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    Estreias: “Aranhaverso”, comédias pro Dia dos Pais e as novidades do streaming

    11 de agosto de 2023 /

    A mais recente animação do Homem-Aranha finalmente chega no cinema em casa, enquanto as plataformas de streaming lançam filmes inéditos para adolescentes e fãs do cinema de ação. Entre gritos de terror, explosões e beijos, a programação digital também reserva duas comédias para comemorar o Dia dos Pais em família. Confira abaixo os 10 principais lançamentos online da semana.   HOMEM-ARANHA: ATRAVÉS DO ARANHAVERSO | VOD*   Com duração de 2 horas e 20 minutos, a nova adaptação dos quadrinhos da Sony/Marvel é a animação mais longa já produzida em Hollywood. E também uma das mais bonitas já feitas, graças ao visual extremamente colorido – inspirado tanto nos quadrinhos quanto na pop art. Continuação de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, a produção traz uma nova aventura de Miles Morales (voz original de Shameik Moore) e Gwen-Aranha (Hailee Steinfeld). Convidado por Gwen a conhecer o centro do Aranhaverso, onde todos os Homens-Aranhas de diferentes realidades convivem, Miles também reencontra o Peter Parker (Jake Johnson) do primeiro filme, que agora tem uma filha, e descobre o que todos, menos ele, têm em comum: uma tragédia em suas histórias de origem. Ao perceber que a tragédia em sua família está prestes a acontecer, Miles decide impedi-la, o que o coloca contra o Homem-Aranha 2099, dublado por Oscar Isaac (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), para quem uma mudança na linha do tempo poderia acabar com o Aranhaverso. Inconformado, Miles prefere fazer seu próprio destino, originando o conflito da trama, que ainda inclui um vilão capaz de viajar pelo multiverso. Mas o que mais chama atenção no longa é que cada personagem tem seu próprio estilo visual, muitos deles contrastantes, que ainda assim combinam maravilhosamente bem com a narrativa. A direção está a cargo do trio formado por Kemp Powers (roteirista e co-diretor de “Soul”), o português Joaquim dos Santos (“Avatar: A Lenda de Korra”) e Justin K. Thompson (especialista em backgrounds que trabalhou em “Star Wars: Clone Wars”). Eles substituem o trio original vencedor do Oscar de Melhor Animação, formado por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman. Já o roteiro ficou a cargo dos produtores do primeiro longa, Phil Lord e Chris Miller, junto com David Callaham (“Mulher-Maravilha 1984”).   VERMELHO, BRANCO E SANGUE AZUL | AMAZON PRIME VIDEO   Adaptação do best-seller de Casey McQuiston, a comédia romântica traz Taylor Zakhar Perez (“A Barraca do Beijo 3”) como Alex Claremont-Diaz, filho da presidente dos Estados Unidos, e Nicholas Galitzine (“Cinderela”) na pele do príncipe britânico Henry. Os dois têm muito em comum: beleza estonteante, carisma inegável, popularidade internacional e um total desdém um pelo outro. Separados por um oceano, sua rivalidade nunca foi um problema, até que um desastroso – e muito público – confronto em um evento real se torna alimento para tabloides, potencialmente colocando em risco as relações entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha no pior momento possível. Para controlar os danos, suas famílias poderosas forçam os dois rivais a uma “trégua” encenada. Mas o que a princípio começa como uma amizade falsa e instagramável se transforma em algo mais significativo do que Alex ou Henry poderiam imaginar. Logo Alex se vê envolvido em um romance secreto com um Henry surpreendentemente desajeitado, o que pode complicar a campanha de reeleição de sua mãe e implodir de vez as relações entre as duas nações. Direção e roteiro são assinados pelo dramaturgo Matthew López (“The Inheritance”), vencedor do Tony, que faz sua estreia em longas-metragens. A produção é de Greg Berlanti (o criador do “Arrowverso” e diretor de “Com Amor, Simon”), e o elenco coadjuvante traz Uma Thurman (“Kill Bill”) como presidente dos EUA, além de Clifton Collins Jr. (“Westworld”), Sarah Shahi (“Adão Negro”), Rachel Hilson (“Com Amor, Victor”), Stephen Fry (“Sandman”), Ellie Bamber (“Willow”) e Thomas Flynn (“Bridgerton”).   