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    Vídeo de Duas de Mim destaca estreia de Latino no cinema

    27 de agosto de 2017 /

    O cantor Latino virou ator de cinema. A Paris Filmes divulgou um vídeo de bastidores de sua estreia cinematográfica, em que ele fala sobre seu personagem, que é um cover dele mesmo na comédia “Duas de Mim”. No filme, Latino vive Chicão, um colega de trabalho da protagonista, vivida por Thalita Carauta (do humorístico “Zorra”), que nas horas livres é o “cover oficial do Latino”. A trama gira em torno de Suryellen, o papel de Carauta, que dá um duro danado para sustentar a família e vê seus sonhos virarem realidade quando consegue se dividir em duas. Ela começa a compartilhar as tarefas com a sua cópia, que possui uma personalidade completamente diferente, mas logo percebe que pode ter criado uma grande rival. Esta versão de “O Duplo”, pela via da Sessão da Tarde de “Eu, Minha Mulher e Minhas Cópias” (1996), parece seguir a tendência recente de besteiróis que lembram demais filmes americanos de sucesso. O filme também marca a estreia no cinema da diretora da Globo Cininha de Paula (“Escolinha do Professor Raimundo”) e tem previsão de estreia para o dia 28 de setembro.

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    Trailer junta Cassio Gabus Mendes e Kéfera Buchmann em comédia culinária

    27 de agosto de 2017 /

    A Imagem Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Gosto se Discute”, nova comédia de André Pellenz, responsável pelos blockbusters nacionais “Minha Mãe é uma Peça: O Filme” (2013) e “Detetives do Prédio Azul: O Filme” (2017). Desta vez, a trama gira em torno da cozinha do chef de um restaurante, que precisa lidar com o interesse inesperado da sócia financeira no negócio. O trailer é bastante episódico, sugerindo mais esquetes que uma trama propriamente dita. O elenco destaca Cassio Gabus Mendes (“Confissões de Adolescente”, minissérie “Justiça”) e a youtuber Kéfera Buchmann (“É Fada”). E apesar da diferença de 32 anos entre ambos, o casal parece ensaiar faíscas românticas na prévia. A estreia está marcada para 9 de novembro.

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    Paulo Silvino (1939 – 2017)

    27 de agosto de 2017 /

    Morreu o comediante Paulo Silvino, que lutava contra um câncer no estômago. Ele faleceu em casa, no Rio, na quinta-feira (17/8), aos 78 anos. Segundo a família, Silvino chegou a ser submetido a uma cirurgia no ano passado, mas o câncer se espalhou e a opção da família foi que ele fizesse o tratamento em casa. Paulo Ricardo Campos Silvino nasceu no Rio de Janeiro em 27 de julho de 1939 e cresceu nas coxias do teatro e nos bastidores da rádio. Isso porque seu pai, o comediante Silvério Silvino Neto, conhecido por realizar paródias de figuras públicas no Brasil dos anos 1940 e 1950, levava o menino para acompanhar seu trabalho. “Eu nasci nisso. Com seis, sete anos de idade, frequentava os teatros de revista nos quais o papai participava. Ele contracenava com pessoas que vieram a ser meus colegas depois, como o Costinha, a Dercy Gonçalves.”, disse o ator em entrevista ao Memória Globo. Ele pisou num palco pela primeira vez aos nove anos de idade, quando se atreveu a soprar as falas para um ator de uma peça que o pai participava. Mas em vez de ator, quase virou roqueiro. Tinha aulas de música com a mãe, a pianista e professora Noêmia Campos Silvino. E chegou a formar uma banda na adolescência, com feras como Eumir Deodato (teclados), Durval Ferreira (guitarra) e Fernando Costa (bateria). Depois de uma passagem pelo rádio, se juntou ao elenco da TV Rio, de onde saiu para a recém-fundada TV Globo em 1966, para apresentar o “Canal 0”, programa humorístico que satirizava a programação das emissoras de TV. Participou de programas clássicos do humorismo da Globo, coo “Balança Mas Não Cai” (1968), “Faça Humor, Não Faça Guerra” (1970), “Satiricom” (1973), “Planeta dos Homens” (1976), “Viva o Gordo” (1981) e “Zorra Total” (1999), criando personagens e bordões que marcaram época, como Severino (que analisa “cara e crachá”) e o mulherengo Alceu. Silvino também desenvolveu prolífica carreira cinematográfica, tanto à frente quanto atrás das câmeras. Ele começou ainda na época das chanchadas, em “Sherlock de Araque” (1957), filme estrelado por Carequinha e Costinha, e acabou se envolvendo em produções de Carlos Imperial, como “O Rei da Pilantragem” (1968) e “Um Edifício Chamado 200” (1973). Entre um filme e outro, teve uma peça que escreveu adaptada para as telas, “Ascensão e Queda de um Paquera” (1970). A experiência o inspirou a virar roteirista, e ele passou a assinar pérolas da pornochanchada, como “Com a Cama na Cabeça” (1972), “Café na Cama” (1973), “Um Varão entre as Mulheres” (1974), “O Padre que Queria Pecar” (1975), “A Mulata que Queria Pecar” (1976), “Os Melhores Momentos da Pornochanchada” (1978) e “Assim Era a Pornochanchada” (1978). Nos últimos anos, com o boom das globochanchadas, voltou a aparecer no cinema, tornando mais engraçadas as comédias “Muita Calma Nessa Hora 2” (2014), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final” (2015) e “Gostosas, Lindas e Sexies” (2017). “Ah, como era grande” o seu talento. “O Paulo Silvino era a pessoa que mais me fazia rir”, disse Jô Soares para o G1. “De todos os meus colegas comediantes, era o que mais me fazia rir. Sempre inventava coisas diferentes. O mais ‘tonto’, o mais irreverente. Uma figura maravilhosa, com uma generosidade fantástica”.

