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  • Tresspass Against Us
    Filme

    Trespass Against Us: Michael Fassbender vive criminoso em trailer com trilha dos Chemical Brothers

    27 de setembro de 2016 /

    A A24 divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Trespass Against Us”, drama britânico estrelado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse”). Ele interpreta um pequeno criminoso, que herdou o hábito de roubar do pai (Brendan Gleeson, de “O Guarda”). Mas quando a polícia aperta o cerco sobre sua família, ele teme o destino de seu próprio filho, que pode se ver preso no mesmo ciclo vicioso que ele, e precisa escolher entre o pai que o criou como um fora-da-lei e o futuro do menino. Entretanto, cada vez que ele tenta se endireitar, o pai aparece com uma nova proposta para ganhar dinheiro fácil. O elenco também inclui Lyndsey Marshal (“Além da Vida”) como a esposa sofredora de Fassbender, além Sean Harris (“Livrai-Nos do Mal”), Rory Kinnear (série “Penny Dreadful”) e o menino Georgie Smith. O filme é o primeiro longa de ficção do diretor Adam Smith, que antes trabalhou nas séries britânicas “Doctor Who” e “Skins” e fez um documentário sobre a dupla eletrônica The Chemical Brothers. Por sinal, a trilha de “Trespass Against Us” é dos Chemical Brothers. Exibido no Festival de Toronto, o longa agora segue para o Festival de Londres, antes de sua estreia limitada nos EUA em 24 de novembro. Não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    A Lei da Noite: Ben Affleck vira gângster no trailer legendado de sua volta à direção

    9 de setembro de 2016 /

    A Warner divulgou os pôsteres nacionais e o primeiro trailer legendado de “A Lei da Noite”, que marca a volta de Ben Affleck à direção após sua consagração em “Argo” (2012), vencedor do Oscar de Melhor Filme. A prévia destaca cenas intensas, frases de efeito, clima sombrio e muita ação. Além de dirigir, Affleck assina o roteiro e estrela a produção, que adapta o livro homônimo de Dennis Lehane, autor das obras que inspiraram “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Ilha do Medo” (2010) e “Medo da Verdade” (2007), primeiro longa dirigido por Affleck. A trama acompanha a ascensão criminal de Joe Coughlin (Affleck), filho mais novo de um capitão da polícia, que começa sua carreira fazendo pequenos furtos na Boston da década de 1920 e vai ganhando respeito dentro do crime organizado. Até perceber que esse caminho não tem mais volta. Produzido por Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”), o filme também traz em seu elenco Zoe Saldana (“Guardiões da Galáxia”), Elle Fanning (“Malévola”), Sienna Miller (“Sniper Americano”), Scott Eastwood (“Esquadrão Suicida”), Chris Cooper (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), Max Casella (série “Vinyl”), Brendan Gleeson (“O Guarda”), Anthony Michael Hall (série “Murder in the First”), Chris Messina (série “The Mindy Project”) e Titus Welliver (série “Bosch”). A estreia está marcada para 12 de janeiro no Brasil, um dia antes do lançamento mais amplo nos EUA. Mas o filme terá sessões limitadas em dezembro, em Los Angeles e Nova York, visando se qualificar à disputa por uma indicação ao Oscar de 2017.

