Jumanji estreia em 1º lugar no Brasil
Reforçando o consenso: disponibilidade é tudo. O filme com maior distribuição na semana, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”, estreou em 1º nas bilheterias do Brasil, com renda de R$ 23 milhões, e público de 900 mil espectadores entre quinta (4/1) e domingo (7/1). O filme também assumiu a liderança das bilheterias norte-americanas no último fim de semana. Sofrendo boicote de parte do parque exibidor, devido a uma exigência de maior participação na bilheteria, a estreia da animação “Viva – A Vida É Uma Festa” precisou se contentar com o 2º lugar e uma arrecadação R$ 6,5 milhões, sendo visto por 359 mil espectadores. Em 3º lugar em faturamento, o campeão anterior, o drama infantil “Extraordinário”, rendeu R$ 4,5 milhões, mas teve muito mais público que o desenho animado: 489 mil pagantes. A diferença se deve ao preço dos ingressos para as sessões em 3D. Maior sucesso brasileiro no ranking, a comédia “Fala Sério, Mãe!” aparece em 4º lugar. O filme protagonizado por Ingrid Guimarães e Larissa Manoela foi assistido por 1,3 milhão de espectadores no último fim de semana, mas já acumula renda de R$ 18,7 milhões em duas semanas de exibição.
Paulo Gustavo anuncia Os Homens São de Marte 2 e Minha Mãe É uma Peça 3
O comediante Paulo Gustavo divulgou em seu perfil do Instagram que voltará a viver dona Hermínia em “Minha Mãe É uma Peça 3”. A sequência tem previsão de lançamento para dezembro de 2019. Além disso, vai estrelar outra continuação: “Os Homens São de Marte 2”, no final deste ano. O recado foi dado ao lado de um texto que aponta “Minha Mãe É uma Peça 2” como a maior bilheteria brasileira de 2017 – embora seja de 2016. “E vai ter ‘Minha Mãe É uma Peça 3’ em dezembro do ano que vem (2019). Obs: Esse ano meu filme será com a musa Mônica Martelli! O filme está ficando sensacional! Eu já chorei de rir com o roteiro! Uma honra pra mim dividir esse filme com ela, que tem estreia prevista para 27 de dezembro, como diz o site aí na segunda foto! Vem aí ‘Os Homens São de Marte e… É pra Lá que Eu Vou'”, escreveu Paulo Gustavo na rede social. A primeira adaptação da peça homônima, “Minha Mãe É uma Peça – O Filme” liderou as bilheterias nacionais em 2013, levando 4,6 milhões de espectadores ao cinema. Mas a continuação foi um fenômeno muito maior, com 9,3 milhões de ingressos vendidos. Trata-se do maior lançamento do cinema brasileiro de 2016. E vai ter “ MINHA MÃE É UMA PEÇA 3 “ em Dezembro do ano que vem ( 2019) Obs: Esse ano meu filme será com a Musa @monicamartelli ! O filme esta ficando sensacional ! Eu ja chorei de rir com o roteiro ! Uma honra pra mim dividir esse filme com ela , que tem estreia prevista para 27 de Dezembro , como diz o site ai na segunda foto ! Vem ai “ Os homens são de marte e é pra la que eu vou “ ????❤️ Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 4 de Jan, 2018 às 4:48 PST
Operação Lava-Jato investiga financiamento do filme Lula, o Filho do Brasil
A Operação Lava-Jato chegou ao cinema. E desta vez não se trata de uma trama de ficção, mas de um alvo real: o filme “Lula, o Filho do Brasil”, financiado pelas empreiteiras envolvidas no maior esquema de corrupção da história do Brasil. Já foram chamados para prestar depoimento o empreiteiro Marcelo Odebrecht e o ex-ministro Antonio Palocci (da Casa Civil e Fazenda, durante os governos de Lula e Dilma Rousseff). A cinebiografia dirigida por Fábio Barreto estreou em 1º de janeiro de 2010 e custou cerca de R$ 12 milhões, o maior orçamento do cinema brasileiro até então, financiados pela Odebrecht, OAS e Camargo Corrêa. O filme conta a história de Lula como uma jornada de herói, desde a infância dramática no sertão de Pernambuco, sua chegada a São Paulo no pau de arara, as dificuldades que enfrentou ao lado da família, o trabalho na indústria