Roteirista acusa Richard Dreyfuss de tentativa de estupro nos anos 1980
Menos de uma semana após Harry Dreyfuss, filho do ator Richard Dreysfuss (“Tubarão”, “A Garota do Adeus”), acusar Kevin Spacey (série “House of Cards”) de tê-lo assediado, seu próprio pai virou alvo de uma denúncia. A roteirista Jessica Teich resolveu trazer à tona uma tentativa de estupro ocorrida nos anos 1980, justamente após ler o relato de Harry. “Quando vi que ele estava apoiando a história do filho, que eu jamais questionaria, pensei: ‘Espere um minuto, esse cara me assediou por meses. Ele estava em uma posição de muito poder sobre mim, e na época senti que eu não poderia falar com ninguém sobre isso. Me pareceu muito hipócrita”, diz Teich ao site Vulture, que publicou a denúncia. Jessica Teich trabalhou como roteirista no documentário “Funny, You Don’t Look 200: A Constitutional Vaudeville”, sobre o bicentenário da constituição americana, apresentado por Richard Dreyfuss em 1987. A escritora lembra que o ator a chamou no seu trailer um dia e, quando ela chegou, ele mostrou seu pênis. “Lembro-me de subir os degraus do trailer e virar à esquerda… e ele estava na parte de trás do carro com o pênis para fora, e ele tentou me puxar para perto dele”, disse. “Estava ereto e ele empurrou meu rosto em direção ao pênis”, conta Teich, que acredita ter sido vítima de uma tentativa de sexo oral. Ela conseguiu escapar. “Ele criou um ambiente de trabalho hostil, onde eu me sentia constantemente objetificada, sexualizada e insegura”, acrescentou. Diante da denúncia, Dreyfuss emitiu um comunicado em que nega o abuso, afirmando que nunca se expôs para Jessica, a quem considerava sua amiga havia 30 anos. Ele admite, no entanto, que nos anos 1970 flertava com todas as mulheres. “Eu flertei com ela, e me lembro de tentar beijar Jessica como algo que eu pensava ser um jogo de sedução consensual que durou muitos anos”, explica o ator. “Estou horrorizado e desconcertado por descobrir que não era consensual”, continuou ele. “Não entendi. Isso me faz reavaliar cada relacionamento que eu já pensei ser divertido e mútuo”, completou o ator, que venceu o Oscar por “A Garota do Adeus” (1977).
Ellen Page acusa Brett Ratner de homofobia nas filmagens de X-Men: O Confronto Final
A atriz Ellen Page publicou um longo post em sua conta pessoal no Facebook onde reflete sobre as diversas acusações de abuso sexual em Hollywood, revelando momentos conturbados que ela própria passou durante sua carreira. Logo no começo, ela destaca ter sofrido um ataque homofóbico do diretor Brett Ratner, um dos nomes envolvidos em escândalos sexuais. De acordo com a atriz, ela tinha 18 anos quando chegou no primeiro dia de trabalho para o encontro com o elenco de “X-Men: O Confronto Final” (2006), no qual interpretou a mutante Kitty Pryde, quando Brett Ratner fez uma piadinha homofóbica que expôs sua sexualidade para todos os presentes. “Ele olhou para uma mulher próxima de mim, dez anos mais velha, apontou para mim e disse: ‘Você deveria fod*-la para ela perceber que é lésbica’. Ele era o diretor do filme, Brett Ratner”, ela recordou. “Eu era uma jovem adulta que ainda não tinha assumido para mim mesmo. Eu sabia que era gay, mas não sabia, por assim dizer. Senti-me violada quando isto aconteceu. Olhei para os meus pés, não disse nada e vi que ninguém o fez. Este homem começou os nossos meses de filmagens num encontro de trabalho com este terrível e incontestado ato. Ele ‘me tirou do armário’ sem consideração pelo meu bem-estar, um ato que todos reconhecemos como homofóbico. A partir daí, comecei a vê-lo no set dizendo coisas degradantes para as mulheres (…) como ‘boc*tas caídas'”. “Esta saída forçada e pública do armário me deixou com sentimento de vergonha por muito tempo, um dos resultados mais destrutivos da homofobia. Fazer com que alguém se sinta envergonhado de quem é, é uma manipulação cruel, concebida para oprimir e reprimir. Fui roubada de mais do que autonomia sobre a minha capacidade de me definir. O comentário de Ratner foi repetido em minha mente muitas vezes ao longo dos anos, todas as vezes que eu encontrei homofobia e tive que lidar com sentimentos de relutância e incerteza sobre meu futuro na indústria do entretenimento”, ela acrescentou. Ratner também foi descrito como misógino pelas mulheres que o acusaram de abuso sexual em uma reportagem do jornal Los Angeles Time, publicada no dia 1 de novembro, entre elas as atrizes Natasha Henstridge (“A Experiência”) e Olivia Munn (“X-Men: Apocalipse”). Ellen