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    Mais de 200 mulheres acusam o diretor James Toback de assédio, inclusive Julianne Moore

    24 de outubro de 2017 /

    Após a publicação da reportagem em que mais de 30 mulheres acusaram o diretor James Toback de abuso sexual, o repórter responsável pela matéria no jornal Los Angeles Times declarou que outras 193 mulheres o contataram com novas denúncias. Glenn Whipp divulgou o número alarmante pelo Twitter, dizendo que as vítimas se sentiram encorajadas a contatá-lo após o artigo, publicado no último domingo (22/10). Todas as mulheres relatam que Toback as atraía se vangloriando de sua carreira no cinema e dizendo que poderia torná-las estrelas de Hollywood. Em seguida, guiava a conversa para assuntos pessoais e fazia perguntas sobre sexo, convidando-as para um teste privado de interpretação. Ao ver a repercussão do caso, a atriz Julianne Moore lembrou que Toback a abordou na rua com a mesma conversa nos anos 1980. “Vamos fazer um teste, venha ao meu apartamento”, citou a vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice” (2014), usando seu Twitter. “Eu recusei. Um mês depois, ele me viu na rua e fez o convite novamente com as mesmas palavras. Eu disse: ‘Você não se lembra de ter feito isso antes?'”. Toback nega todas as acusações, com a desculpa de que seria “biologicamente impossível” que ele tenha cometido assédio devido a um problema de coração e diabetes. Indicado ao Oscar pelo roteiro de “Bugsy” (1991), James Toback trabalha em Hollywood desde os anos 1970. Seu filme mais recente, “The Private Life of a Modern Woman”, tem Sienna Miller como protagonista e estreou no Festival de Veneza este ano. UPDATE: 38 women contacted me for this story. That number has now doubled since it was published. https://t.co/beVGHWGOKM — Glenn Whipp (@GlennWhipp) October 22, 2017 Updating again: Since this story published on Sunday, 193 additional women have contacted me to talk about Toback. https://t.co/beVGHWpdmc — Glenn Whipp (@GlennWhipp) October 23, 2017 @GlennWhipp 1 – #JamesToback approached me in the 80's on Columbus Ave with the same language – wanted me to audition, come to his apt. — Julianne Moore (@_juliannemoore) October 24, 2017 @GlennWhipp 2. I refused. One month later he did it again with the EXACT same language. I said don't u remember u did this before? — Julianne Moore (@_juliannemoore) October 24, 2017

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    Steven Seagal é acusado de assédio sexual

    24 de outubro de 2017 /

    O ator Steven Seagal foi acusado de assédio sexual pela jornalista Lisa Guerrero, que contou sua história em uma reportagem da revista Newsweek. A jornalista, que já foi atriz, revelou que em 1996 foi convidada a participar de uma seleção de elenco na casa do ator. Mas ficou com receio e levou uma amiga. Ao chegar ao local, as duas foram recebidas por Seagal apenas de roupão. “Quando li os relatos sobre Harvey Weinstein, eu despertei. É a mesma coisa que o Steven Seagal fez comigo. Depois descobri que ele é famoso por fazer isso”, afirma. Em 1998, a atriz Jenny McCarthy já tinha tornado público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente a Seagal, o que ele negou na época. De acordo com a Newsweek, o programa Inside Edition, em que Guerrero trabalha, está preparando uma reportagem-bomba com inúmeras denúncias de mulheres contra Seagal. McCarthy é uma delas. A reportagem também deve trazer ex-assistentes de Seagal, que o processam desde 2001 – entre elas, Blair Robinson, neta de Ray Charles – por assédio sexual. Vale lembrar que, em 2010, a CNN registrou que o reality show em que ele era policial honorário, “Steven Seagal: Lawman”, foi interrompido após a acusação de abuso de uma funcionária da produção. A ex-modelo Kayden Nguyen disse que foi contratada como assistente de Seagal, mas assim que os dois se instalaram em Nova Orleans ele tentou estuprá-la. Ela também acusou o ator de manter duas jovens russas na produção apenas para atendê-lo sexualmente.