ZOEY 102 | PARAMOUNT+   Jamie Lynn Spears (a irmã de Britney) volta ao papel de Zoey Brooks, 15 anos após o final da série da Nickelodeon, para o primeiro filme derivado da atração. Na trama, os personagens já passaram da adolescência e encaram os desafios da vida adulta. Após anos afastados desde o fim do Ensino Médio, todos se reúnem para celebrar um casamento: de Quinn (Erin Sanders) e Logan (Matthew Underwood). Mas alguns casais não permaneceram juntos ao final da série, como Zoey e Chase (Sean Flynn). Para evitar a saia justa, Zoey decide contratar um namorado fictício para acompanhá-la e evitar que encontre o ex-namorado solteira. Com uma proposta nostálgica, a trama também promete revelar os destinos de outros personagens queridos, como Michael Barrett (Christopher Massey), melhor amigo de Chase. Além disso, Abby Wilde e Jack Salvatore voltam como Stacey Dillsen e Mark Del Figgalo, respectivamente. Mas nem todos integrantes do elenco original estarão presentes no longa. Por mais que sua ausência já fosse esperada, a atriz Alexas Nikolas realmente não aparece na produção. Nos últimos anos, ela relatou diversas acusações de abuso infantil contra o criador do seriado, Dan Schneider. Na série, ela deu vida à Nicole Bristow, colega de quarto e melhor amiga de Zoey até a 2ª temporada. Outros personagens ausentes são Lola Martinez, interpretada por Victoria Justice, e o ator indicado ao Oscar Austin Butler, que interpretou James Garret. Enquanto Justice entrou na série na 2ª temporada como nova colega de quarto de Zoey, o intérprete de Elvis no cinema foi o interesse amoroso da protagonista na 4ª e última temporada. Além dos rostos conhecidos, o filme apresentará novos personagens. Thomas Lennon (“Reno 911!”) será Kelly Kevyn, o chefe de Zoey, enquanto Owen Thiele (“Theater Camp”) assumirá o papel de Archer March, um amigo próximo da protagonista. Por fim, Dean Geyer (“A Praia Assassina”) será Todd, o namorado de mentira de Zoey. É importante ressaltar que Dan Schneider, criador da série original, não está envolvido na produção. Responsável por outros programas de sucesso do canal, como “Drake & Josh” e “Brilhante Vitória”, ele permanece afastado de todos os projetos da Nickelodeon/Viacom após sofrer uma série de acusações de assédio sexual e moral.   AGENTE STONE | NETFLIX   O thriller de ação estrelado e produzido por Gal Gadot (a “Mulher-Maravilha”) investe em cenas intensas, explosões e muita tensão para introduzir a história de uma agência secreta de espionagem, que usa tecnologia avançada para impedir ameaças potenciais à segurança global. Entretanto, enquanto os agentes comemoram seus feitos, são inesperadamente derrotados por uma hacker. Inconformada, a protagonista resolve agir mesmo sem o apoio do computador conhecido como Coração, contando com sua habilidade e seus parceiros de confiança para derrotar os inimigos. O elenco também conta com Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”), Matthias Schweighöfer (“Army of the Dead”), Jing Lusi (“Podres de Ricos”), Paul Ready (“The Terror”) e a indiana Alia Bhatt (“RRR: Revolta, Rebelião, Revolução”) como a antagonista. O filme é uma tentativa clara da Netflix de estabelecer uma nova franquia de ação estrelada por grandes estrelas, por isso apela para sequências ao estilo de James Bond, mas com uma mulher maravilha no centro de tudo. Gadot é a força motriz da trama, com Dornan mostrando tons de cinza sob a aparência descontraída de seu personagem. A química natural entre os dois carrega o filme, mas não é suficiente para diferenciá-lo de uma versão genérica de 007/Missão: Impossível. O roteiro é do autor de quadrinhos Greg Rucka (“The Old Guard”) e de Allison Schroeder (“Estrelas Além do Tempo”), e a direção é de Tom Harper (“The Aeronauts”). E todo esse esforço acabou destruído pela crítica nos EUA, com apenas 25% de aprovação no Rotten Tomatoes.   