ator George Takei, astro veterano da franquia “Star Trek”, de abuso sexual em 1981. O caso teria acontecido em um momento de vulnerabilidade quando ele tinha 23 anos. Na época, ele trabalhava como garçom e era amigo de Takei, então na casa dos 40 anos. Após romper com um namorado, Brunton foi se encontrar com Takei. “Foi há muito tempo atrás, mas eu nunca vou esquecer. Ele foi muito bom em me consolar e entender que eu estava triste e que ainda amava o meu namorado. Nós fomos beber. No segundo drinque, de repente, eu me senti meio desorientado e achei que estava desmaiando. Então eu me sentei e acho que desmaiei mesmo. A próxima coisa que me lembro ao acordar foi que minhas calças estavam no tornozelo e ele estava pegando na minha virilha, tentando tirar minha cueca”, disse Brunton ao site The Hollywood Reporter. “Eu disse: “O que você está fazendo?” E ele disse que eu precisava relaxar e que só estava me deixando confortável. Eu falei que não queria nada daquilo, o empurrei e fui embora. Fiquei sentado no meu carro até ter condições de dirigir”, completou o modelo. Takei, que interpretou o Sr. Sulu na série clássica “Jornada nas Estrelas” e nos primeiros filmes derivados da produção, tem 80 anos e é gay assumido, negou veementemente as acusações. “Os eventos que ele descreve simplesmente não ocorreram e eu não sei porque ele está falando isso agora. Quebrei minha cabeça para ver se eu lembrava do senhor Brunton, e eu não posso dizer que lembro. Eu levo essas acusações muito a sério, mas quem me conhece sabe que considero atos não consensuais muito antiéticos e bem longe dos meus valores e minhas práticas. A simples ideia de que alguém me acusa disso é extremamente dolorosa”, afirmou Takei nas redes sociais. Veja abaixo a íntegra dos tuítes, que também abordam o apoio que ele recebeu do marido após as acusações. Desde outubro, uma série de acusações de assédio sexual vieram à tona, envolvendo grandes nomes da indústria do entretenimento dos Estados Unidos. Após a denúncia contra o poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes revelações, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick, Steven Seagal e Louis C.K., cineastas como Brett Ratner e James Toback, além de agentes de artistas e produtores executivos. Friends, I'm writing to respond to the accusations made by Scott R. Bruton. I want to assure you all that I am as shocked and bewildered at these claims as you must feel reading them. /1 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 The events he describes back in the 1980s simply did not occur, and I do not know why he has claimed them now. I have wracked my brain to ask if I remember Mr. Brunton, and I cannot say I do. /2 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 But I do take these claims very seriously, and I wanted to provide my response thoughtfully and not out of the moment. /3 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 Right now it is a he said / he said situation, over alleged events nearly 40 years ago. But those that know me understand that non-consensual acts are so antithetical to my values and my practices, the very idea that someone would accuse me of this is quite personally painful. /4 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017 Brad, who is 100 percent beside me on this, as my life partner of more than 30 years and now my husband, stands fully by my side. I cannot tell you how vital it has been to have his unwavering support and love in these difficult times. /5 — George Takei (@GeorgeTakei) November 11, 2017

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    Louis C.K. é demitido das produções da FX e dispensado da animação Pets 2

