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  • Etc,  Filme

    Fernando Duarte, diretor de fotografia do Cinema Novo, morre aos 89 anos

    25 de janeiro de 2023 /

    Fernando Duarte, diretor de fotografia do clássico “Cabra Marcado para Morrer” (1984) e importante nome no Cinema Novo, morreu nesta terça-feira (24/1), devido a complicações pulmonares. Ele tinha 89 anos. A notícia da sua morte foi divulgada pelo seu sobrinho, o também diretor de fotografia Cézar Moraes. Nascido em 1937, no Rio de Janeiro, Duarte começou a sua carreira no audiovisual trabalhando como assistente de câmera no filme “Cinco Vezes Favela” (1961). Sua estreia como diretor de fotografia aconteceu dois anos depois, quando ele fez “Ganga Zumba”, dirigido por Cacá Diegues. Em entrevista ao jornal O Globo, Diegues disse que “Fernando Duarte foi um dos maiores artistas do cinema brasileiro. Ele inventou um modo de fotografar nossos filmes que deu a eles uma originalidade que ajudou a criar no mundo inteiro a ideia do que era o Cinema Novo brasileiro. Sua morte é uma grande perda para o nosso cinema”. Seu trabalho mais conhecido teve início no ano seguinte, em 1964, quando ele foi convidado por Eduardo Coutinho para o rodar o projeto “Cabra Marcado para Morrer”. O filme se tornou alvo de perseguição da ditadura e, com isso, a produção foi encerrada antes do seu término. Porém, Coutinho retomou o projeto 20 anos depois, no formato de um documentário, que se transformou em um dos filmes mais importantes da história do cinema brasileiro. Duarte também fotografou filmes de cineastas como Glauber Rocha (“Maranhão 66”), Maurício Gomes Leite (“A Vida Provisória”) Reginaldo Faria (“Barra Pesada”), Antonio Pitanga (“Na Boca do Mundo”), David Neves (“Luz del Fuego”), Helvecio Ratton (“A Dança dos Bonecos”) e Silvio Tendler (“O Mundo Mágico dos Trapalhões”). Seus últimos trabalhos foram no drama “O Amigo Invisível” (2006), escrito e dirigido por Maria Letícia (“Primeiro de Abril, Brasil”), e no documentário inédito “Elis & Tom, Só Tinha de Ser com Você”, de Roberto de Oliveira (“101 Canções”), com estreia prevista para 30 de abril. Além de trabalhar como diretor de fotografia, Fernando Duarte também era professor na Universidade de Brasília. Ao saber da morte de Duarte, a atriz Lucélia Santos prestou uma homenagem nas suas redes sociais. “Nos deixou Fernando Duarte, sem dúvida alguma um dos maiores nomes da fotografia do cinema brasileiro”, disse ela no seu Twitter. “Tive a honra e o privilégio de trabalhar com ele em ‘Luz Fel Fuego’, filme que lhe rendeu diversos prêmios e onde criamos um laço de afeto. Meus sentimentos à família e amigos . Nos deixou Fernando Duarte, sem dúvida alguma um dos maiores nomes da fotografia do cinema brasileiro.Tive a honra e o privilégio de trabalhar com ele em Luz Fel Fuego, filme que lhe rendeu diversos prêmios e onde criamos um laço de afeto. Meus sentimentos à família e amigos . pic.twitter.com/83YYGB4Mmp — Lucélia Santos (@luceliaoficial) January 25, 2023

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  • Música

    DMX (1970–2021)

    9 de abril de 2021 /

    O rapper DMX morreu nesta sexta-feira (9/4) aos 50 anos em Nova York, após passar uma semana internado numa UTI devido a uma parada cardíaca. Um dos mais bem-sucedidos e influente rappers dos EUA, DMX lutou contra o uso de abusos de drogas durante vários anos e já tinha passado por algumas internações para reabilitação. Nascido Earl Simmons, no interior de Nova York, ele virou DMX nos anos 1990, com letras sobre a violência das ruas e dois álbuns de enorme sucesso, “It’s Dark and Hell Is Hot” e “… And Then There Was X”, que chegaram ao topo da parada de sucessos. Ao todo, ele lançou sete álbuns de estúdio, além de aparecer em vários filmes, incluindo “Barra Pesada” (1998), “Romeu Tem que Morrer” (2000) e “Contra o Tempo” (2003). Nos dois últimos, foi dirigido pelo polonês Andrzej Bartkowiak e formou parceria com o astro do cinema marcial chinês Jet Li. “Romeu Tem que Morrer” (2000) acabou se tornando cultuado, por trazer também uma das últimas performances da cantora Aaliyah, que morreu num acidente de avião logo após seu lançamento. DMX ainda contracenou com o fortão Steven Seagal em “Rede de Corrupção” (2001), novamente sob direção de Bartkowiak, e no mais recente “Beyond the Law” (2019). E chegou a interpretar a si mesmo na bem-sucedida comédia “No Auge da Fama” (2014), de Chris Rock. Mas sua vida e carreira foram prejudicadas pelo abuso de drogas e problemas com a lei, que o levaram a cumprir várias penas consecutivas na prisão e encurtaram sua fase de sucesso. As prisões começaram em 2011, com 11 meses por violação de condicional. Mal saiu, ele voltou a ser detido em 2013 por posse de maconha. Em 2015, foi condenado a outros seis meses de detenção por não pagar US$ 400 mil de pensão alimentícia. E finalmente, em 2018, foi preso após ser flagrado em um exame toxicológico obrigatório, testando positivo para opiáceos, cocaína e oxicodona. Quando foi detido desta última vez, DMX estava em liberdade condicional por sonegação fiscal. Ele devia US$ 1,7 milhão em impostos. A causa da morte não foi confirmada oficialmente. Entretanto, o site TMZ afirma que o cérebro de DMX teria ficado privado de oxigênio por cerca de 30 minutos durante uma overdose. Lembre abaixo cinco sucessos do rapper.

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