Maryl Streep entra na 2ª temporada de Big Little Lies
Confirmada pelo canal pago HBO, a 2ª temporada de “Big Little Lies” ganhou um reforço de peso: a atriz Meryl Streep entrou no elenco da atração. Ela vai interpretar Mary Louise Wright, mãe do personagem Perry Wright (vivido por Alexander Skarsgård). Segundo a revista Variety, Streep vai receber US$ 800 mil (equivalente a R$ 2,5 milhões) por episódio. Essa semana, a atriz quebrou seu próprio recorde ao ser indicada a seu 21º Oscar, por seu papel em “The Post”, de Steven Spielberg. Ela já venceu três vezes o prêmio da Academia. Apesar de mais conhecida por seus papéis no cinema, Meryl Streep já fez alguns trabalhos televisivos, como na minissérie “Angels in America”, que lhe rendeu um Emmy em 2004. Um de seus primeiros trabalhos foi na minissérie “Holocausto”, em 1978. Ela também apareceu nos “Simpsons” e teve papel recorrente em “Terapia Virtual”. A 1ª temporada contou toda a história do livro homônimo de Liane Moriarty, mas a autora ajudou a desenvolver a trama dos próximos episódios, que serão escritas pelo roteirista David Kelley. A expectativa é que a entrada de Streep na série mexa bastante com a pacata cidade de Monterey, onde se passa a história. Preocupada com os netos, a personagem irá atrás de Celeste (Nicole Kidman) atrás de respostas sobre o que houve com o filho. Segundo comunicado da HBO, grande parte do elenco da 1ª temporada deve retornar para o segundo ano, incluindo as atrizes Nicole Kidman e Reese Witherspoon, que além de estrelarem o programa trabalham também como produtoras executivas. Mas o diretor Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”) – que dirigiu todos os sete episódios da 1ª temporada – permanecerá apenas como produtor e os sete novos episódios serão dirigidos pela cineasta inglesa Andrea Arnold (“Docinho da América”). “Big Little Lies” é a série mais premiada da temporada, com oito Emmys, quatro Globos de Ouro e dois SAG Awards. A 2ª temporada, no entanto, só deve estrear em 2019.
Alexander Skarsgard será espião na minissérie baseada em A Garota do Tambor
O ator Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”) entrou no elenco da minissérie da BBC, que vai adaptar o célebre romance de espionagem “A Garota do Tambor”, de John le Carré, publicado em 1983. Segundo o site The Hollywood Reporter, ele vai interpretar o espião israelense que envolve a personagem-título numa trama de traição e decepção, e se junta no elenco à Florence Pugh, revelação de “Lady Macbeth”, será a protagonista da produção. A trama gira em torno de uma atriz inglesa de esquerda cooptada pelo Mossad, o serviço de inteligência secreta de Israel, para ajudar a capturar um terrorista palestino. Mas ao se infiltrar entre os terroristas, ele simpatiza com a causa palestina e entra em conflito com sua missão. A minissérie terá direção do cineasta sul-coreano Park Chan-wook, dos cultuados “Oldboy” (2003) e “A Criada” (2016), que pretende realizar uma versão mais sombria que a levada ao cinema em 1984, com Diane Keaton como protagonista. “The Little Drummer Girl” (título original) terá seis episódios e será a terceira adaptação consecutiva de uma obra de John Le Carré realizada pela rede BBC. A primeira foi a recente minissérie “The Night Manager”, premiada no Emmy, BAFTA e Globo de Ouro. E a segunda será “The Spy Who Came in from the Cold”, adaptação do clássico “O Homem que Veio do Frio”, prevista para 2018, com Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) no papel principal.
Alexander Skarsgard vai estrelar novo suspense do diretor de Sala Verde
Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”) vai estrelar num novo suspense produzido pela Netflix. Trata-se de “Hold the Dark”, adaptação do livro homônimo de William Giraldi, que será dirigida por Jeremy Saulnier (dos ótimos thrillers indies “Ruína Azul” e “Sala Verde”), e também inclui em seu elenco os atores Jeffrey Wright (“Jogos Vorazes”) e James Badge Dale (“Homem de Ferro 3”). A trama se desenrola numa região remota do Alasca, onde lobos estão matando crianças. Um biólogo (Wright) especializado neste tipo de animal é chamado para investigar. Logo ao chegar, ele descobre que uma mulher desaparecida pode ter sido vítima de um ataque, mas seu marido (Skarsgard) encontra-se em um complicado estado psicológico após retornar do Iraque e ter que lidar com a morte do filho. As filmagens estão previstas para março na cidade de Alberta, no Canadá, mas ainda não há previsão para o lançamento na Netflix.