metalúrgica que lhe custou um dedo, as históricas campanhas grevistas dos anos 1970 que marcaram o ABC paulista e a ascensão ao topo do sindicato que impulsionou sua trajetória política. Em seu depoimento, Palocci teria permanecido em silêncio. Mas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Marcelo Odebrecht, que firmou acordo de delação com a Lava-Jato, falou com a Polícia Federal sobre os e-mails extraídos do seu computador e ligados ao financiamento da cinebiografia. As mensagens resgatadas foram trocadas por executivos da empreiteira entre 7 de julho de 2008 e 12 de novembro daquele ano. Uma delas diz: “5) O italiano me perguntou sobre como anda nosso apoio ao filme de Lula, comentei nossa opinião (com a qual concorda) e disse que AA tinha acertado a mesma com o seminarista, mas adiantei que se tivermos nos comprometido com algo, seria sem aparecer o nosso nome. Parece que ele vai coordenar/apoiar a captação de recursos”, escreveu o empreiteiro. “Italiano” e “Seminarista”, de acordo com os investigadores, seriam referências a Palocci e Gilberto Carvalho, ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Dilma. À Polícia Federal, Marcelo Odebrecht afirmou ainda que “acredita que doação para filme fazia parte da agenda mais geral da Odebrecht com PT/Lula, ou, por exemplo, de uma ‘conta corrente geral/relacionamento’ que Emílio [Odebrecht, pai de Marcelo e dono da empresa] poderia manter com Lula”, ainda de acordo com a reportagem do Estadão. Não é a primeira vez que a produtora do filme de Lula aparece nas investigações da Lava-Jato. Em 2015, os jornais Folha de S. Paulo e O Globo revelaram que um contrato entre a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-Ministro José Dirceu (do governo Lula), e a Filmes do Equador, produtora de Luiz Carlos Barreto (responsável por “Lula, o Filho do Brasil”), estava sendo investigado, após a descoberta de depósitos de Dirceu para a empresa de Barreto, entre dezembro de 2009 e setembro de 2010. Na ocasião, Barreto disse à Folha que os pagamentos se referiam a um projeto de pesquisa para a elaboração dos roteiros de uma minissérie de 13 capítulos e de um longa-metragem ficcional sobre as lutas do movimento estudantil durante a ditadura militar. “Eu propus e houve interesse. Eu disse que não tinha capital de giro na época e o Dirceu se prontificou a financiar o desenvolvimento do projeto”, afirmou o cineasta. Vale lembrar que Dirceu dizia não ter dinheiro para pagar sua defesa no caso do Petrolão e chegou a contar com a ajuda de uma “vaquinha” de diversos artistas e amigos de sua causa. Cerca de 4 mil apoiadores doaram quase R$ 1 milhão para o ex-ministro, o que equivale a metade do que ele teria recebido em propina para viabilizar a contratação da empresa Apolo Tubulars pela Petrobras, sua segunda condenação na Lava-Jato. A defesa de Lula informou que não comentaria a nova investigação.
Continuação de Polícia Federal: A Lei É para Todos começa a ser filmada em junho
A continuação do filme “Polícia Federal: A Lei É para Todos”, baseado na Operação Lava-Jato, começa a ser filmada em junho. Segundo a coluna de Monica Bergamo no jornal Folha de S. Paulo, a trama irá começar no ponto em que o primeiro filme terminou, logo após a condução coercitiva de Lula, abrangendo até um pouco depois da delação dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS. Alguns dos atores principais do primeiro filme, como Flávia Alessandra, Marcelo Serrado, Antonio Calloni e Ary Fontoura voltarão a repetir seus papéis na sequência. Além disso, o diretor Marcelo Antunez está fazendo testes para os papéis de Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, os juízes Marcelo Bretas, do Rio, e Vallisney de Souza Oliveira, do Distrito Federal. A previsão de estreia nos cinemas é para o final de 2018 ou começo de 2019.
