Kéfera Buchmann volta a ser jovem e menos arrogante no trailer da comédia Eu Sou Mais Eu
A Imagem Filmes divulgou fotos, pôster e trailer de “Eu Sou Mais Eu”, comédia brasileira de viagem no tempo estrelada por Kéfera Buchmann (“É Fada”). Sessão da Tarde assumida, a trama juvenil mostra Kéfera como uma cantora famosa e arrogante que, ao ser traumatizada pelo encontro com uma fã assustadora, acorda em 2004, tendo que viver novamente sua vida como uma adolescente perdedora. Por coincidência ou não, 2004 foi o ano de lançamento do hollywoodiano “De Repente 30”, em que uma adolescente virava adulta. Mas a trama de “Eu Sou Mais Eu” não se resume à inversão etária. Há o artifício de viagem no tempo mágica, que é o mesmo usado em “Peggy Sue, seu Passado a Espera” (1986), e principalmente um tom de fábula muito, mas muito mais antigo e manjado. Dickensiano, na verdade, pois a trama se resume a uma fã com poderes mágicos pretendendo dar uma lição de humildade na celebridade rabugenta (Scrooge), exatamente como um fantasma de natais passados. O roteiro é do pau-pra-toda-obra L.G. Bayão, que produz em ritmo de fábrica para católicos (“Irmã Dulce”), espíritas (“Kardec”) e seguidores de auto-ajuda (“O Vendedor de Sonhos”), e vai do terror (“Motorrad”) ao filme infantil (“Detetives do Prédio Azul 2: O Mistério Italiano”) sem distinção – foram cinco roteiros filmados só no ano passado! – em parceria com Angélica Lopes, das comédias “Divórcio” e “Uma Loucura de Mulher”. A direção é de Pedro Amorim (também de “Divórcio”) e o elenco ainda destaca João Côrtes (“O Segredo de Davi”) e Giovanna Lancellotti (“Tudo por um Pop Star”) como personagens de filme adolescente americano – o nerd e a bullynadora. Detalhe curioso é que o filme ia se chamar “De Novo Não!”. Alguém reparou na piada pronta e sugeriu mudar. A estreia está marcada para 24 de janeiro.
Gravações da série Shippados são paralisadas após assassinato de integrante da produção
As gravações da série “Shippados”, produzida para o Globoplay, foram paralisadas devido à morte de Francis Ferreira de Souza, eletricista da equipe de produção, que foi assassinado na noite de segunda-feira (10/12). Segundo comunicado da Globo, Francis foi baleado quando chegava em casa, na cidade carioca de Maricá. Ele havia acabado de sair de um jantar e estava acompanhado do colega Carlos Niedson Faria Adell, maquinista da equipe, que acabou sendo ferido na perna e foi transferido para um hospital na cidade do Rio de Janeiro. O crime está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de São Gonçalo. “Shippados” foi uma das novidades apresentadas pela Globoplay na CCXP (Comic Con Experience) 2018. Estrelada por Tatá Werneck (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) e Eduardo Sterblitch (“Os Penetras”), a série vai tratar de relacionamentos na era dos aplicativos e das redes sociais. Na trama, Rita (Tatá Werneck) é uma funcionária de um supermercado que também é YouTuber e está sempre em busca de um namorado através de um aplicativo de relacionamentos. Depois de um encontro ruim, ela conhece Enzo (Eduardo Sterblitch) e os dois descobrem que têm muitas coisas em comum, como o azar no amor e os problemas com os aplicativos de encontros. A série é uma criação de Alexandre Machado e Fernanda Young (o casal responsável por “Os Normais”) e ainda tem no elenco Clarice Falcão (“Desculpe o Transtorno”), Luis Lobianco (“Porta dos Fundos: Contrato Vitalício”), Júlia Rabello (“Alguém Como Eu”) e Rafael Quiroga (“Meu Passado Me Condena: O Filme”).
