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  • Filme

    Jamie Lee Curtis volta à franquia Halloween, 40 anos após estrelar o primeiro filme

    15 de setembro de 2017 /

    Michael Myers não é o único imortal da franquia de terror “Halloween”. A “vítima” favorita do psicopata mascarado também é, no mínimo, dura de matar. A produtora Blumhouse divulgou uma foto (acima) e uma notícia (abaixo) no Twitter que comprova: a atriz Jamie Lee Curtis vai voltar a viver Laurie Strode no próximo “Halloween”, que chegará aos cinemas 40 anos após a estreia do longa original, estrelado por ela própria. A atriz comentou a imagem em sua conta da rede social, acrescentando: “A mesma varanda. A mesma roupa. Os mesmos problemas. 40 anos depois. De volta a Haddonfield uma última vez para o Halloween”. A personagem sobreviveu a Michael Myers em três filmes da franquia original, “Halloween: A Noite do Terror” (1978), “Halloween II: O Pesadelo Continua!” (1981) e “Halloween H20: Vinte Anos Depois” (1998), mas teria finalmente morrido nas mãos do psicopata em “Halloween: Ressurreição” (2002). Depois disso, ela rejuvenesceu nos dois remakes de Rob Zombie, lançados em 2007 e 2009, ganhando interpretação da então adolescente Scout Taylor-Compton. A participação de Jamie Lee Curtis significa um resgate da história original, mas não se sabe como será explicada a morte da sua versão cronológica de Laurie Strode. O filme conta com aval do diretor John Carpenter, que escreveu, dirigiu e musicou o clássico que criou Myers e Strode. Mas, para surpresa dos fãs de terror, a direção será feita por David Gordon Green, responsável por comédias péssimas, como “O Babá(ca)” (2011) e o fracasso de Sandra Bullock “Especialista em Crise” (2015). Para completar, o roteiro foi escrito por ele e seu parceiro comediante, o ator Danny McBride. Os dois produziram juntos a série “Eastbound & Down” da HBO. Mas Carpenter garante que a história é muito boa. “David e Danny vieram ao meu escritório recentemente com Jason Blum (dono da Blumhouse) e compartilharam sua visão para o novo filme e … WOW. Eles entendem. Eu acho que vocês vão curtir. Eles me derrubaram”, o mestre do terror escreveu nas redes sociais. “Eu posso até fazer a música. Talvez. Seria legal. E você verá isso nos cinemas em 19 de outubro de 2018.” Jamie Lee Curtis returns to her iconic role as Laurie Strode in HALLOWEEN, released by Universal Pictures October 19, 2018. #HalloweenMovie pic.twitter.com/6tbbz2W1ZV — Blumhouse (@blumhouse) September 15, 2017

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  • Filme

    Blade Runner 2049 ganha pôsteres de personagens e comercial estendido com cenas inéditas

    14 de setembro de 2017 /

    “Blade Runner 2049” ganhou sete pôsteres de personagens – um deles, asiático – e um novo comercial estendido de um minuto, com diversas cenas inédias, entre elas a primeira aparição do inglês Lennie James (série “The Walking Dead”). Já os cartazes destacam Harrison Ford, que volta a viver Rick Deckard, o protagonista do filme clássico de 1982, Ryan Gosling (“La La Land”), Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”) e Robin Wright (“Mulher-Maravilha”). Escrita por Hampton Fancher (do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Logan”), a continuação gira em torno da investigação de um novo caçador de androides (blade runner), o oficial K (Gosling), que descobre um segredo há muito tempo enterrado com o potencial para mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta o leva a uma busca por Rick Deckard (Ford), o ex-blade runner que está desaparecido há 30 anos. “Blade Runner 2049” tem direção de Denis Villeneuve (“A Chegada”) e produção de Ridley Scott, o diretor do longa original. A estreia acontece em 5 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Roteirista de Mulher-Maravilha vai reescrever o filme de Robotech

