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    She-Ra e as Princesas do Poder: Trailer da última temporada mostra luta por Etheria

    6 de maio de 2020 /

    A DreamWorks Animation divulgou dois pôsteres e o trailer da 5ª e última temporada da série animada “She-Ra e as Princesas do Poder”. Sem legendas, a prévia revela o confronto final pelo destino de Etheria, após Adora descobrir a verdade sobre sua espada mágica. A nova versão da heroína animada, desenvolvida por Noelle Stevenson (roteirista de “Enrolados Outra Vez” e “Lego Star Wars”), chamou atenção por compartilhar o protagonismo entre várias “Princesas do Poder” e por incluir personagens LGBTQs entre as heroínas. A série também mudou o visual da personagem clássica dos anos 1980, que ganhou aparência de anime, deixando-a menos sexualizada e mais adolescente. A 5ª temporada estreia em 15 de maio na Netflix.

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    Flávio Migliaccio (1934 – 2020)

    4 de maio de 2020 /

    O ator Flávio Migliaccio, visto recentemente na novela “Órfãos da Terra”, foi encontrado morto na manhã desta segunda (4/5) em seu sítio em Rio Bonito, no Rio de Janeiro, aos 85 anos. Junto com o corpo, o caseiro do sítio encontrou uma carta escrita pelo ator. A notícia foi confirmada pelo 35º BPM de Rio Bonito, delegacia que ainda investiga a causa da morte. Flávio nasceu no Brás, em São Paulo, em 15 de outubro de 1934, e teve uma longa carreira. Sua estreia como ator aconteceu no teatro, ainda nos anos 1950, ao lado da irmã, Dirce Migliaccio (1933-2009). Os dois participaram de diversas montagens do Teatro de Arena. Décadas depois, Dirce acabou virando a Emília, do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, e também uma das irmãs Cajazeira, de “O Bem Amado”. Do teatro, Flávio foi para as telas. E embora sua carreira televisiva tenha sido notável, seus filmes foram ainda mais impressionantes. A lista incluiu clássicos absolutos como “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos, precursor do Cinema Novo, a antologia “Cinco vezes Favela” (1962), no segmento de Marcos Farias, “Fábula” (1965), de Arne Sucksdorff, “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965), trabalhando novamente com Santos, “Todas as Mulheres do Mundo” (1966), de Domingos de Oliveira, “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha, “Arrastão” (1967), do francês Antoine d’Ormesson, “O Homem que Comprou o Mundo” (1968), de Eduardo Coutinho, “O Homem Nu” (1968), outra parceria com Roberto Santos, “Pra Frente, Brasil” (1982), de Roberto Farias, só para citar alguns, inscrevendo seu nome na história do Cinema Novo e da comédia contemporânea brasileira. Ele também foi cineasta. Escreveu e dirigiu nada menos que sete comédias, de “Os Mendigos” (1963) até uma produção dos Trapalhões, “Os Trapalhões na Terra dos Monstros” (1989). Paralelamente, deu início à carreira televisiva na antiga rede Tupi, encontrando grande sucesso em 1972 com o papel de Xerife, na novela “O Primeiro Amor”. O personagem se tornou tão popular que ganhou derivado, “Shazan, Xerife e Cia”, série infantil que Flávio estrelou com Paulo José (o Shazan). A atração marcou época. O ator se tornou muito popular com as crianças dos anos 1970, tanto pelo Xerife quanto pelo Tio Maneco, papel que ele criou e desempenhou no cinema e na TV. O primeiro filme, “Aventuras com Tio Maneco” (1971), virou fenômeno internacional, vendido para mais de 30 países. Sua criação ainda apareceu em “O Caçador de Fantasma” (1975) e “Maneco, o Super Tio” (1978), antes de ganhar série, “As Aventuras do Tio Maneco”, exibida pela TVE entre 1981 e 1985. A estreia na rede Globo aconteceu com a novela de comédia “Corrida do Ouro”, em 1974. E vieram dezenas mais, como “O Casarão” (1976), “O Astro” (1977), “Pai Herói” (1979), “Chega Mais” (1980), “O Salvador da Pátria” (1989), “Rainha da sucata” (1990), “A Próxima Vítima” (1994), “Torre de Babel” (1998), “Vila Madalena” (1999), “Senhora do Destino” (2004), “América” (2005), “Caminho das Índias” (2007), “Passione” (2010), “Êta! Mundo Bom” (2017) e a recente “Órfãos da Terra”, exibida no ano passado, em que viveu o imigrante Mamede. Ele também fez muitas séries, com destaque para “Tapas & Beijos” (2011–2015), ao lado de Andréa Beltrão e Fernanda Torres. E se manteve ligado ao universo infantil por toda a carreira, aparecendo nos filmes “Menino Maluquinho 2: A Aventura” (1998), de Fernando Meirelles, e “Os Porralokinhas” (2007), de Lui Farias. A lista enorme de interpretações de Flávio Migliaccio ainda inclui dois dos melhores filmes sobre futebol já feitos no Brasil, “Boleiros: Era Uma Vez o Futebol…” (1998) e a continuação “Boleiros 2: Vencedores e Vencidos” (2006), ambos com direção de Ugo Giorgetti. Em 2014, ele foi homenageado no Festival de Gramado com um Troféu Oscarito honorário pelas realizações de sua carreira. Seus últimos trabalhos foram a minissérie “Hebe”, da Globoplay, e o filme “Jovens Polacas”, de Alex Levy-Heller, lançado em fevereiro passado.