DEMONÍACA | VOD*   O terror explora a angústia de uma família em uma fazenda remota no Texas. A trama começa quando os irmãos Louise (Marin Ireland, de “The Umbrella Academy”) e Michael (Michael Abbott Jr., de “Amor Bandido”) visitam a fazenda da família, onde seu pai está à beira da morte. A mãe os recebe com relutância, alertando sobre uma força diabólica que tomou posse da casa. Com o tempo, eles percebem que algo sinistro realmente se apoderou dos pais, manifestando-se através de visões perturbadoras e eventos cada vez mais violentos. A sensação de abandono da fazenda e o vazio entre os membros da família formam um cenário perfeito para o mal, que cresce mais audaz e inquietante conforme o filme avança. A direção é de Bryan Bertino, que ganhou notoriedade em 2008 com seu trabalho de estreia “Os Estranhos”. Agora, o diretor retorna às suas raízes do horror, aplicando uma abordagem sombria e minimalista como em seu filme anterior. Ele evita o uso excessivo de trilhas sonoras estridentes ou clichês visuais, optando por um estilo de direção que induz medo de maneira mais sutil e impactante. A obra mantém uma consistência estilística com “Os Estranhos”, evidenciando o comprometimento do diretor com um horror niilista e implacável.   O JUIZO | VOD*   O terror brasileiro chama atenção por ser uma produção em família, dirigida por Andrucha Waddington (“Sob Pressão”), escrita por sua esposa Fernanda Torres (autora de “Os Outros”) e estrelada por seu filho, Joaquim Torres Waddington (“Diário de um Confinado”), e até sua sogra famosa, Fernanda Montenegro (“Doce de Mãe”). Trata-se de uma história de maldição sobrenatural com raízes na escravidão, que até lembra as tramas dos antigos quadrinhos de Júlio Shimamoto. Em crise no casamento devido ao alcoolismo e por ter perdido o emprego, Augusto Menezes (Felipe Camargo, de “Santo Maldito”) decide se mudar com esposa (Carol Castro, de “Maldivas”) e filho (Joaquim Torres Waddington) para uma fazenda herdada de seu avô. O que ele não imaginava era que a propriedade fosse assombrada por Couraça (o rapper Criolo) e Ana (Kênia Bárbara, de “Os Outros”), escravos decididos a se vingar dos antepassados de Augusto.   MEU PAI É UM PERIGO | VOD*   A comédia de Dia dos Pais gira em torno dos problemas de relacionamento entre um filho adulto (Sebastian Maniscalco, de “Green Book: O Guia”) e seu pai (Robert De Niro, de “O Irlandês”). A trama acompanha Sebastian, um sujeito que está prestes a visitar a família rica da sua namorada (Leslie Bibb, de “O Legado de Júpiter”). Sem ter onde deixar o pai idoso, ele acaba levando-o na viagem. Uma vez lá, o pai parece fazer de tudo para envergonhar o filho – até matar o pavão de estimação da família da nora, para servi-lo no jantar. Mas, aos poucos, os dois começam a criar uma conexão que não existia antes. Considerado sem graça pela maioria da crítica, o filme dirigido por Laura Terruso (“Dançarina Imperfeita”) ainda conta com Kim Cattrall (“How I Met Your Father”), Anders Holm (“Inventando Anna”), David Rasche (“Succession”) e Brett Dier (“Jane the Virgin”) no elenco.   PAPAI É POP | AMAZON PRIME VIDEO   Outra comédia de Dia dos Pais, a produção brasileira traz o ator Lázaro Ramos aprendendo a ser pai. Ele vive Tom, um homem comum que vê sua vida mudar com o nascimento da filha. Ao lado da esposa Elisa (Paolla Oliveira), precisa aprender na prática como cuidar da bebezinha e, em meio a situações da vida cotidiana, passar por uma transformação radical para se tornar um pai presente. Baseado no livro homônimo de Marcos Piangers, o filme mostra a diferença entre teoria e prática em relação à paternidade – e vai fundo no didatismo. O roteiro é de Ricardo Hofstetter (“Malhação”) e a direção de Caito Ortiz (do divertido “O Roubo da Taça”).   