PIPOCAMODERNA
Pipoca Moderna
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc
  • Filme
  • Série
  • Reality
  • TV
  • Música
  • Etc

Nenhum widget encontrado na barra lateral Alt!

  • Música

    Gato Barbieri (1932 – 2016)

    3 de abril de 2016 /

    Morreu Gato Barbieri, saxofonista argentino que ficou mundialmente conhecido pela trilha do filme “O Último Tango em Paris” (1972). Ele faleceu no sábado (2/4) aos 83 anos, de pneumonia num hospital em Nova York, depois de recentemente ter sido submetido a uma cirurgia por causa de uma trombose. Leandro “Gato” Barbieri nasceu em Rosário, na Argentina, em 28 de Novembro de 1932, em uma família de músicos, e decidiu virar jazzista depois de ouvir Charlie Parker. Começou tocando clarinete e só aos 18 anos, quando se mudou para Buenos Aires, é que se dedicou ao saxofone. A opção definitiva pelo instrumento aconteceu durante uma excursão com o pianista argentino Lalo Schifrin (criador do tema de “Missão Impossível”) nos anos 1950. Ele se tornou conhecido como “Gato” neste período, devido à forma como saltava de clube em clube em Buenos Aires, acompanhado pelo seu saxofone para tocar com diversos artistas. Seu relação com o cinema começou logo em seguida, compondo trilhas para o cinema argentino. Uma de suas primeiras composições deu ritmo e melodia à adaptação de Julio Cortázar “El Perseguidor” (1965). Na vidada da década, ele desenvolveu uma forte ligação com o Brasil, passando meses no país. O período acabou registrado nos cinemas. Barbieri tocou seu sax em três filmes brasileiros. Juntou-se a Lenny Gordin e Naná Vasconcelos como músico de “Pindorama” (1970), de Arnaldo Jabor, serviu como diretor musical da comédia “Minha Namorada” (1970), de Armando Costa e Zelito Viana, e compôs a trilha sonora de “Na Boca da Noite”, de Walter Lima Jr, em parceria com as feras do jazz Ron Carter e James Spaulding. Após um começo influenciado por John Coltrane e outros saxofonistas do free jazz, Barbieri passou, a partir de então, a fundir a música tradicional sul-americana em seu estilo, do tango ao samba. A guinada coincidiu com a obra que lhe deu maior visibilidade, a trilha sonora de “O Último Tango em Paris”, de Bernardo Bertolucci. “Foi como um casamento entre o filme e a música”, descreveu Barbieri em uma entrevista de 1997 para a agência de notícias Associated Press. “Bernardo me disse: ‘Eu não quero que a música seja muito Hollywood ou muito europeia, que é mais intelectual. Quero um tom mediano.'” Foi o que levou ao tango e a redescoberta de sua alma argentina. “O tango sempre é uma tragédia”, ele explicou. “A mulher deixa o homem ou o mata. É como uma ópera, mas se chama tango… e é muito sensual.” O álbum derivado do filme rendeu-lhe um prêmio Grammy e impulsionou sua adoção de um estilo mais latino, levando-o a se consagrar como pioneiro do chamado “alma-jazz” ou jazz latino. O ponto alto desta transformação se deu com o sucesso comercial da gravação de “Europa (Earth’s Cry Heaven’s Smile)”, de Carlos Santana, em 1976. Preferindo se concentrar no universo musical, Barbieri acabou deixando de lado o cinema. Seguiram-se poucos trabalhos cinematográficos, como as trilhas de “Poder de Fogo” (1979), de Michael Winner, e “Uma Estranha Paixão” (1983), de Matthew Chapman. Mas a morte de sua esposa Michelle o levou a se retirar até do circuito jazzista durante um longo período. Ele foi reemergir em duas trilhas realizadas para cineastas iranianos nos anos 1990, “Manhattan by Numbers” (1993), de Amir Naderi, e “Seven Servants” (1996), de Daryush Shokof, suas últimas composições para o cinema. Os trabalhos ajudaram a devolver-lhe a energia e preparam terreno para o lançamento de um de seus discos mais populares, “Que Pasa”, que atingiu o 2º lugar da parada de jazz da revista Billboard em 1997. Apesar de afastado das trilhas, ele permaneceu ativo com gravações e shows nos últimos anos. Desde 2013, fazia apresentações regulares no tradicional clube de jazz nova-iorquino Blue Note, que emitiu uma nota lamentando seu falecimento. “Hoje perdemos um ícone, um pioneiro e um querido amigo. A contribuição significativa do Gato para a música e para as artes foram uma inspiração para todos nós.” Com um estilo geralmente definido como “torrencial e quente”, Barbieri era considerado um dos grandes saxofonistas contemporâneos e, para muitos, o segundo maior músico argentino do jazz moderno, atrás apenas de Lalo Schifrin, em cuja orquestra também tocou. Em 2015, Barbieri recebeu um prêmio pela carreira do Grammy Latino, em reconhecimento a seu talento, que cobriu “virtualmente toda a paisagem do jazz”.

