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    Promotoria de Los Angeles cria equipe para investigar denúncias de abuso sexual em Hollywood

    10 de novembro de 2017 /

    A promotoria de Los Angeles anunciou, na quinta-feira (9/11), a criação de uma equipe especial para analisar e investigar as numerosas denúncias de abuso sexual que estão surgindo contra celebridades de Hollywood. Lacey explicou, contudo, que, até o momento, não recebeu qualquer denúncia passível de ser levada à Justiça. “Estamos em contato com os departamentos de polícia de Los Angeles e Beverly Hills, que abriram diversas investigações, incluindo contra o produtor Harvey Weinstein, o diretor James Toback e o ator Ed Westwick”, disse a promotora Jackie Lacey, em entrevista coletiva. Por enquanto, os casos estão em fase investigativa e ainda não possuem elementos suficientes para o início de processos. Além da investigação em Los Angeles, a imprensa americana informou que o promotor do distrito de Manhattan está preparando uma denúncia contra Weinstein com base na acusação feita pela atriz Paz de la Huerta. Também há investigações em curso pela polícia de Londres, envolvendo Weinstein e o ator Kevin Spacey. Após denúncia contra o poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, no início de outubro, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick, Steven Seagal e Louis C.K., cineastas como Brett Ratner e James Toback, além de agentes de artistas e executivos de estúdios.

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    HBO remove programas de Louis C.K., Netflix cancela especial e FX “revisa” situação após escândalo sexual

    10 de novembro de 2017 /

    A HBO anunciou que irá remover os programas de stand-up do comediante Louis C.K. e a antiga comédia “Lucky Louie” de seus serviços de streaming. A emissora também divulgou que ele não participará mais do especial beneficente “Night of Too Many Stars: America Unites for Autism Programs”, que irá ao ar em 18 de novembro. A Netflix também confirmou o cancelamento de um especial do comediante, o segundo programado, após o lançamento do primeiro em abril. “As acusações feitas por várias mulheres de Nova York são perturbadoras. O comportamento inadequado e não profissional de Louis com colegas mulheres nos levou a decidir não produzir o segundo especial que havia sido planejado”, disse a plataforma por meio de uma nota enviada à imprensa americana. Além disso, o canal FX, que exibiu a premiada série “Louie” nos EUA até dois anos atrás e lança especiais do comediante, anunciou que a relação com o humorista está “sendo revisada”. “Estamos obviamente perturbados com as acusações sobre Louis C.K”, afirmou o canal, em comunicado. “O canal não recebeu nenhuma denúncia de conduta irregular relativas aos cinco programas que produzimos juntos ao longo dos últimos oito anos. A FX Networks e a FXP (FX Productions) vão tomar todas as atitudes necessárias para proteger nossos funcionários, enquanto investigam outras alegações de conduta inapropriada no nosso ambiente de trabalho. Dito isto, esta questão está sendo revisada”. O FX exibe atualmente duas atrações produzidas por Louis C.K., “Baskets” e “Better Things”, e pretendia estrelar a animação “The Cops”, dublada por ele, em 2018. O comediante entrou na lista negra dos escândalos sexuais de Hollywood após ser acusado de assédio por cinco mulheres comediantes, de acordo com relato publicado pelo jornal The New York Times, na quinta-feira (9/10). Uma delas foi a atriz Tig Notaro, estrela da série “One Mississippi”, que Louis C.K. produzia para a Amazon. Segundo as denúncias, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante, que o proibiu. Além dos problemas com os canais de TV, Louis C.K. também viu a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, estrelada e dirigida por ele, cancelada na quinta-feira, em Nova York. Segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme, previsto para 17 de novembro, pode até ser suspenso.