FERVO | STAR+   A comédia brasileira tem praticamente a premissa da série “Ghost” (Paramount+). Um casal se muda para uma nova casa, sem saber que ela é assombrada, e começa a interagir com os fantasmas, que são mais divertidos que assustadores. O diferencial nacional é que a casa costumava ser um local de “fervo” LGBTQIAP+ e agora reúne drag queens do além. Além disso, o enredo é estruturado a base de esquetes, que possibilitam um desfile enorme de convidados especiais – de Paulo Vieira a Marcelo Adnet. A direção é de Felipe Joffily, que na semana passada lançou outra comédia nos cinemas, “Nas Ondas da Fé”. Já o elenco...

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  • Filme

    “Sobrenatural 5” e Zé do Caixão assombram a programação de cinema

    6 de julho de 2023 /

    O circuito aproveita uma pausa na sucessão de blockbusters de ação para trazer o terror de volta aos cinemas, após mais de um mês sem lançamentos do gênero. O quinto filme da franquia “Sobrenatural” é o maior lançamento desta quinta-feira (6/7). E vem acompanhado de outro título sombrio, com a exibição em circuito limitado de um antigo filme perdido de Zé do Caixão, o mestre do horror brasileiro. Entre os destaques da programação, também há uma nova comédia criminal de François Ozon (“Frantz”). Ao todo, sete títulos entram em cartaz nas maiores cidades, cinco deles brasileiros. Confira abaixo a relação completa.   | SOBRENATURAL: A PORTA VERMELHA |   O quinto filme da franquia de terror se passa 13 anos após os acontecimentos do longa original e marca a estreia do ator Patrick Wilson (“Invocação do Mal”) como diretor. Com sua presença também no elenco, a trama traz o foco de volta à família original, os Lamberts, com Josh (Wilson), Renai (Rose Byrne, de “Vizinhos”) e seu filho já crescido Dalton (Ty Simpkins, visto recentemente em “A Baleia”) enfrentando problemas novos e mais assustadores. Vale lembrar que, enquanto os dois primeiros filmes traziam os Lamberts como personagens principais, o terceiro e quarto foram centrados na parapsicóloga Elise Rainier (Lin Shaye). Na trama, Josh está entrando na faculdade, quando começa a lembrar vagamente de ter sido assombrado na infância. Conforme as visões ficam mais nítidas, o terror também se torna mais próximo e faz com que a família decida acabar com todos os segredos para enfrentar tudo o que os assombra. O roteiro é assinado por Scott Teems (“Halloween Kills”), que se baseou numa história desenvolvida por um dos criadores da franquia, o roteirista Leigh Whannell. Whannell também produz o filme, junto com James Wan (diretor do original), Oren Peli (produtor da franquia) e Jason Blum (dono do estúdio Blumhouse).   | A PRAGA |   O terror de estética trash é nada menos que um filme perdido de José Mojica Marins, o mais famoso cineasta brasileiro do gênero, que faleceu em fevereiro de 2020. Com narração feita pelo próprio Zé do Caixão, personagem icônico de Marins, “A Praga” conta a história de Juvenal (Felipe Von Rhein), um jovem que, ignorando os perigos, provoca uma velha senhora e acaba sendo amaldiçoado com uma fome insaciável por carne crua. A trama se desenrola com uma corrida desesperada para se livrar da praga e sobreviver aos horrores proferidos pela bruxa. O roteiro foi escrito pelo próprio Mojica ao lado do parceiro de longa data, o roteirista Rubens Francisco Luchetti, conhecido por escrever os filmes mais populares do Ivan Cardoso, “O Segredo da Múmia” (1982) e “As Sete Vampiras” (1986), além de quadrinhos clássicos de