    11 de novembro de 2017 /

    O comediante Louis C.K. perdeu todos os contratos e projetos que tinha em andamento. Após o cancelamento da estreia do filme “I Love You, Daddy”, que ele escreveu e dirigiu, e do anúncio da HBO e da Netflix sobre interrupção de produções, retirada de especiais das plataformas de streaming e dispensa de projetos futuros, seus últimos parceiros o dispensaram. A FX Productions (FXP) anunciou o rompimento do contrato com a produtora de C.K., Pig Newton. Além disso, a Universal informou que ele não voltará a trabalhar como dublador na continuação da animação “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” (2016). Ele dublava o protagonista, o cachorrinho Max. As decisões foram tomadas após ele admitir que as denúncias de assédio sexual feitas por colegas comediantes eram verdadeiras. A FXP trabalhava com C.K. em quatro séries: “Better Things” e “Baskets”, exibidas no canal pago FX, na vindoura animação “The Cops”, que estrearia no TBS, e “One Mississippi”, na Amazon. Das quatro, “The Cops” era a única que incluía C.K. como intérprete, dublando um dos personagens centrais. Por conta disso, a série teve a produção suspensa e não deve mais estrear na TV. As demais devem continuar a ser produzidas, mas sem participação do comediante. “Ele não servirá mais como produtor executivo ou receberá compensações em qualquer uma das séries que produzimos com ele”, diz o comunicado da FXP. “Louis confirmou que é verdadeiro o relato das cinco mulheres que foram vítimas de sua má conduta, da qual desconhecíamos anteriormente. Tanto quanto sabemos, seu comportamento nos últimos 8 anos em todas as cinco séries que ele produziu para a FX Networks e/ou FX Productions foi profissional. No entanto, agora não é hora dele fazer programas de televisão. Agora é hora dele falar honestamente sobre as mulheres que compartilharam suas experiências dolorosas, um processo que ele começou hoje com sua declaração pública”, segue o texto. “A FX Networks e a FX Productions continuam empenhadas em fazer tudo o que pudermos para garantir que todas as pessoas trabalhem em um ambiente seguro, respeitoso e justo, e continuaremos nossa averiguação a respeito do ambiente de todas essas produções para garantir que foi e é o caso”, termina o comunicado. Já a Universal não acrescentou nenhum comentário à dispensa do trabalho do comediante. Ele também foi dispensado pelas duas empresas que empresariavam sua carreira, a 3 Arts, que agenciava suas produções, e a APA, que cuidava de seus shows de stand-up.

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  • Etc,  Série

    BBC suspende produção e estreia de séries estreladas por Ed Westwick

    10 de novembro de 2017 /

    A rede britânica BBC anunciou nesta sexta-feira (10/11) que não vai mais exibir a minissérie “Ordeal by Innocence”, adaptação do romance de mistério “Punição para a Inocência”, de Agatha Christie, que inclui Ed Westwick em seu elenco. A decisão foi tomada após vir à tona a segunda acusação de estupro contra o ator. “Estas acusações que Ed Westwick nega vigorosamente são sérias. A BBC não está fazendo nenhum julgamento, mas enquanto este assunto não for resolvido, não vamos incluir ‘Ordeal by Innocence’ na programação”, disse a emissora em um comunicado. A minissérie tinha estreia prevista para o Natal, dando sequência a uma leva de minisséries derivadas da obra da escritora, como “And Then There Were None”, “The Witness for the Prosecution” e “Partners in Crime”. Além disso, as gravações já iniciadas da 2ª temporada da série “White Gold”, protagonizada por Westwick, foram suspensas. A atração passada nos anos 1980 é uma coprodução entre a BBC e a Netflix. Ed Westwick está sendo investigado pela polícia de Los Angeles após as denúncias da atriz Kristina Cohen (série “Ladies Like Us”) e de Aurélie Wynn.

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    Louis C.K. sobre acusações de assédio: “É tudo verdade”

