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  • Etc,  Filme,  Série

    Pipoca Moderna atinge 25 mil curtidas no Facebook

    13 de abril de 2016 /

    Existem muitos sites sobre cinema e séries, mas 25 mil pessoas acham que vale a pena curtir a Pipoca Moderna. Chegamos nesta terça ao número mágico, que, entretanto, é apenas um passo pequeno para uma caminhada que, na internet, é de sobrevivência. Grande ou “pequeno”, o número revela que cada vez mais leitores consideram que vale apena apertar o botão “curtir”, dando reconhecimento ao nosso esforço, nem sempre recompensado. Isso, entretanto, representa apenas 50% do total de visitas que o site tem diariamente. Se todos que nos visitam num único dia resolvessem apertar o botãozinho, o número triplicaria em 24 horas. Por algum motivo, a maioria dos nossos leitores prefere não curtir nosso trabalho. Não é fácil manter um site atualizado diariamente, ainda mais com o nível de qualidade que o editor obcecado deste aqui tenta impor. Mas a energia que resulta da interação com o público, vista nas mais diversas formas, seja nas curtidas, nos comentários ou até nas discussões sobre algumas abordagens, é tão poderosa que já ajudou a atravessar um tratamento de câncer. Estamos vivos, o site continua crescendo e espero que vocês continuem curtindo isto aqui por muitos anos. Portanto, não sejam tímidos. Se ainda não levantaram o polegar, considerem colocar suas digitais na Pipoca Moderna. Sites vem e vão muito rapidamente. Muitos somem por desinteresse dos leitores em demonstrar que estão gostando do trabalho. Outros viram gigantes com a força dos leitores. Cabe a vocês decidir o que vai acontecer com a gente. Por enquanto, obrigado aos 25 mil que nos apoiam, que, além de curtir, também compartilham, indicam, cutucam e mantém a discussão acontecendo. É por vocês que estamos aqui. Rumo aos 30 mil.

