“Godzilla vs Kong” fatura US$ 121 milhões com maior estreia internacional da pandemia
Ainda inédito nos EUA (e no Brasil), “Godzilla vs Kong” fez sua estreia internacional em 39 países neste fim de semana. E a Warner ficou feliz. O filme teve um desempenho monstruoso e gigante, com o melhor faturamento de uma produção americana desde que os primeiros cinemas foram fechados devido à pandemia de coronavírus – há um ano. Ao todo, o lançamento rendeu US$ 121,8 milhões de bilheteria mundial, dando a Hollywood a esperança de que as grandes arrecadações voltarão com a reabertura dos cinemas. Para dar noção de como a abertura foi forte, o filme americano que detinha o recorde anterior de maior estreia durante a pandemia era “Tenet”, também da Warner, que faturou US$ 53 milhões em agosto passado. Os monstros brigaram com mais força no mercado chinês, onde a estreia atingiu a marca de US$ 70,3 milhões, representando 82% de toda a arrecadação do país entre sexta e este domingo (28/3). Mas apesar da felicidade da Warner, sua parceira comercial na produção, a produtora Legendary, é quem realmente está comemorando, porque ficou com os direitos exclusivos sobre o mercado chinês na divisão comercial, enquanto a Warner manteve os direitos sobre os lucros do resto do mundo. “Godzilla vs Kong” ainda teve bons lançamentos no México (US$ 6,3 milhões), Austrália (US$ 6,3 milhões), Rússia (US$ 5,8 milhões) e Taiwan (US$ 5,2 milhões), onde marcou a segunda maior abertura da Warner Bros., atrás apenas de “Aquaman”. Já a estreia na Índia (US$ 4,8 milhões) perdeu apenas para “Batman vs Superman” e “A Freira”. Na média, o desempenho tem sido melhor que o sucesso de “Kong: Ilha da Caveira” (2017) e muito superior à decepção de “Godzilla II: Rei dos Monstros” (2019). Os cinemas do circuito Imax também celebraram uma receita de US$ 12,4 milhões em vendas de ingressos, sua melhor arrecadação de estreia desde dezembro de 2019. O filme chega nos EUA e Canadá na quarta-feira (31/3), mas num lançamento simultâneo com sua disponibilização em streaming, na plataforma HBO Max, o que pode impactar sua venda de ingressos. No Brasil, a estreia está marcada para a semana seguinte (8/4), mas esse cronograma deve sofrer alteração, pois a maioria dos cinemas do país se encontram fechados. Em São Paulo, maior mercado cinematográfico nacional, o fechamento está mantido pelo menos até 11 de abril.
Os Croods 2 passa de US$ 150 milhões nas bilheterias mundiais
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” manteve o 1º lugar das bilheterias dos EUA e Canadá, após recuperar o topo na semana passada – e isto foi dois meses após seu lançamento. A posição de destaque marca a quinta semana de liderança do filme, que está há 13 semanas em cartaz e já se encontra disponível na casa dos espectadores norte-americanos, via VOD. Graças à sua longevidade no ranking, a produção da DreamWorks Animation/Universal Pìctures ultrapassou os US$ 50 milhões de arrecadação doméstica e se encontra próximo de virar o filme de maior bilheteria da pandemia na América do Norte, recorde atualmente detido por “Tenet”, que fez US$ 57,9 milhões logo que os cinemas reabriram em agosto passado – período em que havia mais salas funcionando que agora. Entre sexta e domingo, “Os Croods 2” faturou US$ 1,7 milhão de ingressos vendidos em 1,9 mil salas dos EUA e Canadá. Mas ainda não começou a contar as bilheterias de muitos países, em que ainda não estreou. No Brasil, o lançamento está marcado apenas para 25 de março. No mundo inteiro, a Universal já contabilizou o dobro dos valores norte-americanos. O filme fez mais que US$ 100 milhões no mercado internacional, levando seu total a superar os US$ 150 milhões mundiais. Se este desempenho é festejado pelo estúdio, Hollywood inteira olha incrédula para as notícias que vem da China, onde filmes estão rendendo mais por dia que “Os Croods 2” faturaram até agora. Encabeça por blockbusters locais, como “Detective Chinatown 3”, “Hi, Mom” e “A Writer’s Odyssey”, a bilheteria chinesa somou nada menos que US$ 1,2 bilhão de arrecadação no atual feriado do Ano Novo Lunar.
