Taylor Swift lança clipe surreal com seu próprio funeral
A cantora Taylor Swift lançou nessa sexta (21/10) o primeiro clipe de seu 10º álbum de estúdio. Com tema onírico e clima surreal, o vídeo de “Anti-Hero” traz a cantora assombrada por fantasmas e interagindo com duas versões de si mesma: a anti-heroína, que parece uma roqueira selvagem, e uma gigante, que assusta as pessoas apesar de ser boazinha. Dirigido pela própria cantora, o clipe ainda inclui seu próprio funeral. “Eu tenho esse sonho que minha nora me mata pelo dinheiro/ Ela acha que eu deixei eles fora do testamento”, diz a letra, no instante que a música é interrompida para mostrar dois filhos de Swift, interpretados pelos comediantes John Early (“Search Party”) e Mike Birbiglia (“Billions”), tendo um colapso por terem sido excluídos do testamento da mãe, diante do caixão. O lançamento é o primeiro de uma série de clipes gravados para promover o novo álbum, “Midnights”. Em comunicado, a cantora anunciou que os clipes “exploram visualmente o mundo desse disco. E eu amo contar histórias, amo compor, amo criar vídeos, amo dirigi-los. E esta foi uma oportunidade muito divertida de trabalhar novamente com a diretora de fotografia Rina Yang, que foi minha colaboradora no curta de 10 minutos ‘All Too Well’. Então, nós realmente queríamos nos desafiar a fazer coisas diferentes desta vez e nos esticar, e estou muito orgulhosa do que fizemos e realmente espero que vocês gostem”. Aparentemente, todas as faixas – ou pelo menos a maioria delas – vão ganhar clipes, que ainda contarão com participações de Alana Haim, Danielle Haim e Este Haim, da banda Haim, de Jack Antonoff, produtor do álbum, da modelo Laith Ashley, da atriz Laura Dern (“História de um Casamento”), da atriz Mary Elizabeth Ellis (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), da maquiadora Pat McGrath e da ícone burlesca Dita Von Teese. São 13 faixas o todo, escritas e produzidas Swift ao lado de Antonoff, em que a cantora abandona a fase folk acústica recente pelo retorno ao pop de arranjo sintetizado. “Esta é uma coleção de músicas escritas no meio da noite, uma jornada através de terrores e dos sonhos bons”, definiu Swift na divulgação do disco. “Os andares que andamos e os demônios que enfrentamos. Para todos nós que nos jogamos e reviramos e decidimos manter as lanternas acesas e continuar procurando – esperando que talvez, quando o relógio bater meia-noite… nos encontremos.” Em um post no Instagram, Swift disse que estava muito feliz com o resultado da parceria com Jack Antonoff. “Estamos fazendo música juntos há quase uma década”, escreveu ela. “Entretanto… este é o nosso primeiro álbum que fizemos apenas nós dois como principais colaboradores.” “Jack e eu nos encontramos em Nova York, sozinhos, gravando todas as noites, ficando acordados até tarde e explorando memórias antigas e meias-noites passadas”, disse Swift. “’Midnights’ é uma colagem de intensidade, altos e baixos, e fluxos e refluxos. A vida pode ser sombria, estrelada, nublada, aterrorizante, eletrizante, quente, fria, romântica ou solitária. Assim como ‘Midnights.’” “Midnights” já está disponível em todas as plataformas de streaming de música. Assista abaixo ao clipe de “Anti-Hero”.
