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  • Filme

    Conheça as produções brasileiras selecionadas para o Festival de Berlim

    23 de janeiro de 2023 /

    O Festival de Berlim, um dos eventos cinematográficos de maior prestígio no mundo, divulgou nesta quinta (23/1) os filmes selecionados para sua 73º edição. E o Brasil conquistou algum destaque na lista. Até o momento, dois longas e três curtas brasileiros já foram confirmados na programação do evento alemão, que acontece entre os dias 16 e 26 de fevereiro. O longa-metragem “O Estranho” fará sua estreia mundial na mostra Forum, que abre espaço para trabalhos ousados e que ofereçam novas linguagens cinematográficas. O principal cenário de “O Estranho” é o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O terminal é retratado no filme pelo olhar dos trabalhadores do aeroporto. Quem conduz a narrativa de “O Estranho” é Alê, uma funcionária cuja história familiar se entrelaça com a construção do próprio aeroporto em terras que, no passado, pertenceram aos indígenas. Escrito e dirigido por Flora Dias e Juruna Mallon, o longa foi gravado no próprio aeroporto. Este é o segundo longa dirigido pela dupla, que antes realizaram “O Sol nos Meus Olhos”, de 2012. O filme é uma produção da Lira Cinematográfica e da Enquadramento Produções e os diretores definem o processo de criação da obra como “uma total imersão” no território de Guarulhos. Outro longa nacional revelado na seleção do Festival de Berlim é o longa-metragem pernambucano “Propriedade”, de Daniel Bandeira. O filme acompanha a revolta dos trabalhadores da fazenda de Tereza (Malu Galli), uma reclusa estilista, que se enclausura em seu carro blindado para se proteger do ataque de seus empregados. Estrelado pela atriz Malu Galli, o filme teve a sua estreia no Festival do Rio de 2022, onde recebeu boas avaliações da crítica, que o classificou como “incisivo e desafiador”. No último dia 13 de janeiro, o festival anunciou a seleção de curtas da mostra Berlinale Shorts. Entre as obras, figura o curta-metragem brasiliense “As Miçangas”. O filme é vencedor do Primeiro Edital de Produção da Cardume, streaming de curtas que desenvolve ações de fomento e desenvolvimento para cineastas brasileiros. Lançado no final de 2021, o Edital da Cardume recebeu centenas de inscrições e premiou o projeto gravado em Brasília no mesmo ano. Dirigido por Emanuel Lavor e Rafaela Camelo, o filme propõe uma reflexão sobre o aborto a partir da história de duas irmãs que viajam para que uma delas possa interromper uma gravidez não planejada. As personagens são interpretadas pelas atrizes Tícia Ferraz e Pâmela Germano. Os diretores afirmam que a intenção da obra não é só falar sobre como o aborto é comum e cotidiano na vida das mulheres, mas também refletir sobre culpa e fraternidade. O curta-metragem alagoano “Infantaria” entrou na mostra Generation 14Plus. O filme foi o grande vencedor do último Festival Curta Cinema, o que automaticamente o qualificou para disputar uma vaga no Oscar de 2023, mas acabou não figurando na shortlist publicada pela Academia. “Infantaria” acompanha a família de Joana, uma garota que se prepara para seu aniversário de 10 anos enquanto deseja entrar na puberdade. “Infantaria” já participou de festivais como Olhar de Cinema, Mostra de Cinema de Gostoso, Festival de Vitória, Mostra de Cinema de Gostoso e CineCeará, de onde saiu com três prêmios. Além disso, foi o grande vencedor da Mostra Sururu de Cinema Alagoano, onde arrematou 7 dos 10 prêmios oferecidos na mostra, incluindo os troféus de Melhor Filme concedidos pelo júri oficial, júri popular e crítica. Por último, o curta A Árvore (2023), de Ana Vaz, é uma co-produção entre Brasil e Espanha. O curta será exibido na mostra Forum Expanded. Definido por sua realizadora como um “filme-meditação em sequências de 30 segundos”, a obra rememora o pai do artista, ligando geografias, tempos, vivos e mortos “com uma espada de metal”. O Brasil ainda comparece na mostra Forum Special – que tem curadoria de Jacqueline Nsiah e Can Sungu – com a cópia restaurada de “A Rainha Diaba”, de Antonio Carlos da Fontoura, realizado e lançado em 1974, durante a ditadura militar. Protagonizado por Milton Gonçalves, esse clássico do cinema queer brasileiro conta a história do marginal Rainha Diaba, que controlava com mão de ferro o crime organizado da cidade. Para evitar que um de seus homens de frente caisse nas mãos da polícia, ele encarrega Catitu de inventar um bandido perigoso e entregá-lo à polícia no lugar do homem procurado. A história foi inspirada no criminoso real João Francisco dos Santos, conhecido como Madame Satã, e rendeu a Milton Gonçalves o troféu de Melhor Ator no Festival de Brasília. A restauração do longa foi realizada pela CinemaScópio e Cinelimite. Com Kristen Stewart presidindo o júri oficial, a seleção principal de Berlim também conta com filmes estrelados por Willem Dafoe e Sydney Sweeney, além de produções oriundas de diversas partes do mundo inteiro.