    14 de setembro de 2017 /

    O roteirista Jason Fuchs, um dos muitos nomes creditados pelo roteiro de “Mulher-Maravilha”, vai escrever a adaptação do anime “Robotech” para a Sony. E não será uma tarefa fácil. A série animada dos anos 1980 é uma ficção científica que se passa no futuro e mostra a resistência da humanidade contra uma sucessão de ataques alienígenas. Pra defender a Terra, os humanos adquiriram tecnologias a partir de uma nave extraterrestre que caiu no planeta com a qual construíram um nave-robô gigante para impedir a invasão. Sim, “Independence Day: O Ressurgimento” (2016) já reciclou esta história. Mas este nem é o principal problema. O nó da questão é que a maior parte da trama conhecida pelos fãs da versão dublada do anime foi inventada pelo roteirista americano Carl Macek, numa tradução maluca do desenho original japonês. Para começar, o anime original tem o título “Robotech”, mas “Super Dimension Fortress Macross” na tradução em inglês, e seu protagonista não se chama Rick Hunter e sim Hikaru Ichijyo. “Robotech” era o nome de uma coleção de mechas (robôs pilotados por humanos) lançada pela marca de brinquedos Revell que incluía miniaturas colecionáveis de vários animes, incluindo “Macross”. Bizarro? Pois piora. A 2ª temporada da história “continua” numa série completamente diferente. E a conclusão, na 3ª temporada, também é de outra série distinta. Até os estilos de animação são desiguais. Mas Macek reescreveu as três séries como se fossem uma só, colocando os dubladores americanos para falar qualquer frase na produção. A mudança de personagens resultante da colagem de três animes diferentes era “explicada” com o aviso de que anos tinham se passado e aquela era outra geração. Apesar desse samba do crioulo doido, “Robotech” acabou fazendo muito sucesso nos Estados Unidos e nos demais países que importaram sua versão remix, entre eles o Brasil. Com isso, acabou por introduzir os animes modernos ao público internacional, apresentando pela primeira vez as animações de mechas gigantes e tramas altamente serializadas, que continuavam no próximo capítulo, com cenas de tensão e até romance como as crianças ocidentais nunca tinham visto antes num desenho animado. O projeto do filme estava sendo desenvolvido desde 2007 na Warner Bros., mas o estúdio percebeu onde estava se metendo e acabou desistindo, o que abriu caminho para a Sony comprar os direitos. Vários roteiristas depois, a história ainda não foi aprovada. O último a mexer no vespeiro antes de Jason Fuchs tinha sido Michael Gordon (“300” e “G.I. Joe: A Origem de Cobra”), mas “Robotech” também já passou pelas mãos de Alfred Gough e Miles Millar (criadores de “Into the Badlands”) e Lawrence Kasdan (“Star Wars: O Despertar da Força”), entre outros. O filme também já esteve para ser dirigido por Nic Mathieu (de “Spectral”) e James Wan (“Invocação do Mal”), e atualmente está na lista de projetos do diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”). Apesar disso tudo, ninguém ainda apontou para o elefante no meio da sala. Afinal, por mais interferência que tenha sofrido de um americano, a história continuou se passando no Japão e a ter personagens japoneses. Ou seja, isto deverá ser levado em conta na escalação do elenco, especialmente após a repercussão da atitude de Ed Skrein, ao recusar-se a interpretar um papel de personagem asiático em “Hellboy”. Apesar de estar em desenvolvimento há uma década, a produção não tem previsão de lançamento nos cinemas.

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  • Série

    Novo trailer do remake de Dinastia se passa entre trapas e beijos

    13 de setembro de 2017 /

    A rede CW divulgou um novo trailer de “Dynasty”, que destaca o tom novelesco do remake da série “Dinastia”, grande sucesso dos anos 1980. A prévia se passa entre tapas e beijos. Tem mulher estapeando mulher. E homem beijando outro homem. As cenas de fricção alimentam o melodrama e o suposto clima de escândalo do novelão. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhou a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys, e foi uma grande concorrente de “Dallas”, outra série no mesmo formato. Em seu pico de audiência, entre 1984 e 1985, “Dinastia” foi o programa de televisão mais visto nos EUA. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, ganham interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente. Steven é um dos jovens gays do trailer. Mas o remake foca mesmo é no conflito entre a filha promíscua e a madrasta manipuladora, que nos anos 1980 acabou ofuscado pela chegada da primeira esposa do milionário Blake Carrington, vivida por Joan Collins a partir da 2ª temporada. O remake parece também ter guardado esta personagem para mais tarde. A produção foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, já que foram os criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. O piloto tem direção de Brad Silberling (do filme “Desventuras em Série”) e a estreia está marcada para 11 de outubro nos Estados Unidos.

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  • Etc

    Len Wein (1945 – 2017)

