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  • Filme

    Negócio das Arábias envolve sem que o espectador perceba

    15 de agosto de 2016 /

    A carreira do cineasta alemão Tom Tykwer é marcada por filmes bastante distintos entre si. Ele ganhou notoriedade internacional com o divertido “Corra Lola Corra” (1998), trabalhou em um dos filmes de um projeto póstumo de Krzysztof Kieslowski, “Paraíso” (2002), dirigiu a adaptação de um best-seller de prestígio, “Perfume – A História de um Assassino” (2006), e fez parceria com os irmãos Wachowski no ambicioso “A Viagem” (2012), para citar alguns de suas obras mais conhecidas. Há muito pouco em comum entre todos esses filmes, a não ser uma certa plasticidade, que se apresenta evidente em todos os seus trabalhos. Difícil considerá-lo um autor. De qualquer maneira, isso não é preciso. Cada filme é um projeto único e pode ser visto de forma totalmente independente. Principalmente no caso de um diretor como Tykwer. “Negócio das Arábias” é o seu mais recente trabalho para o cinema, que volta a reuni-lo com Tom Hanks, com quem havia trabalhado em “A Viagem”. Trata-se de um filme de narrativa diferenciada desde as primeiras imagens, um tanto rápidas, quase lisérgicas, no modo como apresenta o dia a dia do protagonista Alan, um executivo falido que deixa o seu país arruinado, os Estados Unidos, para tentar a sorte na Arábia Saudita, lugar que experimenta crescimento econômico. O retrato dos Estados Unidos, inclusive, é bem pequeno e pobre, em contraste com a vastidão dos desertos e dos prédios gigantescos daquele lugar de cultura estranha. Há um homem que serve de motorista e de guia turístico para Alan, o divertido Yousef (o estreante Alexander Black). Mas é curioso como, apesar de se destacar, ele sempre aparece em cenas curtas. Como, aliás, todos os demais personagens que rodeiam Alan. Mesmo a médica por quem ele se interessa, vivida por Sarita Choudhury (série “Homeland”), e que ganha mais espaço no final, parece um apêndice na vida do protagonista – e até um pouco deslocada na história, como se quisessem incluir um interesse amoroso a fórceps. Outra coisa que desaponta é a tal apresentação que ele vai fazer para o Rei da Arábia, em um holograma – razão do título original, “A Hologram for a King”. Do jeito que é mostrada, não causa o menor fascínio. Principalmente porque é criada grande expectativa para sua exibição. Mesmo assim, “Negócio das Arábias” é um filme que envolve, apesar de frágil, sem que o espectador perceba.

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  • Filme

    Tom Hanks tenta fazer negócios na Arábia no trailer da adaptação de Um Holograma para o Rei

    19 de março de 2016 /

    A Roadside Attractions divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Negócio das Arábias” (A Hologram for the King), nova dramédia estrelado por Tom Hanks (“Ponte de Espiões”). A prévia é bem interessante, desde o começo, em que Hanks encarna um videoclipe dos Talking Heads (“Once in a Lifetime”) como forma de demonstrar sua falência, até o choque cultural que está no centro da trama, sobre um americano que tenta vender tecnologia de ponta (o holograma do título) na Arábia, para um rei saudita. Como a produção é hollywoodiana, o vídeo também trata de encaixar um desencaixado romance entre o protagonista e uma mulher árabe. O filme é uma adaptação do romance “Um Holograma para o Rei” do escritor Dave Eggers, publicado nos EUA em 2012 e lançado no Brasil no ano passado pela Companhia das Letras. Curiosamente, Hanks vai estrelar neste ano outra adaptação do mesmo autor, a sci-fi “O Círculo”, baseado no livro seguinte de Eggers. Na trama, Hanks vive Alan Clay (Hanks), um empresário americano falido que busca novas oportunidades na Arábia Saudita, para continuar pagando os estudos de sua filha. Na cidade de Jeddah, onde ele arruma trabalho, Alan é levado todo dia de carro para encontrar o Rei Abdullah, que pretende transformar o deserto numa cidade vibrante com tecnologia de ponta. O problema é que o rei sempre falta ao compromisso. Com roteiro e direção do alemão Tom Tykwer (“A Viagem”), o filme também traz em seu elenco os atores Tom Skerritt (“Alien – O Oitavo Passageiro”), Ben Wishaw (“007 Contra Spectre”), Sarita Choudhury (série “Homeland”), Sidse Babett Knudsen (“O Duque de Burgundy”), Jay Abdo (“Rainha do Deserto”), Dhaffer L’Abidine (série “Hunted”) e Atheer Adel (também da série “Homeland”). “Negócio das Arábias” tem estreia marcada para o dia 22 de abril nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Cinebiografia de Pelé terá première mundial no Festival de Tribeca, em Nova York