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    Modelo brasileira revela ter quebrado um copo para usar como arma contra Harvey Weinstein

    23 de outubro de 2017 /

    A modelo brasileira Juliana de Paula se juntou à lista cada vez maior de mulheres que acusam o produtor Harvey Weinstein de abuso sexual. Em depoimento ao jornal Los Angeles Times, Juliana contou que ele a obrigou a beijar outras mulheres em seu apartamento em Nova York – “forçando, tipo empurrando duas cabeças em direção uma da outra” – , e quando ela tentou escapar, ele a teria perseguido pelado. A situação chegou ao ponto dela quebrar um copo de vinho para usar como arma, apontado-o contra ele para poder sair. “Me deixe sair agora ou isto terá sérias consequências”, ela revelou ter dito. “Ele olhou para mim e começou a rir. Eu fiquei chocada, completamente incrédula”. Weinstein já coleciona mais de 50 acusações de assédio sexual e até estupro por parte de atrizes, funcionárias e modelos. Além de Juliana de Paula, as tops Samantha Panagrosso e Zoe Brock também denunciaram o produtor, compartilhando histórias de terror. A australiana Brock diz ter se trancado no banheiro de um hotel para escapar a um ataque. Segundo a reportagem, Weinstein usava os contatos de sua esposa, a estilista Georgina Chapman da grife Marchesa, e seu status de produtor do “Project Runway” para atrair jovens modelos para suas armadilhas sexuais. Uma modelo italiana denunciou o produtor por estupro, que está sendo investigado pela polícia de Los Angeles.

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  • Etc

    Diretor de Guardiões da Galáxia diz que alertava sobre James Toback há 20 anos

    22 de outubro de 2017 /

    O diretor James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) veio a público afirmar que conhecia a reputação de James Toback, acusado neste domingo (22/10) de assédio sexual por quase 40 mulheres. Num post de seu Facebook, o cineasta da Marvel afirmou que, durante 20 anos, alertou outras pessoas sobre o comportamento do cineasta. Gunn contou que conheceu pessoalmente “pelo menos 15 mulheres” assediadas pelo diretor, que foi denunciado pelas vítimas em uma reportagem publicada pelo jornal Los Angeles Times. Uma, inclusive, era de sua família. “É importante dizer que não testemunhei nada disso”, escreveu Gunn. “Mas as histórias são tão estranhamente semelhantes, e as escutei repetidas vezes de algumas das pessoas em quem eu mais confio no mundo, e sei que as chances delas serem falsas … bem, seria simplesmente impossível”. “Quando eu morava em Nova York, na década de 1990, esse cara estava em todos os lugares”, relata Gunn. “Eu pessoalmente conheci pelo menos 15 mulheres, provavelmente mais, que dizem terem sido abordadas por ele em Nova York. Ele basicamente chegava e dizia: ‘Oi, sou James Toback e sou um diretor famoso, e sinto que existe uma conexão entre nós’. Então ele lhes mostra algum artigo sobre ele mesmo ou algum documento para provar que era quem dizia, e então tentava as convidava para ir a outro lugar com ele”. O cineasta revelou sua proximidade com as vítimas. “Ele fez isso com três garotas que eu namorei, duas das minhas melhores amigas e uma mulher da minha família… duas vezes. Sim, ele a abordou duas vezes com a mesma cantada idiota, sem perceber que era a mesma pessoa. Isso sem falar nas muitas outras mulheres com quem conversei em festas ou jantares sobre as interações delas com Toback”, escreveu. Sabendo disso, Gunn então começou a alertar outras pessoas a respeito do colega. “Eu fiz o que podia fazer no meu estado impotente: há 20 anos, venho falando de James Toback sempre que posso quando estou em um grupo de pessoas. Não podia impedi-lo, mas podia alertar as pessoas sobre ele”. Segundo as denúncias do Los Angeles Times, Toback atraía jovens atrizes que sonhavam em trabalhar em Hollywood e começava a usar uma linguagem de conotação sexual sob a desculpa de ser para um papel em um de seus filmes. Em seguida, ele começava a se masturbar na frente delas. Depois de publicar a mensagem no Facebook, Gunn respondeu a alguns comentários. E revelou conhecer outros assediadores. “Sim, conheço mais uns dois. Mas não tenho tanta informação sobre eles como tinha em relação a Toback, então não posso colocar as coisas aqui no Facebook (alguém me lembrou que eu postei sobre o Toback anos atrás, quando eu estava um pouco menos susceptível a processos do que estou agora). Mas me encontre em qualquer lugar e eu vou te dizer quem são”. Veja a íntegra do post original abaixo. When I lived in New York, in the 'nineties, this dude was EVERYWHERE. I have personally met at least FIFTEEN WOMEN,… Publicado por James Gunn em Domingo, 22 de outubro de 2017

