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    Apaixonados – O Filme é mais um exemplar de humor televisivo nos cinemas brasileiros

    11 de março de 2016 /

    É tanto lançamento de filme brasileiro com o subtítulo “O Filme” que já parece piada pronta. “Apaixonados – O Filme”, de Paulo Fontenelle (“Se Puder… Dirija!”), por exemplo, parece usar o termo para justificar sua ida ao cinema. Deve se ver cinematográfico por imitar a estrutura da comédia romântica hollywoodiana com tramas paralelas, mas acaba televisivo ao imprimir ao formato um “humor brasileiro”, saído de programas tipo “Zorra Total” – caso, principalmente, do gringo assediado por duas mulheres. A trama paralela que poderia render um filme centra-se numa porta-bandeira de escola de samba, vivida por Nanda Costa. Trata-se de uma atriz que costuma surpreender quando bem aproveitada, como demonstrou em “Febre do Rato”, de Cláudio Assis. E seu romance com um médico consegue despertar algum interesse, pelos desencontros que acontecem e pela ambientação carnavalesca. Assim como a história do rapaz rico e da moça pobre, que também produz algum interesse. Mas ambas acabam reduzidas a um fiapo narrativo, sem nenhum desenvolvimento, sobrepostas por histórias que não despertam a mesma simpatia. O filme é claramente uma perda de tempo. De fato, a produção poderia muito bem ser realizada como um especial da Rede Globo e não ocupar espaço precioso no circuito cinematográfico. Mas “Apaixonados – O Especial Televisivo” não soa tão bem como título.

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    Meu Amigo Hindu traz doença ao cinema de Hector Babenco

    10 de março de 2016 /

    Ver “Meu Amigo Hindu” leva a questionar o que aconteceu com Hector Babenco, aquele cineasta fantástico que fez tantas obras inspiradas e de conteúdo relevante e rico. Afinal, sua obra dita mais pessoal, em que lida com sua experiência de quase morte, na luta contra a leucemia, é um filme cheio de falhas, ainda que denote resquícios do talento de seu diretor. O atrativo de “Meu Amigo Hindu” reside na curiosidade mórbida. Não porque se trata de um filme sobre doença – nem chega a ser um bom filme sobre doença, na verdade -, mas porque possui tantas sequências constrangedoras que vira uma espécie de registro do declínio do cineasta. Por mais que as filmagens tenham sido conturbadas e o projeto tivesse que ser encenado em inglês, devido à escalação de Willem Dafoe (“Anticristo”) como protagonista, o filme atesta o quanto trabalhar numa língua estranha contribui para gerar incômodo numa produção. No começo, é até interessante ver aquele monte de rostos conhecidos da televisão brasileira (Maria Fernanda Cândido, Reynaldo Gianecchini, Bárbara Paz, Dan Stulbach, etc) falando em inglês, mas, logo após a estranheza inicial, verifica-se que isso trava as interpretações e contribui para os problemas de ritmo do longa. Como se Babenco, que não filma desde “O Passado” (2007), tivesse perdido o gosto pela condução narrativa caprichada. Mas isto logo se revela o menor dos problemas, que são amplificados pelas “citações” do roteiro, escrito pelo próprio Babenco. Entre os equívocos, há uma cena da personagem de Bárbara Paz, ex-mulher do cineasta, que remete a “Cantando na Chuva” (1952), com um detalhe: ela dança nua. Em outra, Selton Mello, encarnando a Morte, emula “O Sétimo Selo” (1957), mas em vez de um debate metafísico trata de elogiar o diretor. Para completar, o título mal se justifica dentro do conteúdo geral da obra, já que o personagem aludido, além de pouco aparecer na história, não faz nenhuma contribuição afetiva, nem quando o cineasta procura resgatá-lo para concluir sua história semiautobiográfica. Por outro lado, Maria Fernanda Cândido consegue passar dignidade a sua personagem, o que chega a ser admirável diante de tantos momentos embaraçosos. Suas cenas íntimas com Dafoe são os pontos altos do filme. Claro que, aqui e ali, surgem belas sequências e Dafoe, particularmente, também está bem no papel, mas isso é pouco para o diretor de “Pixote – A Lei do Mais Fraco” (1981), “Brincando nos Campos do Senhor” (1991) e “Coração Iluminado” (1998). Aliás, este último já lidava com a sombra da morte, depois de o cineasta enfrentar sua luta contra o câncer linfático. Ao final, ficam mesmo as curiosidades sobre o que é biográfico e o que é fictício. Mas talvez isso não seja importante, já que o próprio cineasta tratou de afirmar que muito do filme é invenção. Talvez para resguardar a própria privacidade.