Produtor do filme Federal é novo presidente da Ancine
O presidente Michel Temer nomeou Christian de Castro para o cargo de diretor-presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Debora Ivanov, que ocupava o cargo interinamente desde maio, segue como diretora da agência. A nomeação foi publicada na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. O novo diretor-presidente iniciou a carreira cinematográfica após atuar no mercado financeiro. Em 1998, fundou com seu irmão, o cineasta Erik de Castro, a produtora BSB Cinema Produções. Mais tarde, foi diretor-executivo da Luz Mágica Produções, produtora de cinema criada por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães, além de diretor financeiro da Vereda Filmes, distribuidora de filmes voltada para o mercado internacional, e consultor administrativo e financeiro da distribuidora Lumière. Como produtor, sua filmografia se concentra em filmes que têm as forças armadas e a polícia federal como temas principais. Christian produziu três documentários sobre a participação militar do Brasil na 2ª Guerra Mundial: “Senta a Pua!” (1999), de Erik, “A Cobra Fumou” (2002), de Vinícius Reis, e “O Brasil na Batalha do Atlântico”, novamente do irmão – cobrindo os esforços da Aeronáutica, Exército e Marinha na guerra dos anos 1940. Seu principal trabalho na ficção cinematográfica foi o filme de ação “Federal” (2010), também dirigido por Erik e destruído pela crítica – tem impressionante nota 3,2 (vai até 10) no IMDb. Ele entrou na Ancine como assessor da diretoria em 2009, focando assuntos financeiros e comerciais relacionados ao audiovisual. Em 2016, assumiu o cargo de CEO do grupo AfroReagge.
Filme da série infantil Gaby Estrella ganha vídeo com Maisa Silva – que não está na adaptação!
Quer ver algo curioso? A Downtown/Paris, que domina o mundo das comédias infantis brasileiras, lançou o primeiro trailer de “Gaby Estrella”, mais um filme baseado numa produção de TV. A série original passava no canal pago infantil Gloob, que é da Globo. Entretanto, o canal escolhido para fazer a divulgação foi o YouTube de Maisa Silva, a estrelinha do SBT. Maisa está no filme? Não. Mas aparece toda prosa no começo do vídeo para falar de seu filme favorito que não fez. Para deixar claro: “Gaby Estrella” não tem nada a ver com “Carrossel”, a novelinha estrelada por Maisa que também virou filme. Mas vale lembrar que a protagonista, vivida por Maitê Padilha, já apareceu na série dos “Detetives do Prédio Azul”, outra atração mirim que foi transposta para o cinema com grande bilheteria. O detalhe é que as três adaptações foram produzidas/distribuídas pela Downtown/Paris Filmes. Os que não conhecem – e são muitos – podem se contentar em saber que “Gaby Estrella” é uma “Hannah Montana” brasileira, menina do interior que vira sucesso musical. Sua série/novelinha teve três temporadas, entre 2013 e 2015, e o filme a encontra com problemas para manter a carreira de “estrella”. Outro fenômeno pop descartável surgiu e, para continuar seus 15 minutos de fama, ela é mandada de volta ao interior, com o objetivo de estrelar um reality show que possa voltar a lhe deixar em evidência. Mas os planos são sabotados por sua prima invejosa, Rita de Cássia (Bárbara Maia). A moral da história é que a verdadeira amizade é importante, mas, até chegar neste final feliz, é preciso suportar muita música ruim, como as vistas no trailer, e muita superficialidade – fama e inveja, aparentemente, são tudo na vida. Dirigido por Cláudio Boeckel (da novela “A Força do Querer”), “Gaby Estrella” tem estreia marcada para o dia 18 de janeiro.