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    Annabelle 2 leva terror a mais de mil salas de cinema

    17 de agosto de 2017 /

    O segundo filme da boneca maldita, “Annabelle 2: A Criação do Mal”, é o maior lançamento da semana, com distribuição em 1,2 mil salas nesta quinta (17/8). O primeiro foi um fenômeno de bilheteria nacional e a continuação mostrou suas garras ao abrir em 1º lugar no fim de semana passado na América do Norte. Ao contar a origem da personagem do título, o terror também surpreendeu a crítica, com 69% de aprovação no site Rotten Tomatoes – um alívio diante dos 29% do primeiro “Annabelle” em 2014. Apesar deste predomínio absoluto, os cinemas vão receber mais nove filmes, dois deles em circuito (quase) amplo. A animação alemã “Uma Família Feliz” é a opção para as crianças, com criaturas de terror que não assustam. A trama acompanha uma família cheia de problemas que é transformada em monstros por uma bruxa. A dublagem nacional destaca Juliana Paes (novela “A Força do Querer”) como a mãe protagonista. Há nada menos que cinco estreias nacionais. A principal é “João, O Maestro”, que traz Alexandre Nero (novela “Império”) como o maestro João Carlos Martins. Com roteiro e direção de Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny” e “Tim Maia”), a cinebiografia mostra o treinamento intenso, o virtuosismo e as paixões despertadas por Matins, mas também sua luta contra a paralisia que interrompeu sua carreira, levando-o à depressão, até a volta por cima edificante, quando ele se reinventa como maestro. O marketing faz questão de focar o aspecto de “uma história de superação”. Destaque do circuito limitado, “Corpo Elétrico” é o longa de estreia do premiado curtametragista Marcelo Caetano (“Verona”). Drama de temática LGBT+, o filme gira em torno de Elias (o estreante Kelner Macêdo), gay nordestino que encontra trabalho como costureiro de uma fábrica em São Paulo e se divide entre o prazer de fazer o que gosta, a amizade com os colegas e a vida noturna repleta de encontros com outros homens – entre eles o funkeiro Linn da Quebrada. Com carreira internacional, o longa foi selecionado para o Festival de Roterdã, na Holanda, e premiado no Festival de Guadalajara, no México. “El Mate” é um suspense de humor negro escrito, dirigido e estrelado por Bruno Kott, que foi premiado como Ator Coadjuvante no Festival de Gramado de 2016 pelo papel. Na trama, ele vive um pregador evangélico que acaba refém de uma situação caótica e tarantinesca, detido por um criminoso ao bater na casa errada. A estreia do diretor é um filme de cinéfilo. Os outros brasileiros são documentários. “O Homem que Matou John Wayne” faz um registro do diretor cinemanovista Ruy Guerra, com ótimas entrevistas (Chico Buarque, Werner Herzog, etc), mas dispensáveis e longas sequências encenadas. “Intolerância.doc” acompanha o trabalho da Decradi – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, mas foca mais as torcidas de futebol. E “Viva o Cinema!” é resultado de um programa da Cinemateca Francesa, em que crianças do 5º ano da Escola Carlitos, em São Paulo, tiveram a oportunidade de experimentar a vivência cinematográfica. A programação se completa com dois ótimos dramas europeus para poucos. São os dois melhores lançamentos da semana, que a distribuição limitada mantém à distância do grande público, enquanto os shoppings recebem o horror. Uma das produções britânicas mais comentadas do ano, “Lady Macbeth” adapta o romance homônimo de Nikolai Leskov e destaca a performance de Florence Pugh (“The Falling”), que tem causado sensação entre a crítica por sua atuação contida, mas também provocante, como Katherine, uma jovem presa num casamento sem amor na Inglaterra rural do século 19, obrigada a se relacionar com um homem com o dobro de sua idade e a agradar sua família fria e cruel. Mas, como ele vive viajando, ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o que tem consequências terríveis para todos os envolvidos. Além de 88% de aprovação no Rotten Tomatoes, o drama acumula diversos prêmios da crítica em festivais internacionais (San Sebastian, Zurique, Dublim, Jerusalém, etc). “Afterimage” é a última obra do maior diretor do cinema polonês, Andrzej Wajda, falecido no ano passado, e mais um excelente trabalho sobre seu tema favorito: a denúncia da intolerância, do autoritarismo e da repressão comunista. A cinebiografia do pintor vanguardista Wladyslaw Strzeminski também serve para lembrar que, embora a direita fascista tenha ficado com a fama, a esquerda radical também ataca a cultura quando toma o poder. Herói da 1ª Guerra Mundial, onde perdeu um braço e uma perna, Strzeminski revolucionou as artes, mas foi perseguido pelo stalinismo por ser um modernista e não replicar a estética oficial do realismo socialista. Com 83% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme foi o candidato polonês a uma vaga no Oscar 2017. Clique nos títulos dos filmes para assistir os trailers de todas as estreias.