Page também lembrou outras situações inconvenientes de sua carreira. Sem citar o nome do diretor, ela contou ter sido assediada aos 16 anos de idade. “Quando eu tinha 16 anos, um diretor me levou para jantar (uma obrigação profissional bem comum). Ele acariciou minha perna debaixo da mesa e disse: “Você tem que tomar a iniciativa, eu não posso”. Eu não tomei e tive a sorte de me afastar dessa situação. Mas foi uma percepção dolorosa: minha segurança não estava garantida no trabalho. Uma figura de autoridade adulta para quem eu trabalhava pretendia me explorar fisicamente. Fui assaltada sexualmente meses depois. E um diretor pediu que eu transasse com um homem de 20 e poucos anos e depois lhe contasse. Isto foi o que me aconteceu durante os meus 16 anos, um adolescente na indústria do entretenimento”. Ela comentou que, enquanto vítimas sofrem, os abusadores seguem festejados em Hollywood. E, neste contexto, menciona que o maior erro de sua carreira foi ter trabalhado com Woody Allen, que foi acusado de ter abusado de sua filha. “Fiz um filme do Woody Allen e é o maior arrependimento da minha carreira. Tenho vergonha de ter feito isto. Eu ainda tinha que encontrar a minha voz e não era quem eu sou agora e me senti pressionada, porque “Claro que você tem que dizer sim a este filme Woody Allen”. No final das contas, no entanto, é minha responsabilidade decidir que fazer e fiz a escolha errada. Cometi um erro terrível.” A atriz participou de “Para Roma, com Amor” (2012), de Allen. Desde então, se assumiu lésbica. E voltou a ser convidada a viver a mutante Kitty Pryde em “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” (2014), logo após sair do armário publicamente. Desta vez, sem traumas.
Louis C.K. sobre acusações de assédio: “É tudo verdade”
Um dia depois de ser acusado de assédio por mulheres comediantes, Louis C.K. admitiu sua culpa. Ao contrário de outros acusados, que afirmam inocência ou desconhecimento, o humorista americano afirmou, num longo comunicado divulgado nesta sexta-feira (10/11), que “essas histórias são verdadeiras”. De acordo com a reportagem publicado pelo jornal The New York Times na quinta-feira, Louis C.K. gostava de se masturbar na frente de mulheres. Ele fez isso na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. E em 2005 perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Apesar de confirmar as acusações, ele alega que sempre pediu permissão para se expor diante das colegas. “Eu dizia para mim mesmo que o que eu fazia era ok porque eu nunca mostrei meu pênis para uma mulher sem perguntar primeiro, o que também é verdade. Mas o que eu aprendi mais tarde, tarde demais, é que quando você tem poder sobre outra pessoa, pedir para que ela olhe para o seu pênis não é uma questão. É colocá-la em uma situação difícil. O poder que eu tive sobre essas mulheres veio da admiração que elas sentiam por mim. E eu exerci esse poder de forma irresponsável”, ele assumiu. “Eu estou arrependido das minhas atitudes. E tenho tentado aprender com elas. E a correr delas. Agora estou ciente do tamanho do impacto das minhas ações. Eu aprendi ontem o quanto deixei essas mulheres que me admiravam se sentindo mal com elas mesmas, e cautelosas com relação a outros homens que jamais as colocariam nessa posição”. “Também tirei vantagem do fato de que eu era muito admirado na nossa comunidade, o que as impediu de compartilhar suas histórias e trouxe dificuldades quando elas tentaram fazer isso, porque as pessoas que me seguiam não queriam ouvir (essas histórias). Eu não pensei no que eu estava fazendo porque minha posição me permitiu não pensar nisso”, ele continua. Ele se desculpou especificamente para as pessoas que atualmente estão sendo afetadas profissionalmente por suas ações, incluindo os elencos e as equipes das séries “Better Things” e “Baskets”, do FX, da vindoura animação “The Cops”, no TBS, “One Mississippi”, na Amazon, e de seu “I Love You, Daddy”, que teve o lançamento cancelado pela distribuidora indie Orchard. “Eu trouxe dor para minha família, meus amigos, meus filhos e a mãe deles”, ele escreveu. “Passei minha carreira longa e sortuda falando e dizendo o que quiser. Agora vou dar um passo atrás e ficar ouvindo por um bom tempo”. Além do cancelamento da estreia do filme, HBO e Netflix anunciaram que cortaram seus laços com o humorista, interrompendo produções e retirando convites para sua participação em projetos futuros, enquanto o FX declarou estar “revisando” a situação das séries produzidas por ele.
