Mulher de Harvey Weinstein se solidariza com as vítimas do marido e anuncia divórcio
A mulher de Harvey Weinstein anunciou o divórcio, após a revelação de novos casos de abuso sexual cometidos pelo produtor, que vieram à tona na terça-feira (11/10). Em declaração à revista People, Georgina Chapman se solidarizou com as vítimas do marido. “Estou de coração partido por todas essas mulheres que passaram por uma dor enorme por causa das ações imperdoáveis dele”, ela declarou. Georgina é estilista da grife Marchesa e estava casada com Weinstein havia 10 anos. “Escolhi deixar o meu marido. Cuidar dos meus filhos é prioridade neste momento e peço privacidade à mídia”, completou. O produtor de cinema de 65 anos e a estilista de 41 têm um casal de filhos, a menina India Pearl e o menino Dashiell. Weinstein ainda tem outros três filhos do seu primeiro casamento com sua antiga assistente, Eve Chilton. Quando os primeiros casos vieram à tona, em uma reportagem do The New York Times publicada na semana passada, Harvey Weinstein declarou que contava com o apoio da esposa. “Ela está 100% comigo. Georgina e eu já conversamos sobre isso”, ele disse na ocasião, acrescentando que a esposa o estava ajudando a se tornar “um ser humano melhor” e a se desculpar com as pessoas pelo mau comportamento dele. Mas na terça uma nova reportagem do The New York Times revelou que o abuso sexual era sistemático, com declarações de Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie sobre como foram assediadas pelo produtor no início da carreira, além de relatos de pessoas que teriam sido pressionadas para manter o silêncio. Um caso ainda mais pesado foram revelado pela revista The New Yorker, que trouxe o depoimento de Asia Argente e outras mulheres que disseram terem sido forçadas a fazer sexo com Harvey Weinstein. Pelo menos 13 mulheres denunciaram abusos que sofreram por parte do produtor. Em comunicado divulgado por seu porta-voz, Weinstein admitiu ter assediado as atrizes e pediu desculpas, mas negou as acusações de estupro. As repercussões do caso também o levaram a ser demitido da empresa que criou e que leva o seu nome, The Weinstein Company. A produtora está estudando, inclusive, uma troca de nome.
Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow revelam abuso e Asia Argento estupro de Harvey Weinstein
A repercussão da reportagem-denúncia do jornal The New York Times contra o poderoso produtor Harvey Weinstein continua a inspirar novas revelações de casos de assédio e abuso sexual em Hollywood ao longo das últimas três décadas. E a lista inclui atrizes muito famosas, como Angelina Jolie (“Malévola”) e Gwyneth Paltrow (“Homem de Ferro”), conforme revelou novo artigo publicado nesta terça (10/10) pelo próprio Times. Outras publicações também levantaram histórias sórdidas de Weinstein. E uma das reportagens trouxe à tona o relato chocante de um estupro sofrido por Asia Argento (“Triplo X”) aos 22 anos de idade. Na reportagem original, apenas Ashley Judd (“Divergente”) deu a cara a bater, denunciando publicamente o abuso que sofreu. Mas o artigo também revelou o caso de Rose McGowan (“Conan, o Bárbaro”), que teria recebido dinheiro para ficar quieta. Agora que Weinstein foi demitido de seu próprio estúdio, The Weinstein Company (TWC), e perdeu o poder, outras atrizes encontraram coragem para falar a respeito de suas experiências com o produtor. Gwyneth Paltrow disse que foi assediada aos 22 anos, quando foi contratada para fazer o filme “Emma” (1996). Antes das filmagens, ela foi chamada à suíte do produtor em um hotel em Beverly Hills. A atriz diz que ele colocou a mão nela e sugeriu que eles fossem ao quarto para fazer massagens. Ela recusou o assédio, mas ficou com medo de ser demitida e contou ao seu namorado na época, o ator Brad Pitt, que decidiu confrontar o produtor e ameaçá-lo para que ele nunca mais tocasse nela. Brad Pitt confirmou o relato ao jornal The New York Times. Paltrow diz que Weinstein ainda ligou e brigou com ela após ser confrontado por Pitt. “Ele gritou comigo por muito tempo. Foi brutal”, ela disse, temendo perder o papel em “Emma” e pedindo para ele que mantivesse uma atitude profissional. Angelina Jolie revelou que Harvey a assediou em um quarto de hotel durante o lançamento do filme “Playing By Heart”, no final dos anos 1990. “Eu tive uma experiência ruim com Harvey Weinstein na minha juventude e, como resultado, escolhi nunca trabalhar com ele de novo