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    Wagner Moura tenta roubar papel de Vladimir Brichta em vídeo de Bingo, O Rei das Manhãs

    15 de agosto de 2017 /

    A Warner divulgou um vídeo promocional diferente do filme “Bingo: O Rei das Manhãs”. Disfarçado de “making of”, o vídeo é uma esquete de humor, que brinca com uma puxada de tapete no ator Vladimir Brichta (“Muitos Homens num Só”). Ao entrar em seu camarim, Britcha se depara com Wagner Moura (série “Narcos”) se maquiando para assumir o personagem do Bingo nas filmagens. Argumentando que o papel foi criado para ele e que sua agenda abriu com a morte de seu personagem (em “Narcos”), Moura vai tornando a situação cada vez mais incômoda. Ao final, quando vai reclamar com o diretor, Brichta encontra outro ator fantasiado de Bingo, ensaiando assumir o papel: Lázaro Ramos. Apesar do que insinua o vídeo, Brichta tem impressionado nos trailers da produção. Na trama, ele vive Augusto, personagem inspirado na vida de Arlindo Barreto. Assim como o homem real por trás da maquiagem do Bozo, Augusto é um artista que sonhava com seu lugar sob os holofotes. A grande chance surge ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de programa infantil na televisão, que é sucesso absoluto. Porém, uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da máscara, o que faz de Augusto, o “Rei das Manhãs”, o anônimo mais famoso do Brasil. Com um humor ácido e uma narrativa surreal, o filme recria os anos 1980 num mix escandaloso de sexo, drogas e programa infantil. O filme marca a estreia na direção de Daniel Rezende, o premiado montador indicado ao Oscar por “Cidade de Deus” (2002). O roteiro é de Luiz Bolognesi (“Bicho de Sete Cabeças” e “Uma História de Amor e Fúria”), a fotografia de Lula Carvalho (“As Tartarugas Ninja”, “Robocop”) e o elenco ainda inclui Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), Emanuelle Araújo (novela “Gabriela”), Tainá Müller (“O Duelo”), Augusto Madeira (“Malasartes e o Duelo com a Morte”), o dinamarquês Soren Hellerup (“Meu Amigo Hindu”) e até o ex-apresentador do “Big Brother Brasil” Pedro Bial. A estreia está marcada para 24 de agosto.

