Produtores de House of Cards planejam matar personagem de Kevin Spacey
Os produtores de “House of Cards” estão inclinados a matar o protagonista da série, Frank Underwood, após seu intérprete ter seu nome associado a denúncias de assédio e abuso sexual por diversas pessoas, inclusive integrantes da equipe da produção. Não há ambiente para o retorno de Spacey às gravações, após acusações de comportamento “predatório” no set, especialmente em relação a funcionários mais jovens da equipe. Mas cancelar agora a atração deixaria os mesmos funcionários desempregados. Atualmente, cerca de 300 profissionais trabalham no desenvolvimento da 6ª temporada da série. Segundo o site da revista Variety, a morte de Underwood está sendo considerada a melhor solução, deixando a responsabilidade de protagonizar o final da história nas mãos de sua mulher, Claire, interpretada por Robin Wright. A atriz Jessica Chastain foi a primeira a sugerir esta mudança nas redes sociais. “Será que Robin Wright não pode ser a protagonista ‘House of Cards’ agora? Estamos prontos para isso”, ela escreveu no Twitter. Quase 500 pessoas responderam positivamente, propondo até formas de matar Frank Underwood. Vale lembrar que “House of Cards” é inspirada numa produção britânica de mesmo nome, e na trama original o protagonista morreu – o que levou também ao final da série. Com a produção da 6ª temporada suspensa por tempo indeterminado, a produtora Media Rights Capital e a Netflix estão “avaliando a situação atual”. A Variety ouviu de fontes do set que os dois primeiros episódios da temporada já foram gravados. E que a paralisação dos trabalhos teria o objetivo de dar tempo aos roteiristas de encontrar uma forma de reescrever a trama sem a participação de Kevin Spacey. Enquanto isso, o time de advogados da MRC e da Netflix estão examinando o contrato do ator, que também tem créditos de produtor na atração, para ver se podem levar adiante seus planos e quais seriam os custos de tirá-lo da série.
Polícia de Nova York revela que prisão de Harvey Weinstein é iminente
A acusação de estupro da atriz Paz de la Huerta (série “Boardwalk Empire”) contra Harvey Weinstein deverá resultar na prisão do produtor. O detetive Robert Boyce, da polícia de Nova York, afirmou à agência Associated Press que a denúncia é consistente e já há evidências apuradas. Segundo a agência, numa reunião interna da equipe policial, Boyce também disse que, se Weinstein estivesse em Nova York neste momento e o estupro alegado tivesse sido recente, “nós iremos imediatamente fazer a prisão. Sem dúvida”. Mas como Weinstein está em outro estado e as alegações falam num estupro acontecido há sete anos, os investigadores devem reunir mais provas em primeiro lugar. Paz de la Huerta fez as acusações na revista Vanity Fair, onde relatou que foi vítima de dois estupros de Weinstein em Nova York, com pouco mais de um mês de diferença. O primeiro aconteceu em novembro de 2010, quando o produtor se ofereceu para levá-la a seu apartamento e pediu para subir e tomar uma bebida. “Senti medo, não foi consensual, tudo aconteceu muito rápido… Ele se colocou dentro de mim… quando acabou disse que me ligaria. Fiquei na cama em choque”, disse a atriz, que tinha 26 anos na ocasião. O segundo estupro teria acontecido em dezembro do mesmo ano. O produtor, embriagado, apareceu em seu edifício e exigiu subir até o apartamento. “Foi repugnante, é como um porco. (…) me estuprou”. Além de contar a história para a imprensa, ela tomou coragem para denunciar o produtor na polícia, o que a maioria das acusadoras de Weinstein não fez. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive de Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias. Weinstein insiste que todas as relações foram consensuais. Sua porta-voz Holly Baird afirmou à AFP que o produtor iniciou terapia e busca um “melhor caminho”. “Ele espera que, se conseguir progredir o suficiente, receberá uma segunda chance”.