e avisar a outras pessoas disso. Esse comportamento contra mulheres em qualquer área e em qualquer país é inaceitável”, ela contou. A atriz britânica Romola Garai (“Desejo e Reparação”) relatou sua experiência ao jornal The Guardian, descrevendo como se sentiu “violentada” numa reunião com o produtor. “Eu tive que comparecer ao quarto dele no hotel Savoy e ele abriu a porta de roupão. Eu tinha apenas 18 anos. Eu me senti violentada, ficou gravado na memória”, conta. Para ela, o incidente refletia a maneira com que Weinstein lidava com as mulheres da indústria do cinema, ao colocar jovens atrizes em “situações humilhantes” para provar que “tinha o poder para fazer isto”. O pior veio à tona na entrevista de Asia Argento para a revista The New Yorker, onde ela revelou para o jornalista Ronan Farrow (filho de Woody Allen) ter sido estuprada por Weinstein em 1997, quando foi para o que acreditou ser uma festa da Miramax no Hotel Du Cap-Eden-Roc. Ela afirma que chegou lá e só havia Weinstein de roupão, que lhe falou de um projeto e pediu-lhe uma massagem antes de continuar, e de repente avançou sobre ela, levantou sua saia e passou a fazer sexo oral nela, apesar de protestos para que parasse. Ela revelou ter ficado calada por medo de ser “esmagada”. “Conheço atrizes que tiveram a carreira destruída por ele”, afirmou. Pode ser os casos de Rosanna Arquette (“Pulp Fiction”) e Mira Sorvino (“Poderosa Afrodite”), que disseram terem enfrentado dificuldades para trabalhar em Hollywood após se recusarem a aceitar os abusos de Weinstein. A diferença de tratamento em relação às duas decorreu delas não terem ficado de boca fechada, tendo denunciado o comportamento do produtor aos executivos do estúdio, que nada fizeram. Ou melhor, fizeram. Elas foram dispensadas de projetos da companhia e encontraram portas fechadas em outros lugares. Arquette disse que Weinstein a ameaçou, dizendo que ela iria se arrepender. No artigo da New Yorker, funcionárias da Weinstein Company corroboraram o conhecimento na empresa dos abusos cometidos por Harvey Weinstein. Pior que isso: as empregadas eram usadas para atrair jovens atrizes para as reuniões sórdidas do produtor. Elas geralmente faziam os convites e participavam do começo do encontros, antes de dar uma desculpa para deixar as vítimas sozinhas com o predador. Para completar, uma gravação de áudio realizada durante uma operação do Departamento de Polícia de Nova York em 2015 foi tornada pública pela primeira vez. Ela registra Weinstein admitindo ter tocado as partes íntimas da modelo Ambra Battilana Gutierrez e descrevendo o fato como algo que ele “costumava” fazer normalmente.
George A. Romero (1940 – 2017)
O diretor George A. Romero, que criou o conceito dos zumbis modernos com o clássico “A Noite dos Mortos-Vivos”, morreu no domingo (16/7). Ele faleceu durante o sono, enquanto lutava contra um câncer de pulmão, aos 77 anos. Foi Romero quem concebeu a ideia de um apocalipse zumbi, no distante ano de 1968, com seu primeiro longa-metragem. Até então, zumbis eram personagens de filmes sobre vudu, relacionados à sacerdotes sobrenaturais do Haiti – como Bela Lugosi em “Zumbi, A Legião dos Mortos” (1932). Romero tirou os elementos mágicos da história, trocando-os por ficção científica. Uma contaminação e não um ritual mágico transformava as pessoas em seu clássico. E a origem dessa contaminação era vaga – um satélite vindo do espaço? O diretor nem sequer usa a palavra zumbi em seu filme, para evitar a comparação com o vudu. Eram mortos-vivos. E os protagonistas aprendiam os fatos básicos sobre as criaturas junto do público, via noticiário televisivo: os mortos-vivos eram lentos e famintos por carne humana, uma mordida ou arranhão podia transformar qualquer pessoa num deles, assim como a morte, e eles só paravam com um tiro na cabeça. Além dos elementos de terror, a trama adentrava o inesperado terreno da crítica social, ao fazer de um negro e uma mulher branca seus principais protagonistas. A combinação era inusitada para a época, quando casais inter-raciais ainda eram vistos com reprovação no mundo real. A ideia tornava-se mais impactante pelo final, em que o personagem do ator Duane Jones era morto por um caipira. Para fazer sua estreia como diretor, Romero juntou todas as suas economias, conseguidas com trabalho em comerciais, rodando o filme com apenas US$ 114 mil. Para economizar, optou pelo preto-e-branco, uma estética de documentário e apenas