James Franco diz que acusações de assédio contra ele “não estão corretas”, mas apoia sua divulgação
O ator americano James Franco falou pela primeira vez sobre as acusações de assédio sexual que apareceram no Twitter, após sua vitória no Globo de Ouro 2018. Em entrevista ao programa “Late Show”, na noite de terça-feira (9/1), Franco disse que não havia lido as postagens, mas tinha ouvido falar sobre as denúncias. Ele negou que tenha cometido alguma conduta sexual inapropriada. James Franco comentou diretamente uma mensagem postada por Ally Sheedy (do clássico “Clube dos Cinco”), que foi apagada. A atriz, com quem ele trabalhou numa peça em 2014, havia postado “James Franco venceu. Por favor nunca me perguntem por que eu deixei a indústria cinematográfica e televisiva”. Ela ainda complementou. “Ok, espera. Tchau. Christian Slater e James numa mesa no Globo de Ouro. #MeToo. Por que um homem está apresentando [a cerimônia]? Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. “Eu não tenho ideia do que fiz à Ally Sheedy. Eu não tive nada além de um ótimo tempo com ela. Tenho total respeito e não sei porque ela ficou chateada. Mas ela apagou o tuíte e não posso falar por ela”. Sobre as demais, o ator disse que “assume a responsabilidade pelos seus atos” e que está sempre disposto a se corrigir quando comete erros. Mas ressaltou: “As coisas que ouvi falar, que estão no Twitter, não estão corretas”. Mesmo assim, o ator afirmou ser a favor de que essas denúncias sejam feitas. “Apoio completamente as pessoas a exporem isso e terem a possibilidade de ter voz, afinal, elas não tiveram por tanto tempo. Eu não quero calá-las. Acho que é algo bom e eu apoio”. Ele completa: “Se eu fiz algo errado, eu vou consertar. Eu tenho que fazer isso. Eu não sei o que mais poderia fazer. Em relação à questão maior sobre como fazer isso, eu não tenho respostas. Acho que o ponto central disto é que nós devemos ouvir. Estou aqui para ouvir e mudar minha perspectiva onde ela estiver errada. Estou completamente disposto e quero fazer isso”.
Enfermeiras acusam Stan Lee de assédio sexual
A maior lenda viva dos quadrinhos, criador de personagens como Homem-Aranha, X-Men e os Vingadores, Stan Lee entrou na lista dos assediadores sexuais de Hollywood aos 95 anos de idade. Presente na maioria dos filmes da Marvel, o figurante mais famoso do cinema foi denunciado por enfermeiras que trabalharam em sua casa, em Los Angeles. Elas afirmam que foram tocadas diversas vezes por ele, que costumava andar nu pela mansão. Além disso, ele ainda teria pedido para receber sexo oral das funcionárias. O caso foi revelado pelo tabloide britânico Daily Mail. Segundo a publicação, a empresa de enfermeiras contratada por Lee teria parado de trabalhar com ele após uma série de reclamações e entrado em litígio. Mas a polícia americana não tem registro de nenhuma queixa contra Stan Lee. Os advogados do empresário rebatem as acusações e afirmam que entraram com uma ação contra a empresa, alegando difamação. “O sr. Lee não será extorquido nem chantageado, e não vai pagar qualquer dinheiro a ninguém porque não fez absolutamente nada de errado”, afirma o advogado Tom Lallas. Ainda de acordo com Lallas, Lee “nega categoricamente” as acusações “falsas e desprezíveis” e tem total intenção de limpar seu “estelar bom nome”. No ano passado, ele perdeu sua mulher, Joan B. Lee, com quem foi casado por 70 anos.