    11 de setembro de 2017 /

    Morreu o autor de histórias em quadrinhos Len Wein, criador do Wolverine, na Marvel, e do Monstro do Pântano, na DC Comics. Ele faleceu no domingo (11/9), aos 69 anos, mas a causa da morte ainda não foi divulgada. Desde março, a conta oficial de Wein no Twitter tem sido atualizada com publicações sobre o estado de saúde do artista. O post mais recente é de sábado e foi escrito pela mulher de Wein, Christine Valada. “Saí da minha última cirurgia. Tudo ocorreu muito bem”, escreveu ela, em nome do marido, no último tuíte. Nascido em 1948, Wein foi um dos maiores escritores dos quadrinhos. Ele começou sua carreira na DC Comics escrevendo a Turma Titã, em 1968. Pouco depois, criou com outro mestre, o artista Bernie Wrightson, o icônico Monstro do Pântano, que anos mais tarde seria o carro-chefe do lançamento da Vertigo, a linha de quadrinhos adultos da editora. Ele começou a trabalhar na Marvel no início dos anos 1970, onde criou Wolverine com os desenhistas John Romita Sr. e Herb Trimpe, durante o período em que escreveu a revista do Hulk. Mas seu trabalho de maior impacto costuma não receber os devidos créditos. Em 1975, ele decidiu reviver um dos títulos da Marvel que menos vendia e tinha sido cancelado há cinco anos. Ao lado do desenhista Dave Cockrum, Wein recriou os X-Men, reformando a equipe com a inclusão de novos personagens. Para começar, incluiu Wolverine na equipe, mas também acrescentou Tempestade, Noturno, Colossus e Passáro Trovejante. Eles se juntaram a alguns X-Men clássicos de Stan Lee e Jack Kirby na publicação, e em pouco tempo a revista se tornou a mais popular da Marvel, rendendo spin-offs com cada vez mais personagens até crescer a ponto de hoje ser responsável por um universo cinematográfico e até séries na Fox. Quando Chris Claremont assumiu os X-Men, levando-os ao seu ápice criativo, Wein voltou para a DC, mas em nova função. Contratado como editor, realizou outra revolução, ao abrir as portas a uma nova geração de escritores britânicos e histórias cada vez mais adultas, que mudaram o conteúdo dos quadrinhos de forma definitiva. Ele foi o editor, entre outras coisas, de “Watchmen” e responsável pela carreira de Alan Moore na DC Comics, começando pelas histórias do escritor no personagem que ele criou, o Monstro do Pântano. A influência de seu legado pode ser medida pela repercussão de sua morte nas redes sociais, que motivou tuítes sentidos, saudosos e elogiosos de gente tão diferente quanto Neil Gaiman, criador dos quadrinhos de “Sandman” na DC Comics/Vertigo e autor do livro que virou a série “American Gods”, Joss Whedon, o diretor de “Os Vingadores” e “Liga da Justiça”, Mark Millar, criador de “Kick-Ass” e “Kingsmen”, Hugh Jackman, o intérprete de Wolverine no cinema, entre inúmeros outros colegas e fãs de seu trabalho. “Len Wein foi o editor que trouxe os criadores britânicos para DC. Ele foi uma das melhores pessoas que conheci em 30 anos trabalhando em quadrinhos”, afirmou Gaiman. “Ele escreveu O Monstro do Pântano, O Vingador Fantasma & minhas histórias favoritas do Batman. Ele mostrou para um garoto de 12 anos que quadrinhos podiam ser literatura”, completou. “Co-criador de Wolverine & dos novos X-Men. Co-iniciador da era moderna dos quadrinhos com sua maior metáfora. E muito mais”, saudou Whedon. “Descanse em paz o grande Len Wein. Ele co-criou Wolverine & O Monstro do Pântano, dois personagens que me deram uma vida como escritor & prazeres imensuráveis como leitor”, escreveu Millar “Sou abençoado por tê-lo conhecido. Nos vimos pela primeira vez em 2008. Eu disse a ele que de suas mãos, coração e mente saiu o personagem mais icônico dos quadrinhos”, lembrou Jackman. “Len Wein era um dos caras mais acolhedores e uma das lendas dos quadrinhos. Percebi isso quando entrei na DC, há oito anos”, disse Diane Nelson, presidente da DC Entertainment. “Ele escreveu e editou quase todos os quadrinhos de personagens centrais da DC. Eu, a empresa e a indústria como um todo vamos sentir sua falta”.

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  • Filme

    It – A Coisa explora o medo de forma sinistra, lírica e verdadeiramente assustadora