    Leia mais
  • Filme

    Zootopia é a maior e melhor estreia em semana repleta de bons lançamentos no cinema

    17 de março de 2016 /

    Numa semana repleta de bons lançamentos, o mais amplo é “Zootopia – Essa Cidade É o Bicho”, nova animação da Disney, que chega em 950 salas (600 em 3D e 12 em Imax). O estúdio de Walt Disney, que tem como símbolo um animal falante que se veste como gente, trouxe a premissa antropomórfica à sua maturidade com “Zootopia”, uma obra repleta de intertexto, capaz de lidar com preconceitos e estereótipos, e trazer uma mensagem relevante de inclusão, enquanto diverte como poucas. Não só a coelha Judy Hopps e o raposo Nick Wilde são ótimos personagens, mas o ambiente elaborado em que vivem, repletos de coadjuvantes hilários, vira do avesso a história dos desenhos antropomórficos, gênero que, no passado, serviu para perpetuar inúmeros preconceitos raciais. Ágil, esperta, vibrante e bastante engraçada, a produção é simplesmente a melhor animação de bicho falante da Disney desde que os curtas do Mickey Mouse se tornaram falados. Não há como elogiá-la mais que isso.   O épico “Ressurreição” tem a segunda maior distribuição da semana, ocupando 470 salas no vácuo do sucesso de “Os 10 Mandamentos”. Entretanto, apesar de sua narrativa estar fortemente ligada à origem do cristianismo, a produção é menos estridente em sua pregação religiosa. Na verdade, opta pela abordagem oblíqua, como “O Manto Sagrado” (1953), “Ben-Hur” (1959) e “Barrabás” (1961), clássicos do gênero sandália e espada que incluem histórias de Jesus. Na trama, Joseph Fiennes (que já foi “Lutero”) vive um centurião romano cético, que tem a missão de averiguar a ressurreição de Jesus e desmentir o boato do milagre. O resultado é uma aventura bem melhor que o esperado, com direito a um Jesus finalmente retratado como (Yeshua) um homem de pele mais escura e sem olhos azuis (o maori Cliff Curtis, da série “Fear the Walking Dead”). Em 86 salas, o suspense brasileiro “Mundo Cão” marca o reencontro do diretor Marcos Jorge com o roteirista Lusa Silvestre, que fizeram juntos o ótimo “Estômago” (2007). Mas os clichês de gênero e a dificuldade com que o clima tenso se encaixa no início mais leve e cômico deixam o filme nas mãos do elenco, que impressiona por sua capacidade de fazer o espectador embarcar na sua história de vingança setentista, sobre um homem violento, em busca de justiça pela morte de seu cachorro nas mãos de um funcionário do Departamento de Controle de Zoonoses (a popular carrocinha). Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Babu Santana (“Tim Maia”) estão ótimos como protagonistas, Adriana Esteves (“Real Beleza”) perfeita como a esposa evangélica, mas a surpresa fica por conta da jovem Thainá Duarte, em sua estreia no cinema, poucos meses após debutar como atriz na novela “I Love Paraisópolis” (2015).   O circuito limitado destaca mais dois filmes brasileiros, ambos documentários. “Eu Sou Carlos Imperial” resgata uma figura histórica, fomentador da Jovem Guarda e cafajeste assumido, que escreveu hits, estrelou pornochanchadas e foi jurado de calouros do Programa Sílvio Santos. Repleto de imagens de arquivo e entrevistas exclusivas com Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Eduardo Araújo, Tony Tornado, Dudu França, Mário Gomes e Paulo Silvino, o filme tem direção da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que já havia realizado um ótimo resgate da história musical brasileira em “Uma Noite em 67” (2010). Chega em apenas três salas do Espaço Itaú, no Rio e em São Paulo. Por sua vez, “Abaixando a Máquina 2 – No Limite da Linha” é desdobramento de um documentário anterior sobre a ética do fotojornalismo, do “uruguaio carioca” Guillermo Planel. Com imagens muito potentes (de fato, sensacionais) e tom crítico, o filme mergulha nos protestos que se seguiram à grande manifestação de junho de 2013, questionando a cobertura da mídia tradicional, ao mesmo tempo em que abre espaço para a autoproclamada “mídia ninja”, buscando refletir o jornalismo na era das mídias sociais – que, entretanto, é tão ou até mais tendencioso. Desde que o filme foi editado, por sinal, aconteceram as maiores manifestações de rua do Brasil, que, além de historicamente mais importantes, politizaram o país com um debate que escapou da reflexão filmada – e que a tal “mídia ninja” faz de tudo para menosprezar. Será exibido em apenas uma sala, no Cine Odeon no Rio.   Entre os filmes de arte que pingam nos cinemas, o que chega mais longe é “Cemitério do Esplendor”, nova obra climática do tailandês Apichatpong Weerasethakul, que venceu a Palma de Ouro em 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”. Ocupa oito salas – quatro no Rio e as demais em Niterói, Maceió, Porto Alegre e São Paulo. A trama se desenvolve em torno de um hospital na Tailândia que recebe 27 soldados vítimas de uma estranha doença do sono. O drama francês “A Linguagem do Coração”, de Jean-Pierre Améris (“O Homem que Ri”) faz o público chorar em apenas seis salas (quatro em São Paulo, mais Porto Alegre e Campinas). Passada em 1885, mostra a dedicação de uma freira para ajudar uma menina nascida surda e cega a ter convívio social. A história é baseada em fatos reais. Por fim, a comédia dramática argentina “Papéis ao Vento” ocupa uma única sala, o Cine Belas Artes em Belo Horizonte. Trata-se da mais recente adaptação do escritor Eduardo Sacheri (“O Segredo dos Seus Olhos”), que a direção de Juan Taratuto (“Um Namorado para Minha Esposa”) transforma em filme sensível e envolvente, comprovando a qualidade atual do cinema argentino. A história gira em torno de três amigos que decidem recuperar o investimento do quarto integrante da turma, recém-falecido, que apostou tudo o que tinha num jogador de futebol decadente. Divertido e humanista, pena o lançamento ser invisível pra a maioria dos brasileiros, pois é questão vital aprender como o cinema de nuestros hermanos consegue ser popular e artístico simultaneamente. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado

