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  • Filme

    Claudia Cardinale, símbolo do cinema italiano, morre aos 87 anos.

    24 de setembro de 2025 /

    Atriz de “O Leopardo”, “8 1/2” e “Era uma Vez no Oeste” marcou época com sua presença em grandes clássicos do cinema europeu

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  • Filme

    Anouk Aimée, estrela de “Um Homem, uma Mulher” e “La Dolce Vita”, morre aos 92 anos

    18 de junho de 2024 /

    Atriz francesa brilhou em filmes famosos de grandes mestres do cinema europeu como Lelouch, Demy, Fellini e Bertolucci.

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  • Etc,  Filme

    Lina Wertmüller (1928-2021)

    9 de dezembro de 2021 /

    A cineasta italiana Lina Wertmüller, primeira mulher indicada ao Oscar de Melhor Direção, morreu na manhã desta quinta-feira (9/12) em Roma, aos 93 anos. “A Itália lamenta a partida de Lina Wertmüller, uma diretora que com sua classe e estilo incomparáveis deixou uma marca permanente em nossa cinematografia e em todo o mundo”, manifestou-se o ministro italiano da Cultura, Dario Franceschini. Agitadora desde a juventude, ela conseguiu a façanha de ser expulsa de 15 escolas católicas diferentes, antes de encontrar um meio de expressão nas artes, decidindo ainda jovem trabalhar no cinema e no teatro. Ela deu seus primeiros passos para virar cineasta com 25 anos de idade, ao conseguir o cargo de assistente de direção no musical “…e Napoli Canta!” (1953). Destacando-se na função, ela chegou a trabalhar como assistente do mestre Federico Fellini no clássico “8 1/2” (1963). No mesmo ano, escreveu e dirigiu seu primeiro longa, o drama “The Basilisks”, concebido na tradição do neorrealismo italiano. Fez depois mais duas comédias, incluindo “Não Brinque com o Mosquito” com a cantora Rita Pavone, que inaugurou sua longa e bem-sucedida parceria com o ator Giancarlo Giannini, e até um western spaghetti (“A Pistoleira de Virginia”) antes de se tornar reconhecida por suas obras iconoclastas na década de 1970. O filme da virada foi “Mimi, o Metalúrgico” (1972), que rendeu o David di Donatello (o Oscar italiano) a Giancarlo Giannini pelo papel-título, um operário comunista em fuga da máfia e em meio a um caso extraconjugal. A partir daí, Wertmüller se especializou em obras satíricas, que combinavam política, humor e sexo. Seu filme seguinte, “Amor e Anarquia” (1973), acompanhava uma conspiração de bordel contra o fascismo e rendeu outro prêmio para Giannini, desta vez no Festival de Cannes. Em 1974, ela lançou um de seus trabalhos mais populares: “Por um Destino Insólito”, em que uma socialite naufraga numa ilha com um marinheiro comunista (obviamente Giannini) e, em pouco tempo, a luta de classe se transforma em guerra de sexos. A comédia fez tanto sucesso que inspirou um remake dirigido por Guy Richie e estrelado por sua então esposa Madonna em 2002. Sua obra-prima, porém, foi “Pasqualino Sete Belezas”. O filme de 1975 acompanhava um homem comum (sim, Giannini) que opta sempre pelo caminho mais fácil, tomando decisões que o levam a situações cada vez piores em plena 2ª Guerra Mundial, até se ver submetido às vontades de uma mulher obesa no comando de um campo de concentração nazista. O filme sobre desgraças em série lhe rendeu consagração mundial e foi indicado a nada menos que quatro Oscars: Melhor Filme Estrangeiro, Ator (Giancarlo Giannini), Roteiro Original e Direção para Wertmüller. Foi a primeira vez que uma mulher disputou o Oscar de Direção, feito que só voltou a acontecer duas décadas mais tarde, quando a neozelandesa Jane Campion foi indicada por “O Piano” em 1993. Após a indicação, Wertmüller assinou um contrato com a Warner Bros para fazer quatro filmes em inglês, resultando em sua estreia na língua de Hollywood, “Dois Perdidos numa Noite de Chuva” – que apesar da mudança de idioma, continuou a trazer Giannini como ator principal, agora ao lado de Candice Bergen. Só que o filme foi um fracasso tão grande que fez a Warner romper o contrato. Ela se vingou de Hollywood juntando dois dos atores mais famosos da Itália em seu lançamento seguinte, “Amor e Ciúme” (1978), estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni. Giannini continuou a bordo como coadjuvante, mas o “rebaixamento” resultou no fim da longa parceria. Um detalhe curioso é que o título original de “Amor e Ciúme” entrou no Guinness como o mais longo da História do Cinema – em italiano, o filme foi chamado de “Un fatto di sangue nel comune di Siculiana fra due uomini per causa di una vedova. Si sospettano moventi politici. Amore-Morte-Shimmy. Lugano belle. Tarantelle. Tarallucci e vino”. Os lançamentos continuaram com “Camorra” (1985), premiado no Festival de Berlim, e “Em Noite de Lua Cheia” (1989), exibido no Festival de Veneza, que ainda mobilizaram a crítica nos anos 1980, mas “Sábado, Domingo e Segunda” (1990), com Sophia Loren, “Ninfeta Italiana” (1996), com Stefania Sandrelli, e “Ferdinando e Carolina” (1999) já não causaram o mesmo impacto. Seu último longa de ficção foi “A Casa dos Gerânios” em 2004, embora tenha continuado a realizar telefilmes e documentários, antes de se voltar exclusivamente ao teatro na última década, onde desenvolveu trabalhos até sua morte. Em 2019, ela recebeu um Oscar honorário por suas realizações, bem como uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