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  • Série

    Franquia de terror Hellraiser vai virar série da HBO

    28 de abril de 2020 /

    A HBO está desenvolvendo uma série baseada na franquia de terror “Hellraiser”, que já conta com 10 filmes. O projeto foi criado por uma equipe de peso, com roteiros de Mark Verheiden (criador da série do “Monstro do Pântano”) e Michael Dougherty (“Godzilla II: Rei dos Monstros”) e direção de David Gordon Green (do novo “Halloween”, de 2018). Green tem um relacionamento de longa data com a HBO, como produtor e diretor das séries de comédia “Eastbound & Down”, “Vice Principals” e “The Righteous Gemstones”. A série não será um reboot, mas uma continuação e expansão da mitologia imaginada pelo escritor Clive Barker sobre os Cenobitas, liderados pelo icônico personagem Pinhead. Considerado o “Stephen King britânico”, Barker adaptou um livro de sua autoria (“The Hellbound Heart”) para virar cineasta com o primeiro filme da franquia, “Hellraiser – Renascido do Inferno”, lançado em 1987. A história original envolvia um cubo sinistro, que prometia prazeres transcendentes, mas na verdade abria as portas do inferno, condenando almas a uma eternidade de sofrimento nas mãos dos terríveis Cenobitas. Uma dessas vítimas era um homem chamado Frank (Sean Chapman), que em busca de prazeres proibidos encontra o artefato capaz de abrir a porta para outra dimensão e tem seu corpo dilacerado pelos anjos do inferno (os cenobitas). A partir daí, sua amante Julia (Clare Higgins) faz de tudo para libertá-lo do inferno, praticando rituais sinistros sem que sua família desconfie de seus planos. Até que sua sobrinha Kirsty (Ashley Laurence) encontra o artefato maldito e, sem querer, acaba invocando os cenobitas. O lançamento de “Hellraiser” causou enorme impacto com sua mistura de sadomasoquismo, inferno, pactos demoníacos, artefato maldito, ultraviolência gore e criaturas de pesadelos – entre elas, o fantástico Pinhead, um cenobita que tem a cabeça inteira coberta por alfinetes. Virou um dos marcos do terror da década de 1980. O filme ganhou uma continuação oficial em 1988, escrita pelo próprio Barker, mas o sucesso acabou tirando a franquia das mãos de seu criador, resultando em filmes cada vez mais fracos e distantes do clima original – assim como Jason, de “Sexta-Feira 13”, Pinhead também foi parar até numa nave espacial. Ao todo, dez filmes foram lançados, mas os seis últimos saíram direto em DVD – entre eles, “Hellraiser: Inferno” (2000), dirigido por Scott Derrickson, que depois fez “Doutor Estranho”. O último lançamento aconteceu em 2018, mas um projeto de refilmagem do original chegou a ser concebido antes disso na produtora da franquia, a Dimension dos irmãos Weinstein. Com o escândalo dos abusos sexuais de Harvey Weinstein, a Dimension entrou em colapso e os direitos foram adquiridos pela Spyglass, que no ano passado chegou a contratar o roteirista David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e o diretor David Bruckner (“O Ritual”) para a produção. A série não tem relação com esses planos de remake.