Atrizes e intelectuais europeias lançam campanha polêmica a favor do assédio sexual
Um grupo formado por uma centena de mulheres artistas e intelectuais europeias — entre elas, as atrizes Catherine Deneuve e Ingrid Caven — assinaram um artigo no jornal francês Le Monde nesta terça-feira (9/1) para defender o assédio sexual no ambiente de trabalho. Ou melhor, a liberdade dos homens “de importunar”. “O estupro é um crime. Mas a paquera insistente ou desajeitada não é delito, nem é o galanteio uma agressão machista”, diz o texto, que pretende ser um ataque ao movimento #metoo, chamado de “campanha de delações”. Após as denúncias contra o produtor Harvey Weinstein, vítimas de abusos em Hollywood e na sociedade sentiram-se encorajadas a denunciar seus abusadores. Mas para a centena de atrizes, escritoras e jornalistas que assinam o texto no Le Monde, as denúncias não passam de “puritanismo”. Embora considere “legítima” a tomada de consciência sobre a violência sexual, sobretudo no ambiente profissional, o grupo avalia que o movimento obriga a se posicionar de certa forma e taxa de “traidores e cúmplices” quem se nega a seguir as diretrizes. Disfarçando-se de defesa da sexualidade, o texto tenta escamotear um ponto de vista conservador, que prefere mulheres caladas e submissas aos avanços indesejados. E defende o status quo, para que homens poderosos continuem tendo o direito de “importunar” funcionárias impunemente. Um trecho chega a lamentar que homens tenham sofrido “sanções na profissão ou obrigados a se demitir quando seu único erro foi tocar um joelho, tentar um beijo, falar de coisas íntimas no trabalho ou enviar mensagens de conotação sexual a uma mulher que não sentia atração recíproca”. Na visão das autoras do artigo, há uma “onda purificadora” que não serve à autonomia das mulheres, mas a inimigos da liberdade sexual, a extremistas religiosos, a reacionários e a quem vê o sexo feminino como “uma criança que pede proteção”. “Não nos reconhecemos neste feminismo que, para além de denunciar abusos de poder, encarna um ódio aos homens e à sexualidade”, diz o texto, que considera a “liberdade de importunar indispensável à liberdade sexual”. Esta curiosa visão da “liberdade sexual” implica que ser “importunada” no trabalho é uma conquista, e que reclamar disso seria um atraso. Trata-se de uma confusão entre submissão e liberdade que as novas gerações conseguem distinguir, mas aparentemente as mais velhas não. A francesa Catherine Deneuve e a alemã Ingrid Caven têm mais de 70 anos, idade que será atingida em abril pela escritora e curadora Catherine Millet, fundadora da revista Art Press, que reuniu o grupo. Também setentona, a atriz e roteirista Catherine Robbe-Grillet escreveu o roteiro do clássico erótico “The Image” (1975), sobre submissão/escravidão sexual. Entre as mais novas da turma, a atriz Brigitte Lahaie está com 62 anos. Deneuve, por sinal, já criou polêmica ao defender publicamente o cineasta Roman Polanski, acusado de estupro. Para a atriz, o diretor não sabia que sua vítima tinha 13 anos. “Sempre achei a palavra estupro excessiva”, ela declarou sobre este assunto.
Série animada de Louis C.K. é descartada pelo canal pago TBS
O canal pago PBS resolveu descartar a série animada “The Cops”. A atração foi a última baixa do escândalo sexual que envolveu o comediante Louis C.K., que criou a série em parceria com ator veterano Albert Brooks (“Drive”). Os dois também dublariam os personagens centrais, os policiais atrapalhados Al e Lou. A TBS tinha encomendado 10 episódios da série em janeiro do ano passado e vários roteiros foram produzidos. Além disso, a atração foi anunciada num vídeo com os novos programas do canal. Veja abaixo. “The Cops” se juntou a vários projetos de Louis C.K. que foram cancelados após ele admitir que as denúncias de assédio sexual feitas por colegas comediantes eram verdadeiras. A HBO removeu os programas de stand-up do comediante e a antiga comédia “Lucky Louie” de seus serviços de streaming, e vetou sua participação no especial beneficente “Night of Too Many Stars: America Unites for Autism Programs”, que foi ao ar em 18 de novembro. A Netflix também confirmou o cancelamento de um especial do comediante, que não chegou a ser produzido. Mas o pior ficou por conta do canal FX, que exibiu a premiada série “Louie” nos EUA até dois anos atrás e lança periodicamente especiais do comediante. O FX exibe atualmente duas atrações produzidas por Louis C.K., “Baskets” e “Better Things”. Por enquanto, apenas uma decisão sobre a última foi anunciada. A série continuará a ser feita sem a participação de C.K.