    7 de setembro de 2017 /

    É inegável que muito do encanto do livro “It: A Coisa” reside na forma como o escritor Stephen King manuseia a percepção de seus personagens em relação aos perigos que podem haver num parque de diversões. São poucos os ambientes que possuem mais interesse cênico: um complexo cujas dimensões evocam um conflito natural entre um certo imaginário sinistro e um lirismo juvenil. O diretor Andy Muschietti (“Mama”) compreende isso nesta segunda adaptação do best-seller de King – a primeira para o cinema. O perturbador em “It: A Coisa” é que nem vemos o tal parque, é como se ele estivesse enterrado sob um pequeno vilarejo e nosso único contato com esse mundo é um palhaço, Pennywise. Esse bufão homicida sobrevive no sistema de esgoto da pequena cidade de Derry, no Maine, e adulto algum parece preocupado. Há uma cegueira coletiva, como se todos os pais, todas as autoridades da cidade, estivessem encantados por esse flautista de Hamelin e restasse apenas as crianças para enfrentar o bicho-papão. A ideia é fascinante, e o livro de King talvez seja sua obra-prima. O conceito é tão forte, que fica difícil estragar tudo numa adaptação para as telas. O problema até ontem em Hollywood se devia em como fazer a transposição, já que o livro é um calhamaço tão grosso quanto a bíblia. Na TV, em 1990, houve uma minissérie com mais de três horas de duração, com Tim Curry como o palhaço vilão. A New Line, que detém os direitos pro cinema, demorou pra achar um formato que rendesse dinheiro. Por fim, encontrou a solução: dividir o filme em duas partes. Essa que estréia nos cinemas é a primeira metade. A atração é de um trem fantasma insano. Se você é um espectador que busca a lógica ou se prende a detalhes, vai odiar o filme logo na primeira cena. A ideia de uma criança agachada numa boca de lobo, conversando com um palhaço em meio a uma chuva torrencial, soa completamente absurda. Para se divertir é preciso entrar na atmosfera lúdica. “It” funciona quase como uma fábula. Ao contrário do livro que se passava nos anos 1950, a ação foi transferida para os anos 1980, o que abre um campo para encher o filme de referências ao cinema da década, com piscadelas para “ET”, “Goonies”, “Curtindo a Vida Adoidado”, “De Volta para o Futuro” e, claro, “Conta Comigo”, outra adaptação acima da média de King. Os cinéfilos que entraram na hype da série “Stranger Things” vão se deliciar com esses encaixes. Mas não é isso que torna o filme interessante. O centro gravitacional está com os atores. Com as crianças muito bem dirigidas e com o jovem Bill Skarsgård (série “Hemlock Grove”), que vive o palhaço. Pennywise foi concebido pelo escritor Stephen King como um cruzamento de Ronald McDonald e Freddie Kruger. E ele não oferece lanchinhos regados a ketchup. Aliás, no filme, o personagem nunca entra em cena sem uma preparação. É meio clichê usar um balão vermelho pra antecipar a presença do perigo, mas isso não compromete. Muschietti tenta ser comedido com a profusão de efeitos visuais. Confia no elemento humano. Bill Skarsgård, por exemplo, usa maquiagem pesada, mas ela é cuidadosamente estudada para marcar determinadas expressões. As sobrancelhas formam um V de vilão e o batom carmesim se estende pela bochecha como chifres do demônio, que dividem os olhos e se estendem pelo rosto, mas elas nunca congelam suas expressões. Descobrimos que Pennywise assombra a pequena Derry há séculos, emergindo periodicamente para aterrorizar e levar novas almas pelo ralo. Embora a lista de crianças mortas seja longa, nenhum adulto move uma palha. A polícia, então, parece mais preocupada em resgatar gatinhos de cima das árvores. Cabe a um grupo de sete pré-adolescentes, o “Clube dos Fracassados”, acabar com o “feitiço” e mandar o palhaço às favas. O grupo é composto por um menino tímido e gago (Jaeden Lieberher, da série “Masters of Sex”), uma menina com má reputação na escola (a ruivinha Sophia Lillis, de “37”), um garoto gordinho (Jeremy Ray Taylor, de “The History of Us”) e até um dos meninos de “Stranger Things” (Finn Wolfhard), entre outros. Eles rastreiam os assassinatos, determinam a origem do problema e a natureza da maldição da cidade. Agir para encurralar Pennywase é mais complicado. O lema é um por todos e todos por um, e embora a garotada tente manter essa estratégia, o maquiavélico Pennywise conhece o labirinto de esgotos o suficiente para separar com facilidade a turminha. Muschietti entende bem as leis do cinema de terror. Sabe que, assim como na comédia, o tempo é tudo no gênero. Se você prender uma cena por muito tempo ou cortar antes da tensão atingir seu pico, o resultado é comprometido. Verdade que nem sempre o diretor obtém esse equilíbrio, mas, quando acerta, é na mosca. Como na cena em que Pennywise surpreende Beverly, a ruivinha, em seu esconderijo. O Palhaço a arranca do chão e ela grita, mas depois respira e diz que não tem medo do que não existe. Ele refuta dizendo que se não existe, como ela pode estar sentindo dor. E então abre uma boca cada vez mais larga, que vai expandindo as fileiras de dentes afiados até gelar a menina de medo, provando que o horror não se ressume a um compartimento. Pode ser imenso e sem fim. Outra sequência que transcende o lugar-comum envolve o simples ralo de uma pia de banheiro. A vítima ouve um ruído bizarro das entranhas do ralo e quando se aproxima para ver, seus próprios cabelos tentam puxá-la para dentro daquele mundo. Enfim, nesses pequenos momentos “It: A Coisa” reafirma o horror como algo mais do que artimanhas e peripécias. Nesses trechos, Muschietti tira do horror a materialidade, fazendo-o abstrato e indeterminado. E é isso que torna um filme verdadeiramente assustador.