Big Little Lies: Minissérie que reúne Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley ganha novo trailer
A HBO divulgou o poster brasileiro e um novo trailer de “Big Little Lies”, minissérie que reúne as atrizes Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”), Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”) e Shailene Woodley (“Divergente”). Mas o que chama atenção na prévia, sem legendas, é o trabalho do cineasta Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”), que resulta em belíssimas imagens. O elenco da atração ainda inclui Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), Laura Dern (“Livre”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”), Zoe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e James Tupper (série “Revenge”). E tantos famosos entregam o plano original, que era transformar o livro “Big Little Lies”, de Liane Moriarty, num filme. Reese e Nicole, que também são produtoras do projeto, buscavam parceiros para uma adaptação cinematográfica quando o envolvimento do roteirista e produtor David E. Kelley (série “The Crazy Ones”) as levou a considerar o mercado televisivo – fisgando o interesse da HBO. A trama conta as histórias de três mulheres (Reese, Nicole e Shailene) de Pirriwee, na Austrália, que sofrem consequências de relacionamentos abusivos e se conhecem por terem os filhos matriculados na mesma escola. Suas vidas acabam se conectando de uma maneira inesperada e com consequências dramáticas. A estreia vai acontecer em 19 de fevereiro.
Alexander Skarsgard e Paul Rudd aparecem nas primeiras fotos da nova sci-fi do diretor de Warcraft
A Netflix divulgou as primeiras imagens de “Mute”, nova sci-fi do diretor Duncan Jones (“Warcraft”), filho de David Bowie. As imagens em tom neon evocam produções dos anos 1980, enquanto destacam os integrantes do elenco: Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), Paul Rudd (“Homem-Formiga”) e Justin Theroux (série “The Leftovers”), quase irreconhecível de peruca. “Mute” se passa no futuro próximo, daqui a 40 anos em Berlim, onde o personagem de Skarsgård, um bartender mudo, procura sua namorada que desapareceu, e nessa jornada acaba se envolvendo com uma dupla de cirurgiões americanos bastante excêntricos. “É sobre um cara que sofreu um acidente quando criança. Ele é ex-Amish, então ele vive uma vida muito monástica: ele não tem um celular ou nada disso. Ele deixou a comunidade [Amish], mas ainda meio que segue as regras”, revelou o ator numa entrevista recente. Um dos boatos da produção é que ela teria ligação com a trama de “Lunar” (2009), primeiro filme de Jones, inclusive com uma possível participação de Sam Rokwell repetindo seu papel. Ainda não há previsão para a estreia de “Mute”. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las.
Minissérie que junta Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley ganha data de estreia e novo comercial
O canal pago americano HBO divulgou um novo comercial de “Big Little Lies”, minissérie que reúne as atrizes Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”), Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”) e Shailene Woodley (“Divergente”) sob a direção do cineasta Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”). A prévia é curta e serve para divulgar a data de estreia da atração. Como se não bastasse os nomes já mencionados, o elenco ainda inclui Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), Laura Dern (“Livre”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”) e Zoe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”), todos destacados no vídeo. O elenco cinematográfico remete ao plano original, que era transformar o livro “Big Little Lies”, de Liane Moriarty, num filme, que Reese e Nicole estrelariam. Mas com o envolvimento do roteirista e produtor David E. Kelley (série “The Crazy Ones”), a ideia foi levada para o mercado televisivo e acabou fisgando o interesse da HBO. A trama conta as histórias de três mulheres (Reese, Nicole e Shailene) de Pirriwee, na Austrália, que sofrem consequências de relacionamento abusivos e se conhecem por terem os filhos matriculados na mesma escola. Suas vidas acabam se conectando de uma maneira inesperada e com consequências dramáticas. A estreia vai acontecer em 19 de fevereiro.