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    Trailer e cenas de Nise: O Coração da Loucura trazem Glória Pires revolucionando a psiquiatria

    9 de março de 2016 /

    A TVZero divulgou o trailer e duas cenas impactantes de “Nise: O Coração da Loucura”, cinebiografia da psiquiatra Nise da Silveira, estrelada por Glória Pires (“Linda de Morrer”). As prévias mostram a atitude desafiadora e o pioneirismo da médica, que confrontou os padrões desumanos vigentes nos anos 1940 para revolucionar o tratamento psiquiátrico no Brasil. Com ela, saíram o eletrochoque e a violência dos enfermeiros e entraram a pintura e os passeios lúdicos – a chamada “terapia ocupacional”, referenciada até hoje. Tudo isso é bem retratado nos vídeos, que, por outro lado não evitam um tom de docudrama televisivo. Filmado durante dois meses no Instituto Nise da Silveira, no Engenho de Dentro, local onde ficava o Hospital Psiquiátrico Pedro II, “Nise: O Coração da Loucura” tem direção de Roberto Berliner (“Júlio Sumiu”), até então mais bem-sucedido como documentarista do que como diretor de ficção. O filme foi exibido no Festival do Rio, onde venceu o Prêmio do Público, e ainda conquistou destaque no Festival de Tóquio, rendendo troféus para Glória Pires e Berliner no Japão. A estreia está marcada para 21 de abril.

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    Pesquisa revela que cinema brasileiro tem pouca diversidade racial

    6 de março de 2016 /

    A falta de diversidade no cinema não é um problema exclusivo de Hollywood. A questão racial, colocada em evidência no último Oscar, foi escancarada numa nova pesquisa sobre o cinema brasileiro. E o resultado desse levantamento mostra que o panorama é muito mais grave no Brasil. Realizada pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Geema), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a pesquisa mostra que as maiores bilheterias da última década foram escritas, dirigidas e estreladas por homens brancos. Nenhuma mulher negra escreveu ou dirigiu qualquer longa no período. E os negros são minoria absoluta em todas as funções criativas do cinema brasileiro. Separados por gênero e raça, os dados revelam que os homens brancos dominaram 45% dos papéis mais relevantes dos filmes lançados entre 2002 e 2014 no país. Depois vêm mulheres brancas (35%), homens negros (15%) e, por último, as mulheres negras (apenas 5%). Em 2002, 2008 e 2013, simplesmente nenhum filme analisado pelos pesquisadores foi protagonizado por uma mulher negra. A discrepância é ainda mais gritante quando se avalia os diretores e roteiristas do cinema nacional: 84% dos cineastas são homens brancos, 14% mulheres brancas, 2% homens negros e nenhuma mulher negra dirigiu uma produção sequer de destaque nos 13 anos analisados pelo estudo – 2002 a 2014. Também não assinou roteiro algum. Já os homens brancos foram responsáveis por 69% dos textos. “O que saltou aos olhos é que não é só uma problema racial, mas mais ainda de gênero”, disse Márcia Rangel Cândido, coautora do estudo, em entrevista ao jornal O Globo. “Vimos nos debates que a pesquisa suscitou que o problema é sério e pouco discutido, praticamente um tabu”, completou. Para piorar, a participação de negros no cinema brasileiro pode ter sido superdimensionada pela própria pesquisa, que considerou pardos e mestiços entre os negros. Este critério permitiu, por exemplo, o diretor Fábio Barreto (“Lula, o filho do Brasil”), de pele visivelmente clara, ser considerado negro. Além disso, a lista ainda confunde nacionalidades, listando o uruguaio Enrique Fernández (“O Banheiro do Papa”). Assim, os cinco diretores negros listados, na verdade, resumem-se a três: Jeferson De (“Bróder”), Estevão Ciavatta (“Made in China”) e Joel Zito Araújo (“Filhas do Vento”). Entrevistado por O Globo, Joel Zito Araújo ainda alertou que, se é difícil conseguir financiamento como diretor negro, mais difícil ainda é ser um diretor negro interessado em filmar artistas negros. Por isso, ele não conseguiu rodar mais nenhuma ficção desde que “Filhas do Vento” (2004) venceu sete prêmios no Festival de Gramado, inclusive de Melhor Direção, Ator, Atriz e Coadjuvantes, todos negros. Mas Zito concorda que o panorama tem mudado para melhor nos últimos anos, por causa de ações afirmativas e de discursos de celebridades proeminentes, como Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Taís Araújo (“Filhas do Vento”), que além de estrelarem novelas e séries têm ocupado protagonismo também no cinema. É o caso ainda de Cintia Rosa, protagonista de “O Fim e os Meios” (2014). Para a atriz, que interpretou uma jornalista negra, o fato da cor da pele ter sido irrelevante para a trama mostrou um caminho diferente, que precisa ser mais trilhado pelo cinema brasileiro. “Fui uma das poucas atrizes negras que protagonizaram um filme, além de não ter feito um papel estereotipado, como empregada ou bandida. A pele sequer era mencionada no roteiro. Portanto, considero esse trabalho um marco na minha carreira profissional”, ela disse ao jornal carioca. “E que fique de alerta para que os diretores escalem mais mulheres negras”, conclamou.