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    Louis C.K. é acusado de se masturbar na frente de mulheres comediantes

    9 de novembro de 2017 /

    Mais um ator famoso foi acusado de abuso sexual nos Estados Unidos. O alegado predador da vez é Louis C.K., um dos comediantes mais premiados da TV americana. Ele foi acusado por cinco mulheres, numa reportagem do jornal The New York Times publicada nesta quinta-feira (9/11). Uma delas é a atriz Tig Notaro, estrela e criadora da série “One Mississippi”, da Amazon. Segundo a reportagem, o artista se masturbou na frente de duas comediantes em 2002. No ano seguinte, fez a mesma coisa enquanto conversava com uma colega de profissão, por telefone. Em 2005, perguntou se podia se masturbar diante de uma outra comediante (ela recusou). Um representante de Louis C.K. informou ao jornal que ele não falaria sobre o assunto. Tig Notaro já tinha se manifestado negativamente sobre o comediante enquanto promovia, nos últimos meses, a 2ª temporada de “One Mississippi”, que é produzida justamente por Louis C.K. Ela, inclusive, fez questão de afirmar que ele não tinha mais ligação com a série, e que ambos não se falavam há dois anos, desde a produção do piloto. Na nova temporada da atração, há uma cena em que uma personagem, interpretada pela mulher de Tig Notaro, Stephanie Allynne, é assediada sexualmente quando o seu chefe se masturba na frente dela. A situação refletia acusações feitas por outras comediantes (seus nomes não haviam sido revelados) contra Louis C.K. No ano passado, ele comentou os rumores, afirmando que “não ligo para isso. Isso não é real”. Agora, em entrevista ao Times, Tig Notaro confirmou que a cena foi baseada nos relatos que havia ouvido sobre o comediante. Assim que circularam rumores sobre a realização da reportagem, a pré-estreia da comédia dramática “I Love You, Daddy”, dirigida e estrelada por Louis C.K., que aconteceria exatamente nesta quinta-feira em Nova York, foi cancelada. Agora, segundo a revista The Hollywood Reporter, o lançamento do filme pode até ser suspenso. Louis C.K. junta a uma extensa lista de atores, produtores e empresários, que não pára de crescer após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual. Atualmente, Hollywood vive sob a sombra de constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.

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    Terry Crews abre queixa criminal contra executivo de Hollywood que o assediou

    9 de novembro de 2017 /

    O ator Terry Crews (o pai de Chris na série “Todo Mundo Odeia o Chris”, atualmente em “Brooklyn Nine-Nine”) decidiu registrar uma queixa na polícia sobre o assédio sexual que sofreu no ano passado. Ele comentou o caso no Twitter em 8 de outubro, logo após as primeiras denúncias contra Harvey Weinstein, para mostrar que não eram apenas as mulheres que sofriam assédio sexual em Hollywood. No texto, dividido em nada menos que 16 tuítes (veja abaixo), ele revelou que, durante uma festa, um “executivo do alto escalão de Hollywood” agarrou suas partes íntimas. O caso aconteceu na frente de sua mulher. “Pulando para trás, eu disse, ‘O que você está fazendo?’ Ele apenas sorriu como um idiota”, escreveu Crews. A suspeita é que o citado poderoso da indústria seja o empresário de atores Adam Venit, que foi demitido da agência WME após as alegações do ator. A polícia de Los Angeles já começou a investigar a acusação. This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 This whole thing with Harvey Weinstein is giving me PTSD. Why? Because this kind of thing happened to ME. (1/Cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 My wife n I were at a Hollywood function last year n a high level Hollywood executive came over 2 me and groped my privates. (2/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Jumping back I said What are you doing?! My wife saw everything n we looked at him like he was crazy. He just grinned like a jerk. (3/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I was going to kick his ass right then— but I thought twice about how the whole thing would appear. (4/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 “240 lbs. Black Man stomps out Hollywood Honcho” would be the headline the next day. (5/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Only I probably wouldn’t have been able to read it because I WOULD HAVE BEEN IN JAIL. So we left. (6/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 That night and the next day I talked to everyone I knew that worked with him about what happened. (7/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He called me the next day with an apology but never really explained why he did what he did. (8/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I decided not 2 take it further becuz I didn’t want 2b ostracized— par 4 the course when the predator has power n influence. (9/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I let it go. And I understand why many women who this happens to let it go. (10/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Who’s going 2 believe you? ( few) What r the repercussions?(many) Do u want 2 work again? (Yes) R you prepared 2b ostracized?(No)(11/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I love what I do. But it’s a shame and the height of disappointment when someone tries to takes advantage of that. (12/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 He knows who he is. But sumtimes Uhav2 wait & compare notes w/ others who’ve been victimized in order 2gain a position of strength. (13cont) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 I understand and empathize with those who have remained silent. But Harvey Weinstein is not the only perpetrator. (14/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hollywood is not the only business we’re this happens, and to the casualties of this behavior— you are not alone. (15/cont.) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017 Hopefully, me coming forward with my story will deter a predator and encourage someone who feels hopeless. (16/end) — terrycrews (@terrycrews) 10 de outubro de 2017