Alexander Skarsgård e Michael Peña são policiais corruptos em novo trailer de comédia
A produtora Saban Films divulgou o pôster e o trailer americanos da comédia policial “War on Everyone”, novo filme do inglês John Michael McDonagh, diretor de “O Guarda” (2011), um dos melhores filmes do gênero nesta década. A prévia comprova sua capacidade para criar humor de situações politicamente incorretas. Escrita pelo cineasta, a trama traz Alexander Skarsgård (série “True Blood”) e Michael Peña (“Homem-Formiga”) como dois policiais corruptos do Novo México, que incriminam e fazem chantagem com todos os bandidos que cruzem seus caminhos. Até que tentam intimidar alguém mais perigoso do que eles. O elenco também inclui Theo James (“Divergente”), Tessa Thompson (“Creed”), Stephanie Sigman (“007 Contra Spectre”), Caleb Landry Jones (“Byzantium”) e Paul Reiser (“Um Homem Entre Gigantes”). O filme já passou no Reino Unido, mas ainda não tem previsão de lançamento nem nos EUA nem no Brasil.
Cara Delevingne será atiradora de facas em suspense com Alexander Skarsgard
Os atores Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) vão estrelar um suspense indie, intitulado “Fever Heart”. Segundo o site da revista Variety, a produção acompanha um homem com amnésia (Skarsgard) que luta para recuperar a memória com a ajuda de uma atiradora de facas de um circo (Delevingne). Enquanto isso, os dois são perseguidos por um vilão. Com direção e roteiro do estreante Ben Briand, o longa será filmado no início do ano que vem e ainda não previsão para chegar aos cinemas.
Big Little Lies: Veja o trailer da minissérie que reúne Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley
A HBO americana divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Big Little Lies”, minissérie que reúne as atrizes Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”), Nicole Kidman (“Segredos de Sangue”) e Shailene Woodley (“Divergente”) sob a direção do cineasta Jean-Marc Vallée (“Clube de Compra Dallas”). Como se fosse pouco, o elenco ainda inclui Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), Laura Dern (“Livre”), Adam Scott (série “Parks and Recreation”), Zoe Kravitz (“Mad Max: Estrada da Fúria”) e James Tupper (série “Revenge”). O elenco cinematográfico trai o plano original, que era transformar o livro “Big Little Lies”, de Liane Moriarty, num filme, que Reese e Nicole estrelariam. Mas com o envolvimento do roteirista e produtor David E. Kelley (série “The Crazy Ones”), a ideia foi levada para o mercado televisivo e acabou fisgando o interesse da HBO. A trama conta as histórias de três mulheres (Reese, Nicole e Shailene) que moram em Pirriwee, na Austrália, que sofrem consequências de relacionamento abusivos e se conhecem por terem os filhos matriculados na mesma escola. Suas vidas acabam se conectando de uma maneira inesperada, com consequências dramáticas. A estreia vai acontecer em 2017, em data ainda não não marcada.
Novo filme do diretor de Warcraft será uma sci-fi com produção da Netflix
O diretor Duncan Jones vai voltar à ficção científica em seu quarto filme, “Mute”, após explorar a fantasia em “Warcraft”, que dependendo do ponto de vista foi um enorme fracasso ou um grande sucesso. Não só isso, também retornará aos orçamentos mais modestos, com produção da plataforma de streaming Netflix. A revelação do acordo foi feita pelo ator Alexander Skarsgård (“A Lenda de Tarzan”), que irá estrelar o novo longa do filho de David Bowie, durante um podcast da revista Empire. “Mute” se passa daqui a 40 anos em Berlim, onde o personagem de Skarsgård, um bartender mudo, procura sua namorada que desapareceu. “É sobre um cara que sofreu um acidente quando criança. Ele é ex-Amish, então ele vive uma vida muito monástica: ele não tem um celular ou nada disso. Ele deixou a comunidade [Amish] mas ele ainda meio que segue as regras.” O elenco também tem confirmada a participação de Paul Rudd (“Homem-Formiga”) e Gilbert Owuor (série “True Blood”), além de ser provável uma possível participação de Sam Rokwell repetindo seu papel de “Lunar” (2009), o primeiro filme do diretor. “Talvez”, confirma/nega Skarsgård.