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    Para Minha Amada Morta: Suspense brasileiro premiado ganha fotos e seu primeiro trailer

    4 de março de 2016 /

    A Vitrine Filmes e a Grafo Audiovisual divulgaram as fotos, o pôster e o trailer do suspense nacional “Para Minha Amada Morta”, primeiro longa de ficção de Aly Muritiba (documentário “A Gente”). Com clima tenso e inquietante, a prévia gira em torno de um viúvo (Fernando Alves Pinto, de “A Floresta que se Move”), que cuida de seu filho pequeno e ainda sente saudades de sua esposa, vendo e revendo gravações em vídeo da amada morta. Até que encontra um VHS desconhecido, em que a mulher aparece transando com outro homem. A descoberta lhe desperta ódio, sentimento de traição e desejo de vingança, levando-o rapidamente a descobrir a identidade do estranho e a se infiltrar em sua família, planejando seduzir a esposa e a filha do rival. O elenco também inclui Giuly Biancato (“Gol a Gol”) como a filha mais velha e o estreante Lourinelson Vladmir como o amante, ambos premiados como coadjuvantes no Festival de Brasília do ano passado. “Para Minha Amada Morta” venceu ao todo seis prêmios oficiais do Festival de Brasília, incluindo Melhor Direção, além do troféu Silver Zenith (segundo melhor filme de estreante) no Festival de Montreal de 2015. A estreia está marcada para 31 de março.

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    Estreias: Kung Fu Panda 3 chega em mais de mil salas em semana com dez lançamentos