    10 de novembro de 2017 /

    Um dia depois de ser acusado de assédio por mulheres comediantes, Louis C.K. admitiu sua culpa. Ao contrário de outros acusados, que afirmam inocência ou desconhecimento, o humorista americano afirmou, num longo comunicado divulgado nesta sexta-feira (10/11), que “essas histórias são verdadeiras”. De acordo com a reportagem publicado pelo jornal The New York Times na quinta-feira, Louis C.K. gostava de se masturbar na frente de mulheres. Ele fez isso na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. E em 2005 perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Apesar de confirmar as acusações, ele alega que sempre pediu permissão para se expor diante das colegas. “Eu dizia para mim mesmo que o que eu fazia era ok porque eu nunca mostrei meu pênis para uma mulher sem perguntar primeiro, o que também é verdade. Mas o que eu aprendi mais tarde, tarde demais, é que quando você tem poder sobre outra pessoa, pedir para que ela olhe para o seu pênis não é uma questão. É colocá-la em uma situação difícil. O poder que eu tive sobre essas mulheres veio da admiração que elas sentiam por mim. E eu exerci esse poder de forma irresponsável”, ele assumiu. “Eu estou arrependido das minhas atitudes. E tenho tentado aprender com elas. E a correr delas. Agora estou ciente do tamanho do impacto das minhas ações. Eu aprendi ontem o quanto deixei essas mulheres que me admiravam se sentindo mal com elas mesmas, e cautelosas com relação a outros homens que jamais as colocariam nessa posição”. “Também tirei vantagem do fato de que eu era muito admirado na nossa comunidade, o que as impediu de compartilhar suas histórias e trouxe dificuldades quando elas tentaram fazer isso, porque as pessoas que me seguiam não queriam ouvir (essas histórias). Eu não pensei no que eu estava fazendo porque minha posição me permitiu não pensar nisso”, ele continua. Ele se desculpou especificamente para as pessoas que atualmente estão sendo afetadas profissionalmente por suas ações, incluindo os elencos e as equipes das séries “Better Things” e “Baskets”, do FX, da vindoura animação “The Cops”, no TBS, “One Mississippi”, na Amazon, e de seu “I Love You, Daddy”, que teve o lançamento cancelado pela distribuidora indie Orchard. “Eu trouxe dor para minha família, meus amigos, meus filhos e a mãe deles”, ele escreveu. “Passei minha carreira longa e sortuda falando e dizendo o que quiser. Agora vou dar um passo atrás e ficar ouvindo por um bom tempo”. Além do cancelamento da estreia do filme, HBO e Netflix anunciaram que cortaram seus laços com o humorista, interrompendo produções e retirando convites para sua participação em projetos futuros, enquanto o FX declarou estar “revisando” a situação das séries produzidas por ele.

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    Filme de Louis C.K. não será mais lançado após escândalo sexual

    10 de novembro de 2017 /

    A distribuidora indie Orchard anunciou que não irá mais lançar “I Love You, Daddy”, filme dirigido e estrelado por Louis C.K., após uma reportagem do jornal New York Times denunciar assédio do humorista contra colegas comediantes do sexo feminino. A Orchard tinha pago US$ 5 milhões pelos direitos do filme, após a première no Festival de Toronto. O tapete vermelho estava marcado para quinta-feira passada (9/11), mas ele foi abruptamente cancelado quando, no mesmo dia, o jornal New York Times publicou a reportagem-denúncia. Após considerar as repercussões, a distribuidora emitiu um comunicado afirmando que tinha desistido do lançamento, marcado para a próxima sexta, 17 de novembro, nos Estados Unidos. A produção foi realizada em segredo por CK ao longo de apenas 20 dias e bancada por seu próprio dinheiro. Rodado em preto e branco, o filme acompanha a relação de um roteirista (papel de CK) e sua filha adolescente em meio ao ambiente hedonista de Hollywood, destacando em particular um cineasta pervertido, que gosta de atrizes bem jovens – para preocupação do pai-protagonista. Chlöe Grace Moretz (“A 5ª Onda”) vive a filha, John Malkovich (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”) é o diretor papa-anjo, e o elenco ainda inclui Rose Byrne (“X-Men: Apocalipse”), Charlie Day (“Círculo de Fogo”), Pamela Adlon (série “Better Things”), Edie Falco (série “Nurse Jackie”) e Helen Hunt (“Melhor É Impossível”). Veja o trailer abaixo.