Filme de Louis C.K. não será mais lançado após escândalo sexual
A distribuidora indie Orchard anunciou que não irá mais lançar “I Love You, Daddy”, filme dirigido e estrelado por Louis C.K., após uma reportagem do jornal New York Times denunciar assédio do humorista contra colegas comediantes do sexo feminino. A Orchard tinha pago US$ 5 milhões pelos direitos do filme, após a première no Festival de Toronto. O tapete vermelho estava marcado para quinta-feira passada (9/11), mas ele foi abruptamente cancelado quando, no mesmo dia, o jornal New York Times publicou a reportagem-denúncia. Após considerar as repercussões, a distribuidora emitiu um comunicado afirmando que tinha desistido do lançamento, marcado para a próxima sexta, 17 de novembro, nos Estados Unidos. A produção foi realizada em segredo por CK ao longo de apenas 20 dias e bancada por seu próprio dinheiro. Rodado em preto e branco, o filme acompanha a relação de um roteirista (papel de CK) e sua filha adolescente em meio ao ambiente hedonista de Hollywood, destacando em particular um cineasta pervertido, que gosta de atrizes bem jovens – para preocupação do pai-protagonista. Chlöe Grace Moretz (“A 5ª Onda”) vive a filha, John Malkovich (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”) é o diretor papa-anjo, e o elenco ainda inclui Rose Byrne (“X-Men: Apocalipse”), Charlie Day (“Círculo de Fogo”), Pamela Adlon (série “Better Things”), Edie Falco (série “Nurse Jackie”) e Helen Hunt (“Melhor É Impossível”). Veja o trailer abaixo.
Promotoria de Los Angeles cria equipe para investigar denúncias de abuso sexual em Hollywood
A promotoria de Los Angeles anunciou, na quinta-feira (9/11), a criação de uma equipe especial para analisar e investigar as numerosas denúncias de abuso sexual que estão surgindo contra celebridades de Hollywood. Lacey explicou, contudo, que, até o momento, não recebeu qualquer denúncia passível de ser levada à Justiça. “Estamos em contato com os departamentos de polícia de Los Angeles e Beverly Hills, que abriram diversas investigações, incluindo contra o produtor Harvey Weinstein, o diretor James Toback e o ator Ed Westwick”, disse a promotora Jackie Lacey, em entrevista coletiva. Por enquanto, os casos estão em fase investigativa e ainda não possuem elementos suficientes para o início de processos. Além da investigação em Los Angeles, a imprensa americana informou que o promotor do distrito de Manhattan está preparando uma denúncia contra Weinstein com base na acusação feita pela atriz Paz de la Huerta. Também há investigações em curso pela polícia de Londres, envolvendo Weinstein e o ator Kevin Spacey. Após denúncia contra o poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, no início de outubro, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick, Steven Seagal e Louis C.K., cineastas como Brett Ratner e James Toback, além de agentes de artistas e executivos de estúdios.