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  • Filme

    Cineasta James Toback é acusado de abuso sexual por quase 40 aspirantes a atriz

    22 de outubro de 2017 /

    O diretor e roteirista James Toback, indicado ao Oscar pelo roteiro de “Bugsy” (1991), segue o produtor Harvey Weinstein num novo escândalo de abuso sexual em Hollywood. Quase 40 mulheres o denunciaram numa reportagem do jornal Los Angeles Times, relatando assédios desde a década de 1980. Segundo o Los Angeles Times, algumas das mulheres procuravam trabalho na indústria do entretenimento no momento dos incidentes, mas também houve relatos de mulheres que Toback se aproximava. 31 das vítimas se identificaram na reportagem, detalhando diversas ocasiões em que Toback lhes fez sugestões obscenas, conduziu conversas em território sexualmente explícito ou esfregou-se contra elas até ejacular em suas calças ou em seus corpos. “Do jeito que ele apresentou a situação, era como: ‘É assim que as coisas são feitas'”, disse a atriz Adrienne LaValley sobre um encontro no quarto de hotel de 2008 que terminou com Toback tentando esfregar sua virilha contra sua perna. Quando ela recuou, ele se levantou e ejaculou em suas calças. “Eu me senti como uma prostituta, um enorme desapontamento para mim, meus pais, meus amigos. E eu merecia não contar a ninguém “. Embora Toback não seja um nome amplamente reconhecido fora da comunidade de cinema, ele produziu, dirigiu e escreveu muitos filmes com atores proeminentes como James Caan, Robert Downey Jr. e Mark Wahlberg, e conseguia impressionar as mulheres que pensavam estar fazendo uma boa conexão na indústria. Terri Conn tinha 23 anos e atuou na telenovela “As the World Turns” quando, segundo ela, Toback se aproximou dela na rua. Querendo atuar em um filme independente, Conn concordou em se encontrar com o Toback no Central Park para discutir um projeto. Uma vez lá, Conn informa que Toback disse a ela que a melhor maneira de conhecer alguém é ver sua alma, o que é melhor alcançado ao olhar para os olhos enquanto experimentavam orgasmo. Nesse ponto, Conn disse que se ajoelhou na frente dela e começou a se esfregar em sua perna enquanto olhava nos olhos dela. “Fiquei chocada e congelada e não sabia o que fazer”, disse Conn. “Eu pensei que, se eu resistisse, poderia piorar. Ele poderia me dominar”. Ele rapidamente ejaculou, levantou-se e pediu-lhe para se encontrar para um jantar mais tarde para continuar a falar do projeto. Conn nunca mais o viu. Outras mulheres nomeadas na matéria do Times incluem Starr Rinaldi, Louise Post, Karen Sklaire, Anna Scott, Echo Danon, Sari Kamin e Chantal Cousineau. Todos relataram incidentes em que experimentaram alguma forma de assédio de Toback. Kamin compartilhou sua experiência nas redes sociais, revelando que tinha 23 anos em 2003 quando conheceu o diretor em um Kinko’s. Ele mostrou seu cartão da Academia e falou sobre o filme “Uma Paixão Para Duas” (1997). Intrigada, ela o encontrou várias vezes para o jantar. Cada vez, ele aludia a um “tipo de conexão que precisaria experimentar com suas atrizes”. Ela elaborou: “Ele nunca definiu exatamente o que era essa conexão, mas meu medo do que isso poderia significar fazia meu estômago doer”. Eventualmente, Toback pediu-lhe para acompanhá-lo para um quarto de hotel. Kamin concordou, pensando que se “pudesse passar por essa parte, então iria estar em um filme e seria uma atriz bem-sucedida”. No hotel, Toback teria pedido que ela tirasse suas roupas, dizendo que precisava saber se ela poderia lidar com cenas sexuais. Apesar de sentir-se desconfortável, Kamin começou a se despir, mas de repente Toback começou a se esfregar na virilha dela. Ela perguntou se ele estava tentando gozar e ao ter confirmação, pegou as roupas e saiu correndo. Este relato veio à tona antes da publicação da reportagem do Los Angeles Times, o que levou a revista Variety a procurar o cineasta. Antes do surgimento de novas denúncias, ele negou que tivesse se comportado de forma inapropriada, se disse vítima de calúnia e ainda afirmou que nem sequer conhecia sua acusadora. “Isso é totalmente angustiante para mim”, disse ele. “Nunca ouvi falar dessa mulher e é totalmente difamatório inventar essa acusação. Tenho 72 anos, mas não tenho Alzheimer e não tenho dificuldade em lembrar as coisas com grande detalhe”. Ele descreveu as acusações como “grotescas”, acrescentando: “Eu condeno totalmente o comportamento que ela retrata e nunca sonharia com a substância ou as especificidades das ações que ela descreveu”. “É um momento ruim para dizer essas coisas, porque se espera que acusações como esta gerem simpatia, mas não se deve ter simpatia por difamação, calúnia e mentiras. Embora seja simpatizante do conceito de ‘#metoo’, receio que isso não seja usado apenas para expressar raiva e queixa legítimas, mas também calúnias inventadas”. As alegações acontecem na sequência do escândalo de Harvey Weinstein, em que um número semelhante de mulheres denunciou um padrão de assédio sexual de décadas. A diferença é que as atrizes assediadas por Weinstein eram famosas. A maioria das que agora denunciam Toback não conseguiram seguir na carreira. Entre as atrizes famosas que Toback dirigiu, encontram-se Sienna Miller, Heather Graham, Molly Ringwald, Sarah Michelle Gellar, Neve Campbell, Joey Lauren Adams, Ornella Muti, Nastassja Kinski e a top model Claudia Schiffer. Nenhuma ainda se manifestou a respeito do escândalo.

