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  • Filme,  Música

    Morre Amos Poe, pioneiro do cinema “No Wave” e documentarista do punk rock

    26 de dezembro de 2025 /

    Cineasta registrou o nascimento de ícones como Ramones, Blondie e Patti Smith em documentário clássico sobre a cena musical de Nova York nos anos 1970

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  • Filme,  Música

    Debbie Harry quer Florence Pugh como protagonista de seu futuro filme biográfico

    19 de outubro de 2025 /

    Líder do Blondie elogiou a atriz britânica e disse que ficaria “no paraíso” se ela interpretasse sua história nas telas

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  • Música

    Morre Thommy Price, baterista de Billy Idol e Joan Jett, aos 68 anos

    11 de outubro de 2025 /

    Músico americano participou de álbuns marcantes como “Rebel Yell” e “Up Your Alley”, e integrou por quase 30 anos os Blackhearts

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  • Música

    Clem Burke, baterista da banda Blondie, morre aos 70 anos

    7 de abril de 2025 /

    Músico enfrentava câncer em silêncio e foi descrito como “coração pulsante” da banda por Debbie Harry e Chris Stein

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  • Música

    Dolly Parton junta Paul McCartney e Ringo Starr em seu primeiro disco de rock

    19 de agosto de 2023 /

    A lendária cantora country Dolly Parton reuniu os dois Beatles vivos para acompanhá-la em uma nova gravação do clássico hit da banda “Let It Be”. Paul McCartney contribuiu com vocais e piano, enquanto Ringo Starr tocou bateria na versão de Parton, que ainda contou com Peter Frampton na guitarra e Mick Fleetwood na percussão adicional. “Let It Be” é a mais recente canção a ser revelada antes do lançamento do próximo da cantora de 77 anos, “Rockstar”, que ela está promovendo como seu primeiro “álbum de rock”. Com lançamento previsto para 17 de novembro, o disco conta com dezenas de convidados famosos. A lista impressionante inclui Elton John, Debbie Harry, Pink, Sting, Stevie Nicks, Lizzo, Simon Le Bon, John Fogerty, Pat Benetar, Melissa Etheridge, Brandi Carlile, Sheryl Crow, Michael McDonald, Richie Sambora, Steve Perry, Ann Wilson e os Jordanaires. O disco terá ao todo 30 músicas, sendo 9 originais e as outras 21 covers de clássicos de rock. O lançamento reflete uma promessa de Parton de fazer um álbum temático de rock depois de ser incluída no Rock & Roll Hall of Fame sem nunca ter sido conhecida pelo gênero musical. A ícone do country disse que se sentiria melhor com sua inclusão se tivesse um verdadeiro álbum de rock em seu nome. Com o lançamento de “Let It Be”, Parton declarou: “O que seria melhor do que cantar ‘Let It Be’ com Paul McCartney, que escreveu a música? Não só isso, ele tocou piano! Bem, fia ainda melhor quando Ringo Starr entra na bateria, Peter Frampton na guitarra e Mick Fleetwood tocando percussão. Quer dizer, sério, pode ficar melhor do que isso? Obrigada, rapazes!”. Ouça a versão de Dolly Parton para a música dos Beatles.

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  • Música

    Jack Lee, autor de um dos maiores hits da banda Blondie, morre aos 71 anos

    8 de junho de 2023 /

    o cantor e guitarrista Jack Lee, líder da banda The Nerves e autor do hit “Hanging on the Telephone”, popularizado pela banda Blondie, faleceu aos 71 anos. Ele morreu em 26 de maio em Santa Monica após uma batalha de três anos contra o câncer de cólon, anunciou sua família na quarta-feira (7/6). Nascido no Alasca em 25 de março de 1952, Lee se mudou para Santa Monica aos 15 anos e se estabeleceu em San Francisco quatro anos depois. Em 1974, ele fundou The Nerves com Peter Case e Paul Collins, e dois anos depois o trio lançou seu único EP independente e autoproduzido com quatro faixas, sendo uma delas “Hanging on the Telephone”. O grupo se mudou para Los Angeles no primeiro dia de 1977, e naquele ano também embarcou em sua primeira turnê pelos EUA, apresentando-se em shows com Ramones, Pere Ubu, Devo e Mink DeVille. Porém, a falta de sucesso fez o trio se separar em 1978. Ironicamente, no mesmo ano, o presidente do fã-clube de Blondie mostrou uma cópia do EP dos Nerves para Debbie Harry, que decidiu levar “Hanging on the Telephone” para o repertório de sua banda. A gravação do Blondie imitou em detalhes o arranjo original original dos Nerves, acrescentando uma pegada mais punk. E a música virou hit, ajudando a colocar o álbum “Parallel Lines” do Blondie no 6º lugar nos EUA e no 1º lugar no Reino Unido em 1978. Com o fim dos Nervers, Case formou a banda The Plimsouls e Collins fundou The Beat, mas Lee insistiu na carreira solo, lançando dois discos em 1983 e 1985, financiados pelos royalties de “Hanging on the Telephone”. Novamente, as canções foram ignoradas. Em 2016, uma compilação de 23 músicas serviu de legado de seu trabalho. Em comunicado, sua família destacou que “ele nunca desistiu de sua música, até o fim. Sua guitarra estava sempre ao seu lado. Ele viveu suas músicas. Uma por uma, elas contavam a história de sua vida. Alguns sonhos morrem. Os dele nunca morrerão”. Lembre abaixo a gravação original e o cover famoso de “Hanging on the Telephone”.