Atriz do clássico Clube dos Cinco acusa James Franco de assédio
Entre os tuítes que emergiram durante a exibição do Globo de Ouro 2018, chamaram muita atenção os disparados por Ally Sheedy, estrela do clássico adolescente “Clube dos Cinco” (1985), um dos filmes mais cultuados dos anos 1980. Seus comentários quase passaram batido, porque ela apagou as mensagens imediatamente. Mas precederam os protestos contra a vitória de James Franco como Melhor Ator de Comédia por “Artista do Desastre”, somando-se às acusações de assédio de outras atrizes que acompanharam a premiação. “James Franco acaba de ganhar. Por favor, nunca me perguntem por que eu deixei a indústria de cinema/TV”, ela escreveu. Ela ainda complementou. “Ok, espera. Tchau. Christian Slater e James numa mesa no Globo de Ouro. #MeToo. Por que um homem está apresentando [a cerimônia]? Por o James Franco foi autorizado a entrar? Já falei demais. Boa noite, amo vocês”. Embora a atriz tenha se arrependido e apagado os tuítes, eles foram salvos por várias publicações. Veja abaixo. Franco dirigiu Ally Sheedy em 2014 numa peça exibida no circuito off Broadway chamada “The Long Shrift”. A foto acima é da première.
Atrizes que acusaram Harvey Weistein criticam protestos do Globo de Ouro por ignorá-las
O tema do empoderamento feminino e a luta contra o assédio sexual podem ter marcado o Globo de Ouro 2018, mas a maioria das vítimas de Harvey Weinstein e de outros predadores conhecidos de Hollywood não foram convidadas a participar do evento ou mencionadas nos discursos das atrizes premiadas. E elas fizeram questão de apontar esse fato nas redes sociais, marcando um contraste entre teoria e prática. Como ficou claro pelo vestido vermelho de Meher Tatna, a presidente da Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood, que organiza a premiação, o Globo de Ouro deu de ombros para as vítimas. Mas também as estrelas que desfilaram “chiques usando preto para honrar nossos estupros”, segundo definição de Rose McGowan, estariam pegando carona na iniciativa de mulheres que arriscaram tudo para dar a cara a bater e nomes aos bois. Asia Argento chegou a escrever no Twitter: “Sobreviventes de Abuso Sexual: Personae Non Gratae no Globo de Ouro”. E acrescentou: “Só posso falar por mim, mas não apenas não fui convidada para o Globo de Ouro, como ninguém pediu a minha opinião sobre Time’s Up ou que eu assinasse a carta de intenções. Eu apoio Time’s Up, mesmo que tenham me excluído disso. Vai ver, eu não sou Poderosa ou Hollywood o suficiente”. A atriz Rosanna Arquette confirmou que a maioria das vítimas de Harvey Weinstein foi ignorada pela organização do evento. “Não fomos convidadas. Annabella [Sciorra], Daryl [Hannah], Mira [Sorvino], nenhuma de nós”. Ao que Argento replicou: “Seria um embaraço. Vítimas não são glamourosas”. No meio dessa discussão, Rose McGowan soltou sua acusação: “E nenhuma daquelas pessoas chiques usando preto para honrar nossos estupros teria levantado um dedo se não fosse por isso. Não tenho tempo para a falsidade de Hollywood, mas você eu amo”. Rosanna Arquette concluiu com a homenagem que o Globo de Ouro não fez: “Eu me levanto em solidariedade às minhas bravas irmãs e irmãos que se apresentaram em primeiro lugar, colocando nossas carreiras novamente em risco. Para enfrentar os monstros. Rose McGowan, Asia Argento, Anabella Sciorra, Daryl Hannah, Mira Sorvino, Olivia Munn, Ellen Barkin, Corey Feldman”. Apesar destes protestos, também é importante ressaltar que Ashley Judd, a primeira atriz a denunciar Harvey Weinstein publicamente, na reportagem do jornal The New York Times que precipitou o fim do mundo dos predadores sexuais em Hollywood, foi convidada e vestiu preto no Globo de Ouro. Sexual Abuse Survivors: Personae Non Gratae at the #GoldenGlobes. https://t.co/nvLKuf0oLF — Asia Argento (@AsiaArgento) January 8, 2018 I can only speak for myself but not only I wasn’t invited to the #GoldenGlobes: nobody asked my opinion about #TIMESUP or to sign the letter. I support @TIMESUPNOW even though I was excluded from it. Guess I am not POWERFUL or HOLLYWOOD enough. Proud to work behind the scenes✊️ https://t.co/Wemz2qd7gw — Asia Argento (@AsiaArgento) January 8, 2018 No we weren’t invited. Annabella ,Daryl ,Mira none of us were . — Rosanna Arquette (@RoArquette) January 8, 2018 It would have been too much of a downer… an embarrassment. Victims aren’t glamorous enough. — Asia Argento (@AsiaArgento) January 8, 2018 And not one of those fancy people wearing black to honor our rapes would have lifted a finger had it not been so. I have no time for Hollywood fakery, but you I love, .