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    Terror brasileiro Motorrad é selecionado para o Festival de Toronto

    15 de agosto de 2017 /

    O novo filme do diretor Vicente Amorim (de “Corações Sujos” e também “Irmã Dulce”), o longa brasileiro de terror “Motorrad” terá première mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontece de 7 a 17 de setembro no Canadá. Ele foi selecionado para a seção Contemporary World Cinema. O filme adapta para o cinema uma história de Danilo Beyruth, colaborador da editora americana de quadrinhos Marvel. A trama acompanha um grupo de jovens que faz motocross numa trilha remota e desconhecida, e acaba entrando em território proibido, passando a ser caçado por um grupo de motoqueiros assassinos. O elenco inclui alguns ex-integrantes da novela teen “Malhação”, como Carla Salle, Guilherme Prates e Juliana Lohmann. A data de estreia nos cinemas brasileiros ainda não foi definida.

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    Planeta dos Macacos: A Guerra se mantém em 1º lugar no Brasil

    14 de agosto de 2017 /

    “Planeta dos Macacos: A Guerra” se manteve em 1º lugar no Brasil em sua segunda semana em cartaz, com mais que o dobro do 2º colocado, o estreante “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas”. A sci-fi europeia mais cara de todos os tempos, com direção de Luc Besson, vendeu 190 mil ingressos e arrecadou R$ 3,4 milhões em sua estreia no final de semana, enquanto o líder “Planeta dos Macacos” rendeu R$ 8,2 milhões de 463 mil ingressos no mesmo período. Os filmes “Transformers: O Último Cavaleiro” (3º), “Dunkirk” (4º) e “Meu Malvado Favorito 3” (5º) completam o Top 5, mas as outras duas estreias amplas da semana apareceram no Top 10. A comédia nacional “Malasartes e o Duelo Com a Morte” abriu em 7º lugar, à frente do outro estreante, a animação russa “O Reino Gelado: Fogo e Gelo”, com dublagem de Larissa Manoela. Com isso, dois filmes brasileiros voltam a compartilhar espaço no Top 10, o que não acontecia já há algum tempo. O segundo brasileiro da lista é “O Filme da Minha Vida”, drama de Selton Mello, atualmente em 9º lugar. Este filme, por sinal, já fez mais de R$ 2,5 milhões de bilheteria acumulada.

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    Novo terror da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas é premiado no Festival de Locarno

    12 de agosto de 2017 /

    O filme brasileiro “As Boas Maneiras” foi premiado no 70º Festival de Locarno, na Suíça, onde realizou sua estreia mundial. Novo terror da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, de “Trabalhar Cansa” (2011), o longa recebeu o Prêmio Especial do Júri do festival. Fábula de horror e fantasia, “As Boas Maneiras” parte do envolvimento de duas mulheres de mundos opostos. Clara (Isabél Zuaa, de “Joaquim”) é uma enfermeira da periferia de São Paulo contratada para ser a babá do filho que a rica Ana (Marjorie Estiano, de “Sob Pressão”) está esperando. Uma noite de lua cheia provoca uma inesperada mudança de planos e Clara se vê assumindo a maternidade de uma criança diferente das outras. O júri do festival foi formado pelos diretores Olivier Assayas (França), Miguel Gomes (Portugal), Jean-Stéphane Bron (Suíça), pelo produtor Christos Konstantakopoulos (Grécia) e pela atriz Birgit Minichmayr (Áustria). O Leopardo de Ouro foi para “Fang”, do chinês Wang Bing, o prêmio de Melhor Direção ficou com o francês F. J. Ossang, por “9 Doigts”, a francesa Isabelle Huppert levou o prêmio de Melhor Atriz por “Madame Hyde”, e o dinamarquês Elliott Crosset Hove foi eleito Melhor Ator por “Vinterbrødre”

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    Malasartes e o Duelo com a Morte diverte com comédia caipira na era digital

