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  • Música

    C6 Fest anuncia line-up eclético da segunda edição

    5 de dezembro de 2023 /

    O C6 Fest anunciou nesta terça-feira (5/12) o line-up completo de sua segunda edição, que voltará a ocorrer no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, no segundo trimestre de 2024. O festival de música pretende “renovar a aposta em talentos emergentes e nomes consagrados” de diferentes gêneros. A lista completa tem como destaques a banda de rock alternativo Pavement, que marcou os anos 1990, e o duo de synth-pop Soft Cell, veteranos da década de 1980 que até hoje são lembrados pelo hit “Tainted Love”. Entre os novos talentos, a relação traz a maravilhosa Romy, cantora do grupo britânico The XX em seu trabalho solo, o trio britânico de música eletrônica Young Fathers, o duo americano de neosoul Black Pumas, o cantor de neosoul Daniel Caesar, o duo de hip hop alternativo Paris, Texas, o supergrupo de hip hop Dinner Party (não confundir com a banda feminina do momento, The Last Dinner Party), a banda pós-punk britânica Squid, as cantoras pop Noah Cyrus (irmã de Miley) e Raye, a nigeriana Ayra Starr, a indie Cat Power (que vai cantar Bob Dylan), o icônico DJ de house David Morales, além dos jazzistas Charles Lloyd Quartet, Jihye Lee Orchestra e Chief Adjuah, o cubano Cimafunk e os artistas brasileiros Fausto Fawcett e Jaloo (que vai convidar Gaby Amarantos para compartilhar seu palco). O C6 Fest também vai promover o intitulado “Baile Cassiano”, show que celebra o repertório do famoso artista paraibano de soul. A apresentação será comandada pelo diretor musical Daniel Ganjaman e terá vocais de Francisco Gil, Preta Gil, Liniker, Luccas Carlos e Negra Li. Além disso, o evento terá a iniciativa Pacubra, no Pavilhão das Culturas Brasileiras, com um line-up exclusivo de DJs como David Morales, Valentina Luz e a festa “Pista Quente”.   Sobre o festival No próximo ano, o C6 Fest terá três palcos com ingressos únicosm com exceção do palco destinado ao jazz, que terá vendas separadas com lugares marcados. Os ingressos terão pré-venda exclusiva com 20% de desconto para clientes do C6 Bank nos dias 6 e 7 de dezembro. A venda geral de tickets começa na sexta-feira (8/12), no site By Inti, com valores entre R$ 660 (diário) e R$ 1.200 (passaporte com acesso à Arena Heineken e Tenda Metlife). A programação de jazz no Auditório Ibirapuera terá ingressos entre R$ 560 e R$ 1.000. A próxima edição está marcada para os dias 17 e 19 de maio, no Parque do Ibirapuera (SP).   Line-up completo   Auditório Ibirapuera   17 de maio Jakob Bro Uma Elmo Jihye Lee Orchestra Charles Lloyd Quartet Daniel Santiago e Pedro Martins   19 de maio Dinner Party ft. Terrace Martin, Robert Glasper e Kamasi Washington Chief Adjuah   Arena Heineken, Tenda Metlife e Pacubra   18 de maio Black Pumas Raye Ayra Starr Cimafunk 2manydjs (live) Soft Cell Romy Jaloo convida Gaby Amarantos Pista Quente Fausto Fawcett Valentina Luz   19 de maio Daniel Caesar Baile Cassiano Young Fathers Paris Texas Pavement Cat Power sings Dylan ’66’ Noah Cyrus Squid Jair Naves David Morales (Sunday Mess) DJ Meme