Shippados: Nova série dos criadores de Os Normais revela fotos dos personagens
A nova série de comédia dos criadores de “Os Normais”, Alexandre Machado e Fernanda Young, foi oficialmente anunciada na CCXP (Comic Con Experience) 2018, com direito a painel e divulgação das fotos dos personagens. Apesar da notícia já circular anteriormente, o evento serviu para reunir elenco e criadores e alardear a produção, que vai se chamar “Shippados” e voltará a tratar dos problemas de um casal como na série clássica da Globo. A diferença é que será lançada diretamente em streaming. Estrelada por Tatá Werneck (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) e Eduardo Sterblitch (“Os Penetras”), a série vai tratar de relacionamentos na era dos aplicativos e das redes sociaisl Na trama, Rita (Tatá Werneck) é uma funcionária de um supermercado que também é YouTuber e está sempre em busca de um namorado através de um aplicativo de relacionamentos. Depois de um encontro ruim, ela conhece Enzo (Eduardo Sterblitch) e os dois descobrem que têm muitas coisas em comum, como o azar no amor e os problemas com os aplicativos de encontros. “O que surge no amor [aplicativos de relacionamento] faz parte da trama atual sem excluir o assunto que é o conflito, ciúmes, possessividade. São justamente esses recursos virtuais que são mais risíveis do que nunca. Graças a Deus, sou uma jovem senhora e não tenho acesso a essa palhaçada, porque do jeito que sou ciumenta, possessiva e agressiva, ia dar merda”, afirmou Fernanda Young, autora da série, durante o painel da Comic Con. “A ideia da série veio por causa das nossas filhas mais velhas, as gêmeas de 18 anos. Eu gosto muito do assunto dos casais e do amor, e na minha literatura já tem isso. Na comédia, o casal deve ser dramaturgicamente risível porque o amor é engraçado”, completa. Young também comentou o paralelo da nova série com “Os Normais”, exibido entre 2001 e 2003 na Globo. “Nos ‘Shippados’ são pessoas loucas, que são normais na vida. Já em ‘Os Normais’ eram pessoas normais que eram loucas.” A autora também revelou que gostaria de ter feito uma trilogia da sitcom para o cinema e concluiu que “Os Normais” sempre será uma referência. A atriz Tatá Werneck também comentou sobre a mudança dos relacionamentos da época de “Os Normais” para os dias atuais. “A gente descobre a traição com mais facilidade hoje por causa das redes sociais”, diz Tatá. Com previsão de estreia para o primeiro semestre de 2019 na Globoplay, a sitcom tem ainda no elenco Clarice Falcão (“Desculpe o Transtorno”) e Luis Lobianco (“Porta dos Fundos: Contrato Vitalício”), que formam um casal que vai aparecer na série sempre nu, e Júlia Rabello (“Alguém Como Eu”) e Rafael Quiroga (“Meu Passado Me Condena: O Filme”). “A gente mostra a nudez real. Nossa realidade, com corpo real. Não é uma nudez Marina Ruy Barbosa”, brincou Tatá.
Paulo Gustavo anuncia que Minha Mãe é Uma Peça vai virar série da Globoplay
O comediante Paulo Gustavo anunciou que “Minha Mãe é Uma Peça” vai virar série no Globoplay. A revelação foi feita pelo Instagram neste domingo (9/11), no perfil do próprio ator e também via conta da Globoplay, com direito à vídeo. Ele gravou o vídeo e compartilhou a novidade diretamente do estande da plataforma na CCXP (Comic Con Experience) 2018, em São Paulo. A Dona Hermínia, personagem vivida por Paulo Gustavo, surgiu como uma peça de teatro, conforme revela o título. Depois virou livro e filmes, chamado “Minha Mãe é Uma Peça – O Filme” e “Minha Mãe é uma Peça 2: O Filme”. Ambos foram recordistas de bilheterias. A série ainda não tem título oficial. Mas se “Minha Mãe é Uma Peça – O Filme” servir de dica, a gente é capaz de prever o nome da produção para o streaming. A previsão de lançamento é apenas para 2020, possivelmente porque vem aí… “Minha Mãe é Uma Peça 3 – O Filme”. Visualizar esta foto no Instagram. @joaoferrazdemesquita amei nosso encontro! Parabéns pelo stand e pela programação @globoplay ! 2020 teremos o seriado da DONA HERMINIA! Minha mãe é uma peça! Que ansiedade! Isso vai ser incrível ! Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 9 de Dez, 2018 às 10:50 PST Visualizar esta foto no Instagram. Spoiler do @paulogustavo31 para 2020: série #MinhaMãeÉumaPeça, exclusivo Globoplay. #ccxp2018 Uma publicação compartilhada por Globoplay (@globoplay) em 9 de Dez, 2018 às 9:05 PST