HBO remove programas de Louis C.K., Netflix cancela especial e FX “revisa” situação após escândalo sexual
A HBO anunciou que irá remover os programas de stand-up do comediante Louis C.K. e a antiga comédia “Lucky Louie” de seus serviços de streaming. A emissora também divulgou que ele não participará mais do especial beneficente “Night of Too Many Stars: America Unites for Autism Programs”, que irá ao ar em 18 de novembro. A Netflix também confirmou o cancelamento de um especial do comediante, o segundo programado, após o lançamento do primeiro em abril. “As acusações feitas por várias mulheres de Nova York são perturbadoras. O comportamento inadequado e não profissional de Louis com colegas mulheres nos levou a decidir não produzir o segundo especial que havia sido planejado”, disse a plataforma por meio de uma nota enviada à imprensa americana. Além disso, o canal FX, que exibiu a premiada série “Louie” nos EUA até dois anos atrás e lança especiais do comediante, anunciou que a relação com o humorista está “sendo revisada”. “Estamos obviamente perturbados com as acusações sobre Louis C.K”, afirmou o canal, em comunicado. “O canal não recebeu nenhuma denúncia de conduta irregular relativas aos cinco programas que produzimos juntos ao longo dos últimos oito anos. A FX Networks e a FXP (FX Productions) vão tomar todas as atitudes necessárias para proteger nossos funcionários, enquanto investigam outras alegações de conduta inapropriada no nosso ambiente de trabalho. Dito isto, esta questão está sendo revisada”. O FX exibe atualmente duas atrações produzidas por Louis C.K., “Baskets” e “Better Things”, e pretendia estrelar a animação “The Cops”, dublada por ele, em 2018. O comediante entrou na lista negra dos escândalos sexuais de Hollywood após ser acusado de assédio por cinco mulheres comediantes, de acordo com relato publicado pelo jornal The New York Times, na quinta-feira (9/10). Uma delas foi a atriz Tig Notaro, estrela da série “One Mississippi”, que Louis C.K. produzia para a Amazon. Segundo as denúncias, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Além dos problemas com os canais de TV, Louis C.K. também viu a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, estrelada e dirigida por ele, cancelada na quinta-feira, em Nova York. Segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme, previsto para 17 de novembro, pode até ser suspenso.
Louis C.K. é acusado de se masturbar na frente de mulheres comediantes
Mais um ator famoso foi acusado de abuso sexual nos Estados Unidos. O alegado predador da vez é Louis C.K., um dos comediantes mais premiados da TV americana. Ele foi acusado por cinco mulheres, numa reportagem do jornal The New York Times publicada nesta quinta-feira (9/11). Uma delas é a atriz Tig Notaro, estrela e criadora da série “One Mississippi”, da Amazon. Segundo a reportagem, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante (ela recusou). Um representante de Louis C.K. informou ao jornal que ele não falaria sobre o assunto. Tig Notaro já tinha se manifestado negativamente sobre o comediante enquanto promovia, nos últimos meses, a 2ª temporada de “One Mississippi”, que é produzida justamente por Louis C.K. Ela, inclusive, fez questão de afirmar que ele não tinha mais ligação com a série, e que ambos não se falavam há dois anos, desde a produção do piloto. Na nova temporada da atração, há uma cena em que uma personagem, interpretada pela mulher de Tig Notaro, Stephanie Allynne, é assediada sexualmente quando o seu chefe se masturba na frente dela. A situação refletia acusações feitas por outras comediantes (seus nomes não haviam sido revelados) contra Louis C.K. No ano passado, ele comentou os rumores, afirmando que “não ligo para isso. Isso não é real”. Agora, em entrevista ao Times, Tig Notaro confirmou que a cena foi baseada nos relatos que havia ouvido sobre o comediante. Assim que circularam rumores sobre a realização da reportagem, a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, dirigida e estrelada por Louis C.K., que aconteceria exatamente nesta quinta-feira em Nova York, foi cancelada. Agora, segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme pode até ser suspenso. Louis C.K. junta a uma extensa lista de atores, produtores e empresários, que não pára de crescer após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual. Atualmente, Hollywood vive sob a sombra de constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.