Jessica Chastain lança campanha para Robin Wright virar protagonista de House of Cards
A atriz Jessica Chastain (“O Caçador e a Rainha do Gelo”) sugeriu no Twitter que a Netflix continue a produzir a série “House of Cards” com Robin Wright como protagonista, em vez de cancelar a atração. E centenas de seguidores a apoiaram, praticamente iniciando uma campanha nas redes sociais. “Será que Robin Wright não pode ser a protagonista ‘House of Cards’ agora? Estamos prontos para isso”, escreveu Chastain na rede social. Quase 500 pessoas responderam positivamente ao tuíte, sugerindo formas de matar Frank Underwood, o personagem de Spacey, e manter a série em produção com Robin Wright – e Neve Campbell – como protagonista. A discussão acontece no momento em que a Netflix e a produtora Media Rights Capital decidiram suspender a produção da 6ª e potencialmente última temporada da atração por tempo indeterminado, para “avaliar a situação atual”, após o protagonista da série, Kevin Spacey, ser acusado de inúmeros assédios – inclusive por integrantes da equipe de “House of Cards”. Can #RobinWright just be the lead of @HouseofCards now? We're ready for it. — Jessica Chastain (@jes_chastain) November 3, 2017
Promotoria de Los Angeles investiga ator de That ’70s Show e The Ranch por estupros
O ator Danny Masterson, um dos astros da série clássica “That ’70s Show”, que atualmente faz parte de “The Ranch”, na Netflix, virou alvo da promotoria de Los Angeles, que está revendo antigas acusações de estupro contra ele, lembradas em meio à onda de denúncias que sacode Hollywood. Quatro mulheres acusaram o ator de 41 anos de ataques sexuais no começo da década de 2000. Mas, segundo o site Huffington Post, as autoridades não puderam agir na época, devido à interferência da igreja da Cientologia, da qual o ator é adepto. As mulheres que o acusavam também eram integrantes da igreja, que tem como regra proibir colaboração com a polícia. De acordo com o relato do site, a instituição mobilizou 50 seguidores para darem testemunhos escritos favoráveis a Masterson e contrários às acusadoras. Além disso, o arquivo com os depoimentos e acusações formais desapareceu misteriosamente no começo do processo, fazendo com que a promotoria tivesse que recomeçar todo o caso do zero. Masterson nega veementemente todas as acusações desde 2004, quando a primeira denúncia veio à tona. Mas fontes ouvidas pelo Huffington Post afirmam que o caso foi reaberto recentemente, após “evidências incriminadoras” terem sido recebidas pela promotoria. Trata-se do segundo escândalo sexual envolvendo uma estrela de série da Netflix, que chegou a suspender a produção de “House of Cards”, após Kevin Spacey ser acusado de inúmeros assédios – inclusive por integrantes da equipe da série.
Kevin Spacey é acusado de assédio por integrantes da produção de House of Cards
Novas acusações de assédio contra Kevin Spacey vieram à tona, agora da equipe de produção da série “House of Cards”. Se os casos anteriores teriam acontecido há muitos anos, os novos são atuais. Pelo menos oito pessoas da produção da série foram citadas numa reportagem do canal de notícias CNN, mas só concordaram em falar sobre o assunto sob anonimato. Elas afirmam que foram vítimas de assédio e abuso sexual por Spacey, além de ter presenciado o mesmo comportamento do protagonista da atração com outras pessoas que trabalharam nas gravações da série premiada da Netflix. Um dos relatos diz que o ator tocou um funcionário em suas partes íntimas, por cima da calça, no veículo em que estava sendo transportado. A vítima, que não teria consentido com o gesto, ainda afirmou que ficou em “estado de choque” com a situação e se preocupou, pois o ator tinha “uma posição muito poderosa na série”. A mesma vítima ainda disse que Spacey deixava o ambiente das gravações “tóxico”, além de ter um comportamento “predador” e geralmente direcionado a homens jovens. Uma ex-assistente de produção disse que o ator costumava agir de maneira inadequada, criando uma brincadeira sexual, quando segurava as mãos de funcionários do set e as levava próximo a sua virilha. Outros funcionários disseram ter observado ou sido vítimas de aproximações inapropriadas de Spacey, sempre relacionadas a avanços sexuais no ambiente de trabalho. Todos eles teriam receado denunciar o ator para não perderem o emprego, ou ainda terem sido considerados mentirosos. A multiplicação de denúncias contra Spacey levou a CNN a comparar o caso com o de Harvey Weinstein. Após a denúncia de Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”), atores que trabalharam no teatro Old Vic, de Londres, quando Spacey dirigiu o estabelecimento, também mencionaram um ambiente tóxico, marcado pelo assédio em série do ator. A Media Rights Capital, produtora de “House of Cards”, e a Netflix chegaram a se dizer “profundamente preocupadas”, em comunicado conjunto, após as novas acusações contra o ator. As gravações da 6ª temporada da série foram suspensas.