catchup e carne de açougue como efeito especial. O porão da fazenda, em que parte da trama acontecia, era o porão de seu próprio escritório. Amigos eram convidados a viver mortos-vivos. Tudo o que podia ser barateado, foi. “A Noite dos Mortos-Vivos” virou um fenômeno. Mas o diretor não recuperou o investimento. Afinal, o filme foi registrado sob o título original, “The Night of the Flesh-Eaters” (a noite dos canibais). Quando os produtores optaram por um nome menos sensacionalista, os direitos autorais caíram no limbo, colocando o longa em domínio público. Romero nunca viu nenhum centavo dos lançamentos em vídeo. Arrasado, ele resolveu mostrar que era um diretor sério, filmando uma comédia romântica (“There’s Always Vanilla”, em 1971), que foi um fracasso. Também tentou misturar drama e sobrenatural numa história de dona de casa que se envolve com bruxaria (“Season of the Witch”, em 1972). Nenhum desses filmes despertou o mesmo interesse de sua estreia. Assim, decidiu retomar conceitos de seu clássico. Seu quarto filme voltou a lidar com infecção, claustrofobia, ataque de contaminados enraivecidos e a reação desumana do governo federal. “O Exército do Extermínio” (1973) mostrou um vírus que transformava a população de uma cidadezinha da Pensilvânia em assassinos alucinados. Desta vez, porém, não bastava enfrentar os infectados. O terror também vinha dos militares que cercavam o local, forçando uma quarentena para impedir a fuga dos sobreviventes. O longa virou cult e ganhou um remake em 2010 (“Epidemia”), mas na época não rendeu o suficiente para que Romero continuasse a se aventurar no cinema de forma independente. Ele foi, então, dirigir documentários esportivos para a TV. Fez até um filme sobre um jovem esportista em ascensão, chamado O.J. Simpson. Mas só conseguiu ficar cinco anos tempo longe de sua paixão. Ao voltar, fez outro cult, “Martin” (1978), história de um rapaz obcecado por sangue, um serial killer que acreditava ser um vampiro. Tornou-se o filme favorito do diretor, ainda que não tenha feito sucesso nas bilheterias. A esta altura, a influência de “A Noite dos Mortos-Vivos” já tinha chegado ao cinema europeu. Um grupo de investidores italianos procurou Romero, interessado em produzir um novo filme de zumbis, entre eles o cineasta Dario Argento (“Suspiria”). Romero ganhou seu primeiro grande orçamento e carta branca para escrever e dirigir como quisesse. E o resultado foi sua obra-prima visceral. Para “Despertar dos Mortos” (1978), o diretor quis mostrar como a epidemia zumbi afetava um grande centro urbano. Juntou uma produtora de telejornal, um piloto de helicóptero e dois policiais da tropa de choque em fuga de uma metrópole infestada, com zumbis irrompendo em estúdios televisivos, em cortiços superlotados e… num shopping center. Ao concentrar a ação no shopping gigante dos subúrbios de Pittsburgh, o filme estabeleceu um dos cenários mais famosos do terror, ao mesmo tempo em que superou seu próprio gênero, inserindo comentário social de humor negro na materialização de zumbis consumistas, que continuavam a demonstrar fervor materialista após a morte. Perguntado porque os zumbis estavam reunidos ali, um personagem responde: “Algum tipo de instinto. Memória do que costumavam fazer. Este era um lugar importante nas suas vidas”. Foi durante a produção que Romero descobriu que perdera direito ao título “Mortos-Vivos”. Um produtor lançaria uma nova franquia com este nome, referenciando “A Noite dos Mortos Vivos” e espalhando ainda mais o gênero – a partir de “A Volta dos Mortos-Vivos” (1985). O próprio “Despertar dos Mortos” originou outra saga, ao ganhar uma continuação de seus produtores italianos, chamada “Zumbi 2 – A Volta dos Mortos” (1979). Alheio à proliferação dos filmes de zumbis, Romero rodou “Cavaleiros de Aço” (1981), sobre gangues de motoqueiros que se portavam como se fossem cavaleiros medievais, estrelado por Tom Savini – que liderou a gangue de motoqueiros de “Despertar dos Mortos”. A ideia bizarra também virou cult. Para sacramentar sua fama como diretor de terror, ele ainda firmou uma parceria com o escritor Stephen King, que escreveu um de seus raros roteiros originais para o diretor: “Creepshow – Show de Horrores” (1982), uma homenagem aos antigos quadrinhos de terror da editora EC Comics (que publicava, entre outros, “Tales of the Crypt”). Ao perceber que os mortos-vivos tinham virado febre, ele retomou as criaturas em “Dia dos