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  • Filme

    A semana tem um bolo de estreias, mas qualidade mesmo só no circuito limitado

    31 de março de 2016 /

    Com o circuito ainda sob o impacto de “Batman vs. Superman”, a programação da semana se contenta com estreias de distribuição modesta nos shoppings. As opções incluem diferentes gêneros, num bolo de qualidade uniforme – nivelada por baixo. Quando a massa fermenta, são sempre os lançamentos limitados, de ingredientes mais refinados, que fogem da receita comum. O lançamento mais amplo chega em 362 salas. Com apelo nostálgico, a comédia “Casamento Grego 2” retoma a história da família de Toula (Nia Vardalos), 14 anos após o primeiro filme fazer história como o maior sucesso do cinema indie americano. Desta vez, o casamento do título é da filha da protagonista de 2002. Sem novidades, seu humor evoca séries de TV como “Modern Family” e não repetiu o sucesso de público e crítica do original. Abriu em 3º lugar na semana passada nos EUA, com 25% de aprovação no levantamento do site Rotten Tomatoes. Com a segunda maior distribuição aparece a pior estreia, a animação “Norm e os Invencíveis”, em 297 salas. Coprodução indiana, acompanha um urso polar que viaja a Nova York para conscientizar a humanidade a respeito dos perigos que envolvem a exploração do Ártico. Mas a mensagem se perde totalmente quando Norm começa a rebolar, as piadas ruins se acumulam e a trama começa a ficar cada vez mais parecida como uma reciclagem de “Happy Feet”, “A Era do Gelo” e “Madagascar” de baixa qualidade. Considerada podre na avaliação do Rotten Tomatoes, teve somente 9% de aprovação e fracassou com uma bilheteria total de US$ 17 milhões.   A mediocridade continua com o terror “Visões do Passado”, estrelado por Adrian Brody (“O Pianista”). Psicólogo perturbado pela morta da filha descobre ter virado o personagem de Bruce Willis em “O Sexto Sentido” (1999). O que era novidade na época, é clichê agora. Chega em 115 salas, mas sequer teve lançamento cinematográfico nos EUA, onde vai sair direto em vídeo em abril (com 21% no RT). Outro fracasso de público nos EUA, a comédia “Voando Alto” entra em 114 salas. Mas, ao contrário dos anteriores, a crítica americana gostou deste filme (76% no RT), que tem dois astros carismáticos e é baseada numa improvável história real. A trama acompanha os esforços de Eddie Edwards (Taron Egerton, de “Kingsman – Serviço Secreto”), que, apesar da falta de talento, tenta competir como esquiador nos Jogos Olímpicos, com a ajuda de um treinador pouco convencional (Hugh Jackman, de “Wolverine – Imortal”). Infelizmente, o déjà vu é inevitável após “Jamaica Abaixo de Zero” (1993). Fecha o circuito dos multiplexes a estreia de “Zoom”, coprodução brasileira e canadense, falada em inglês, com atores dos dois países (e um mexicano) e dirigida pelo brasileiro Pedro Morelli (“Entre Nós”). O longa mistura animação e atores reais (Mariana Ximenes, Gael García Bernal, Claudia Ohana, Jason Priestley e Alison Pill) para entrelaçar, com metalinguagem, a história de três artistas: uma escritora (Ximenes), um diretor de cinema (Gael) e uma autora de histórias em quadrinhos (Pill). Estiloso, tem até potencial para virar cult, mas tende a dividir opiniões, devido à ênfase conferida à forma sobre o conteúdo. Abre em 93 cinemas.   O cinema brasileiro também é representado por dois lançamentos do circuito limitado. O mais empolgante também tem maior alcance. O thriller “Para Minha Amada Morta”, de Aly Muritiba, leva para 30 salas a história de um marido que procura provas da infidelidade de sua esposa falecida, tramando uma vingança contra o suposto amante. Premiado nos festivais de Montreal e Brasília, a trama alude aos suspenses psicológicos clássicos, da escola de Hitchcock, mas entrega uma antítese, com pouca tensão. O outro filme brasileiro é uma coprodução portuguesa, que tem a menor distribuição da semana. O drama “Histórias de Alice”, de Oswaldo Caldeira (“O Bom Burguês”) estreia em duas salas no Rio e uma em São Paulo, contando a busca de um cineasta brasileiro (Leonardo Medeiros) por suas raízes portuguesas. Repleto de flashbacks e uma Portugal de cartão postal, o filme só ganha ritmo pela metade, mas seu público é mesmo limitado.   Principal destaque dos “cinemas de arte”, o aguardado “A Juventude”, do cineasta italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”), chega em apenas 20 salas. Belíssimo, acompanha um maestro aposentado que, durante suas férias na companhia da filha e do melhor amigo, é convidado a retomar a carreira. Sorrentino, que já tinha impressionado com a plasticidade de “A Grande Beleza”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, consegue superar o elevado padrão estético daquele filme. E ainda conta com três astros veteranos (Michael Caine, Harvey Keitel e Jane Fonda), que combinam seus talentos míticos para conferir uma qualidade interpretativa insuperável à produção. Sua inexplicável ausência no último Oscar é contrastada pela vitória dos troféus de Melhor Filme, Diretor e Ator (Caine) na premiação da Academia de Cinema da Europa – o “Oscar europeu”. Completa a programação o drama espanhol “A Garota de Fogo”, de Carlos Vermut, vencedor do Festival de San Sebastian e que rendeu o Goya de Melhor Atriz à Bárbara Lennie. Trata-se de outro lançamento de ótima qualidade lançado em meia dúzia de salas numa única cidade – exclusivamente no Rio de Janeiro. A trama instigante acompanha um pai que tenta realizar o último desejo de sua filha doente: comprar o vestido da personagem de uma série japonesa que a menina cultua. Mas esta busca o leva por caminhos tortuosos e ao encontro de personagens bizarros. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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  • Filme

    Zootopia é a maior e melhor estreia em semana repleta de bons lançamentos no cinema