terror dos anos 1960. O projeto, por sinal, é dessa época. Começou como parte da antologia “Além, Muito Além do Além”, escrita por Luchetti e exibida pela TV Bandeirantes em 1966. Mas o material foi perdido em um incêndio na emissora. Apesar de Mojica ter tentado refilmar a obra na década de 1980, ele não conseguiu concluí-la. Nos últimos 15 anos, o diretor Eugenio Puppo se dedicou a encontrar os rolos originais do filme perdido. Com negativos restaurados em 4K, a trilha sonora foi remasterizada e as cores foram ajustadas. Em uma parceria da Heco Produções com a Elo Studios, o filme foi finalmente finalizado para chegar aos cinemas.   | O CRIME É MEU |   O premiado cineasta francês François Ozon (“Frantz”) dirige essa divertida farsa, em que um crime transforma a vida de uma atriz fracassada. A trama se passa na Paris dos anos 1930, quando Madeleine, uma atriz pobre e endividada, e sua melhor amiga Pauline, uma advogada desempregada, estão prestes a ser despejadas. Tudo muda quando elas se tornam suspeitas de um crime e Madeline decide confessar ter assassinado um famoso produtor. Com a ajuda de Pauline, ela consegue ser absolvida por legítima defesa. O julgamento a torna famosa, rendendo-lhe convites para peças e mudando sua trajetória. Mas assim que sua nova vida começa, outra mulher aparece, dizendo-se a verdadeira assassina. O elenco destaca Nadia Tereszkiewicz (“A Última Rainha”), Rebecca Marder (“A Garota Radiante”), Isabelle Huppert (“A Sindicalista”), Fabrice Luchini (“O Melhor Está por Vir”) e Dany Boon (“Mistério em Paris”).   | UM DIA CINCO ESTRELAS |   Estevam Nabote (“Tô de Graça”) estrela a nova comédia de Hsu Chien (“Desapega!”) como um homem apaixonado por Mozão, um Opala dos anos 1970. Quando a situação econômica aparte, ele decide trabalhar como motorista de aplicativo. O filme acompanha as situações inusitadas e divertidas que mudam sua vida a partir do novo trabalho. O título, entretanto, não reflete nada disso, referindo-se a um dia de spa de sua sogra, vivida por Nanny People (“Quem Vai Ficar com Mario?”). Com clima de sitcom do Multishow, o elenco também destaca Aline Campos (“Vai que Cola”) e Danielle Winits (“Esposa de Aluguel”).   | OS AVENTUREIROS – A ORIGEM |   Depois de vários filmes digitais, Luccas Neto lança suas aventuras juvenis pela primeira vez no cinema, sem mudar as características genéricas e os efeitos baratos. Na trama, Luccas e seus amigos decidem invadir o laboratório do recém-desaparecido cientista Honório Flacksman e acabam sugados para um portal que os levam para outra dimensão – a Cidade da Alegria. Lá, eles são abordados pela chefe dos Guardiões, que os interroga, suspeitando que estejam envolvidos no recente sumiço do mapa das Pedras do Poder. Para completar, também viram super-heróis, com direito a uniformes e codinome. A direção é de André Pellenz (“Detetives do Prédio Azul”).   | CANÇÃO AO LONGE |   O novo drama da mineira Clarissa Campolina (“Girimunho”) explora a busca de identidade e de um lugar no mundo. A protagonista vivida pela estreante Mônica Maria deseja mudar-se da casa, que compartilha com a mãe e a avó, e onde se sente deslocada. Ela é a única mulher de pele escura na família. Nesse movimento, Jimena também lida com sua origem, seu corpo, suas escolhas e se depara com o preconceito e o silêncio de suas relações familiares.   | ODESZA – THE LAST GOODBYE CINEMATIC EXPERIENCE |   O documentário registra a nova turnê da dupla americana de música eletrônica Odesza. Por meio de entrevistas com os artistas, seus fãs e membros de sua equipe criativa, o filme oferece uma visão divertida e sincera sobre a conexão entre a banda e seus fãs, sobre como as experiências de vida moldaram a criação de seu último álbum e como Odesza foi de aspirante a músicos de uma cidade interiorana a três vezes indicado ao prêmio Grammy.