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    Promotoria de Los Angeles cria equipe para investigar denúncias de abuso sexual em Hollywood

    10 de novembro de 2017 /

    A promotoria de Los Angeles anunciou, na quinta-feira (9/11), a criação de uma equipe especial para analisar e investigar as numerosas denúncias de abuso sexual que estão surgindo contra celebridades de Hollywood. Lacey explicou, contudo, que, até o momento, não recebeu qualquer denúncia passível de ser levada à Justiça. “Estamos em contato com os departamentos de polícia de Los Angeles e Beverly Hills, que abriram diversas investigações, incluindo contra o produtor Harvey Weinstein, o diretor James Toback e o ator Ed Westwick”, disse a promotora Jackie Lacey, em entrevista coletiva. Por enquanto, os casos estão em fase investigativa e ainda não possuem elementos suficientes para o início de processos. Além da investigação em Los Angeles, a imprensa americana informou que o promotor do distrito de Manhattan está preparando uma denúncia contra Weinstein com base na acusação feita pela atriz Paz de la Huerta. Também há investigações em curso pela polícia de Londres, envolvendo Weinstein e o ator Kevin Spacey. Após denúncia contra o poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, no início de outubro, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick, Steven Seagal e Louis C.K., cineastas como Brett Ratner e James Toback, além de agentes de artistas e executivos de estúdios.

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    HBO remove programas de Louis C.K., Netflix cancela especial e FX “revisa” situação após escândalo sexual

    10 de novembro de 2017 /

    A HBO anunciou que irá remover os programas de stand-up do comediante Louis C.K. e a antiga comédia “Lucky Louie” de seus serviços de streaming. A emissora também divulgou que ele não participará mais do especial beneficente “Night of Too Many Stars: America Unites for Autism Programs”, que irá ao ar em 18 de novembro. A Netflix também confirmou o cancelamento de um especial do comediante, o segundo programado, após o lançamento do primeiro em abril. “As acusações feitas por várias mulheres de Nova York são perturbadoras. O comportamento inadequado e não profissional de Louis com colegas mulheres nos levou a decidir não produzir o segundo especial que havia sido planejado”, disse a plataforma por meio de uma nota enviada à imprensa americana. Além disso, o canal FX, que exibiu a premiada série “Louie” nos EUA até dois anos atrás e lança especiais do comediante, anunciou que a relação com o humorista está “sendo revisada”. “Estamos obviamente perturbados com as acusações sobre Louis C.K”, afirmou o canal, em comunicado. “O canal não recebeu nenhuma denúncia de conduta irregular relativas aos cinco programas que produzimos juntos ao longo dos últimos oito anos. A FX Networks e a FXP (FX Productions) vão tomar todas as atitudes necessárias para proteger nossos funcionários, enquanto investigam outras alegações de conduta inapropriada no nosso ambiente de trabalho. Dito isto, esta questão está sendo revisada”. O FX exibe atualmente duas atrações produzidas por Louis C.K., “Baskets” e “Better Things”, e pretendia estrelar a animação “The Cops”, dublada por ele, em 2018. O comediante entrou na lista negra dos escândalos sexuais de Hollywood após ser acusado de assédio por cinco mulheres comediantes, de acordo com relato publicado pelo jornal The New York Times, na quinta-feira (9/10). Uma delas foi a atriz Tig Notaro, estrela da série “One Mississippi”, que Louis C.K. produzia para a Amazon. Segundo as denúncias, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Além dos problemas com os canais de TV, Louis C.K. também viu a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, estrelada e dirigida por ele, cancelada na quinta-feira, em Nova York. Segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme, previsto para 17 de novembro, pode até ser suspenso.