Terry Crews abre queixa criminal contra executivo de Hollywood que o assediou
O ator Terry Crews (o pai de Chris na série “Todo Mundo Odeia o Chris”, atualmente em “Brooklyn Nine-Nine”) decidiu registrar uma queixa na polícia sobre o assédio sexual que sofreu no ano passado. Ele comentou o caso no Twitter em 8 de outubro, logo após as primeiras denúncias contra Harvey Weinstein, para mostrar que não eram apenas as mulheres que sofriam assédio sexual em Hollywood. No texto, dividido em nada menos que 16 tuítes (veja abaixo), ele revelou que, durante uma festa, um “executivo do alto escalão de Hollywood” agarrou suas partes íntimas. O caso aconteceu na frente de sua mulher. “Pulando para trás, eu disse, ‘O que você está fazendo?’ Ele apenas sorriu como um idiota”, escreveu Crews. A suspeita é que o citado poderoso da indústria seja o empresário de atores Adam Venit, que foi demitido da agência WME após as alegações do ator. A polícia de Los Angeles já começou a investigar a acusação. This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 My wife n I were at a Hollywood function last year n a high level Hollywood executive came over 2 me and groped my privates. (2/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Jumping back I said What are you doing?! My wife saw everything n we looked at him like he was crazy. He just grinned like a jerk. (3/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I was going to kick his ass right then— but I thought twice about how the whole thing would appear. (4/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 “240 lbs. Black Man stomps out Hollywood Honcho” would be the headline the next day. (5/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Only I probably wouldn’t have been able to read it because I WOULD HAVE BEEN IN JAIL. So we left. (6/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 That night and the next day I talked to everyone I knew that worked with him about what happened. (7/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He called me the next day with an apology but never really explained why he did what he did. (8/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I decided not 2 take it further becuz I didn’t want 2b ostracized— par 4 the course when the predator has power n influence. (9/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I let it go. And I understand why many women who this happens to let it go. (10/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Who’s going 2 believe you? ( few) What r the repercussions?(many) Do u want 2 work again? (Yes) R you prepared 2b ostracized?(No)(11/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I love what I do. But it’s a shame and the height of disappointment when someone tries to takes advantage of that. (12/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He knows who he is. But sumtimes Uhav2 wait & compare notes w/ others who’ve been victimized in order 2gain a position of strength. (13cont) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I understand and empathize with those who have remained silent. But Harvey Weinstein is not the only perpetrator. (14/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hollywood is not the only business we’re this happens, and to the casualties of this behavior— you are not alone. (15/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hopefully, me coming forward with my story will deter a predator and encourage someone who feels hopeless. (16/end) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017
Astro da série Transparent é investigado pela Amazon após acusação de assédio sexual
A Amazon está investigando uma acusação de assédio sexual contra o ator Jeffrey Tambor, protagonista da série “Transparent”. Segundo o site Deadline, a investigação começou nesta semana após denúncia de Van Barnes, ex-assistente transgênero de Tambor, em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava um suposto comportamento inadequado por parte do ator. O ator de 73 anos foi a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. “Estou a par de que uma contrariada ex-assistente fez uma publicação privada insinuando que eu tinha atuado de modo inadequado com ela”, disse Tambor como resposta. “Rejeito e nego de maneira contundente e veemente qualquer insinuação ou acusação de que eu tenha mantido alguma vez algum tipo de comportamento inadequado com esta pessoa ou com qualquer outra com quem tenha trabalhado. Estou consternado e angustiado por esta acusação infundada”, ele se manifestou. Tambor venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, em que interpreta um transexual novato da Terceira Idade, cuja transição de gênero pega a família de surpresa. “Tudo o que diminui o nível de respeito, segurança e inclusão tão fundamental para o nosso ambiente de trabalho é completamente antitético aos nossos princípios”, disse Jill Soloway, criadora de “Transparent”, em um comunicado, após o surgimento das acusações. “Estamos cooperando com a investigação sobre este assunto”. A denúncia sobre Tambor chega poucas semanas depois de o ex-presidente do Amazon Studios, Roy Price, renunciar após a produtora Isa Dick Hackett (série “The Man in the High Castle”) o acusar de assédio. Após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.