Os Croods 2 volta a liderar bilheterias dos EUA após dois meses
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” realizou um feito que não se via nas bilheterias da América do Norte desde os anos 1980. O filme da DreamWorks Animation/Universal Pictures voltou a vender mais ingressos que qualquer outro em sua 12ª semana em cartaz, reassumindo o 1º lugar. Lançado em novembro do ano passado, “Os Croods” tinha liderado originalmente as bilheterias por cinco fins de semanas, até 13 de dezembro. A reviravolta deste domingo (14/2) marca a primeira vez que o título aparece no topo do ranking em 2021. E isto acontece dois meses após perder a liderança e ficar disponível em VOD (aluguel digital) nos EUA. Para assumir o topo, a animação enfrentou três estreias. Mas eram títulos de circuito limitado, como “Judas e o Messias Negro”, de Shaka King, “Land”, a estreia da atriz Robin Wright na direção, e “The Mauritanian”, do veterano Kevin Macdonald, que chegaram aos cinemas como estratégia de campanhas por indicações ao Oscar. Além disso, “Judas e o Messias Negro” ainda foi disponibilizado simultaneamente na HBO Max. Isto explica porque, do ponto de vista tradicional, “Os Croods” conseguiu liderar com uma arrecadação baixa. Na verdade, seu faturamento foi típico de um filme que está a 12 semanas em cartaz: US$ 2 milhões (chegando a US$ 2,7 milhões com o fim de semana ampliado pelo feriado do Dia do Presidente nos EUA). O fato desse montante lhe render o 1º lugar se deve, além da falta de entusiasmo com as estreias, à queda generalizada das bilheterias devido ao coronavírus e também a um elemento de força maior: os EUA foram atingidos por uma forte tempestade de neve, que trancou as pessoas em suas casas durante o fim de semana. As vendas de “Os Croods 2” se concentraram nas regiões mais quentes do sul dos EUA, como opção de passatempo para famílias no feriadão. Ainda inédito no Brasil, “Os Croods 2” já arrecadou US$ 48,9 milhões na América do Norte e ultrapassou os US$ 150 milhões mundiais. O lançamento por aqui só vai acontecer em 25 de março.
Na Mira do Perigo, com Liam Neeson, lidera bilheterias dos EUA pela segunda semana
Liam Neeson é o campeão da ação da pandemia. Ele já tinha liderado as bilheterias por duas semanas em outubro com “Legado Explosivo” e agora domina janeiro com “Na Mira do Perigo”, que chega à sua segunda semana no topo da arrecadação da América do Norte. O faturamento, porém, é baixo. A produção da Open Road rendeu US$ 2,03 milhões no fim de semana, o que totaliza US$ 6,09 milhões em dez dias. Este desempenho fraquíssimo reflete as bilheterias minguadas dos últimos dias, quando nem filmes de grandes orçamentos como “Mulher-Maravilha 2020” (lançada simultaneamente em streaming) e “Monster Hunter” (lançado exclusivamente nos cinemas) tiveram boas arrecadações. Com cerca de um mês em cartaz, “Mulher-Maravilha 2020” fez US$ 35 milhões e “Monster Hunter” US$ 10 milhões nos EUA e Canadá. Apenas a Universal está festejando a temporada. Não apenas por “Croods 2: Uma Nova Era” continuar em 2º lugar nas bilheterias e já somar US$ 41 milhões no mercado doméstico, mas porque este filme e outros relativos sucessos da temporada foram disponibilizados em PVOD (locação digital premium), onde lideram o ranking como os mais alugados, rendendo mais dinheiro para o estúdio que nos cinemas. A conta é simples e todos os grandes estúdios já a fizeram, o que explica os recentes adiamentos anunciados por Sony, Disney, Paramount e MGM. Até a Universal, que venceu a disputa histórica com os exibidores para diminuir a janela de exclusividade para lançamentos nos cinemas (faturando com o PVOD), também teve títulos adiados. Apesar do começo da vacinação, ainda vai demorar para a situação se normalizar e o impacto contínuo da pandemia de coronavírus tende a piorar cada vez mais as finanças dos donos de cinema. A expectativa de quebra-quebra só aumentou com o novo recuo dos estúdios, que desistiram de fazer lançamentos de impacto no primeiro semestre de 2021. O pior é que um novo ciclo de adiamentos não está descartado.