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    Louis C.K. é acusado de se masturbar na frente de mulheres comediantes

    9 de novembro de 2017 /

    Mais um ator famoso foi acusado de abuso sexual nos Estados Unidos. O alegado predador da vez é Louis C.K., um dos comediantes mais premiados da TV americana. Ele foi acusado por cinco mulheres, numa reportagem do jornal The New York Times publicada nesta quinta-feira (9/11). Uma delas é a atriz Tig Notaro, estrela e criadora da série “One Mississippi”, da Amazon. Segundo a reportagem, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante (ela recusou). Um representante de Louis C.K. informou ao jornal que ele não falaria sobre o assunto. Tig Notaro já tinha se manifestado negativamente sobre o comediante enquanto promovia, nos últimos meses, a 2ª temporada de “One Mississippi”, que é produzida justamente por Louis C.K. Ela, inclusive, fez questão de afirmar que ele não tinha mais ligação com a série, e que ambos não se falavam há dois anos, desde a produção do piloto. Na nova temporada da atração, há uma cena em que uma personagem, interpretada pela mulher de Tig Notaro, Stephanie Allynne, é assediada sexualmente quando o seu chefe se masturba na frente dela. A situação refletia acusações feitas por outras comediantes (seus nomes não haviam sido revelados) contra Louis C.K. No ano passado, ele comentou os rumores, afirmando que “não ligo para isso. Isso não é real”. Agora, em entrevista ao Times, Tig Notaro confirmou que a cena foi baseada nos relatos que havia ouvido sobre o comediante. Assim que circularam rumores sobre a realização da reportagem, a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, dirigida e estrelada por Louis C.K., que aconteceria exatamente nesta quinta-feira em Nova York, foi cancelada. Agora, segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme pode até ser suspenso. Louis C.K. junta a uma extensa lista de atores, produtores e empresários, que não pára de crescer após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual. Atualmente, Hollywood vive sob a sombra de constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.

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    Terry Crews abre queixa criminal contra executivo de Hollywood que o assediou

    9 de novembro de 2017 /

    O ator Terry Crews (o pai de Chris na série “Todo Mundo Odeia o Chris”, atualmente em “Brooklyn Nine-Nine”) decidiu registrar uma queixa na polícia sobre o assédio sexual que sofreu no ano passado. Ele comentou o caso no Twitter em 8 de outubro, logo após as primeiras denúncias contra Harvey Weinstein, para mostrar que não eram apenas as mulheres que sofriam assédio sexual em Hollywood. No texto, dividido em nada menos que 16 tuítes (veja abaixo), ele revelou que, durante uma festa, um “executivo do alto escalão de Hollywood” agarrou suas partes íntimas. O caso aconteceu na frente de sua mulher. “Pulando para trás, eu disse, ‘O que você está fazendo?’ Ele apenas sorriu como um idiota”, escreveu Crews. A suspeita é que o citado poderoso da indústria seja o empresário de atores Adam Venit, que foi demitido da agência WME após as alegações do ator. A polícia de Los Angeles já começou a investigar a acusação. This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 My wife n I were at a Hollywood function last year n a high level Hollywood executive came over 2 me and groped my privates. (2/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Jumping back I said What are you doing?! My wife saw everything n we looked at him like he was crazy. He just grinned like a jerk. (3/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I was going to kick his ass right then— but I thought twice about how the whole thing would appear. (4/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 “240 lbs. Black Man stomps out Hollywood Honcho” would be the headline the next day. (5/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Only I probably wouldn’t have been able to read it because I WOULD HAVE BEEN IN JAIL. So we left. (6/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 That night and the next day I talked to everyone I knew that worked with him about what happened. (7/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He called me the next day with an apology but never really explained why he did what he did. (8/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I decided not 2 take it further becuz I didn’t want 2b ostracized— par 4 the course when the predator has power n influence. (9/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I let it go. And I understand why many women who this happens to let it go. (10/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Who’s going 2 believe you? ( few) What r the repercussions?(many) Do u want 2 work again? (Yes) R you prepared 2b ostracized?(No)(11/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I love what I do. But it’s a shame and the height of disappointment when someone tries to takes advantage of that. (12/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He knows who he is. But sumtimes Uhav2 wait & compare notes w/ others who’ve been victimized in order 2gain a position of strength. (13cont) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I understand and empathize with those who have remained silent. But Harvey Weinstein is not the only perpetrator. (14/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hollywood is not the only business we’re this happens, and to the casualties of this behavior— you are not alone. (15/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hopefully, me coming forward with my story will deter a predator and encourage someone who feels hopeless. (16/end) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017