    3 de março de 2016 /

    Maior estreia da semana, “Kung Fu Panda 3” chega em mais de mil salas de cinema (654 em 3D) após quebrar recorde de bilheteria na China, num circuito 47% maior que o do longa anterior, que estreou em 714 salas em 2011. A aposta, por sinal, mais que dobra em relação à estreia da franquia em 2008, quando o primeiro “Kung Fu Panda” foi lançado em 417 salas. A esta altura, os personagens são bem conhecidos, o que supõe maior interesse. Mas o filme é para crianças e chega tarde, um mês após o lançamento original nos EUA, numa “estratégia” que lhe custa o benefício do período das férias escolares. Embora os golpes do kung fu animado conquistem um terço de todos os cinemas do país, duas comédias que já fracassaram nos EUA tentam recuperar o investimento nos shoppings brasileiros, com distribuição maior que suas “qualidades”. Lançada em quase 300 salas, “Cinquenta Tons de Preto” exibe uma paródia de “Cinquenta Tons de Cinza”, realizada pelos responsáveis por “Inatividade Paranormal”, enquanto “Zoolander 2” ocupa metade desse espaço com a continuação de uma comédia antiga (2001) de Ben Stiller sobre o universo da moda. O primeiro ridiculariza o que já é ridículo, o segundo tenta bater o recorde de aparições de celebridades, e ambos entregam esquetes em vez de histórias. O drama “Um Homem entre Gigantes” também falhou em empolgar público e crítica americanos. Cinebiografia do médico imigrante que enfrentou a liga de futebol americano para denunciar as condições de saúde dos atletas deste esporte violento, tem como destaque a boa interpretação de Will Smith, que chegou a acreditar na possibilidade de uma indicação ao Oscar. Ela não veio porque o resto – roteiro, direção, etc – não acompanhou seu desempenho. Lançado há seis semanas e já quase fora de cartaz nos EUA, o filme deu prejuízo, o que leva o estúdio a buscar o mercado internacional. Infelizmente, com expectativas acima das possibilidades: 74 salas é muita ambição para um filme sobre um esporte não olímpico e pouco apreciado no Brasil. Ironicamente, o melhor “filme americano” da semana é um terror. Gênero subestimado, de vez em quando revela boas surpresas como esta “A Bruxa”, que rendeu ao estreante Robert Eggers o prêmio de Melhor Direção no Festival de Sundance 2015, além de revelar a atriz Anya Taylor-Joy, que deve aparecer em mais quatro filmes nos próximos 10 meses. Fãs de terror convencional podem ter dificuldades com sua abordagem, que explora a atmosfera, a locação e a presença assustadora de um bode, misturando sangue e delírio de forma perturbadora. A trama se passa numa fazenda isolada e distante do século 17, onde vive um casal temente a Deus e seus cinco filhos, até que o desaparecimento de um bebê recém-nascido gera suspeitas da existência de uma bruxa nas redondezas. Um detalhe interessante é que se trata de um coprodução brasileira, com participação da RT Features, do produtor Rodrigo Teixeira, o que justifica seu lançamento pouco “indie”, em 97 salas. Mais uma curiosidade nacional é oferecida ao público em “Meu Amigo Hindu”. A volta de Hector Babenco, após nove anos sem filmar, é estrelada por um americano, Willem Dafoe, e foi originalmente filmada em inglês. Mas o elenco de apoio e as locações são de novela brasileira. O que leva a uma ironia peculiar: o filme ganhou dublagem nacional para chegar a 44 cinemas. A trama evoca um drama particular do diretor, usando Dafoe como seu alter ego, e resulta num longo filme de doença. Escolhido para abrir a Mostra de São Paulo do ano passado, agradou apenas aos críticos mais velhos, que tendem a ser reverentes. O maior lançamento brasileiro, porém, é outro. Uma comédia, é claro. E, como de praxe, com o subtítulo “O Filme”. Trata-se de “Apaixonados – O Filme”, que, apesar de se passar no carnaval, também é hollywoodiana, seguindo a fórmula da comédia romântica como conto de fadas. A direção é de Paulo Fontenelle, que chega ao terceiro longa sem demonstrar muita evolução – continua confundindo atores da rede Globo com talentos e roteiros televisivos com cinema. Pelo tempero nacional, “Apaixonados” sai-se melhor que os péssimos “Se Puder… Dirija” (2013) e “Divã a 2” (2015), mas compartilha com eles a previsibilidade de sua história. Em 124 salas. Como costuma acontecer em toda semana, o circuito limitado destaca um lançamento francês. Desta vez, um drama romântico de características surreais, “Fique Comigo”, que traz a atriz Isabelle Huppert (“Amor”) numa de suas histórias paralelas. Estreia em 11 salas em apenas quatro cidades. A programação se completa com dois filmes japoneses lançados de forma restrita. “Black Butler – O Mordomo de Preto”, que chega em apenas três salas no Rio, é adaptação de um mangá sobre um mordomo do inferno, que serve a um mestre em troca de sua alma. No filme, o mestre é uma mestra, o que gera subtexto de dominação sadomasoquista. O visual neogótico completa o pré-requisito cult, mas a trama é boba – uma história de vingança – e filmada de forma exagerada, como se fosse uma animação – o anime derivado dos quadrinhos, por sinal, é mais conhecido pelo título “O Mordomo Sombrio”. Por fim, “Nossa Irmã Mais Nova” é a obra mais recente de Hirokazu Koreeda, um dos maiores mestres dedicados a dramas sobre crianças no cinema contemporâneo – diretor dos sensíveis “Ninguém Pode Saber” (2004), “Andando” (2008) e “Pais e Filhos” (2014). O longa acompanha três irmãs que descobrem, no funeral do pai que as abandonou pequenas, que têm uma quarta irmã mais nova e, num ato impulsivo, a convidam a viver com elas. A chegada da quarta irmã perturba o ambiente da família materna, mas, como a mãe das jovens também as abandonou quando eram adolescentes, elas se sentem acima das críticas. Terno, tocante e encantador, “Nossa Irmã Mais Nova” é um filme que faz bem. Infelizmente, fará bem a poucos, lançado em apenas duas salas em São Paulo. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