    9 de março de 2016 /

    Não foram só as obras de mobilidade da Copa de 2014 que ainda não saíram do papel. O longa-metragem “Pelé: O Nascimento de uma Lenda” tampouco foi lançado. Mas ao menos o filme, concebido para chegar aos cinemas junto da Copa do Brasil, já tem data de “inauguração” agendada. Ele será apresentado pela primeira vez ao público mundial durante o Festival de Tribeca, em Nova York, nos Estados Unidos. O filme é escrito e dirigido pelos irmãos Michael e Jeff Zimbalist (ambos do documentário “The Two Escobars”) e tem no elenco nomes como Rodrigo Santoro (“300”), Seu Jorge (“Tropa de Elite 2″), Vincent D’Onofrio (“Jurassic World”), Diego Boneta (“Rock of Ages”) e Colm Meaney (série “Hell on Wheels”). Na pele do vencedor de três Copas do Mundo estão os estreantes Leonardo Carvalho e Kevin de Paula, vivendo as versões criança e adolescente de Pelé. A trama narra a ascensão de Pelé, das favelas de São Paulo até se tornar o herói do povo brasileiro, quando, aos 17 anos de idade, levou o Brasil a sua primeira conquista de uma Copa do Mundo de Futebol, em 1958. O filme pretende se concentrar nesse período e não na fase adulta do tricampeão. Além do “Pelé” ficcional, o festival nova-iorquino também contará com o Pelé real, que, após a première, participará de um debate com o público. O melhor jogador de futebol do mundo é muito querido em Nova York, onde se tornou um grande astro nos anos 1970, com o uniforme do time New York Cosmos. Pelé, por sinal, não será o único pop star do festival, que também contará com Elvis Presley. O cantor, claro, não participará do evento – apesar dos avistamentos de seu fantasma, ele não costuma se comunicar com os vivos. Mas será representado por seu intérprete, Michael Shannon (“O Homem de Aço”), no filme “Elvis & Nixon”. O papel do político corrupto mais famoso dos EUA, por sua vez, é vivido pelo intérprete do político mais corrupto da ficção americana, Kevin Spacey (o Presidente Underwood da série “House of Cards”). O filme sobre o encontro real entre o rei do rock e o presidente dos EUA também terá sua première mundial em Tribeca. A programação do festival também inclui “A Hologram for the King”, protagonizado por Tom Hawks, que conta a vida de um homem de negócios e sua tentativa de vender produtos de última tecnologia na Arábia Saudita. Entre os demais longas-metragens confirmados, estão “All We Had”, dirigido pela atriz Katie Holmes, “The Devil and the Deep Blue Sea”, protagonizado por Jason Sudeikis, “Custody”, com Viola Davis, e a comédia “The Family Fang”, de Jason Bateman, que conta no elenco com a atriz Nicole Kidman. Além destes, também foram divulgados os longas das mostras competitivas e da seção Viewpoints, dedicada a vozes originais. Dentre os filmes selecionados nesta seção, estão o brasileiro “Califórnia”, de Marina Person, a animação adulta “Nerdland”, dublada por Paul Rudd (“Homem-Formiga”), a distopia “High-Rise”, com Tom Hiddleston (“Thor”), e a sci-fi juvenil “Equals”, com Kristen Stewart (“Acima das Nuvens”) e Nicholas Hoult (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). Saiba mais aqui. O Festival de Cinema de Tribeca vai acontecer entre os dias 13 e 24 de abril, e será aberto com a exibição do documentário “The First Monday in May”, sobre o Museu Metropolitano de Nova York.

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