    17 de março de 2016 /

    Numa semana repleta de bons lançamentos, o mais amplo é “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho”, nova animação da Disney, que chega em 950 salas (600 em 3D e 12 em Imax). O estúdio de Walt Disney, que tem como símbolo um animal falante que se veste como gente, trouxe a premissa antropomórfica à sua maturidade com “Zootopia”, uma obra repleta de intertexto, capaz de lidar com preconceitos e estereótipos, e trazer uma mensagem relevante de inclusão, enquanto diverte como poucas. Não só a coelha Judy Hopps e o raposo Nick Wilde são ótimos personagens, mas o ambiente elaborado em que vivem, repletos de coadjuvantes hilários, vira do avesso a história dos desenhos antropomórficos, gênero que, no passado, serviu para perpetuar inúmeros preconceitos raciais. Ágil, esperta, vibrante e bastante engraçada, a produção é simplesmente a melhor animação de bicho falante da Disney desde que os curtas do Mickey Mouse se tornaram falados. Não há como elogiá-la mais que isso.   O épico “Ressurreição” tem a segunda maior distribuição da semana, ocupando 470 salas no vácuo do sucesso de “Os 10 Mandamentos”. Entretanto, apesar de sua narrativa estar fortemente ligada à origem do cristianismo, a produção é menos estridente em sua pregação religiosa. Na verdade, opta pela abordagem oblíqua, como “O Manto Sagrado” (1953), “Ben-Hur” (1959) e “Barrabás” (1961), clássicos do gênero sandália e espada que incluem histórias de Jesus. Na trama, Joseph Fiennes (que já foi “Lutero”) vive um centurião romano cético, que tem a missão de averiguar a ressurreição de Jesus e desmentir o boato do milagre. O resultado é uma aventura bem melhor que o esperado, com direito a um Jesus finalmente retratado como (Yeshua) um homem de pele mais escura e sem olhos azuis (o maori Cliff Curtis, da série “Fear the Walking Dead”). Em 86 salas, o suspense brasileiro “Mundo Cão” marca o reencontro do diretor Marcos Jorge com o roteirista Lusa Silvestre, que fizeram juntos o ótimo “Estômago” (2007). Mas os clichês de gênero e a dificuldade com que o clima tenso se encaixa no início mais leve e cômico deixam o filme nas mãos do elenco, que impressiona por sua capacidade de fazer o espectador embarcar na sua história de vingança setentista, sobre um homem violento, em busca de justiça pela morte de seu cachorro nas mãos de um funcionário do Departamento de Controle de Zoonoses (a popular carrocinha). Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Babu Santana (“Tim Maia”) estão ótimos como protagonistas, Adriana Esteves (“Real Beleza”) perfeita como a esposa evangélica, mas a surpresa fica por conta da jovem Thainá Duarte, em sua estreia no cinema, poucos meses após debutar como atriz na novela “I Love Paraisópolis” (2015).   O circuito limitado destaca mais dois filmes brasileiros, ambos documentários. “Eu Sou Carlos Imperial” resgata uma figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas e foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme tem direção da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010). Chega em apenas três salas do Espaço Itaú, no Rio e em São Paulo. Por sua vez, “Abaixando a Máquina 2 – No Limite da Linha” é desdobramento de um documentário anterior sobre a ética do fotojornalismo, do “uruguaio carioca” Guillermo Planel. Com imagens muito potentes (de fato, sensacionais) e tom crítico, o filme mergulha nos protestos que se seguiram à grande manifestação de junho de 2013, questionando a cobertura da mídia tradicional, ao mesmo tempo em que abre espaço para a autoproclamada “mídia ninja”, buscando refletir o jornalismo na era das mídias sociais – que, entretanto, é tão ou até mais tendencioso. Desde que o filme foi editado, por sinal, aconteceram as maiores manifestações de rua do Brasil, que, além de historicamente mais importantes, politizaram o país com um debate que escapou da reflexão filmada – e que a tal “mídia ninja” faz de tudo para menosprezar. Será exibido em apenas uma sala, no Cine Odeon no Rio.   Entre os filmes de arte que pingam nos cinemas, o que chega mais longe é “Cemitério do Esplendor”, nova obra climática do tailandês Apichatpong Weerasethakul, que venceu a Palma de Ouro em 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”. Ocupa oito salas – quatro no Rio e as demais em Niterói, Maceió, Porto Alegre e São Paulo. A trama se desenvolve em torno de um hospital na Tailândia que recebe 27 soldados vítimas de uma estranha doença do sono. O drama francês “A Linguagem do Coração”, de Jean-Pierre Améris (“O Homem que Ri”) faz o público chorar em apenas seis salas (quatro em São Paulo, mais Porto Alegre e Campinas). Passada em 1885, mostra a dedicação de uma freira para ajudar uma menina nascida surda e cega a ter convívio social. A história é baseada em fatos reais. Por fim, a comédia dramática argentina “Papéis ao Vento” ocupa uma única sala, o Cine Belas Artes em Belo Horizonte. Trata-se da mais recente adaptação do escritor Eduardo Sacheri (“O Segredo dos Seus Olhos”), que a direção de Juan Taratuto (“Um Namorado para Minha Esposa”) transforma em filme sensível e envolvente, comprovando a qualidade atual do cinema argentino. A história gira em torno de três amigos que decidem recuperar o investimento do quarto integrante da turma, recém-falecido, que apostou tudo o que tinha num jogador de futebol decadente. Divertido e humanista, pena o lançamento ser invisível pra a maioria dos brasileiros, pois é questão vital aprender como o cinema de nuestros hermanos consegue ser popular e artístico simultaneamente. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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  • Filme