Atriz de Boardwalk Empire diz que Harvey Weinstein a estuprou duas vezes
A atriz americana Paz de la Huerta (série “Boardwalk Empire” e terror “Nurse – A Enfermeira Assassina”) afirmou que Harvey Weinstein a estuprou duas vezes em 2010, aumentando a lista de denúncias sexuais contra o produtor de Hollywood. Ela fez as acusações na revista Vanity Fair, onde relatou que as agressões aconteceram em Nova York, com pouco mais de um mês de diferença. A primeira aconteceu em novembro de 2010, quando Weinstein se ofereceu para levá-la a seu apartamento e pediu para subir e tomar uma bebida. “Senti medo, não foi consensual, tudo aconteceu muito rápido… Ele se colocou dentro de mim… quando acabou disse que me ligaria. Fiquei na cama em choque”, disse a atriz, que tinha 26 anos na ocasião. O segundo estupro teria acontecido em dezembro do mesmo ano. O produtor, embriagado, apareceu em seu edifício e exigiu subir até o apartamento. “Foi repugnante, é como um porco. (…) me estuprou”. A polícia de Nova York “está a par das denúncias de agressão sexual”, afirmou à AFP (agência France Presse) o sargento Brendan Ryan, que também disse que a polícia está “colaborando com o Ministério Público de Manhattan”. Segundo a rede CBS, já teria sido designado um procurador de crimes sexuais para este caso. Mais de 90 mulheres já acusam publicamente Harvey Weinstein de assédio, agressão ou estupro, segundo levantamento da atriz italiana Asia Argento, desde que a atriz Ashley Judd tomou coragem para ser a primeira a falar com a imprensa sobre o comportamento do magnata, em reportagem do jornal The New York Times publicada em 5 de outubro. A denúncia encorajou diversas estrelas famosas a compartilharem suas experiências de terror com Weinstein, entre elas Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Rose McGowan, Léa Seydoux e Cara Delevingne. Uma reportagem ainda mais polêmica, da revista New Yorker, apresentou as primeiras denúncias de estupro, inclusive da atriz Asia Argento. E há três semanas o jornal Los Angeles Times desnudou a conexão de Weinstein com o mundo da moda, com denúncias de modelos. Após o escândalo ser revelado, Weinstein foi demitido da própria produtora, The Weinsten Company, teve os créditos de produtor retirado de todos os projetos em andamento de que participa e foi expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pelo Oscar, do BAFTA (a Academia britânica) e do PGA (Sindicato dos Produtores). Sua esposa, Georgina Chapman, estilista da grife Marchesa, pediu divórcio e ele ainda deve enfrentar um processo criminal. Desde então, outros casos foram denunciados, abrindo as portas para inúmeras acusações de assédio na indústria do entretenimento. Apenas contra o diretor James Toback, já passam de 300 denúncias. Weinstein insiste que todas as relações foram consensuais. Sua porta-voz Holly Baird afirmou à AFP que o produtor iniciou terapia e busca um “melhor caminho”. “Ele espera que, se conseguir progredir o suficiente, receberá uma segunda chance”.