Atriz de Arrested Development acusa Steven Seagal de assédio sexual
A atriz Portia de Rossi (da série “Arrested Development”) usou o Twitter para denunciar Steven Seagal por assédio sexual. Ela relatou sua experiência num teste que fez para um dos filmes do ator. “Meu teste final para um filme de Steven Seagal aconteceu em seu escritório. Ele me disse o quão importante era a química entre os atores fora das telas enquanto me fez sentar e foi descendo o zíper das suas calças de couro. Eu corri e chamei minha agente. Sem se incomodar, ela disse, ‘Bem, eu não sabia se ele era o seu tipo'”, escreveu a atriz, que se assumiu lésbica e é casada com a apresentadora Elle DeGeneres desde 2008. Seagal já tinha sido denunciado anteriormente pela atriz Julianna Margulies (“The Good Wife”) e pela jornalista Lisa Guerrero. Além disso, em 1998, a atriz Jenny McCarthy tornou público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente ao ator, o que ele negou na época. My final audition for a Steven Segal movie took place in his office. He told me how important it was to have chemistry off-screen as he sat me down and unzipped his leather pants. I️ ran out and called my agent. Unfazed, she replied, “well, I didn’t know if he was your type.” — Portia de Rossi (@portiaderossi) 8 de novembro de 2017
Atriz de Smallville e Longmire acusa Jeremy Piven de abuso sexual
A atriz Cassidy Freeman, que estrelou as séries “Smallville” e “Longmire”, usou seu Instagram para acusar o ator Jeremy Piven (das séries “Entourage” e “Mr. Selfridge”) de abuso sexual. Ela resolveu se manifestar após Piven negar a primeira denúncia, feita pela playmate e estrela de reality show Ariane Bellamar. “Você não pode negar isso porque, infelizmente, é inegável”, escreveu Freeman. “A reação sofrida por esta mulher após as acusações foi horrenda. E se as acusações são ou não verdadeiras, a verdade é que eu conheço você. Eu sei o que você fez e tentou fazer comigo quando eu era muito nova. Isto eu sei. E você também sabe disso. A menos que fossem tantas de nós, que você pode nem lembrar. O comportamento predatório é uma maneira crônica para você buscar o poder. Você se sente poderoso? Com seus advogados e suas redes e seus fãs ardorosos, que chamam suas vítimas de bimbos? Ou você sabe, em seu intestino podre, que você terá que mentir pelo resto de sua vida? Espero que, de agora em diante, você mantenha suas calças no lugar e nunca consiga fazer isso novamente”. Bellamar acusou o ator de apalpá-la sem licença e esticou o assunto com detalhes em vários tuítes. Após a denúncia, ela sofreu assédio dos fãs do ator nas redes sociais, que a acusaram de tentar chamar atenção em meio à onda de revelações de escândalos sexuais na indústria do entretenimento americano. Diante da denúncia, a HBO, que exibiu “Entourage” de 2004 a 2011, e a CBS, que transmite a nova série protagonizada por Piven, “Wisdom of the Crowd”, lançada no começo de outubro, emitiram comunicados. A HBO afirmou ter uma política de tolerância zero para assédio sexual, mas não ouviu falar de qualquer mau comportamento de Piven antes das alegações de Bellamar. Já a CBS informou que está “investigando o assunto”, mas discretamente vetou a exibição de uma entrevista pré-gravada do ator no talk show do canal, “The Late Show with Stephen Colbert”. “Wisdom of the Crowd” está com uma boa média de público, assistida por 7,8 milhões de telespectadores ao vivo, mas seu impacto na demo (a demografia de jovens adultos cobiçada pelos anunciantes) é mínimo, com registro de apenas 1 ponto. A série ainda não teve encomenda de novos episódios, além dos 13 originalmente produzidos. @jeremypiven You will deny this because, sadly, she’s deniable. The backlash this woman received was horrendous. And whether or not her accusations are true, the TRUTH is I know you. I know what you did and attempted to do to me when I was far too young. THAT I know. And you know it too. Unless there were so many of us, that you can’t remember. Predatory behavior is a chronic way for you to seek power. Do you feel powerful? With your lawyers and your networks and your die hard man-fans who call your victims bimbos? Or do you know, in your rotten gut, that you will have to lie for the rest of your life? I hope from now on, you keep it in your pants and you never get to do it again. Uma publicação compartilhada por Cassidy Freeman (@hatface) em Nov 1, 2017 às 7:07 PDT
Finn Wolfhard, da série Stranger Things, desabafa contra assédio nas redes sociais