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  • Filme

    Pouco se salva do naufrágio de No Coração do Mar

    10 de dezembro de 2015 /

    Existem três ou quatro filmes diferentes dentro de “No Coração do Mar”. Em algum lugar, lá no fundo, apenas um deles é muito bom. Talvez aquele sobre o embate entre o homem e a natureza, quando a baleia finalmente aparece, até o momento em que a tripulação chega a uma ilha. Mas, infelizmente, daria um curta de tão breve. O primeiro filme é sobre Herman Melville se inspirando para escrever o clássico literário “Moby Dick”, por meio de uma entrevista, que leva ao longo flashback que é o filme. Hollywood adora esse recurso narrativo e foi mais feliz em produções como “Amadeus” (1984), de Milos Forman, e “Titanic” (1997), de James Cameron. Mesmo com as boas atuações de Ben Whishaw (“007 Contra Spectre”), como o lendário escritor, e Brendan Gleeson (“O Guarda”), no papel do sobrevivente que conta a história, você torce para que o verdadeiro filme comece. E não é o que vem a seguir, quando conhecemos Owen Chase (Chris Hemsworth, o “Thor”), homem de origem humilde, casado e pronto para ser pai. Sonha com o dia em que será o capitão do próprio navio, mas a oportunidade que bate à sua porta é a de primeiro imediato de um almofadinha nascido em berço de ouro (Benjamin Walker, de “Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros”). Owen logo parte para o oceano em busca do lucrativo óleo de baleias, mas promete voltar são e salvo para a esposa, que tem um mau pressentimento na hora da partida. Curioso como acontece a mesma coisa antes de Tom Hanks partir em direção à Lua em “Apollo 13” (1995), também do cineasta Ron Howard. Não só isso. Esta parte é dominada por irritantes clichês e uma trilha desnecessariamente heroica e onipresente. Comparando, perde de mil a zero para “Mestre dos Mares” (2003), de Peter Weir. É só lembrar como o longa protagonizado por Russell Crowe não tem a ajuda da música para criar tensão ou imprimir heroísmo. Além do mais, tem atores melhores e um roteiro que consegue desenvolver bem as relações entre os personagens. Não é o que acontece aqui. Embora Chris Hemsworth tenha carisma, não podemos dizer que ele é capaz de comandar o show sem o cosplay do Thor. O roteiro de Charles Leavitt (“Diamante de Sangue”), aliás, não prepara o espectador para o terror que virá a seguir, não trabalha o mito ou o medo do desconhecido, com exceção de uma rápida cena com os restos de outra tripulação alertando sobre um demônio dos mares. Mas é neste ponto que o melhor filme começa. Juntando a sequência em que Owen e seus homens detonam uma pobre baleia, que solta seu último esguicho misturando água e sangue – a melhor cena de “No Coração do Mar” – à aparição da monstruosa criatura que se tornaria Moby Dick no livro de Melville, Ron Howard voa alto. Temos uma breve reflexão sobre a ação do homem contra a natureza, demonstrando toda a nossa força e capacidade para pensar sempre em dinheiro, mas também confrontando a réplica de que não somos deuses. Estranhamente, a trilha perde sua euforia exagerada e assume um ar fúnebre, que pesa um pouco para deixar claro (para quem não notou na cena do esguicho de sangue) que os homens são os vilões; não Moby Dick. Pena que esse momento de horror intimista, sobre a pequenez do homem, quase que sem diálogo, tomado por olhares fortes, dure tão pouco para iniciar outro filme, o de sobrevivência, que também perde feio se comparado a produções como “Náufrago” (2000), de Robert Zemeckis, “As Aventuras de Pi” (2013), de Ang Lee, e “Até o Fim” (2013), de J.C. Chandor. A abordagem depressiva dessa parte não combina com o que vimos até então. Pelo menos, vale destacar o trabalho do elenco, inclusive Hemsworth emagrecendo até virar osso. Admirável, mas imagine se tivéssemos ótimos atores. O menino Tom Holland (“O Impossível”) é bom, mas tem pouco a fazer. Depois disso, todos os filmes pretendidos por Ron Howard se cruzam de alguma forma, mas não amarram os diferentes tons com harmonia. A parte técnica, no entanto, merece aplausos, mas isso era o mínimo que poderíamos esperar de um filme bancado por um grande estúdio e dirigido por um talento como Howard. Menções honrosas: a fotografia de Anthony Dod Mantle (vencedor do Oscar por “Quem Quer Ser um Milionário?”) é um espetáculo e a baleia, criada por efeitos visuais, realmente impressiona. Engraçado é que “os muitos filmes em apenas um” espelham a carreira de Ron Howard, que muda da água para o vinho – às vezes para o vinagre – num piscar de olhos e nem sempre acerta se aventurando por diversos gêneros. Vamos combinar que um diretor sério não pode pular de Herman Melville para Dan Brown (“Inferno” é seu próximo filme) nem entregar uma obra tão consistente quanto “Rush” e emendar numa colcha de retalhos como “No Coração do Mar”. Desta vez, quis atirar para todos os lados, ser John Ford, Howard Hawks, entre outros, quando tinha diante de si um alvo tão claro quanto Moby Dick.

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