Trailer revela especial de Natal do Porta dos Fundos na Netflix
A Netflix divulgou um trailer de um especial de Natal nacional, feito pelo grupo Porta dos Fundos. Trata-se de uma paródia de “Se Beber Não Case” passada na última ceia de Jesus, apropriadamente intitulada “Se Beber Não Ceie”. Após encherem a cara com o milagre da multiplicação do vinho, os apóstolos não lembram onde Jesus foi parar. O especial tem roteiro de Fábio Porchat, que interpreta Jesus, e traz Gregório Duvivier no papel de Judas, além de Antonio Tabet e Rafael Portugal. A estreia está marcada para 21 de dezembro em streaming. E é ressaca garantida para a Netflix, graças ao tom que pode ser considerado ofensivo aos cristãos – já repararam de onde sai o estoque interminável dos pães de Jesus?
De Pernas pro Ar 3: Comédia sexual fica ainda mais “de família” no trailer da sequência
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer de “De Pernas pro Ar 3”, que volta a viajar. Literalmente. Desta vez, Alice, a personagem de Ingrid Guimarães que foi para Nova York no segundo filme, decidirá abrir a primeira loja da Sexy Delícia na França. A prévia revela que voltam as piadas com a dificuldade de falar o idioma. Mas também mostra como a empresária das sex shops lida com os filhos, que cresceram. A novidade dos filhos parece ocupar o espaço na trama que pertencia à Maria Paula, que só surge na introdução do vídeo, como flashback do primeiro filme. Entretanto, esse detalhe só torna a produção ainda mais “de família”. Lançado em 2010, “De Pernas pro Ar” foi um dos primeiros blockbusters de comédia brasileira a virar franquia, após o pioneiro “Se Eu Fosse Você” (2006). Seu sucesso acabou influenciando a produção do gênero, inaugurando uma era de comédias nacionais sobre sexo sem nenhuma cena sensual. O terceiro capítulo segue pelo mesmo caminho, mesmo com mudança de comando. Roberto Santucci está fora do projeto, após assinar os dois primeiros filmes. Em seu lugar, entrou Julia Rezende, que trabalhou com Ingrid Guimarães em “Um Namorado para Minha Mulher” (2016) Já o roteiro é assinado por Marcelo Saback (do primeiro “De Pernas pro Ar”) e Renê Belmonte (“Se Eu Fosse Você”), com participação de Ingrid. A estreia está prevista para 11 de abril.
Trailer de Minha Vida em Marte repete fórmula das continuações brasileiras e leva história para os EUA
A Downtown Filmes divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Minha Vida em Marte”, continuação de “Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!” (2014). E dá tristeza ver que a trama desmonta tudo o que foi feito no primeiro filme para mostrar a personagem de Mônica Martelli novamente em busca de homem – sério, ainda que supostamente cômico. Essa reprise da mesma história é a explicação arranjada pelo roteiro para dar mais destaque ao amigo gay, vivido por Paulo Gustavo. Soa forçado, mas nem tanto quanto a viagem aos Estados Unidos que parece ser contratualmente obrigatória em toda continuação de comédia brasileira que se preze – repetindo “De Pernas pro Ar 2”, “Até que a Sorte nos Separe 2” e “S.O.S.: Mulheres ao Mar 2”. Virou a fórmula-padrão. Com direção de Susana Garcia, irmã de Mônica, que estreia na função após ser co-roteirista do primeiro filme, “Minha Vida em Marte” ainda traz no elenco Marcos Palmeira, com quem Mônica tinha ficado na história original, além do português Ricardo Pereira (da novela “Deus Salve o Rei”), Heitor Martinez (“Os Dez Mandamentos”), Fiorella Mattheis (“Vai que Cola”) e a ubíqua Anitta (“Meus Quinze Anos”). A estreia está marcada para 27 de dezembro.