Depois de ter sido assediado por fãs nas redes sociais, o ator Finn Wolfhard, que vive o menino Mike na série “Stranger Things”, usou o Twitter para pedir respeito a seus limites pessoais. “Ei, pessoal! Eu não quero excluir ninguém dessa legião de fãs, mas se você for um fã de verdade, não vai assediar meus amigos ou colegas de trabalho. Vocês saberão quem vocês são”, escreveu o ator. “Por que eu ainda tenho de tuitar isso, eu não sei. Qualquer pessoa que se diz ‘fã’ e resolve perseguir alguém por atuar e fazer o seu trabalho é ridículo. Pense antes de escrever”, completou o ator. O desabafo aconteceu após fãs da série criticaram Wolfhard nas redes sociais, por não terem conseguido tirar uma foto com ele, que não parou para cumprimentá-los no caminho até o hotel onde estava hospedado. Um vídeo do momento circulou pela internet. Embora a mensagem se refira ao assédio no geral, não passou despercebido pela atriz Shannon Purser, intérprete de Barb na 1ª temporada da série, que tudo começou com um adulto, responsável pela publicação do vídeo. Wolfhard tem 14 anos. “Ok, não. Nenhum ator é obrigado a parar para ninguém. Finn é um ser humano incrivelmente gentil. Mas ele é humano e precisa de um tempo também”, escreveu a atriz no Twitter. “Eu experimentei isso em uma escala menor, obviamente, mas eu tive pessoas me esperando em hotéis, no portão do aeroporto, etc. E eu sou adulta. Eu não consigo imaginar ser inundada por toda essa atenção nessa idade. É intimidador”, completou. Hey everybody! I don't wanna ex-communicate anyone from this fandom, but if you are for real you will not harass my friends, or co-workers. Ya'll know who you are. — Finn Wolfhard (@FinnSkata) November 8, 2017 Why I even have to tweet that, I don't know. Anyone who calls themselves a "fan" and actively goes after someone for literally acting and doing their job is ridiculous. Think b4 ya type boiiii — Finn Wolfhard (@FinnSkata) November 8, 2017
Ridley Scott decide tirar Kevin Spacey de Todo o Dinheiro do Mundo com o filme já pronto para a estreia
Diante da perspectiva de ter o lançamento de “Todo o Dinheiro do Mundo” adiado indefinidamente, devido à participação do ator Kevin Spacey, que se envolveu num escândalo sexual, o diretor Ridley Scott tomou uma decisão sem precedentes. Vai apagar Spacey do filme, por meio de sua substituição por outro ator. A solução é dispendiosa, já que envolve não apenas mais um salário, mas também refilmagens extensas. E Scott só conseguiu o aval da Sony ao prometer que entregaria a nova versão do filme, sem Spacey, no prazo da estreia oficial: 22 de dezembro. O escolhido para substituir Spacey foi Christopher Plummer, vencedor do Oscar por “Toda Forma de Amor” (2010). O intérprete veterano tinha sido a primeira escolha de Scott, mas a Sony queria um nome mais célebre e o vetou, optando por Spacey. Scott vai refilmar as cenas do filme com Plummer e os principais atores da produção. Mark Wahlberg (“O Dia do Atentado”) e Michelle Williams (“Manchete à Beira-Mar”), ambos já concordaram em voltar ao trabalho. Mas para economizar tempo e dinheiro, Scott vai inserir digitalmente o rosto de Plummer sobre o de Spacey em várias cenas externas, rodadas em locações na Europa e Oriente Médio. Ele já tinha feito isso quando a tecnologia não era tão avançada. O ator inglês Oliver Reed sofreu um ataque cardíaco e morreu algumas semanas antes de rodar suas cenas finais no filme “Gladiador”. Scott filmou outro ator e aplicou digitalmente o rosto de Reed, extraído de cenas anteriores, sobre o figurante. Ele acabou vencendo o Oscar de Melhor Direção. Caso Scott volte a obter êxito, sua ideia vai aumentar a pressão sobre os atores, que passarão a ser facilmente substituídos em caso de confusões ou escândalos. A grande ironia é que Ridley Scott já tinha rodado o filme a toque de caixa. Não apenas para aprontá-lo a tempo de pegar a temporada de premiações, mas porque precisava chegar aos cinemas antes da estreia de um projeto televisivo sobre a mesma história, feito por outro grande cineasta. A minissérie “Trust”, desenvolvida pelo roteirista Simon Beaufoy e o diretor Danny Boyle (a dupla de “Quem Quer Ser um Milionário?”) estreia em janeiro no canal pago FX. Filme e minissérie giram em torno do famoso sequestro do então adolescente John Paul Getty III na Itália, em 1973, e as tentativas desesperadas da sua mãe, a ex-atriz Gail Harris (papel de Michelle Williams no filme), para conseguir que o avô bilionário do rapaz pagasse o resgate. Mas John Paul Getty Sr (papel de Spacey), considerado na época o homem mais rico do mundo, recusou-se a pagar os raptores. Por isso, para provar que falavam a sério, os criminosos chegaram a mandar para a família a orelha direita do jovem de 16 anos. A estreia no Brasil já tinha sido marcada para 2018, em janeiro, com distribuição da Diamond Filmes.