@AsiaArgento #RoseArmy https://t.co/9e0938y5sI — rose mcgowan (@rosemcgowan) January 8, 2018 I stand in solidarity with my brave sisters and brother who came out in the first place and have put our careers at risk again. By standing up to the monsters .@rosemcgowan @AsiaArgento @AnnabellSciorra @dhlovelife @MiraSorvino @olivia Munn @EllenBarkin @Corey_Feldman — Rosanna Arquette (@RoArquette) January 7, 2018
Rose McGowan acusa atrizes do Globo de Ouro de “falsidade” por pegar carona nas denúncias de assédio
Uma das atrizes mais estridentes a ganhar proeminência nas denúncias de assédio e abuso sexual em Hollywood desdenhou das manifestações do Globo de Ouro 2018. Rose McGowan acusou as estrelas que vestiram preto na premiação de “falsidade”, numa conversa pública com Asia Argento no Twitter. As duas sofreram tentativas de estupro de Harvey Weinstein. Asia Argento tuitou: “Ninguém pode esquecer que você foi a primeira a romper o silêncio. Qualquer um que tente diminuir o seu papel nisso é um troll ou um inimigo do movimento. Você me deu coragem de falar. Estou com você até a morte”. E, em sua resposta, McGowan criticou as outras atrizes. “E nenhuma daquelas pessoas chiques usando preto para honrar nossos estupros teria levantado um dedo se não fosse por isso. Não tenho tempo para a falsidade de Hollywood, mas você eu amo”. No one should forget that you were the first one who broke the silence. Anyone who tries to diminish your work is a troll and an enemy of the movement. You gave me the courage to speak out. I am on your side until I die. — Asia Argento (@AsiaArgento) January 7, 2018 And not one of those fancy people wearing black to honor our rapes would have lifted a finger had it not been so. I have no time for Hollywood fakery, but you I love, .@AsiaArgento #RoseArmy https://t.co/9e0938y5sI — rose mcgowan (@rosemcgowan) January 8, 2018
James Franco é acusado de assédio sexual após vencer Globo de Ouro 2018
A vitória do ator James Franco como Melhor Ator de Comédia no Globo de Ouro 2018 incomodou algumas atrizes engajadas no movimento Time’s Up. Na premiação, o diretor e protagonista de “O Artista do Desastre” usou um broche do movimento, que prega o fim do assédio sexual, o que motivou denúncias até então desconhecidas. A atriz Violet Paley tuitou que James Franco a teria forçado a fazer sexo oral em um carro e ainda acusou o ator assediar uma menor de idade. “Que fofo esse pin do #TimesUp, James Franco. Você se lembra de quando empurrou a minha cabeça para perto do seu pênis exposto no carro? E aquela outra vez em que você falou para uma amiga minha ir até o seu hotel quando ela tinha 17 anos? Isso depois de você já ter sido pego fazendo aquilo com outra menina de 17 anos?” A acusação foi seguida por um desabafo da atriz Sarah Tither-Kaplan, que escreveu: “Parece que abusadores conhecidos usando preto é o novo preto”. Em seguida, ela denunciou Franco de tentar fazê-la ficar nua numa de suas produções sem ter combinado isso antes. “Ei, James Franco. Muito legal esse pin do #TimesUp no Globo de Ouro. Mas você se lembra de que, umas semanas atrás, você me falou que a nudez completa que eu fiz em um dos seus filmes por US$100/dia não era exploratória, pois eu assinei um contrato? Chega disso!”. Veja os tuítes abaixo. Cute #TIMESUP pin James Franco. Remember the time you pushed my head down in a car towards your exposed penis & that other time you told my friend to come to your hotel when she was 17? After you had already been caught doing that to a different 17 year old? — Violet Paley (@VioletPaley) 8 de janeiro de 2018 Looks like known abusers hypocritically wearing black is the new black. #GoldenGlobes #TIMESUP — Sarah Tither-Kaplan? (@sarahtk) 8 de janeiro de 2018 Hey James Franco, nice #timesup pin at the #GoldenGlobes , remember a few weeks ago when you told me the full nudity you had me do in two of your movies for $100/day wasn't exploitative because I signed a contract to do it? Times up on that! — Sarah Tither-Kaplan? (@sarahtk) 8 de janeiro de 2018 Hey James Franco, now that you have a Golden Globe why don't you give speaking roles that don't require nudity in your upcoming films to the dozens of women who have done full nudity + sex scenes in your indie films and art projects? — Sarah Tither-Kaplan? (@sarahtk) 8 de janeiro de 2018