Cinema brasileiro bate recorde de ingressos vendidos em 2018
Há dois meses do final do ano, o público de cinema nacional já superou os números de 2017, registrando recorde de ingressos vendidos. Segundo o site Filme B, 21,2 milhões de pessoas viram filmes brasileiros em 2018, contra 18,5 milhões no ano passado. O curioso é que, mesmo com mais público, o cinema nacional não conseguiu bater o recorde de arrecadação do ano passado. A culpa é de um filme. A produção mais vista do ano, “Nada a Perder”, cinebiografia do Bispo Edir Macedo, teve ingressos vendidos com valor abaixo da média do mercado. Vários lotes foram arrecadas por pessoas ligadas à Igreja Universal com descontos. Isto explica o sucesso do filme. E também porque, enquanto em 2017 o cinema nacional arrecadou R$ 253 milhões, neste ano a arrecadação está em R$ 247 milhões, com quase 15% mais público. Além de “Nada a Perder”, só dois outros filmes nacionais venderam mais de 2 milhão de ingressos: as comédia “Os Farofeiros”, com 2,6 milhões e “Fala Sério, Mãe!”, com 2,4 milhões. Depois disso, a diferença é brutal. O Top 5 não tem mais nenhum filme visto por mais de 1 milhão de pessoas. A lista dos mais assistidos se completa com “Tudo por um Pop Star” (939 mil) e “Uma Quase Dupla” (636 mil).
Pedro Carlos Rovai (1938 – 2018)
O cineasta Pedro Carlos Rovai morreu na madrugada de quinta-feira (1/11), no Rio, em consequência de complicações de um câncer. Ele tinha 80 anos e uma longa carreira como produtor e diretor de filmes brasileiros. Seu nome está ligado tanto à explosão da pornochanchada quanto ao surgimento das franquias infantis no cinema nacional, além ter sido pioneiro da atual fase de comédias românticas comerciais e ter produzido grandes sucessos teatrais. Natural de Ourinhos, no interior de São Paulo, Rovai praticamente inventou o gênero conhecido como pornochanchada ao dirigir, escrever e produzir “Adultério à Brasileira” em 1969. O filme era, na verdade, uma antologia à italiana, juntando três histórias cômicas com teor sexual, como vinha sendo feito com sucesso no cinema italiano da época. A produção inspirou novas antologias sensuais, como “Lua-de-Mel e Amendoim” (1971) e “Os Mansos” (1972), que contaram com segmentos realizado por Rovai, e demonstrou a viabilidade das comédias sexuais no país. O próprio Rovai assinou um dos maiores sucessos do gênero, “Ainda Agarro esta Vizinha” (1974), inspirado em texto de Oduvaldo Vianna Filho (criador de “A Grande Família”) e estrelado por Adriana Prieto (dos clássicos “Os Paqueras” e “Lúcia McCartney, Uma Garota de Programa”), que ele também dirigiu em “A Viúva Virgem” (1972). Visto por mais de 4 milhões de pessoas, “Ainda Agarro esta Vizinha” se tornou uma das maiores bilheterias da época, mostrando o microcosmo de um prédio de Copacabana, habitado pela vizinha gostosa, um redator publicitário, um mágico sem talento e um porteiro gay, entre outros. A partir do sucesso desse filme, ele passou a se dedicar à carreira de produtor, tornando-se um dos mais prolíficos da pornochanchada e se destacando pela variedade de temas, da comédia explícita, como “Eu Dou o que Ela Gosta” (1975), do especialista Braz Chediak, ao thriller “Ariella” (1980), adaptação do romance de Cassandra Rios. Suas produções atingiram refinamento que transcenderam o rótulo de pornochanchada, resultado em clássicos como “Bonitinha, mas Ordinária” (1981), adaptação de Nelson Rodrigues com Lucélia Santos e direção de Chediak. Ele tentou acompanhar as mudanças de rumo do