    Os Dez Mandamentos atinge 5 milhões de ingressos vendidos em 15 dias

    14 de fevereiro de 2016 /

    O filme “Os Dez Mandamentos” atingiu a marca recorde de público de 5 milhões após 15 dias nas salas de cinema do país. Com isso, a versão condensada da novela da Record já empata com “2 Filhos de Francisco” (2005) como a terceira maior bilheteria do cinema brasileiro pós-Retomada (anos 1990), ficando atrás apenas de “E Se Eu Fosse Você” (2006) e “Tropa de Elite 2” (2010). Para superar o primeiro colocado, será preciso vender mais que o dobro do que já foi arrecadado até agora. O fenômeno “Tropa de Elite 2” foi assistido por cerca de 11 milhões de espectadores. “Os Dez Mandamentos” condensa e resume mais de 170 capítulos da novela escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, que registrou a maior audiência da história da Record. O filme também registra o maior lançamento do cinema brasileiro, em 1,1 mil salas (um terço de todo o parque exibidor nacional), e, após sair de cartaz, será exibido primeiro no Telecine, canal pago do conglomerado de comunicações rival da Record, a Globo.

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  • Filme

    Com boa presença brasileira, começa o Festival de Berlim 2016

    11 de fevereiro de 2016 /

    O Festival de Berlim começa nesta quinta (11/2) num contexto efervescente na Alemanha, onde a crise dos refugiados repercute de forma particularmente forte. Em sua entrevista inaugural, o diretor do evento Dieter Kosslick salientou a importância de não se virar as costas para a realidade social, que estará no centro de diversas iniciativas ao longo do festival. Mas também chamam atenção as medidas de segurança, reforçadas em relação aos eventos anteriores, em decorrência dos atentados terroristas em Paris no ano passado. São esperadas cerca de 400 mil pessoas no festival, que vai se estender até 18 de fevereiro com diversas mostras paralelas e a competição pelo Urso de Ouro, cujo juri é presidido pela atriz Meryl Streep (“A Dama de Ferro”). Repetindo uma tendência dos últimos anos, a nova edição é marcada por forte presença brasileira. Em 2016, a maior expectativa da imprensa internacional recai sobre o novo projeto da paulista Anna Muylaert, “Mãe Só Há Uma”, em consequência da espantosa trajetória internacional de “Que Horas Ela Volta?” – que incluiu o Prêmio do Público na própria Berlinale do ano passado. O novo filme da cineasta retoma questões de maternidade e identidade, vistas no trabalho anterior, por meio da história de um rapaz transgênero. “Mãe Só Há Uma” faz parte da seção Panorama, mostra paralela onde também estão outros dois longas brasileiros. Há grande curiosidade, por sinal, a respeito de “Antes o Tempo não Acabava”, novo filme do amazonense Sergio Andrade após “A Floresta de Jonathas” (2013), que, indo de encontro ao notório gosto dos alemães pelo exótico, acompanha um xamã indígena confrontado pelo mundo urbano de Manaus. Igualmente promissor é “Curumim”, documentário de Marcos Prado (“Estamira”), que retrata a trágica histórica de Marco “Curumim” Archer, o brasileiro que passou 11 anos detido na Indonésia até ser condenado à morte em 2015. Prado valeu-se de filmagens escondidas feitas pelo próprio retratado – acrescentando posteriormente outros depoimentos e imagens. Além destes três filmes, duas produções alemãs na seção Fórum tem conexões com o Brasil: “Muito Romântico”, de cunho experimental, é uma obra de dois brasileiros radicados em Berlim, a gaúcha Melissa Dullius e o catarinense Gustavo Jahn, enquanto “Zona Norte” é um documentário onde a cineasta Monica Treut retorna à uma favela do Rio de Janeiro 13 anos depois de ter rodado lá “Guerreira da Luz”, onde abordava o trabalho social de Yvonne Bezerra de Menezes. Os americanos O tapete vermelho, porém, estende-se mesmo para os americanos. Hollywood domina a cena desde a abertura, inclusive no tema do filme escolhido, “Ave César!”