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  • Música

    Janis – Little Girl Blue prefere as desgraças da vida à música de Janis Joplin

    18 de julho de 2016 /

    Perturba bastante no documentário “Janis – Little Girl Blue” o modo como a diretora Amy Berg expõe de maneira tão enfática a dor e a solidão de Janis Joplin. Muitas vezes, usando apenas as letras de suas canções, simples, mas que sempre falavam da falta de alguém ou de relacionamentos em geral. Inclusive, há uma cena em que Janis fala, antes de começar a cantar “Cry baby”, sobre o caso do sujeito que ela conheceu no Brasil e que resolveu ir embora porque não aguentava vê-la envolvida com heroína. O fato de ela dizer, pra todo mundo ouvir, é tocante, mas ao mesmo tempo incômodo. As entrevistas que ela dava à imprensa também não ofereciam muita coisa. Demonstravam mais sua insegurança e os repórteres sabiam disso e tocavam na ferida. Assim como iam buscar sua pior fase de escola e faculdade, quando ela sofria bullying por ser diferente e estar fora dos padrões de beleza vigentes naquela cidadezinha do Texas que ela preferiu deixar pra trás, em busca da alegria de ser uma grande cantora em São Francisco e além. E isso ela conseguiu em bem pouco tempo, quando integrou a Big Brother Holding Company. Ela acabou ficando maior do que a banda e logo se lançou em carreira solo. A relação com as drogas passa um certo ar de déjà vu, repetindo o périplo de outros documentários recentes e superiores sobre outras cantoras fantásticas: “Amy”, de Asif Kapadia, e “Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle. Comparado a estas duas obras, o filme sobre Janis fica até pequeno, tanto porque sua história de vida não é tão bem explorada, quanto pelas imagens de arquivo não serem suficientemente ricas. Ao menos, as cartas de Janis, narradas por Cat Power, vez ou outra, funcionam como um elemento pessoal bem-vindo. Ao enfatizar o lado mais pessoal de Janis, acaba faltando espaço para o documentário explorar a força de sua música. As únicas que merecem espaço no documentário – e merecidamente, por serem lindas – são “Summertime”, que tem aquele solo de guitarra maravilhoso e uma interpretação fantástica de Janis, numa reinvenção genial do clássico de George Gershwin, e “Me and Bobby McGee”, composição de Kris Kristofferson e Fred Forster, já da última fase da cantora, quando ela conheceu um produtor que soube ensiná-la a trabalhar melhor o vocal, rendendo uma canção menos gritada e mais sutil. No mais, não há como não ficar comovido com o caso do telegrama ao final do filme, que mostra mais uma dessas histórias de amor prestes a bater à sua porta, mas que a falta de paciência faz se perder. No caso dela, então, é de se lamentar mesmo. Morrer é fácil. Viver é que é difícil.

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  • Filme

    Estreias: A Era do Gelo – O Big Bang derrete em mais de mil cinemas

    7 de julho de 2016 /

    “A Era do Gelo – O Big Bang” é o blockbuster da semana. Trata-se de mais uma continuação animada, como “Procurando Dory”. A diferença é que já é o quinto episódio da franquia, que a esta altura já está parecendo uma série e faria mais sentido na TV. O filme leva a 1.159 salas mais um desastre natural que Manny e seus amigos terão que sobreviver, sendo 619 em 3D e 12 salas IMAX. A história não só parece, como é repetitiva, resultando em algumas das piores críticas de uma animação em 2016 – só 8% de aprovação no Rotten Tomatoes. A versão brasileira ainda destaca dublagem de certo Youtuber, o que pode ser considerado incentivo ou o prego final, dependendo do ponto de vista. Como ainda há muitos blockbusters em cartaz, os demais lançamentos ficaram restritos a um circuito bem menor. O maior deles é “Florence – Quem é essa Mulher?”, estrelado por Meryl Streep, que leva a 90 salas um déja vu. Vítima do cronograma de estreias nacionais, o filme chega aos cinemas apenas duas semanas após o francês “Marguerite” contar basicamente a mesma história, com outra personagem real. Tanto Florence quanto Marguerite foram socialites ricas que, paparicadas pelos amigos, convenceram-se que eram grandes cantoras de ópera, sem sequer soarem afinadas. Detalhe: ambos os filmes são ótimos, com qualidades próprias. A programação, por sinal, está bastante feminina. Outro longa intitulado com nome de mulher é “Julieta”, de Pedro Almodóvar (“A Pele que Habito”). Selecionado no último Festival de Cannes, leva a 55 telas uma adaptação livre de contos da escritora canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de literatura, acompanhando a personagem-título por várias décadas e duas atrizes diferentes. Ainda que mais dramático que o costume, o filme repete o tema da mãe com problemas emocionais e carrega as cores que tanto marcam a filmografia do espanhol. “Janis – Little Girl Blue” é um documentário sobre a cantora Janis Joplin, da premiada documentarista Amy Berg (“West of Memphis”), narrado por outra cantora, Cat Power, através de cartas escritas pela própria Janis ao longo dos anos. Sensível, talvez seja a obra mais reveladora sobre a roqueira que amava o blues, mas também o sexo, as drogas e o álcool, e nesse sentido não deixa de ter eco no impactante “Amy”. Em 39 salas. O único lançamento nacional da semana também é um documentário, “Menino 23”, de Belisário Franca (“Amazônia Eterna”), sobre um projeto criminoso de eugenia conduzido por admiradores do nazismo no Brasil, nos anos 1930. O testemunho dos únicos sobreviventes é um escândalo que os livros de história não contam. Muito bem conduzido, com ritmo de investigação, o trabalho de Franca contextualiza o horror racista que chegou a fazer até parte da Constituição brasileira da época. Impressionante e obrigatório, o filme não teve seu circuito divulgado. A programação se completa com o drama “Um Belo Verão”, que ocupa duas salas em São Paulo. Infelizmente para poucos, o longa de Catherine Corsini (“Partir”) foi um dos destaques do cinema francês do ano passado, premiado em festivais e indicado ao César. Passado nos anos 1970, acompanha o romance entre uma professora feminista e uma jovem que esconde seu lesbianismo da família, até que têm sua ligação testada quando se mudam para o interior, numa época de preconceitos irredutíveis.

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