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  • Filme

    Madeleine Lebeau (1923 – 2016)

    16 de maio de 2016 /

    A atriz francesa Madeleine Lebeau, que ficou conhecida ao interpretar Yvonne, a amante abandonada de Rick Blaine (Humphrey Bogart), em “Casablanca” (1942), morreu no dia 1 de maio, na Espanha, depois de quebrar o fêmur. A informação só foi confirmada agora pelo enteado dela, Carlo Aberto Pinelli. Lebeau chamava atenção no filme ao aparecer cantando “A Marselhesa” num duelo com os alemães no Rick’s Cafe. Ao final do hino francês, gritava “Viva la France!”, para consternação dos nazistas. Ela era a última integrante do elenco clássico que permanecia viva. Madeleine nasceu em 1923 na França e, assim como sua personagem em “Casablanca”, ela também fugiu do país após a ocupação nazista. Em Hollywood, ela ainda participou de “Paris nas Trevas” (1943), sobre a resistência francesa, e “Música para Milhões” (1944), um musical de grande sucesso. Com o fim da 2ª Guerra Mundial, ela voltou à terra natal, onde seguiu carreira no cinema europeu, causando furor ao aparecer nua na comédia picante “Et Moi j’te Dis qu’elle t’a Fait d’l’oeil!” (1950). Entre os clássicos que estrelou em seu retorno à França ainda se destacam o noir “Encruzilhada do Pecado” (1951), que foi seu principal desempenho dramático, a cinebiografia “Napoleão” (1955), as comédias “Ele, Ela… e o Outro” (1956), do mestre Marcel Carné, e “O Príncipe e a Parisiense” (1957), com Brigitte Bardot, o drama “Mercado Negro” (1958), com Alain Delon. Ao final da carreira, ela ainda atuou em dois clássicos que, de modos diferentes, marcaram a história do cinema: a obra-prima italiana “8 1/2” (1963), de Federico Fellini, e um dos maiores sucessos do cinema francês, o romance de época “Angélica, a Marquesa dos Anjos” (1964), de Bernard Borderie.

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