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    Brian Dennehy (1938 – 2020)

    16 de abril de 2020 /

    O ator Brian Dennehy, que estrelou sucessos marcantes do cinema dos anos 1980, morreu na quarta-feira (15/4) em sua casa em New Haven, nos EUA, de causas naturais. A filha do ator, Elizabeth, postou comunicado no Twitter, frisando que a morte do pai não foi relacionada ao novo coronavírus: “Maior que a vida, generoso até o fim, um orgulhoso e devotado pai e avô, ele deixará saudades para sua mulher, Jennifer, sua família e muitos amigos”. Dennehy tinha 81 anos e foi fuzileiro naval e corretor da bolsa de valores antes de virar ator tardiamente, quase aos 40. De grande estatura, físico imponente e rosto duro, acabou se tornando um dos coadjuvantes mais reconhecíveis do cinema após chamar atenção como o vilão de “Rambo: Programado Para Matar” (1982). A carreira nas telas começou em 1977, em séries policiais como “Kojak”, “Serpico” e “Police Woman”. E embora tenha figurado no drama “À Procura de Mr. Goodbar” (1977) e em uma sucessão de comédias – “A Disputa dos Sexos” (1977), “Golpe Sujo” (1978), “Mulher Nota 10” (1979), etc. – só foi se destacar em 1981, como o promotor durão que condenou Blake Carrington à prisão em “Dinastia”, num arco de cinco episódios. Tudo mudou a partir de “Rambo”. O papel do Xerife Will Teasle, que perseguia implacavelmente o personagem vivido por Sylvester Stallone, abriu-lhe as portas para maior protagonismo em Hollywood. Nesta quinta, Stallone celebrou seu antagonista no Twitter, dizendo que ele não só foi “um grande ator”, mas “um veterano da guerra do Vietnã, que me ajudou a construir o personagem de Rambo”. Apesar da preferência por durões, geralmente homens da lei, ter gerado interpretações famosas do ator em “Mistério no Parque Gorky” (1983), seu grande sucesso “F/X: Assassinato sem Morte” (1986), “Perigosamente Juntos” (1986), “A Marca da Corrupção” (1987), “Vingança Infernal” (1990) e “Acima de Qualquer Suspeita” (1990), ele também teve papéis simpáticos na aventura “Os Lobos Nunca Choram” (1983), na sci-fi “Cocoon” (1985) e no cult experimental “A Barriga do Arquiteto” (1987), que marcaram época. Mas a fase de alta demanda não se manteve por muito tempo. Nos anos 1990, Dennehy teve maior projeção numa série de telefilmes, iniciada por “Nas Teias da Corrupção” (1992), como o detetive Jack Reed, personagem real da polícia de Chicago. Neste período, as aparições esporádicas no cinema concentraram-se em pequenos papéis na comédia “Mong e Lóide” (1995) e no “Romeu + Julieta” (1996) estrelado por Leonardo DiCaprio e Claire Danes. Enquanto isso, ele se dedicou ao teatro e chegou a venceu o Tony com a peça “A Morte do Caixeiro Viajante” em 1999. Um ano depois, faturou o Globo de Ouro pelo mesmo papel, numa adaptação televisiva de 2000. E voltou a conquistar o principal troféu dos palcos americano em 2003, por “Uma Longa Jornada Noite Adentro”. A volta ao arquétipo do policial durão só se deu em 2005, no remake de “Assalto à 13ª Delegacia”, ao lado de Ethan Hawke, Laurence Fishburne e Gabriel Byrne, e ainda rendeu “As Duas Faces da Lei” (2008), com Al Pacino e Robert De Niro. Apesar de sua filmografia seguir com o thriller “72 Horas” (2010), com Russell Crowe, a parte final da carreira foi bem mais calma. Entre os destaques, estão a dublagem na animação “Ratatouille” (2007), da Disney/Pixar, o drama existencial “Cavaleiro de Copas” (2015), de Terrence Mallick, a adaptação de “A Gaivota” (2018), com Annette Bening e Saoirse Ronan, e vários filmes religiosos. Em compensação, Dennehy também estrelou o pesado teledrama “Por Trás da Fé” (2005), que lhe rendeu indicação ao Emmy por viver o padre Dominic Spagnolia, envolvido no escândalo de pedofilia em Boston. Sua despedida das telas aconteceu na série “The Blacklist” (Lista Negra), em que viveu o avô da protagonista Elizabeth Keen (Megan Boone) entre 2016 e 2019.