Clipe de “Every Breath You Take” atinge 1 bilhão de visualizações no YouTube
O clipe da canção “Every Breath You Take”, da banda britânica The Police, ultrassou a marca de 1 bilhão de visualizações no YouTube. Adicionado à plataforma em 2010, o clipe se tornou o 225º vídeo a atingir essa marca. “Every Breath You Take” faz parte do álbum “Synchronicity”, lançado em 1983. Dirigido por Godley & Creme, o clipe mostra o trio em preto e branco, com Sting tocando contrabaixo, Andy Summers na guitarra e Stewart Copeland na bateria. Dentre os vídeos que passaram de 1 bilhão de visualizações, apenas sete são de clipes da década de 1980. Além de “Every Breath You Take”, também constam nessa seleta lista os clipes de “Sweet Child O’ Mine” (do Guns N’ Roses), “Take On Me” (a-ha), “Billie Jean” (Michael Jackson), “Never Gonna Give You Up” (Rick Astley), “Girls Just Want To Have Fun” (Cyndi Lauper) e “The Final Countdown” (Europe). The Police é conhecida por álbuns de sucesso como “Reggatta de Blanc” (1979), “Zenyatta Mondatta” (1980) e “Synchronicity” (1983). A banda vendeu mais de 75 milhões de discos ao redor do mundo e conquistou dois Brit Awards, um MTV Video Music Award e seis Grammys – incluindo o de melhor performance pop de uma dupla ou grupo por “Every Breath You Take” – , antes de separar ainda nos anos 1980. O canal da banda no YouTube tem mais de 1,5 milhões de inscritos e “Every Breath You Take”, seu vídeo mais famoso, manteve uma média de 300 mil visualizações por dia nesse ano. Um dos motivos da popularidade da música (além da sua qualidade) é o fato de ela ter sido licenciada para outros usos, o que leva os fãs de volta à música original. Um sample da canção por ser ouvido em “I’ll Be Missing You”, de Puff Daddy, e ela também foi usada numa campanha publicitária do site de buscas DuckDuckGo. Por sinal, este não foi o primeiro recorde de “Every Breath You Take”. Em 2019, a canção foi eleita a música mais executada no BMI Pop Awards, com 15 milhões de reproduções nas rádios. A música também foi adicionada ao Billions Club do Spotify no ano passado, depois de atingir mais de 1 bilhão de streams na plataforma de áudio. Confira abaixo o clipe original da canção.
Veja os 30 melhores clipes indies de setembro
Conheça 30 clipes de artistas da cena independente internacional que se destacaram entre os lançamentos do mês de setembro no YouTube. A lista tem clipes de bandas novas, veteranas, synthpop polonês, dreampop japonês e muito mais. Entre os destaques, o som e o visual oitocentista da polonesa Sexy Suicide, o cover da cantora pop Charli XCX gravado por NewDad, a prévia do novo álbum de The Big Moon, que chega em 14 de outubro, e um clipe inédito de uma música de 2002 do Ladytron, que faz parte das comemorações dos 20 anos do álbum “Light & Magic”. Os vídeos foram organizados por ordem de afinidade sonora numa playlist – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge). Experimente ver/ouvir a videotecagem sem saltar as faixas e, de preferência, sem as interrupções de anúncios do YouTube.
Parceria de Elton John e Britney Spears ganha clipe oficial
A parceria entre Elton John e Britney Spears ganhou um clipe oficial. Realizado sem a presença dos cantores, o vídeo de “Hold Me Closer” traz vários pares de dançarinos compartilhando gestos e afetos numa coreografia de intimidades. A produção de dança contemporânea foi dirigida por Tanu Muino e rodada em cenários coloridos da Cidade do México. Muino venceu o Video Music Awards da MTV em 2021 como Melhor Diretor por “Montero (Call Me by Your Name)”, de Lil Nas X. Curiosamente, Britney e Elton também não se encontraram presencialmente para trabalhar na música. A Princesa do Pop trabalhou em estúdio, enquanto Elton participou através de vídeochamada. “Hold me Closer” é uma recriação de “Tiny Dancer”, hit de 1971 do músico britânico, com referências também à “The One”, de 1991, e ao clássico das discotecas “Don’t Go Breaking My Heart”, de 1976. A gravação foi produzida pelo vencedor do Grammy Andrew Watt, que já trabalhou com artistas tão diferentes quanto Miley Cyrus, Justin Bieber, Pearl Jam e Ozzy Osbourne. Com batida dançante, a faixa segue a fórmula do sucesso de “Cold, Cold Heart”, um mashup dos hits “Rocket Man” e “Sacrifice”, que Elton regravou num dueto com Dua Lipa no ano passado. A diferença é que dava para ouvir Dua Lipa na música anterior. A voz de Britney é totalmente desfigurada por efeitos na faixa atual.