Fala Sério, Mãe! é o último lançamento amplo do ano nos cinemas
Após faturar R$ 1,5 milhão em pré-estreia, a comédia brasileira “Fala Sério, Mãe!” chega aos cinemas como principal lançamento do fim do ano. Mas, curiosamente, não é o único filme brasileiro com adolescentes a entrar em cartaz nesta quinta (28/12). A programação, mais enxuta que o habitual, também inclui o novo longa de Woody Allen, a primeira luta de Bruce Lee e a juventude de Karl Max, que não empolgaram a maioria dos críticos, além de um documentário premiado. Clique nos títulos das estreias para conferir os trailers de cada filme em cartaz. “Fala Sério, Mãe!” traz Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) e Larissa Manoela (“Meus Quinze Anos”) como mãe e filha, e surpreende positivamente por não abusar (muito) do tom histérico que marca as outras comédias do roteirista Paulo Cursino (“Até que a Sorte nos Separe”). Desta vez, o humor de esquetes e temas repetitivos busca simpatia, ao ser utilizado para realçar os problemas de relacionamento, mas também o amor típico de uma família, que é o mote da produção. O filme é inspirado no livro de mesmo nome da escritora Thalita Rebouças (autora também de “É Fada!”), que colabora no roteiro assinado por Cursino, Ingrid Guimarães e Dostoiewski Champangnatte. A direção é de Pedro Vasconcelos (“O Concurso”) e ainda peca por incluir as típicas participações especiais de todo besteirol brasileiro – desta vez, do cantor Fábio Jr. e do comediante Paulo Gustavo, interpretando eles mesmos. “Bye Bye Jaqueline” também é uma comédia centrada numa adolescente, mas o foco são as amizades e os romances dessa fase da vida. O problema é a falta de espontaneidade geral, do roteiro à interpretação, que faz com que tudo soe forçado, além de previsível – a velha história de sempre. Nota-se que é o primeiro longa-metragem de Anderson Simão e da maioria do elenco. O lançamento internacional mais amplo pertence a “Roda Gigante”, o novo longa de Woody Allen, cujo enredo, como diz a protagonista Kate Winslet (“A Vingança Está na Moda”), é “um pouco melodramático”. A produção não deixa de ser uma homenagem de Allen ao rei do melodrama clássico, Douglas Sirk (“Imitação da Vida”), já que se passa no período de seus filmes mais conhecidos, a década de 1950. A história gira em torno de Ginny (Winslet), mulher do operador de carrossel do parque de Conney Island (James Belushi, da série “Twin Peaks”), que um belo dia recebe a visita de sua enteada (Juno Temple, da série “Vinyl”), casada com um gângster e fugindo da máfia. Ela sabe segredos perigosos e procura abrigo, com mafiosos em seu encalço. No meio disso tudo, as duas ainda se encantam pelo galã da praia, o salva-vidas Mickey (Justin Timberlake, de “Aposta Máxima”), que narra a história – um artifício que reforça se tratar de um filme “à moda antiga”. A crítica norte-americana não embarcou na trip nostálgica e a “Roda Gigante” travou com 29% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “A Origem do Dragão” foi uma decepção maior ainda: 23% de aprovação. Vendida como uma história da juventude do ator e campeão de kung fu Bruce Lee, a obra não passa de um filme B convencional, que menospreza o personagem e o impacto de sua luta contra Wong Jack Man, o mestre de kung fu mais famoso da China, enviado pelo templo shaolin para verificar se Lee estava ensinando artes marciais para brancos nos Estados Unidos. A direção é do cineasta George Nolfi (“Os Agentes do Destino”) e os roteiristas Christopher Wilkinson e Stephen J. Rivele são os mesmos do vindouro “Bohemian Rhapsody” sobre a banda Queen. “O Jovem Karl Marx” é outro desperdício de personagem, numa produção que segue a fórmula básica das cinebiografias mais superficiais, capaz de transformar o homem que considerava religião o ópio do povo numa figura praticamente santa. Ao menos, não deixa de ser cômico ver o jovem de cartola querendo se conectar com as massas proletárias. Passou no Festival de Berlim, Toronto e inúmeros outros. Não venceu nada. E tem média de 40% no Rotten Tomatoes. Completa a programação o documentário francês “A Ópera de Paris”, premiado no Festival de Moscou. Curiosamente, é o segundo filme sobre os bastidores da famosa casa de espetáculos francesa lançado este ano nos cinemas brasileiros, após “Reset – O Novo Balé da Ópera de Paris”. Ambos compartilham alguns personagens, entre eles Benjamin Millepied, o criador da coreografia de “Cisne Negro” (2010) e marido da atriz Natalie Portman. E é isto. Só seis lançamentos nesta semana, ainda sob efeito do predomínio de “Star Wars: Os Últimos Jedi” no circuito cinematográfico.