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  • Filme

    Bingo – O Rei das Manhãs é um baita filme

    3 de setembro de 2017 /

    Daniel Rezende é pé quente. Seu primeiro filme como montador foi “Cidade de Deus” (2002). Já chegou com muita força, recebendo até indicação ao Oscar e um reconhecimento internacional que o levou a trabalhar com Terrence Malick, em “A Árvore da Vida” (2011). Sem falar em colaborações memoráveis em outros filmes marcantes de diretores brasileiros como Walter Salles, José Padilha, Laís Bodansky e novamente com Fernando Meirelles. Ser um editor de filmes de sucesso de público deve ter lhe dado uma sábia compreensão do que se deve fazer para que um filme flua bem. Em “Bingo – O Rei das Manhãs”, sua estreia na direção de longas-metragens, não parece haver nenhuma gordura. Tudo no filme está ali muito bem amarradinho. Difícil perder o interesse em algum momento. E não só porque é uma obra que fala de assuntos que interessam a quem viveu os anos 1980 e assistia ao programa do Bozo – embora tenha um sabor especial para quem testemunhou aqueles anos de exageros. “Bingo” tem uma estrutura mais clássica e um acabamento profissional que lembra bastante o cinema americano. Mas é, sim, um filme conceitualmente brasileiro, como foi a transformação do palhaço gringo Bozo em “coisa nossa”, como o Sílvio Santos, a Aracy de Almeida e o Pedro de Lara. Até a mudança do nome do palhaço para Bingo, por questões de direitos, contou para a “abrasileiração”, além de ampliar a liberdade da adaptação. Todos os personagens, à exceção de Gretchen (Emanuelle Araújo, de “S.O.S.: Mulheres ao Mar”), são tratados por outros nomes. Arlindo Barreto, o verdadeiro personagem da história, virou Augusto Mendes, vivido de maneira inspirada por Vladimir Brichta (“Muitos Homens num Só”). O fato de “Bingo” trafegar por caminhos sombrios é outro aspecto atraente. Até dá pra entender o fato de ter sido a Warner a distribuidora do filme aqui, já que é uma empresa que tem raízes nos filmes de gângster e nunca se desvencilhou totalmente dessa linha mais dark – inclusive, produziu o vindouro terror de palhaço “It: A Coisa”. Por sinal, “Bingo” também explora como a figura do palhaço pode despertar medo em algumas pessoas. E isso se reflete numa cena tão forte que leva a questionar se aquilo aconteceu de verdade com o Arlindo no SBT. Na trama, Augusto Mendes é um ator de pornochanchada que está separado da esposa e tem uma relação muito próxima com o filho. Logo no começo do filme, o menino até chega a flagrar um pouco o trabalho do pai dentro daquele universo, numa época em que o cinema brasileiro era uma versão nua, crua e mais desbocada da dramaturgia que hoje é representada nas telenovelas da Globo. Inclusive, era possível ver algumas das atrizes globais nuas em determinados filmes. Isso fazia parte da graça da época e é representado no filme na figura da ex-esposa de Augusto. As coisas ficam mais interessantes para o protagonista quando ele, depois de se sentir humilhado com uma ponta em uma novela da Rede Globo (no filme, Mundial), vai parar, sem querer, no teste para ser o palhaço Bingo, em uma das apostas mais caras do SBT, que aqui aparece com outro nome também. E é com sua inteligência e astúcia que ele consegue não só tirar sarro do produtor gringo, como mostrar, à sua maneira, que era preciso adaptar as piadas para o Brasil, se quisesse arrancar o riso e conquistar as crianças. Mas o que mais encanta no filme é o quanto esse universo de programa infantil é tratado como uma fachada para a vida louca de Augusto, que bebia e cheirava muito nos bastidores, além de se envolver em orgias e desfrutar das loucuras que o dinheiro podia comprar. Talvez o ponto fraco do filme seja ter quase que uma obrigação de fazer um arco dramático para redimir o personagem, embora isso seja perfeitamente coerente com um tipo de cinema mais comercial – sem querer colocar nenhuma carga pejorativa no termo. Os ingredientes que mais divertem e emocionam são as inúmeras referências pop dos anos 1980. Não apenas à televisão, mas ao comportamento da época e as canções escolhidas, com muita new wave brasileira, mas também duas lindas faixas do Echo and the Bunnymen. O que não quer dizer que também não haja uma trilha sonora original ótima, que se destaca principalmente nos momentos mais dramáticos e sombrios do filme. Claro que é possível encontrar alguns problemas nas interpretações e no roteiro, mas são coisas que podem ser relevadas diante de um todo brilhante. É um baita filme. Embora o maior mérito seja de Rezende, a produção está repleta de técnicos ilustres: Lula Carvalho (“As Tartarugas Ninja”) como diretor de fotografia, Luiz Bolognesi (“Como Nossos Pais”) como roteirista, Marcio Hashimoto (“O Filme da Minha Vida”) como montador, Cassio Amarante (“Xingu”) na direção de arte, além de um elenco de apoio muito bom – como esquecer da cena do Brichta com a Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”) em um restaurante? Aliás, como esquecer tantas cenas memoráveis de “Bingo”? É o tipo de filme que merece ser visto e revisto, algo raríssimo entre os lançamentos do cinema nacional.

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  • Filme

    Curta com Jared Leto conecta Blade Runner 2049 ao filme original de 1982

    1 de setembro de 2017 /

    A Warner divulgou um curta-metragem inédito de seis minutos, que conecta a trama de “Blade Runner 2049” aos acontecimentos do longa original, de 1982. O curta tem uma introdução do diretor Denis Villeneuve (“A Chegada”), responsável pelo novo filme, que revela ter convidado três cineastas a desenvolverem histórias sobre o universo de “Blade Runner”, passadas no intervalo entre os dois longas. O primeiro é intitulado “2036: Nexus Dawn” e tem direção de Luke Scott (“Morgan”), filho de Ridley Scott (diretor do filme original). Passado num único cenário, ele é centrado no personagem Niander Wallace (Jared Leto, de “Esquadrão Suicida”), responsável pela criação de uma nova série de replicantes, a Nexus 9, mais evoluídos que os vistos anteriormente. Suas inovações, porém, são proibidas, já que uma lei impede a fabricação dos replicantes após os eventos vistos no primeiro longa. Wallace quer justamente revogar essa proibição. “É um anjo e eu que o criei”, diz ele sobre o seu novo robô, que se mata para provar como os novos replicantes são obedientes. Além de Leto, o curta conta com Benedict Wong (“Doutor Estranho”), Ned Dennehy (série “Glitch”) e outros. Previsto para chegar ao Brasil em 5 de outubro, “Blade Runner 2049” se passa 30 anos depois dos eventos do primeiro longa, e mostra a busca do agente K (Ryan Gosling, de “La La Land”) por Rick Deckard (Harrison Ford), o caçador de androides original, desaparecido desde então.