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    Festival de Brasília começa nesta segunda com filmes premiados

    14 de novembro de 2022 /

    A 55ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, um dos mais tradicionais festivais de cinema do país, começa nessa segunda (14/11) com uma programação diferente. Em vez de apresentar uma seleção de filmes inéditos, o evento vai contar com produções já exibidas e premiadas em outros festivais. Ao todo, serão exibidos 40 filmes, nos formatos de curta, média e longa-metragem, divididos em mostras competitivas, sessões especiais e homenagens. A Mostra Competitiva Nacional de Longas-Metragens terá seis filmes: “Mato Seco em Chamas”, “Espumas ao Vento”, “Rumo”, “Mandado”, “Canção ao Longe” e “A Invenção do Outro”. Dirigido por Adirley Queirós e Joana Pimenta, “Mato Seco em Chamas” já foi exibido no Festival do Rio, de onde saiu premiado com o Troféu Redentor de Melhor Fotografia e com o Prêmio Especial do Júri. O filme é uma ficção científica distópica passada na Ceilândia, em Brasília, e acompanha três mulheres que recolhem petróleo de oleodutos subterrâneos e o refinam para transformá-lo em gasolina. “Espumas ao Vento”, tem direção de Taciano Valério, e mostra a catástrofe ocorrida durante espetáculo de uma trupe artística, num evento que leva duas irmãs a redefinirem as suas vidas. Depois disso, as irmãs precisam conviver com as consequências e lembranças do acontecimento, ao mesmo tempo que se deparam com um pastor que planeja expandir o reino de Deus na Terra. Com direção da dupla Bruno Victor e Marcus Azevedo, “Rumo” é um retrato do Brasil da era Bolsonaro. Abordando temáticas sociais que foram suprimidas nos últimos anos, o filme fala sobre os programas de cotas raciais implantadas em diversas universidades nos últimos 20 anos. “Mandado”, de João Paulo Reys e Brenda Melo Moraes, é um documentário que narra os eventos ocorridos na favela alguns meses antes do início da Copa do Mundo de 2014 (que aconteceu no Brasil) e mostra as consequências do mandado de busca emitido pela Justiça, que autorizou a Polícia a entrar em todas as casas de duas favelas cariocas. O filme tem entrevistas com Marielle Franco, além de jornalistas e moradores do Complexo da Maré. Com direção de Clarissa Campolina, “Canção ao Longe” acompanha o dia-a-dia de Jimena, uma jovem em busca da sua identidade que reescreve suas relações familiares ao criar novas formas de estabelecer vínculos amorosos, de amizade e trabalho. E “A Invenção do Outro”, de Bruno Jorge, é um documentário sobre a morte do sertanista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, assassinados há alguns meses na Amazônia. O Festival de Brasília também contará com uma mostra de curtas (em que 12 filmes foram selecionados) e uma mostra competitiva Brasília (composta por mais quatro longas e oito curtas). Todos eles disputam o Troféu Candango. A programação ainda terá Sessões Especiais, a Mostra Reexistências, a Mostra Festival dos Festivais (dedicadas a filmes prestigiados do cinema brasileiro) e uma homenagem