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    Atriz de Arrested Development acusa Steven Seagal de assédio sexual

    9 de novembro de 2017 /

    A atriz Portia de Rossi (da série “Arrested Development”) usou o Twitter para denunciar Steven Seagal por assédio sexual. Ela relatou sua experiência num teste que fez para um dos filmes do ator. “Meu teste final para um filme de Steven Seagal aconteceu em seu escritório. Ele me disse o quão importante era a química entre os atores fora das telas enquanto me fez sentar e foi descendo o zíper das suas calças de couro. Eu corri e chamei minha agente. Sem se incomodar, ela disse, ‘Bem, eu não sabia se ele era o seu tipo'”, escreveu a atriz, que se assumiu lésbica e é casada com a apresentadora Elle DeGeneres desde 2008. Seagal já tinha sido denunciado anteriormente pela atriz Julianna Margulies (“The Good Wife”) e pela jornalista Lisa Guerrero. Além disso, em 1998, a atriz Jenny McCarthy tornou público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente ao ator, o que ele negou na época. My final audition for a Steven Segal movie took place in his office. He told me how important it was to have chemistry off-screen as he sat me down and unzipped his leather pants. I️ ran out and called my agent. Unfazed, she replied, “well, I didn’t know if he was your type.” — Portia de Rossi (@portiaderossi) 8 de novembro de 2017

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    Mais uma mulher acusa ator de Gossip Girl de estupro

    9 de novembro de 2017 /

    O ator Ed Westwick, que viveu Chuck Bass na série “Gossip Girl”, foi acusado de estupro por mais uma mulher. Após a atriz Kristina Cohen (série “Ladies Like Us”) denunciá-lo por forçá-la sem consentimento e ele ter negado, dizendo que nem sequer conhecia “essa mulher”, Aurélie Wynn também usou o Facebook para publicar seu relato. E é bastante similar à primeira denúncia. Ela relata que o estupro teria ocorrido em julho de 2014. “Estava com uma amiga em uma casa com o cara que ela saía, um ator do elenco de ‘Glee’. Ele dividia apartamento com Ed. Ficamos acordados até cinco da manhã, mas decidimos dormir porque tínhamos compromissos nesse dia”, explicou Aurélie que, assim como Kristina, disse que estava dormindo no momento do ataque. “Como Kristina, eu disse não para ele, e fui empurrada até perder a força. Estava vestida com um maiô que ele acabou rasgando. Fiquei completamente em choque, ainda mais porque sou muito pequena”. Aurélie também relatou que ao fim do sexo sem consentimento, ela se deu conta que sua amiga não estava mais no apartamento, e que teve dificuldades para voltar para casa pois não tinha internet. A moça foi aconselhada pelos amigos a não contar sobre o caso, já que seria classificada de mentirosa e teria seu nome manchado. “As pessoas iriam achar que eu queria meus dez minutos de fama”, escreveu ela. Ela chegou a contar para o namorado, o ator Mark Salling, intérprete de “Glee”, que está atualmente preso por consumir pornografia infantil. Mas, como os amigos avisaram, ele não acreditou nela e acabou terminando o relacionamento. Ed Westwick já está sendo investigado pela polícia, pois Kristina Cohen registrou queixa criminal após ele usar as redes sociais para negar que a conhecia. In July 2014, I went through a very similar ordeal with Ed Westwick, I was ubered by Ed to the Glendower Estates where… Publicado por Aurélie Wynn em Quarta-feira, 8 de novembro de 2017

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