Impeachment de Donald Trump será tema da 2ª temporada de The Good Fight
A série “The Good Fight” vai investigar como fazer o Impeachment de Donald Trump. Os produtores Michelle e Robert King revelaram, durante o evento de imprensa semestral da TCA (Television Critics Association), que este será um dos temas das 2ª temporada do spin-off de “The Good Wife” na plataforma de streaming CBS All Access. Na trama, o comitê do Partido Democrata consulta algumas firmas jurídicas sobre a possibilidade de tirar Trump da Casa Branca. Entretanto, a história não será desenvolvida como ficção especulativa. O tema de um Impeachment hipotético renderá debates e análises de situações reais, mas nenhuma paródia de Trump aparecerá num tribunal, tendo que enfrentar Diane Lockhart (a personagem de Christine Baranski). Ainda assim, os absurdos do presidente americano estarão no centro das conversas. Além disto, “The Good Fight” também abordará os escândalos sexuais de Hollywood. Numa história inspirada pelo esforço de Ronan Farrow para denunciar Harvey Weinstein na rede NBC News, a série mostrará um jornalista tentando expor uma estrela famosa na TV e ser repreendido por seus chefes. Na vida real, Farrow pretendia denunciar Weinstein na época em que trabalhava para a NBC News, mas sua reportagem foi vetada. Ele acabou publicando suas descobertas na revista New Yorker, chocando o mundo. A 2ª temporada de “The Good Fight” ainda não tem previsão de estreia.
Globo de Ouro 2018 abre fase televisiva da temporada de premiações
O Globo de Ouro 2018 abre a temporada televisiva das premiações de cinema e TV na noite deste domingo (7/1). Primeiro grande evento de Hollywood a ser exibido na TV neste ano, acontece em Los Angeles, no coração da indústria do entretenimento americano, sob a sombra das denúncias de assédio sexual que acabaram com as carreiras de muitos poderosos, como Harvey Weistein, Kevin Spacey e Louis C.K.. Por conta disso, muitas estrelas planejam desfilar em seu tapete vermelho trajando preto. A decisão é um protesto contra o abuso dos predadores de Hollywood, que uniu atrizes, roteiristas, diretoras e produtoras em torno do projeto Time’s Up, lançado no feriado de ano novo, para prestar assessoria jurídica a pessoas de baixo poder aquisitivo assediadas em seus locais de trabalho. “Estamos felizes que as mulheres tenham encontrado sua voz e estejam empoderadas para falar”, disse a indiana Meher Tatna, presidente da HFPA, Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood, responsável pelo Globo de Ouro. “A HFPA é um grupo de jornalistas, dos quais 60% são mulheres, e nós apoiamos e abraçamos a liberdade de expressão. Mas não acho que isso vá influenciar no clima festivo. Ainda é a celebração do nosso 75º aniversário e do melhor do cinema e da TV”. O evento realmente é mais conhecido por sua festa que sua importância. Afinal, não dá para levar a sério uma premiação capaz de eleger “Corra!” como a Melhor Comédia do ano – depois de já ter feito esta façanha com “Perdido em Marte”. O segredo para se mostrar divertido é simples: trata-se da única cerimônia de premiação que dispõe os convidados em mesas de jantar, com direito a muita bebida alcoólica. Seth Myers, encarregado de apresentar a cerimônia, terá a difícil missão de conduzir o evento entre os temas polêmicos – Trump ainda é presidente dos Estados Unidos, é sempre bom lembrar – sem perder de vista o clima de festa. Pouco importa quem vai vencer o Globo de Ouro, já que a premiação reflete os gostos de um grupo exótico – os jornalistas estrangeiros que trabalham em Hollywood – e que adora receber presentinhos da indústria para votar. Mas a lista dos indicados pode ser conferida aqui. O tapete vermelho do evento começa a ser exibido às 21h, pelo canal pago E!, acompanhando a chegada dos famosos. Uma hora depois, às 22h, a TNT começa sua transmissão, ainda durante a recepção das estrelas, comandada no Brasil por Carol Ribeiro e Hugo Gloss. A premiação propriamente dita será transmitida a partir das 23h na TNT e deve seguir madrugada a dentro.