Dustin Hoffman é acusado de assédio por assistente que tinha 17 anos de idade
Dustin Hoffman é mais um nome famoso de Hollywood envolvido em acusação de assédio sexual, em meio à multiplicação de denúncias que vieram à luz após a execração coletiva de Harvey Weinstein. Uma assistente de produção do longa “A Morte de um Caixeiro-Viajante”, de 1985, que rendeu a Hoffman um Globo de Ouro por sua atuação, relatou a convivência abusiva com o astro no set. Na época, a escritora Anna Graham Hunter tinha 17 anos. Em um relato em primeira pessoa, publicado pela revista The Hollywood Reporter, ela descreveu o que passou com Hoffman durante as filmagens. “Ele me pediu para fazer massagem em seus pés no meu primeiro dia no set; eu fiz. Ele estava flertando abertamente, ele agarrou minha bunda, ele falou sobre sexo para mim e na minha frente. Numa manhã, eu fui ao seu camarim para pegar o pedido dele para o café. Ele olhou para mim e sorriu. Então ele disse: ‘Eu quero um ovo cozido de gema dura e um clitóris macio. Sua comitiva explodiu em gargalhadas. Eu saí, sem palavras. Então fui ao banheiro e chorei”. Ela também transcreveu partes de cartas que enviava para a irmã, que morava em Londres na época, detalhando as cinco semanas em que trabalhou no set do telefilme. “Quando eu levei Dustin até sua limusine, ele tocou na minha bunda quatro vezes. Eu bati nele todas as vezes, e disse que ele era um velho sujo”. No relato, ela cita o produtor Bob Colesberry, dizendo que ele a teria demitido caso visse a cena. Hunter conta ainda que uma supervisora pediu para que ela “sacrificasse alguns de seus valores” pelo bem da produção. Nos primeiros dias de diário, ela admite que adorava a atenção de Dustin. “Até que eu deixei de adorar”. Poucos dias depois, ela escrevia: “Não vou deixar Dustin colocar as mãos em mim. E acho uma bosta que Bob espere que eu deixe”. “Hoje esse negócio ficou mais assustador. Ou ao menos, menos atraente. Essa manhã, quando perguntei a Dustin o que ele queria para o café da manhã, ele disse algo que superou até seus níveis mais baixos. Foi pior que qualquer coisa que alguém já tenha me dito na rua. Foi tão grosseiro que eu não consegui dizer nada. Eu simplesmente me virei e fui embora”, ela escreveu para a irmã. Anna, que hoje tem 49 anos e é escritora, diz que agora consegue enxergar a situação com mais clareza. “Ele era um predador eu era uma criança, e isso foi assédio sexual”. Procurado pela revista, Hoffman pediu desculpas. “Eu tenho o maior respeito pelas mulheres e me sinto terrível que qualquer coisa que eu tenha feito possa tê-la colocado em uma situação desconfortável. Sinto muito. Não é reflexo de quem eu sou”. O trabalho mais recente de Hoffman é o filme “Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe”, da Netflix, que foi exibido no Festival de Cannes 2017.
Mais homens acusam Kevin Spacey de assédio e ator anuncia que buscará tratamento
Após o ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) tomar a iniciativa e acusar Kevin Spacey de assédio, vários homens se pronunciaram contra o protagonista de “House of Cards”. Entre eles, o cineasta Tony Montana, que o acusou de “colocar a mão na minha virilha”, e o ator mexicano Roberto Cavazos, que foi ao Facebook lembrar do período em que Spacey foi diretor artístico do teatro Old Vic, em Londres. “Parece que o único requisito era ser homem com menos de 30 anos para o Sr Spacey se achar livre para nos tocar”, escreveu. Outros atores e funcionários do Old Vic ecoaram a acusação, afirmando terem visto Kevin Spacey transformar os 11 anos em que foi diretor artístico da casa numa procissão de assédios. “Nós todos mantínhamos as histórias por baixo dos panos. Eu o vi apalpando homens muitas vezes em várias situações diferentes”, disse um empregado que preferiu se manter anônimo, ao jornal The Guardian. “Ele tirava vantagem do fato de ser esse grande ícone. Ele tocava os homens na virilha. Fazendo muito rápido para que eles não conseguissem desviar.” Uma antiga estagiária do Old Vic, Rebecca Gooden, afirmou ao Guardian que as histórias sobre Spacey eram conhecidas no local. Ela decidiu se identificar após o teatro afirmar, em comunicado, que “não está em posição de comentar casos específicos que podem ter acontecido no passado”. “Havia uma piada recorrente sobre isso. Me disseram que eu não deveria falar sobre o assunto fora do teatro. Fiquei enojada com o fato de o teatro ter escolhido dizer que não sabe de nada”, disse Gooden. Após a divulgação desses casos, uma porta-voz de Kevin Spacey divulgou um comunicado afirmando que o ator vai procurar tratamento. “Kevin Spacey está tomando o tempo necessário para procurar avaliação e tratamento”, diz a nota. “Nenhuma outra informação será divulgada por enquanto.” A opção pelo tratamento e a resposta curta vem logo após a repercussão negativa do único pedido de desculpas de Spacey, que rebateu a primeira acusação de assédio com uma revelação de que era gay, o que pegou muito mal entre a comunidade LGBT+. As consequências da denúncia já incluem o cancelamento de homenagens que ele receberia do Emmy Internacional e a suspensão da produção da 6ª temporada de “House of Cards”. Atualmente, a Netflix avalia como lidar com o escândalo e encontrar uma forma de encerrar a trama da série numa última temporada.