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    Splash: Disney censura nudez da sereia dos anos 1980 em versão de streaming

    14 de abril de 2020 /

    A Disney censurou um filme infantil para exibição em sua plataforma de streaming. Exibido com classificação PG (censura livre) nos EUA em 1984, a comédia clássica “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” sofreu retoques em algumas cenas de nudez da sereia do título, vivida por Daryl Hannah, na versão disponibilizada pelo Disney+ (Disney Plus). O efeito ficou tão grotesco que chamou atenção dos assinantes, e um vídeo que mostra a bunda da atriz coberta por uma camada de pelos digitais viralizou nas redes sociais. Veja abaixo. Há quem acredite que os censores da Disney tenham tentado alongar o cabelo da atriz, mas o resultado ficou bizarro, como se ela fosse uma sereia da Tribo da Caverna do Urso, para lembrar outro filme de Daryl Hannah – em que a atriz viveu uma mulher das cavernas, que se vestia com peles de animais. Ironicamente, o estúdio tinha sido elogiado pela forma como lidou com conteúdo problemático de seus desenhos clássicos, criado numa época de preconceitos mais enraizados. Em vez de cortar cenas racistas, que se tornaram politicamente incorretas nos tempos atuais, a Disney+ (Disney Plus) passou a incluir alertas sobre o conteúdo preconceituoso dessas produções em seu catálogo. A Disney+ (Disney Plus) também incluiu um aviso em “Splash”, mas apenas para alertar que seu conteúdo foi editado. Segundo a Variety, a versão do longa na plataforma de streaming também embaçou certas cenas que mostravam o corpo nu da atriz. Veja abaixo a cena de “Splash” com a censura mais gritante. Disney+ (Disney Plus) didn't want butts on their platform so they edited Splash with digital fur technology pic.twitter.com/df8XE0G9om — Allison Pregler 📼 (@AllisonPregler) April 13, 2020

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  • Filme

    Mulher-Maravilha 1984: Novas fotos destacam armadura dourada da heroína

    13 de abril de 2020 /

    A Warner divulgou duas novas fotos de “Mulher-Maravilha 1984”, incluindo uma imagem em que Gal Gadot veste a nova armadura dourada da heroína – que tem asas! Originalmente previsto para 4 de junho no Brasil, o filme teve seu lançamento adiado para 13 de agosto, devido à pandemia do novo coronavírus. “Mulher-Maravilha 1984” é novamente dirigido por Patty Jenkins e traz de volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre enredo terem sido revelados até o momento, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.

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    50 anos após a separação, imagine os discos que os Beatles teriam feito até 1980