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  • Etc

    Bob Weinstein, irmão de Harvey, é acusado de assédio sexual

    18 de outubro de 2017 /

    Após condenar publicamento o comportamento do irmão e ex-sócio Harvey Weinstein, envolvido num escândalo de abuso sexual que atravessa décadas, o produtor Bob Weinstein também foi acusado de conduta imprópria. Amanda Segel, showrunner da série “The Mist”, produzida pela The Weinstein Company para o canal pago americano Spike, afirmou que Bob fez diversas investidas contra ela em ambiente de trabalho e a convidou para jantares privados. O assédio começou no meio do ano passado e continuou por três meses até o advogado de Amanda, David Fox, informar aos executivos da TWC que ela deixaria a produção da série se Bob Weinstein não parasse de procurá-la para fins pessoais. A informação foi divulgada na terça-feira (17/10) pela revista Variety, que entrevistou a produtora. “Dizer ‘não’ deveria ser o bastante”, disse Amanda Segel para a publicação. “Depois do ‘não’, qualquer pessoa que te chamou para sair deveria seguir sua vida. Bob continuou a insistir que ele queria ter uma amizade comigo. Ele não queria ter uma amizade. Ele queria mais do que isso. Minha esperança é que ‘não’ seja o suficiente a partir de agora”. Um representante de Bob Weinstein emitiu uma nota negando que ele tenha tido qualquer comportamento inapropriado. “Bob jantou com a senhorita Segel em Los Angeles, em junho de 2016. Ele nega qualquer alegação de que tenha se comportado inapropriadamente durante ou depois do jantar. É muito lamentável que qualquer reclamação do tipo tenha sido feita”, disse a nota. A acusação acontece no momento em que Bob Weinstein tenta salvar o estúdio, que enfrenta adiamento de estreias de cinema e cancelamento de produções de séries, em meio a uma debandada geral de executivos e funcionários, causada pelas acusações diárias feitas por vítimas de Harvey Weinstein nas últimas quatro décadas. Mais de 40 mulheres já declararam terem sido abusadas pelo produtor desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a denunciar publicamente o comportamento do magnata, numa reportagem do jornal The New York Times, publicada em 5 de outubro. Em pouco mais de uma semana, diversas estrelas famosas compartilharam suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, e pelo BAFTA, a Academia britânica, além do Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (PGA). Ele também deve enfrentar um processo criminal.