Billie Eilish lança clipes acústicos de novas canções
A cantora Billie Eilish liberou dois clipes de performances intimistas de “TV” e “The 30th”, as faixas que ela lançou em julho no EP acústico “Guitar Songs”. Os vídeos foram gravados ao vivo no interior da estrutura da Cloud Florest (uma floresta dentro de uma estufa gigante), de Singapura, e trazem Billie acompanhada apenas pelo violão do irmão Finneas O’Connell. A mais interessante é “TV”, canção que comenta a cobertura de alguns acontecimentos recentes nos Estados Unidos, contrapondo a obsessão/alienação do público com o julgamento de Johnny Depp e Amber Heard com a falta de engajamento contra a tentativa conservadora de proibir o aborto no país. “A internet enlouqueceu assistindo estrelas de cinema em julgamento/ Enquanto eles estão derrubando Roe v. Wade (a decisão que permitiu o aborto nos EUA)”, diz um trecho da letra, que se refere à TV como anestesia.
Pabllo Vittar lança clipe com MC Carol
Pabllo Vittar lançou o clipe de “Descontrolada”, que conta com a participação da lenda do funk MC Carol. Mistura de pop, techno e pancadão, a música é a primeira prévia do próximo álbum da drag queen mais famosa do Brasil, que ainda não tem título nem previsão de estreia. Depois de flertar com o sertanejo em “Batidão Tropical”, lançado no ano passado, a primeira faixa da nova era marca uma volta ao funk e às pistas de dança. O clipe tem direção de Gigs (“Taradinha”, da Lexa, Kevinho e Hitmaker) e aposta num visual “underground futurista”, com muitas cores vibrantes ao estilo das raves do final dos anos 1990.
Lil Nas X vira herói animado em clipe do novo tema de “League of Legends”
A Riot Games divulgou o clipe de “Star Walking”, tema oficial do Worlds 2022, o novo torneio mundial de “League of Legends”, que foi gravado pelo rapper Lil Nas X. O clipe é um anime que mostra desafios dos jogadores, além do próprio rapper em estilo heroico, com direito até a capa de super-herói. No início desta semana, o astro se empolgou com o projeto e se autonomeou presidente do “LOL”. “Deixei minha marca na cultura pop de muitas maneiras, e agora é hora de enfrentar o mundo dos jogos. Serei o maior presidente de ‘League of Legends’ de todos os tempos”, ele disse num vídeo publicado em suas redes. “Também vou fazer o melhor hino do Worlds de todos os tempos e realizar o maior, mais legal e mais sexy Worlds da história de todos os mundiais”, completou o rapper. Little Nas X também colaborou na criação de uma skin para o novo campeão do torneio, chamado K’Sante, o Orgulho de Nazumah, que será revelada no dia 3 de novembro e estará disponível para o jogo a partir do dia 14 do mesmo mês.
Björk lança clipe fúnebre para expressar luto por sua mãe
A cantora Björk lançou um clipe ritualístico para a música “Ancestress”, em que lidera uma procissão fúnebre para o interior de um vulcão dormente no interior da Islândia. Ela e suas acompanhantes usam véus vermelhos, refletindo a atual fase da cantora, que tem aparecido geralmente com máscaras ou maquiagens chamativas sobre o rosto. A exceção é do único homem presente na peregrinação. Com véu e roupas brancas, ele segue para sua própria morte. A produção performática reflete o luto de Björk pela morte de sua mãe. A música foi feita em homenagem à ativista ambiental Hildur Rúna Hauksdóttir, que faleceu em 2018. “O tempo da minha ancestral está acabando/ A sua rebelião, um dia vibrante, se apagando”, canta a artista islandesa na letra. A direção é de Andrew Thomas Huang, que já tinha feito cinco clipes para a cantora, entre 2012 e 2017. “Ancestress” faz parte do 10º álbum de Björk, “Fossora”, que tem lançamento marcado para 30 de setembro. Anteriormente, a artista já havia revelado vídeos para “Atopos” e “Ovule”, todos bem menores, mas igualmente simbólicos, refletindo uma obra nada comercial, marcada por arranjos dissonantes – até dodecafônicos. Ela vem cantar esse repertório hermético no Brasil em 5 de novembro, como uma das atrações do festival Primavera Sound 2022, em São Paulo.