Mortos” (1985), passado num bunker militar. Mais claustrofóbico que nunca e igualmente influente, o filme tratou de mostrar que a ameaça humana podia ser tão ou mais perigosa que o ataque das criaturas, num mundo em que os sobreviventes se tornavam psicopatas. De quebra, o longa rendeu o primeiro trabalho da carreira de Greg Nicotero, futuro produtor da série “The Walking Dead”, como assistente de Tom Savini na criação das maquiagens dos zumbis. A reputação conquistada com a trilogia zumbi levou Romero a produzir uma série de TV, “Galeria do Terror” (Tales from the Darkside), que durou quatro temporadas, e também o aproximou dos grandes estúdios. O thriller “Instinto Fatal” (1988) foi uma produção da Orion, distribuída por Fox e Warner no exterior. Mas a história do macaco que aterrorizava seu dono paraplégico teve mais mídia que público. Ele voltou a colaborar com Dario Argento em “Dois Olhos Satânicos” (1990), que levou às telas dois contos distintos de Edgar Allan Poe – um dirigido por Romero, outro por Argento. E com Stephen King, na adaptação de “A Metade Negra” (1993), outra produção grandiosa para os padrões do diretor. Apesar da expectativa, os filmes não agradaram à crítica e nem renderam as bilheterias esperadas. Assim, Romero não encontrou as mesmas facilidades para realizar novos projetos. Só foi retomar a carreira sete anos depois com “A Máscara do Terror” (2000), uma história original sobre um homem deformado, que não teve impacto algum. Mas lá atrás, em 1990, ele se envolveu em algo que lhe daria dividendos. O próprio Romero produziu e roteirizou o primeiro remake de “A Noite dos Mortos-Vivos”, desta vez realizado à cores e com um final bem diferente. A produção foi um sucesso e inaugurou a tendência de refilmagens de sua obra. Em 2004, Zack Snyder fez o remake de “Despertar dos Mortos”, lançado no Brasil com o título de “Madrugada dos Mortos”. E a obra fez tanto sucesso que muita gente passou a perguntar porque Romero não fazia mais filmes de zumbis. A própria Universal Pictures, que distribuiu o filme de Snyder, procurou Romero interessada em saber sua disposição para retomar o gênero. O diretor se viu com o maior orçamento de sua carreira para filmar “Terra dos Mortos” (2005). Ele não esqueceu do amigo Dario Argento e convidou a filha do cineasta, Asia Argento, para estrelar a produção, ao lado de astros como o veterano Dennis Hopper, John Leguizamo e Simon Baker. Para completar, diversos figurantes famosos viveram zumbis na produção, como Simon Pegg e o diretor Edgar Wright, que recém tinham feito a comédia zumbi “Todo Mundo Quase Morto” (2004), sem esquecer de Savini e Nicotero. Desta vez, a trama se passava numa cidade-fortaleza, com milionários encastelados e proletários lutando para manter os privilégios da classe dominante. A mensagem não agradou muito o estúdio, que aproveitou a baixa bilheteria para limar o projeto de continuação, que Romero pretendia rodar com os sobreviventes da história. Seria sua primeira sequência a retomar personagens. A febre dos filmes de “found footage” (imagens encontradas) inspirou Romero a produzir mais um filme de zumbis, desta vez com baixíssimo orçamento, como no começo de sua carreira, na base da câmera na mão e um tiro na cabeça. Com “Diário dos Mortos” (2007), ele ainda revisitou os primeiros dias da epidemia. Mas por mais barato que tenha sido, o filme não se pagou. Não rendeu nem US$ 1 milhão na América do Norte. O cineasta rodou um último filme a partir de algo que sempre lhe questionaram: por que os sobreviventes não vão para uma ilha? “A Ilha dos Mortos” (2009) explicou porquê, com direito a uma cena trash fantástica, de luta entre zumbi e tubarão. Apesar de ter retomado os zumbis em seus últimos filmes, ele via com desgosto a popularização do gênero. Não gostava de zumbis velozes, como os mostrados no remake de “Madrugada dos Mortos”. Recusou até um convite para dirigir um episódio de “The Walking Dead”, porque dizia que a série era “uma novela com zumbis” e achava que sua participação poderia “legitimá-la”. Ele também escreveu para videogames e quadrinhos, e buscava tirar do papel seu sétimo filme de zumbis via crowdfunding. Romero chegou a finalizar o roteiro, intitulado “Road of the Dead” (estrada dos mortos), que previa corridas de carros malucas, em que zumbis competiam para a diversão de humanos ricos. A ideia era lançar o filme em 2018, quando “A Noite dos Mortos-Vivos” completaria 50 anos.