    11 de agosto de 2017 /

    O maior mérito de “Malasartes e o Duelo com a Morte” é evocar uma face brasileira que está longe das telas há algum tempo. O Brasil do caipira matuto, bem trabalhado nos clássicos de Mazzaropi e em filmes como “A Marvada Carne” (1985). Mazzaropi, por sinal, fez o seu Malasartes em 1960 (“As Aventuras de Pedro Malasartes”). A história adaptada por Luís Alberto de Abreu (“Era O Hotel Cambridge”) e o diretor Paulo Morelli (“Zoom”) põe um olho neste matuto embrionário de Mazarropi, mas vai na fonte do personagem bufão, que teria surgido nos contos populares da Península Ibérica, e aprontava das suas contra nobres empombados e cavaleiros cheios de si. Abrasileirado, o personagem vira o caipira do jeitinho simples (vivido por Jesuíta Barbosa), que se faz de trouxa, mas não tem nada de bobo. Namora Áurea (Ísis Valverde), a mocinha mais bonita do campo, mas cresce os olhos para as caboclas que passam. Tem uma predisposição para o perigo, tanto ao bolar artimanhas que provocam o irmão de Áurea, o truculento Próspero (Milhem Cortaz) que deseja matá-lo, como em provocar o pacífico Zé Cadinho (Augusto Madeira). Mas sua astúcia, cínica e de golpes e expedientes inesgotáveis, chama a atenção no além. Lá do alto, a Morte (Júlio Andrade) vibra com as artimanhas do matuto ao convencer Zé Candinho que seu chapéu mágico transforma estrume de jumento em ouro. Para escapar do tédio de administrar o contingente de mortos que nunca acaba, a Morte planeja abandonar o barco, e acredita que Malasartes é o substituto a altura. A questão é como dobrar o esperto caipira e atraí-lo para uma armadilha. O filme comporta, em suma, uma discussão sobre o poder dos homens, ao confrontar o relativo (homem) e o fatídico (Morte) e promove uma inversão: o a Morte é pomposa e truculenta; já Malasartes, é singelo e lúcido. Seria injusto dizer que essas idéias não são encontráveis na versão de Paulo Morelli. Mas não seria correto dizer que se expressam plenamente. O essencial de suas virtudes vem do texto (um roteiro bastante fluente) e do elenco afinado e afiado. O filme é pontuado em duas partes, Na primeira, mais realista, há uma respiração, uma falta de pressa rara em se tratando de comédia brasileira, o que permite que cada personagem se desenvolva com empatia. A segunda parte se propõe a flertar com o lúdico, o que em princípio, promete. Mas então entram os efeitos visuais e Morelli se encanta demais com as possibilidades pirotécnicas. Verdade que tudo é bem feito, bem produzido, afinal por trás temos a produtora O2 colocando todo seu aparato a serviço do filme. É tudo bonito, mas seria ótimo se eles não favorecessem tanto o plano geral, a ponto de esquecer os atores nessa hora. Há momentos que Jesuíta Barbosa e Júlio Andrade literalmente ganham a dimensão de pulgas, e a grandiloquência digital engole o humano. E isso não acontece em um ou dois momentos. A parafernália tecnológica vira um exercício vazio, quando não há um conceito dramático justificável e consistente. E quem sofre mais por essa opção, são os habitantes do Além – Júlio Andrade, Leandro Hassum e Vera Holtz, que não rendem maravilhas como poderiam. Por sorte, o deslumbramento não compromete o que veio antes. No saldo geral, o filme diverte e dá o seu recado. E o carisma do Malasartes de Jesuíta Barbosa e a simpatia do Zé Candinho, de Augusto Madeira, ficam com a gente.

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    Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é a maior estreia da semana