“Losing My Religion”, do R.E.M., atinge 1 bilhão de views no YouTube
O icônico clipe de “Losing My Religion”, hit de 1991 da banda R.E.M., ultrapassou 1 bilhão de visualizações no YouTube. Apesar do vídeo ser do começo da década de 1990, ele só entrou no YouTube duas décadas depois, em 2011. Dirigido por Tarsem Singh (“A Cela”) antes de virar cineasta, o clipe é um dos poucos em que o vocalista Michael Stipe aparece cantando a letra da canção. Com quase cinco minutos, também apresenta os músicos do R.E.M. tocando, além de cenas de figuras de diferentes religiões do passado histórico. Singh disse à Rolling Stone em 2016 que o vídeo foi inspirado no conto de Gabriel Garcia Marquez “A Very Old Man With Enormous Wings”, no qual uma figura que parece ser um anjo aparece misteriosamente em uma pequena cidade litorânea. No clipe, Michael Stipe e alguns personagens aparecem com asas de anjo. O clipe de “Losing My Religion” venceu dois Grammys e o troféu de Vídeo do Ano no MTV Video Music Awards de 1991. E agora se tornou o sexto clipe dos anos 1990 a atingir 1 bilhão de visualizações no YouTube, depois de “November Rain” (1992) do Guns N’ Roses, “Smells Like Teen Spirit” (1991) do Nirvana, “Zumbi” (1994) dos Cranberries, “I Will Always Love You” (1992) de Whitney Houston e “Barbie Girl” (1997) de Aqua.
Artistas se juntam em clipe coletivo para “virar voto” em Lula
Depois do “Hino ao Inominável”, um vídeo musical contra Bolsonaro, vários artistas voltaram a se juntar em “Vira Voto”, clipe a favor de Lula nas eleições presidenciais. No vídeo, cantores e atores fazem uma arma com a mão, sinal associado a Bolsonaro, para em seguida girarem o punho e transformarem o gesto no “L” associado a Lula. Tudo isso ao som de um pagode, entoado por Nando Reis, Alinne Moraes, Mateus Solano, Dado Villa Lobos, Cissa Guimarães, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Duda Beat, Arnaldo Antunes, Caco Ciocler, Silvero Pereira, Maria Bethânia, Mart’nália, Cláudia Abreu, Zezé Polessa, Bruno Garcia, Drica Moraes, Deborah Evelyn e Mônica Martelli, entre outros. A campanha foi feita pelos coletivos Mídia Ninja e 342 Artes.
Os 20 melhores clipes indies do mês
A seleção de clipes abaixo reúne 20 artistas da cena independente internacional que se destacaram entre os lançamentos do mês de agosto. A lista tem clipes de estreias, veteranos como The Breeders e até uma artista brasileira. Os vídeos foram organizados numa playlist – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir na aba de configurações do Chrome ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge) – na ordem de uma videotecagem. Experimente ouvir sem saltar as faixas e, de preferência, sem as interrupções de anúncios do YouTube. | PLAYLIST | AGOSTO O QUE TEM NA PLAYLIST: | SPORTS TEAM | A banda londrina lança seu segundo álbum (“Gulp!”) na sexta (23/9). Com um som que evoca o britpop de Supergrass e o revival pós-punk de Franz Ferdinand, “The Drop” é o quarto single do disco, que aparentemente só tem “hits” (isto é, alt-hits). | THESE NEW SOUTH WHALES | Os (pós-) punks australianos fazem a música mais barulhenta da seleção – punk encontra shoegazer. E eles também estrelam um podcast cultuadíssimo, “What A Great Punk”, tem seu próprio programa de comédia, “TNSW Tonight!”, e uma série pseudocumental no Comedy Central que fez o site NME batizá-los de “o Flight of the Conchords punk”. | GIFT | O grupo nova-iorquino parece vir de Manchester em 1991. Mas além da clara influência de The Charlatans, também é possível perceber psicodelia e rock progressivo (Yes) no arranjo de “Gumball Garden”, o primeiro single de seu álbum de estreia, “Momentary Presence”, com lançamento marcado para 14 de outubro. | HATCHAM SOCIAL | Formada em 2006, a banda londrina está preparando um álbum de retrospectiva de sua carreira, que inclui uma nova versão de “Hypnotise Terrible