. Cinco anos após abrirem a Berlinale com “Bravura Indômita” (2010), cabe novamente aos irmãos Coen a honra de trazer o filme de abertura – claramente uma aposta mais segura da organização, depois do ato falho do ano passado, quando “Ninguém Quer a Noite” não agradou ninguém e terminou por ficar posteriormente restrito às salas espanholas. “Ave César!” já arrancou boas reações nos Estados Unidos e, com a capacidade dos irmãos em agradar cinéfilos e o grande público, deve repetir o sucesso na Alemanha. A maioria dos outros trabalhos aterriza em Berlim vindos de Sundance, festival ocorrido em janeiro nos EUA. Um dos mais aguardados é “Maggie’s Plan”, volta de Rebecca Miller, sete anos após “A Vida Íntima de Pippa Lee” (2009), acompanhada por um elenco formado pelos queridinhos Greta Gervig (“Frances Ha”), Ethan Hawke (“Boyhood”) e Julianne Moore (“Para Sempre Alice”). Por seu lado, “Indignation” marca a estreia na direção do produtor James Schamus, um dos patrões do estúdio Focus – bastião do cinema alternativo nos Estados Unidos. Logan Lehrman (“Cruz de Ferro”) e Sarah Gadon (“Drácula: A História Nunca Contada”) estrelam. Outras promessas são “War on Everyone”, um buddy movie politicamente incorreto com Alexander Skarsgard (“True Blood”) e Michael Peña (“Homem-Formiga”) e, talvez a mais importante, “Midnight Special”, uma investida na sci-fi de Jeff Nichols (“Amor Bandido”), que volta a se reunir com seu habitual colaborador Michael Shannon (“O Homem de Aço”), desta vez acompanhado por Kirsten Dunst (“Melancolia”). O filme estreia já em março no Brasil. Com o trio Alex Gibney (“The Story of WikiLeaks: We Still Secrets”), Michael Moore (“Fahrenheit 9/11”) e Spike Lee (“Malcom X”) também estão prometidas algumas polêmicas para a Berlinale. Gibney, um dos melhores documentaristas do mundo, traz um retrato sobre a sombria rede de vigilância na internet com “Zero Days”, enquanto o sempre corrosivo Michael Moore corre o mundo à procura de ideias e comportamentos que deviam ser copiados pelo seu país. Já Spike Lee debruça-se, em “Chi-Raq”, sobre a guerra americano menos falada – a dos guetos negros de Chicago, onde as lutas de gangues são responsáveis por mais mortos que os conflitos internacionais do país. Mas a competição também terá nomes fortes de outros países, que já se tornaram habitués dos festivais internacionais, como o dinamarquês Thomas Vintenberg (“A Caça”), os franceses André Techiné (“O Homem Que Elas Amavam Demais”) e Mia Hansen-Love (“Eden”), o canadense Denis Côté (“Vic+Flo Viram um Urso”), o italiano Gianfranco Rosi (“Sacro GRA”), filipino Lav Diaz (“Norte, o Fim da História”), o bósnio Danis Tanović (“Terra de Ninguém”) e os iranianos Rafi Pitts (“Separados pelo Inverno”) e Mani Haghighi (“Modest Reception”), entre outros. Além disso, muitas surpresas podem vir de cineastas novatos, como a alemã Anne Zohra Berrached (“Two Mothers”), que em seu segundo longa aborda o dilema de uma mãe que descobre, ao final da gravidez, que seu filho terá Síndrome de Down e um defeito cardíaco potencialmente letal. A estreia mais esperada, porém, é a do diretor teatral britânico Michael Grandage, cujo primeiro filme, “Genius”, conta a história do editor dos grandes mestres da literatura Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e Thomas Wolf. O elenco grandioso inclui Colin Firth (“Kingsman – Serviço Secreto”), Dominic West (série “The Affair”), Jude Law (“A Espiã que Sabia de Menos”), Guy Pearce (“The Rover – A Caçada”), Nicole Kidman (“Olhos da Justiça”), Laura Linney (“Sr. Sherlock Holmes”) e Vanessa Kirby (“Evereste”).