    11 de abril de 2020 /

    50 anos anos após sua separação, os Beatles continuam a banda de rock mais popular de todos os tempos. Prova disso é que até fãs que nem tinham nascido em 10 de abril de 1970, quando Paul McCartney revelou que eles não voltariam mais a tocar juntos, lamentaram o aniversário da separação do grupo, comemorado neste fim de semana. Os fãs, porém, foram os últimos a saber. Paul já tinha gravado seu primeiro álbum solo quando respondeu “não” à pergunta de um jornalista sobre se voltaria a compor com John Lennon. “McCartney rompe com os Beatles”, publicou imediatamente o New York Times. Só que todos os Beatles estavam desenvolvendo trabalhos solos naquele instante. Ringo Starr e George Harrison já haviam lançado álbuns separados, enquanto John Lennon e sua esposa – Yoko Ono – se apresentavam como a Plastic Ono Band há cerca de um ano. A verdade irônica é que Paul foi o último a iniciar sua carreira individual. O autor da biografia oficial de Paul McCartney, publicada em 2016, recorda como a confirmação da separação representou o fim de uma era. “Uma geração inteira cresceu com os Beatles. Eles lançaram um novo álbum para cada etapa importante da vida”, disse Philip Norman, em entrevista ao jornal The New York Times neste fim de semana. “Muitas pessoas pensaram que o futuro seria sombrio sem eles, era realmente um sentimento generalizado”, acrescentou. Mas e se John, Paul, George e Ringo tivessem conseguido superar seus atritos? E se, como os Rolling Stones e The Who, tivessem continuado a gravar juntos todos esses anos? Em meados da década de 1970, eles quase voltaram atrás. Afinal, a amizade permaneceu, mesmo após o rompimento musical. Tanto que Paul McCartney e Ringo Starr ainda se reúnem para tocar, e em 2019 até se juntaram num cover de John Lennon, “Grow Old With Me”, música de 1980, no mais recente disco solo do baterista. Que músicas eles teriam feito se tivessem permanecidos juntos? Nunca saberemos. Mas é possível ter uma vaga ideia, ao ouvir as melhores gravações das carreiras solo de cada um nas décadas seguintes. Com alguma imaginação, as seleções musicais abaixo sugerem os discos imaginários dos Beatles, que teriam sido lançados nos anos 1970 e 1980.   The Imaginary Beatles em 1970 O último disco dos Beatles, “Let It Be”, começou a ser vendido em maio 1970, um mês depois de Paul anunciar a separação. Àquela altura, os integrantes da banda já estavam mergulhados em suas carreiras solos. Ringo Starr chegou a lançar dois discos no período: um de standards e outro de country e blues – nenhum marcou época. George Harrison, por outro lado, emplacou seu maior hit individual. Paul McCartney fez um LP romântico e intimista, que era uma declaração de amor a sua esposa, Linda. E John Lennon se antecipou a todos, lançando singles individuais desde 1969. Em seu período individual mais criativo, ainda concebeu seu disco mais engajado, um clássico de arrepiar. E cantou que o sonho acabou. Mas e se esses esforços fossem coletivos, como seria o álbum que produziriam? Confira abaixo as “faixas” do álbum imaginário dos Beatles de 1970.     The Imaginary Beatles em 1971 Em 1971, John Lennon estava mais inspirado que nunca e Paul McCartney tinha canções suficientes para dois discos – um deles se tornou marco do movimento vegan e dos direitos dos animais, enquanto o outro apresentou uma nova banda, The Wings, liderada pelo casal McCartney. Em compensação, George Harrison e Ringo Starr não produziram novos álbuns. Ringo gravou apenas um single – e foi seu primeiro hit individual. George estava ocupado organizando o primeiro concerto beneficente da era do rock, o famoso “Concerto para Bangladesh”, mas também ajudou o amigo John a gravar seu segundo álbum solo. Sim, dois Beatles voltaram a se encontrar novamente no estúdio, um ano somente após o final oficial da banda. O resultado? “Imagine”. Imagine mais. Imagine se todos eles tivessem trabalhado juntos. Como seria o álbum que produziriam em 1971?     The Imaginary Beatles de 1972 a 1973 John foi o único ex-Beatle a gravar um álbum em 1972, inspirado por acontecimentos trágicos e causas políticas. A famosa rebelião na prisão de Attica e o massacre do domingo sangrento na Irlanda do Norte saíram das manchetes da época direto para suas canções – não por acaso, a capa de “Sometime in New York City” imitava a arte de um jornal impresso. Paul não lançou LP, mas fez bastante barulho. Também se politizou e gravou uma música em favor da causa irlandesa, devidamente banida das rádios britânicas. Para seu azar, seu single seguinte, considerado apologia às drogas, teve o mesmo destino. De saco cheio, resolveu ironizar a situação lançando uma musiquinha infantil, que não teve problemas em tocar à exaustão na programação da BBC. Como os poucos singles do período não rendem um bom mix coletivo, digamos que esse disco imaginário levou mais tempo para ser lançado, incluindo composições criadas em 1973. Este ano encontrou Paul compensando seus contratempos com o lançamento de dois álbuns e a composição de um dos melhores temas dos filmes de James Bond, enquanto George radicalizou sua trilha espiritual, incorporando filosofia e instrumentos indianos em suas gravações. Nada, porém, foi mais incrível que Ringo conseguir emplacar uma música no 1º lugar das paradas. E tudo isso junto?     