    10 de agosto de 2017 /

    Os cinemas recebem três estreias amplas nesta quinta (10/8), além de quatro lançamentos em circuito limitado. Com maior distribuição, “Valerian e a Cidade dos Mil Planetas” marca a volta do cineasta francês Luc Besson à ficção científica, duas décadas após “O Quinto Elemento” (1997). Filme mais caro já produzido por um estúdio europeu, o longa custou US$ 177 milhões e teve um péssimo desempenho nos EUA, caindo abaixo do Top 10 em três semanas. Por outro lado, causou sensação na França. “Valerian” também dividiu a crítica, com exatos 50% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Os maiores elogios são para os efeitos visuais, considerados deslumbrantes. Já a história, que adapta uma história em quadrinhos dos anos 1960, não convenceu. O visual também é destaque de “Malasartes e o Duelo com a Morte”, filme com mais efeitos digitais já feito no Brasil. Longe de ser uma extravagância como “Valerian”, afinal custou só R$ 9,5 milhões, a comédia utiliza computação gráfica em 40% de sua projeção, o que fez com que passasse dois anos em pós-produção. Dá para perceber: Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”) ainda estava gordo em cena. O filme gira em torno de personagens do folclore e se apresenta como uma comédia caipira. Na trama, o matuto Pedro Malasartes é o homem mais esperto que existe, mas vai precisar se superar para enfrentar ao mesmo tempo o irmão de sua namorada, a Morte e a Parca Cortadeira. Jesuita Barbosa (“Praia do Futuro” e minissérie “Nada Será Como Antes”) vive o herói do título e o elenco ainda inclui Isis Valverde (“Faroeste Caboclo”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), Vera Holtz (“TOC: Transtornada Obsessiva Compulsiva”) e Júlio Andrade (“Redemoinho”), como a Morte. “O Reino Gelado: Fogo e Gelo” é a terceira aventura da franquia animada russa, que se inspira na mesma fábula que rendeu “Frozen”. Longe de lembrar o desenho da Disney, a produção computadorizada depende da fama de seus dubladores nacionais para atrair as crianças. A principal estrela é Larissa Manoela, que empresta sua voz à princesa Gerda desde o segundo filme. Neste, ela ainda se junta ao ex-namorado João Guilherme, que estreia na franquia como dublador do aventureiro Rony, um novo personagem que inclui piratas na história. O público infantil ainda tem a opção de “Diário de um Banana: Caindo na Estrada”, mas num circuito bem menor. Vale lembrar que “Diário de um Banana” (2010) chegou ao Brasil sem muito alarde, direto em DVD, o que fez com que as sequências fossem lançadas em poucos cinemas. O novo capítulo representa um reboot da franquia, com a estreia de um novo elenco – incluindo Alicia Silverstone (“Patricinhas de Beverly Hills”) como a mãe. Já a trama é a típica comédia de férias frustadas. “O Estranho que Nós Amamos” recria um western estrelado por Clint Eastwood em 1971. Sob a direção de Sofia Coppola (“Bling Ring”), premiada no Festival de Cannes deste ano, o suspense aumenta e vira quase um terror gótico, passada numa antiga mansão rural à luz de velas. Colin Farrell (“Animais Fantásticos e Onde Vivem”) vive um soldado ianque ferido na Guerra Civil, socorrido por alunas e professoras de uma escola sulista para meninas, que aos poucos passam a ver o inimigo com outros olhos. Com 78% de aprovação no site Rotten Tomatoes, o longa é a segunda parceria de Coppola com a atriz Elle Fanning (as duas trabalharam juntas em “Um Lugar Qualquer”) e a terceira com Kirsten Dunst (após “As Virgens Suicidas” e “Maria Antonieta”). Além delas, as atrizes Nicole Kidman (“Olhos da Justiça”) e Angourie Rice (“Dois Caras Legais”) se destacam na seleção de loiras da produção. Duas produções europeias completam a programação limitada. “A Viagem de Fanny” é basicamente a versão feminina de “Os Meninos que Enganavam Nazistas”, que entrou em cartaz na semana passada, mostrando as aventuras de meninas judias em fuga dos nazistas pela Europa dos anos 1940. Bem superior, “O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki” é uma estilosa cinebiografia de um boxeador finlandês que se apaixona do dia em que pode se tornar campeão mundial. Filmado em preto e branco, lembra um filme antigo, recriando com perfeição a época e a estética do cinema do começo dos anos 1960. Venceu a mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes em 2016 e o prêmio de “Descoberta do Ano” da Academia Europeia. Clique nos títulos de cada filme para ver os trailers das estreias.

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    Festival de Brasília traz destaques do Festival de Berlim em sua competição