    Leia mais
  • Filme

    Diretora argentina de XXY fará seu primeiro filme em francês

    15 de fevereiro de 2016 /

    A cineasta argentina Lucía Puenzo, de filmes como “XXY” (2007), “O Menino Peixe” (2009) e “O Médico Alemão” (2013), prepara-se para fazer seu primeiro longa falado em francês. Ela vai filmar em Paris uma versão contemporânea da fábula “Barba Azul”, com coprodução do estúdio francês Pyramide, informou a revista Variety. O filme vai adaptar “Barbe Bleue”, romance escrito por Amelie Nothomb em 2012, centrado em Severine, uma jovem restauradora de pinturas do Louvre, que aluga um quarto em uma mansão luxuosa e se apaixona pelo proprietário. Ele lhe oferece a chance de trabalhar no quadro “Hylas and the Nymphs”, de John William Waterhouse. A peça, entretanto, é roubada, e as suspeitas levam Severine a investigar o destino de outras jovens que dividiram a residência com o rapaz. A premissa da trama é inspirada na famosa fábula escrita por Charles Perrault no século 15, sobre um nobre violento que tinha o costume de assassinar suas esposas. A adaptação está sendo escrita pela própria diretora em parceria com Sergio Bizzi, autor do conto em que Puenzo baseou seu filme “XXY”. “Quero fazer uma narrativa minuciosa sobre como uma pessoa pode ser apaixonar sabendo que se trata de alguém perigoso”, declarou a cineasta, que ainda definiu “Barbe Bleue” com uma mistura de fábula e horror. O elenco ainda não está definido, mas as filmagens estão marcadas para setembro, tendo o Louvre como um de seus sets.