The Imaginary Beatles em 1974 Paul também não lançou LP em 1974, mas o disco que disponibilizou no dezembro anterior rendeu singles durante o ano inteiro. Afinal, não foi um disco qualquer, mas o clássico “Band on the Run”, melhor álbum de sua carreira à frente dos Wings. Em contraste, John Lennon iniciou seu afastamento dos palcos, compondo baladas depressivas, mas também inesperados funks dançantes em parceria com Elton John – e até o hit “Fame”, com David Bowie. Ele ainda ajudou Ringo Starr a gravar mais um álbum.     The Imaginary Beatles de 1975 a 1976 O próximo LP imaginário foi um dos mais sofridos. Afinal, John lançou um disco quase perdido, apenas com covers, brigou com Yoko Ono e sumiu por um período de cinco anos. George fez um trabalho que não emplacou hits. Até Paul concebeu um álbum de glam rock espacial, que não estourou. Enquanto Ringo deixou 1975 simplesmente passar em branco. A história de John é a mais maluca, graças aos bastidores tumultuados de seu álbum com Phil Spector, o produtor de “Let It Be” (1970). O que era para ser um disco simples de versões de clássicos do rock’n’roll virou um show de horrores, com o louco Spector dando tiros no estúdio e fugindo com as fitas originais das gravações. Foi preciso o produtor sofrer um acidente, ficar entre a vida e a morte, para os tapes serem recuperados. A esta altura, um ano tinha se passado e John voltara para Yoko, ao lado de quem ficaria nos próximos cinco anos, sem gravar, dedicando-se apenas à família. Antes de entrar nesse longo hiato, John voltou a ajudar Ringo em seu disco de 1976. Enquanto isso, Paul também se frustrou com um disco que não rendeu o esperado. Mas não se deu por vencido. Voltou no mesmo ano para o estúdio e começou a gravação de um dos LPs mais populares dos Wings, energizado pela maior turnê internacional feita pela banda – que acabou capturada em filme (“Rockshow”).     The Imaginary Beatles de 1977 a 1979 Com o “isolamento social” de John, Paul tornou-se o ex-Beatle mais bem-sucedido. Fez tanto sucesso que decidiu sair em carreira “solo”. Isto é, dissolveu sua segunda banda em 1979, após mais dois discos repletos de hits. Nesta fase, embora ainda não existisse a MTV, os ex-Beatles lançaram vários vídeos musicais, refletindo um interesse cada vez maior na representação visual de suas canções. George Harrison, retomando sua melhor forma, teve até um clipe dirigido por Eric Idle, do Monty Python – na época, George fundou uma produtora de cinema para financiar os primeiros longas dos Monty Python. Mesmo com tanta criatividade, seria possível imaginar um disco dos Beatles, mesmo imaginário, sem contribuição de John. Por sorte, ele deixou demos gravadas da música que compôs para o disco de Ringo, sua última faixa inédita por um bom tempo.     The Imaginary Beatles nos anos 1980 John só retornou ao estúdio em 1980, mas quem imaginava um grande fluxo de novidades depois de uma espera de cinco anos, encontrou um disco com metade das faixas cantadas por Yoko Ono. Entretanto, ele deixou muitas demos gravadas, que acabaram originando outros dois álbuns oficiais – infelizmente, póstumos. Assim como John, Paul também decidiu recomeçar sua carreira, lançando um LP emblematicamente chamado “McCartney II” – “McCartney” foi o título de seu primeiro trabalho solo após os Beatles. Por coincidência, Lennon e McCartney, a melhor dupla de compositores do rock em todos os tempos, resolveram recomeçar ao mesmo tempo. Dá para imaginar como seria, se eles tivessem ficado juntos por mais uma década? Pelo menos, até o fatídico 8 de dezembro de 1980, quando John foi assassinado? A morte de John juntou os demais Beatles em homenagens e gravações tocantes sobre os velhos tempos e o velho amigo, rendendo, inclusive, o melhor disco da carreira solo de George. O impacto foi tanto que até músicas inéditas do quarteto de Liverpool surgiram nos arquivos da gravadora EMI. Duas canções rejeitadas pela banda, que ao virar single geraram um frisson como se fossem hits… ou como se os Beatles não tivessem acabado há muitos anos atrás. A propósito, esse último lançamento imaginário é “duplo” – mas sem as parcerias de Paul com Steve Wonder e Michael Jackson, que teriam sido, digamos, projetos paralelos. Um Álbum Preto, de luto, gravado antes e depois da morte de John, repleto de reflexões sobre a trajetória do grupo, que Paul, George e Ringo levaram até a segunda metade da década de 1980 para completar/superar. E que um fã estendeu até 2019, com um remix de “Grow Old with Me”, juntando a voz da gravação de 1980 de John, com o vocal de Paul e Ringo no cover de 2019. É a faixa que encerra esse passeio pela ladeira da memória afetiva, entre discos imaginários e músicas verdadeiras.    