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    Astro da série Transparent é investigado pela Amazon após acusação de assédio sexual

    9 de novembro de 2017 /

    A Amazon está investigando uma acusação de assédio sexual contra o ator Jeffrey Tambor, protagonista da série “Transparent”. Segundo o site Deadline, a investigação começou nesta semana após denúncia de Van Barnes, ex-assistente transgênero de Tambor, em uma publicação no seu perfil privado do Facebook, na qual relatava um suposto comportamento inadequado por parte do ator. O ator de 73 anos foi a público negar “de maneira contundente e veemente” qualquer tipo de comportamento inadequado. “Estou a par de que uma contrariada ex-assistente fez uma publicação privada insinuando que eu tinha atuado de modo inadequado com ela”, disse Tambor como resposta. “Rejeito e nego de maneira contundente e veemente qualquer insinuação ou acusação de que eu tenha mantido alguma vez algum tipo de comportamento inadequado com esta pessoa ou com qualquer outra com quem tenha trabalhado. Estou consternado e angustiado por esta acusação infundada”, ele se manifestou. Tambor venceu dois prêmios Emmy de Melhor Ator de Série de Comédia por “Transparent”, em que interpreta um transexual novato da Terceira Idade, cuja transição de gênero pega a família de surpresa. “Tudo o que diminui o nível de respeito, segurança e inclusão tão fundamental para o nosso ambiente de trabalho é completamente antitético aos nossos princípios”, disse Jill Soloway, criadora de “Transparent”, em um comunicado, após o surgimento das acusações. “Estamos cooperando com a investigação sobre este assunto”. A denúncia sobre Tambor chega poucas semanas depois de o ex-presidente do Amazon Studios, Roy Price, renunciar após a produtora Isa Dick Hackett (série “The Man in the High Castle”) o acusar de assédio. Após o escândalo em torno do poderoso produtor Harvey Weinstein, acusado por dezenas de mulheres em diferentes casos de abuso sexual, Hollywood vive sob a sombra de novas e constantes acusações de assédio, que já envolveram atores como Kevin Spacey, Ed Westwick e Steven Seagal e cineastas como Brett Ratner e James Toback.

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    Atriz de Arrested Development acusa Steven Seagal de assédio sexual

    9 de novembro de 2017 /

    A atriz Portia de Rossi (da série “Arrested Development”) usou o Twitter para denunciar Steven Seagal por assédio sexual. Ela relatou sua experiência num teste que fez para um dos filmes do ator. “Meu teste final para um filme de Steven Seagal aconteceu em seu escritório. Ele me disse o quão importante era a química entre os atores fora das telas enquanto me fez sentar e foi descendo o zíper das suas calças de couro. Eu corri e chamei minha agente. Sem se incomodar, ela disse, ‘Bem, eu não sabia se ele era o seu tipo'”, escreveu a atriz, que se assumiu lésbica e é casada com a apresentadora Elle DeGeneres desde 2008. Seagal já tinha sido denunciado anteriormente pela atriz Julianna Margulies (“The Good Wife”) e pela jornalista Lisa Guerrero. Além disso, em 1998, a atriz Jenny McCarthy tornou público um episódio em que perdeu um papel por se recusar a fazer um teste nua em frente ao ator, o que ele negou na época. My final audition for a Steven Segal movie took place in his office. He told me how important it was to have chemistry off-screen as he sat me down and unzipped his leather pants. I️ ran out and called my agent. Unfazed, she replied, “well, I didn’t know if he was your type.” — Portia de Rossi (@portiaderossi) 8 de novembro de 2017