BBC vai regravar minissérie para excluir ator Ed Westwick, acusado de estupro
Os produtores da minissérie “Ordeal by Innocence“, adaptação da obra homônima de Agatha Christie, pegaram a deixa de Ridley Scott e anunciaram que a produção, já finalizada, passará por refilmagens para substituir o ator Ed Westwick (série “Gossip Girl”), que foi denunciado por estupro. Diversas cenas terão que ser refilmadas, uma vez que a minissérie estava pronta para ir ao ar no Natal passado, e teve sua exibição cancelada diante da polêmica com o ator. A BBC anunciou que Westwick será substituído por Christian Cooke, conhecido por seu trabalho no filme “Caindo no Mundo” (2010). A opção foi a mesma utilizada por Ridley Scott em “Todo o Dinheiro do Mundo”, diante das denúncias contra Kevin Spacey. O ator foi substituído por Christopher Plummer em refilmagens, após uma versão completa do longa ter sido finalizada. “Ordeal by Innocence” também conta com Bill Nighy (“Uma Questão de Tempo”), Catherine Keener (“Corra!”), Matthew Goode (“O Jogo da Imitação”), Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”), Eleanor Tomlinson (série “Poldark”), Anthony Boyle (“Z: A Cidade Perdida”), Luke Treadaway (série “Fortitude”), Morven Christie (série “Doctor Who”), Crystal Clarke (“Assassin’s Creed”) e Ella Purnell (“O Lar das Crianças Peculiares”). A adaptação do livro “Punição para a Inocência” foi escrita por Sarah Phelps, que no ano passado adaptou o livro “Testemunha de Acusação” em outra minissérie para a BBC, e a direção está a cargo de Sandra Goldbacher (“Eu sem Você”, “Dançando para a Vida”). A minissérie tinha estreia prevista para o Natal, dando sequência a uma leva de minisséries derivadas da obra da escritora, como “And Then There Were None”, “The Witness for the Prosecution” e “Partners in Crime”, mas a programação foi suspensa após as acusações de três mulheres contra Westwick. Além disso, as gravações já iniciadas da 2ª temporada da série “White Gold”, protagonizada pelo ator, foram interrompidas e não devem ser retomadas. A atração passada nos anos 1980 era uma coprodução entre a BBC e a Netflix. Westwick foi acusado de estupro por Kristina Cohen, Aurélie Wynn e Rachel Eck. Segundo as vítimas, os três casos aconteceram em 2014. Desde a primeira denúncia, o ator nega que tenha cometido agressões sexuais e garantiu que trabalha com as autoridades para provar sua inocência.