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  • Filme

    Mulher-Maravilha 1984 ganha comercial com nova data de estreia nacional

    8 de abril de 2020 /

    Adiado devido à crise sanitária, “Mulher-Maravilha 1984” ganhou um novo comercial, que destaca a nova data de estreia nacional. Apesar da empolgação com que o narrador informa o lançamento em 13 de agosto, o filme ainda pode ser adiado mais uma vez, caso os cinemas continuem fechados. O adiamento foi pouco extenso. O longa protagonizado por Gal Gadot estrearia em 4 de junho no Brasil, e agora chegará pouco mais de dois meses depois. Além da nova data, a prévia de 30 segundos, divulgada pela Warner, traz diversos trechos vistos no trailer completo e alguns milésimos de segundos inéditos, como a explosão de uma muralha e um vislumbre das amazonas cavalgando em uma praia. O filme é novamente dirigido por Patty Jenkins e traz de volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título e Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre enredo terem sido revelados até o momento, Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões da produção, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.

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  • Filme

    Ryan Reynolds negocia estrelar adaptação do game clássico Dragon’s Lair

    28 de março de 2020 /

    “Dragon’s Lair”, videogame icônico dos fliperamas dos 1980, vai virar filme. A adaptação está sendo desenvolvida para a Netflix e pode ser estrelada por Ryan Reynolds. O astro de Deadpool, que já estrelou “Esquadrão 6” na plataforma, atualmente negocia o papel principal com a produção. Caso o acordo seja fechado, Reynolds viverá Dirk the Daring, um cavaleiro que enfrenta monstros e espíritos sobrenaturais para salvar a princesa Daphne das garras do dragão Singe e do bruxo Mordoc. O roteiro está a cargo dos irmãos Dan e Kevin Hageman, que escreveram “Hotel Transilvânia” (2012), “Uma Aventura Lego” (2014) e “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” (2019). Lançado originalmente em 1983 pela empresa Cinematronics, o jogo usava a tecnologia laserdisc e oferecia gráficos superiores e animação criada pelos estúdios de Don Bluth (o diretor de “Ratinha Valente”, “Em Busca do Vale Encantado” e “Anastasia”). Curiosamente, o game foi lembrado numa série atual da própria Netflix. A 2ª temporada de “Stranger Things” destacou “Dragon’s Lair” entre os brinquedos do arcade da cidade de Hawkins e inspirou até uma discussão entre Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin (Gaten Matarazzo).

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  • Série

    Castlevania: Netflix confirma produção da 4ª temporada

    28 de março de 2020 /

    A Netflix confirmou a produção da 4ª temporada da série animada “Castlevania”. O anúncio foi feito com ajuda de um vídeo n Twitter, que não deu maiores detalhes sobre o próximo ano da série. Escrita pela autor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), a série adapta a franquia homônima de videogames da Konami, uma fantasia medieval adulta, que acompanha os esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. Com ajuda do próprio filho do vampiro, ele conseguiu seu objetivo na 2ª temporada. Mas isso não foi o fim da ameaça. Agora, ele enfrenta um exército de criaturas das trevas, que lutam para ocupar o vácuo deixado pela ausência de Drácula. O elenco de vozes inclui Richard Armitage (de “O Hobbit”) como Trevor Belmont, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard e Alejandra Reynoso (“Winx Club”) como Sypha Belnades, os protagonistas da trama. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. A 3ª temporada estreou em 5 de março e ainda não há previsão para o lançamento dos próximos episódios. pic.twitter.com/ZuPyKxGRDF — NX (@NXOnNetflix) March 27, 2020

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  • Filme

    Rainha: Vida de Xuxa vai virar filme

    27 de março de 2020 /

    A vida da apresentadora Xuxa Meneghel vai virar filme. Segundo a coluna de Leo Dias, no UOL, a produção vai se chamar “Rainha”. De acordo com o colunista, o filme começará pela história de Dona Alda, mãe de Xuxa. Em fase de pré-produção, o longa tem boa parte de sua equipe formada por estrangeiros, a maioria radicada em Los Angeles. A produção, que ainda não tem previsão de estreia, será a primeira biografia de Xuxa em qualquer mídia. Até então, ela não aceitava qualquer tipo de proposta de biografia, escrita ou filmada, por focar demais em sua vida pessoal. Esta história teria outra abordagem. Isto é, tende a ser chapa branca. Xuxa, que viveu o auge de sua carreira nos anos 1980, comemora 57 anos nesta sexta-feira (27/3).