Alexander Skarsgard, Keira Knightley e Jason Clarke viverão drama entre as ruínas pós-guerra da Alemanha
O drama “The Aftermath”, produzido pela Fox Searchlight vai reunir um grande elenco. Segundo o site da revista Variety, Alexander Skarsgard (“A Lenda de Tarzan”), Keira Knightley (“Mesmo Se Nada Der Certo”) e Jason Clarke (“Planeta dos Macacos – O Confronto”) serão os protagonistas do projeto, que relata a reconstrução da Alemanha após a 2ª Guerra Mundial. Baseado no romance escrito por Rhidian Brook, “The Aftermath” acompanha uma mulher, que viaja com seu filho à Alemanha em 1946 para encontrar o marido, um coronel britânico, ocupado com a reconstrução da cidade de Hamburgo. Ao chegar na nova casa, ela acaba descobrindo que precisará dividir o novo lar com os antigos donos, um viúvo alemão e sua problemática filha, porque seu marido decidiu não desalojá-los. Lá fora, crianças reduzidas a feras, cadáveres ainda não recolhidos da guerra e escombros compõem o que restou da cidade. “The Aftermath” tem produção do cineasta Ridley Scott, por meio de sua produtora Scott Free, que atualmente negocia a direção com James Kent (“Juventudes Roubadas”). O filme ainda não tem data prevista de estreia.
A Lenda de Tarzan acerta mais que erra na renovação do personagem clássico
Criado em 1912 por Edgar Rice Burroughs, Tarzan é um personagem representante de uma mentalidade da virada do século 19 para o 20, que opunha selvageria e civilização a partir dos conceitos europeus em voga na época. Assim, o personagem atraía fascínio pela mistura destas oposições: o “selvagem” Tarzan e a “civilizada” Jane, seu grande amor e possibilidade de fazê-lo reencontrar a nobreza de sua família. Mais do que isso, Tarzan reinava sobre os animais e africanos enquanto nobre inglês branco. Mesmo criado por macacos e desconhecendo sua origem, o personagem parecia ter uma genética superior, algo que o faria naturalmente especial no ambiente da selva fabular que Burroughs imaginou sem nunca ter ido à África. Ao tentar atualizar o personagem, “A Lenda de Tarzan” toma certos cuidados para não cair nos estereótipos do início do século passado, mas não consegue fugir daquilo que é o cerne do personagem: é o homem branco que vai liderar e salvar os africanos de um destino cruel. Se por esse lado não há novidades, por outro o filme insere um personagem negro – e americano (Samuel L. Jackson, de “Os Vingadores”) – para ser o braço direito do protagonista e tenta fazer de Jane (Margot Robbie, de “Esquadrão Suicida”) uma mocinha que não esteja em perigo. São propostas importantes para deixar um personagem anacrônico em consonância com os novos tempos, mas o resultado é desequilibrado: o personagem de Jackson nunca está à altura dos feitos do protagonista e Jane, apesar de se mostrar forte e decidida, acaba sendo sempre o par romântico que precisa ser salvo pelo herói. Mas apesar das ressalvas o filme diverte e funciona bem em se propor como uma espécie de continuação para a história que todas já conhecem. Quando encontramos Tarzan pela primeira vez, ele não é o senhor das selvas, mas o lorde John Clayton, já “civilizado”, de volta ao castelo de sua família. Uma armadilha arquitetada pelo explorador de diamantes Leon Rom (Christoph Waltz, de “Django Livre”, fazendo o mesmo vilão divertido de sempre) leva o personagem-título de volta à África e ao seu reencontro com sua verdadeira natureza. David Yates usa paletas sombrias para contar a história, mas não se decide entre o realismo e o fantasioso. Parece haver dois filmes em “A Lenda de Tarzan”, um primeiro e mais interessante que se propõe a ser um épico sóbrio (dentro do possível, claro) sobre as dualidades de um homem criado em meio aos animais; e um segundo que mais lembra um filme de super-herói da Marvel. Algumas piadinhas e frases de efeito também não funcionam e parecem deslocadas neste filme, que pende para lados diferentes de acordo com o que roteiro precisa. Trazendo um clímax que abusa de efeitos digitais sem empolgar muito, “A Lenda de Tarzan” dá um novo sopro de vida ao personagem e consegue torná-lo interessante para as novas gerações, sem fazê-lo perder suas características essenciais. Mas enquanto fóssil perdido do tempo, representante de uma era passada e ultrapassada, Tarzan, o personagem, é mais interessante do que seu próprio filme. E a interpretação acima da média de Alexander Skarsgard (da série “True Blood”) ajuda muito neste sentido, trazendo imponência e complexidade para que acreditemos nesta figura deslocada no tempo e espaço. “A Lenda de Tarzan” está longe de ser perfeito, mas consegue em grande medida cumprir sua promessa de aventura como as matinês de antigamente.