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  • Etc,  Filme,  Série

    Harry Dean Stanton (1926 – 2017)

    15 de setembro de 2017 /

    Morreu o ator Harry Dean Stanton, estrela de “Alien” (1979), “Paris, Texas” (1984), “Twin Peaks” e inúmeros outras produções clássicas e cultuadas. Ele tinha 91 anos e faleceu de casas naturais em um hospital em Los Angeles. Harry Dean Stanton nasceu em 14 de julho de 1926, em West Irvine, uma pequena comunidade do Kentucky. Seu pai era fazendeiro e barbeiro, sua mãe era uma cabeleireira, e o jovem Harry virou cozinheiro, quando serviu na Marinha durante a 2ª Guerra Mundial. Após a Guerra, ele chegou a se matricular na Universidade de Kentucky para estudar jornalismo, mas acabou tomando outro rumo. Mais especificamente, um ônibus Greyhound para Los Angeles, onde desembarcou em 1949 disposto a fazer sucesso. Chegou a se apresentar como cantor e até como pregador batista, antes de tentar o que a maioria dos recém-chegados tentava naquela cidade: virar ator. Sua estreia aconteceu na série “Inner Sanctum”, em 1954, seguida por uma figuração num clássico de Alfred Hitchcock, “O Homem Errado” (1956). Em pouco tempo, estabeleceu-se como vilão do episódio da semana das séries de western, vestindo chapéu preto em produções como “As Aventuras de Rin Tin Tin”, “Bat Masterson”, “O Homem do Rifle”, “Johnny Ringo”, “Paladino do Oeste”, “Gunsmoke” e “Couro Cru”, entre outras. Isto lhe abriu as portas para seu primeiro papel coadjuvante, como filho do vilão fazendeiro do western “O Rebelde Orgulhoso” (1958), de Michael Curtis. Ele também apareceu no clássico “A Conquista do Oeste” (1962), de John Ford, mas sua carreira só foi deslanchar na década de 1970, quando trabalhou com alguns dos maiores diretores da chamada Nova Hollywood. Tudo por conta de dois pequenos papéis, chamando atenção de forma memorável em “Rebeldia Indomável” (1967), de Stuart Rosenberg, e “Corrida Sem Fim” (1971), de Monte Hellman. A explicação de Stanton para roubar as cenas foi seguir um conselho de Jack Nicholson nas filmagens de “A Vingança de um Pistoleiro” (1966): não fazer nada e deixar o figurino trabalhar. Este seria o segredo de seu método de “interpretação natural”. E, de fato, deu tão certo que ele e Nicholson se tornaram melhores amigos – e vizinhos. Ao todo, a dupla rodou seis filmes juntos – os demais foram “Rebeldia Violenta” (1970), “Duelo de Gigantes” (1976), “O Cão de Guarda” (1992), “A Promessa” (2001) e “Tratamento de Choque” (2003). Sua fama de “não fazer nada” tornou-se ainda mais lendária quando Stanton passou a trabalhar com alguns dos maiores mestres do cinema americano. A lista invejável inclui Sam Peckimpah (em “Pat Garrett e Billy the Kid”, 1973), Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão 2”, 1974), Arthur Penn (“Duelo de Gigantes”, 1976), John Huston (“Sangue Selvagem”, 1979), John Carpenter (“Fuga de Nova York”, 1981), Garry Marshall (“Médicos Loucos e Apaixonados”, 1982), Robert Altman (“Louco de Amor”, 1985), Martin Scorsese (“A Última Tentação de Cristo”, 1988), David Lynch (“Coração Selvagem”, 1990), John Frankenheimer (“A Quarta Guerra”, 1990) e Frank Darabont (“À Espera de um Milagre”, 1999). Por menor que fosse o papel, ele sempre dava um jeito de chamar atenção, o que, muitas vezes, fazia com que seus diretores famosos lhe convidassem para um bis, repetindo as parcerias, como Coppola em “O Fundo do Coração” (1981) e Lynch com “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” (1994) e “Império dos Sonhos” (2006). Houve, inclusive, um período de oito anos, entre 1978 e 1986, em que ele parecia estar em todos os filmes que importavam. Nesta fase, era praticamente impossível ir na videolocadora e não alugar um VHS com Staton no elenco, fosse sci-fi, comédia, drama, terror, suspense, filme de