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    Lena Headey conta ter chorado após sofrer assédio de Harvey Weinstein

    17 de outubro de 2017 /

    Intérprete da poderosa rainha Cersei de “Game of Thrones”, Lena Headey passou por uma experiência terrível de impotência na carreira, ao ser assediada por Harvey Weinstein. Ele compartilhou sua história no Twitter nesta terça-feira (17/10), revelando como ele abusava da sua posição para se aproximar das atrizes, além de mencionar ter sofrido bullying do diretor Terry Gilliam. Em uma série de tuítes, ela conta que conheceu Weinstein no Festival de Veneza. “’Os Irmãos Grimm’ estava passando lá (e durante a filmagem eu fui submetida a um bullying interminável por parte do diretor Terry Gilliam). Em certo momento, Harvey me pediu ir com ele até a água, eu fui com ele e ele parou e fez um comentário sugestivo, um gesto. Eu só levei na brincadeira, estava genuinamente chocada. Eu me lembro de pensar ‘tem que ser piada’. Disse alguma coisa como ‘Qual é, cara? É como beijar meu pai. Vamos pegar um drinque, voltar para o grupo’. Nunca participei de outro filme da Miramax”. O segundo encontro aconteceu em Los Angeles, anos depois, e foi bem mais sério. Lena foi convidada por Harvey para um café da manhã e disse acreditar que, após ela ter dito “não” de forma clara, ele “respeitaria seus limites” e trataria de uma proposta de trabalho. “Ele fez algumas perguntas sobre a minha vida amorosa. Eu mudei o assunto para algo menos pessoal. Então, ele foi ao banheiro. Ao voltar, disse ‘vamos até o quarto, eu quero te entregar um roteiro’. Nós entramos no elevador e a energia mudou. Meu corpo todo entrou em estado de alerta. O elevador estava subindo e eu disse ‘não estou interessada em nada além de trabalho, por favor não pense que eu entrei aqui por qualquer outra razão, nada vai acontecer’. Eu não sei o que me levou a falar naquele momento, só tive uma grande sensação de ‘não chegue perto de mim’”. Ela descreveu que Weinstein mudou rapidamente após ter-lhe dito aquilo. “Ele ficou em silêncio, furioso. Nós saímos do elevador e fomos até o quarto dele. A mão dele estava nas minhas costas, ele estava me conduzindo, sem dizer uma palavra, me senti completamente impotente. A chave dele não funcionou, então ele ficou muito bravo. Ele me levou de volta ao elevador e depois até o valet, segurando firme no meu braço. Ele pagou o meu carro e sussurrou no meu ouvido ‘não conte sobre isso para ninguém, nem o seu empresário, nem o seu agente.’ Eu entrei no meu carro e chorei”. Não havia roteiro, nem proposta de trabalho. pic.twitter.com/o1U06krn0q — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017 pic.twitter.com/QzS7EweJGe — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017 pic.twitter.com/VXzLNwT2yO — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017 pic.twitter.com/gX2cL6PyQN — lena headey (@IAMLenaHeadey) October 17, 2017

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    Jennifer Lawrence diz ter ficado nua para produtores que a consideravam “gorda”

    17 de outubro de 2017 /

    A atriz Jennifer Lawrence denunciou outro tipo de abuso que sofreu no começo da sua carreira. No mesmo evento da revista Elle em que Reese Witherspoon revelou ter sido assediada aos 16 anos por um diretor, a estrela da franquia “Jogos Vorazes” contou ter passado por um “teste de elenco” em que precisou ficar nua para produtores de cinema que a consideravam “gorda”. Vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida”, Lawrence detalhou sua experiência difícil e o abuso sofrido por não se ajustar aos padrões de “100% massa magra” da indústria. “Quando eu estava começando, um produtor me disse para perder pelo menos 6 quilos em duas semanas”, ela contou, segundo relato do site Deadline. “Ao mesmo tempo, outra produtora, uma mulher, me fez ficar nua e perfilar ao lado de outras cinco mulheres que eram muito mais magras do que eu”. “Depois dessa experiência humilhante que se passou por um teste de elenco, a produtora me disse que eu deveria usar fotos de mim mesma nua como motivação para emagrecer. E então um outro produtor que estava presente disse que não me achava gorda – pelo contrário, que eu era ‘perfeitamente comível’”, relatou. “Eu deixei que eles me tratassem daquela maneira porque achei que precisava, pela minha carreira. Ainda estou aprendendo que não preciso sorrir quando um homem faz com que eu me sinta desconfortável. Todo ser humano deveria ter o poder de ser tratado com respeito”, completou.