Estreias: Tarzan é o rei dos cinemas neste fim de semana
Tarzan volta às selvas com grande orçamento e inúmeros efeitos visuais, no maior lançamento desta quinta (21/7) no Brasil. Acompanhado pelo ator Alexander Skarsgård (série “True Blood”), que veio ao país para entrevistas e première, “A Lenda de Tarzan” chega em 840 salas, incluindo 555 telas 3D e todo o circuito IMAX (12 salas). Com direção de David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes de “Harry Potter”, o longa custou uma fortuna (US$ 180 milhões), mas teve apenas desempenho modesto nos EUA (levou 18 dias para superar os US$ 100 milhões). A crítica americana não gostou (36% de aprovação no site Rotten Tomatoes), mas o público aprovou (A- no CinemaScore). A Warner agora torce pelo sucesso internacional. A segunda maior estreia é uma comédia nacional. Apesar de ter Ingrid Guimarães (“De Pernas pro Ar”) no elenco, “Entre Idas e Vindas” não é um besteirol ululante. Trata-se de um romance com final e elenco de novela, sobre como Fabio Assunção (novela “Totalmente Demais”) e seu filho vão parar num motor home cheio de mulheres. A direção de José Eduardo Belmonte transmite mais seriedade ao projeto, que visivelmente possui baixo orçamento, mas, por outro lado, os cinéfilos talvez preferissem um trabalho menos ligeiro do grande cineasta brasiliense. Estreia em 283 salas. A melhor comédia da semana, na verdade, é americana: “Dois Caras Legais“, do cineasta Shane Black (“Homem de Ferro 3”). Passada nos anos 1970, com figurino, música e recriação até do espírito dos filmes da época, traz Russel Crowe (“Noé”) e Ryan Gosling (“A Grande Aposta”) como detetives investigando o sequestro de uma jovem em plena era das discotecas. Hilário, o filme tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, feito raríssimo para comédias. Ocupa 215 salas. Em contraste, o principal lançamento da semana é restrito a 46 salas – sendo 12 CEUs, do circuito SPCine na capital paulista. Trata-se do novo drama de Anna Muylaert, diretora do aclamado “Que Horas Ela Volta?” (2015). Com tema diferente, mas núcleo similar, de mãe, filho e deslocamento da representação do lar, “Mãe Só Há Uma” parte de uma história real para contar a história de um adolescente que descobre ter sido roubado na maternidade e que, após tratar a ladra como mãe por toda a vida, precisa se readequar à família biológica. Para complicar, ele também atravessa crise de identidade sexual. O filme destaca o estreante Naomi Nero (sobrinho de Alexandre Nero) como protagonista, uma grata revelação com futuro brilhante, além de Daniela Nefussi (“É Proibido Fumar”) em dois papéis, como as mães (de criação e biológica) do menino, num artifício que visa destacar a confusão criada na cabeça do rapaz. Filmaço para poucos. O circuito limitado também recebe o drama francês “Chocolate” em 55 salas, mostrando Omar Sy (“Intocáveis”) como o primeiro palhaço negro de circo da França, no século 19. Em 32 salas, “Life – Um Retrato de James Dean”, traz Robert Pattinson (“Mapa para as Estrelas”) como o fotógrafo que ajudou a criar a aura de mito que acompanhou a curta carreira do astro de “Juventude Transviada” (1955). Por fim, a comédia espanhola “Um Dia Perfeito” mostra seu humor negro em quatro salas, com Benício Del Toro (“Sicario”) liderando um grupo de agentes humanitários em meio a uma zona de conflito armado.