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  • Filme

    Os Dez Mandamentos já vendeu 2,5 milhões de ingressos antes da estreia

    23 de janeiro de 2016 /

    A cinco dias da estreia, já foram vendidos 2,5 milhões de ingressos antecipados para o filme “Os Dez Mandamentos”. A marca é inédita no mercado brasileiro, fazendo com o que o filme, antes mesmo de chegar aos cinemas, já esteja entre as 20 maiores bilheterias dos últimos 10 anos. Diante da procura, o lançamento vai acontecer em mil salas, o que é outro recorde do circuito nacional. Até então, a maior distribuição de um longa brasileiro pertencia à comédia “Até que a Sorte nos Separe 3”, lançada em 24 de dezembro em 808 salas. A grande procura é consequência do envolvimento da Igreja Universal do Reino de Deus na divulgação e venda de ingressos. Além de incentivar seus fiéis a adquirem entradas antecipadas, haveria pedidos de contribuição financeira para distribuir ingressos aos mais pobres. Assim, algumas sessões teriam sido fechadas para servir como instrumento de evangelização. O portal UOL noticiou no início desta semana que um único comprador adquiriu 22,7 mil ingressos no Recife, lotando antecipadamente todas as sessões, em todos os horários, do filme durante suas duas primeiras semanas de exibição em uma grande rede de cinemas da capital pernambucana. A expectativa do mercado é que “Os Dez Mandamentos” possa se tornar o maior blockbuster da história do cinema nacional, ultrapassando o recorde de público de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. A estreia acontece na próxima quinta (28/1). Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é uma versão compacta da novela, escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini. A produção promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da atração religiosa, prevista para estrear em março na rede Record.

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  • Filme

    Os Dez Mandamentos terá maior lançamento do cinema brasileiro em todos os tempos

    13 de janeiro de 2016 /

    A versão para o cinema da novela “Os Dez Mandamentos”, que estreia em 29 de janeiro, terá o maior lançamento já recebido por um filme brasileiro em todos os tempos, tornando-se a primeira produção nacional distribuída em 1,1 mil cinemas. O recorde anterior pertencia a “Até que a Sorte nos Separe 3”, que estreou em 863 salas no último Natal. A decisão foi tomada após “Os Dez Mandamentos — O Filme” quebrar outro recorde, com a confirmação de uma pré-venda de 1,5 milhão de ingressos. A venda antecipada é mais que o dobro do antigo recordista no Brasil, o filme “”A Saga Crepúsculo: Amanhecer — Parte 2”, que teve mais de 645 mil ingressos comercializados antes de sua estreia. A expectativa do mercado é que “Os Dez Mandamentos” possa se tornar o maior blockbuster da história do cinema nacional, ultrapassando o recorde de público de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. Em levantamento do portal UOL, a rede Cinemark e o Espaço Itaú apontaram que os ingressos têm sido adquiridos em lote por grupos de evangelizações, que buscam fechar sessões exclusivas em diversas cidades do país. Assim, já há sessões esgotadas para o fim de semana da estreia nas principais capitais do país. Para completar, há ainda estímulos religiosos para que fiéis assistam ao filme. O início da pré-venda rendeu imagens de bispos e pastores posando com seus ingressos para o site da Igreja Universal. Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é uma versão compacta da novela, escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini. A produção promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da atração religiosa, prevista para estrear em março na rede Record.