mercado, dirigindo o musical “Amante Latino” (1979), estrelado pelo cantor Sidney Magal, mas após a produção de “Beijo na Boca” (1982), com Claudia Ohana e direção de Paulo Sérgio de Almeida, seu ímpeto foi tolhido pela estagnação comercial do cinema brasileiro. Mas isso não o tirou de cena, apenas mudou seu cenário. Ele trocou as câmeras pelos palcos de teatro, ao produzir mais de 12 peças, como “A Gaiola das Loucas”, com Vera Gimenez, e “Piaf”, com Bibi Ferreira, a maior parte delas nos anos 1980. Rovai só foi voltar ao cinema após a chamada Retomada, e visando público completamente diferente daquele que o consagrou. Em 2000, ele produziu “Tainá – Uma Aventura na Amazônia”, sobre as aventuras infantis de uma indiazinha amazônica. E novamente encontrou sucesso, tanto que o título virou uma trilogia, com os lançamentos de “Tainá 2 – A Aventura Continua” (2005) e “Tainá – A Origem” (2013), inaugurando o filão das franquias infantis bem antes dos filmes derivados da novelinha “Carrossel”. O passo seguinte foi voltar à direção, com “As Tranças de Maria” (2003), baseado em conto-poema de Cora Coralina, mas, embora premiado em festivais do Nordeste, a falta de sucesso comercial desestimulou Rovai a continuar filmando. Foi seu último trabalho como diretor. Mas ele ainda seguiu investindo com êxito na produção, realizando os dois filmes da franquia “Qualquer Gato Vira-Lata”, estrelados por Cleo Pires. O primeiro, de 2012, pegou o começo da explosão das comédias românticas, mostrando que Rovai continuava antenado às tendências do mercado. Para completar, também produziu a obra-prima “O Outro Lado do Paraíso” (2015), drama premiado de André Ristum sobre a construção de Brasília, estrelado por Eduardo Moscóvis, que acumulou troféus nos festivais de Gramado, Brasília e no exterior. Pedro Carlos Rovai continuava em plena atividade e absolutamente relevante aos 80 anos.
Danilo Gentili é Caça-Fantasmas trash no trailer de Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro
Danilo Gentili divulgou o trailer de seu novo filme, “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro”. A prévia mostra como ele e os humoristas de seu programa noturno (Murilo Couto e Léo Lins) resolvem copiar a ideia de Caça-Fantasmas e recrutam Dani Calabreza, Antonio Tabet, Sikêra Júnior, Ratinho e dois atores mirins de “Carrossel” (Jean Paulo Campos e Mateus Ueta) para brincar de cinema. Com alguns vários milhões de dólares a menos que o original americano, mas com todo o sangue que produções infantis não costumam esguichar, os Caça-Toscos têm até carro personalizado para até o local onde há uma aparição de fantasma. A trama se passa numa escola, como o filme anterior de Gentilli, e novamente demonstra fixação pelo banheiro do local. Vá saber que traumas essa obsessão exorciza. De resto, há tombos, gritaria, palavrões, sustos e sangue para todo o lado. Mas é uma comédia, juram os envolvidos. Também foi divulgado o pôster da produção, que destaca a atriz Pietra Quintela (da novela “As Aventuras de Poliana”) como a “loira do banheiro” (aparição que habitaria basicamente banheiros de escolas públicas). “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro” é o terceiro filme escrito por Gentili e o segundo em que ele trabalha com o diretor Fabrício Bittar, que dirigiu “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”. A nova comédia (com elenco) do SBT estreia em 29 de novembro, mas atenção: o lançamento é nos cinemas – embora existam mesmo rumores de que pode virar série.