Na Mira do Perigo: Novo filme de ação de Liam Neeson lidera bilheterias nos EUA
“Na Mira do Perigo” (The Marksman), novo thriller de ação de Liam Neeson, liderou a bilheteria do fim de semana na América do Norte, onde 60% de todos os cinemas estão fechados. A produção da Open Road, que tem estreia marcada para 18 de fevereiro no Brasil, foi o segundo filme de Neeson lançado durante a pandemia. O anterior, “Legado Explosivo”, também abriu em 1º lugar em outubro passado. Curiosamente, ambos foram rejeitados pela crítica. “Na Mira do Perigo” conquistou apenas 33% de aprovação na média do Rotten Tomatoes. O chefe da Open Road, Tom Ortenberg, comemorou os US$ 3,2 milhões arrecadados pelo longa entre sexta e domingo (17/1), dizendo em comunicado que “é uma verdade universal que mesmo em um mercado deprimido existem oportunidades”. “Como ‘Legado Explosivo’, ‘Na Mira do Perigo’ preencheu uma lacuna no mercado. São distribuidores de médio porte como nós que conseguem preencher o vazio e atender às necessidades. Há uma grande sede de produto entre os consumidores e a oportunidade está aí. A competição é leve e podemos comercializar e distribuir filmes por menos dinheiro”. A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal/DreamWorks Animation, ficou com o 2º lugar, somando mais US$ 2 milhões para atingir US$ 40,1 milhões após oito fins de semana em cartaz. O desempenho é considerado um sucesso não apenas devido à pandemia, mas principalmente porque o filme já está disponível em PVOD (locação digital premium) nos EUA há quatro semanas. A boa arrecadação de “Os Croods 2” é, na verdade, mundial. Antes mesmo de estrear no Brasil, o desenho já somou US$ 134,8 milhões em todo o mundo. O lançamento nacional só vai acontecer em 25 de março. O Top 3 norte-americano provavelmente se completa com “Mulher-Maravilha 1984”, mas os valores dos ingressos vendidos ainda não foram divulgados pela Warner. O site Box Office Mojo especula que o filme tenha arrecadado US$ 1,9 milhão no fim de semana, elevando seu montante para US$ 36 milhões nos EUA e Canadá desde seu lançamento em 25 de dezembro. Em todo mundo, seriam US$ 135 milhões, bem menos que os cerca de US$ 200 milhões gastos na filmagem. Mas a Warner já anunciou uma continuação, dizendo-se feliz com o resultado do lançamento simultâneo em streaming. A heroína da DC Comics atraiu muitos assinantes novos para a HBO Max, mas esses números também estão sendo mantidos em segredo pela empresa.
Bilheteria de Mulher-Maravilha 1984 desaba nos EUA
“Mulher-Maravilha 1984” permaneceu no topo das bilheterias dos EUA e Canadá em seu terceiro fim de semana consecutivo, mas sua arrecadação caiu drasticamente. O filme da Warner arrecadou cerca de US$ 3 milhões – uma queda de 47% em relação à semana anterior – e agora acumula US$ 32,6 milhões domésticos, de acordo com a Warner Bros. O desempenho no exterior – onde o filme não está disponível em streaming – não foi muito melhor, com mais US$ 4,7 milhões. Com isso, o longa atingiu US$ 131,4 milhões globalmente. “The Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal, também permaneceu em 2ª lugar em seu sétimo fim de semana com US$ 1,8 milhões. O filme animado caiu apenas 19%, apesar de também estar disponível em casa em VOD premium. Com isso, atingiu um total doméstico de US$ 36,9 milhões e US$ 127,8 milhões globalmente. Completando o Top 3, o western “Relatos do Mundo”, estrelado por Tom Hanks, igualmente manteve seu 3º lugar, somando US$ 1,2 milhão em seu terceiro fim de semana. O total arrecadado na América do Norte – único lugar onde tem lançamento nos cinemas – é de US $ 7,1 milhões. No geral foi um fim de semana sombrio para os cinemas norte-americanos, já que a receita total caiu 93% em comparação ao mesmo fim de semana do ano passado, devido à pandemia e à falta completa de lançamentos amplos.