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    Atriz de Smallville e Longmire acusa Jeremy Piven de abuso sexual

    9 de novembro de 2017 /

    A atriz Cassidy Freeman, que estrelou as séries “Smallville” e “Longmire”, usou seu Instagram para acusar o ator Jeremy Piven (das séries “Entourage” e “Mr. Selfridge”) de abuso sexual. Ela resolveu se manifestar após Piven negar a primeira denúncia, feita pela playmate e estrela de reality show Ariane Bellamar. “Você não pode negar isso porque, infelizmente, é inegável”, escreveu Freeman. “A reação sofrida por esta mulher após as acusações foi horrenda. E se as acusações são ou não verdadeiras, a verdade é que eu conheço você. Eu sei o que você fez e tentou fazer comigo quando eu era muito nova. Isto eu sei. E você também sabe disso. A menos que fossem tantas de nós, que você pode nem lembrar. O comportamento predatório é uma maneira crônica para você buscar o poder. Você se sente poderoso? Com seus advogados e suas redes e seus fãs ardorosos, que chamam suas vítimas de bimbos? Ou você sabe, em seu intestino podre, que você terá que mentir pelo resto de sua vida? Espero que, de agora em diante, você mantenha suas calças no lugar e nunca consiga fazer isso novamente”. Bellamar acusou o ator de apalpá-la sem licença e esticou o assunto com detalhes em vários tuítes. Após a denúncia, ela sofreu assédio dos fãs do ator nas redes sociais, que a acusaram de tentar chamar atenção em meio à onda de revelações de escândalos sexuais na indústria do entretenimento americano. Diante da denúncia, a HBO, que exibiu “Entourage” de 2004 a 2011, e a CBS, que transmite a nova série protagonizada por Piven, “Wisdom of the Crowd”, lançada no começo de outubro, emitiram comunicados. A HBO afirmou ter uma política de tolerância zero para assédio sexual, mas não ouviu falar de qualquer mau comportamento de Piven antes das alegações de Bellamar. Já a CBS informou que está “investigando o assunto”, mas discretamente vetou a exibição de uma entrevista pré-gravada do ator no talk show do canal, “The Late Show with Stephen Colbert”. “Wisdom of the Crowd” está com uma boa média de público, assistida por 7,8 milhões de telespectadores ao vivo, mas seu impacto na demo (a demografia de jovens adultos cobiçada pelos anunciantes) é mínimo, com registro de apenas 1 ponto. A série ainda não teve encomenda de novos episódios, além dos 13 originalmente produzidos. @jeremypiven You will deny this because, sadly, she’s deniable. The backlash this woman received was horrendous. And whether or not her accusations are true, the TRUTH is I know you. I know what you did and attempted to do to me when I was far too young. THAT I know. And you know it too. Unless there were so many of us, that you can’t remember. Predatory behavior is a chronic way for you to seek power. Do you feel powerful? With your lawyers and your networks and your die hard man-fans who call your victims bimbos? Or do you know, in your rotten gut, that you will have to lie for the rest of your life? I hope from now on, you keep it in your pants and you never get to do it again. Uma publicação compartilhada por Cassidy Freeman (@hatface) em Nov 1, 2017 às 7:07 PDT

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    Ridley Scott decide tirar Kevin Spacey de Todo o Dinheiro do Mundo com o filme já pronto para a estreia