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    Veja o primeiro teaser de Guitar Days, documentário sobre o rock indie brasileiro

    27 de fevereiro de 2016 /

    O documentário “Guitar Days” divulgou seu primeiro teaser, como parte de sua campanha de arrecadação. Até agora filmado com recursos do próprio diretor Caio Augusto Braga, o filme busca completar sua verba no site de financiamento coletivo Catarse. A produção cobre uma lacuna nos filmes sobre a música brasileira, mapeando o cenário alternativo-independente do rock nacional, com foco específico no movimento iniciado pelas bandas dos anos 1990, que aumentaram o volume das guitarras e passaram a cantar em inglês, lixando-se para o mercado. Com duração de 50 dias, a campanha prevê vários “prêmios” para os colaboradores, desde um CD inédito, que será lançado junto do filme, com músicas das bandas retratadas, até participação nos créditos do longa como apoiador. Confira – e apoie – no site oficial. A expectativa dos produtores é finalizar o filme até julho, desde que a verba (R$ 95,7 mil) seja levantada. É importante ressaltar que “Guitar Days” não conta com verba de edital ou leis de incentivo, mesmo assim correu o país, de Fortaleza ao Rio Grande do Sul, registrando mais de 50 entrevistas com músicos, produtores, jornalistas e donos de casas noturnas envolvidos na história do rock alternativo brasileiro. Entre as bandas registradas, incluem-se Pin-Ups, Second Come, Brincando de Deus, CSS, Far From Alaska, Garage Fuzz, Hateen, Killing Chainsaw, Low Dream, Mickey Junkies, Lava Divers, PELVs, Stellar, Valv, Wry, dentre outras.

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  • Filme

    Antes o Tempo Não Acabava é selecionado para o Festival de Toulouse

    27 de fevereiro de 2016 /

    O filme “Antes o Tempo Não Acabava”, de Sérgio Andrade e Fábio Baldo, vai continuar sua trajetória internacional. Após ser exibido no Festival de Berlim, o longa foi selecionado para o Festival de Cinema Latino de Toulouse, na França, onde integrará a mostra competitiva de longas-metragens. “Antes o Tempo Não Acabava” teve première mundial dentro da Mostra Panorama do Festival de Berlim 2016, quando recebeu bastante elogios da imprensa especializada (clique aqui para ler uma entrevista realizada com os diretores na ocasião). Rodado em Manaus, o filme acompanha a história de Anderson (Anderson Tikuna), índio que enfrenta os líderes da sua comunidade e as tradições de seu povo para ir morar sozinho no centro de Manaus. A 28ª edição do Festival de Toulouse também vai destacar os filmes de Marcelo Gomes em uma mostra especial, que apresentará “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo” (2009), “Era Uma Vez Eu, Verônica” (2012) e “O Homem das Multidões” (2013), que foi vencedor do festival francês há três anos. O evento será realizado entre os dias 11 e 20 de março.

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    Ela Volta na Quinta projeta cotidiano na ficção de forma desconcertante