adolescente e até musical. Seu nome estava simplesmente em “Alien” (1978), “A Rosa” (1979), “A Recruta Benjamin” (1980), “Fuga de Nova York” (1981), “Christine, O Carro Assassino” (1983), “Amanhecer Violento” (1984), “Repo Man – A Onda Punk” (1984) e “A Garota de Rosa-Shocking” (1986) – como o pai desempregado de Molly Ringwald – , entre outros sucessos da época. Tornou-se tão ubíquo que até Deborah Harry, a cantora da banda Blondie, lhe dedicou uma música, “I Want That Man” (1989). A letra começava assim: “I want to dance with Harry Dean/ Drive through Texas in a black limousine”… Os dois namoraram. Apesar disso, Stanton raramente viveu um protagonista. Mas na primeira oportunidade, o filme que ele estrelou venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes. “Paris, Texas” tornou-se um dos maiores lançamentos dos anos 1980, colocando seu diretor, o alemão Wim Wenders, no patamar dos grandes mestres. Na trama, Staton vivia Travis, um homem e um pai quebrado pelo amor não correspondido, que vagou por quatro anos sem destino pelas estradas empoeiradas do sul americano, e ao ser encontrado no deserto tenta juntar os cacos de sua vida para entender o que aconteceu. Seu rosto triste marcou gerações. Stanton chegou a dizer, na ocasião: “Depois de todos esses anos, finalmente consegui o papel que queria interpretar. Se nunca mais fizesse outro filme depois de ‘Paris, Texas’, ficaria feliz”. Além de estrelar “Paris, Texas”, ele ainda cantou na trilha sonora, composta por Ry Cooder. E esta era outra faceta de seus múltiplos talentos. O ator tinha uma voz angelical, que foi explorada em outros filmes, como “Rebeldia Indomável”, no qual viveu um presidiário que trabalhava duro em rodovias, e em “Cisco Pike” (1972), em que foi uma estrela de rock decadente, melhor amigo do roqueiro traficante vivido por Kris Kristofferson. Por curiosidade, ele também fez dois filmes com Bob Dylan – “Pat Garrett e Billy the Kid” e o mítico “Renaldo and Clara” (1978), dirigido pelo próprio Dylan. E, fora das telas, tinha sua própria banda, Harry Dean Stanton and the Repo Men, que dava shows nas casas noturnas de Los Angeles. Os cineastas mais jovens também o veneravam, como demonstram suas aparições em “Alpha Dog” (2006), de Nick Cassavetes, “Aqui é o Meu Lugar” (2011), do italiano Paolo Sorrentino, “Rango” (2011), de Gore Verbinski, “Os Vingadores” (2012), de Joss Whedon, e “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012), do inglês Martin McDonagh. Mas, nos últimos anos, o ator vinha se destacando mais na TV, graças ao papel assustador do vilão polígamo e autoproclamado profeta Roman Grant, na série “Big Love” (Amor Imenso, 2006–2011) da HBO. Além disso, sua pequena aparição no filme “Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer” lhe rendeu uma longa participação recorrente no revival da série “Twin Peaks” deste ano, em que reprisou o papel de Carl Rodd, o dono de um parque de trailers – e também cantou. Seu último lançamento previsto é o drama indie “Lucky”, de John Carroll Lynch, que teve première no Festival SXSW e chega aos cinemas norte-americanos em 29 de setembro. O filme é um despedida magistral, em que Stanton, no papel-título, canta, anda pelo deserto texano, contracena com velhos amigos (David Lynch e Tom Skerritt, seu comandante em “Alien”) e pondera o que existe depois da morte. Com exceção de um breve casamento, Stanton viveu a maior parte da vida sozinho. Assim como Travis, de “Paris, Texas”, isto se devia a um coração partido. No documentário sobre sua carreira, “Harry Dean Stanton: Partly Fiction” (2012), ele confessa ter ficado amargurado após perder seu grande amor, a atriz Rebecca De Mornay (atualmente na série “Jessica Jones”). “Ela me deixou por Tom Cruise”, diz ele no filme.

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