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  • Série

    Série baseada no filme Máquina Mortífera será exibida na Globo em setembro

    31 de agosto de 2017 /

    A rede Globo anunciou a transmissão da série “Lethal Weapon”, baseada na franquia de filmes “Máquina Mortífera”, a partir de setembro. O programa será exibido em horário nobre, às sextas-feiras, após o “Globo Repórter”. A emissora prevê a transmissão dos 18 episódios da 1ª temporada entre os dias 22 de setembro de 2017 e 2 de fevereiro de 2018 – mais ou menos a mesma época em que a 2ª temporada irá ao ar nos Estados Unicos. Os personagens centrais e seu relacionamento volátil são os mesmos dos filmes. Clayne Crawford (série “Rectify”) vive Martin Riggs, que chega a Los Angeles buscando um recomeço, após a morte da mulher, mas age impulsivamente, colocando-se em perigo como reflexo de sua depressão. Damon Wayans (série “Eu, a Patroa e as Crianças”) vive seu parceiro Roger Murtaugh, que sofreu uma ataque cardíaco e deve evitar qualquer tipo de estresse. Os dois não poderiam ser mais diferentes. E esta é a graça da produção – e também do longa original de 1987, escrito por Shane Black, o diretor de “Homem de Ferro 3”. O elenco também conta com Kevin Rahm (série “Bates Motel”) como o Capitão Avery, chefe da dupla, Golden Brooks (série “Hart of Dixie”) como Trish Murtaugh, esposa do personagem de Wayans, Chandler Kinney (“Gortimer Gibbon’s Life on Normal Street”) e Dante Brown (série “Mr. Robinson”) como seu filhos adolescentes, e Jordana Brewster (uma das estrelas da franquia “Velozes e Furiosos”) no papel de uma personagem que não existia no filme, a Dra. Maureen “Mo” Cahill, negociadora de sequestros e terapeuta da polícia de Los Angeles. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista Matt Miller, criador da cancelada “Forever”, e teve seu piloto dirigido pelo cineasta McG (“3 Dias Para Matar”).

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  • Série

    Novo pôster de Stranger Things evoca o clássico Chamas da Vingança

    31 de agosto de 2017 /

    A Neflix continua sua campanha de divulgação de “Stranger Things” com pôsteres que prestam homenagens a filmes clássicos. Depois dos cartazes que referenciavam “Conta Comigo” (1986), “A Hora do Pesadelo” (1984), “O Sobrevivente” (1987) e “Alien, o Oitavo Passageiro” (1979), a nova arte traz Eleven (Millie Bobby Brown) de peruca, em pose que lembra Charlie, a personagem de Drew Barrymore na adaptação de Stephen King “Chamas da Vingança” (1984). Por sinal, a semelhança entre as duas personagens é gritante. A 2ª temporada de “Stranger Things” estreia em 27 de outubro, no fim de semana que antecede o Halloween.

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  • Filme

    Pôsteres do remake de Dinastia exploram o clima noveleiro da série

    30 de agosto de 2017 /

    A rede CW divulgou quatro pôsteres de “Dynasty”, que revelam o tom do remake da série novelesca “Dinastia”, grande sucesso dos anos 1980. As imagens tem brinco puxado, briga de mulheres e troca de socos, sugerindo a receita da produção, que vai apostar no exagero melodramático e no escândalo de novelão. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhou a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys, e foi uma grande concorrente de “Dallas”, outra série no mesmo formato. Em seu pico de audiência, entre 1984 e 1985, “Dinastia” foi o programa de televisão mais visto nos EUA. O remake, porém, concentra-se apenas nos Carringtons e introduz os Flores, acrescentando latinidade na revisão. Na série original, Cristal Flores era branca, chamava-se Krystle e era vivida pela loira Linda Evans. Agora, tem as curvas da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”), que surge na trama noiva do milionário Blake Carrington. A opção por transformar a madrasta em latina também ressalta os paralelos com as novelas mexicanas de ricaços que a trama evoca. Na nova versão, o patriarca eternizado pelo grisalho John Forsythe é vivido pelo ainda galã Grant Show (série “Devious Maids”), enquanto seus filhos, Fallon e Steven, ganham interpretação de Elizabeth Gillies (série “Sex&Drugs&Rock&Roll”) e James Mackay (“A Vingança Está na Moda”), respectivamente. A trama intensifica o conflito entre a filha promíscua e a madrasta manipuladora, que nos anos 1980 acabou ofuscado pela chegada da primeira esposa do milionário Blake Carrington, vivida por Joan Collins a partir da 2ª temporada. O remake parece também ter guardado a personagem para mais tarde. A produção foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que têm experiência em retratar a vida de milionários mimados, já que foram os criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles estão trabalhando com Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. O piloto tem direção de Brad Silberling (do filme “Desventuras em Série”) e a estreia está marcada para 11 de outubro nos Estados Unidos.