Novo longo animado do Peixonauta ganha primeiro trailer
O canal da animação “Peixonauta” no YouTube disponibilizou o primeiro trailer de “Peixonauta – O Filme”, novo longa animado baseado na série infantil brasileira, exibida no Discovery Kids, na TV Cultura, SBT, TV Brasil e até Netflix. A série já foi exportada para mais de 90 países, nos cinco continentes, e em seu novo filme vai visitar São Paulo. Na trama, o agente secreto Peixonauta sai pela primeira vez do Parque das Árvores Felizes e vai para a cidade grande resolver um grande mistério: o desaparecimento de todos os habitantes. Nessa história, o personagem lidará com questões do meio ambiente, como o lixo espacial e a contaminação dos mananciais de água. Além de mostrar o Peixonauta no espaço sideral, a animação promete mostrar pela primeira vez as instalações da O.S.T.R.A. (Organização Secreta para Total Recuperação Ambiental), “QG” submarino do agente secreto Peixonauta. A direção é de Celia Catunda, Kiko Mistrorigo e Rodrigo Eba. Os dois primeiros também foram responsáveis por “Peixonauta: Agente Secreto da O.S.T.R.A.”, primeiro longa animado da franquia, lançado em 2012. Para completar, a trilha do filme foi musicada por Paulo Tatit (Palavra Cantada), Zezinho Mutarelli e Titãs. A produção teve première no festival Anima Mundi e a estreia comercial está marcada para 25 de janeiro.
Aracy Cardoso (1937 – 2017)
Morreu a atriz Aracy Cardoso, que participou de várias novelas na TV Globo. Ela estava internada há um mês no Hospital São Lucas, no Rio de Janeiro, tratando de vários problemas no coração e nos rins, e faleceu nesta terça-feira (26/12), aos 80 anos. Nascida no Rio em 17 de junho de 1937, filha de uma cantora de ópera, Aracy seguiu a carreira artística desde cedo, primeiro nos palcos, depois no cinema, com o drama “Fatalidade” (1953) e várias chanchadas – “Sai de Baixo” (1956), “Depois do Carnaval” (1959), etc. Mas foi se destacar mesmo na televisão. A atriz interpretou as principais “mocinhas” das novelas dos anos 1960 da TV Excelsior, como “Os Quatro Filhos” (1965), “A Indomável” (1965) e “Sublime Amor” (1967), antes de estrear na Globo com “Anastácia, a Mulher sem Destino”, em 1967. Após uma breve passagem pela Tupi na década seguinte, voltou à Globo para se destacar em novelas que marcaram as décadas de 1970 e 1980, entre elas “Fogo sobre Terra” (1974), “Vejo a Lua no Céu” (1976), “O Pulo do Gato” (1978), “Água Viva” (1980), “Final Feliz” (1982), “Selva de Pedra” (1986) e “Mandala” (1987). Foi nesta época que viveu uma de suas personagens mais lembradas, a governanta Zazá, de “A Gata Comeu” (1985). Após três décadas dedicadas à televisão, ela retomou a carreira cinematográfica em “O Homem Nu” (1997), de Hugo Carvana, e fez ainda “Nosso Lar” (2010), de Wagner de Assis. Bastante ativa, acumulou trabalhos em minisséries, séries e novelas nos últimos anos, inclusive na Record, onde integrou “Bela, a Feia” (2009) e “Dona Xepa” (2013). Sua última aparição na TV aconteceu neste ano, numa participação especial em “Sol Nascente”, da Globo. Discreta em relação à sua vida pessoal, Aracy Cardoso foi casada com o diretor e produtor Ibañez Filho, e deixa duas filhas.