Estrela de reality show acusa Jeremy Piven de abuso sexual
A hashtag #metoo, usada por atrizes norte-americanas para denunciar ocasiões em que foram vítimas de assédio, colocou outro ator famoso em sua mira. A estrela do reality show “Beverly Hills Nannies” Ariane Bellamar contou ter sido abusada por Jeremy Piven, quando ela participou da série “Entourage”. Bellamar acusou o ator de apalpá-la sem licença e esticou o assunto com detalhes em vários tuítes. “Ei, Jeremy Piven!”, ela escreveu. “Lembra quando você me encurralou em seu trailer no set de ‘Entourage’? Lembra de agarrar meus seios no sofá sem pedir? Lembra quando eu tentei sair e você agarrou a minha bunda?”. Ela acrescentou que isso aconteceu duas vezes. Uma no set da série da HBO e outra num evento na Mansão Playboy, de Hugh Hefner. Além disso, Bellamar acusou o ator de lhe enviar diversas mensagens de texto explicitas. Veja os tuítes originais abaixo. Diante da denúncia, a HBO, que exibiu “Entourage” de 2004 a 2011, e a CBS, que transmite a nova série protagonizada por Piven, “Wisdom of the Crowd”, lançada no começo de outubro, emitiram comunicados. A HBO afirmou ter uma política de tolerância zero para assédio sexual, mas não ouviu falar de qualquer mau comportamento de Piven em direção a Bellamar antes das alegações publicadas no Twitter na terça-feira (31/10). Já a CBS informou que está “investigando o assunto”. “Hoje, através dos relatos da imprensa, é a primeira vez que tomamos conhecimento das alegações de Ariane Bellamar sobre Jeremy Piven. Todos na HBO e em nossas produções estão conscientes de que nossa política é tolerância zero para o assédio sexual. Qualquer pessoa que sentir um ambiente de trabalho inseguro tem várias vias para fazer queixas, que levamos muito a sério”, diz a íntegra da nota do canal pago. Mais curta, a nota da CBS diz apenas: “Estamos cientes dos relatos da mídia e estamos investigando o assunto”. O próprio Jeremy Piven divulgou um comunicado, negando “inequivocamente” todas as acusações. Ele afirma que os incidentes que Bellamar descreveu “não aconteceram” e que ele espera que as alegações não prejudiquem as histórias que “devem ser ouvidas”. “Eu inequivocamente nego as alegações terríveis que estão sendo jogadas contra mim. Elas não aconteceram. É preciso muita coragem para as vítimas apresentarem suas histórias e espero que as alegações contra mim, que não aconteceram, não prejudiquem as histórias que devem ser ouvidas”. Anteriormente, a mesma Ariane Bellamar chegou a acusar Jared Leto de se esfregar nela durante as filmagens de “Esquadrão Suicida”, no qual ela interpretou uma stripper que foi cortada na edição final. Em entrevista ao site Radar Online, ela declarou que “ele fez isso todas as vezes que passou por mim”. Na ocasião, um porta-voz de Leto negou as afirmações, repetindo o que diz agora Jeremy Piven: “Não há absolutamente nenhuma verdade nisso. É completamente falso”. Hey @jeremypiven! ‘Member when you cornered me in your trailer on the #Entourage set? ‘Member grabbing my boobies on the ? without asking?? — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 ‘Member when I tried to leave; you grabbed me by the ass, looked at yourself in the mirror, & said what a ‘beautiful couple’ we made? #MeToo https://t.co/liD7irs0o0 — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 Jeremy Piven, on two occasions, cornered me & forcefully fondled my breasts & bum. Once at the mansion & once on set. #MeToo @AriMelber @CNN https://t.co/liD7irs0o0 — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 And, don’t try to deny it, sir. @HBO has us on ? together, & I’m sure @sprint has electronic back-ups of your abusive, explicit texts.#MeToo https://t.co/liD7irs0o0 — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 30, 2017 Sprint seems to be willing to help me find those explicit text mails you sent to me, @jeremypiven. Enough is ENOUGH with this ‘ish. #MeToo https://t.co/xTzUjJlwbH — Ariane Bellamar (@ArianeBellamar) October 31, 2017
Atriz de Grey’s Anatomy revela ter quase desistido da carreira após assédio de James Toback