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  • Filme

    Tobe Hooper (1943 – 2017)

    28 de agosto de 2017 /

    O diretor de cinema Tobe Hooper, conhecido pelos clássicos de terror “Poltergeist” (1982) e “O Massacre da Serra Elétrica” (1974), morreu na Califórnia aos 74 anos. A causa da morte, que ocorreu na cidade de Sherman Oaks, não foi informada. Nascido em Austin, no estado americano do Texas, Hooper era professor universitário e produtor de documentários antes de virar diretor de longa-metragens. Ele estreou com o terror indie “Eggshells” (1969), sobre hippies numa floresta maligna, antes de criar um dos filmes de terror mais influentes de todos os tempos. Hooper rodou “O Massacre da Serra Elétrica” em 1974 por menos de US$ 300 mil, a partir de um roteiro que ele próprio escreveu, e contou com atores que nunca tinham feito cinema antes. Gunnar Hansen, por exemplo, queria ser poeta, mas precisava de dinheiro e foi fazer o teste para o filme que estava sendo produzido na sua região. Em seu livro de memórias, ele recorda que o diretor explicou rapidamente o personagem, dizendo que tinha problemas mentais e, apesar de parecer aterrador, sofria abusos de sua própria família insana. As sequelas traumáticas de sua infância impediram seu desenvolvimento, inclusive a fala, levando-o a apenas grunhir como um porco. Além disso, era tímido a ponto de viver sob uma máscara. O gigante islandês foi escalado para dar vida a um dos monstros mais famosos do terror moderno, Leatherface, o canibal rural que esconde o seu rosto atrás de uma máscara feita de pele humana e brande feito louco uma motosserra capaz de dilacerar instantaneamente os membros de suas vítimas. O personagem era um dos muitos assassinos brutais da família canibal do filme de 1974 e foi inspirado no serial killer Ed Gein. A cena final do longa, em que ele agita sua serra furioso numa estrada, é das mais icônicas do cinema. Mas o filme também eternizou outros takes perturbadores, como os close-ups extremos nos olhos da protagonista, amarrada numa mesa para jantar com canibais. Em busca de realismo, Hooper filmou até sangue real, quando Marilyn Burns se cortou inteira ao esbarrar em arbustos durante a perseguição mais famosa da trama, com Leatherface tocando o terror em seu encalço. Em 1999, a revista Entertainment Weekly elegeu “O Massacre da Serra Elétrica” como o segundo filme mais assustador de todos os tempos, atrás apenas de “O Exorcista” (1973). Mas, na época em que foi lançado, o filme perturbou muito mais que a superprodução do diabo, sendo proibido em diversos países. No Reino Unido e na Escandinávia, por exemplo, só foi liberado no final dos anos 1990. Mesmo assim, tornou-se uma das produções americanas independentes mais rentáveis nos anos 1970, segundo a Variety. “O Massacre da Serra Elétrica” foi lançado antes da febre das franquias de terror, quando qualquer sucesso ganhava continuação. Por isso, Hooper emendou a produção com outro filme similar, estrelado pela mesma atriz e passado na mesma região, mas com um psicopata e enredo diferentes. Em “Eaten Alive” (1976), um caipira que cuida de um hotel decadente no interior do Texas mata todo mundo que o incomoda e ainda aproveita os pedaços das vítimas para alimentar seu crocodilo gigante de estimação. “Eaten Alive” também marcou o início de uma tradição de brigas entre Hooper e seus produtores, que geralmente terminavam com ele sendo substituído na direção dos filmes. O diretor de fotografia do longa é creditado por parte das filmagens. Mas isto não foi nada comparado ao resultado de seu filme seguinte, “The Dark”, em que Hooper simplesmente abandonou o set no primeiro dia de filmagens. Era para ser um filme de zumbis, mas virou uma sci-fi com alienígenas, com uma trama e um elenco de pseudo-celebridades que dariam orgulho nos responsáveis por “Sharknado”. Desgastado, Hooper foi fazer um telefilme. E com “A Mansão Marsten” (1979), adaptação do romance “Salem’s Lot”, de Stephen King, voltou a mostrar sua capacidade de criar terror com baixo orçamento, desde que o deixassem em paz. Ele seguiu esse projeto com “Pague Para Entrar, Reze Para Sair” (1981), filme relativamente bem-sucedido sobre outro psicopata mascarado, numa época em que os psicopatas mascarados, novidade introduzida com Leatherface, tinham virado a norma do gênero. Mas todas as brigas com produtores de seu passado alimentaram inúmeras especulações a respeito de seu filme seguinte. Com o maior orçamento de sua carreira e o melhor resultado, tanto nas bilheterias como na própria qualidade da produção, “Poltergeist – O Fenômeno” (1982) não parecia com nada que Hooper tinha feito antes. John Leonetti, diretor de “Annabelle” (2014), era assistente de câmera do longa e recentemente deu força à teoria de conspiração, ao dizer que o filme, escrito e produzido por Steven Spielberg, também tinha sido dirigido pelo cineasta, após divergências com Hooper. O fato é que “Poltergeist” virou, como dizia seu