China bate recorde de bilheteria em Ano Novo frustrante dos EUA
As bilheterias do primeiro fim de semana de 2021 foram de recorde na China e frustração na América do Norte, confirmando a mudança de guarda no mercado internacional de cinema. Levantamento da vendagem mundial de ingressos de 2020 já tinha mostrado a China com maior faturamento anual que os EUA. E a diferença deve aumentar significativamente em 2021. Enquanto os cinemas chineses registraram seu maior recorde de Ano Novo, com US$ 92 milhões arrecadados em apenas um dia (a sexta, 1/1), graças ao lançamento de “A Little Red Flower”, de Yan Han, o primeiro blockbuster de 2021, as salas dos EUA e Canadá (com apenas 40% em funcionamento) somaram US$ 13 milhões nos três últimos dias, de sexta a domingo (3/1). “Mulher-Maravilha 1984”, que também foi lançada na HBO Max para assinantes americanos, liderou as bilheterias com US$ 5,5 milhões, uma queda de 67% em relação à sua semana de estreia. Ao todo, o filme rendeu US$ 28,5 milhões na América do Norte, atingindo US$ 118 milhões mundiais. Em sentido oposto ao desempenho da superprodução da Warner, alguns filmes conseguiram ter um Ano Novo melhor que o Natal, aumentando suas bilheterias em relação à semana passada. Exemplo disso aconteceu com “The Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal, que arrecadou US$ 2,2 milhões em sua sexta semana de exibição. O valor leva a arrecadação doméstica da sequência animada para US$ 34,5 milhões e seu total global para pouco menos de US$ 115 milhões. O filme também já está disponível em PVOD (aluguel digital premium), devido a um pacto entre o estúdio e o circuito exibidor, pelo qual os filmes podem ser lançados em vídeo premium sob demanda após três fins de semana sua estreia no cinema. Em troca, as redes de cinemas em dificuldades recebem uma parte das receitas digitais. Por ser o único estúdio a propor este acorde, a Universal é a empresa cinematográfica com mais títulos em cartaz. O 3º lugar, por sinal, pertence a outro lançamento do estúdio, “Relatos do Mundo”, western com Tom Hanks que será lançado no Brasil (e no resto do mundo) pela Netflix. A produção arrecadou US$ 1,7 milhão, elevando seu total doméstico para US$ 5,4 milhões. Em contraste, “A Little Red Flower” fechou seu primeiro fim de semana com U$ 116,2 milhões na China, seguido, em 2º lugar, pela comédia “Warm Hug”, também chinesa, com US$ 80 milhões no ranking do agora maior mercado de cinema do mundo.
China vira maior mercado mundial de cinema ao superar bilheterias dos EUA em 2020
É oficial. A bilheteria da China superou a arrecadação dos cinemas da América do Norte em 2020, transformando o país asiático no maior mercado de cinema do mundo. Graças à pandemia de coronavírus e fechamentos sem precedentes de salas de exibição, os ingressos de cinema vendidos nos EUA e Canadá entre 1º de janeiro e 31 de dezembro geraram cerca de US$ 2,3 bilhões, bem abaixo dos US$ 11,4 bilhões arrecadados em 2019, de acordo com estimativas da consultoria Comscore. O valor representa a menor arrecadação em pelo menos 40 anos. A queda dramática era esperada, considerando que muitos cinemas, incluindo as salas situadas nos dois maiores mercados nacionais, Los Angeles e Nova York, estão fechados há mais de nove meses nos Estados Unidos. A China também sofreu uma diminuição drástica em seus rendimentos, mas mesmo assim ficou à frente da América do Norte, faturando cerca de US$ 2,7 bilhões em vendas de ingressos, também de acordo com a Comscore. O principal blockbuster chinês, o épico de guerra “The Eight Hundred”, foi o filme mais visto do mundo, liderando as bilheterias mundiais com quase US$ 440 milhões. Vários outros filmes chineses, incluindo “My People, My Homeland”, integram o Top 10 mundial, assim como o hit japonês “Demon Slayer”, suplantando os sucessos de Hollywood, que sofreram grandes perdas com a pandemia. Os maiores hits hollywoodianos foram “Bad Boys Para Sempre”, da Sony, lançado antes do lockdown, que faturou US$ 413 milhões, de acordo com a Comscore, seguido por “1917”, distribuído em janeiro, que arrecadou cerca de US$ 385 milhões, e “Tenet”, que chegou aos cinemas após a reabertura do circuito em agosto, em meio à pandemia, e faturou US$ 362 milhões em todo o mundo. Globalmente, as vendas de ingressos de cinema devem ficar entre US$ 11,5 bilhões e US$ 12 bilhões em 2020, quase 400% menores que os US$ 42,5 bilhões de 2019.