    Leia mais
  • Filme

    Pablo Trapero vai estrear em Hollywood com filme sobre golpista famoso

    9 de fevereiro de 2016 /

    O diretor argentino Pablo Trapero vai estrear em Hollywood com o filme “The Man in the Rockefeller Suit”. Segundo o site Variety, ele foi contratado pela Fox Searchlight Pictures para comandar a história de uma das farsas mais famosas da história recente dos EUA. Baseado no livro homônimo de Mark Seal, o filme contará como Christian Karl Gerhartsreiter conseguiu enganar Wall Street, passando-se por um integrante da poderosa família Rockefeller. Mas ser um impostor foi o menor de seus crimes. Ele acabou condenado pela Justiça pelo assassinato, em 1985, de John Sohus. O criminoso alugava a casa de hóspedes da mansão da mãe de Sohus e escondeu o cadáver do jovem no jardim, sendo descoberto apenas nove anos após o homicídio. “The Man in the Rockefeller Suit” é um projeto antigo, que já havia rendido negociação com Scott Cooper (“Aliança do Crime”) e até com o brasileiro Walter Salles (“Na Estrada”). O roteiro está a cargo de David Bar Katz, que, curiosamente, até então só tinha escrito uma comédia besteirol, “O Peste” (1997), há 19 anos. Pablo Trapero, ao contrário, é um cineasta consagrado, com uma carreira repleta de prêmios e sucessos de bilheteria no cinema argentino, na qual se destacam “Leonera”, em que dirigiu Rodrigo Santoro, “Abutres”, “Elefante Branco” e o recente “O Clã”, que venceu o Leão de Prata do Festival de Veneza e o Goya de Melhor Filme Latino-Americano.

    Leia mais
  • Filme

    Olhos da Justiça: Remake de O Segredo de Seus Olhos ganha trailer legendado

    17 de novembro de 2015 /

    A Diamond Films Brasil divulgou o trailer legendado de “Olhos da Justiça”, o remake americano do suspense argentino “O Segredo de Seus Olhos” (2009), vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A prévia deixa imediatamente claro que se trata de um filme muito diferente, que enfatiza o que antes era sugerido, inventando uma trama de vingança, além de trocar o sexo de personagens e mudar os relacionamentos do filme original. A motivação do protagonista também é outra. Assim, o pagamento dos direitos autorais parece cobrir apenas o plágio de algumas cenas, que aparecem copiadas no trailer, embora sem a elegância e a técnica do diretor Juan José Campanella. A piada pronta é dizer que um gringo viu o filme argentino, não entendeu o que os atores falavam e inventou uma nova história para refilmar as melhores cenas. O gringo é Billy Ray (roteirista de “Jogos Vorazes”), que assina o roteiro e a direção do remake – é terceiro filme que ele dirige, todos thrillers. O elenco destaca Chiwetel Ejiofor (“12 Anos de Escravidão”), no papel que foi de Ricardo Darín, e Julia Roberts (“Álbum de Família”) como uma personagem que mudou de sexo, emprego e deixou de ser quase figurante para que o diretor pudesse incluir a atriz na produção. Por outro lado, Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”), que interpreta a protagonista feminina do filme original, quase nem aparece no trailer. Os demais atores são Dean Norris (série “Breaking Bad”), Michael Kelly (série “House of Cards”), Zoe Graham (“Boyhood”) e Joe Cole (série “Peaky Binders”). “Olhos da Justiça” estreia na sexta (20/11) nos EUA e três semanas depois, em 10 de dezembro, no Brasil.

    Leia mais
Mais Pipoca 
@Pipoca Moderna 2025
Privacidade | Cookies | Facebook | X | Bluesky | Flipboard | Anuncie