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  • Filme

    Donald Trump culpa a indústria dos games pela onda de atentados nos Estados Unidos

    6 de agosto de 2019 /

    O presidente dos Estados Unidos não é Johnny Bravo, mas também é capaz de raciocínios impressionantes. Em discurso contra a onda crescente de atentatos da extrema direita racista americana, Donald Trump resolveu condenar… os videogames. Após dizer a frase que toda a mídia reproduziu, “O ódio não tem lugar na América. O ódio deturpa a mente, devasta o coração e devora a alma”, Trump embutiu em seu discurso de repúdio aos massacres do fim de semana passado uma critica aos games de tiros, culpando-os por incentivar a prática de assassinatos armados nos Estados Unidos. O presidente disse que há “necessidade de parar com a glorificação da violência na nossa sociedade, incluindo os horríveis e infelizes jogos violentos, agora, algo comum.“ Trump também afirmou que “é muito fácil hoje para jovens perturbados rodearem-se de uma cultura que celebra a violência. Temos que parar ou reduzir substancialmente e tem de começar de imediato”, afirmou. Ou seja, o presidente dos Estados Unidos sugere que a indústria de games, uma das mais lucrativas de seu país, pare ou reduza drasticamente sua produção. De imediato. Já os fabricantes de armas nem sequer são mencionados nesse raciocínio. Nem de imediato nem nunca. Os atentados do fim de semana passado aconteceram nos arredores de supermercados da rede Wallmart, que vende armas junto de alimentos para a família. Não é a primeira vez que a retórica dos políticos do Partido Republicano condena videogames por massacres cometidos por jovens e ignora que as armas utilizadas foram adquiridas legalmente, devido às leis que incentivam o porte e o uso de armamento no país. A tática de condenar a indústria cultural para dissimular a culpa da indústria armamentista nasceu durante o atentado cometido na escola de Columbine, em 1999. Na ocasião, políticos também culparam, além dos videogames, o filme “Matrix” e o cantor Marilyn Manson pela violência. Já as leis que permitem a venda de armas em supermercados jamais são mencionadas. Os grandes fabricantes de revólveres, rifles e balas são os maiores financiadores do Partido Republicano nos Estados Unidos. Em resposta ao presidente americano, a ESA (Electronic Software Association), organização que representa editores e desenvolvedores de jogos, divulgou um comunicado que refuta as alegações de gatilho de violência, argumentando o óbvio: games de tiros não existem apenas nos Estados Unidos e os outros países não enfrentam a mesma epidemia de atentados. “Numerosos estudos científicos estabeleceram que não há conexão causal entre videogames e violência. Mais de 165 milhões de americanos gostam de videogames e bilhões de pessoas jogam videogames em todo o mundo. No entanto, outras sociedades, onde os videogames são jogados com avidez, não enfrentam os níveis trágicos de violência que ocorrem nos EUA”, repara a organização.

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  • Etc

    Filme sobre czar Nicolau gera protestos violentos e atentados de extremistas na Rússia

    24 de setembro de 2017 /

    A pré-estreia do filme “Matilda”, baseado nas memórias da bailarina Matilda Kshesinskaya, que conta seu caso de amor com o último czar da Rússia, Nicolau II, gerou uma onda de protestos violentos na Rússia. Extremistas religiosos não aceitam a forma como o filme retrata Nicolau II e consideram desrespeitoso o trabalho do premiado cineasta Alexei Uchitel (venceu o Festival de Karlovy Vary em 2008). Para a Igreja Ortodoxa Russa, o czar assassinado pelos bolcheviques é um mártir. Superprodução, que chega comercialmente aos cinemas russos em 25 de outubro, o filme enfrentou dificuldades em realizar pré-estreias após ataques de extremistas contra o público e funcionários de cinemas. Organizado e disseminado pelas grandes cidades da Rússia, o protesto tem o objetivo de impedir a exibição de “Matilda”. A polícia chegou a prender indivíduos acusados de agressão contra quem tinha ingressos para a première do filme, de acordo com a agência Reuters. Mas a situação é tão grave que os radicais incendiaram até carros estacionados fora do escritório do advogado do diretor Uchitel. Um ataque incendiário também foi tentado contra o estúdio que rodou a produção, acompanhando o envio de cartas ameaçadoras a centenas de cinema, avisando para não exibirem a produção se não quisessem arder. Um cinema de Moscou que participou do circuito de pré-estreias do filme sofreu um atentado, com um motorista jogando um veículo carregado de material inflamável contra sua fachada. Ninguém ficou ferido e o criminoso foi preso em flagrante. O responsável pelas cartas, Alexander Kalinin, líder de um grupo religioso chamado Estado Cristão, também foi preso. Mesmo assim, várias salas já se recusam a mostrar o filme.

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