Quatro atrizes processam ator da minissérie Alias Grace por assédio
Quatro atrizes abriram ações judiciais separadas contra o ator e diretor canadense Albert Schultz, alegando que ele as agrediu e perseguiu sexualmente como diretor artístico da companhia teatral Soulpepper em Toronto. Os atrizes são Kristin Booth (série “Orphan Black”), Diana Bentley (série “Frontier”), Hannah Miller (vista em “Saving Hope”) e Patricia Fagan (série “Murdoch Mysteries”). As quatro afirmam que Schultz as assediou em 30 incidentes separados durante um período de 13 anos, enquanto elas se apresentavam no palco e em ensaios para o Soulpepper. O ator é mais conhecido por estrelar a série canadense “Street Legal”, durante os anos 1990. Um de seus trabalhos mais recentes é a minissérie “Alias Grace”, disponível na Netflix, que lida justamente com abuso e opressão sexual. Ele também é produtor executivo da série de comédia “Kim’s Convenience”, do canal canadense CBC, baseada numa peça da companhia Soulpepper. O conselho de administração da Soulpepper disse em comunicado que o grupo de teatro iniciou uma “investigação imediata” e pediu que Schultz se afastasse do cargo de diretor artístico. A diretora executiva da Soulpepper, Leslie Lester, que é casada com Schultz, também entrou em “licença voluntária” enquanto a investigação for conduzida. “Como organização responsável, a prioridade da Soulpepper é criar um local de trabalho onde todos os seus funcionários se sintam seguros. Por isso, todas as alegações de assédio são muito aflitivas”, afirmou o conselho da empresa em sua declaração. Alexi Wood, advogada das quatro atrizes, emitiu a sua própria declaração na quarta-feira (3/1), na qual acusa Schultz de “abusar do seu poder há anos”. “Os meus clientes pretendem levá-lo e a Soulpepper Theatre Company à justiça como responsáveis”, diz a advogada. “As atrizes afirmam que, enquanto eles estavam sob contrato com Soulpepper, eles foram agredidos sexualmente e assediados pelo seu diretor artístico, o Sr. Schultz, e que Soulpepper não fez nada para protegê-los”. A revista The Hollywood Reporter teve acesso aos processos, em que há descrições dos assédios, como “abraços, beijos e toques indesejados”, além de humilhações e a acusação de que Schultz seria um “predador sexual serial”.
Criador de Community e Rick and Morty é acusado e assume má conduta com ex-funcionária
O criador das séries “Community” e “Rick and Morty”, Dan Harmon, foi acusado de assédio e pediu desculpas a uma ex-produtora com quem trabalhou. Na terça-feira (2/1), Megan Ganz, que integrou a equipe de “Community”, respondeu a um tuite de resolução de Ano Novo de Harmon, em que o showrunner escreveu: “Este foi realmente o Ano dos C*zões. Eu mesmo incluído”. Ganz respondeu: “Pode ser mais específico: a redenção pede um discurso oficial”. Em outubro, Ganz denunciou que um “ex-agressor” criticara Harvey Weinstein em meio às alegações de má conduta sexual. “Ei, cara. Uma vez eu disse que não me sentia confortável trabalhando em sua casa, só nós dois, e você disse: “Relax, Ganz. Não vou te estuprar”, escreveu ela. “Talvez os homens precisem de sua própria versão do #MeToo, onde eles reconhecem momentos em que cruzaram a fronteira do que é aceitável e identifiquem maneiras de melhorar”. Harmon então iniciou uma longa conversa pública com Ganz, no qual ele se assumiu “profundamente arrependido” por sua má conduta enquanto os dois trabalharam juntos. “Eu não queria adicionar narcisismo a uma injúria, nomeando você sem permissão, mas eu falei no meu podcast sobre as fronteiras que cruzei. Vou falar mais sobre isso na forma com que você considerar mais justa. Desculpe profundamente.” Ele continuou: “Tenho um arrependimento e muitas lembranças nebulosas sobre abusar da minha posição, tratando você como lixo” e disse que “sentiria muito alívio” se Ganz pudesse lhe dizer que “há uma maneira para consertar isso.” Ela respondeu que também queria que suas memórias estivessem nubladas e que houvesse uma maneira de consertar a situação. “Levei anos para acreditar em meus talentos novamente, para confiar em um chefe quando ele me elogiou e não me encolher assustada quando ele pediu meu número. Tive medo de ficar entusiasmada, sabendo que isso poderia virar-se contra mim mais tarde”. Harmon respondeu dizendo que ele manteve um “muro” entre ele e os colegas de trabalho por causa de sua conduta passada com Ganz. No final da conversa, Ganz refletiu sobre como Harmon poderia melhor seu comportamento. “É bom reconhecer a dinâmica do poder, mas também é bom reconhecer que você não é diferente daqueles que você emprega. Você não é um rei em uma colina, nem uma fera em um labirinto. O isolamento nem sempre é o melhor. Empatia. A empatia permite o crescimento”, escreveu ela.