Documentário resgata coragem e importância histórica de Dom Paulo Evaristo Arns
Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016) é uma figura tão importante na história recente do Brasil que vai muito além da sua atuação propriamente religiosa. Sua narrativa de vida é tão densa e marcante que é muito difícil abordá-la em sua amplitude. O documentário do jornalista Ricardo Carvalho reconhece isso já no título complementar do filme “Coragem! – As Muitas Vidas do Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns” e se debruça, didaticamente até, nas várias dimensões da atuação dele. A dedicação de Dom Paulo à causa dos mais pobres, à luta pelo respeito e dignidade da pessoa humana, ao exercício pleno da cidadania para todos, à democracia e aos direitos humanos, passou por testes terríveis, já que ele foi cardeal de São Paulo no período negro da ditadura militar e prosseguiu já na redemocratização do país, de 1970 a 1998. Mas ele atuou bravamente para denunciar a opressão do período, as torturas, a perseguição política e produziu gestos históricos, como o do evento ecumênico na catedral de São Paulo para marcar a morte de Vladimir Herzog, que supostamente teria se suicidado na prisão. Na verdade, morto sob tortura. Ao lado do rabino Henri Sobel e do reverendo evangélico Jayme Wright, oficiou o evento religioso que reuniu 8 mil pessoas na catedral e praça da Sé, num dos momentos mais tensos da ditadura. Ele visitou presos políticos, acolheu perseguidos e fez ouvir sua voz por todos os cantos. Chegou a ser recebido por Emílio Garrastazu Médici, para apresentar sua demanda ao mais duro militar que exerceu o poder no Brasil. O filme mostra, também, que ele manteve correspondência com Fidel Castro, então execrado pelo regime, que proibia até visitas turísticas a Cuba. Enfim, não por acaso, o título do documentário é “Coragem!”, com exclamação. Essa talvez seja, mesmo, a característica mais forte de Dom Paulo: a coragem, aliada a um humanismo militante, que fizeram dele uma das maiores referências brasileiras do século 20. O jovem, que nasceu em Forquilha, Santa Catarina, veio de uma família pobre, com 13 filhos, e se tornaria sacerdote em 1945. Estava pronto para encarar o desafio de sua existência, ao assumir a condição de cardeal de São Paulo, em 1970, um ano de escalada da repressão, que se agudizava desde a edição do AI-5, em 1968. Que só teve como atenuante a vitória do Brasil na Copa do Mundo do México. E que teve em Dom Paulo um dos respiros democráticos mais fortes e representativos. Da dimensão de um Dom Helder Câmara, que o inspirou. O filme “Coragem!” dá conta de revelar essa trajetória espantosa de Dom Paulo em anos de trabalho de Ricardo Carvalho, que foi próximo do cardeal e cobriu esses eventos do período, reunindo muito material. Além disso, contou com imagens de arquivo cedidas por órgãos da mídia e com a preciosa colaboração do arquivo pessoal do clérigo, organizado e disponibilizado por Maria Angélica Borsoi, secretária do religioso por 40 anos, além da família de Dom Paulo. “Coragem!” é um trabalho que merece ser conhecido e divulgado. Indispensável para os mais jovens que, talvez, desconheçam o enorme legado de Dom Paulo Evaristo Arns ao Brasil e à democracia, tão duramente reconquistada, e em que a atuação dele foi absolutamente central. Só para lembrar mais algumas coisas que fazem parte dessas muitas vidas de Dom Paulo: as comunidades eclesiais de base, que ele impulsionou e apoiou; a criação da Comissão de Justiça e Paz, em 1972, que denunciava abusos cometidos no período e o impressionante projeto Brasil Nunca Mais, que reuniu uma equipe de 30 pessoas em seis anos de trabalho clandestino, resultou num livro que denunciou ao mundo o que ocorria no Brasil e é uma referência essencial para o registro do que, infelizmente, vivemos. Que essas coisas realmente nunca mais aconteçam. Ainda bem que, nesse período de trevas, existiu uma pessoa como Dom Paulo Evaristo Arns. O filme “Coragem!”, que está agora em cartaz nos cinemas, será exibido posteriormente na TV. Provavelmente, na Globo News TV, já que ela é uma das coprodutoras da obra.