Bilheteria de Mulher-Maravilha 1984 atinge US$ 100 milhões mundiais
A Warner Bros. informou que a bilheteria de “Mulher-Maravilha 1984” ultrapassou os US$ 100 milhões mundiais na quinta-feira (31/12). “Parabéns a Patty Jenkins, Gal Gadot, Chuck Roven e todo o elenco e equipe que fizeram ‘Mulher Maravilha 1984’, permitindo que fãs e amantes de filmes voltem à emocionante experiência de ir ao cinema. Audiências em todo o mundo onde os mercados estão abertos têm aparecido para assistir ao novo capítulo da história cheia de ação de Diana Prince”, disseram o presidente de distribuição doméstica da Warner Bros, Jeff Goldstein, e o presidente de distribuição internacional, Andrew Cripps, em um comunicado conjunto na véspera do Ano Novo. Lançado antecipadamente no exterior, o filme já somava US$ 85 milhões mundiais no domingo passado (27/12), quando completou seu primeiro fim de semana de exibição na América do Norte (com apenas US$ 16,7 milhões de arrecadação doméstica). A nova produção de super-heróis da Warner abriu em 1º lugar nos EUA e Canadá, além do Brasil, Austrália, Coreia do Sul e vários países. Mas, de forma frustrante, não teve o mesmo sucesso na China, onde o estúdio esperava compensar o fechamento dos cinemas da Europa. Apesar do mercado chinês estar funcionando normalmente, “Mulher-Maravilha 1984” faturou por lá praticamente o mesmo que obteve na América do Norte – onde apenas 40% dos cinemas estão abertos – , o que deixou o lançamento em 3º lugar no país. Vale lembrar que a primeira “Mulher-Maravilha” arrecadou US$ 822,3 milhões em 2017 – e teve um lucro líquido estimado de US$ 252,9 milhões após todos os abatimentos. Com US$ 100 milhões de faturamento mundial, o novo filme está muito longe de compensar o investimento de US$ 200 milhões em sua produção – valor que não inclui P&A (cópias e publicidade). Mas a Warner Bros. optou por lançar a continuação na pandemia com uma estratégia diferente. O estúdio assumiu que teria prejuízo e, por isso, fez um lançamento simultâneo em streaming, na HBO Max, que por enquanto só está disponível no mercado norte-americano. Embora não tenha revelado números da estreia online, a Warner comemorou aumento de assinaturas da plataforma e rapidamente encomendou “Mulher-Maravilha 3” para a diretora Patty Jenkins e a estrela Gal Gadot.
Bilheterias brasileiras desabam sem cinemas de São Paulo
O fechamento dos cinemas de São Paulo durante o fim de semana de Natal, como prevenção contra o alastramento da pandemia de coronavírus, teve forte impacto na arrecadação das bilheterias brasileiras. Ao todo, 172,9 mil pessoas foram aos cinemas do país entre quinta e domingo (27/12), segundo dados da consultoria Comscore. O número representa uma queda de 67,3% na comparação com a semana anterior. O contraste se tornou ainda maior porque a estreia de “Mulher Maravilha 1984”, na semana anterior, tinha sido responsável pela melhor bilheteria desde o começo da pandemia: 529,8 mil espectadores e R$ 9,2 milhões arrecadados de quinta ao domingo retrasado (20/12). Além da queda de público, a renda dos ingressos caiu para R$ 3,1 milhões. Mesmo com o maior parque exibidor fechado, o filme estrelado por Gal Gadot foi o mais assistido. Teve 147,9 mil espectadores e arrecadou R$ 2,7 milhões, respondendo por 87% de toda a movimentação financeira do fim de semana.