A volumosa lista de atrizes e aspirantes assediadas por James Toback somou mais uma estrela conhecida. Caterina Scorsone, que interpreta a Dra. Amelia Shepherd em “Grey’s Anatomy”, foi ao Instagram acusar o diretor, após a Rolling Stone publicar uma entrevista em que ele rechaça as acusações, chamando-as de mentirosas. “Em resposta à negação de James Toback na Rolling Stone, sinto que devo corroborar as histórias dessas mulheres. Quero deixar claro que o diretor predatório que descrevi no artigo que publiquei alguns dias atrás era James Toback. O artigo foi escrito há 17 anos. Muitas pessoas da indústria sabiam sobre isso e me encorajavam a ficar em silêncio. Eu não fiquei, e isso afetou diretamente minha carreira. Eu fico ao lado de todas as mulheres que foram corajosas o suficiente para contar suas histórias. Eu também me identifico com todas as mulheres que sentem que não podem falar sobre isso, mesmo agora. Vamos jogar uma luz sobre todos os cantos mais sombrios”, ela escreveu. O artigo que ela menciona pode ser visto abaixo. Nele, a atriz descreve como sua participação num filme foi condicionada a um acordo de natureza sexual com o diretor, que chegou a questionar se ela realmente queria ser atriz por recusar o “convite”. Ao lado do texto, em que relata sua experiência, ela acrescentou: “Eu escrevi este artigo há 17 anos. Eu era adolescente. Depois que foi publicado, abandonei a carreira em reação ao véu de silêncio em torno desta questão. Eu eventualmente voltei a atuar como adulta, apoiada por showrunners como Shonda Rhimes. Ela é um exemplo do lado bom desta indústria. Esses exemplos existem. Vamos acabar com o outro tipo”. A entrevista de Toback à Rolling Stone foi publicada na semana passada, mas feita cinco dias antes do jornal Los Angeles Times trazer denúncias de quase 40 mulheres contra ele. Desde então, as dezenas viraram centenas. De acordo com o jornalista Glenn Whipp, autor da reportagem do Times, mais de 300 mulheres o procuraram para dizerem que também foram vítimas do diretor. Além disso, Selma Blair e Rachel McAdams deram detalhes sórdidos, descrevendo até masturbação durante um suposto teste de elenco, em entrevista à revista Vanity Fair. A resposta do cineasta na Rolling Stone revelou seu baixo nível chocante. “Todas essas acusadoras são chupadoras de p*u mentirosas ou de buc*tas mentirosas”, ele afirmou. “Posso ser mais claro do que isso?” In response to James Toback’s crass denial in Rolling Stone, I feel I must corroborate the stories of these women. I want to be clear that the predatory director I wrote about in the article I posted a few days back, was James Toback. The article was written 17 years ago. Many industry people knew about it and encouraged me to stay silent. I didn’t, and it directly affected my career. I stand with all the women who were brave enough to tell their stories. I also stand with all the women who don’t feel that they can speak up, even now. Let’s shine light into all the darkest corners. #metoo @rollingstone @hillelaron Uma publicação compartilhada por Caterina Scorsone (@caterinascorsone) em Out 27, 2017 às 8:46 PDT I wrote this article 17 years ago. I was a teenager. After it was published, I quit the business in reaction to the veil of silence surrounding this issue. I eventually returned to acting as an adult, supported by show runners like Shonda Rhimes. She is an example of the good side of this industry. These examples exist. Let’s be done with the other kind. #metoo Uma publicação compartilhada por Caterina Scorsone (@caterinascorsone) em Out 16, 2017 às 12:04 PDT
Produção da 6ª e última temporada de House of Cards é suspensa indefinidamente
A produção da 6ª temporada de “House of Cards” foi suspensa indefinidamente nesta terça (31/10), um dia após os executivos da produtora Media Rights Capital e da plataforma Netflix viajarem até Baltimore, onde as gravações estavam em andamento. Na ocasião, a Netflix e a MRC emitiram uma declaração dizendo que eles estavam “profundamente preocupados” com as alegações contra o protagonista e produtor da série, Kevin Spacey, mas também queriam tranquilizar elenco e equipe, após o ator ser acusado de assédio sexual por Anthony Rapp (da série “Star Trek: Discovery”) quando este tinha 14 anos de idade. A repercussão negativa do pedido de desculpas de Spacey, que rebateu a acusação de assédio com uma revelação de que era gay, e o cancelamento de homenagens que ele receberia do Emmy Internacional, somaram-se ao desconforto e, agora, os produtores emitiram um novo comunicado, afirmando que o trabalho foi interrompido para que possam avaliar que rumo tomar. “A MRC e a Netflix decidiram suspender a produção na 6ª temporada de ‘House of Cards’ até novo aviso, para nos dar tempo para avaliar a situação atual e resolver quaisquer preocupações de nosso elenco e equipe”, diz a nota curta. Fontes ouvidas pelos principais sites de notícias de entretenimento dos Estados Unidos já tinham adiantado que a Netflix tinha cancelado “House of Cards”, mas completaria uma última temporada, usando os episódios remanescentes para concluir sua história. Roteiristas podem ter recebido ordem de reescrever a trama, o que também explicaria a suspensão da gravação, para dar tempo para os capítulos finais serem reescritos. Além disso, a revista Variety afirmou que a plataforma estaria considerando produzir um spin-off, que acompanharia alguns personagens de “House of Cards”, sem a presença de Kevin Spacey.