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  • Etc

    Madonna lamenta morte de ator de Procura-se Susan Desesperadamente

    26 de março de 2020 /

    A cantora Madonna se manifestou nas redes sociais sobre a morte de Mark Blum, ator americano com quem contracenou no filme “Procura-se Susan Desesperadamente”, que aconteceu quarta (25/3) devido á complicações da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Em seu Instagram, ela postou uma foto em que aparece com Bloom no filme de 1985. “Quero registrar a passagem deste humano marcante, ator, amigo e parceiro, Mark Blum, vítima do coronavírus. Isto é realmente trágico e meu coração está com ele, sua família e a todos que ele amava. Me lembro de Mark quando fizemos ‘Procura-se Susan Desesperadamente’ em 1985 como alguém acolhedor, amável e profissional. Outro lembrete de que este vírus não é uma brincadeira, na é para tratar como algo casual ou fingir que não nos afetará de alguma forma. Temos que nos manter gratos – ser esperançosos – e seguir as regras de quarentena”, afirmou Madonna. Com muitos filmes de sucesso nos anos 1980, Blum também se tornou conhecido das novas gerações por seus papéis nas séries “Mozart in the Jungle”, na Amazon, “Você” (You), na Netflix, e “Succession”, na HBO. Ver essa foto no Instagram I Want to Acknowledge the Passing of a remarkable Human, fellow actor and friend Mark Blum, who succumbed to Coronavirus. This is really tragic and my heart goes out to him, his family and his loved ones. I remember him as funny warm, loving .and professional when we made Desperately Seeking Susan in 1985!! Another reminder that this virus is no joke, nothing to be casual about or pretend wont affect us in some way. ♥️ we need to stay grateful -be hopeful- help each other-and follow the quarantine rules! #covid_19 #markblum #desperatelyseekingsusan Uma publicação compartilhada por Madonna (@madonna) em 26 de Mar, 2020 às 12:58 PDT

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  • Etc,  Filme,  Série

    Mark Blum (1950 – 2020)

    26 de março de 2020 /

    O ator americano Mark Blum, conhecido por filmes dos anos 1980 e séries recentes, como “Você”, morreu na quarta (25/3) no hospital presbiteriano de Nova York, de complicações da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, aos 69 anos. Nascido em Newark, Nova Jersey, em 1950, Blum costumava viajar de trem até Nova York para ver as peças em cartaz, o que o fez se apaixonar pelo teatro ainda na adolescência. Ele estudou Teatro em duas faculdades e iniciou sua longa carreira como assistente de palco da Broadway em 1975. Não demorou a virar ator e chegou a vencer o prêmio Obie, dedicado ao circuito off-Broadway, como protagonista de “Gus and Al” em 1989, na pele de um dramaturgo gay medíocre de meia-idade que viaja no tempo para conhecer Gustav Mahler. Foi também nos anos 1980 que ele começou a aparecer no cinema. A partir de um pequeno papel em “O Amor tem seu Preço” (1983), sua filmografia se multiplicou em vários sucessos da época, como “Procura-se Susan Desesperadamente” (1985), “Crocodilo Dundee” (1986), “Somente Entre Amigas” (1986), “Encontro às Escuras” (1987) e “Mais Forte que o Ódio” (1988). Blum também apareceu em várias séries, como “Miami Vice”, “Roseanne”, “Nova Iorque Contra o Crime” (NY PD Blue), “O Desafio” (The Practice), “CSI: Miami” e por toda a franquia “Lei & Ordem” (Law & Order). Mais recentemente, integrou os elencos de “Mozart in the Jungle”, na Amazon, “Você” (You), na Netflix, e “Succession”, na HBO. Seu último trabalho foi uma participação em “Billions”, que será exibida em maio no canal pago Showtime.

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