Ministério Público exige devolução de R$ 1,4 milhão do filme Chatô, o Rei do Brasil
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou na quarta-feira (20/12) uma ação civil pública contra Guilherme Fontes Filmes Ltda, produtora responsável pelo filme “Chatô, o Rei do Brasil”, pedindo o ressarcimento de R$ 1,484 milhão. O valor é referente a contratos assinados com a Rio Filme, empresa pública vinculada à prefeitura do Rio de Janeiro. Segundo o MPRJ, a fraca divulgação da obra por uma negligência unilateral justifica o ressarcimento do valor, pago em forma de adiantamento em troca de direitos concedidos à Rio Filme. Na ação, também se pleiteia que a produtora seja condenada a indenizar a coletividade em valor a ser arbitrado pela Justiça para ser aplicado em ações de proteção aos bens públicos artísticos ou históricos. Dirigido por Guilherme Fontes, o filme foi baseado no livro de mesmo nome do escritor Fernando Morais e conta a história de Assis Chateaubriand, jornalista e empresário que nos anos 1920 fundou os Diários Associados, grupo de mídia que lançou a TV no Brasil. A produção levou mais de 20 anos entre o começo das filmagens em 1994 e seu lançamento em 2015. Mas foi muito bem recebido pela crítica, tornando-se o segundo filme mais premiado do Grande Prêmio Brasil do Cinema Brasileiro 2016. Foram quatro troféus, entre eles o de Melhor Ator, para Marco Ricca, intérprete de Chatô. Mesmo assim, ce acordo com nota divulgada pelo MPRJ, houve pouco caso com a produção, que foi concluída em 21 anos, após sucessivos atrasos. Além disso, a Rio Filmes firmou contratos com a produtora Guilherme Fontes Filmes Ltda nos quais se previa a entrega de uma primeira cópia do filme em 2004, mas isso só ocorreu em 2015, mais de 10 anos após o prazo estabelecido. “No decorrer desse tempo, a obra se tornou desinteressante para a população e para a Rio Filme, vindo inclusive a ser motivo de chacota entre o meio artístico e social. Tais fatos influenciaram direta e intensivamente no pouco alcance que essa produção de grande valor histórico e cultural acabou tendo com a população em geral. O que feriu, portanto, o maior objetivo que se pretendia alcançar, que era o de divulgar, da forma mais ampla possível, os relevantes fatos históricos contidos nessa obra cinematográfica”, diz o texto. De acordo com a ação, a Rio Filme teria o direito de promover e contratar, com exclusividade, a exploração econômica do filme nas salas de cinema e em outros meios de exibição. Em contrapartida, seria feito um repasse de R$ 1,06 milhão na modalidade de adiantamento sobre receita de comercialização. Tal valor seria recuperado através da retenção prioritária de 100% dos rendimentos com a comercialização da obra. Além disso, a Rio Filme destinou mais R$ 260 mil como coprodução e se comprometeu a reservar a quantia de R$ 440 mil para a cobertura de despesas com o lançamento do filme. Esta não é a primeira polêmica judicial envolvendo o filme. A produção captou cerca de R$ 8,6 milhões por meio da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei do Audiovisual. Estes recursos seriam usados não apenas no longa-metragem, mas também em uma série de 25 documentários sobre a história da República no Brasil, exibidos pela Globosat, e em um documentário em curta-metragem sobre Assis Chateaubriand, que recebeu o título de “Dossiê Chatô”. No final de 2014, embora os demais produtos já tivessem sido finalizados, o filme estava há 20 anos em produção sem conclusão. Por conta disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que fossem estornados à Ancine (Agência Nacional do Cinema) o valor de R$ 66,27 milhões. Este seria o valor corrigido dos R$ 8,6 milhões captados. Além disso, a condenação impôs ainda duas multas de R$ 2,5 milhões cada, totalizando um débito superior a R$ 71 milhões. Dois anos mais tarde, Guilherme Fontes protocolou uma cópia da obra concluída no TCU. A corte aceitou o filme finalizado como prova dentro de um recurso que pedia a revisão da condenação. Outra ação também foi arquivada em 2015 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Neste processo, Guilherme Fontes foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa. A ação foi ajuizada em 2010 e apontava que a produção recebeu R$ 51 milhões e até então não tinha sido concluída. Também se questionou a falta das prestações de contas. Entretanto, a acusação não tinha mérito e foi retirada. O crime de improbidade administrativa deve ter sempre como réu pelo menos um agente público envolvido no ato ilícito, o que não era o caso.