subtítulo nacional, um fenômeno. Assim como “O Massacre da Serra Elétrica”, originou várias cenas icônicas, reproduzidas à exaustão por imitadores que o sucederam. Referências à casas construídas sobre cemitérios indígenas, estática televisiva, consultoria de médium, objetos que se movem sozinhos e o terror focado em famílias com crianças pequenas subverteram o gênero e se tornaram elementos básicos de uma nova leva de terror, a começar pelo evidente “A Casa do Espanto” (1985) até chegar em marcos contemporâneos como “O Chamado” (2002) e “Sobrenatural” (2010). Hooper ganhou os créditos pelo filme e aproveitou. Assediado, brincou de gravar videoclipes (é dele o famoso “Dancing with Myself”, de Billy Idol) e recebeu outro grande orçamento para se afirmar entre os mestres do gênero. Mas “Força Sinistra” (1985), sobre vampiros espaciais, acabou fracassando nas bilheterias. Ainda assim, ganhou sobrevida em vídeo e se tornou cultuadíssimo, transformando em sex symbol a francesa Mathilda May, nua na maior parte de suas cenas. Ele voltou ao território de Spielberg com “Invasores de Marte”, remake de um clássico de 1953 reescrito por Dan O’Bannon (o gênio por trás de “Alien” e “A Volta dos Mortos-Vivos”). Mas nem a escalação da icônica Karen Black como uma professora do mal ajudou o filme a escapar do reducionismo de um “Invasores de Corpos para crianças”. Na trama, o pequeno Hunter Carson (o menino de “Paris, Texas”) tentava impedir marcianos de tomarem os corpos dos pais e professores de sua cidade. Novamente, foi cultuado em vídeo. Frustrado com a promessa de um futuro que não aconteceu, Hooper voltou ao passado. Ele decidiu fazer “O Massacre da Serra Elétrica 2” (1986), juntando os integrantes originais da família canibal e um Dennis Hopper ainda mais alucinado que eles, em busca de vingança pela morte de seu parente no primeiro filme. Com jorros de sangue e muita violência, o filme dividiu opiniões. Ao mesmo tempo em que apontou como “O Massacre da Serra Elétrica” se tornaria uma franquia mais duradoura que os populares “Halloween” e “Sexta-Feira 13”, também demonstrou a estagnação da carreira de seu diretor. A partir daí, Hooper foi para a TV, retomando a parceria com Spielberg na série “Histórias Maravilhosas” (1987). Ele também dirigiu episódios de “A Hora do Pesadelo — O Terror de Freddie Krugger” (1988), “Contos da Cripta” (1991) e até “Taken” (2002), outra produção de Spielberg, o que demonstra que os boatos de briga entre os dois eram infundados. Seu último clássico foi justamente uma obra televisiva, “Trilogia do Terror” (1993), em que dividiu as câmeras com outro mestre, John Carpenter (“Halloween”). Em seu segmento, Hooper dirigiu Mark Hammill (o Luke Skywalker) como um atleta que perde um olho num acidente e, após um transplante, passa a ser assombrado por visões. A produção ganhou notoriedade por também incluir em seu elenco as cantoras Sheena Easton e Debbie Harry. Ao mesmo tempo, Hooper deixou de chamar atenção com seus trabalhos cinematográficos. Embora ainda estivesse ativo, escrevendo e dirigindo filmes como “Combustão Espontânea” (1990), “Noites de Terror” (1993) e “Mangler, O Grito de Terror” (1995), parecia ausente dos cinemas, tão minúsculas e mal vistas tinham se tornado suas produções. Não demorou a entrar no mercado dos lançamentos feitos diretamente para DVD, com “Apartamento 17” (1999), “Crocodilo” (2000), “Noites de Terror” (2004) e “Mortuária” (2005). Até que uma série de TV fez com que muitos refletissem sobre o que tinha acontecido com os grandes mestres do terror dos anos 1970 e 1980. Intitulada, justamente, “Mestres do Terror”, a série de antologia tirou a poeira de vários profissionais famosos do gênero, alguns já considerados aposentados. Hooper dirigiu dois episódios nas duas temporadas da atração, exibidas em 2005 e 2006. Animado com a repercussão, tentou voltar ao cinema. Fez um filme de zumbis, “Destiny Express Redux” (2009), que foi exibido apenas no festival South by Southwest de 2009 e nunca mais voltou à tona. A carreira acabou encerrada no lançamento seguinte, “Djinn” (2013), com a mesma premissa de “Poltergeist” – uma casa construído sobre um terreno maldito – , só que estrelado por atores do Oriente Médio e falado em árabe. Um final paradoxal para a filmografia do responsável por revolucionar o terror americano.

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  • Série

    Elenco aparece assustado em 12 novos pôsteres de Stranger Things

    27 de agosto de 2017 /

    A Neflix divulgou 12 novos pôsteres de “Stranger Things”, que trazem os personagens centrais da série fazendo caras assustadas. Além dos atores que retornam da 1ª temporada, as imagens destacam duas novidades: Sadie Sink (série “American Odissey”) e Dacre Montgomery (série “Power Rangers”). Os dois interpretarão irmãos nos novos episódios. A 2ª temporada estreia em 27 de outubro, no fim de semana que antecede o Halloween.

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