ao cineasta Jorge Bodanzky. Neste último caso, serão exibidos os filmes “Distopia Utopia” e “Amazônia, a Nova Minamata?”, ambos dirigidos por Bodanzky, além de “Compasso de espera”, dirigido por Antunes Filho e fotografado por Jorge Bodanzky. O 55º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro acontece até o dia 20 de novembro no Cine Brasília, em Brasília. O encerramento será com sessão especial do filme “Diálogos com Ruth de Souza”, de Juliana Vicente, uma homenagem à consagrada atriz (1921-2019). Confira abaixo a lista dos filmes selecionados. Mostra Competitiva Nacional – Longas “Mato Seco em Chamas” (DF), direção de Adirley Queirós e Joana Pimenta “Espumas ao Vento” (PE), direção de Taciano Valério “Rumo” (DF), direção de Bruno Victor e Marcus Azevedo “Mandado” (RJ), direção de João Paulo Reys e Brenda Melo Moraes “Canção ao Longe” (MG), direção de Clarissa Campolina “A Invenção do Outro” (SP/AM), direção de Bruno Jorge Mostra Competitiva Nacional – Curtas “Big Bang” (MG/RN), direção de Carlos Segundo “Ave Maria” (RJ), direção de Pê Moreira “Nossos Passos Seguirão os Seus…” (RJ), direção de Uilton Oliveira “Anticena” (DF), direção de Tom Motta e Marisa Arraes “Calunga Maior” (PB), direção de Thiago Costa “Sethico” (PE), direção de Wagner Montenegro “Escasso” (RJ), direção: Encruza – Clara Anastácia e Gabriela Gaia Meirelles “São Marino” (SP), direção de Leide Jacob “Capuchinhos” (PE), direção de Victor Laet “Nem o Mar tem Tanta Água” (PB), direção de Mayara Valentim “Um Tempo Para Mim” (RS), direção de Paola Mallmann de Oliveira “Lugar de Ladson” (SP), direção de Rogério Borges Mostra Brasília – Longas “Capitão Astúcia”, direção de Filipe Gontijo “Profissão Livreiro”, direção de Pedro Lacerda “Afeminadas”, direção de Wesley Godim “O Pastor e o Guerrilheiro”, direção de José Eduardo Belmonte Mostra Brasília – Curtas “Desamor”, direção de Herlon Kremer “Super-Heróis”, direção de Rafael de Andrade “Plutão Não É Tão Longe Daqui”, direção de Augusto Borges e Nathalya Brum “Manual da Pós-Verdade”, direção de Thiago Foresti “Tá Tudo Bem”, direção de Carolina Monte Rosa “Virada de Jogo”, direção de Juliana Corso “Levante pela Terra”, direção de Marcelo Cuhexê “Reviver”, direção de Vinícius Schuenquer Sessões Especiais “Quando a Coisa Vira Outra” (DF), direção de Marcio de Andrade “Diálogos com Ruth de Souza” (SP), direção de Juliana Vicente Mostra Reexistências “O Cangaceiro da Moviola” (MG/RJ), direção: de Luís Rocha Melo “Não É a Primeira Vez que Lutamos pelo Nosso Amor” (RJ), direção de Luis Carlos de Alencar “Uýra – A Retomada da Floresta” (AM), direção de Juliana Curi “Cordelina” (PB), direção de Jaime Guimarães Mostra Festival dos Festivais “A Filha do Palhaço” (CE), direção de Pedro Diógenes “Três Tigres Tristes” (SP), direção de Gustavo Vinagre “Fogaréu” (GO), direção de Flávia Neves Homenagem Jorge Bodanzky “Distopia Utopia”, direção de Jorge Bodanzky “Compasso de Espera”, direção de Antunes Filho “Amazônia, a Nova Minamata?”, direção de Jorge Bodanzky

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