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  • Filme

    Filme de Julia Murat vence o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno

    13 de agosto de 2022 /

    O drama “Regra 34”, novo filme da diretora Julia Murat (“Histórias que Só Existem Quando Lembradas”), venceu o Leopardo de Ouro no Festival de Locarno, um dos mais respeitados do mundo cinematográfico. A produção brasileira superou 17 obras internacionais na competição da 75ª edição do evento encerrado neste sábado (13/8) na Suíça, consagrando a filha de também cineasta Lucia Murat, que já havia sido premiada pela crítica no Festival de Berlim em 2017 por seu longa anterior, “Pendular”. O nome “Regra 34” refere-se à “34ª regra da Internet, que afirma que qualquer objeto, personagem ou franquia de mídia imaginável tem pornografia associada a ele”. A trama gira em torno de Simone, uma jovem negra formada em Direito, que pagou a faculdade com a venda de performances sexuais online. Aprovada num concurso para a Defensoria Pública, ela pretende atuar em favor de mulheres vítimas de violência doméstica, enquanto seus próprios interesses sexuais a levam à práticas de violência e erotismo. O papel principal marca a estreia no cinema da atriz e dramaturga Sol Miranda, idealizadora do premiado espetáculo “Mercedes” (sobre Mercedes Baptista, primeira bailarina negra a dançar no Theatro Municipal). O detalhe é que a conquista de “Regra 34” não foi a única obra nacional celebrada no evento suíço. Todos os três filmes brasileiros incluídos na programação do 75º Festival de Locarno foram premiados. O curta “Big Bang”, de Carlos Segundo, ganhou o Leopardo de Ouro de sua categoria – Melhor Curta Autoral. Estrelado por Giovanni Venturini, que tem nanismo, a obra mostra como ele sobrevive, desprezado pela sociedade, consertando fornos em Uberlândia. Além disso, o primeiro longa de Ana Vaz (do curta premiado “Apiyemiyekî?”), “É Noite na América”, exibido na seção paralela Cineasti Del Presente, recebeu Menção Honrosa do júri do festival. O filme segue animais que fogem da extinção em Brasília. Todos os três filmes também são coproduções com a França. “É Noite na América” inclui também participação italiana em sua realização. Para completar, Wara, cineasta de nacionalidade brasileira, levou o Leopardo de Ouro de Melhor Curta Internacional pela produção cubana “Soberane”. As vitórias enaltecem a participação do país em Locarno, depois de dois anos de ausência de filmes brasileiros no festival. Em 2019, o cinema nacional também fez bonito com “A Febre”, de Maya Da-Rin, que venceu o Prêmio da Crítica e rendeu a Regis Myrupu o troféu de Melhor Ator. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Locarno Film Festival (@filmfestlocarno)

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  • Filme

    Festival de Berlim anuncia três filmes brasileiros em sua edição de 2020

    17 de dezembro de 2019 /

    A próxima edição do Festival de Berlim divulgou sua primeira lista de filmes nesta terça-feira (17/12), com três obras brasileiras. O festival alemão, que chega à sua 70ª edição em 2020, selecionou “Cidade Pássaro”, de Matias Mariani, na mostra Panorama, “Meu Nome É Bagdá”, de Caru Alves de Souza, na mostra Generation, e “APIYEMIYEKΔ, de Ana Vaz, na seção Forum Expanded, que reúne filmes experimentais. Coprodução franco-brasileira, “Cidade Pássaro” acompanha um músico nigeriano que viaja a São Paulo à procura de seu irmão mais velho. “Meu Nome é Bagdá” gira em torno de uma jovem skatista, interpretada pela novata Grace Orsato. Aos 16 anos, ela passa os dias ao lado dos amigos, fazendo manobras na pista local, fumando maconha e jogando baralho. Aos poucos, ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), e juntas conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade. O elenco inclui também a cantora Karina Buhr e a atriz Suzy Rêgo, que interpreta a diretora da escola onde as meninas estudam. Já “APIYEMIYEKΔ é uma coprodução nacional com a França e a Holanda, e também foi anunciada no Festival de Rotterdam, que acontece em janeiro. O filme é um ensaio visual que narra como a construção de uma rodovia entre Manaus e Boa Vista expulsou o povo Waimiri-Atroari de sua terras. Desenhos dos próprios indígenas ajudam a construir a narrativa. Esses mesmos desenhos foram apresentados na exposição “Meta-Arquivo: 1964-1985”, que ficou em cartaz de agosto a novembro no Sesc Belenzinho, em São Paulo. O Festival de Berlim 2020 ocorrerá entre os dias 20 de fevereiro e 1º de março.

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