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  • Etc,  Filme

    Os Dez Mandamentos bate recorde de pré-venda do cinema brasileiro

    7 de janeiro de 2016 /

    Com lançamento marcado apenas para o dia 28 de janeiro, “Os Dez Mandamentos – O Filme” já conquistou um recorde de bilheteria no Brasil. Segundo informações divulgadas pela rede Record, já foram vendidos mais de 400 mil ingressos em todo o país, o que representa a maior pré-venda da história do cinema nacional, ultrapassando até “Tropa de Elite 2” (2010). Se o ritmo continuar assim, é provável que o filme derivado da TV supere até mesmo “Jogos Vorazes – A Esperança: O Final”, recordista de pré-venda no Brasil, que teve mais de 640 mil ingressos comercializados antes de sua estreia. Além disso, se a pré-venda servir de parâmetro, “Os Dez Mandamentos” pode ultrapassar o recorde de público de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. Em levantamento anterior do portal UOL, a Cinemark, uma das redes onde se registrou a maior procura, e o Espaço Itaú apontaram que há um interesse muito grande por parte de grupos de evangelizações, que têm comprado muitos ingressos, visando fechar sessões exclusivas em diversas cidades do país. Assim, já há sessões esgotadas no dia da estreia, 28 de janeiro, nas principais capitais do país. No caso do Espaço Itaú, o esgotamento de ingressos é ainda maior, atingindo todas as sessões do primeiro fim de semana de estreia em todos os cinemas da rede. Para completar, há ainda estímulos religiosos para que fiéis assistam ao filme. O início da pré-venda rendeu imagens de bispos e pastores posando com seus ingressos para o site da Igreja Universal. Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é escrito por Vivian de Oliveira e dirigido por Alexandre Avancini, que também assinam a novela, promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da novela, prevista para estrear em março de 2016.

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    Filme Os Dez Mandamentos já vendeu 150 mil ingressos antecipados

    6 de janeiro de 2016 /

    A versão da novela “Os Dez Mandamentos” para o cinema promete repetir o sucesso da TV. A venda antecipada teve início no dia 1° de janeiro e conseguiu a façanha de vender 150 mil ingressos em quatro dias. O número é uma estimativa, já que os cinemas menores ainda não entraram na contabilização prévia da distribuidora. O número impressiona quando comparado ao blockbuster “Star Wars: o Despertar da Força”, que vendeu 600 mil ingressos antecipadamente durante dois meses da pré-venda. A Cinemark, uma das redes onde se registrou a maior procura, e o Espaço Itaú ainda apontaram que há uma procura muito grande por parte de grupos de evangelizações, que têm comprado ingressos de modo a fechar sessões exclusivas em diversas cidades do país. Assim, já há sessões esgotadas no dia da estreia, 28 de janeiro, nas principais capitais do país. No caso do Espaço Itaú, o esgotamento de ingressos é ainda maior, atingindo todas as sessões do primeiro fim de semana de estreia em todos os cinemas da rede. Para completar, há ainda estímulos religiosos para que fiéis assistam ao filme. O início da pré-venda rendeu imagens de bispos e pastores posando com seus ingressos para o site da Igreja Universal. Com a ajuda dos féis, “Os Dez Mandamentos” pode ultrapassar a bilheteria recorde de “Tropa de Elite 2”, que teve 11 milhões de espectadores. Distribuído pela Paris Filmes, o longa-metragem é escrito por Vivian de Oliveira e dirigido por Alexandre Avancini, que também assinam a novela, promete cenas exclusivas e um final inédito, que antecipará a 2ª temporada da novela, prevista para estrear em março de 2016.

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