Filme estrelado por Patricia Pillar é selecionado para o Festival de Berlim
Mais um filme brasileiro foi anunciado na seleção oficial do Festival de Berlim 2018, o primeiro grande evento europeu do calendário cinematográfico anual, que acontece de 15 a 25 de fevereiro na Alemanha. “Unicórnio”, de Eduardo Nunes (“Sudoeste”), integrará a seção Generation 2018, dedicada a títulos com temas ligados aos jovens. O diretor e a atriz Patrícia Pillar irão a Berlim para acompanhar a exibição. O filme já foi exibido este ano no Festival do Rio. Adaptação da obra da escritora brasileira Hilda Hilst, conta a história de Maria (Barbara Luz), que aguarda com a mãe (Patrícia Pillar) a volta para casa de seu pai (Zécarlos Machado). A chegada de outro homem vai abalar o delicado equilíbrio entre as duas. Anteriormente, três documentários brasileiros foram anunciados na mostra Panorama: “Aeroporto Central”, de Karim Aïnouz, “Ex Pajé”, de Luiz Bolognesi, e “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman.
Diretor confirma cenas fortes de sexo entre Cauã Reymond e Matheus Nachtergaele no cinema
O ator Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”) vai viver cenas quentes de sexo gay com o ator Matheus Nachtergaele (“Trinta”) no filme “Piedade”, de Cláudio Assis (“Amarelo Manga”, “Febre do Rato”, “Big Jato”). O ator já tinha adiantado o teor da produção em outubro, após as filmagens em Recife, e agora o cineasta voltou a falar do assunto, para dizer que o filme será bem mais ousado do que se costuma ver nos dramas nacionais. “Tem nu, tem ‘coisas’ de Cauã, ‘coisas’ de Matheus. Não tem penetração, mas um clima que leva a pensar nisso. É bem sugestivo. São cenas fortes e, digamos, calientes”, afirmou o cineasta Cláudio Assis (Amarelo Manga, Baixio das Bestas) em entrevista ao jornal O Globo neste domingo (17/12). No filme, os personagens dos atores se conhecem depois que o executivo vivido por Matheus deixa São Paulo e viaja até Recife, onde o personagem de Cauã trabalha em um cinema pornô famoso na cidade. Os dois participam de cenas sem roupas, com muita intimidade. Cauã aceitou participar do filme pela admiração ao trabalho do diretor, sem nem ter lido o roteiro previamente. E não se arrependeu. “Quando li [o roteiro], adorei. É uma história linda. Sou fã desse cinema de arte, de resistência”, disse Reymond a O Globo. Além dos dois atores, “Piedade” conta com outros nomes conhecidos no elenco, como Fernanda Montenegro (“Infância”) e o habitual parceiro do diretor Irandhir Santos (“Febre do Rato”). O filme ainda não tem data de estreia.