Eyes”, lançada em 2009. O novo mix, feito por Baxter (o filho do punk clássico Ian) Dury, evidencia a influência de Echo and the Bunnymen, que era soterrada por guitarras dissonantes na gravação original. | GRAZER | Mollie Wilson e Matt Spiller formaram Grazer em Merlbourne, Austrália, em 2019, inspirados no shoegaze britânico do começo dos anos 1990. O álbum de estreia (“Melancholics Anonymous”), do qual faz parte o single “In My Winter”, saiu em agosto. | SORRY | O quinteto londrino dá uma mostra do segundo álbum (“Anywhere But Here”) com o lançamento de “Sorry”, uma ode ao amor compulsivo com frases como “I need you”, “I found you”, “I love you!” | THE BREEDERS | A banda de Kim Deal, que teve seu auge nos anos 1990 com “The Last Splash”, continua ativa e com a mesma formação, mas “Metagoth” é de 2018. Apesar do clipe ter saído em agosto, a faixa faz parte do álbum “All Nerve” e foi composta pela baixista Josephine Wiggs em homenagem a seus dias de gótica. | WINTER (FT. HATCHIE) | “Ready to Go” é uma parceria entre a brasileira Winter (Samira Winter) e a australiana Hatchie (Harriette Pilbeam), que ainda conta com o australiano Joe Agius (da banda de Hatchie e do Rinse) na guitarra e na câmera de vídeo (ele dirige o clipe nas ruas de Los Angeles). A curitibana Winter está há uma década nos EUA e vai lançar seu quarto álbum, “What Kind of Blue Are You?”, em 14 de outubro. | PALE BLUE EYES | A canção “Little Gem” apresenta o dreampop do álbum de estreia do trio inglês. “Souvenirs” foi lançado na primeira semana de setembro. | FAZERDAZE | A neozelandesa Amelia Murray, mais conhecida como Fazerdaze, foi precursora da recente tendência de grunge melódico com seu EP de estreia em 2014, mas estava sumida desde seu brilhante primeiro álbum de 2017. Um dos motivos foi a fricção com ex-músicos de sua banda, situação que inspira as músicas de seu retorno “solo”, como “Break!”. | HOUSEWIFE | As canadenses Brighid Fry e Pascale Padilla se chamavam Moscow Apartment desde 2020. Mas com a invasão da Ucrânia viraram Housewife. E não foi só isso que mudou. Seu som evoluiu do indie folk acústico para o shoegazer suave com guitarras microfonadas. | STELLA DONNELLY | A cantora australiana se inspirou nos casais que atravessaram a pandemia ponderando se deviam romper ou se casar de vez para conceber “How Was Your Day?”, canção que usa frases de diálogos genéricos e uma base acústica que evoca bandas indies dos mid-1980s. Faz parte do álbum “Flood”, lançado no final de agosto. | 7EBRA | “If I Ask” é o primeiro single das irmãs gêmeas suecas Inez e Ella, que estão gravando seu álbum de estreia com o produtor Tore Johansson, conhecido por seus trabalhos com as bandas The Cardigans e Franz Ferdinand. Sai no começo de 2023. | WHITMER THOMAS | O comediante americano tem especial de humor na HBO e uma filmografia com participações em mais de 50 filmes e séries. E ainda é cantor. A música “Rigamarole”, que remete ao pop oitocentista de The The e Man Without Hats, faz parte de seu segundo álbum, “The Older I Get the Funnier I Was”, com lançamento marcado para 21 de outubro. | EZRA FURMAN | A balada “Poor Girl a Long Way from Heaven” é o mais recente single do álbum “All of Us Flames”, lançado em 26 de agosto, e o clipe marca a segunda participação da atriz trans Daphne Always num clipe da cantora trans – e bissexual – americana. | SILVERSUN PICKUPS | Com duas décadas de estrada, a banda de Los Angeles lançou em agosto seu sexto álbum, “Physical Thrills”, produzido por ninguém menos que Butch Vig (produtor de “Nevermind”, do Nirvana, e baterista da banda Garbage). Apesar da cantora Nikki Monninger aparecer sozinha no clipe da balada “Alone on a Hill”, a formação é a mesma desde 2002. | MATCHING OUTFITS | “It Keeps Happening” é o single de estreia do trio feminino de Berlim, que lança seu primeiro álbum (“Band Made Out of Sand”) na