    8 de agosto de 2017 /

    O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro vai comemorar 50 anos com uma seleção de nove filme de nove estados diferentes em sua mostra competitiva. Prova do prestígio do evento, os representantes do Rio (“Pendular”, de Julia Murat) e São Paulo (“Vazante”, de Daniela Thomas) fizeram parte da seleção do Festival de Berlim. Este ano, os filmes selecionados receberão cachê de participação. Os longas em competição receberão R$ 15 mil; os longas da sessão especial hors concours, R$ 10 mil; os curtas em competição, de R$ 5 mil; e os longas programados em mostras paralelas, R$ 3 mil. O total gasto nos cachês será de R$ 340 mil, apenas para exibir os filmes. Não por acaso, a procura pelo festival aumentou. Ao todo, foram inscritos 778 produções nas mostras competitivas, sendo 608 curtas-metragens e 170 longas. Além do cachê, serão distribuídos os tradicionais troféus Calango e o Prêmio Petrobras de Cinema, votado pelo público. O vencedor deste troféu ainda receberá R$ 200 mil, que devem ser investidos na distribuição comercial do filme. No dia 15, será divulgada a programação completa do festival. Também serão anunciados os filmes que integram as mostras especiais, sessão hors concours, filmes de abertura e encerramento, além de seminários. A 50ª edição do Festival de Brasília vai acontecer entre 15 a 24 de setembro na capital federal. Confira abaixo a lista dos filmes selecionados para as mostras competitivas. Competição de Longa-metragem “Arábia”, de Affonso Uchoa e João Dumans, MG “Café com Canela”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio, BA “Construindo Pontes”, de Heloisa Passos, PR “Era uma vez Brasília”, de Adirley Queirós, DF “Música para Quando as Luzes se Apagam”, de Ismael Cannepele, RS “O Nó do diabo”, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé, Jhesus Tribuzi , PB “Pendular”, de Julia Murat, RJ “Por Trás da Linha de Escudos”, de Marcelo Pedroso, PE “Vazante”, de Daniela Thomas, SP Competição de Curta-metragem “A Passagem do Cometa”, de Juliana Rojas, SP “As Melhores Noites de Veroni”, de Ulisses Arthur, AL “Baunilha”, Leo Tabosa, PE “Carneiro de Ouro”, Dácia Ibiapina, DF “Chico”, Irmãos Carvalho, RJ “Inocentes”, Douglas Soares, RJ “Mamata”, Marcus Curvelo , BA “Nada”, Gabriel Martins , MG “O Peixe”, Jonathas de Andrade, PE ‘Peripatético”, Jessica Queiroz, SP “Tentei”, Laís Melo, PR “Torre”, Nadia Mangolini, SP

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    Festival Cine Ceará exibe filmes inéditos em competição

    5 de agosto de 2017 /

    O 27º Cine Ceará — Festival Ibero-americano de Cinema, que começou no sábado (5/8), em Fortaleza, e vai até o dia 11, reúne sete longas-metragens inéditos em competição, entre eles dois brasileiros que fazem a sua première mundial: “Malasartes e o Duelo com a Morte”, de Paulo Morelli, tido como a produção nacional com o maior número de efeitos especiais da História, e “Pedro sob a Cama”, de Paulo Pons. Os outros cinco longas já foram premiados em festivais internacionais, mas farão a sua primeira exibição no Brasil: o argentino “Ninguém Está Olhando”, de Julia Solomonoff, o dominicano “O Homem que Cuida”, de Alejandro Andújar, os cubanos “Santa e Andrés”, de Carlos Lechuga, e “Últimos Dias em Havana”, de Fernando Pérez, e o chileno e “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio. O Chile, por sinal, tem uma retrospectiva como país homenageado desta edição, contando com uma mostra paralela em cartaz na cidade desde o começo do mês, como espécie de aquecimento para o festival. O destaque é mesmo o elogiadíssimo “Uma Mulher Fantástica”, vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro e do Prêmio Teddy no Festival de Berlim, na Alemanha. A competição ainda conta com 14 curtas-metragens vão disputar o troféu Mucuripe, entre eles “Vênus — Filó, a Fadinha Lésbica”, de Sávio Leite, exibido na mostra Panorama do Festival de Berlim, “Mehr Licht!”, de Mariana Kaufman, e “Valentina”, de Estevão Meneguzzo, exibidos no Festival de Edimburgo, na Escócia.

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    Filme dos Detetives do Prédio Azul atinge a marca de 1 milhão de espectadores

    4 de agosto de 2017 /

    A comédia infantil “Detetives do Prédio Azul – O Filme” (também conhecido como “DPA – O Filme”) atingiu nesta sexta-feira (4/8) a marca de 1 milhão de espectadores, anunciaram as produtoras Paris Filmes e Downtown Filmes. A adaptação para o cinema da série do canal Gloob é o filme brasileiro de maior público lançado em 2017. “Minha Mãe É uma Pça 2” teve muito mais público (9,3 milhões de ingressos vendidos desde o lançamento), mas estreou em dezembro de 2016. Por coincidência, os dois filmes tem o mesmo diretor, André Pellenz. “Atingimos nosso objetivo, que era brigar como gente grande com os lançamentos estrangeiros”, ele avaliou. “E esse ano foram quatro Titãs ao mesmo tempo: ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’, ‘Meu Malvado Favorito 3’, ‘Transformers: O Último Cavaleiro’ e ‘Carros 3’. Mas seguimos na luta!”

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