Netflix estaria considerando fazer um spin-off de House of Cards sem Kevin Spacey
A Netflix estaria considerando desenvolver um spin-off da série “House of Cards”, apurou o site da revista Variety. De acordo com a publicação, há várias ideias sendo tratadas entre os executivos da plataformas. Uma delas é centrar a nova história no personagem Doug Stamper (Michael Kelly), com roteiro escrito pelo produtor Eric Roth. Ainda sem título, a nova série aconteceria sem a participação de Frank Underwood, o personagem vivido por Kevin Spacey, que além de estrelar também é produtor de “House of Cards”. O projeto teria o objetivo de preservar o prestígio da atração ao eliminar a participação de Spacey, que é o mais recente membro da indústria americana do entretenimento a ser atingido por um escândalo sexual. Após Spacey ser acusado de tentar abusar o ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) quando o colega tinha apenas 14 anos, a Netflix teria decidido cancelar “House of Cards”. Produtores da série e executivos se encontraram no set e procuraram acalmar elenco e equipe a respeito do futuro da produção. A princípio, as gravações da 6ª temporada estão mantidas, mas seriam os últimos episódios da série. Rapp disse ao BuzzFeed News que conheceu Spacey em 1986, quando ambos apareceram em peças da Broadway. Uma noite, Spacey o convidou para o seu apartamento para uma festa. Quando percebeu que era o único que ainda estava no apartamento, sofreu uma tentativa de abuso do ator mais velho. Mas como tinha só 14 anos, demorou a entender o que estava acontecendo. Leia aqui mais detalhes do relato do assédio.
Emmy Internacional cancela homenagem a Kevin Spacey
A Academia Internacional de Artes e Ciências Televisivas, responsável pelo Emmy Internacional, anunciou que não irá mais homenagear o ator Kevin Spacey (série “House of Cards”) na cerimônia de premiação deste ano. Spacey, que foi acusado de assediar o ator Anthony Rapp (série “Star Trek: Discovery”) quando o colega tinha apenas 14 anos, iria receber o International Emmy Founders Award, um prêmio honorário dedicado àqueles que contribuíram para aprimorar a qualidade da televisão. Shonda Rhimes (“Grey’s Anatomy” e “Scandal”) e J.J. Abrams (“Lost” e “Westeworld”) estão entre os que receberam a honraria. “A Academia Internacional anuncia que, à luz dos recentes eventos, não irá honrar Kevin Spacey com o International Emmy Founders Award de 2017”, anunciou a instituição por meio de uma nota nas redes sociais. O Prêmio iria reconhecê-lo como “um dos grandes talentos multidimensionais” que “atravessa as fronteiras culturais para tocar a humanidade”. Rapp disse ao BuzzFeed News que os dois se conheceram em 1986, quando ambos apareceram em peças da Broadway. Uma noite, Spacey o convidou para o seu apartamento para uma festa. Quando percebeu que era o único que ainda estava no apartamento, sofreu uma tentativa de abuso do ator mais velho. Mas como tinha só 14 anos, demorou a entender o que estava acontecendo. Leia aqui mais detalhes do relato do assédio.