    9 de novembro de 2017 /

    Diante da perspectiva de ter o lançamento de “Todo o Dinheiro do Mundo” adiado indefinidamente, devido à participação do ator Kevin Spacey, que se envolveu num escândalo sexual, o diretor Ridley Scott tomou uma decisão sem precedentes. Vai apagar Spacey do filme, por meio de sua substituição por outro ator. A solução é dispendiosa, já que envolve não apenas mais um salário, mas também refilmagens extensas. E Scott só conseguiu o aval da Sony ao prometer que entregaria a nova versão do filme, sem Spacey, no prazo da estreia oficial: 22 de dezembro. O escolhido para substituir Spacey foi Christopher Plummer, vencedor do Oscar por “Toda Forma de Amor” (2010). O intérprete veterano tinha sido a primeira escolha de Scott, mas a Sony queria um nome mais célebre e o vetou, optando por Spacey. Scott vai refilmar as cenas do filme com Plummer e os principais atores da produção. Mark Wahlberg (“O Dia do Atentado”) e Michelle Williams (“Manchete à Beira-Mar”), ambos já concordaram em voltar ao trabalho. Mas para economizar tempo e dinheiro, Scott vai inserir digitalmente o rosto de Plummer sobre o de Spacey em várias cenas externas, rodadas em locações na Europa e Oriente Médio. Ele já tinha feito isso quando a tecnologia não era tão avançada. O ator inglês Oliver Reed sofreu um ataque cardíaco e morreu algumas semanas antes de rodar suas cenas finais no filme “Gladiador”. Scott filmou outro ator e aplicou digitalmente o rosto de Reed, extraído de cenas anteriores, sobre o figurante. Ele acabou vencendo o Oscar de Melhor Direção. Caso Scott volte a obter êxito, sua ideia vai aumentar a pressão sobre os atores, que passarão a ser facilmente substituídos em caso de confusões ou escândalos. A grande ironia é que Ridley Scott já tinha rodado o filme a toque de caixa. Não apenas para aprontá-lo a tempo de pegar a temporada de premiações, mas porque precisava chegar aos cinemas antes da estreia de um projeto televisivo sobre a mesma história, feito por outro grande cineasta. A minissérie “Trust”, desenvolvida pelo roteirista Simon Beaufoy e o diretor Danny Boyle (a dupla de “Quem Quer Ser um Milionário?”) estreia em janeiro no canal pago FX. Filme e minissérie giram em torno do famoso sequestro do então adolescente John Paul Getty III na Itália, em 1973, e as tentativas desesperadas da sua mãe, a ex-atriz Gail Harris (papel de Michelle Williams no filme), para conseguir que o avô bilionário do rapaz pagasse o resgate. Mas John Paul Getty Sr (papel de Spacey), considerado na época o homem mais rico do mundo, recusou-se a pagar os raptores. Por isso, para provar que falavam a sério, os criminosos chegaram a mandar para a família a orelha direita do jovem de 16 anos. A estreia no Brasil já tinha sido marcada para 2018, em janeiro, com distribuição da Diamond Filmes.

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    Jornalista acusa Kevin Spacey de atacar seu filho e pede que ele seja preso