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  • Etc

    Reese Witherspoon revela ter sido abusada por um diretor quando tinha 16 anos

    17 de outubro de 2017 /

    A atriz Reese Witherspoon revelou também ter sofrido agressões e assédios sexuais em diversas ocasiões de sua carreira, que iniciaram quando ela tinha apenas 16 anos. Naquela ocasião, o abuso foi cometido por um diretor, ela contou, durante um evento da revista Elle, em que aproveitou para demonstrar que o problema não é restrito a Harvey Weinstein, mas – como insinuou a cantora Björk – disseminado na indústria cinematográfica. “Tive múltiplas experiências de assédio e agressões sexuais e eu não falo sobre elas com muita frequência”, disse a atriz, ao tornar público o que sofreu. Ela confessou ter tido noites mal dormidas depois que outras mulheres começaram a colocar em evidência tudo aquilo que passaram no trabalho, porque, segundo ela, o silêncio diante do que sofreu era tido como o melhor caminho para manter-se na indústria cinematográfica. “Eu sinto desgosto de verdade pelo diretor que me agrediu quando eu tinha 16 anos e raiva dos agentes e produtores que me fizeram sentir que o silêncio era uma condição do meu emprego”, acusou Reese, que tem em seu currículo o Oscar de Melhor Atriz por seu papel no filme “Johnny e June” (2005). “Depois de ouvir todas essas histórias nos últimos dias e ouvir essas mulheres corajosas se abrirem sobre coisas que nós ouvimos que devemos esconder debaixo do tapete e não falar sobre elas, isso me deixou com vontade de falar. E falar alto. Porque eu, na verdade, me senti menos sozinha nesta semana do que eu me senti em toda minha carreira”. Muitas atrizes, como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Kate Beckinsale e Rose McGowan alegaram terem sofrido assédio do produtor Harvey Weinstein. Outras ainda o acusaram de estupro. Após a grande repercussão das denúncias, outras contaram vivências traumáticas provocadas por homens. America Ferrera, por exemplo, revelou no Instagram uma agressão sexual aos 9 anos. “Essa foi uma semana realmente muito difícil para as mulheres em Hollywood, para as mulheres em todo o mundo, e muitas situações e muitas indústrias são forçadas a lembrar e reviver muitas verdades tenebrosas. Eu tenho minhas próprias experiências, que voltaram a minha mente de forma muito vívida. Tenho tido muita dificuldade para dormir, para pensar, para falar sobre os sentimentos que tenho tido de ansiedade, pensando sobre honestidade, e a culpa por não ter revelado antes. Você só pode se curar ao contar a verdade”, afirmou Reese.

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  • Filme

    Vera Fischer é convidada a viver Hebe Camargo em minissérie sobre assédio

    12 de outubro de 2017 /

    A atriz Vera Fischer, que está afastada da TV desde 2012, quando fez a novela “Salve Jorge”, renovou contrato com a Globo até 2020 e, segundo o jornal O Globo, se prepara para voltar numa minissérie, no papel de Hebe Camargo. Vera foi convidada para interpretar a apresentadora na série “Assédio”, sobre o ex-médico Roger Abdelmassih, preso após estuprar 37 pacientes. Hebe foi amiga dele antes do escândalo. Até então um dos maiores especialistas em reprodução assistida do país, Abdelmassih foi condenado a 181 anos de prisão. Antonio Calloni (“Polícia Federal – A Lei É para Todos”) será Abdelmassih na produção, que foi escrita por Maria Camargo (“Nise: O Coração da Loucura”) e será dirigida por Amora Mautner (novela “A Regra do Jogo”). A expectativa é para um lançamento em 2018, mas ainda não há data definida.

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  • Etc

    Atriz de One Tree Hill lembra abuso de Ben Affleck, que pede desculpas nas redes sociais