Com A Freira em destaque, programação de cinema está um horror nesta semana
A programação de cinema desta semana está um terror. Literalmente, no caso de “A Freira”, novo spin-off da franquia “Invocação do Mal”, que já vendeu 12 milhões de ingressos no Brasil. Maior lançamento desta quinta (6/9), o filme sobre a freira maligna de “Invocação do Mal 2” leva a 600 cinemas o mais fraco de todos os derivados do universo de terror do diretor James Wan, que assina a história com o roteirista dos filmes de “Annabelle”, Gary Dauberman. Nenhum deles está atrás das câmeras. A tarefa ficou para o diretor do insípito “A Maldição da Floresta”, Corin Hardy, cuja aposta na atmosfera gótica só reforça que a Freira é um monstrinho de “trem fantasma”, que salta das sombras para dar um susto e logo some sem importar nada, porque outros (filmes) virão em seguida. Tem 45% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Crô em Família” é outro horror. Equivocada do começo ao fim, a produção enche a comédia de convidados famosos para dar uma aparência LGBTQIA+ a algo que é totalmente incorreto nos dias de hoje: um ator heterossexual interpretando um gay caricato. E esta semana ainda serve a antítese de “Crô” no circuito limitado, “Marvin”. O filme francês de Anne Fontaine, com participação da grande Isabelle Huppert interpretando a si mesma, é repleto de boas intenções e chegou a receber o Leão Queer no Festival de Veneza do ano passado. Mas é basicamente um “Billy Elliot” (2000) fora do armário. O que se pode recomendar sem medo é um filme para crianças, “Alfa”, que conta, em tom de fábula e aventura, como um adolescente se torna responsável pela domesticação de um lobo na pré-história, dando origem ao que a evolução das espécies tratou de transformar no melhor amigo do homem. Bem feitinho, parece um filme da Disney, mas é uma produção da Sony com 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Por sinal, o outro filme da semana que parece ser da Disney, a animação “Wheely – Velozes e Divertidos”, não passa de uma imitação asiática da franquia “Carros”, com todos os problemas que decorrem de produtos falsos. De resto, vale comentar a sci-fi juvenil “Kin” por buscar se diferenciar pela ambientação e protagonistas negros, ainda que pareça vir do catálogo da Netflix. Este mesmo foco na periferia aparece no drama nacional “Vende-se esta Moto”, outra estreia bem-intencionada, que infelizmente é sabotada pela própria realização amadora. Faltou algo? Não, não vale a pena comentar a comédia italiana… Mas se tiver curiosidade, as sinopses e trailers de todos os lançamentos da semana nos cinemas podem ser conferidos abaixo. A Freira | EUA | Terror Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha. Alfa | EUA | Aventura Após cair de um penhasco e se perder do seu grupo, o jovem Keda (Kodi Smit-McPhee) precisa sobreviver em meio a paisagens selvagens e encontrar o caminho de casa. Atacado por uma matilha, ele consegue ferir um dos lobos, mas decide não matar o animal. O jovem cuida dele e os dois começam uma relação de amizade. Kin | EUA | Aventura Um ex-condenado e seu irmão mais novo são forçados a fugir de um vingativo criminoso, agentes federais e uma série de soldados de outro mundo. A única proteção que eles possuem é uma arma de procedência misteriosa. Crô em Família | Brasil | Comédia Crodoalvo Valério, ou simplesmente Crô (Marcelo Serrado), é agora dono de uma badalada escola de etiqueta e finesse. Entretanto, apesar de toda a fama, ele se sente bastante carente e vulnerável por não ter amigos nem uma nova musa a quem dedicar a vida. É quando sua vida cruza com as de Orlando (Tonico Pereira) e Marinalva (Arlete Salles), que dizem ser seus pais, mas cujas intenções não parecem ser das melhores. Ele embarcará numa aventura para descobrir a sua verdadeira família. Wheely – Velozes e Divertidos | Malásia | Animação Wheely é um pequeno táxi que sonha em se tornar o rei da estrada. Para isso, ele precisará provar que é um verdadeiro herói enfrentando os carros de elite e o terrível caminhão de 18 rodas, que comanda o sindicato de carros de luxo da cidade. A Vida em Família | Itália | Comédia Na aldeia esquecida por Deus de Desperata, no sul da Itália, o prefeito Filippo Pisanelli tem certeza de que está na profissão errada. Para aliviar sua depressão, usa seu amor pela poesia para dar aulas a presos. Porém, um encontro dele e de outros companheiros com a arte mudará suas vidas completamente. Marvin | França | Drama Marvin está em fuga: primeiro de seu vilarejo, depois da família e, por último, da intolerância e rejeição as quais era exposto por tudo que faziam dele um rapaz ”diferente”. Ele descobre o teatro e aliados que vão permitir que sua história seja contada por ele mesmo. Vende-se esta Moto | Brasil | Drama Xéu e Lidiane terão um filho e para montar o enxoval ela exige que ele, que está desempregado, venda sua moto. O primo Cadu o ajuda a buscar um comprador, mas ainda nutre sentimentos profundos por Lidiane, sua ex-namorada.