    8 de novembro de 2017 /

    Uma ex-âncora de telejornal de Boston realizou uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (8/11) para acusar o ator Kevin Spacey, astro da série “House of Cards”, de agressão sexual contra seu filho. Heather Unruh, que trabalhou numa estação de televisão afiliada à rede ABC até 2016, foi acompanhada por sua filha, Kyla, e do advogado Mitchell Garabedian, que foi vivido por Stanley Tucci no filme “Spotlight” (2016). Unruh explicou que o clima atual de denúncias é o que estimulou seu filho, ausente na entrevista, a dar sua permissão para que ela registrasse o incidente, que ocorreu no ano passado. Ela chamou atenção para o caso inicialmente em seu Twitter, em 13 de outubro, quando escreveu pela primeira vez que Spacey tinha “agredido um ente querido”. Isto foi antes de o ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) denunciar ter sido assediado por Spacey quando tinha 14 anos de idade. “O clima neste país está mudando. Há uma mudança”, disse ela. “Há menos culpabilização das vítimas e ficamos encorajados pelas vítimas no caso de Harvey Weinstein. Eles foram mulheres surpreendentemente corajosas e apareceram em números tão grandes que isso provocou muita conversa em nossa casa sobre este ser o momento certo”. Unruh detalhou a experiência de seu filho com Spacey ao ler uma declaração escrita. Segundo ela, em julho de 2016, seu filho de 18 anos foi assaltado sexualmente por Spacey dentro do Club Car Restaurant em Nantucket. Unruh diz que seu filho, que não tinha idade para beber, disse a Spacey que tinha e que o ator “lhe comprou bebida atrás de bebida atrás de bebida”. “Meu filho estava encantado pela atenção, um jovem hétero de 18 anos que não tinha ideia de que aquele famoso ator era um suposto predador sexual ou que ele estava prestes a se tornar sua próxima vítima”, disse ela. “Quando meu filho estava bêbado, Spacey fez sua jogada e o atacou sexualmente”. A jornalista deixou claro que seu filho não deu consentimento e chamou as ações de Spacey de crime. “Spacey enfiou a mão nas calças do meu filho e agarrou seus órgãos genitais”, disse ela. “Os esforços do meu filho para remover a mão de Spacey só foram momentaneamente bem sucedidos. Meu filho entrou em pânico, ele congelou. Ele estava bêbado”. Ainda assim, ela diz que Spacey insistiu para que o jovem se juntasse a ele em uma festa privada para beber mais. Quando ele se levantou para ir ao banheiro, uma estranha preocupada se aproximou e “disse para ele correr e ele correu o mais rápido que podia” para a casa da sua avó, onde chegou “atormentado e com medo”. “Nada poderia ter preparado meu filho para saber como essa agressão sexual o faria sentir como um homem”, disse ela sobre seu filho, que agora é estudante de segundo ano na faculdade. “Aquilo o prejudicou e não pode ser desfeito. Mesmo que ele tente o seu melhor para lidar com isso, como ele diz, isso está sempre lá e continua a incomodá-lo”. Ela acrescentou: “Ele não consegue esquecer”. Seu filho não informou o crime na época, “em grande parte devido ao constrangimento e ao medo”, mas ele deu entrada numa queixa na polícia local na semana passada, entregando evidências. A investigação criminal já começou. Unruh diz que espera que Spacey, que também está sendo investigado pela polícia de Londres, vá para a prisão. “Eu quero ver Kevin Spacey entrar na prisão. Eu quero que a mão da justiça caia sobre ele”. Falando diretamente para Spacey, Unruh completou: “Tenha vergonha pelo que fez ao meu filho. E tenha vergonha por usar suas desculpas para o que fez com Anthony Rapp para se assumir como homem gay. Essa foi uma tentativa terrível de desviar a atenção do que você realmente é: um predador sexual. Suas ações são criminosas.” Veja a íntegra da acusação no vídeo abaixo. Desde a semana passada, quando Spacey se desculpou pelo assédio sexual ao ator Anthony Rapp, vários outros homens revelaram casos semelhantes envolvendo o astro de “House of Cards”. Com a repercussão negativa, a Netflix suspendeu a produção da 6ª temporada da série política e divulgou que não trabalhará mais com o ator.