Mulher-Maravilha 1984 lidera bilheterias e quebra recorde da HBO Max nos EUA
“Mulher-Maravilha 1984” teve uma arrecadação estimada em US$ 16,7 milhões em sua estreia no fim de semana de Natal, nos EUA e Canadá. Com isso, não superou os US$ 20,2 milhões de “Tenet”, o campeão da pandemia, e ainda entrou para a História como a pior estreia em décadas de um líder de arrecadação de Natal. Mas vale lembrar que “Tenet” teve exibição em 2,8 mil salas, enquanto a continuação de “Mulher-Maravilha” (2017) entrou em cartaz em 2,1 mil cinemas, num circuito que mantém somente 40% das salas em operação – e os cinemas que estão abertos trabalham com metade de suas lotações, devido aos protocolos da pandemia. O filme da super-heroína teve desempenho melhor no exterior, onde atingiu US$ 68,3 milhões, fazendo sua bilheteria total chegar a US$ 85 milhões. “Tenet” faturou só US$ 53 milhões em sua estreia internacional, mas o montante de “Mulher Maravilha 1984” já contabiliza duas semanas de exibição. O desempenho foi comemorado pela Warner, que também lançou o longa na plataforma HBO Max. A empresa estaria imensamente satisfeita com o volume de assinaturas criado com a estratégia de distribuição simultânea do filme em sua plataforma. Quase metade dos assinantes da HBO Max assistiram ao filme no dia de sua estreia, e o total de horas de utilização do serviço triplicou na sexta-feira (25/12), segundo afirmou a Warner em comunicado. “'”Mulher-Maravilha 1984′ quebrou recordes e superou nossas expectativas em todas as nossas principais visualizações e métricas de assinantes nas primeiras 24 horas no serviço, e o interesse e o impulso que estamos vendo indicam que isso provavelmente continuará além do fim de semana”, disse o chefe da plataforma da WarnerMedia, Andy Forssell. É impossível saber quanto mais o filme teria feito na bilheteria se não tivesse sido exibido na HBO Max, mas a Warner tem enfrentado a pandemia com uma estratégia focada no fortalecimento de seu espaço digital. Após “Mulher Maravilha 1984”, toda a lista de estreias de cinemas de 2021 do estúdio seguirá o mesmo caminho, com distribuição simultânea nos cinemas e na HBO Max. A decisão gerou fúria em Hollywood, mas os números podem estar do lado da Warner. As outras estreias da semana acabaram ofuscadas pela produção da super-heroína. O western dramático “Relatos do Mundo” (News of the World), estrelado por Tom Hanks, abriu com US$ 2,4 milhões em 1,9 mil cinemas. A Universal esperava arrecadar pelo menos US$ 3 milhões. Mas sua bilheteria foi suficiente para lhe garantir o 2º lugar. Já a segunda produção da Universal da semana, o thriller “Bela Vingança” (Promising Young Woman), estrelado por Carey Mulligan, fez US$ 680 mil em 1,3 mil salas e fechou o Top 5 – atrás de “The Croods 2: Uma Nova Era” e “Monster Hunter”. A Universal é o estúdio que mais estreia filmes na pandemia, devido a um acordo com os exibidores que lhe permite disponibilizar os títulos em PVOD (para locação digital premium) apenas três fins de semana após seus lançamentos cinematográficos.