Procurando Dory estreia no Brasil em mais de mil salas
“Procurando Dory” é o blockbuster da semana. A animação da Disney/Pixar estreia nesta quinta (30/6) em 1.106 telas, sendo 692 em 3D e 12 do circuito IMAX. Após ajudar no reencontro entre Nemo e seu pai em “Procurando Nemo” (2003), Dory decide buscar sua própria família e, em sua jornada, acaba nas perigosas mãos de humanos. No meio do caminho, já bateu recordes, tornando-se a maior estreia de uma produção animada nos EUA, com nada menos que 94% de aprovação da crítica, no levantamento do site Rotten Tomatoes. A comédia brasileira “Porta dos Fundos – Contrato Vitalício” é a segunda maior estreia da semana, chegando a 515 salas para mostrar que as distribuidoras nacionais ainda acreditam na viabilidade comercial do besteirol. Com direção de Ian SBF (“Entre Abelhas”) e roteiro de Fábio Porchat e Gabriel Esteves (série “O Grande Gonzalez”), o primeiro longa com o nome do canal do YouTube Porta dos Fundos tem premissa mais intrigante que sua realização. A trama gira em torno de um ator (Porchat) que, entusiasmado com a vitória de um amigo diretor (Gregório Duvivier) num festival internacional de cinema, assina um contrato vitalício para participar de todos os seus filmes. Mas o diretor some naquela mesma noite e, ao voltar dez anos depois dizendo que foi abduzido por “alienígenas do centro da Terra”, quer transformar a saga de seu sumiço num longa. A esta altura, o ator já é famoso e busca saídas para evitar cumprir o contrato que pode acabar com sua carreira. Com metade das salas de cinema de todo o país ocupada por esses dois lançamentos, sobraram uma dúzia telas para as demais estreias. A maior delas abrange 7 salas, espalhadas por quatro capitais, enquanto as demais lutam por salas em São Paulo e no Rio. O maior entre os pequenos é o italiano “Incompreendida”, terceiro longa dirigido pela atriz Asia Argento (“Triplo X”), filha do lendário cineasta Dario Argento (“Suspiria”), que se baseou em memórias de sua juventude para contar a história de uma adolescente que se rebela contra a família no ambiente boêmio dos anos 1980. Sua amiga Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”) interpreta a mãe. E, além de dirigir, Asia ainda escreveu o roteiro com Barbara Alberti (“Um Sonho de Amor”) e compôs a trilha sonora (tocada por integrantes da banda Locust). Completam a programação de estreias dois documentários brasileiros, “A Morte de J.P. Cuenca”, que investiga o roubo da identidade do escritor João Paulo Cuenca, com direção do próprio, e “Futuro Junho”, que acompanha as manifestações na véspera da Copa do Mundo de 2014 em São Paulo e rendeu à cineasta Maria Augusta Ramos (“Juízo”) o troféu de Melhor Direção no Festival do Rio. Além destes filmes, dois lançamentos da semana passada ampliam seu circuito: a coprodução Brasil-Portugal “Estive em Lisboa e Lembrei de Você” chega a oito telas em sete cidades diferentes, e o francês “Nós ou Nada em Paris” alcança 15 salas no país.
Incompreendida: Trailer mostra Charlotte Gainsbourg como uma péssima mãe
A Imovision divulgou o trailer legendado de “Incompreendida”, drama dirigido pela atriz italiana Asia Argento (“Terra dos Mortos”), filha do mestre do terror Dario Argento, e estrelado por sua colega de geração Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”). Asia inspirou-se em sua própria vida para contar a história da adolescente Aria (Giulia Salerno), passada em ambientes do underground do anos 1980. Mal compreendida pelos pais (Gainsbourg e Gabriel Garko, de “Luxúria”), que a tramam com indiferença em meio a um violento divórcio, e pelos colegas de escola, que a consideram esquisita, ela acaba expulsa de casa e vagueia pela cidade com sua mochila e seu gato preto. Além de dirigir, Asia escreveu o roteiro com Barbara Alberti (“Um Sonho de Amor”) e compôs a trilha sonora (tocada por integrantes da banda Locust). Exibido no Festival de Cannes de 2014, na mostra Um Certo Olhar, o filme estreia dia 23 de junho no Brasil.