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    Ator de Prison Break é acusado de tentar estuprar figurinista em set de filmagem

    8 de novembro de 2017 /

    Mais um ator conhecido das séries foi acusado de abuso sexual. Robert Knepper, que ficou conhecido com o T-Bag de “Prison Break”, foi denunciado pela veterana figurinista de Hollywood Susan Bertram, que trabalhou em filmes como “Annabelle 2: A Criação do Mal”, “Pequenos Espiões” e “Con-Air”. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, ela alega que o ator tentou estuprá-la durante as filmagens do drama indie “Sonhos Femininos” (Gas, Food Lodging), de 1992. À época, ela tinha 31 anos e afirma que, quando foi deixar o figurino de Knepper em seu trailer, o ator pulou em sua frente, enfiou a mão por baixo do seu vestido e agarrou sua virilha “o mais forte que ele podia”. Em seguida, o ator a colocou de costas para a parede e disse “vou te comer inteira”, enquanto ela lutava contra o ataque e gritava que estava trabalhando. Eventualmente, ela conseguiu escapar e correu até cair de joelhos no chão do deserto do Novo México, onde o filme estava sendo rodado. Ela conta que depois se trancou num banheiro, onde averiguou que sua calcinha tinha sido rasgada, que a pele da região estava esfolada, pentelhos tinham sido arrancados e ela estava sangrando. “Eu simplesmente sentei lá e chorei por um tempo. Meu vestido estava rasgado, estava sujo”, lembrou-se durante a entrevista. Ao voltar ao trailer dos figurinos, ela contou à sua assistente, Dominique DuBois, o que tinha acontecido. E DuBois agora atesta a história. “Lembro que Susan entrou e ela estava visivelmente tremendo”, disse a assistente ao THR. “Ela me falou que [Robert Knepper] tentou estuprá-la. Ela estava muito abalada. Eu lembro disso”. Bertram afirma que queria muito trazer a história à público, antes mesmo da onda de escândalos sexuais que estão envolvendo homens poderosos da indústria cinematográfica, como Harvey Weinstein, James Toback e Kevin Spacey. Mas que se sentia impotente. “Nós não tínhamos nenhum apoio naquela época”, disse a figurinista. “Eu era jovem, era um dos meus primeiros empregos na indústria, eu estava muito longe de casa”. O que finalmente a inspirou a revelar o abuso foi o presidente Donald Trump, que numa gravação do programa “Access Hollywood” disse que gostava de “agarrar” as mulheres pelas vaginas. “Foi o que aconteceu comigo”, ela completou.

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    Ellen Pompeo revela ter interrompido tentativa de assédio de James Toback com palavrão

    7 de novembro de 2017 /

    A atriz Ellen Pompeo, estrela da série “Grey’s Anatomy”, revelou ter sido uma das mais de 300 mulheres assediadas pelo diretor James Toback. “Eu tive uma situação com ele. Tive que mandar ele de f*der, sinceramente”, ela contou, em entrevista para o jornal USA Today. “Nós estávamos em uma reunião em um local público, e eu trouxe comigo um amigo meu, Tony, e percebi que ele odiou que eu tinha feito isso”. “No minuto em que meu amigo teve que sair para ir ao banheiro ou algo assim, ele me perguntou se eu ficaria nua em um filme dele. Eu respondi: ‘É sério, cara? Meu amigo sai daqui por 30 segundos e você fala isso?’. Eu ri na cara dele”, completou. Toback também foi denunciado pela companheira de elenco de Pompeo em “Grey’s Anatomy”, Caterina Scorsone, por assédio sexual. O caso dela foi uma proposta de sexo por um papel num filme e a atriz quase desistiu da carreira por causa disso. A ficha corrida do diretor veio à tona numa reportagem do jornal Los Angeles Times, que trouxe denúncias de quase 40 mulheres contra ele. Desde então, as dezenas viraram centenas. De acordo com o jornalista Glenn Whipp, autor da reportagem do Times, mais de 300 mulheres o procuraram para dizerem que também foram vítimas do diretor. Além disso, Selma Blair e Rachel McAdams deram detalhes sórdidos do comportamento do cineasta, descrevendo até masturbação durante um suposto teste de elenco, em entrevista à revista Vanity Fair.