Monster Hunter perde aposta contra pandemia nas bilheterias dos EUA
A Sony fez uma aposta de risco em “Monster Hunter” e deve perder uma fortuna. O filme de monstros gigantes, orçado em US$ 60 milhões e estrelado por Milla Jovovich (“Resident Evil”), teve um desempenho muito pior que o esperado em sua estreia nos EUA e Canadá neste fim de semana. Com uma arrecadação de somente US$ 2,2 milhões entre sexta e domingo (20/12), ficou abaixo da média de US$ 3 milhões que vinha marcando as estreias dos últimos meses, durante a pandemia. O valor é reflexo da diminuição crescente dos salas de exibição em atividade. Apenas 2,3 mil cinemas estão abertos na América do Norte, dos quais 1,7 mil receberam a produção de efeitos visuais monstruosos. O estúdio não negociou um lançamento simultâneo ou antecipado em streaming com o parque exibidor, porque acreditava poder compensar o esperado prejuízo norte-americano com um grande sucesso asiático. A franquia “Resident Evil”, também estrelada por Jovovich, teve seu maior desempenho na China. Mas a estreia chinesa de “Monster Hunter” acabou prejudicada por uma cena que o público entendeu como racista, levando as autoridades do país a ordenarem a retirada do filme de cartaz. Para completar, a crítica não aprovou a nova adaptação de videogame, considerada medíocre, com 48% de notas positivas na média compilada pelo site Rotten Tomatoes. De todo modo, essa nota é bem maior que a média dos filmes de “Resident Evil”, qualificados como lixo, em aprovações que variaram de 22% a 38% em toda a franquia. Os US$ 2,2 milhões de “Monster Hunter” se tornam ainda mais abissais quando comparados à estreia que ocupou o fim de semana antes do Natal em 2019. Neste período do ano passado, “Star Wars: A Ascensão Skywalker” abriu com nada menos que US$ 177,3 milhões no mercado norte-americano. Graças ao desastre da Sony, devem diminuir muito as críticas feitas contra a Warner por decidir lançar seus filmes, a partir de “Mulher-Maravilha 1984”, simultaneamente nos cinemas e na plataforma HBO Max para os assinantes do serviço de streaming, que por enquanto só é comercializado na América do Norte. Um bom parâmetro pode ser traçado pelo desempenho de “Croods 2: Uma Nova Era”, da Universal e DreamWorks Animation. Cumprindo seu cronograma de apenas três fins de semana exclusivos nos cinemas, o filme foi lançado na sexta (18/12) em PVOD (locação digital premium) e, mesmo assim, ocupou o 2º lugar no ranking das bilheterias de cinema, com uma arrecadação muito próxima da atingida pelo líder estreante: US$ 2 milhões. A sequência de “Os Croods” rendeu até agora US$ 27 milhões nos cinemas norte-americanos, mas já soma US$ 84,5 milhões mundiais, com cerca de 60% desse valor vindo da China, onde o filme faturou US$ 50 milhões. Tanto “Monster Hunter” quanto “Os Croods 2” sofreram adiamentos em suas previsões de estreia para o Brasil. Os dois filmes foram remanejados para janeiro, respectivamente nos dias 14 e 21. Mas, com isso, correm o risco de encontrarem os cinemas fechados devido à disparada de casos de covid-19 no país.
Os Croods 2 completa três fins de semanas no topo das bilheterias dos EUA
A animação “Os Croods 2: Uma Nova Era” manteve sua liderança nas bilheterias da América do Norte em seu terceiro fim de semana seguido. O filme da DreamWorks/Universal faturou US$ 3 milhões entre quinta e domingo (13/12), totalizando US$ 24,1 milhões na América do Norte. No mercado internacional, a sequência arrecadou outros US$ 8,4 milhões, chegando a um total global de US$ 76,3 milhões. Apesar do valor razoável diante da pandemia, ainda não é suficiente para equilibrar as despesas. A animação custou US$ 65 milhões apenas para ser produzida. Mas os planos da Universal para recuperar o investimento neste e em outros títulos têm chamado a atenção do mercado. Graças a um acordo sem precedentes com as redes de cinema dos EUA, que permite ao estúdio encaminhar os títulos em cartaz para locação online após apenas três fins de semana nos cinemas, o retorno tem sido praticamente garantido. Isto também dá à Universal uma disposição para realizar lançamentos nos cinemas que nenhum de seus rivais parece demonstrar. Não por acaso, os cinemas dos EUA atualmente só exibem filmes da Universal, ao lado de títulos antigos de catálogo (como “Um Duende em Nova York” e “Férias Frustradas de Natal”) e a comédia indie “Guerra com o Vovô”. Não houve nenhum novo lançamento amplo no circuito norte-americano desde que “Os Croods 2” foi lançado por volta do Dia de Ação de Graças. No entanto, o drama romântico “Wild Mountain Thyme”, estrelado por Emily Blunt, teve um lançamento limitado na sexta passada (11/12). Destruído pela crítica (só 28% de aprovação no Rotten Tomatoes), o longa chegou em 450 cinemas e rendeu somente US$ 100 mil.