Animação dos Jovens Titãs estreia em 1º lugar nos cinemas brasileiros
“Os Jovens Titãs em Ação! Nos Cinemas” fez mais sucesso no Brasil que nos Estados Unidos, onde, apesar das críticas positivas, abriu em 5º lugar e saiu do Top 10 em três semanas. A estreia da animação no circuito brasileiro venceu a concorrência e conquistou o 1º lugar nas bilheterias. De acordo com o comScore, Robin e sua turma foram assistidos por 268,7 mil pessoas, arrecadando cerca de R$ 4 milhões entre quinta e domingo (2/9) no país. Curiosamente, o filme desbancou outra produção de seu estúdio, a Warner: “Megatubarão”, que liderou o ranking por três semanas, que caiu para 3º lugar, atrás da comédia brasileira “O Candidato Honesto 2”, com 156 mil espectadores e renda de R$ 2,5 milhões. O desenho animado e a comédia brasileira foram lançados no mesmo número de cinemas, mas os super-heróis levaram 120 mil pessoas a mais para as salas que exibiram a produção. “Megatubarão”, por sua vez, foi visto por 144 mil pessoas. Mas, em quatro semanas de exibição, o filme já arrecadou R$ 26 milhões.
Trailer de Tudo por um Pop Star mostra o que Maisa Silva, Klara Castanho e Mel Maia fariam por uma boy band
A Downtown e a Globo Filmes divulgaram fotos, pôster e o trailer de “Tudo por um Pop Star”, que explora o segundo filão mais bem-sucedido dos blockbusters nacionais: os filmes para crianças e pré-adolescentes. A trama também é a terceira adaptação cinematográfica de um livro de Thalita Rebouças, escritora especialista neste nicho – já adaptada em “É Fada!” e “Fala Sério, Mãe!”. E traz Maisa Silva (de “Carrossel”) num de seus melhores papéis, ao lado de Klara Castanho (de “É Fada”) e Mel Maia (“Através da Sombra”). A história é uma versão exagerada de fatos plausíveis e comuns na vida de muitos adolescentes. Gira em torno de três colegas de colégio do interior que surtam quando descobrem que sua boy band favorita vai dar show no Rio e todos os ingressos estão esgotados. Logicamente, elas vão fazer tudo para ver os ídolos assim mesmo, desde participar em concurso até apelar para desmaio na frente do hotel em que eles estão hospedados. E pouco importa que os pais tenham proibido a viagem. Não deixa de ser divertido ver o cinema brasileiro voltar aos anos 1980 para recuperar os filmes musicais adolescentes. Só não precisa chegar ao ponto de incluir música brega da época, cantada por Roberto Carlos, na boca do adolescente que faz as menininhas suspirarem – em vocalização chororó-neja pra piorar. Vale lembrar que o repertório de “Cinema Paradiso” foi pensado para outro tipo de público. Mas a música tema, em estilo Kid Abelha, é muito fofa. Foi criada pela própria Thalita e seu “namorido” Daniel Lopes (de “Angie”), e soa bastante como hits da época em que Pop Star era chamado de “Rock Estrela” (1986). Além das três protagonistas, o elenco destaca Felipe Neto (“Totalmente Inocentes”), que interpreta um youtuber fictício, Giovanna Lancellotti (“Entre Abelhas”) como a tiazinha gente boa que entende as menininhas e João Guilherme (de “Fala Sério, Mãe!”) como o principal Menudo dessa geração. Por sinal, a razão dele cantar como sertanejo vem de berço. Ele é filho do cantor Leonardo. A direção é de Bruno Garotti (“Eu Fico Loko”) e a estreia está marcada para 11 de outubro, véspera do Dia das Crianças.












