Atriz de O Grande Gatsby vai estrelar minissérie do roteirista de O Leitor
A atriz Carey Mulligan (“O Grande Gatsby”) vai estrelar “Collateral”, nova minissérie da BBC. A produção será curta, de apenas quatro episódios, e escrita por David Hare (“O Leitor” e “Negação”), que já trabalhou com Mulligan no musical “Skylight”, da Broadway. As únicas informações sobre o projeto é que ele se passa nos dias de hoje e cada episódio representará um dia diferente da história. As gravações vão começar em abril.
Jake Gyllenhaal e Carey Mulligan vão estrelar primeiro filme dirigido pelo ator Paul Dano
O ator Paul Dano vai dirigir seus colegas Jake Gyllenhaal (“Evereste”) e Carey Mulligan (“O Grande Gatsby”) em seu primeiro filme como diretor. Ainda jovem, mas com um currículo de filmes premiados, como “Pequena Miss Sunshine” (2006), “Sangue Negro” (2007) e “12 Anos de Escravidão” (2013), Dano vai estrear na direção com “Wildlife”, adaptação do romance homônimo do escritor Richard Ford. O livro traz a história de um garoto que acompanha a derrocada do casamento dos pais após a mãe se apaixonar por outro homem. Segundo o site da revista Variety, Gyllenhaal também será um dos produtores da adaptação, que tem roteiro do próprio Dano em parceria com sua namorada Zoe Kazan. O casal já dividiu a cena na comédia romântica “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita”, que ela escreveu. Dano e Gyllenhaal, por sua vez, recentemente trabalharam juntos no filme de monstro “Okja”, do cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), atualmente em pós-produção. “Wildlife” ainda não tem previsão de estreia.
As Sufragistas dá perspectiva histórica ao feminismo
“As Sufragistas” reflete bem o espírito dos tempos atuais, em especial do último ano, que testemunhou o avanço do feminismo nas redes sociais e nas artes. O filme é estrelado, escrito, dirigido e produzido por mulheres, num exemplo claro de que o empoderamento feminino de sua trama não deve ficar só na retórica. De fato, a produção supre uma imensa lacuna, levando até a a questionar por que há tão poucos trabalhos sobre a ascensão histórica do feminismo. Afinal, se a mulher hoje pode votar, exercer o seu direito de cidadania e assumir cargos públicos é por causa do esforço e do sacrifício dessas pioneiras que perderam a família, os empregos e até mesmo a própria vida para que o sonho de uma vida digna fosse materializado. Dirigido por Sarah Gavron (“Brick Lane”) e escrito por Abi Morgan (roteirista de “Shame” e “A Dama de Ferro”), “As Sufragistas” acompanha a jornada de Maud Watts, interpretada de forma inspirada pela bela e talentosa Carey Mulligan (“O Grande Gatsby”). Maud é uma jovem que trabalha como lavadeira em uma empresa administrada por um homem acostumado a abusar sexualmente de suas empregadas. E, ao chegar cansada do trabalho, ainda tem que cuidar do filho e do marido (Ben Wishaw, de “007 Contra Spectre”). Ela encontra uma razão para viver ao se aliar a um grupo de mulheres rebeldes que praticam a desobediência civil para chamar a atenção da sociedade. Se com palavras ninguém as ouve, por que não quebrar vidraças, incendiar caixas postais e, se necessário, até mesmo ir para a cadeia para deixarem de ser ignoradas? Um dos pontos mais interessantes da produção está na forma como os investigadores de polícia, encabeçados pelo ótimo Brendan Gleeson (“O Guarda”), tratam o vandalismo femininista como atos de extrema periculosidade, como se aquelas mulheres fossem agentes subversivos ou algo do tipo. De certa forma, os protestos não deixam mesmo de representar uma ameaça para a sociedade machista, que via aqueles protestos como imorais, por sugerirem que as mulheres deixassem de se manter passivas diante da lei e da cultura opressoras. O maior perigo que “As Sufragistas” corre, porém, é pintar os homens de forma excessivamente caricata. A única exceção é o farmacêutico casado com a personagem de Helena Bonham Carter (“Os Miseráveis”), que apoia as ações da esposa, uma das líderes do movimento sufragista. Outra líder, por sinal, é vivida por Meryl Streep (“A Dama de Ferro”). O filme podia obter melhor resultado do ponto de vista artístico, mas, ainda que abrace uma narrativa convencional, a diretora Sarah Gavron se sai bem, tanto na criação de suas adoráveis e corajosas personagens quanto no cuidadoso trabalho de reconstituição de época. Além disso, serve como lição de História e permite o debate de uma importante questão sociocultural.