    27 de fevereiro de 2016 /

    Interessante como o jovem cineasta mineiro André Novais Oliveira aposta na aparente simplicidade para criar um corpo de trabalho inteligente e tendo seu próprio cotidiano como objeto de inspiração. Em seu primeiro curta, “Fantasmas” (2009), ele utilizou um recurso inteligentíssimo para tratar de um assunto ligado a relações amorosas passadas. Em “Pouco Mais de um Mês” (2013), lá estava ele expondo a si mesmo, discutindo relação com a namorada, que também aparece em sua estreia em longa-metragem, “Ela Volta na Quinta”. Pois este filme é ainda mais extremo nessa exposição, embora seja evidente que se trata de uma construção de ficção e de encenação. “Ela Volta na Quinta” traz o próprio diretor como personagem da história, que é protagonizada por seus pais, Norberto e Maria José. Essa premissa dá à câmera um condição de onisciência, pois mostra aquilo que André, o personagem, não sabe. Em alguns momentos, é possível perceber um pouco da fragilidade dos (não) atores à frente das câmeras, como na cena da dança ao som de uma canção do Roberto Carlos, mas na grande maioria das vezes o método do diretor, que deixa fluir – pelo menos aparentemente – a fala dos personagens, contribui para injetar no filme um elemento raro, de verdade. O melhor exemplo disso é uma cena em que a mãe de André está sozinha com ele no quarto. Ele confere sua pressão arterial, manifesta preocupação com sua saúde, e ela lhe conta algo sobre o pai dela, canceriano como André, que também gostava de sonhar, era pouco pragmático. Como do outro lado da tela sabemos que André é cineasta, e que a vida de cineasta no Brasil não é fácil, por mais que isso não seja explicitado no filme, “Ela Volta na Quinta” acaba por revelar que essa atividade é ainda menos glamorosa do que se possa imaginar. Glamour, por sinal, é uma palavra que jamais surge no filme, em que os personagens aparecem com seus trajes do cotidiano, sem maquiagem ou coisa do tipo. A fotografia também tem uma textura bem simples, sem o interesse de enfeitar a realidade. Desses filmes que borram a realidade e a ficção em sua construção narrativa, talvez “Ela Volta na Quinta” encontre mais semelhanças com “Castanha”, de Davi Pretto, que também lida com um personagem real em meio a elementos inventados pelo roteirista/diretor. Mas o filme de Novais é bem menos sombrio e mais afetuoso. A obra deixa no ar até que ponto a crise no casamento dos pais foi um elemento puramente fictício ou se era, de fato, algo que já estava mesmo ocorrendo. Ou se a saúde frágil da mãe também também estava de alguma maneira presente na realidade. As respostas para essas questões até seriam interessantes numa entrevista com o diretor, mas, em relação ao filme, em nada contribuiriam para melhorar sua apreciação. Afinal, quando as luzes do cinema se acendem, todas as respostas que o espectador precisa estão dadas. Com “Ela Volta na Quinta”, André Novais Oliveira se revela um autor de primeira.

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    Meu Amigo Hindu: Novo filme brasileiro de Hector Babenco será “dublado em português”

    25 de fevereiro de 2016 /

    O novo filme brasileiro de Hector Babenco, “Meu Amigo Hindu”, será lançado com dublagem em português. Parece um paradoxo, mas, com Willem Dafoe (“Anticristo”) no elenco, Babenco rodou o filme em inglês, apesar da produção se passar no Brasil e contar com Maria Fernanda Cândido, Bárbara Paz, Selton Mello e Reynaldo Gianecchini. O único trailer disponibilizado na internet, por sinal, é falado em inglês. Veja abaixo. Por isso, para sua estreia no país, a distribuidora Europa Filmes decidiu produzir uma versão dublada pelos próprios atores – com exceção de Dafoe, que foi dublado por Marco Ricca (“Chatô – O rei do Brasil”), segundo informação do site Filme B. “Se algum exibidor nos pedir, temos a versão em inglês. Mas a ideia é lançá-lo mesmo como um filme brasileiro”, disse o diretor da Europa, Wilson Feitosa, para o site. O filme anterior de Babenco, “O Passado” (2007), foi filmado na Argentina e falado em espanhol. “Meu Amigo Hindu” é um drama autobiográfico em que um cineasta, vivido por Willem Dafoe, redimensiona sua vida e sua arte ao saber que sofre de uma doença fatal. O filme abriu a Mostra de São Paulo do ano passado e a distribuidora pretende lançá-lo num circuito entre 80 e 100 salas, em 20 cidades, na próxima quinta, dia 3 de março.