    11 de outubro de 2017 /

    A revelação dos assédios cometidos pelo produtor Harvey Weinstein abriu as portas para novas denúncias. A atriz Hilarie Burton aproveitou para lembrar, em seu Twitter, ter sido vítima de um avanço inapropriado do ator Ben Affleck quando estava começando a carreira. O caso aconteceu em 2003, quando ambos estavam participando de um programa da MTV. “Eu era apenas uma criança”, ela lembrou, após o comentário de uma seguidora. Na ocasião, Affleck a abraçou por trás e apertou um de seus seios diante das câmeras, para sua surpresa. No programa, o caso foi tratado como brincadeira, mas ela ficou claramente espantada e sem ação. Hilarie Burton é casada com o ator Jeffrey Dean Morgan, intérprete do pai do herói Batman vivido por Ben Affleck em “Batman Vs Superman: A Origem da Justiça” (2016). Na ocasião em que o constrangimento aconteceu ela tinha apenas 18 anos e iniciava seu primeiro papel importante, na 1ª temporada de “One Tree Hill” (Lances da Vida). Diante da repercussão do caso de Weinstein, Affleck, que chegou a emitir um comunicado sobre as denúncias contra o produtor, resolveu pedir desculpas em suas redes sociais. “Eu agi de maneira inapropriada com a Senhorita Burton e peço sinceras desculpas”, ele escreveu. Veja abaixo. https://t.co/wh2MpJVQzl Girls. I'm so impressed with you brave ones. I had to laugh back then so I wouldn't cry. Sending love. — Hilarie Burton (@HilarieBurton) October 11, 2017 Seriously, thank you for that. I was a kid. — Hilarie Burton (@HilarieBurton) October 11, 2017 I acted inappropriately toward Ms. Burton and I sincerely apologize — Ben Affleck (@BenAffleck) October 11, 2017

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  • Etc

    Figurinista que acusa José Mayer de assédio é chamada a depor na polícia

    10 de abril de 2017 /

    A figurinista Susllem Tonani foi chamada a depor na delegacia para falar do assédio sexual que ela denunciou na mídia, praticado pelo ator José Mayer nos estúdios de gravação da Globo, durante a produção da novela “A Lei do Amor”. “Convoquei Susllem Tonani e estou aguardando a sua presença. Tudo vai depender do depoimento dela para que eu possa chamar ou não o ator José Mayer para também falar sobre o caso”, disse Rodolfo Waldeck, titular da 32ª Delegacia Policial do Rio de Janeiro (Taquara), nesta segunda-feira (10/4). O delegado não revelou a data do depoimento da figurinista, mas ele deve acontecer nos próximos dias. Em texto publicado num blog do jornal Folha de S.Paulo, no dia 31 de março, a figurinista acusou o ator José Mayer de assédio sexual. Ela contou que o assédio começou há oito meses durante gravações da novela “A Lei do Amor”, com elogios, que evoluíram para cantadas até chegar ao abuso, com o ator tocando suas partes íntimas sem o consentimento dela. No mesmo dia, aconteceu no Projac um protesto de atrizes e funcionárias da emissora contra o assédio. A TV Globo noticiou no “Jornal Hoje” e no “Jornal Nacional” a manifestação e confirmou a suspensão por tempo indeterminado de José Mayer. Por enquanto o caso é tratado como assédio e depende da denúncia da vítima. Caso Susllem Totani preencha um boletim de ocorrência, a acusação dará início a um inquérito policial, que pode vir a penalizar criminalmente o ator.

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  • Filme

    Vin Diesel pede desculpas “se ofendeu alguém” durante entrevista com youtuber brasileira

    25 de dezembro de 2016 /

    Vin Diesel usou seu perfil no Facebook para falar sobre a polêmica com a youtuber brasileira Carol Moreira, que o entrevistou durante a Comic-Con Experience, no começo do mês. Na ocasião, ele se portou de forma imprópria, assediando a jovem durante a gravação da entrevista, que durou 11 minutos e foi interrompida três vezes por cantadas do ator, tornando a situação desconfortável. O comportamento do ator acabou tendo repercussão internacional e levou seu perfil no Facebook a ser invadido por protestos. Em resposta, Diesel afirmou que tem o hábito de brincar em suas entrevistas e pediu desculpas se passou do limite. Além do curto texto publicado na noite da véspera de Natal (24/12), ele também incluiu um vídeo diferente da entrevista em sua página, sem a edição de Carol. “Como todos sabem, tento manter as minhas entrevistas mais brincalhonas e divertidas, especialmente quando estou na zona Xander (referência ao nome do personagem que ele interpreta no filme “xXx: Reativado”, que veio divulgar no Brasil). Mas, se ofendi alguém, então gostaria de me desculpar, pois essa nunca é minha intenção. Aqui está a versão sem cortes”, escreveu o ator. Veja abaixo:

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