quarta-feira (21/9). | BIG GIRL | O folk épico de “Summer Sickness” embala o primeiro clipe da banda queer nova-iorquina, que no momento está gravando seu álbum de estreia, previsto para janeiro de 2023. | MAMALARKY | A cantora-guitarrista americana Livvy Bennett surpreende no novo single, ao combinar a estética twee com levada de jazz e bossa nova, ao estilo da melhor fase da banda sueca The Cardigans. O primeiro álbum saiu em novembro passado e “It Hurts” antecipa o segundo (“Pocket Fantasy”), que chega em 30 de setembro. | ALI MCGUIRK | O soul rústico ao estilo Stax de “X Boyfriends” marca a volta da cantora-compositora de Boston depois de cinco anos. O single faz parte do segundo álbum (“Til It’s Gone”), lançado na sexta passada (16/9)
Artistas lançam o “Hino ao Inominável”, música feita com as piores frases de Bolsonaro
Os atores Wagner Moura, Bruno Gagliasso, o Professor Pasquale e vários cantores e músicos lançaram o “Hino ao Inominável”, uma música que relembra diversas frases e atitudes polêmicas do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro. O hino, que é na verdade um manifesto musical de 13 minutos, ganhou um clipe publicado no YouTube neste sábado (17/9). A letra, escrita por Carlos Rennó, resgata frases horripilantes, desde a negação de que houve ditadura no Brasil, a preferência por ter um filho morto a um filho homossexual, falas racistas, a favor do assassinato de “bandidos”, ataques à imprensa e a recusa de dados científicos sobre a pandemia e o desmatamento na Amazônia. “Ao som raivoso de uma voz inconfiável que diz e mente, e se desmente e se desdiz”, como ressalta o trecho cantado por Wagner Moura. “Os versos citam literalmente ou se baseiam em declarações dadas pelo ‘inominável’ e encontradas na internet e em jornais”, descreveu Rennó. A música foi composta por Chico Brown e Pedro Luís e seus múltiplos intérpretes incluem André Abujamra, Arrigo Barnabé, Bruno Gagliasso, Caio Prado, Cida Moreira, Chico Brown, Chico César, Chico Chico, Dexter, Dora Morelenbaum, Héloa, Hodari, Jorge Du Peixe, José Miguel Wisnik, Leci Brandão, Lenine, Luana Carvalho, Marina Íris, Marina Lima, Monica Salmaso, Paulinho Moska, Pedro Luís, Péricles Cavalcanti, Preta Ferreira, Professor Pasquale, Ricardo Aleixo, Thaline Karajá, Vitor da Trindade, Wagner Moura e Zélia Duncan. Numa das passagens mais polêmicas, os cantores Caio Prado e Marina Íris relembram quando Bolsonaro disse que as pessoas negras de um quilombo pesavam “sete arrobas” e não serviam para procriar: “Como se fôssemos, nós negros, animais. E ainda insiste que não é racista e que racismo não existe no país”, acrescentam. No Youtube, a descrição do vídeo diz: “Feito pra lembrar, pra sempre, esses anos sob a gestão do mais tosco dos toscos, o mais perverso dos perversos, o mais baixo dos baixos, o pior dos piores mandatários da nossa história. E pra contribuir, no presente, pra não reeleição do inominável”.
Supla lança cover “punk” de Harry Styles
O cantor Supla lançou uma versão “punk” de “As It Was”, hit recente do inglês Harry Styles. As aspas são obrigatórias, porque o cover é muito mais influenciado por The Strokes que Sex Pistols. Supla chegou a postar a música em seu Twitter, dizendo ter gravado “só pela curtição”. Mas o sucesso da postagem, que somou quase 15 mil likes, parece ter convencido o artista a investir na sua divulgação, com direito a vídeo. A faixa ganhou um clipe básico, registrado num estúdio de gravação, que mostra o cantor e os músicos tocando sua – de fato – boa versão. “As It Was” deve integrar um projeto de covers, que Supla gravou com sua banda, Os Punks de Boutique, e que ainda não tem previsão de estreia. A lista de versões realizadas incluem opções ainda mais curiosas, como faixas de Nina Simone e Simon & Garfunkel. Compare abaixo a versão de Supla com a gravação original de Harry Styles.