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    Harvey Weinstein usava agentes do serviço secreto israelense para calar denúncias de abusos sexuais

    7 de novembro de 2017 /

    A revista The New Yorker revelou como o produtor Harvey Weinstein conseguiu manter as denúncias sobre o seu comportamento de predador sexual abafadas até recentemente. Ele teria gasto uma fortuna contratando uma empresa formada por ex-agentes do serviço secreto israelense para investigar e pressionar suas vítimas e os jornalistas que enveredassem pelo assunto, de modo a chantagear e ameaçar, evitando que as acusações viessem à tona. Segundo a publicação, uma dessas agentes entrou em contato com uma das principais acusadoras, a atriz Rose McGowan, se fazendo passar por uma militante dos direitos da mulher. Funcionária da agência de segurança Black Cube, a mulher gravou em segredo horas de conversas com a atriz, que estava a ponto de publicar suas memórias, com o título “The Brave”, cujo conteúdo preocupava Weinstein. O autor da reportagem, Ronan Farrow, o filho de Mia Farrow e Woody Allen que há um mês publicou as primeiras denúncias de estupro contra o produtor, cita dezenas de documentos e pelo menos sete pessoas envolvidas diretamente nos esforços de Weinstein para evitar qualquer publicação contra ele. A agente que procurou McGowan também entrou em contato com jornalistas que investigavam o caso, como Ben Wallace da New York Magazine, para descobrir as informações que tinham. Weinstein e sua equipe queriam saber as informações com as quais a imprensa trabalhava e, ao mesmo tempo, investigavam os próprios repórteres, com perguntas sobre sua vida pessoal para ter material que permitisse contradizer, desacreditar ou intimidar os jornalistas. No caso de Wallace, buscaram informações sobre sua ex-esposa. O jornalista disse que nunca sofreu tanta pressão para interromper uma reportagem, que por fim a revista decidiu não publicar em janeiro de 2017 porque ninguém quis arriscar a lhe dar declarações gravadas. Além da Black Cube, dirigida por ex-agentes de inteligência de Israel, o produtor contratou outra empresa similar, a Kroll, que encontrou 11 fotos do produtor com McGowan, depois da suposta agressão, para desacreditar a atriz. Trata-se da mesma empresa contratada pela CPI da Petrobrás para desacreditar os delatores da Operação Lava-Jato. O produtor também recebeu informações de Dylan Howard, diretor de conteúdo da American Media Inc. que publica o tabloide National Enquirer, que usou um de seus repórteres para ligar para a ex-esposa de um diretor, que teve um romance com McGowan, visando conseguir declarações negativas sobre a atriz. “Tenho algo MARAVILHOSO”, escreveu Howard em e-mail. “Excelente, sobretudo se minhas impressões digitais não estão nisso”, respondeu Weinstein, segundo Ronan Farrow. Farrow ainda publicou que Weinstein “monitorava pessoalmente o progresso das investigações”, usando inclusive ex-funcionários de seu estúdio para conseguir nomes e fazer ligações que alguns consideraram “intimidadoras”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica), do PGA (Sindicato dos Produtores) e da Academia de Televisão, responsável pelo Emmy. Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e até estupros na indústria do entretenimento.

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    Harvey Weinstein é expulso da Academia de Televisão dos Estados Unidos

    7 de novembro de 2017 /

    A Academia da Televisão dos Estados Unidos, responsável pelo prêmio Emmy, expulsou o produtor Harvey Weinstein pelo resto de sua vida. A decisão foi informada após uma reunião na segunda-feira (6/11) e depois que medidas similares foram anunciadas no mês passado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, e o Sindicato dos Produtores. Além da expulsão, a Academia da Televisão prometeu revisar de modo detalhado os códigos de conduta da organização, assim como fez a Academia de Cinema. Weinstein recebeu 17 indicações ao prêmio Emmy, por programas como “Project Runway” e “Project Greenlight”. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédios, abusos e até estupros na indústria do entretenimento.

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