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    Fim de semana terá sessões gratuitas de filmes brasileiros

    25 de fevereiro de 2016 /

    Quer ver bons filmes brasileiros de graça nos cinemas? A semana marca o início da retrospectiva Novíssimo Cinema Brasileiro, realizada pelo Cinusp, o complexo cinematográfico da USP (Universidade de São Paulo), que programou uma seleção com os melhores filmes recentes do país em duas salas de exibições, na Cidade Universitária e no Centro Universitário Maria Antônia, em São Paulo. A lista inclui “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa e Lea Glob, “Califórnia”, de Marina Person, “Casa Grande”, de Fellipe Barbosa, “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, e vários outros. O evento também contará com debates com a presença de cineastas e promoverá as pré-estreias de quatro filmes que ainda não entraram no circuito comercial: “Garoto”, de Julio Bressane, “Para Minha Amada Morta”, de Aly Muritiba, “Ato, Atalho e Vento”, de Marcelo Masagão, e “Zoom”, de Pedro Morelli. Serão, ao todo, 17 filmes exibidos de graça até 13 de maio. A programação completa, com horários, está disponível no site oficial. Com alcance ainda mais amplo, nesta quinta (25/2) começa a exibição gratuita do documentário “A Paixão de JL”, de Carlos Nader, vencedor do festival É Tudo Verdade 2015. A produção foi patrocinada pelo Espaço Itaú, que a disponibilizará simultaneamente em seis cidades (Brasília, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Salvador e Rio). Criado a partir dos diários gravados em fitas cassete pelo artista plástico José Leonilson, o filme registra seus últimos anos de vida, antes de morrer vítima da Aids em 1993. Igualmente impactante e belo, conquistou tanto o prêmio do juri quanto da crítica no É Tudo Verdade do ano passado – a terceira vitória do diretor Carlos Nader no festival de documentários. Confira os cinemas e os horários das sessões no site oficial do Espaço Itaú. Além disso, o Cinearte da capital paulista realiza no sábado (26/2) a mostra de encerramento da 2ª edição do projeto É Nóis na Fita – curso gratuito de cinema dirigido a jovens de 15 a 20 anos -, exibindo 10 curtas realizados por seus alunos, com a presença da cineasta Tata Amaral (“Hoje”) e da idealizadora do projeto, a diretora e atriz Eliana Fonseca (“Coisa de Mulher”). Mais informações no site oficial.

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    Racionais MC’s planejam cinebiografia

    24 de fevereiro de 2016 /

    O grupo de rap Racionais MC’s deve ganhar um filme em breve. Edi Rock revelou a novidade no quarto episódio da série documental “Histórias do Rap Nacional”, exibida pela TV Gazeta e apresentada pelo ex-“CQC” Ronald Rios. “Já tem projeto (o filme), já está nos bastidores. Vamos fazer roteiro ainda, estamos em negociações”, explicou Edi Rock, um dos fundadores da banda. Vale lembrar que o filme “Straight Outta Compton: A História do NWA” foi produzido pelos fundados do NWA, Ice Cube e Dr. Dre, e virou um dos maiores sucessos de 2015 nas bilheterias dos EUA. Além dessa novidade, os shows da turnê comemorativa dos 25 anos da banda, que lançou seu primeiro álbum em 1990, vão virar DVD. O material já está em processo de edição – além de concorrer ao Oscar de Melhor Roteiro Original. Formada por Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay, a banda Racionais MC’s surgiu em São Paulo em 1988, tornando-se rapidamente um dos grupos mais influentes do rap brasileiro.

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  • Filme

    Os Dez Mandamentos já é a 3ª maior bilheteria brasileira de todos os tempos

    24 de fevereiro de 2016 /

    “Os Dez Mandamentos – O Filme” atingiu 6,5 milhões de espectadores no país. Em quatro semanas em cartaz, o filme já rendeu R$ 60 milhões e segue firme entre os mais assistidos. A performance recordista deve lhe render não apenas a liderança das bilheterias brasileiras em 2016, mas destaque no ranking histórico de faturamento do país. A produção derivada da novela religiosa já é o terceiro filme brasileiro que mais vendeu ingressos em todos os tempos e o segundo maior sucesso nacional desde a chamada Retomada, que aconteceu em 1995, após a promulgação da Lei Rouanet de incentivo à cultura. O 1º lugar pertence a “Tropa de Elite 2” (2010), que teve 11,1 milhões de ingressos vendidos, seguido de perto pelo clássico “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1976), com 10,7 milhões.

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